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sábado, 1 de janeiro de 2022

Honra teu pai e tua mãe - do papel dos filhos agregados na economia doméstica

1) Estão sob dependência econômica de um pai que se santifica através do trabalho o cônjuge que se dedica exclusivamente às atividades domésticas e os filhos menores, ainda não emancipados.

2) Os filhos maiores de dezoito anos que ainda vivem no mesmo teto, estes recebem um tratamento legal diferente: eles são pessoas agregadas - eles não podem ser declarados economicamente dependentes por conta da descrição legal, ou mesmo natural, mas podem ser declarados isentos de pagar impostos, por conta não terem renda ainda para pagar os tributos, uma vez que não possuem economia própria, posto que trabalhar é um direito, não um dever - do contrário, seria escravidão.

3.1) Filhos agregados constituem uma segunda casa, uma economia paralela dentro da própria casa onde vivem, a ponto de serem tomados como sócios dos pais. Eles podem fazer da casa onde vivem um porto seguro para empreender e conseguir receita e assim ajudar a família naquilo que é possível. 

3.2) Se os filhos agregados souberem honrar pai e mãe, eles sempre passarão a receber doações de seus genitores, as quais serão depositadas na poupança, a ponto de se ganhar um valor por hora vivida - o que dará a eles liberdade para se fazer qualquer coisa que se queira fazer, caso essa poupança seja acumulada com o passar do tempo, uma vez que certas profissões, nestes tempos atuais, estão todas ocupadas por comunistas - e neste sentido a não-sujeição a empregadores que fomentam ideologia comunista precisa ser subsidiada por meio da poupança, a ponto de uma economia própria ser construída por meio dela, tal qual uma carta de alforria.

3.3.1) Quanto mais dinheiro for depositado na poupança ao longo do tempo, menos o filho agregado ficará à disposição de um empregador a ponto de estar afastado da família que o ama e mais perto este estará dos que tanto ama e preza, a ponto de ficar cada vez mais dependente da própria capacidade de viver segundo o rendimento de seus próprios recursos, que tendem a se abundar conforme for sua dependência de Deus para tudo, já que todas as coisas se fundam n'Ele, por Ele e para Ele.

3.3.2) Tudo o que posso dizer é que esse investimento que um pai de família pode fazer num filho agregado aprimora a liberdade não só dele como também de muitos da família - o filho se torna responsável pelos pais perante Deus e ainda zela pelos negócios da família, por serem a extensão de sua própria casa. Essa integração fortalece ainda mais o senso de igreja doméstica, a tal ponto que a casa comum se torna um condomínio no sentido verdadeiro do termo.

Rio de Janeiro, 1º de janeiro de 2022 (data da postagem original).

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sábado, 11 de dezembro de 2021

Notas sobre a natureza dos escritos de ultrassíntese

1) Em razão das minhas experiências recentes como escritor, um enredo A pode ser bifurcado em dois caminhos alternativos: o caminho B ou o caminho C. No caminho B, eu enfatizo um aspecto da história que produz uma determinada narrativa; no caminho C, eu enfatizo outro aspecto da história que produz uma outra narrativa. Como faço essas experiências em escritos de cunho familiar, geralmente eu não publico esses trabalhos em meu blog.

2) Tal como um diretor de filmes, às vezes posso rebobinar a fita de tal maneira a editá-la e colocar outro pedaço da história que me pareceu mais interessante, a ponto de explorar uma nuance melhor da história. No final, dois livros tendem a ser lançados, com histórias paralelas, a ponto de tudo se tornar muito mais complexo. Os jogos de videogames são geralmente feitos dessa forma, uma vez que o todo é maior que a soma das partes, a ponto de criar a idéia de simultaneidade, uma vez que o senso de onipotência e de onissapiência nos foi negado.

