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sexta-feira, 29 de maio de 2020

Se nome é destino, então o que tem isso a ver comigo e minhas circunstâncias?

1) Um povo famoso é um povo de boa fama, que serviu a Cristo em terras distantes. Dentre os povos da Cristandade, o mais nobre deles todos são os portugueses.

2.1) Se meu sobrenome no alemão antigo implica isso, então isso significa que devo cooperar com este povo de modo a fazer o bom nome da minha família. Se sou virtuoso, minha família pode ser numerosa a ponto de ser uma nação por direito próprio, sem negar sua origem e seu destino, sua razão de ser.

2.2.1) Pelo menos a imigração para o mundo português, para o Brasil em particular, fez um bem danado à história da família. Quem vier depois de mim deve ter consciência disso. 

2.2.2) A Alemanha de hoje é uma vergonha - se tiver que levar em conta o que os alemães fizeram na filosofia e o que foi feito no nazismo, eu teria que ter vergonha de minha origem, em razão dessa herança maldita, Mas eu não tenho nada a ver com Hitler e com o nacional-socialismo. Não tenho parentes na Alemanha e não tenho laços com a cultura alemã - nem quero ter, pois não quero esse passivo, pois não estou à altura desse problema. Precisaria ter uma capacidade muito grande, realmente fora do comum,  de tirar algo bom a partir de coisas ruins - e preciso melhorar muito neste aspecto. E isso talvez peça uma outra geração.

3.1) Dou graças a Deus que nasci no Brasil e minha base cultural é católica e lusitana. E estou adicionando a ela a cultura polonesa, que é tão católica quanto. 

3.2.1) Tomar dois países como um lar em Cristo na conformidade com o Todo que vem de Deus implica dialogar essa vivência no Brasil e minha experiência com a cultura polonesa com essas minhas circunstâncias pessoais. O pouco que há de bom da cultura alemã pode ser usado na construção desse legado cultural - sou herdeiro disso também. 

3.2.2) Talvez este seja o caminho para a reabilitação da própria cultura alemã, já que sou parte da chamada Alemanha dispersa. Sou parte do problema e também parte da solução. Este é o futuro da Alemanha hoje.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 26 de maio de 2020.

Se os privilégios aristocráticos existissem, quem deveria exercê-los? O primogênito ou o campeão da família?

1) Se uma família é portadora de um privilégio aristocrático, em razão de ancestrais haverem servido à pátria com distinção, então esse privilégio deve ser exercido pelo melhor membro da família que esteja à altura de honrar o legado dos ancestrais.

2) O fato de haver primogenitura indica que há um filho mais velho mais experiente e mais consciente do dever de honrar o dever familiar, mas nem sempre o primogênito é necessariamente o campeão de sua família, a ponto de representá-lo na arena política, onde o destino do país a ser tomado como um lar em Cristo nos momentos mais decisivos.

3.1) Nos tempos atuais, o privilégio aristocrático deveria ser dado nos mesmos critérios do merecimento militar. Talvez o filho caçula melhor demonstre as qualidades necessárias para representar a família e honrar os títulos acumulados por gerações.

3.2) Antigamente, a promoção nos postos da hierarquia militar se davam por conta da origem da família, o que decorria do princípio da primogenitura. Hoje, a promoção nos postos militares se dá por mérito - escolhe-se o mais preparado e o mais virtuoso. 

4.1) Se os critérios militares de hoje são modernos, então a nobiliarquia terá uma natureza mais moderna, meritocrática. E quando formos avalar o mérito, devemos ver se a pessoa espelha as qualidades do verdadeiro Deus e verdadeiro Homem - nem sempre o primeiro nascido encarna essas virtudes. 

4.2) Se fosse cobrado de todos os primogênitos o dever do sacrifício, certamente os tempos antigos teriam mais valor. Mas hoje essa virtude está cada dia menos valorizada, em razão da inflação dos egos, E a inflação dos egos eleva o preço de todas as coisas, a ponto de tudo ficar injusto.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 29 de maio de 2020.

Notas sobre a origem do sobrenome Dettmann

1) Certa ocasião, vi um colega compartilhando informações acerca da origem de seu sobrenome deste site aqui: familysearch.org.

2) Fui pesquisar pelo meu sobrenome. Descobri que Dettmann deriva de Dittmar.

3) Investigando o nome Dittmar, descubro que era um nome antigo do norte da Alemanha. E no alemão antigo significa "raça famosa" ou "povo famoso".

4) Se nome quer dizer destino, então meu dever é ser famoso no sentido justo: sendo santo, servindo a Cristo em terras distantes, tal como Cristo mandou fazer em Ourique. Quando mais novo, já tive ego inflado e estou mortificando meu eu todos os dias, desde que me tornei católico.

