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sábado, 4 de março de 2017

Baiano é brasileiro duas vezes? Notas sobre isso

1) Dizem que baiano é brasileiro duas vezes.

2) Se tomarmos o Brasil tal como o mundo entende, quinhentista e "independente" desde 1822, então ser nativo desta terra é ser apátrida.

3) Se o nativo desta terra é apátrida, então o baiano, que é brasileiro duas vezes, é apátrida duas vezes.

4.1) A maior prova disso é que Ruy Barbosa foi um dos arquitetos da República, este regime maldito que gerou apatria sistemática - e a Bahia acabou se reduzindo a uma verdadeira baia da República. 

4.2) Na época do império, quem vinha da Bahia era geralmente alguém muito inteligente; hoje, se você encontrar alguém inteligente vindo da Bahia, é bom você dar graças a Deus, pois lá a coisa está feia.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 4 de março de 2017.

Notas sobre gramática política - por que precisamos restaurar o português imperial?

1) O Estado da Bahia é com "h". Logo, o nativo do referido estado é "bahiense". Bahiano é quem faz do estado uma ideologia, a ponto de converter naturalidade em nacionalidade - e quando a província é tomada como se fosse religião, nós temos separatismo.

2.1) Há em português uma outra palavra: baia, que é um lugar onde os animais são confinados. E baiano, que eu saiba, é o sujeito que trabalha numa baia ou que faz da baia o seu lar, tal qual um animal.

2.2) Há quem diga que o lixeiro, de tanto lidar com o lixo, acaba incorporando o espírito que é próprio da lixeira - a mesma verdade se aplica a quem trabalha numa baia, pois é de tanto lidar com animais que ele acaba se reduzindo a um verdadeiro animal.

2.3) E o povo daquele estado se reduz a um verdadeiro curral eleitoral.  Se formos olhar para a realidade, o povo da Bahia está entre os que mais são apátridas - antigamente, mandava gente inteligente; hoje, só manda gente burra.

3) Se para bom entendedor um pingo é letra, então bahiano sem "h" indica que os nascidos naquele estado perderam a sua dignidade humana - essa gente não passa de animais, pois a Bahia se tornou a baia da República, já que o povo de lá se reduziu a gado, a curral eleitoral.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 4 de março de 2017.

Como combater a ditadura do Poder Judiciário

1) Ruy Barbosa dizia que a pior das ditaduras é a do Poder Judiciário, chefiada pelo presidente do STF. Em tempos de ativismo judicial, em que a verdade está dissociada da definitividade e da justiça, as decisões tomadas serão absurdas - e contra elas não há a quem recorrer.

2) Como os membros do STF são escolhidos pelo Presidente da República e têm a garantia da vitaliciedade, então eles simplesmente não estão sujeitos a nenhuma autoridade acima da deles, pois não há poder moderador. Como os presidentes passam e eles ficam, no final o Poder Judiciário terminará legislando.

3.1) Na monarquia, o Rei (ou o Imperador, no nosso caso) é juiz, pois modera o conflito de interesses que há no âmbito do parlamento, deixando ao Judiciário a tarefa de aplicar a lei nos casos de conflitos de interesse em que não há motivação política e ideológica - o que livraria o Direito do ativismo judicial, coisa que faz com que a justiça se reduza a ser o lugar onde se pratica o exercício arbitrário das próprias razões, o que caracteriza litigância de má-fé. O próprio fato de haver Poder Moderador é a prova cabal de que há independência no Judiciário.

3.2) Além disso, como o Imperador é juiz, a autoridade do juiz da Suprema Corte decorre da autoridade desse juiz. Por isso, ele deve ser sábio e prudente, uma vez que o Imperador tem o dever de proteger o povo dos maus governos, ao tomar o povo como parte de sua família - e é neste ponto que o tribunal de justiça se torna um tribunal de relação (e é neste ponto em que o público se torna privado e o privado se torna público, a ponto de haver comunitarismo, causa que leva o país a ser tomado como se fosse um lar).

3.3) Quando o juiz é sábio e prudente, as decisões tendem a ser uniformes, uma vez que tendem a ver a justiça desde o conteúdo das ações humanas - e é neste ponto que o Poder Moderador é crucial para a restauração da Aliança do Altar com o Trono edificada em Ourique.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 4 de março de 2017 (data da postagem original).

sexta-feira, 3 de março de 2017

Antes de me perguntar se sou um filósofo conservador, estude o que realmente significa conservadorismo - e não confunda com conservantismo.

