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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Dialogar com as pessoas em tom elevado é impossível

Você fala num encontro:

_ Os melhores momentos merecem ser registrados por escrito, pois o que se funda na conformidade com o Todo que vem de Deus é eterno e deve ser legado às futuras gerações.

A criatura responde:

_ Nada é eterno. Só humanos querem arrogar o papel de Deus.

Está vendo porque é mais interessante conversar com uma mulher de fora do Brasil? O protestantismo - aquilo que se funda no materialismo, na negação da fraternidade universal e, por conseguinte, do senso de eternidade - mata a inteligência da pátria. É praticamente impossível dialogar com alguém em nível elevado, neste país.

Por isso que não dialogo mais com pessoas estranhas àquilo que sou e represento. Quem não é católico e monarquista, quem conserva o que é conveniente e dissociado da verdade, não é digno de mim, pois tento viver a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus da melhor maneira que posso.

Escrever é dar atenção à eternidade

1) Eu lembro que o Olavo dizia que as matérias do Brasil estão ficando cada vez mais irrelevantes: só corrupção, putaria, fofoca de artista - enfim, tragédia em cima de tragédia.

2) É tanta notícia ruim que confesso que já estou ficando de saco cheio disso. A causa da enorme quantidade notícias ruins eu já conheço: a mentalidade revolucionária. O que pegarei, de quando em quando, são matérias que analisarei mais tarde, quando tiver um tempo.

3) É verdade sabida que nada viaja mais rápido do que a luz - a não ser as más notícias, que possuem uma lógica própria, em parte fundada em sabedoria humana dissociada da divina. Por isso, vou ser mais criterioso, quando postar algo no meu mural. 

4) Desde que comecei a escrever muito mais do que escrevia, ao longo deste últimos dois meses, eu sinto que o que estou estudando é bom e edifica  - e isso é mais interessante do que ficar vendo as picuinhas do mundo.

5) Estou no mundo, mas não sou do mundo - por isso, está me fazendo muito a vida na clausura do meu quarto escrevendo sobre aquilo que se funda desde Ourique.

6) Vou tentar passar menos tempo no face - só vou usá-lo para escrever e postar para os meus pares, tão-somente.  Se não tiver idéias novas, meditações novas, eu vou aproveitar a quaresma meditando e atendendo a quem precisar de mim. Só não faço pleno jejum do facebook por conta da importância do mesmo para a minha atividade profissional de escritor. 

7) O dia que a rede social se tornar tão irrelevante quanto à TV, volto aos livros e deixo o messenger ligado para os meus pares, pois estou sempre disposto a ouvir com os olhos os que eles têm a dizer por escrito.

A Sexta República lembra a Sexta da Crucificação - Cristo morreu de modo a redimir nossos pecados, enquanto monarquistas

1) Se tomamos nosso país como se fosse um lar em Cristo, nós somos embaixadores tanto de Cristo, cuja relação está fundada no Céu, quanto embaixadores da terra que toma o seu país como se fosse um lar em Cristo - a embaixada do Céu na Terra, enquanto santa escola que nos prepara para a pátria definitiva.

2) Se minha terra se desliga do céu, ai de mim, pois fui omisso  e faltei com os meus deveres - e vão me perguntar sobre as coisas que me ocorrem na minha terra.

3) Os vícios da apatria republicana já afetam cinco ou seis gerações de brasileiros. Só mais recentemente é que o movimento monárquico pôde se organizar, pois a proibição da posição política de se defender a restauração da monarquia foi abolida pela primeira na vez História das Constituições da República. Só na Sexta República, quando lembramos da Sexta-Feira da Crucificação, é que conseguimos o que queríamos, ao fazermos da nossa derrota uma vitória, fundada na eternidade: conseguimos o perdão dos nossos pecados, enquanto monarquistas. Isso foi uma graça e tanto! Estamos prontos para servir a Cristo nestas terras distantes, ao restaurar os valores do Antigo Regime, fundados na Aliança do Altar com o Trono edificada desde Ourique.

