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segunda-feira, 29 de abril de 2019

Notas sobre a relação entre política e biologia

1) Se a sociedade é vista como um organismo biológico, então os movimentos sociais são movimentos mecânicos - movimentos de poder fundados na luta de classes, no conflito de interesses qualificados sistematicamente pela pretensão resistida -, enquanto as transformações sociais estão associadas à química, onde na natureza nada se perde, nada se cria, pois tudo se transforma, uma vez que a sociedade se funda no homem, pelo homem e para o homem.

2) Atentem sempre para a relação da biologia com a política e vocês verão porque o liberalismo e o socialismo decorrem de uma visão de mundo onde a sociedade foi dividida entre eleitos e condenados, o que justifica a visão de luta de classes. O combate à mentalidade revolucionária passa também pelo combate ao protestantismo, que abriu à caixa de Pandora, quando contestou a autoridade da Igreja.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 29 de abril de 2019.

Por que o liberalismo e o socialismo decorrem da visão de que o fim do homem está nele mesmo?

1.1) No liberalismo, o homem tende a ter um fim em si mesmo. Se ele tem um fim em si mesmo, então a polis tem um fim nela mesma.

1.2) Isso tem profunda relação com a biologia, onde a vida tem uma função essencialmente fisiológica. Se tudo está na vida e nada pode estar fora dela ou contra ela, então tudo está no homem, pelo homem e para o homem, a ponto de dizer que tudo está no Estado e nada pode estar fora do Estado ou contra o Estado. A negação dessas coisas é a morte - e a morte não pode ser superada.

2.1) Se a a sociedade for tomada como um conjunto de homens cujos fins estão neles mesmos, então a sociedade tem seu fim nela mesma, como se fosse um organismo biológico. Se todos têm direito à sua verdade, a organicidade dá lugar à mecanicidade, uma vez que fisiologia é essencialmente mecânica e bioquímica.

2.2) Não é à toa que socialismo, liberalismo e totalitarismo são irmãos siameses. Eles reduzem o homem a um mero corpo biológico. Se o objetivo é a satisfação do corpo, egoisticamente falando, então o homem se torna uma espécie de animal que mente. Para ele, o direito e a justiça são preconceitos - e nesse ponto, ele se torna o pior dos animais.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 29 de abril de 2019.

sábado, 27 de abril de 2019

Notas sobre a importância do Estado do Espírito Santo para a preservação do senso de se tomar o país como um lar em Cristo, apesar de todos os atos de apatria praticados


1) Em artigos anteriores, eu havia dito que o número três está associado à trindade, que também é representada na forma de triângulo eqüilátero. A imagem do Deus de Israel como sendo Deus de Abrahão, Isaac e Jacob prefigura a visão do Pai, do Filho e do Espírito Santo.


2) Também havia dito que o número 4 quatro está associado às quatro matriarcas: Sarah, Rebecca, Lia e Rachel.



3.1) Também mencionei que o tetraedro, a figura geométrica mais estável conhecida, é o símbolo do homem que vive em conformidade com o Todo que vem de Deus.



3.2.1) Quando Cristo instituiu o sacerdócio, ele acabou com a natureza andrógina e improdutiva do sacerdócio pagão, a ponto de esta ficar rica no amor de si até o desprezo de Deus.



3.2.2) A questão do tetraedro ser um andrógino, de ter elementos tanto da autoridade do pai quanto da santidade da mãe, era discutida desde a época de Platão.



3.2.3) O hermafrodita nasceu da fornicação entre o Deus Hermes e Deusa Afrodite, a ponto de criar uma raça de homens perfeitos, que mais lembram os faraós do Antigo Egito. Como não há outros deuses além do Deus verdadeiro, então Ele enviou outro Deus verdadeiro, seu filho muito amado, de modo a restaurar a natureza do verdadeiro sacerdócio, que estava sendo corrompida pelo helenismo.



