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terça-feira, 19 de março de 2019

Coisas que faria para driblar a censura do youtube e do facebook

1) Se gravasse vídeos, eu faria as coisas da seguinte forma:

A) Gravo meu vídeo.

B) Deposito esse vídeo no internet archive. Um torrent será criado.

C) Como o protocolo torrent é muito usado para se ver filmes e vídeos, então eu coloco meu torrent à venda. E quem é meu ouvinte compra o meu torrent. Ou então ela pode baixar o torrent no internet archive, mas se compromete a fazer uma doação a mim depois.

D) No paypal, eu só pago uma taxa de venda. Se a doação for feita direto na minha poupança, então todo o dinheiro vai pra mim. Adeus youtube, adeus censura.

E) A mesma coisa faria para o facebook, se fosse vítima de censura.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 19 de março de 2019.

quarta-feira, 13 de março de 2019

A felicidade é uma via de mão dupla

1) O segredo para me fazer feliz é ter conteúdo. Fale sobre coisas relevantes que eu vou levar essas coisas em consideração. As reflexões que eu produzir decorrerão disso.

2) Se o que produzo te deixa feliz, então eu fico satisfeito, visto que você também me deixou feliz.

3) Mas, se você é vazio, então não há como eu te fazer feliz. Eu não atendo quem não tem nada a me oferecer.

4) Para quem busca a verdade, só uma pessoa que busca a verdade pode se unir a mim, a ponto de dois corpos se tornarem um só.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 13 de março de 2019.

Notas sobre a relação entre as definições de homem e suas conseqüentes antropologias

1) O estudo da antropologia está fortemente relacionado a qual tipo de definição de homem que você adota: se o homem é o animal que erra, então é importante lembrar das lições de Heródoto: de que os erros do passado não devem ser repetidos no futuro.

2) Se o homem é o animal que mente, então a história pode levar a qualquer caminho, o que faz com que a liberdade se dissocie da verdade, a ponto de o conhecimento ser servido com fins vazios: eis a anarquia.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 13 de março de 2019.

Notas sobre a plutologia e sua relação com a moeda fiduciária

1) Ouro? Pau-Brasil? Café? Borracha? Soja? Açúcar? Qual dessas moedas ao longo da nossa história seria o nosso lastro?

2) Para se entender qual desses lastros melhor serve para se estabelecer uma moeda fiduciária, é necessária que se faça um estudo plutológico dessas riquezas. Essas coisas podem ser lastreadas ao longo da nossa história.

3) Esse estudo plutológico analisa a importância desse produto para a economia ou cultura de um determinado lugar que o compra, tal como vemos no café, que faz com que as pessoas se tornem mais produtivas, a ponto de terem conversas mais inteligentes quando tomam dessa bebida. E o café, nesse sentido, é símbolo de aristocracia.

4.1) O estudo plutológico não se restringe só ao estudo da oferta e da demanda de um determinado produto, mas também ao estudo de suas propriedades de modo que se saiba qual seria a sua utilidade.

4.2) Se o produto é útil, de que forma o consumo desse produto influi nessa cultura, a ponto de criar uma relação de confiança entre quem produz essa commodity e quem a consome e assim se tornar uma moeda? Eis a pergunta fundamental, quanto a esse tipo de epistemologia.

5) Conforme foi dito, a inflação se dá no momento em que essa confiança é servida com fins vazios, a ponto de fazer dessa riqueza sinal de salvação. Exemplo disso é plantar sistematicamente o mesmo produto de modo que a terra fique degradada. A qualidade do produto cai e a relação de confiança se perde.

6.1) A relação de confiança que se dá pela via de uma commodity que é usada como lastro de moeda fiduciária precisa ser pensada em termos de sustentabilidade.

6.2) Se produzo café de qualidade, então eu devo cuidar muito da terra que produz café de qualidade de modo que ela me dê bons grãos e eu atenda quem eventualmente dependa desse produtos, pois o melhor produto deve servir aos melhores.

6.3) Quando essa relação perdura ao longo das gerações e se torna uma tradição, então a moeda fiduciária ganha ainda mais força por conta de sua carga simbólica. E essa carga simbólica faz o país produtor ser tomado como um lar em Cristo, o que estimula o turismo na região cafeeira. E o símbolo, neste ponto, fortalece a necessidade de se ter essa riqueza por perto, por ser um bem da vida, um bem concreto, um bem que atende as necessidades humanas de quem trabalha e se santifica através do trabalho.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 13 de março de 2019 (data da postagem original).

Do título universitário como moeda fiduciária

1) O título universitário também é uma moeda fiduciária. Numa ordem impessoal, ele serve como uma referência de que a pessoa com a qual você está lidando está apta para exercer a função que está exercendo. Este título geralmente é emitido por uma instituição de ensino confiável.

2) Se as instituições de ensino estão todas contaminadas de ideologia e se a educação superior se tornou um direito, então o título universitário, tal como a moeda, não tem valor algum, uma vez que sua emissão está sendo servida com fins vazios. Eis a inflação.

3.1) O efeito dessa inflação de títulos está na inflação dos egos.

