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sábado, 8 de maio de 2021

Por que só participo de lives quando estou sozinho em casa?

1) Pela minha experiência, não participo de lives, mesmo que eu só entre na parte escrita das lives. 

2.1) Na maior parte do tempo em que estou em casa, eu não estou sozinho, já que meus pais estão em casa - eles tendem a escutar a conversa e a se intrometer muito na minha vida - e eu odeio isso. Por isso, para preservar a minha vida particular da intromissão indevida, eu geralmente me comunico por escrito. Quando vou me comunicar com os meus pais ao telefone, eu mando um SMS. Só uso a voz para me comunicar com quem eu quero me comunicar e não quero que minha vida seja alvo de escândalo. 

2.2.1) Por incrível que possa parecer, minha vida pública, minha vida online, é a minha vida privada, pois sou eu mesmo enfrentando a solidão, sem meus pais por perto. 

2.2.2) É na solidão onde eu me sinto realmente livre, pois não tenho quem me impeça de fazer o que gostaria de fazer em Deus fundado. Desde que minha mãe se aposentou do serviço público, em 2011, não sei mais o que é ter vida solitária - embora esteja sozinho no meu quarto o tempo todo, meus pais podem visitá-lo constantemente. 

2.2.3) Vida solitária mesmo eu tinha quando ia à Missa - com a pandemia, eu perdi essa liberdade de estar a sós com quem pode me entender, que é o verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. Por isso, eu amo estar sozinho - na verdade, estou sempre bem acompanhado, já que tenho a Deus por amigo e ouvinte onisciente. Afinal, Deus nunca me foi um problema, mas a solução dos meus problemas.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 08 de maio de 2021 (data da postagem original).

Notas sobre um paralelo interessante que pode ser feito entre a declaração do estado da união americana e as conferência "state of play" do playstation da Sony

1) Nos Estados Unidos, o primeiro discurso que abre a sessão legislativa de uma administração presidencial é declaração do estado da União, sendo o mais famoso deles proferido por Lincoln, que usou por referência o sermão da casa dividida, tal como foi pregado por Jesus, em referência à Guerra Civil Americana.

2) Empresas como a Sony tendem a ser comunidades imaginadas, pois elas se acham uma nação de jogadores do mundo inteiro unida pelo propósito de jogar o playstation. Por isso, quando anunciam uma novidade, criam uma conferência chamada state of play (uma espécie de declaração do estado da união da empresa com os seus consumidores e acionistas, fundada no fato de se jogar videogame, como se isso fosse um bem comum).

3) Eis um paralelo simbólico e interessante entre a declaração do estado da união americana e as conferências da Sony que anunciam novidades para a marca.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 08 de maio de 2021 (data da postagem original).

Notas sobre nacionismo e realidade aumentada - da necessidade de respirar a conformidade com o Todo que vem de Deus com os dois pulmões

1.1) Tem sido lugar comum na internet e na academia falar de realidade aumentada. 

1.2) Se nacionismo é tomar o país como um lar em Cristo, por Cristo e para Cristo na sua maneira singular, e isso constitui uma realidade espiritual, por que não tomar dois ou três países dessa maneira, considerando que tenho portugueses e alemães na família, além do meu padrinho de crisma, que é polonês? 

2) Isso faz com que eu tome múltiplos lugares como um mesmo lar em Cristo, a ponto de também servir a Ele nessas terras. Ter essa realidade no sangue e no espírito pede uma consciência de conformidade com o Todo que vem de Deus que amplie nossos horizontes e nosso senso de realidade, coisa que o materialismo e o modernismo estreitos não permitem. E isso me levará a respirar a Igreja com dois pulmões também: o pulmão do sangue e o pulmão do espírito, ainda que eu não tenha a mistura do Oriente com o Ocidente no meu ser, como São João Paulo II tinha.