3.2.4) Era por conta dessa influência que o templo estava virando uma praça de comércio, onde a riqueza dos sacerdotes, não o amor a Deus, seria a base para se tomar Israel como se fosse religião, a ponto de tudo estar no Sumo Sacerdote e nada estar fora dele ou contra ele - e a riqueza do sumo sacerdote é uma prefiguração do que aconteceu na Europa da Idade Moderna, quando surgiram as Grandes Monarquias Nacionais, de caráter absolutista, onde a riqueza do rei se tornou o principal objetivo que toda nação, rica no amor de si até o desprezo de Deus, deveria buscar. Isso estava criando um novo Faraó do Egito na Terra Santa.



3.2.5) Não é à toa que Cristo falou que devemos dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Isso foi uma forma de combater o sincretismo entre a verdadeira fé e o paganismo.



4.1) A conquista simbólica da figura do tetraedro fez com que surgisse um novo modelo de pirâmide, onde as quatro faces têm um triângulo eqüilátero, a figura que representa a trindade. Nessa pirâmide, está representada a autoridade do Pai, do verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, e a Santidade da Mãe, a Santa Madre Igreja.



4.2) Da junção dos corpos, a ponto de se tornarem um só, surgirá toda uma legião de pessoas santas e capazes de reproduzir as feições do filho da virgem Maria, a ponto de deixar esse exemplo como um legado para as futuras gerações na forma de santidade. E aí surge toda uma cultura católica que é passada de pais para filhos.



4.3.1) Em termos de Brasil, o número 27 (ou 3 x 3 x 3) é o DDD de Vitória, capital do Espírito Santo. Além disso, o Brasil é composto de 26 estados e o distrito federal.



4.3.2) O culto ao Divino Espírito Santo na forma de exclusiva de Império é um dos fundamentos que faz o Brasil ser Brasil e ele foi introduzido pelos portugueses. Se o verdadeiro brasileiro deve tomar o Brasil como um lar em Cristo, então ele deve se santificar através do trabalho e confiar na bondade de Deus de tal maneira que o país não sucumba a toda a tormenta maçônica que amputou o Brasil do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves e de tudo o que decorre de Ourique.



4.3.3) Nesse sentido, o Estado do Espírito Santo é o guardião da esperança, dessa reserva moral que ainda nos resta, em termos de simbólica.
José Octavio Dettmann
Rio de Janeiro, 27 de abril de 2019.

Da eucaristia como forma de resolver o problema econômico da sociedade ocidental

1) O capitalismo é riqueza tomada como sinal de salvação, um indicativo de que os homens foram divididos entre eleitos e condenados - os eleitos, os salvos de antemão, foram predestinados com a riqueza. Tudo isso é obra da heresia protestante, sobretudo calvinista.

2) A passagem da heresia para a virtude, que se dá no distributivismo ou no solidarismo, depende de como é plantada a lei de Deus dentro do coração dos indivíduos. E essa solução passa pela eucaristia.

3.1) Esqueçam esse negócio de materialismo histórico ou modo de produção - todas essas explicações são antropocêntricas e o homem não é a razão de ser das coisas, mas Cristo, que foi verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. É através d'Ele que virá a solução, uma vez que o problema econômico da sociedade ocidental é essencialmente um problema ético e espiritual.

3.2.1) A solução desse problema está na forma como a lei de Deus é plantada no coração de cada indivíduo, a ponto de viver a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus.

3.2.2) Definitivamente, não estamos fazendo catequese suficientemente bem nessa seara - afinal, estamos sendo servos inúteis de Deus, neste aspecto.

3.2.3) Mas não é preciso chegar ao desespero - o que precisamos é de fé, esperança e caridade. Precisamos estudar e meditar sobre o que nos é conhecido de modo que a ordem econômica fundada na heresia seja trocada pela ordem econômica fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus, voltada para a salvação de muitos, a ponto de levar o maior número de pessoas para a pátria definitiva, que se dá no Céu. É exatamente isto que estou buscando.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 27 de abril de 2019 (data da postagem original).