3.2) Os que são ricos no amor de si até o desprezo de Deus acumulam um monte de títulos de graduação e pós-graduação, a ponto de se tornarem soberbos por força disso. E quanto mais a pessoa se eleva por mérito próprio, mais ela é capaz de entregar menos do que promete, a ponto de se tornar um verdadeiro picareta. Quem acredita neste tipo de pessoa corre seriamente o risco de ser vítima de estelionato.

3.3.1) A inflação tem muita relação com a riqueza tomada como sinal de salvação. As pessoas menos esclarecidas costumam pensar que dinheiro é quantidade - ter muitas unidades monetárias da moeda, para elas, torna alguém rico.

3.3.2) De nada adianta muitas pessoas estarem ricas de milhões ou bilhões de unidades monetárias se o emissor não tem credibilidade, uma vez que não é capaz de honrar com o que promete. Quando se emite uma moeda, a pessoa que a emite confessa uma dívida e essa dívida deve ser paga. Se ela não paga a dívida, então a moeda perde valor e credibilidade, dado que ela terá que ser trocada por outra, uma vez mudado o seu agente emissor.

3.4.1) A construção de uma moeda forte e confiável é parte de um projeto de Estado, não de governo, pois a moeda regula uma relação de confiança, um dado permanente, uma vez que ela é a base para se tomar o país como um lar em Cristo.

3.4.2) Se isso acontece com a moeda, a mesma coisa acontece com os títulos universitários. As instituições universitárias que formam comunistas precisam ser fechadas, pois elas já não têm mais credibilidade alguma. O prestígio antigo que tinham não passa de sombra do passado e quem tem um diploma dessas instituições está iludido, a ponto de ter seu ego inflacionado por conta dessa ilusão, uma vez que está conservando o que é conveniente e dissociado da verdade. E muitas delas ficaram cegas para isso por escolha própria.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 13 de março de 2019.

terça-feira, 12 de março de 2019

Notas sobre a relação entre investimento, confiança, liberdade e intimidade - os quatro pilares de uma amizade enquanto fundamento para uma sociedade de pessoas

1) Se uma pessoa pede dinheiro emprestado a você, então ela quer você faça parte da vida dela enquanto exercente de uma atividade econômica organizada, na qualidade de sócio. E isso é entrar na vida íntima dessa pessoa, pois a verdadeira amizade leva à sociedade, a um projeto em comum.

2.1) Pedir dinheiro emprestado é demanda por confiança. Se você acredita na honestidade dessa pessoa, você dá liberdade a ela para bem servir aos seus semelhantes dentro dos limites do valor emprestado.

2.2) Como isso é investimento, então esta relação tem caráter produtivo - se a pessoa que tomou o empréstimo tem Deus no coração e soube honrar pai e mãe, então ela remunerará esse investimento da melhor forma possível. E o fará da forma mais generosa que puder.

3.1.1) É preciso senso de propriedade privada, senso de responsabilidade de modo a fazer render o investimento que foi feito a partir do dinheiro que lhe foi emprestado.

3.1.2) Uma sociedade que se pauta na confiança sempre é pautada na cultura do investimento. Por isso que na América o melhor negócio a se montar é um banco, pois as pessoas têm essa cultura.

3.2.1) No Brasil, dado o caráter insolidarista da nossa sociedade, desenvolver relações de confiança e crédito deve se dar do modo mais reservado e exclusivista possível, pois as pessoas dignas de confiança são poucas.

3.2.2) Por isso, as taxas de juros decorrentes desse empréstimo são maiores - é preciso pensar duas ou três vezes antes de você dar seu dinheiro para outra pessoa, uma vez que a cultura do jeitinho aqui é muito forte.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 12 de março de 2019.

Da humildade como fundamento para se escrever mais e melhor

1) O segredo que adoto para escrever muito é colocar uma meta baixa, fácil de ser batida múltiplas vezes num mesmo dia.

2) Vamos supor que minha meta seja de escrever dois artigos por dia. Se escrevo 8 artigos, então eu adiantei minha meta 4 dias seguidos; se escrevo 10, eu adianto 5. Quanto mais dias de produção adiantar, maior será minha produtividade e maior será minha motivação para escrever mais e melhor.

3.1) Isto é psicológico. O trabalho tende a ser proveitoso se a meta for fácil de ser batida.

3.2) Quando a meta é muito difícil, como escrever 8 artigos por dia, o trabalho tende a ser estressante, deprimente. Quando você eleva a meta, a tendência é inflar o ego dos mais ambiciosos, ricos no amor de si até o desprezo de Deus. E quem se eleva por mérito próprio sempre tenderá a ser esmagado, pois a arrogância precede a queda.

3.3) Se você deseja que a santificação através do trabalho seja o caminho crucial para se estabelecer uma atividade econômica organizada, com ou sem a ajuda de colaboradores, então você precisa colocar metas baixas, fáceis de serem cumpridas por quem faz da profissão de escritor um apostolado, um chamado para a santidade.

3.4) Os humildes sempre devem ser elevados, pois eles são líderes pelo exemplo - e é isso que deve ser sempre promovido, de modo a puxar os demais para a excelência. O exemplo do líder distribui o senso de servir ao próximo aos demais.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 12 de março de 2019 (data da postagem original).