3.1) Grande parte das coisas que conto são fundadas em coisas que vi ou que eu vivi na rede social - ou mesmo em âmbito familiar, pois a realidade do que se vê e vive não pode ser contemplada a ponto de ser ser contada num simples texto, já que a vida é complexa demais a ponto de nos exigir o melhor de nós de modo a ser bem contada tal como ela é - por isso, você precisa escrever histórias paralelas tendo por base o mesmo pano de fundo, a mesma circunstância que te permitiu contar esta história. Eis o segredo para se dominar a arte de bem dizer as coisas.

3.2.1) Às vezes, essas histórias me aconteceram um pouco antes do advento dessa nova era onde a verdade nos chega mais rápido do que aquilo que é noticiado pela mídia tradicional - por essa razão, esse choque de realidade tem que ser compensado de alguma forma, já que antes da internet a informação não circulava do jeito como circula hoje, a ponto de eu ter uma melhor compreensão do todo, das coisas tais quais elas são, principalmente na política. 

3.2.2) E essa forma de compensação se dá na escrita de histórias paralelas - elas contam diferentes nuances que pude captar dentro da mesma circunstância vivida - e essas circunstâncias me levam a múltiplos caminhos diferentes que, se forem devidamente explorados, me conduzem a outros caminhos, a ponto de surgirem histórias diferentes com um mesmo pano de fundo e um mesmo universo, pois a realidade abarca infinitas possibilidades - por isso que devemos ver o que não se vê, como dizia Bastiat. 

3.2.3) Se no mundo real a escolha de um caminho leva à renúncia dos demais, ao menos no plano reflexivo nós podemos tomar o caminho de volta e refletir melhor sobre as coisas como poderiam ter sido, se tivéssemos a oportunidade de tomar um caminho paralelo a ponto de tornar a experiência ainda mais verossímil. Talvez o caminho escolhido possa estar errado, mas meditar e voltar atrás pode nos ajudar a melhor entender como podemos abraçar ternamente a cruz que escolhemos carregar e seguirmos Jesus, já que o homem é um animal que erra.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 2021 (data da postagem original).

A economia de mercado é uma economia de encontro, fundada na troca de favores; não é uma economia de sujeição, fundada no animal econômico, que estabelece uma atividade econômica organizada e que vive a conservar o que é conveniente e dissociado da verdade

1) Se você tiver uma boa relação com os animais de uma fazenda, eles produzirão ovos e leite de excelente qualidade, em retribuição ao favor que você prestou a eles - como filhos de Deus que são, eles também necessitam de cuidados, como limpeza, alimentação, carinho e uma boa conversa.

2) Para obter carne, você precisa levar o animal bem cuidado para o abatedouro - e lá você obtém o que necessita para comer. Para substituir uma galinha poedeira que já esteja em idade avançada, a ponto de produzir cada vez menos ovos, você precisa de um bom plantel de pintinhos. A tendência é ficar com as fêmeas - os pintinhos machos, os futuros galos, esses você troca por algo útil no presente, já que estes serão úteis em outros galinheiros existentes na vizinhança, quando estiverem maduros, no futuro.

3.1) Se isso é particularmente verdade com os animais, a mesma coisa acontece com os prestadores de serviço. Se você tiver uma boa relação com o dono de uma mercearia, por exemplo, talvez você consiga um saco de açúcar ou de farinha de melhor qualidade que será reservado para você, o que indica que você está disposto a pagar por um preço melhor por ele do que a média do mercado, ou mesmo consiga cupons de desconto na entrega desses mantimentos.

3.2.1) A verdadeira economia de mercado não está na sujeição dos consumidores ao amor próprio de quem estabelece uma atividade econômica organizada - tanto é verdade que ele pode financiar agentes políticos socialistas de modo a obter uma vantagem injusta contra todos aqueles que podem brecar sua pretensão de querer poder sobre tudo e sobre todos, pois tudo isso se funda num amor desordenado que este mercador tem de si mesmo a ponto de desprezar o verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. - esse, para mim, é o maior erro de Adam Smith em seu pensamento econômico, já que os liberais, inspirados no demônio, tendem a confundir a sustentabilidade, isto é, o estabelecimento de uma atividade econômica organizada dentro de um propósito salvífico e fundado na santificação através do trabalho e do estudo, com a não-sujeição a tudo aquilo que remete ao verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, o que remete à própria idéia da Criação divina,

3.2.2) A verdadeira economia de mercado está no encontro dos Cristos necessitados de alguma coisa com aquele que estabelece uma atividade econômica organizada de modo a atender aos favores da clientela. 