Do mecenato vem o Direito do Trabalho

1) Quando alguém estabelece uma atividade econômica organizada, essa pessoa tende a patrocinar o trabalho da melhor mão-de-obra disponível de modo a promover o bem comum e fazer com que o maior número de pessoas possível vá para a pátria definitiva, que se dá no Céu. Só por força disso, ela está tendo ganho sobre a incerteza nesta vale de lágrimas.

2.1) A atividade econômica no tocante a atender todas as necessidades humanas fundadas no fato de se tomar o país como um lar em Cristo é um desdobramento da atividade política organizada - e quando a política é organizada, ela acaba fazendo da caridade a base da economia, a ponto de ser voltada para a salvação.

2.2.1) Ofertas de empregos pagando bons salários geralmente são esmolas - o empregador vê num empregado um Cristo mendigo que está trabalhando no seu ofício de carpinteiro e por isso patrocina o Seu trabalho, dado que ele é salvífico.

2.2.2) Isso estimula o senso de lealdade entre as pessoas, a ponto de o empregado se dedicar da melhor forma possível de modo a fazer jus por uma remuneração melhor. Mas essas coisas não se dão nos méritos do empregado, mas nos méritos de Cristo, uma vez que o Cristo príncipe, que se faz de empresário ou mecenas, é a verdade em pessoa e concederá tal pedido no melhor momento possível.

2.2.3) Se as coisas se dessem nos méritos dos empregados, a própria cultura de riqueza tomada como sinal de salvação se desdobraria numa cultura de pleno emprego. E pleno emprego é algo que não existe, pois algumas pessoas precisam se dedicar à atividade governamental, que é uma obrigação de meio, não de resultado - por essa razão, a produtividade de uma atividade política organizada só pode ser medida pelo senso de lealdade que as pessoas têm na missão de servir a Cristo em terras distantes, coisa que não pode ser apurada de maneira quantitativa. Essa experiência só ser apurada da seguinte forma: sentindo na pele a experiência de viver tal realidade. Só aí que você poderá melhor descrevê-la, pois você está dela também participando. Se ela fosse medida no homem, pelo homem e para o homem, já teria o direito do trabalho se convertido em direito ao trabalho, a ponto de se tornar filantropia, o que edifica liberdade com fins vazios, pois a riqueza não seria uma graça decorrente da santificação através do trabalho, mas um sinal de salvação decorrente de uma visão de mundo que divide os homens entre eleitos e condenados - e os eleitos de antemão estariam sempre ricos, nunca pobres.

3.1) Afinal, o senso de nacionidade pede que você esteja presente diante do Altíssimo de modo a provar o sabor das coisas e conservar o que é conveniente e sensato.

3.2) Ele não admite um "papel social" da profissão, uma teatralidade hipócrita fundada no fato de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade. Foi exatamente por causa disso que a vida acadêmica decaiu, pois a aceitação acadêmica, ou a pressão do pares, passou a ter mais valor do que a verdade, coisa que decorre do Todo que vem de Deus.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 27 de abril de 2019.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Notas sobre a palavra comércio

1) A palavra "comércio" decorre da junção de duas palavras: comunhão e mercê, da qual vem a palavra "mercadoria".

2) De comunhão vem as palavras comum e comunidade. E a base da comunidade é a comunhão, é a reunião de pessoas que amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, na conformidade com o Todo que vem de Deus.

3.1) Mercê é favor. Numa sociedade onde Cristo é a base de tudo, as pessoas estabelecem uma cultura de confiança onde umas prestam favores às outras, pois nela há uma constante relação de crédito e débito.
3.2) Uma das formas de se prestar um favor é produzindo mercadorias de tal maneira que um mercador sirva à comunidade dos que agem tal como o Cristo necessitado. Daí nasce o emprego como uma esmola e o salário dado de forma liberal, dado que as pessoas são livres em Cristo, por Cristo e para Cristo de modo que o empregado enxergue na figura do empregador um santo que o estimula a santificar-se através do trabalho na oficina, criando mercadorias para serem vendidas.

