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terça-feira, 14 de março de 2017

Que voltem os tempos em que havia bailes imperiais na Ilha Fiscal!

1) Certa ocasião, quando estava indo pra faculdade, estava atravessando a Baía de Guanabara por meio das barcas. Estava próximo à janela - à minha frente estava uma jovem senhora, com sua filha pequena.

2) Quando cruzamos a Ilha Fiscal, com aquele belo palácio onde foi celebrado o último baile imperial, a criança disse à mãe: eu quero conhecer o Castelo da Cinderela.

3) Quando me lembro desse fato, sinto vontade de chorar: que falta faz a monarquia! Se meus filhos fizerem a mesma coisa, eu vou ficar profundamente comovido.

4) Eu sou extremamente calmo, tranqüilo, pois nada me deixa abater. Na época de ICQ, eu tinha fama de frio, por ser extremamente racional e cerebral o tempo todo. Mas quando o assunto é monarquia, sobretudo os tempos de D. Pedro II, a coisa muda de figura, pois eu respiro aqueles dias como se fossem meus, mesmo tendo nascido quase 100 anos depois da queda da monarquia.

5) Quando luto pela restauração da monarquia, faço isso por uma questão de justiça. Nosso Imperador foi como um pai para nós - e toda vez que estudo a monarquia, eu vejo seu exemplo vivo e isso me toca o coração. Por isso que vou às lágrimas quando lembro dele, pois tomo-o como se meu pai fosse.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 14 de março de 2017.

segunda-feira, 13 de março de 2017

A verdadeira devoção pede discrição

1) A verdadeira devoção, no meu entender, deve ser necessariamente discreta.

2) Posso estar enganado, mas esse negócio de fazer de Nosso Senhor Jesus Cristo, ou mesmo Nossa Senhora, a Virgem Maria, de badulaque não é comigo. Isso e adorar um bezerro de ouro parecem ter o mesmo peso - o que faz com que a falsa acusação de que somos idólatras acabe se tornando verdadeira, pois é exatamente isso que a RCC faz, ao adotar métodos que lembram aos protestantes: fazer da nossa fé uma caricatura, um primor de insinceridade.

3) Parece-me que as pessoas estão aderindo a esta tese luterana: quando se peca forte, deve-se crer forte, a ponto de ostentar o terço como se fosse um adereço ou mesmo colocar Nossa Senhora nas camisetas de tal maneira a parecer uma espécie de melancia pendurada no pescoço. Isso me parece ridículo!

4.1) Na época em que meus avós eram vivos, não havia nada disso: a devoção era algo formal, discreta e sincera - portanto, verdadeira, fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus.

4.2) Desde o advento da RCC, a devoção pareceu-me uma espécie de exibicionismo, o que faz com que o catolicismo acabe se tornando mais uma dentre tantas, ao invés de ser a religião verdadeira. Isso acaba esvaziando espiritualmente a religião fundadora do país, a ponto de edificar liberdade com fins vazios.

4.3) Realmente, restaurar a missa tridentina certamente restaurará a sanidade em muitos ambientes católicos, sobretudo infectados pela famigerada RCC. Eu já tive a oportunidade de assistir à missa tridentina em minha paróquia - a diferença entre esta e a atual é um verdadeiro abismo. Se tivesse de assistir a isso todos os dias, eu o faria com muito prazer, pois o amor a Deus me chama à sincera conversão - e Ele me pede discrição, tal como Jesus o foi em seu ministério salvífico.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 14 de março de 2017.

Notas sobre crenças, heresias e ideologias

1.1) Quando se percebe que uma idéia está em conformidade com o Todo que vem de Deus, ou que parece estar em conformidade com o Todo que vem de Deus, nós temos uma crença.

1.2) E quando o próprio Deus nos mostra isso de maneira extraordinária, sem a necessidade de demonstrações lógicas, nós temos milagres, pois o ato dispensa demonstrações ordinárias, dado que as provas de fé são inequívocas, por serem extraordinárias. O que se faz é que o milagre seja comprovado, de modo a verificar se não foi usado nenhum artifício lógico ou ordinário de modo a produzir ou reproduzir aquele fenômeno especial, extraordinário - o que caracterizaria fraude.

2) Quando uma idéia está fora da conformidade com o Todo que vem de Deus, nós temos heresia. E ela se edifica na sociedade como uma ordem a partir do momento em que todo mundo tem a verdade que quiser.

3) Num mundo onde a liberdade é dissociada da verdade, o conjunto de idéias postas em práticas de modo a se tomar o poder e se manter nele a todo e qualquer custo se chama ideologia.