3.1) Se fosse casado com uma americana, a tendência é esse senso se ampliar cada vez mais, a ponto de afetar minha descendência também. 

3.2) Quero que isso seja uma cultura de família, antes de passá-la a quem mais interessar possa. Para que isso aconteça, devo escrever minhas reflexões e mostrar o caminho prático disso por meio do exemplo, pois este talvez seja o único evangelho que muitas pessoas conhecerão, como já disse um certo Santo da Igreja Católica de cujo nome não lembro.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 08 de maio de 2021 (data da postagem original).

Da pedagogia do amor através do serviço

1) Quando sinto que ganhei a lealdade de um leitor, a ponto de ser fã do meu trabalho, eu peço para que a pessoa possa contribuir com o meu trabalho com doações. Dou meus dados bancários e dou a essa pessoa a liberdade de ela dar o quanto ela quiser pelo meu trabalho. Se a pessoa estiver fora do Brasil, dou os dados do paypal; se eu der meus dados bancários, a doação é convertida em reais e eu não quero isso, pois dólares e euros têm valor para mim, uma vez que quero tomar esses lugares como meu lar em Cristo também, além do Brasil.

2) Quando dou meus dados bancários, isto é uma forma de testar a pessoa: quero que a admiração que ela nutre por mim se torne uma decisão de me apoiar naquilo que faço, pois o que faço é bom para ela e para o país, já que isso se funda em Deus. É dessa decisão que nasce uma verdadeira sociedade, um amor verdadeiro - e é daí que nasce uma família fundada na santificação através desse trabalho que faço. Eis a pedagogia do amor fundado através do bom serviço.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 08 de maio de 2021 (data da postagem original).

A definição de Ortega y Gasset, sem Cristo, leva ao eu líqüido, a base da modernidade líqüida

1) Analisando a fundo a fala do Ortega y Gasset, exposta pelo colega Roberto Santos, ele antecipa em muitas décadas a pesquisa de Zygmunt Bauman acerca da modernidade líqüida. E para haver uma modernidade líqüida, é preciso haver um eu líqüido.

2) O eu líqüido é próprio das personalidades camaleônicas, que se reinventam constantemente de acordo com o sabor das modas e de gostos desordenados das pessoas ao longo das décadas. Não há uma constância no ser, mas fragmentos de ser - e esses fragmentos não têm relação uns com os outros. É o que vemos em personalidades como David Bowie ou mesmo Madonna. É próprio da mentalidade revolucionária, já que tudo vale pelo sucesso, até mesmo prostituir a integridade do seu ser, de modo a se tornar uma alma fragmentada.

3) Como todos imitam os artistas, as personalidades camaleônicas fazem isso nas suas vidas comuns, criando um verdadeiro império mundial da burla na forma de atividade econômica organizada. Essas pessoas não têm princípios nem valores, pois fazem da riqueza sinal de salvação. Quando enchem o rabo de dinheiro, elas ficam com a alma vazia e vêem que a vida não lhes valeu de nada, já que viveram a ilusão do show business. Eis o horror metafísico que é próprio da sociedade do espetáculo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 08 de maio de 2021 (data da postagem original).

Postagem Relacionada:

https://blogdejoseoctaviodettmann.blogspot.com/2018/03/notas-sobre-o-problema-relativo-ao.html

https://blogdejoseoctaviodettmann.blogspot.com/2021/05/resposta-uma-postagem-de-facebook-de.html

sexta-feira, 7 de maio de 2021

Resposta a uma postagem de facebook de 2018 acerca dos problemas filosóficos e teológicos inerentes do conceito de "pessoa"

1.1) Lá pelos idos de 2018, um certo colega chamado Roberto Santos havia criticado os problemas filosóficos e teológicos inerentes do conceito de pessoa, quando se estuda o conceito de trindade. 