3.2.3) Quando eu conheço uma pessoa, com o tempo eu descubro o que ela necessita - se atendo o que ela necessita, então eu sou recompensado. E quanto mais ganhos sobre a incerteza eu tiver neste vale de lágrimas, melhor para mim, pois Deus faz de mim uma pessoa rica, o primeiro dentre os pares de minha classe profissional de modo que eu atenda a cada vez mais pessoas, já que minha experiência e autoridade aperfeiçoam a liberdade de muitos. 

3.2.4) É isso que precisa ser observado e não esquecido, pois a relação entre governo e comércio pode ser vista a partir do plano da cooperação, pois tudo se funda no bem comum - e para que isso ocorra, é preciso que a maior quantidade pessoas ame e rejeite as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, já que Ele é o caminho, a verdade e a vida, a ponto de dar sentido a todas as coisas, de ser o Todo em Tudo, o sumo logos. E economia, neste sentido, é lógica, sujeição àquele que constrói e destrói impérios por ser a verdade em pessoa, o verbo encarnado.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 2021 (data da postagem original).

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quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

A arrogância precede a queda - retrato de uma alma penada que move o país hoje, intelectualmente falando

1) Quanto mais o mundo disser que eu tenho razão, mais meu ego infla a ponto de eu falar a primeira groselha que me vem a cabeça, a tal ponto que muitos assinarão embaixo o que eu disser, não importa o que seja - por conta disso, eu me torno um encantador de jumentos.

2) Num cenário onde temos o primeiro presidente legítimo em mais de 130 anos e teço críticas ácidas contra ele, isso acaba sendo um tremendo desserviço, pois meu proceder não está sendo caridoso - minha autoridade não está sendo usada para aperfeiçoar a liberdade de muitos, pois, na verdade, ela está sendo usada para aprisionar a muitos numa agenda ideológica capitaneada pelo Steve Bannon, cujos planos sequer sabemos, nem mesmo o próprio Deus. E a garantia desse plano sinistro soy yo, pois sei quem eu sou, como diria Ortega y Gasset.

3.1) Por isso que não desejo ser esse tipo de intelectual - por conta dessas falhas, vi a necessidade de mortificar meu eu e de fazer do verdadeiro Deus e verdadeiro Homem a única testemunha de todos os meus escritos. Ele é meu leitor e ouvinte onisciente - esse eu não posso enganar. A amizade de Cristo já me basta - a maior prova disso é que receberei as vaias constantes desse mundo por dizer o que digo agora. Nenhum aplauso de quem não ama e não rejeita as mesmas coisas tendo por Cristo terá valor para mim.

3.2) Que Deus me coloque apenas pessoas boas no meu caminho e que não tenham ego inflado. Uma vida no facebook começa hoje - tolerância zero aos que são cheios de si por conta de muita gente lhes dar razão, pois a voz do povo não é a voz de Deus - a multidão preferiu Barrabás a Jesus. Em meio a multidão, o homem é claramente o animal que erra - e isso é patente.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 08 de dezembro de 2021 (data da postagem original).

terça-feira, 30 de novembro de 2021

Olavismo: retrato cultural da crise brasileira fundada nas nossas atuais circunstâncias

1.1) Nestes tempos loucos de pandemia, quando o seu país é governado pelo único governante no mundo que defende a sua liberdade para ser alguma coisa nesta vida enquanto os demais restringem o máximo que podem o ir e vir das pessoas de modo a se criar um controle social sobre a população, uma vez que elas acreditam piamente que o poder está acima da sociedade (essa falácia de Maquiavel, bem apontada pelo professor Olavo de Carvalho), não é de bom tom criticar o governo, sobretudo se você não tem um histórico de 20 anos de previsões políticas acertadas. 

