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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

O verdadeiro conservador é um farol no meio da escuridão

1) Quanto mais escrevo reflexões de valor cultural relevante - cosias essas que agregam valor à noção de que devemos tomar o Brasil como se fosse um lar em Cristo e não como se fosse religião de Estado desta República, que é totalitária -, mais eu me destaco na rede social e acabo me tornando uma espécie de farol no meio da escuridão, o que atrai muitos interessados naquilo que estou a dizer, a tal ponto que isso vai substituir muitos dos meus contatos que não estão atentos àquilo que estou a dizer de relevante, por não estarem interagindo comigo da forma como isso deveria acontecer.

2) Nietzsche disse que tudo aquilo que pode ser destruído é digno de ser substituído - por essa razão, os conservantistas, os que não estão interessados em alta cultura, lentamente serão trocados pelos que realmente estão interessados pelo meu trabalho de escritor e de analista da realidade brasileira, pois esse espectro de realidade que cubro no Brasil, e que interessa a muitos, não me faz sentido, já que estou interessado em coisas elevadas, de modo a entender porque devo tomar o meu país como se fosse um lar em Cristo apesar dos pesares, coisa que não interessa a muitos.

3) Embora o meu interesse seja nobre, edificante, conforme o Todo que vem de Deus, sinto que ainda preciso ficar atento a esse espectro de realidade em que nos encontramos - a essa realidade de "civilização oranga", como diria a Cristina Froes -, pois a minha liberdade e a herança que vou receber dos meus pais está ameaçada. Por isso, devo agir e trabalhar. O lado bom é que já sei separar conservador de conservantista e liberal de libertário, pois fiz a lição de casa: dominei as nuances da linguagem, tal como o professor Olavo de Carvalho aconselha.

4) Embora a situação em que nos achamos seja realmente preocupante, esmorecimento e sensação de luto não são opções, nestas atuais circunstâncias, já que isso revela falta de fibra moral, coisa própria de apátridas, covardes. Apesar de estarmos na pindaíba, sinto que o financiamento ao meu aprimoramento permanente virá, cedo ou tarde - tenho fé em Deus de que isso virá no seu devido tempo. Enfim, diante das atribulações, o Sagrado Coração de Jesus triunfará, bem como o Sagrado Coração de Santa Maria, mãe de Deus e co-redentora das coisas que decorrem da conformidade com o Todo que vem de Deus.

Notas sobre a polimerização política

1) Totalitarismo e globalização são sinônimos.

2) Se pensarmos a globalização da mesma forma como são fabricados os polímeros, então cada totalitarismo particular acaba servindo de monômero, do ponto de vista político. E a fabricação do polímero se dá através da combinação de monômeros, peça por peça.

3) Dito isso numa linguagem política, a conquista de cada país particular se faz através de agentes independentes e de maneira coordenada com outros agentes dispersos em outros lugares, que conhecem as circunstâncias locais de cada país e aplicam esse conhecimento local à causa do comunismo, à causa global (esquema globalista). Esses esquemas são muito articulados e impessoais, a tal ponto que um agente não conhece o trabalho do outro, tal como ocorre numa organização criminosa - só poucas pessoas, chegadas no ocultismo, é que conhecem o processo de polimerização política, a ponto de controlar tudo o que ocorre. Como globalização e processo industrial moderno são como se fosse a mesma coisa, não seria exagero dizer que os grandes barões da indústria e das finanças é que estão capitaneando todo o processo. Por isso mesmo, os verdadeiros revolucionários são os industriais, os que transformam coisas de modo a ficarem convenientes a tudo aquilo que se funda em sabedoria humana dissociada da divina.

4) Digo polimerização política porque o polímero é resistente e flexível. O comunismo é resistente à verdade, próprio de algo que nasceu da gnose, e é extremamente flexível, pois o compreende 0 e 1 ao mesmo tempo, sem perder a sua essência autoritária e tirânica.

5.1) Uma das finalidades dos polímeros é servir de duto para os líqüidos, de modo a que sejam depois aquecidos e virarem gases.