1.2) Essa pessoa, que mais tarde bloqueei porque percebi nela conservantismo, havia usado a definição  de Ortega y Gasset como um exemplo que explica bem, segundo ele, o fato de que esse conceito era uma furada: "que eu sou eu mesmo, em minhas circunstâncias". O "eu concreto" aí é uma entidade abstrata, uma folha de papel em branco que pode ser preenchida com qualquer coisa, quando absorve as circunstâncias da vida - o que nos leva a entender que o homem é o produto do meio, o que é uma falsidade. E a ordem servida por esse ser será servida com fins vazios, caindo no vício, no pecado do liberalismo.

2.1) Acredito que o referido colega não deva ter entendido o problema porque ele nunca teve vivência católica ou porque nunca teve amor pela verdade o suficiente para poder compreendê-la, a ponto de dizer coisas antitrinitárias, ao nível escandaloso da heresia. 

2.2.1) Como Cristão, eu estou revestido de Cristo - se como da carne e bebo do sangue de Cristo, isso implica dizer Ele está em mim e eu estou n'Ele. Além disso, Cristo, como segunda pessoa da trindade, é Deus que assumiu a forma humana de modo a nos ensinar a sermos perfeitos como Deus é perfeito. 

2.2.2) Por isso, se eu estou revestido de Cristo e estou no mundo de modo a fazer a vontade do Pai, já que Ele me enviou como um cordeiro em meio aos lobos, então sou eu mesmo em minhas circunstâncias. Por isso, devo reabsorver as circunstâncias de modo que as coisas sejam ordenadas em Cristo, pois Ele é o caminho, a verdade e a vida - Ele é construtor e destruidor de impérios e renovador de toda a criação, a ponto de tudo estar em conformidade com o Todo que vem de Deus, que é a fonte dessa criação que foi feita com muito amor.

2.2.3) Por essa razão, eu sou um ser concreto imitando um ser concreto, que foi igual a mim em tudo, exceto no pecado. A natureza e a operacionalidade do meu ser só tem sentido n'Aquele que criou todas as coisas por amor, a ponto de dar completo sentido à minha vida. Eis a chave da felicidade plena, pois a verdade é o fundamento da liberdade, já que Cristo é o caminho, a verdade e a vida - e ninguém vai ao Pai senão por Ele, assim como ninguém vai ao Filho senão por sua Mãe, Maria Santíssima.

3) Enfim, levei 3 anos para compreender realmente a questão daquele post que vi no facebook. Só agora encontrei a resposta que deveria dar, já que a verdade é filha do tempo - e naquela circunstância, eu não estava pronto.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 07 de maio de 2021 (data da postagem original).

Postagem Relacionada:

https://blogdejoseoctaviodettmann.blogspot.com/2018/03/notas-sobre-o-problema-relativo-ao.html

https://blogdejoseoctaviodettmann.blogspot.com/2021/05/a-definicao-de-ortega-y-gasset-sem.html

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Sobre uma nova tendência de bolsas de estudo - a bolsa para atleta de esportes eletrônicos

1) Nas universidades americanas, é muito comum haver bolsas para atletas cursarem universidade, o que será muito útil para eles, quando entrarem na fase pós-atlética de suas vidas profissionais.

2) Recentemente, eu descobri que as universidades dos EUA dão bolsas de estudo para atletas de esportes eletrônicos. Acredito que isso deva ser realidade no Vale do Silício, já que muitos jogadores acabam se tornando trabalhadores da indústria do entretenimento eletrônico, uma vez encerrada a fase competitiva em suas vidas. 

3) Confesso que esse tipo de coisa jamais me foi imaginada, pois nunca vi ninguém discutindo isso no Brasil. Talvez isso estivesse sendo discutido na ESPN, já que eles também estão cobrindo esportes eletrônicos. Mas, quando eles começaram a cobrir esses esportes, eu já havia migrado para a transmissão por streaming dos esportes tradicionais. Por isso, eu fiquei à margem dessa discussão.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 06 de maio de 2021 (data da postagem original).