4) Replantar a antiga floresta de árvores vivas e frondosas do passado é um processo longo e demorado. Haverá muitas marchas e contramarchas, pois a mentalidade conservantista é muito forte por aqui. Vencer a teimosia, a vaidade, a estupidez, a insistência em recusar a pátria do Céu como fundamento para se edificar uma sólida escola na Terra - que é a nação tomada como se fosse um lar em Cristo -, tudo isso vai exigir esforço, muito esforço. Estou otimista, pois há uma avenida pela frente. Já consegui converter alguns - e ao longo do meu apostolado eu certamente converterei mais alguns no caminho. 

5) Enfim, trabalharei muito para isso - afinal, Deus está no comando, na figura do Cristo Crucificado de Ourique.

Visões de um brasileiro sobre o falso feriado do Dia dos Presidentes nos EUA

1) Estava eu assistindo meus jogos de basquete da NBA por streaming e vi uma propaganda relacionada ao feriado do dia dos presidentes nos EUA - feriado artificial por excelência, fruto de um país que nasceu sem a presença do Cristo Crucificado de Ourique e rompendo com uma tradição monárquica.

2) As crianças todas, em forma de música, cantando a ordem dos presidentes pelo sobrenome: Washington, Adams, Jefferson, Madison... até o nefasto Obama.

3) Eu vi isso com horror. Imagina se tentarem impor uma desgraça dessa aqui no Brasil? 

4) Como brasileiro, e como conhecedor de tudo o que se edificou desde Ourique, eu tenho nojo da República e de seus presidentes. Se eu tivesse filho nascido nos EUA, eu o educaria a honrar a Cristo e a servir à Casa de Bragança - e diria que nenhum país é livre enquanto não houver aliança entre o altar e o trono. 

5) Se estivesse nos EUA, eu formaria muitos monarquistas por lá. E ao acabar com a república-modelo por excelência, eu acabaria com a heresia americanista no mundo.

Notas sobre os fins da justiça e do Estado

1) Fazer papel de vítima é valer-se da própria torpeza.

2) O princípio mais básico do Direito nos diz que ninguém deve se valer da própria torpeza. Esse teatrinho dos infernos não cola para quem ama a justiça e vive a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus.

3) A partir do momento em que a advocacia se reduz a ativismo judicial, a partir do momento em que a lei positiva fica divorciada da lei de Deus, tudo vira tergiversação, prostituição. E a regra mais sagrada da justiça termina sendo relativizada.

4) O que é o totalitarismo senão relativização dos direitos mais sagrados decorrentes da Lei Eterna, fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus?

5) O fim do Estado é se organizar, de modo a servir a todos os que amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento. O fim do Estado é estimular as pessoas a amarem o seu país como se fosse um lar em Cristo, a partir do exemplo do Rei e de sua família - ele foi escolhido por Deus para nos reger e nos deu a missão de servirmos a Cristo em terras distantes. 

6) Se não enxergarmos Cristo como sendo nosso irmão e compatriota, não poderemos ver no Cristo o que Ele é: um rei. E precisamos ver no nosso Rei a figura de Cristo. Se ele não for um imitador do Rei dos Reis, um exemplo a ser seguido, melhor que outra pessoa assuma e honre esse papel, pois é a razão de ser de nosso país, pois Cristo nos fez livres, ao nos conceder um Rei como D. Afonso Henriques.

O libertarismo é a infância do totalitarismo

1) O libertário, seja na sua forma mais clássica ou radical, fala que imposto é roubo. Ele olha por esse viés porque ama mais o dinheiro do que as pessoas, dado que não passa de um egoísta, mimado.

2) Este Estado totalitário é fruto direto desse amor pelo dinheiro que ele tem, pois acabou criando um concorrente, aparentemente falando, mais perverso do que ele e do qual mais parece um colaborador, na verdade - e isso tudo é fruto do seu ódio cego à monarquia e ao fato de o Rei tomar o povo como se fosse parte de sua família, que é parte do senso de se tomar o pais como se fosse um lar, em Cristo. Ele que assuma o filho que ele gerou, pois o libertarismo é a infância do totalitarismo!

