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sábado, 12 de março de 2022

Sobre a função do estoque no meu modelo de negócios - reflexões fundadas nas minhas circunstâncias pessoais

1) Vamos supor que eu compre na Estante Virtual livros usando o dinheiro da poupança. Se o preço do livro é de R$ 120,00 e o rendimento máximo do melhor aniversário da poupança é de R$ 20,00 na ocasião em que adquiri o livro, então esse produto ficará estocado no meu armário por seis meses até que eu possa quitar a dívida junto a esse aniversário da minha poupança, a quem devo tratar como se pessoa fosse. Como se tratou de uma aquisição produtiva, visando ao meu desenvolvimento intelectual, nele incidem juros sobre capital próprio. Além disso, seis meses é tempo suficiente para que eu possa digitalizar um livro de até 300 páginas - o que me permite despachar o livro físico.

2.1) Com isso, o armário assume a função de estoque garantidor da dívida e da digitalização dos produtos que adquiri. E uma vez digitalizados os livros, eu os passo a outra pessoa.

2.2) Quando ponho um produto no estoque, está havendo uma troca intertemporal - o livro está saindo do mercado onde o tempo é dinheiro e passando para o mundo onde o mercado é encontro, não sujeição, onde as coisas se fundam no tempo kairológico, em que a verdade é o fundamento da liberdade, não cronológico, onde a gula de Khronos, esse falso Deus, rege todas as coisas - e não é à toa que existe uma íntima relação na língua inglesa entre gula e ganância, pois a riqueza nesse ponto tornou-se um sinal de salvação.

3) Uma vez quitada a dívida e feita a digitalização do livro, meu próximo passo é passar adiante o livro, de modo que as jóias da coroa fiquem em boas mãos. Meus clientes são aqueles que amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, na conformidade com o que vem de Deus. Eu descubro o que eles precisam a partir das conversas que venho tendo com eles ao longo do tempo - e quando fecho uma venda, o lucro se torna um ganho sobre a incerteza neste vale de lágrimas.

4) O mundo de hoje fala em conhecer o seu cliente, mas o verbo conhecer em português implica que você tenha uma relação de intimidade com ele a ponto de este ser seu amigo e irmão de fé - e isso pede uma relação entre pessoas revestidas no verdadeiro Deus e verdadeiro Homem que se santificam através do trabalho e do estudo. 

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 09 de março de 2022 (data da postagem original).

Rio de Janeiro, 12 de março de 2022 (data da postagem atualizada).

sexta-feira, 11 de março de 2022

Dos livros como jóias da coroa do rei dos livros ou da nacionidade como serviço a ser oferecido a outros Cristos necessitados de uma visão mais ampla

1) O melhor vendedor de livros de uma cidade é o rei dos livros - ele rege servindo, uma vez que seu conhecimento sobre o que vende, sua autoridade no assunto, aperfeiçoa a liberdade de muitos - e nesse ponto o mercado se torna um verdadeiro lugar de encontro, não de sujeição, onde as pessoas certamente trocarão a ignorância pelo conhecimento. 

2.1) O rei dos livros trata os clientes como parte de sua família, a tal ponto que passa as jóias da sua coroa para que outras pessoas possam usufruir delas. Se essas jóias são provenientes de jazidas que são do estrangeiro, então o rei do livro estimula outras pessoas a tomarem outros países como um mesmo lar em Cristo tanto quanto o Brasil. Se surge uma vocação literária em meio a isso, é sinal de que essa pessoa servirá a Cristo em terras distantes, visto que Cristo quis um império para Si de modo que a verdade seja o fundamento da liberdade, pois isso custou o preço de trinta dinheiros, o preço pelo qual se remiu todo o gênero humano.

2.2.1) Como quem lê um livro passa a ver duas vezes melhor, então o rei do livro passa a oferecer o serviço de se tomar múltiplos países como um mesmo lar em Cristo a ponto de atender as necessidades de outros Cristos necessitados de uma visão mais ampla, uma vez que vivemos num país onde as pessoas têm desprezo ao conhecimento e vêem o mundo de maneira obtusa, por conta das ideologias comunista e positivista que dominaram o Brasil por mais de 130 anos. 

2.2.2) Graças ao trabalho do professor Olavo de Carvalho, essas mentalidades, que são o verdadeiro Muro de Berlim que nos aprisiona, estão dando lugar a idéias melhores, fundadas no verdadeiro Deus e verdadeiro Homem: Nosso Senhor Jesus Cristo. A pseudocomunidade imaginada pela maçonaria, em sua essência totalitária, está dando lugar a uma verdadeira comunidade cuja essência se revela no primeiro nome pelo qual esta terra foi batizada: Terra de Santa Cruz.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 11 de março de 2022 (data da postagem original).

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quinta-feira, 10 de março de 2022

O desprezo ao conhecimento gera um monstro como o Arthur do Val - para ele, as ucranianas são fáceis porque são pobres, o que é uma grande ofensa a Cristo e à dignidade da pessoa humana, enquanto primazia da Criação divina

1) Segundo a lógica do Arthur do Val, para a população manter o trabalho de um escritor como eu, isso deve ser fácil porque eu sou pobre. Mas acontece que produção de conhecimento pede o melhor de quem escreve- e é justamente a sua melhor parte que vai se encontrar com o Criador - o que faz com que o conhecimento seja difícil, logo caro.

2) A conciliação entre aquilo que é caro e barato se dá num preço justo para todos, de modo que todos possam acessar o conhecimento e ao mesmo tempo manter o produtor do conhecimento fazendo este trabalho que é tão difícil.

