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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Mises dizia que no estudo da ação humana o sol é preferível à chuva - notas sobre o significado do sol para cada classe profissional objetivamente falando: o caso da lavadeira e do fotógrafo

1) Assim como o americano tem o hábito de ver a previsão do tempo e poder planejar uma ação útil para o dia que virá, aqui em casa nós também temos o mesmo hábito.

2) Enquanto minha mãe vê quais são os dias de sol de modo a poder lavar as roupas e secá-las no varal, eu vejo quais são os dias de sol de modo a tirar fotos de boa qualidade, uma vez que trabalho com digitalização de textos.

3.1) Enfim, para cada classe profissional, uma circunstância. Para a lavadeira, que serve a todos os necessitados por roupas limpas, o sol ajuda a secar a roupa após esta ficar bem limpa, o que permite atender a mais clientes para um mesmo dia de trabalho; para o fotógrafo, o sol permite a produção de fotos de boa qualidade - e o serviço de fotografia costuma ser remunerado pela qualidade das fotos tiradas.

3.2) Embora o sol objetivamente marque o dia separado da noite, para cada classe profissional que honestamente serve aos irmãos necessitados este pode ter múltiplas utilidades, dependendo das circunstâncias em que se realiza uma atividade econômica organizada. Não é algo de todo subjetivo, uma vez que servir ao irmão necessitado tendo por Cristo fundamento não é interesse egoísta, mas altruísta - trata-se de uma particularidade, de uma circunstância de vida que se dá por força de vivê-la servindo aos irmãos naquilo que temos de melhor. E como diz Ortega y Gasset, o indivíduo é o que é por conta das circunstâncias em que se dá a sua vida - e para viver a vida na conformidade com o Todo que vem de Deus, ele precisa manejar essas circunstâncias, ainda que desfavoráveis, de modo que diga sim a Deus por meio das virtudes - e a atividade econômica organizada por meio do trabalho é um desses caminhos, pois a pessoa precisa reabsorver essas circunstâncias de modo a ser útil a todos aqueles que amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento de tal maneira que o país seja tomado como se fosse um lar n'Ele, por Ele e para Ele.

4.2) A particularidade das circunstâncias é um desdobramento da verdade geral de que todos devemos ser santos através do trabalho, permitindo que um caminho de santidade, uma história de vida particular, possa ser contada a partir do fato de se melhor servir a quem ama e rejeita as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, fazendo o que o país seja tomado como um lar em Cristo mais facilmente - o que nos prepara para a pátria definitiva, a qual se dá no Céu.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 31 de outubro de 2017.

Para empreender, as pessoas precisam ser proprietárias dos próprios instrumentos de trabalho, uma vez que esses instrumentos tendem a se autopagar, por conta da atividade econômica organizada

1) Para um escritor, o computador em que ele escreve seus textos e os livros necessários para que ele possa fazer reflexões sérias e necessárias, fundadas conformidade com o Todo que vem de Deus, tendem a seu autopagar. Da mesma forma, se o taxista compra um carro e o usa para ganhar o seu dinheiro, então o carro usado tende a se autopagar.

2) Se as pessoas fossem donas dos seus instrumentos de trabalho, com estes instrumentos elas vão obtendo todas as coisas necessárias de modo a não somente sustentar as suas respectivas famílias como também a fazerem o aperfeiçoamento da organização de seus próprios negócios.

3.1) Quando aqueles que servem ao irmão necessitado conseguem estabelecer atividades econômicas organizadas, os que estão sujeitos à autoridade e proteção desses empreendedores recebem por empréstimo os instrumentos necessários para poderem colaborar com essas empresas, com essas de seus respectivos chefes - obras essas de boa qualidade, que serão levadas em conta para a vida eterna.

3.2) Se os empregados se mostrarem honestos e confiáveis, os bens que se autopagam não só beneficiarão as respectivas empresas mas também a todos os colaboradores dessas empresas, por extensão. E de tanto servirem em confiança a seus respectivos patrões que os empregados são promovidos a sócios, de tal maneira que os bens que foram a eles confiados à administração e zelo passam a ser próprios - ou seja, o empréstimo se desdobra numa doação com encargo, numa alienação fiduciária cuja sucessão se funda na confiança. Dessa forma, os poderes de usar, gozar e dispor, bem como a capacidade de exercê-los responsavelmente, tendem a ser distribuídos a outras pessoas de tal maneira que os empregados estabeleçam suas próprias atividades econômicas organizadas de modo a completar os negócios de seus respectivos chefes, colaborando com eles no que mais necessitarem, mantendo com essas pessoas vínculos de lealdade, tal como uma cidade recém-fundada mantém em relação a uma cidade mais antiga.

4) O povoamento de uma cidade, feita de tal maneira para que seja tomada como se fosse um lar em Cristo, pede que a colaboração seja feita sistemática, partindo do fundamento de que empregado e patrão se olhem uns nos outros amando e rejeitando as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento.