5.2) Se no comunismo tudo o que é sólido se desmancha no ar, então o verdadeiro fundamento da modernidade é relativizar tudo aquilo que é conforme o Todo que vem de Deus, que é sólido, a ponto de tudo se tornar líqüido, que é estágio intermediário entre o sólido e o gasoso. Se os dutos servem para conduzir os líqüidos até o aquecimento, então os dutos são a demagogia e o populismo - e a caldeira que aquece os líqüidos até a ebulição são os fornos crematórios que exterminam milhões, seja por conta da guerra ou por conta do extermínio de dissidentes.

6) Se tudo vira gás e se dissipa, então outra ordem é criada no lugar. E naturalmente o islamismo acaba ocupando esse espaço, já que o comunismo, por ser filho da liberdade para o nada, não subsiste por si mesmo - e isso é fato historicamente comprovado.

Da importância de se estudar geopolítica de modo a entender os três esquemas globalistas fundados em sabedoria humana dissociada da divina

1) Para você entender os três esquemas globalistas, fundados em sabedoria humana dissociada da divina, você precisa entender qual é o pensamento geopolítico por trás desses três esquemas.

2) É fato sabido que o Islã não é uma religião, mas um esquema de poder, de dominação que mistura elementos políticos e espirituais de modo a criar uma ordem totalitária, tendo por base as sandices escritas por Maomé.

3) No Islã você não tem autoridade central, divinamente instituída - você encontra facções - e cada facção tem sua interpretação do Islã. Há momentos em que essas facções atuam ora digladiando entre si e ora cooperando de tal modo a que esse esquema se expanda sem limite, dado que a civilização laica não oferece resistência alguma, por estar mergulhada na ilusão de que todas as religiões são boas. Para que a pessoa compreenda profundamente toda essa lógica dialética que há no Islã, a pessoa precisaria no mínimo estar dentro de uma tariqa, de modo a produzir informação desde dentro (inside information). E até agora, nada sabemos sobre isso.

4) No esquema russo-chinês, você vê os efeitos próprios da combinação do amor ao dinheiro com o amor ao poder absoluto. A idéia deles é deslocar o eixo econômico do Atlântico para o Pacífico. Dois são os caminhos para isso: o Canal do Panamá e a auto-estrada que liga a Rússia ao Alaska, via estreito de Bering, que é o menor ponto que liga o Velho ao Novo Mundo. Além disso, há também um esquema dialético: se quem controla o Canal do Panamá oferecer resistência, então um novo canal, que está sendo feito na Nicarágua, vai quebrar a resistência, já que este país é parte do Foro de São Paulo. Há pelo menos uns 50 anos, o esquema russo-chinês cooptou os países da América do Sul e o show business americano. Esses cooperam de modo a criar verdadeiras manobras de diversão, o que facilita a penetração do inimigo.

5) No esquema globalista dos Rockfeller, esse dos blocos econômicos, prevalece as idéias maçônicas e os valores nefastos da Revolução Francesa, esta mesma que edifica liberdade para o nada. Esse prepara o caminho para o comunismo, o qual abre as portas para a invasão muçulmana. Uma guerra mundial será inevitável - e a única força que pode detê-la é a Igreja Católica, que está sendo minada desde dentro, por conta das ações do marxismo cultural.

6) Eu não sei muita coisa a respeito da História de cada lugar, sobre a realidade política de cada país pensado como se fosse problema geopolítico e outras tantas coisas. O que sei é muito pouco - e isso não é trabalho para uma só pessoa, mas para um conjunto de pessoas, as quais devem trabalhar em conjunto de modo a constituir um Estado Maior. Mas o fato é que se a pessoa nada souber sobre a História do Brasil e sobre as reais vocações da Pátria, ela terminará sendo engolida e terminará não percebendo isso a tempo.

Comentários adicionais a esta questão

1) Ainda que o emprego do termo "geopolítica" seja recente, pois data do século XIX, o estudo da História, da Geografia, da Corografia (geografia de um lugar particular), da Botânica, da Agricultura, da Política e das Relações Internacionais são coisas naturais, por se tratarem de algo que é próprio daquilo que o homem pode fazer, quando está a serviço de Deus - e isso não é tão recente assim.

2) Como tudo está interligado numa tradição de mais de dois mil anos, não seria exagero falar em "geopolítica espiritual", pois Cristo é também Rei - como rege as coisas com cetro de ferro, não seria exagero o uso de geopolítica dentro das coisas que se fundam na conformidade com o Todo que vem de Deus, já que a missão salvífica da Igreja Católica se faz no mundo inteiro - e este globalismo é verdadeiro, pois não se funda em sabedoria humana dissociada da divina.

