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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Notas sobre o trabalho do Olavo

1) Olavo pode usar o vídeo para gravar suas aulas porque ele tem uma larga experiência como jornalista - e combinada com a sua experiência de filósofo, ele ensina as coisas ao maior número de pessoas possível, uma vez que a situação em que nos encontramos no Brasil precisa ser mudada de maneira urgente.

2) Ele sabe que o mar da impessoalidade é um mar traiçoeiro e perigoso, o mais perigoso dentre todos os mares que os portugueses já navegaram antes. Ele abraçou esse risco e seguiu em frente.

3) Ele conseguiu achar terra e nessa nova terra, nesse novo Brasil, ele continentalizou almas - e isso é uma outra qualidade do Olavo. Para exercer essa coragem pessoal, ele teve de abraçar uma cruz cujo madeiro é de chumbo - a das almas massificadas fundadas nos pseudovalores da Europa Continental: positivismo, republicanismo, conservantismo, salvacionismo, marxismo - enfim, tudo o que não presta. A continentalidade do Brasil é o berço onde as piores idéias sempre prosperam - e foi nelas que as idéias mais nefastas da Europa continental ganharam força, a ponto de os virtuosos viverem ilhados num mar sem fim de medíocres.

Da importância da fala, como uma segunda escrita

1) Quando aquilo que você tem a dizer é tão urgente e necessário que deve ser dito ao maior número de pessoas possível, faz-se jus usar a fala como se fosse uma segunda escrita. E a técnica de se usar a fala como se fosse uma segunda escrita se chama retórica, que é uma extensão da ars bene decit, coisa que leva ao desenvolvimento da escrita a partir da literatura.

2) Para fazer isso, você precisa ter uma coragem pessoal muito grande, de modo a encarar a impessoalidade e o conservantismo sistemático, fundado numa sociedade que não crê em fraternidade universal, uma vez que o mundo moderno tem este caráter derivado do protestantismo.

3) Nem sempre bons escritores são necessariamente bons oradores. O tempo do escritor é a reserva e a prudência; o do orador, a urgência. Jornalistas têm mais utilidade para noticiar as coisas falando, pois isso leva a denunciar o que é urgente, flagrante, pois as coisas estão pegando fogo; o historiador tende a registrar as coisas mais por escrito porque está sempre a analisar ruínas do passado - e investigar o passado de modo a compreender o presente pede muito a racionalidade. E a escrita é a ferramenta da racionalidade por excelência.

Notas sobre a escrita e a fala enquanto ferramentas

1) Quando uso telefone, ou microfone, eu só uso naquilo que for necessário: esclarecer alguma coisa ou fazer algo mais urgente. A fala deve ser usada para estas circunstâncias: para coisas urgentes, incontornavelmente necessárias.

2) Usar a fala para jogar conversa fora é servir a palavra de Deus de maneira vazia. O lugar da conversa é para edificar - e isso implica algo fundado na eternidade.Não seria melhor e mais sensato conversar por escrito a falar? Pelo menos, eu sei como devem ser usadas as coisas; a fala é uma ferramenta e a escrita é outra - por isso, façamos bom uso delas dentro da sua real teleologia. Aquilo que é mais urgente, necessário, imperativo, que se faça na fala - e o que não se fundar nessa natureza, por se fundar na eternidade, na razão, na bondade de Deus, que se faça na escrita.

3) Pelo menos, é como eu vejo as coisas. Tenho consciência disso - a maioria, infelizmente, não, pois só conservam o que é conveniente e dissociado da verdade.

Rede social foi feita para se escrever

1) Outro dia um colega de facebook me perguntou se eu tinha microfone. Eu disse que não, pois não tinha.

2) Eu não entendo essa mania que o pessoal do facebook tem de ficar jogando conversa fora através da fala. Tudo o que é relevante se perde ao vento - e eu odeio isso.

3) Rede social foi feita para se escrever. Com muito esforço, acabei dominando a língua portuguesa e levei 20 anos para entender a verdadeira vocação do Brasil, de modo a ser tomada como se fosse um lar em Cristo.

4) Falar pra mim é o ato mais irracional que pratico. E do jeito como se tem um gravador amigo em cada esquina, qualquer coisa que eu disser pode e será usada contra mim no falso tribunal da inquisição da vaidade, onde vão me julgar e me condenar sumariamente por qualquer coisa que disser contra tudo aquilo que ofender o que é considerado conveniente, mas dissociado da verdade em Cristo.