4.1) Toda ideologia nasce de uma heresiarquia, de coisas fundadas numa prática de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade que se torna tão rotineira, tão banal, que fica impossível distinguir o que é verdadeiro, conforme o Todo que vem de Deus, do que é falso. É dentro de um relativismo moral, espiritual que se vem toda uma cultura de liberdade voltada para o nada (a ordem política libertária e conservantista)

4.2) O único caminho para sair dessa enrascada é crendo na Igreja e no Santo Magistério que edificou a Sagrada Tradição Apostólica, pois é nela que a verdade se desdobra de modo a conservarmos o que é conveniente sensato, fundado na conformidade com o Todo que vem de Deus, uma vez que o cordeiro foi imolado para nos salvar - e é com base n'Ele que conservamos a dor de Cristo, a verdade em pessoa. E a prova inequívoca se dá pelos milagres.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 13 de março de 2017 (data da postagem original).

Notas sobre Direito Eleitoral enquanto Direito Constitucional especial, aplicado ao dia-a-dia (um texto expositivo da matéria)

1) Enquanto a Constituição organiza o Estado em matéria geral, o Direito Eleitoral é um ramo específico do Direito Constitucional, já que as eleições constituem a essência do chamado "Estado Democrático de Direito" (isso é o que os juristas dizem).

2.1) E por haver no âmbito das eleições conflitos de interesse qualificados por pretensão resistida, então há jurisdição eleitoral.

2.2.1-A) Não se trata de justiça comum, versando sobre matéria comum - fundada em atos ilícitos prescritos no Código Civil e no Código Penal, coisas que ocorrem no dia-a-dia -, mas uma justiça constitucional especializada, versada tanto em matérias do Código Eleitoral quanto da Constituição Federal.

2.2.1-B) Como na República os malfeitos são recorrentes em toda e qualquer eleição, então o que ocorre de 4 em 4 anos acaba sendo dia-a-dia no sentido impróprio do termo, já que existe uma cultura de ilicitude, que contamina até mesmo a candidatura dos que vão ocupar os postos de comando do município, do Estado e, quiçá, de uma nação inteira. Como a república é regime revolucionário e se funda no fato de que todo mundo tem a verdade que quiser, a ponto de se tornar uma ideologia - um conjunto de idéias postas em prática de modo a que se tome o poder e que nele se mantenha a todo e qualquer custo -, então isso acaba edificando liberdade para o nada.

2.2.2) Como é matéria derivada da Constituição, a matéria eleitoral está num grau inferior - por isso que o TSE é tribunal superior que tem no STF sua corte recursal.

2.3.1) Sendo o TSE tribunal superior, então ele examina violação da lei federal - e como é versado em matéria especial, o Tribunal examinará a lei dos partidos políticos, o Código Eleitoral e a lei da ficha limpa e outros casos que por agora me esqueço de citar. Se um julgado do TRE violar dispositivo de lei federal desta natureza, lá está o TSE para resolver o caso, mas pra isso é preciso que haja um prequestionamento da matéria antes de ser examinada ao TSE, de modo a esgotar a instância.

2.3.2-A) Configura-se prequestionamento quando a acusação por Crime Eleitoral violar as regras prescritas no Código Eleitoral. Quem vai para o banco dos réus nesta matéria é o Ministério Público enquanto órgão acusador.

2.3.2-B) Trata-se de estratégia de defesa que se faz no curso do processo. Não se trata de defesa de mérito, pois no mérito nós vemos se sujeito é ou não autor da prática tipificada como crime no Código Eleitoral - e neste caso nós examinamos os fatos, a conduta praticada, a intenção do agente e o resultado pretendido, se foi alcançado ou não, de modo a ter uma vantagem ilícita.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 13 de março de 2017 (data da postagem original).

sábado, 11 de março de 2017

Na Lusitânia Nova há Itália Nova, Japão Novo, Alemanha Nova e Espanha Novíssima e elas fazem parte do mesmo lar em Cristo

1) Se o mundo português é pensado nestas categorias, imagina a Itália, enquanto nação moderna, pensada em Itália Antiga e Itália Nova (Brasil, EUA, Canadá e Argentina)?

2) Como os descendentes são pensados como parte da Itália, então as novas Itálias trazem complementaridade à Itália Antiga. Da mesma forma como as Espanhas da América para a Espanha original, coisa que se dissolveu com a independência.

3) Quando se trata de internacionidade, o território do Brasil abrange Lusitânia Nova, Itália Nova, Alemanha Nova, Espanha Novíssima e Japão Novo. Se o território do Brasil se torna o ponto de encontro desses territórios todos, então o país deve ser pensado como se fosse um lar, em que todos esses países sejam parte da mesma família, dado que são também brasileiros de nascimento. E só no exercício do poder moderador é que temos toda uma diplomacia em que essa confluência se junta de modo a formar um bem comum - e é sobre esse bem comum que surge toda uma gama de serviços de modo a que esta rica herança cultural acabe servindo ao país de modo a ser tomado como se fosse um lar em Cristo

4) Se o poder moderador serve de estado de compromisso, então há um Estado que garante um verdadeiro mercado, fundado na verdade em Cristo, na conformidade com o Todo que vem de Deus. E Estado-mercado, dentro de um contexto nacionista, só existe num sentido em que povos inteiros se reúnem de modo a ir servir a Cristo em terras distantes. Essa tradição começou em Portugal, mas alcançou aos demais povos aqui, por meio de distributivismo e evangelização.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 11 de março de 2017.