4) Gente com meu sobrenome, na sua versão protestante, deve ser gente intragável. E o norte da Alemanha está cheio de gente assim.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 29 de maio de 2020 (data da postagem original). 

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Como restaurar a boa razão neste tempo tão difícil?

1) O' Higgins tinha um lema: ou pela razão ou pela força.

2.1) A reta razão, fundada na verdade, leva à verdadeira fé, e daí à ciência e à justiça.

2.2) Quando se escamoteia a razão, a ponto de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade, não resta outro caminho que não a força.

3) Essa ditadura da toga escamoteou a razão faz tempo - não respeitam nada do que é sagrado. Ou essa gente é tratada como se deve ou o país sucumbe. Não há outro caminho.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 28 de maio de 2020.

Notas sobre uma contradição social evidente

1) De nada adianta restringir a circulação dos fuzis se O Capital, de Karl Marx, tem livre circulação. Ambos são armas de guerra: fuzil é para guerra de guerrilha e O Capital é base para a guerra cultural - são guerras diferentes, mas são a continuação da política por meios violentos, já que o animal que mente usa de todo tipo de violência para afastar a verdade fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus da nossa razão de ser.

2) Como o comunismo usa o crime como método de tomada do poder, no final, você encontrará um paiol de fuzis em qualquer morro carioca. E qual foi a causa disso? A livre circulação de idéias marxistas, que foram relativizando os nossos valores morais mais caros ao longo do tempo. 

3) O comunismo é filho da liberdade servida com fins vazios, do relativismo moral. E no Brasil Republicano, ele encontrou um hospedeiro perfeito.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 28 de maio de 2020.

Livros comunistas deveriam ter o mesmo tratamento que os fuzis: circulação restrita

1) Livros são também armas. Maus livros não matam o corpo, mas a alma de muitos, a ponto de fomentar a má consciência em muitos e com ela um espírito revolucionário de modo a destruir tudo o que há de mais sagrado.

2) O comunismo é fruto de uma árvore envenenada - sua origem remonta às visões torpes e pérfidas de Karl Marx.acerca da humanidade. Jesus Cristo dizia que conheceríamos da árvore a partir de seus frutos.

3) Quer desarmar um comunista? Confisque todos os livros comunistas de todos os que fazem disso ferramenta para se fazer revolução. A venda de cópias desse material só pode ser restrita a quem não é comunista ou a quem, sob juramento, estudará o pensamento revolucionário de modo a combater o comunismo. Como o fuzil, que é exclusivo do Exército, a circulação desses livros deve ser restrita a quem vai fazer bom uso deles. A pessoa precisa ter bons antecedentes criminais e não pode ter nenhum traço de psicopatia.

4.1) Muitas idéias que desenvolvi no pensamento conservador são feitas a partir da engenharia reversa que faço a partir de livros comunistas. 

4.2) Se Marx for tirado do lugar e Cristo passar a reinar nesse lugar, você conheça a desenvolver um pensamento conservador capaz de combater o comunismo. O pensamento conservador terá uma plasticidade semelhante a dos autores marxistas e esta não será servida com fins vazios.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 28 de maio de 2020.

Saudade do tempo das milícias municipais criadas por D. Sebastião

1) Fico imaginando o que aconteceria se o povo tivesse armas e a consciência de que elas são usadas para proteger as pessoas, a ponto de organizar uma milícia de emergência para dar cabo desses ministros do STF, pois de nada adianta sermos poder constituinte originário se não temos armas para responder à traição, à flagrante ruptura institucional. 

2) Antes mesmo da segunda emenda da constituição americana, D. Sebastião determinou, antes de morrer no Marrocos, que todo território deveria ter uma milícia com gente do lugar disposta a pegar em armas de modo a defender o lugar dos inimigos, pelo bem de Portugal e da missão de servir a Cristo em terras distantes. Foi assim que Portugal passou a ter um largo território, muito bem defendido, em todos os cinco continentes. 

3) Quando o Brasil foi seqüestrado pela maçonaria, em 1822, foi instituído um poder central que matou a autonomia das câmaras republicanas. Um exército único foi criado e toda uma tradição inventada surgiu a partir do Exército, de modo a se justificar uma comunidade imaginada a partir dos valores da caserna militar, do positivismo e da maçonaria (e o desarmamentismo do povo foi em parte feito pelo próprio Exército - isto é fato histórico). Está na hora de dar um basta nisso!

4) Essa medida de D. Sebastião foi um dos fatores democráticos que ajudou na formação do mundo português decorrente da missão de servir a Cristo em terras distantes.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 28 de maio de 2020.