3.3) É pela prestação de serviços, é pela comunhão de bens e serviços que se constrói um bem comum de modo que as pessoas tomem o país como um lar em Cristo, a ponto de o maior número de pessoas possível ir para a pátria definitiva, que se dá no Céu. É pela prestação de serviço que as pessoas se associam de modo a criar um projeto em comum, de tal modo que o Santo Nome de Deus seja publicado entre as nações mais estranhas. Eis a sociedade.

3.4) Desse modo, fica provada a relação entre comércio e governo, o que é essencial para a construção do chamado Estado-mercado no âmbito institucional e civilizatório.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 26 de abril de 2019.

Notas sobre ciência e arte popular

1.1) Povo é o conjunto de pessoas, não de indivíduos.

1.2.1) Pessoas que tomam o país como um lar em Cristo são as que se santificam através do trabalho, pois são chamadas a servirem a Deus e ao próximo dentro daquilo que de melhor são capazes de fazer.

1.2.2) O conjunto de pessoas que se associam de modo a fazer com que uma determinada comunidade seja tomada como um lar em Cristo e passe a ter uma razão para viver seu destino histórico e ser alguma coisa neste mundo de lágrimas se chama povo. E esse povo é de Deus, pois ama e rejeita as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento.

2.1) Quando o povo de Deus de uma determinada região geográfica encontra uma razão de ser fundada no verdadeiro Deus e verdadeiro Homem para servir a Ele em terras distantes, nós temos uma nação.

2.2) Enquanto ela servir a Cristo nesse fundamento, ela manterá seu senso de nacionidade íntegro, uma vez que esta é a verdadeira ontologia das coisas.

3.1) O ser humano não é um mero corpo biológico. Por isso, as famílias humanas não são como as famílias na biologia.

3.2) Pessoas virtuosas decorrem de famílias virtuosas, de uma pequena comunidade de pessoas que amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, a ponto de fazerem da formação de uma família uma vocação para a salvação de muitos. Esta é a base para a vida em comunidade e em sociedade.

3.3) Se uma pessoa é capaz de provar o sabor das coisas a ponto de ficar com o que é conveniente e sensato, então a verdadeira ciência popular está na reunião de todos esses saberes provados e conservados de maneira conveniente e sensata e que estão dispersos em cada família.

3.4) Se há uma ciência popular, então há uma arte popular fundada na aplicação dessas verdades conhecidas e obedecidas de modo a fazerem com que as pessoas não esqueçam sistematicamente o que não pode ser esquecido e que se funda na conformidade com o Todo que vem de Deus.

3.5) Se a verdadeira ciência se dá na reunião do conhecimento disperso em sociedade, então o melhor lugar para encontrá-lo é num ambiente onde as pessoas que amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento possam trocar suas experiências umas com as outras. Por isso mesmo, num ambiente de mercado, que é onde a troca serve ao bem comum.

3.6) Se é no mercado onde encontramos o povo, então o artista sempre estará no mercado para mostrar a sua arte, lembrando ao povo o que não pode ser esquecido, pois isso leva ao belo, à conformidade com o Todo que vem de Deus.


4.1) A Ciência e a Arte Popular não têm nenhuma relação com a ciência de laboratório, que é acadêmica que é fundada no conservantismo, uma vez que Cristo foi jogado de lado.

4.2) A ciência de laboratório atual virou pseudociência e se tornou até hiperciência, dado que está fabricando monstros em laboratório, tal como o professor Loryel Rocha demonstrou, pois desde a Revolução Francesa não há uma definição de homem entre nós, uma vez que tudo se tornou relativo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 26 de abril de 2019 (data da postagem original).