A independência do Brasil fez as Lusitânias Antiga e Nova serem pensadas dialeticamente, da mesma forma como fizeram com a Alemanha Oriental e a Alemanha Ocidental, ao tempo do muro de Berlim, na Era das Ideologias

1) Se as coisas devem ser pensadas com base em pares opostos - tal como o mundo do cru que se converte em mundo do cozido, ainda que por força de milagre -, então o mundo português deve ser pensado nestas categorias:

1-A) Lusitânia Antiga (Portugal),

1-B) Lusitânia Nova (Brasil),

1-C) Lusitânia Novíssima (Países da África e Ásia que falam o português) e

1-D) Lusitânia Dispersa (os descendentes de portugueses, sobretudo os brasileiros, que se encontram no mundo afora e que estão tentando tomar estes países como se fosse parte de um lar em Cristo, na tentativa de se universalizarem e acabarem com os seus vícios apátridas, posto que nasceram num mundo republicano e comunista, revolucionário por natureza).

2) Entre a Lusitânia Nova e Antiga há nítida oposição, enquanto nas demais há complementaridade. Por isso mesmo, o problema da independência do Brasil faz com que Portugal e Brasil sejam pensados dialeticamente, mas isso só não basta. Portugal e Brasil também pedem para ser pensados em que um completa o mundo do outro, da mesma forma como a Lusitânia Novíssima e a Lusitânia Dispersa.

3) Essa questão de pensar a Lusitânia Nova e Antiga dialeticamente se opera na mesma razão em que os alemães orientais e ocidentais foram pensados de modo a que se vejam como se fossem uma imagem distorcida do outro, dentro de um mesmo espelho. E dentro mesmo do território da Lusitânia Nova, os povos dos estados estão a se ver uns aos outros de modo a se verem como imagem distorcidas de um mesmo espelho, a ponto de fomentar separatismo. Eis o que o quinhentismo acabou criando: uma nação apátrida, cuja cultura é nula, sem utilidade alguma.

4) Ainda que não haja um muro físico ou um oceano de distância, esse muro só pode ser visto por quem vê o que não se vê e é esse muro de Berlim virtual que acaba gerando má consciência sistemática na sociedade inteira.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 11 de março de 2017.

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Notas sobre cultura fundada na liberdade em Cristo e sobre cultura de permissão fundada numa ordem que edifica liberdade para o nada

1) Se pararmos pra pensar, a nossa civilização emergiu das catacumbas. Não é um mundo aberto, tal como os libertários-conservantistas pregam, a ponto de edificar uma falsa ordem que leva a todo mundo ter o direito à verdade que quiser, o que fomenta conflito de interesses qualificado por uma pretensão resistida.

2) O mundo nascido da catacumba, que venceu a morte, defende a verdade com unhas e dentes, posto que isso decorreu do sacrifício de Jesus. E é por conta desse sacrifício que conservamos a memória dessa dor de maneira conveniente e de maneira sensata, pois ela edificou a verdadeira liberdade.

3.1) Quando sirvo minhas reflexões a todos aqueles que tomam o país como se fosse um lar em Cristo, eu faço necessariamente a todos aqueles que amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento. Se eles perceberem isso, eles acabarão colaborando com o meu esforço, por meio de doações sistemáticas, que remuneram o meu trabalho. Como o mundo é feito de incertezas, o que ganho é um verdadeiro lucro, pois venci a incerteza, que é uma espécie de morte.

3.2.1) No mundo aberto do libertário-conservantista, o que penso é posto no mercado a qualquer um, pois cada um tem a ideologia que quiser. E o pensamento acaba virando banana na feira, pois virou mercadoria, produto de consumo.

3.2.2) É justamente porque as idéias viraram produto de consumo que se tem a cultura de permissão e de não de liberdade. E na cultura de permissão, eu posso ser mesquinho a ponto de inviabilizar obras derivadas das minhas reflexões, inviabilizando direitos conexos versados no meu trabalho.

3.2.3) Isso acaba prejudicando uma nação inteira, pois isso acaba matando o senso de se tomar o país como se fosse um lar em Cristo de modo a que ele se torne uma religião de mercado, que serve ao Estado.

3.2.4) Eis o problema do Estado-mercado pensado em termos cosmopolitistas e kantianos. Tudo vira mercadoria, o que fomenta liberdade para o nada.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 11 de março de 2017.