3) Infelizmente, esse dia ainda não chegou - por trás da lógica do Arthur do Val - que despreza a bondade e a dignidade da mulher, que são os verdadeiros atributos da alma feminina a ponto de a beleza física servir de acessório que segue a sorte desse principal - há a lógica do desprezo ao conhecimento, tão bem documentado na nossa literatura. E acredito que as duas coisas caminham juntas, pois quem vê aparência não vê o que há de profundo, posto que não acredita em Deus. E esse Arthur do Val já se declarou ateu, certa ocasião - o que diz tudo sobre sua personalidade nefasta, assim como de todo o MBL.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 10 de março de 2022 (data da postagem original).

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quarta-feira, 9 de março de 2022

8 de março ou Dia Internacional da Mulher - notas sobre a guerra cultural em prol da tomada e conseqüente cristianização desse símbolo, tal qual o dia do trabalho

1) Tenho visto muita gente comemorando o dia 8 de março, uma data comunista. No Brasil Paralelo e no meio católico, eu tenho observado a estratégia de substituir o macho mal-acabado pela promoção da santidade da mãe ou mesmo da esposa e dona de casa que cuida de casa e do marido, dentro dos propósitos de Deus.

3) Assim como o dia 1º de maio, que inicialmente nasceu como uma data comunista, cedo ou tarde essa data será cristianizada. O internacionalismo comunista dará lugar ao universal (que, em grego, é católico, conforme o Todo que vem de Deus, dado que o diabo é o grande macaco de Deus - ele tenta imitar Deus, mas tudo o que faz é só abrir caminho para que o bem acabe triunfando sobre o mal, mais cedo ou mais tarde).

3) É mais ou menos como uma profecia do Eça de Queiroz: nós somos uma nação monárquica, que por infelicidade viramos república. Mais cedo ou mais tarde, a monarquia voltará novamente, pois a verdade é o fundamento da liberdade - e existe uma profunda conexão entre a monarquia e a fé católica, a ponto de muitos reis e rainhas estarem entre o rol dos santos canonizados da Igreja.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 08 de março de 2022 (data da postagem original).

segunda-feira, 7 de março de 2022

Esboço de uma política de vendas que adotaria fundada na doutrina do justo preço

1) Se tivesse uma loja e se ela fosse capaz de emitir cartão de crédito, eu permitiria parcelamento em até 12 vezes para compras acima de 60,00; a partir de compras acima de R$ 300,00, eu poderia parcelar em até 24 vezes. A partir de R$ 600,00, a compra pode ser parcelada em 36 vezes e a partir de R$ 900,00, eu permitiria o parcelamento em até 48 meses, enquanto uma compra acima de R$ 1200,00 pode ser parcelada em até 60 vezes sem juros.

2) A cada acréscimo de R$ 300,00 no preço, eu dou 12 vezes sem juros, mas isto só vale para clientes com histórico de bom pagador e boas relações comigo.

3) Acho que, antes mesmo de a loja existir, eu já posso adotar este expediente. Quando for vender o livro A Teoria da Classe Ociosa, o livro físico que tenho na minha biblioteca, posso parcelar o livro em até três parcelas de R$ 20,00. Posso marcar o encontro com o cliente na Igreja e ele vai pagando as parcelas devidas. O mais importante é vender de modo que as parcelas caibam no bolso do cliente - agindo assim, fidelizo o cliente e ele pode comprar mais comigo.

4) Vendas a longo prazo constituem uma relação de parceria entre quem organiza uma atividade econômica de modo a ter o pão de cada dia e o consumidor, a ponto de se associarem num projeto em comum. E como tendo a me relacionar com as pessoas no modo antigo, a ponto de fechar negócio com o cliente olhos nos olhos, podemos marcar encontros sempre na Igreja e ir saldando o débito. Eu adoro fazer isso!

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 07 de março de 2022 (data da postagem original). 

Cartão de crédito e a doutrina do preço justo - notas sobre um estudo de caso prático

1) Há alguns anos, eu vi na Steam a edição especial de um NBA 2k que tinha o Kobe Bryant na capa. Essa edição especial custava mais de R$ 500,00 na época.

2) Se a doutrina do preço justo fosse aplicada como praxe comercial, eu poderia comprar este jogo pagando suaves prestações no cartão de crédito em até 24 vezes sem juros. Mas acontece que a ganância é a mãe da ordem vazia: tem lojas que parcelam em até três vezes, enquanto outras parcelam em até doze vezes - o que é um critério insuficiente para este caso - e outras que simplesmente não parcelam o preço a ponto de você pagar o preço integral do produto numa única parcela, o que é extremamente imoral.

3) Se vendesse algo acima de R$ 500,00, eu daria somente a clientes de longa data ou com histórico de bom pagador a opção de parcelar em 24 vezes sem juros - esta seria uma política comercial que adotaria, pois sou católico até nas coisas que pratico por profissão. Nunca daria este benefício a maus pagadores ou a quem não sabe honrar suas obrigações em dia, pois esta liberalidade não pode ser servida com fins vazios.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 07 de março de 2022 (data da postagem original).

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domingo, 6 de março de 2022

A ordem servida com fins vazios nasce das falsas amizades

1) O conceito de amizade das pessoas está desordenado. Se digo qualquer bobagem para os meus amigos e fica por isso mesmo, então eu não quero o bem dos meus amigos - o que eu quero é um asno afagando o ego de um outro asno.

2) O processo de metanóia começa quando mudo o meu conceito de amizade - se passo a me associar a pessoas que realmente amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, então eu busco o bem dos meus amigos, a repreendê-los quando estão agindo mal. Eles são minhas ovelhas e devo combater o demônio do conservantismo de modo que todos possamos estar juntos um dia na pátria definitiva, lá no Céu.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 06 de março de 2022 (data da postagem original).