Por isso é que, quando me apresentam como "filósofo conservador", a única resposta que me ocorre é:

_ Conservador é a puta que o pariu, que conservou você na barriga por nove meses em vez de deixá-lo cair na privada. (Olavo de Carvalho)

1) Se me fizerem a mesma coisa que fizeram com o Olavo, eu antes farei esta pergunta: o que você entende por conservadorismo? Se for aquilo que o mundo entende por conservadorismo, então eu também te mando ir tomar no cu - e faço-o sem cerimônia, pois sou perfeitamente capaz de mandar os ministros do STF irem pra aquele lugar ao vivo e a cores em plena sessão, transmitida em rede nacional e na rede mundial de computadores. Além disso, vá estudar as nuances da língua portuguesa. O professor Olavo mandou estudar a linguagem - se você não fez isso, então não me venha com essa coisa cretina.

2) Quando digo que sou conservador, eu sei o que digo, pois eu sei o que deve ser conservado: a memória da dor de Cristo, pois foi do sacrifício do cordeiro de Deus que passamos a ter a verdadeira liberdade. É por isso que sou católico, vivo a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus e eu sei quem eu sou e para onde vou: para a pátria definitiva, para o Céu, pois é lá que quero estar.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 3 de março de 2017.

Notas sobre o meu legado filosófico no âmbito familiar

1) Mesmo que eu não consiga despertar a consciência de meu povo, ao menos eu posso preparar meus filhos e meus sobrinhos para continuarem a minha luta, quando meus dias na Terra se findarem.

2) Ao menos, a audiência da minha família está garantida. Meu pai e meu irmão lêem avidamente tudo o que escrevo.

3) Ninguém poderá me chamar de proletário - eu contribuí para a sociedade política com mais de 3000 artigos, entre 2014 e hoje. Se ninguém me deu ouvidos, a culpa não foi minha. Meus filhos e meus sobrinhos terão o privilégio de aprender tudo o que sei, coisa que raramente vou destinar a alguém. Até porque ninguém está interessado em fazer de mim seu tutor ou mentor. Ao menos, por enquanto.

4) Nos EUA, se falassem português, eles iriam me disputar a tapa. Infelizmente o que digo só vale para o Brasil, pois o que penso se funda na realidade brasileira e não na americana - e eu me preparei para isso, com base no Crucificado de Ourique.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 3 de março de 2017.

Segredos para ser um intelectual no Brasil

1) Houve quem me perguntasse o seguinte: o que é preciso para ser um intelectual no Brasil?

2) Por intelectual eu tomo por conceito aquele que trabalha com o intelecto, lidando com a seguinte questões: de que forma devo servir a Cristo nestas terras distantes, de modo a que o país seja tomado como se fosse um lar n'Ele? E de que forma devo edificar boa consciência nas pessoas, de modo a trocar o erro - fundado no fato de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade - pelo certo, coisa que nos leva a conservar a dor de Cristo, já que Jesus é a verdade e a liberdade em pessoa?

3) Se lido essencialmente com essa questão, então tudo o que fizer de bom acabará restaurando consciência não só no Brasil mas em todo o mundo português, uma vez que minha circunstância local acabará servindo de escola para outros povos, o que assume caráter universal. E o mundo português, da forma como foi fundado, faz da causa nacional uma causa universal, fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus. Isso vem de Ourique e isso esteve presente na época dos descobrimentos.

4) Se não faço desse modo e tomo o país como se fosse religião, em que tudo está no Estado e nada pode estar fora dele ou contra ele, então eu não sou brasileiro - na verdade, eu sou um apátrida. Sou nascido na terra brasileira no sentido biológico do termo - e não passo de um parasita. Nada de bom virá de mim - e devo ser arrancado e queimado no fogo eterno.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 3 de março de 2017.

É preciso fazer do "sim" um sim e do "não" um não

1) Cristo disse que é preciso que façamos de nosso "sim" um sim e de nosso "não" um não.

2) Se você está me chamando de "radical" por ser antipático àquilo que o mundo prega, então você não está observando esta lição de Jesus, pois você está tentando ser alguém que você não é, de modo a enganar o seu ouvinte e observador onisciente. E é justamente porque Ele é onisciente que você não vai enganá-Lo.

3) A maior prova de responsabilidade que há é dominar a linguagem. Quem conserva a memória da dor de Cristo jamais conservará, por insensatez, o que é conveniente e dissociado da verdade - até porque conservador não é conservantista. Da mesma forma, o verdadeiro liberal não é libertário, justamente porque este é necessariamente um conservantista.

4) Se eu não dominasse a linguagem, eu não poderia dizer: "eis-me aqui, Senhor. Façam-se em mim as coisas segundo vossa palavra". Logo, eu não poderia ser mariano. E por não ser mariano, Cristo em mim não poderia ser gerado por força do poder do Espírito Santo. Logo, não estaria em conformidade com o Todo que vem de Deus.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 3 de março de 2017.