1.2) Neste quesito, só os que têm resultados comprovados nestas questões difíceis e sensíveis podem criticar publicamente as más decisões do presidente Bolsonaro, no sentido de aperfeiçoar a liberdade de muitos, pois a verdade é o fundamento da liberdade. É nestas horas que somente as pessoas mais gabaritadas e mais experimentadas do debate público brasileiro podem criticar o presidente, pois elas têm licença para isso, por conta do serviço que prestaram ao Brasil. E neste ponto, não conheço muitas pessoas além do professor Olavo de Carvalho para fazer isso.

2.1) Agora, se eu fosse o professor Olavo, eu deveria me revestir de Cristo de tal maneira a aperfeiçoar a liberdade de muitos, pois estou valendo da minha autoridade para assessorar outras autoridades naquilo que melhor sei. 

2.2) Se, todavia, sou cheio de mim e só conservo o que é conveniente e dissociado da verdade, a ponto de idolatrar um José Bonifácio da vida, que inventou a mentira de que o Brasil era colônia de Portugal, e faço desse homem um "founding father brasileiro", então toda a minha sapiência só edificará má consciência no mundo, a tal ponto que os inimigos da Santa Cruz, como os maometanos, acabarão proliferando feito bactérias nesta terra porque acusei injustamente D. Afonso Henriques de ter inventado um império da noite pro dia a ponto de sair matando muita gente. 

2.3) Desse conservantismo vou ter que prestar contas ao justo juiz no dia do juízo final, pois agi como um apátrida - e, neste ponto, não teria autoridade nenhuma para criticar o presidente, pois ataquei as bases sobre as quais o Brasil está assentado. E se eu não renegar o que fiz, o destino ser-me-á o fogo eterno.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 30 de novembro de 2021 (data da postagem original).

terça-feira, 23 de novembro de 2021

O que acontecerá quando os fliperamas forem para a nuvem, tal como está a acontecer no Japão?

 1) A Epic Games vai oferecer mais no exterior um aplicativo que me permite jogar jogos de fliperama na nuvem, aplicativo esse que não está disponível no Brasil. Isso vai acontecer na semana em que será o oferecido de graça o jogo The Hunter: Call of the Wild.

2.1) A notícia de que a Epic Games vai disponibilizar no estrangeiro um aplicativo que roda fliperamas na nuvem me interessou e muito - a tal ponto que fui pesquisar mais sobre o tema.

2.2) Ao longo das minhas investigações, descobri que em 2020 a Sega desenvolveu um novo conceito de computação aplicado aos fliperamas: trata-se do fog computing - a chamada computação em névoa. Nela, haveria uma combinação de máquinas capazes de rodar hardware potente, tal como todo bom fliperama é capaz de fazer, e nuvens de computação, as quais evitariam os gargalos que evitariam o travamento dos jogos por conta da demanda do público, tal como acontece nos datas centers da Nvidia quando estou na GeForce Now rodando meus jogos nos horários de pico. Isso faz com que a circulação de informações fique mais descentralizada e se torne mais eficiente.

3) Inicialmente, isso só seria aplicado tão-somente ao Japão, pois lá a cultura de fliperama é ainda muito forte, mas penso ser interessante rodar esse jogos de fliperama do mesmo modo como rodo meus jogos no GeForce Now. Assim, meu computador, que é fraco para rodar tudo isso, poderia rodar esses fliperamas à distância e eu poderia jogar esses jogos fantásticos.

4.1) Acredito que isso pode levar ao renascimento dos fliperamas no mundo inteiro, sobretudo no Brasil. 