5) Não sei agir no campo da irracionalidade - por isso que não gravo vídeos. Queria muito que voltássemos de certa forma ao século XVIII, onde a sociedade era muito presa às letras. Como eu tenho uma relação quase que íntima com as letras, eu prefiro escrever a falar por telefone ou em microfone.

6) Até hoje não consigo aceitar o fato de que e-mail é coisa do passado, como disse meu irmão, em certa ocasião. A vantagem do mesmo está no fato de que posso estabelecer debates com as pessoas, coisa que não se pode fazer na mensagem instantânea, cujo tempo é mais próximo da fala - e nela o improviso e a criatividade contam mais.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Cristo consagrou a língua portuguesa como língua de navegação virtual

1) Quando Cristo consagrou o sangue português à grandeza, ao nobre serviço de servir a Ele em terras distantes, ele também consagrou a língua portuguesa a fazer esse mesmo trabalho.

2) Quando foi criada a rede social, um mar virtual foi descoberto. Como navegar para nós é preciso e viver a vida voltado para o nada não é preciso, eis porque os que buscam conhecimento, os que querem crescer na vida como pessoas sérias e íntegras estão crescendo na rede social.

3)  Isso explica o brazilian takeover no facebook - e o facebook só ofereceu um serviço mais dinâmico, o que favoreceu o surgimento de talentos literários, fomentados no trabalho do Olavo.

4) Os atributos dos portugueses fizeram com que o PT perdesse a guerra virtual. A única coisa que os petistas podem fazer é corromper o facebook e o  comitê gestor de internet - e é isso que não pode ser feito.

5) Quanto aos apátridas que vieram navegar nesse mar, eles sucumbirão junto à estupidez fundada nos pseudovalores continentais: o positivismo, a revolução francesa o republicanismo.

6) O mar virtual pede gente com alma de argonauta - esses argonautas devem saber manejar o teclado tal como os antigos manejavam o barco. Nossa Escola de Sagres é o COF do Olavo - e é disso que precisamos.

Notas sobre os tipos de escritor que atuam na rede social

1) Existem dois tipos de escritores: 

1.1) O primeiro deles adota a técnica do Blaise Pascal de escrever frases e ir dando continuidade ao tema, se houver demanda quanto a isso. Para fazer isso, o escritor deve ter muita experiência e e ter algo pronto, de modo a conduzir as pessoas para o caminho certo. Este escritor é um condutor que conduz o povo à verdade, na conformidade com o Todo que vem de Deus, da mesma forma como uma mãe conduz uma criança, de modo a se preparar para a vida adulta. Essa é a linha típica do professor Olavo de Carvalho, baseado na técnica socrática.

2) O segundo deles depende do público para o desenvolvimento de seus próprios textos. Ele necessita da interação com o público, de modo a produzir textos melhores. Ele precisa das pessoas mais qualificadas - e quanto mais gente qualificada, melhor. Eu, particularmente, me enquadro neste segundo tipo - este escritor é mais um filósofo, pois parte do pressuposto de que a construção do conhecimento é inacabada - e na rede social a escrita tende a ser um ato mais preciso e racional do que a fala. Por isso, esse escritor não costuma gravar videos, por entender que falar não é tão efetivo quanto escrever. Este escritor demora mais a fazer sucesso, pois visa o longo prazo. Ele é mais voltado para a construção e formação da elite.

O discurso de sustentabilidade se funda no conservantismo

1) Se sustentabilidade é a qualidade de tudo aquilo que pode ser sustentado ou a vir a ser sustentado, então a sustentabilidade se funda na verdade - e tudo o que se ampara na verdade é sustentável.

2) Pregar sustentabilidade num ambiente onde todos têm a sua própria verdade ou onde alegam dizer que a verdade não existe - pois não existe verdade alguma, em nenhum lugar - não passa de discurso que só conserva o que conveniente e dissociado da verdade.

3) Ao se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade, o que querem vender é uma ilusão, uma falsa sustentabilidade, de modo a implementar o relativismo moral. Só o que é verdadeiramente sustentável se sustenta naquilo que é verdadeiro, que conforme o Todo que vem de Deus.