Do real fundamento da geopolítica espiritual de São João Paulo II

1) Quando Cristo Crucificaro edificou a Aliança do Altar com o Trono com el-rei D. Afonso Henriques em Ourique, Ele disse que queria edificar um Império para si.

2) Quando Cristo disse à Santa Faustina Kowalska que traria São João Paulo II para ser o timoneiro da arca de São Pedro, Ele disse que restauraria a antiga navegação que foi firmada.

3) Se a geopolítica na Antiga Navegação era usada de modo a servir a Cristo em terras distantes, na Nova Navegação o propósito é usar a geopolítica com propósitos espirituais, de modo a restaurar as antigas missões que se perderam, por conta das revoluções que edificaram liberdade para o nada, como a Revolução Liberal do Porto, em 1820, que levou à secessão do Brasil do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. E tal como meu amigo Vito Pascaretta falou, ela restaura as antigas pontes que foram derrubadas, pontes essas que ligam a Terra ao Céu.

4) O propósito da chave-mestra é, pois, reativar as chaves menores que se perderam por conta do avanço da mentalidade revolucionária - primeiro, com as Revoluções Libertário-Conservantistas que decorreram da Revolução Francesa; e segundo, por força do comunismo como um desdobramento dessas revoluções, gerando um odioso ciclo de descapitalização moral, por conta do relativismo, do fato de se estimular no mundo a falsa cultura de se ter a liberdade que quiser, rica em sabedoria humana dissociada da divina.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Respondendo uma dúvida de um colega quanto à questão da necessidade de se criar duas sedes cardinalícias

1) Alguns me perguntam por que estou sendo tão específico, quanto a essa questão da geopolítica espiritual, principalmente quanto à necessidade de criar 2 novas sedes cardinalícias.

2) Eu respondo: quando pensei em Belém do Pará e Cuiabá como sedes, eu levei em conta três fatores:

a) A Antigüidade da Sé - Belém do Pará e Cuiabá são as sedes mais antigas de suas regiões.

b) A importância dessa Sé para o contexto do país tomado como se fosse um lar em Cristo -  Belém do Pará tem uma tradição cristã enorme, representada no Círio de Nazaré, ao passo que Cuiabá atualmente é um importante polo formador de cristãos, por conta do excelente trabalho que o padre Paulo Ricardo está fazendo lá.

c) A realidade do País ser tomado como se fosse um lar está sendo pensada dentro dessas 5 regiões. Se isso é um dado cultural da nossa realidade, enquanto nação cristã, então não é fora da conformidade o Todo que vem de Deus pensar dessa forma, já que atende à realidade de nossa terra.

3) A geopolítica espiritual costuma usar muitos elementos da geopolítica pensada pelos militares. Como estamos numa guerra cultural, numa guerra de civilizações, então devemos pensar o país dentro de dimensões espirituais - e nesta terra, ela tem de fato dimensões apropriadas, adequadas à nossa realidade.

Notas sobre geopolítica espiritual

1) Tem se tornado um costume atribuir a São João Paulo II o fato de este ser o pai da geopolítica espiritual. Por isso, tenho tentado pensar a geopolítica tomando se fosse norma o fato de os Papas, hoje, serem peregrinos, imitadores deste estilo de pontificado. Tal como os antigos reis, os Papas estão sendo cada vez mais itinerantes, dado que é muito edificante para uma nação ter o seu líder espiritual máximo mais perto dela, de modo a tomar o país como se fosse um lar em Cristo mais facilmente, o que inviabilizaria qualquer semente fundada na mentalidade revolucionária de ser plantada ali.

2) Como geopolítica deve ser pensada dentro da realidade da pátria, de modo a ser tomada como se fosse um lar em Cristo, então a geopolítica espiritual leva em conta também coisas historicamente já estabelecidas, como a sede do primeiro bispado e as sedes cardinalícias.

3) Naturalmente, sede cardinalícias podem ser criadas, dependendo da importância da sede do bispado, em termos de estimular o povo a viver a vida na conformidade com o Todo que vem de Deus.

4) O Papa deve estar atento às necessidades espirituais de cada povo, de modo a que este tome melhor o país como se fosse um lar em Cristo. E nisso, a História da Fé Cristã na terra local conta muito.