4.2.1) Em tempos de pandemia, o fato de poder jogar em casa, no conforto do meu lar, uma partida de fliperama é uma idéia totalmente atraente. As melhores máquinas da indústria de games indubitavelmente são as que rodam fliperamas - muito embora diferença entre a versão comercial e a versão doméstica desses jogos tenha se reduzido a níveis mínimos a partir da era dos 32 bits, os fliperamas são uma grande atração para qualquer shopping, a ponto fazer do lugar um ambiente de encontro, não de sujeição. 

4.2.2) Se considerarmos que os game centers no Japão não estão podendo ser acessados neste momento, é perfeitamente possível levar essa diversão para a nuvem, a ponto de isso beneficiar milhões de usuários no mundo inteiro, por meio da mão invisível. Indiretamente, quando essa loucura acabar, isso pode incentivar o turismo de negócios, pois muitos irão conhecer esses games centers japoneses só para jogar os fliperamas do Japão, a ponto de levar esses bens para seus países também. 

4.3.1) O maior problema da cultura dos fliperamas no Brasil sempre foi o alto custo para se comprar as fichas desses jogos assim como a tendência de os jogadores se viciarem rapidamente, a ponto de gastar todas as suas economias num jogo, se não souberem dosar suas paixões à razão.

4.3.2) Além disso, muita gente, sobretudo os mais velhos, tendia a confundir esses jogos com máquinas caça-níqueis, dado o caráter viciante desses jogos. E essa confusão acabou levando a necessidade de se estabelecer um tratamento legislativo diferenciado para essas máquinas, quando se trata de classificação para efeito de importação e tributação de produtos, pois a natureza de um jogo de fliperama é muito diferente da de um caça-níquel ou mesmo de um pachinko.

4.3.3) Enquanto os caça-níqueis e pachinkos são considerados jogos de azar, algo ilegal no Brasil, os jogos de fliperama são considerados jogos de habilidade, a exemplo de todo bom videogame caseiro. Com algum treino, você consegue derrotar todos os inimigos e vencer todos os adversários com apenas uma única ficha. Por isso, esses jogos são considerados jogos de competição, não de azar - e não é à toa que a organização de campeonatos de jogos de fliperamas não é ilegal.

5.1) A nova lei, recém-promulgada e que cria um marco na indústria de games no Brasil, conseguiu estabelecer muito bem essa diferença de tratamento entre os fliperamas e as máquinas caça-níquel, entre os esportes eletrônicos e os jogos de azar. 

5.2.1) Não vai demorar muito tempo para haver um reflorescimento dos fliperamas do Brasil e dos shoppings centers como centros de convivência ou mesmo como game centers, pois a experiência e o caráter mágico desses centros atrairá muita gente jovem a esses shoppings convertidos em centros de convivência. Certamente isso possibilitará a reinvenção do shopping center no Brasil dentro dessa possibilidade, uma vez que o comércio migrou todo ele para as plataformas de e-commerce, a ponto de algumas lojas ficarem como lojas-conceito, onde nelas o cliente encontra modelos e soluções para o que busca, a ponto de o produto ir para a casa do cliente através do trabalho das transportadoras.

5.2.2) Durante a experiência e a conversa com os vendedores nessas lojas-conceito, novas sensações e experiências são adquiridas a ponto de serem marcantes, quase inesquecíveis - e esses game center podem acabar explorando muito bem esse nicho. E quanto mais boas impressões forem se acumulando na alma do freguês, mais ele quererá voltar a esses centros de convivência - e isso se tornará essencial para se tomar o país como um lar em Cristo, por Cristo e para Cristo. Por isso, é importante que a cultura cristã esteja sempre presente de modo que essas coisas não sejam esquecidas, pois mercado é encontro, não sujeição.

6.1) A maior prova de que mercado é encontro e não sujeição é que, desde 2020, está havendo uma tendência, de parte da própria Epic, de oferecer recompensas de gratuidade diferentes em mercados consumidores diferentes - eis os benefícios da desigualdade, pois os gostos são diferentes - logo, as demandas são diferentes, assim como a estratégias para melhor suprir essas demandas, em razão da idiossincrasia dos diferentes povos, já que a popularidade dos jogos refletem muito aspectos da cultura local, fundadas em gostos pessoais diferentes, até mesmo únicos.