3) A única coisa que acaba com o totalitarismo é a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus. E isso pede que os chefes de família católicos lutem sempre e ocupem seu lugar de direito na política, transformando esta infame praça de negócios que se tornou o Congresso Nacional numa escola de estadistas.

4) Já faz um tempo, mas estou tornando oficial - estou bloqueando todos os libertários, todos os que buscam liberdade fora da liberdade em Cristo. Não adicionarei mais nenhum. E se estivesse no Congresso, eu defenderia o banimento e a cassação da nacionalidade de todos os que estiverem envolvidos com estas ideologias: o libertarismo e o comunismo. Para mim, apátrida não tem direito algum, pois estes atentam contra as fundações lógicas da pátria. 

5) Se algo de ruim for feito contra eles, nenhuma proteção da lei terão, pois atentaram contra o Cristo Crucificado de Ourique - e este país está fundado na Aliança do Altar com o Trono, pois Cristo fez de nós servidores do Império que Ele queria tanto ter e nos mandou - desde nosso primeiro Rei, D. Afonso Henriques - servirmos a Ele em terras distantes. Não admitirei que se valham da própria torpeza. Se já não permito isso no meu mural, que dirá quando estiver no Congresso Nacional, se me chamarem para ser deputado federal ou senador!

6) Se eles quiserem a proteção do Estado, que se arrependam e vivam em conformidade com o Todo que vem de Deus. Acho muito pouco provável que voltem a viver por força de seus pecados, a não ser uma pequena parte deles, pois o conservantismo nasce de uma escolha - trata-se de uma heresia. E o orgulho, fundado no fato de que todos têm a sua verdade, os torna escravos do demônio. O povo não vai ser vítima dessa canalhice porque eu não vou deixar.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 12 de fevereiro de 2016 (data da postagem original).

Notas sobre a falácia da fraternidade universal das repúblicas

1) Se a fraternidade universal das repúblicas fosse verdadeira, eu poderia votar em qualquer um que julgasse apto a exercer a Presidência. E essa pessoa pode até mesmo não ser nem nascida no Brasil - como certa vez aconteceu com D. Pedro II, nosso Imperador, que recebeu uma quantidade expressiva de votos numa eleição presidencial dos EUA.

2) A maior prova de que isso é uma ilusão está no nacionalismo - a república é composta basicamente por governos de facção, que se valem do conhecimento da terra em que nasceram de modo a terem o monopólio absoluto do poder. E neste ponto, as facções, por conta do monopólio transvestido de legitimidade, se unem e tendem a um governo de colaboração, de modo a impedir, sob alegação de colonialismo, que facções rivais externas sejam chamadas ao poder, através da iniciativa do povo. Eis a técnica das tesouras.

3) O nacionalismo é o primor da insinceridade, do fingimento, pois tomam o país como se fosse religião totalitária de Estado - e as facções querem poder absoluto, pois tomam as riquezas da nação como se fossem suas, a ponto de quererem abolir, por decisão inescrupulosa, a proteção legal que decorre da propriedade privada. E neste ponto, tendem a enxergar o povo como se fosse um grande órgão que confirma os interesses desses grupos que estão no poder.

4) Se a fraternidade universal das repúblicas fosse verdadeira, eu poderia votar em D. Luiz, chefe da Casa Imperial do Brasil, ou em Andrzej Duda, presidente da Polônia, que é mais católico do Bolsonaro, o qual, quanto à questão da gravidez em caso de estupro, não passa de um legalista. Ele sabe que o aborto é inconstitucional, se observada a Lei Eterna, mas este conserva o que é conveniente e dissociado da verdade. E para um país que é herdeiro daquilo que foi edificado pelo Cristo Crucificado de Ourique, ele não passa de um apátrida.