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quinta-feira, 2 de junho de 2016

Notas sobre interpretação autêntica, tendo por fundamento a Lei Natural

1) Interpretação autêntica é toda interpretação da lei positiva tendo por fundamento a Lei Natural, fundada na conformidade que vem de Deus e que se dá na carne. Cristo deve ser visto como o supremo legislador - por isso, todo aquele que tem mandato político no legislativo deve servir-se de longa manus do Cristo, de modo a não produzir nenhuma violação da Lei Eterna, pois esta é a mais grave das inconstitucionalidades 

2) A interpretação autêntica não pode ser feita de maneira livre, partindo-se do nada de modo a voltar-se para o nada - essa interpretação depende do Santo Magistério e da Santa Tradição Católica.  E isso pede aliança do altar com o Trono - e esses são os postulados hermenêuticos de modo a se reger um povo com sabedoria e justiça.

3) Se o Estado é um instrumento que serve de modo a que um país seja tomado como se fosse um lar em Cristo, quando passa a reger o bem comum de todos os cidadãos - que são tomados como parte de uma grande família de batizados sob a regência de um mesmo Rei -, então a Aliança entre o Altar e o Trono é o fundamento desse senso de se tomar o país como se fosse um lar em Cristo. E essa aliança não pode ser traída

4) Deixar para o Congresso fazer uma interpretação autêntica de uma lei cujo fundamento se dá por sabedoria humana dissociada da divina é violar o princípio da não-traição à verdade sagrada, já que Cristo é o sumo fundamento da liberdade, pois Ele é o caminho, a verdade e a vida.

Se o homem é uma árvore, então nações inteiras são florestas que decorrem dessa árvore

1) Há quem diga que o homem é uma árvore cujas raízes estão fincadas no céu.

2) Isso é tão verdadeiro que nações inteiras decorreram de um só homem. A maior prova disso é que Israel nasceu de Abrahão.

3) Um homem e uma mulher, quando servem a Cristo de modo a que sua terra seja tomada como se fosse um lar n'Ele, por Ele e para Ele, são capazes de gerar uma nação. Se as gerações estiverem na conformidade com o Todo que vem do exemplo conhecido, elas por imitação estarão em conformidade com o Todo que vem de Deus - e farão isso por tradição, uma vez que verdade conhecida é verdade obedecida - e a pessoalidade é uma referência desse conhecimento. É por isso que tradição é, pois, imitação sistemática - democracia dos mortos, segundo Chesterton.

4) Quando se conta grau de parentesco no Direito, nós subimos até o ancestral comum e descemos até chegar ao grau desejado. Isso decorre da Lei Natural e é isso que corrobora este fato, pois é essencialmente verdadeiro.

http://blogdejoseoctaviodettmann.blogspot.com/2016/11/como-uma-relacao-harmoniosa-com.html

http://blogdejoseoctaviodettmann.blogspot.com/2016/04/darwinismo-economico-e-globalismo.html 

http://blogdejoseoctaviodettmann.blogspot.com/2016/04/o-perdulario-e-quem-pratica.html

Quantificar o trabalho pode levar a justificar a existiência de uma pedagogia do oprimido

1) O marxismo preza aspectos quantitativos. E esses aspectos quantitativos, materialistas é que levam à justificação de uma teoria da exploração.

2) Se o professor passa trabalhos de casa em grande quantidade, haverão de pensar que o professor é opressor. E opressor é coisa de "burguês", ao passo que o aluno acaba sendo visto como explorado, o pobre coitado.

3) Se a riqueza, na nossa realidade, é definida pela quantidade de dinheiro que há na conta bancária, então acabará se pensando, analogicamente, que a educação é essencialmente bancária, tal como Paulo Freire pensou.

4) Eis aí porque as nuances da linguagem devem ser trabalhadas - assim, o povo resiste ao marxismo cultural.

Notas sobre nuances idiomáticas

1) Em língua portuguesa, se você tem um trabalho de casa envolvendo português e um outro envolvendo geografia, ao final do processo você tem dois trabalhos de casa.

2) Em língua inglesa, o trabalho de casa é um só. Uma parte envolve português e a outra envolve geografia, história, o que for.

3) Enquanto na língua portuguesa costuma se dar ênfase à quantidade de trabalho, na língua inglesa, todas as partes do trabalho, se feitas com afinco, levam ao aprendizado. Como o aprendizado leva à verdade, então tudo isso leva à conformidade com o Todo que vem de Deus.