6.2) Por isso, é interessante para mim acionar minha VPN, o Hola, para pegar esse jogos de modo a obter o que eu não conseguiria pegar naturalmente no Brasil. Dessa forma, eu acabo me antecipando a uma eventual gratuidade, quando esta vier ao Brasil - o que é indício de trabalho organizado e eficiente da minha parte, uma vez que lucro é ganho sobre a incerteza.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 22 de novembro de 2021 (data da postagem original).

Rio de Janeiro, 23 de novembro de 2021 (data da postagem atualizada).

sábado, 13 de novembro de 2021

Por que os bens do tempo kairológico estão fora do comércio?

1) Na Idade Média, costumava-se dizer que os usurários vendiam tempo, já que eles mediam as coisas pelo tempo cronológico. Logo, o deus do tempo é também o deus da ganância. Por isso que gula e ganância são dois pecados que estão muito bem relacionados entre si, por conta do caráter do tempo em Chronos.

2.1) No tempo kairológico, todas as coisas se fundam no verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, já que Cristo é o caminho, a verdade e a vida. Você não vende tempo, no sentido de sujeitar alguém aos termos de um contrato leonino e abusivo, pressionando-o a tomar a melhor decisão possível ao ritmo da clepsidra - como todas as coisas têm plenitude no verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, você espera pelos bens futuros, uma vez que eles valem mais que os bens do presente, os quais se desgastam no tempo por conta de jazerem no maligno. 

2.2) Por conta de você ter um encontro com o verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, que conhece todas as criaturas pelo seu nome, você tem com Cristo uma relação personalíssima - como Ele sabe tudo e pode tudo, você não pode enganá-Lo. Por isso que tudo o que você ganha nessa relação personalíssima não pode ser passado para outras pessoas que não crêem no Cristo, por serem considerados bens fora do comércio, uma vez que essas coisas se fundam numa relação de confiança, tal como acontece no confessionário. E neste sentido, o tempo kairológico não pode ser vendido, já que mercado é encontro, não sujeição. E nesse encontro, o lucro é ganho sobre a incerteza.

3.1) Além disso, Cristo prometeu vida em abundância e economia, neste sentido, é vida também - logo, as trocas com alguém que ama e rejeita as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento não podem ser fundadas em algo a partir do mineral, pois na natureza o metal não se reproduz. O verdadeiro Deus e verdadeiro Homem é a verdadeira medida de todas as coisas nessa troca - e essa medida é objetiva e personalista, pois tudo se funda n'Ele, por Ele e para Ele. A humanidade jamais conseguirá pagar a dívida que tem com Ele por conta de Seu sacrifício na Cruz - o ouro e a prata deste mundo não bastam, já que Cristo, por ser a verdade em pessoa, Ele é o próprio lastro, porque Ele basta a si mesmo, por ser Deus.

3.2) É preciso haver algum bem que sirva de moeda e que simbolize riqueza, confiança, a autoridade que aperfeiçoa a liberdade de muitos em Cristo e que simbolize, ao mesmo tempo, justiça. Esse bem precisa ter o princípio da vida dentro de si a ponto de poder ser reproduzido naturalmente de modo que essas coisas façam sentido, tal como vemos na agricultura ou mesmo na indústria, onde a matéria-prima é trabalhada em um produto acabado, feito para durar. Além disso, ele precisa observar este sentido: quanto mais ele for dividido, mais ele é multiplicado, sem perder sua substância, tal como é a eucaristia, já que a graça divina é por natureza inflacionária e ela multiplica as riquezas, ao invés de desvalorizá-las. 

3.3) Afinal, é próprio do cristianismo o altruísmo e a partilha, não o egoísmo, como apregoam os liberais - e no egoísmo não há nenhum tipo de virtude, mas idolatria do próprio ego, o que é doentio.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 13 novembro de 2021 (data da postagem original).