4) Por isso, ao invés de dizermos que temos dois trabalhos de casa, seria mais sensato que digamos que nosso trabalho de casa se compõe de uma ou mais partes - se esse trabalho for concluído, nossa concepção de todo se amplia e estaremos cada vez mais em conformidade com o Todo que vem de Deus, pois passamos a conhecer melhor a verdade.

5) Isso pede todo um trabalho cultural nessa direção, de modo a que nossas expressões idiomáticas sejam servidas para aquilo que é verdadeiro e concreto. E o que é verdadeiro e concreto não examina as disciplinas de maneiras estanques, mas, sim, de maneira interconexa, integrada.

6) O lado bom de se aprender línguas estrangeiras está no fato de que você pode aprender nuances novas - e se você desenvolver no português um sentido equivalente, coisa que nos leva à conformidade com o Todo que vem de Deus, a imaginação de um povo pode ser trabalhada, de modo a que certas idéias finquem enraizadas, sociologicamente falando.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Notas sobre a perversão do conceito de liberdade pública

1) Olavo fala que a sinceridade é a presença da pessoa diante da eternidade, da realidade, da verdade.

2) Cristo é o caminho, a verdade e a vida - e ninguém vai ao Pai senão por Jesus. Além disso, Nossa Senhora é o atalho para esse caminho.

3) Aquele que busca estudar a realidade busca o caminho de Cristo, de modo a encontrá-lo.

4) Cristo, ao dizer o que disse, proclamou isso de forma pública, entre nós, em vida comunitária. E o fez de modo a que o verbo que se fez carne também fizesse santa habitação em nós. Por isso ele se fez de alimento para nós, de modo a que isso tivesse eficácia redentora.

5) Se o país for tomado como se fosse religião de Estado, de modo a que tudo esteja nele e nada fora dele, então ele estará por forças humanas competindo com o Deus verdadeiro que se fez homem de modo a dizer, de maneira falsa, que é o caminho, a verdade e a vida no lugar de Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. E isso é extremamente herético, pois mata a religião verdadeira, coisa estabelecida pelo Deus verdadeiro que mandou Seu Filho para nós de modo a nos salvar da escravidão do pecado.

6) Essa falsa liberdade pública estabelecida pelo Estado totalitário é um libertarismo privado, na verdade. Tanto é que da confusão do público com o privado temos patrimonialismo - e isso leva a um absolutismo político. Isso é conseqüência direta da descristianização da nossa sociedade.

7) A questão do patrimonialismo está intimamente relacionada à perversão do conceito de liberdade pública - e isso se deu porque quiseram retirar Deus de seu verdadeiro lugar e estabelecer um ídolo chamado Estado, de modo a ser tomado como se fosse religião. Todo aquele que tiver vínculo com esse falso Deus acaba se tornando apátrida, se viver em conformidade com tudo aquilo que for estabelecido por esse Estado tomado como se fosse Deus, essa religião dos homens ricos de sabedoria humana e dissociada da divina.

8) Eis aí porque todo nacionalismo moderno tende a uma caricatura, pois revela um estado de espírito falso, insincero.

domingo, 29 de maio de 2016

Como a monarquia garante o desenvolvimento nacional

1) Sob a monarquia, o paupérrimo Vale do Jequitinhonha tornar-se-á o Vale do Dziękczynienie, o Vale da Ação de Graças. 

2) E devemos dar graças a Deus, ao Cristo Crucificado de Ourique, pela aliança entre o altar e o trono que foi edificada a partir de nosso primeiro Rei, D. Afonso Henriques. É por meio disso que tomaremos o nosso país como se fosse um lar. 

3) Por isso, lembremos sempre de Ourique - e não do quinhentismo.

sábado, 28 de maio de 2016

O termo "conservative" também está corrompido

1) Tal qual apontei, se conservadorismo e liberalismo estão corrompidos, então até mesmo a palavra conservative está corrompida, pois o processo de conservar a dor em Cristo precisa do ativismo da Igreja militante, fundado na Igreja dos Santos Apóstolos, que é a triunfante.

2) É exatamente isso que edifica a ordem livre fundada na magnificência - o liberalismo fundado na conformidade com o Todo que vem de Deus. E esse santo liberalismo promove o santo libertarismo, pois nos liberta da escravidão do pecado, a partir do momento em que passamos a ser escravos do Senhor, pois Deus é bom e compassivo.