José Octavio Dettmamn

Rio de Janeiro, 31 de outubro de 2017.

A bruxa está solta - notas sobre pós-verdade e pós-nação

1.1) Tomar o país como um lar em Cristo implica levar em conta que Cristo é a verdade em pessoa.

1.2) Sendo Ele Deus feito homem, a face visível de um Deus invisível, isso faz d'Ele necessariamente o primeiro cidadão de um país que deseja ser livre n'Ele, para Ele e por Ele.

1.3) Por isso, todo soberano que rege seu povo na conformidade com o Todo que vem de Deus precisa necessariamente imitá-lo. Só assim o senso de tomar o país como se fosse um lar em Cristo passa a estender esse vínculo para os vassalos que governam o país em nome de Cristo, a ponto de gerar nacionalidade desde a nacionidade, uma vez que acessório segue a sorte do principal.

2.1) Os modernistas criaram o conceito de pós-verdade.

2.2) Para fazer isso, precisaram descristianizar nações inteiras a tal ponto que os países precisam ser tomados como se fossem religião, em que tudo está no Estado e nada pode estar fora dele.

2.3.1) Como também são darwinianos socialmente falando, eles também criaram o conceito de pós-nação, um desdobramento mais radical da pós-verdade.

2.3.2) As antigas soberanias nacionais vão sendo diluídas de modo a formar uma nova ordem mundo social, criando a ilusão de que todos os homens do mundo são eleitos, por terem nascido livres e por terem sido criados iguais, uma vez que o pacifismo e o Estado Democrático de Direito em escala global se tornaram o norte de todas as coisas. Eis aí a Cosmópolis, a nova ágora monumental formada em torno da ONU - um verdadeiro inferno.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 31 de outubro de 2017.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Como a cosmologia protestante de dividir o mundo entre eleitos e condenados alimentou tanto o liberalismo quanto o marxismo e a visão da Nova Ordem Mundial?

1.1) Numa sociedade dividida entre eleitos e condenados, em que a riqueza é vista como um sinal de salvação, somente os eleitos têm o direito de usar, gozar e dispor.

1.2) E como se não bastasse, somente os eleitos têm o direito natural de ter uma família, ao passo que os condenados não têm direito a nada, uma vez que eles são escravos dos eleitos. E esses escravos podem ser criados em laboratório, visto que escravo não tem família, nem se reproduz.

2.1) Só um Deus do mal é que dividiria a sociedade entre eleitos e condenados de antemão, de maneira predestinada. A única maneira de os condenados se libertarem desse determinismo é libertando as almas dos seus corpos, o que caracterizaria uma gnose.

2.2) Não é à toa que o protestantismo é gnóstico. E não é à toa que é uma forma sofisticada e mascarada de maniqueísmo, uma vez que Deus do mal (o demiurgo) não existe.

2.3.1) Como bem disse Santo Agostinho, o mal existe por conta da ausência do bem. Se os bons se omitem de fazer o que deve ser feito, que é evangelizar pelo exemplo, então o mal prospera.

2.3.2) O mal prospera no Brasil porque não há um cultivo das virtudes heróicas - se o exemplo dos bons que morreram não é lembrado pela família, então o mal ocupará o espaço.

3.1) A visão marxista precisa necessariamente da cosmologia protestante de um mundo dividido entre eleitos e condenados para poder existir, pois a visão de burgueses e proletários é uma versão materializada, imanentizada dos eleitos e condenados, uma vez que o Estado é tomado como se fosse religião, em que tudo está no Estado e nada pode estar fora dele ou contra ele.

3.2) Ela nega o Deus de bondade dos cristãos e não nega essa obra do demiurgo, já que ela é conveniente e dissociada para os seus projetos de poder, o que faz com que o marxismo seja necessariamente satanista, pois diabo é o deus do mal, o demiurgo.

4.1) Se a nova ordem mundial precisa do marxismo para prosperar, então ela se alimenta dessa mesma cosmovisão.

4.2) A maior prova disso está no mundo dividido entre nações de primeiro mundo (nações eleitas) e nações de terceiro mundo (nações condenadas). E isso justifica a propaga do erros da Rússia para o mundo a ponto de tudo estar centra no Estado mundial e nada pode estar fora dele ou contra ele.

4.3) Não é à toa que a ONU está criando um projeto de religião global, uma única religião para todos seres humanos no planeta, fundada no fato de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade, uma vez que o Deus de bondade dos cristãos está morto, como disse Nietzsche.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 30 de outubro de 2017.

sábado, 28 de outubro de 2017

Se Cristão não pode ser marxista, então isso inclui o fato de que não devemos usar termos marxistas nas encíclicas, como "justiça social" ou "capitalismo"

1) Não adianta só condenar o marxismo, se você não condena a linguagem marxista. "Capitalismo" e "justiça social" são termos marxistas e costumam ser recorrentes em encíclicas. Se a doutrina de Marx et caterva é condenável, a linguagem, seu acessório, deve seguir a sorte do principal.

2) A linguagem marxista é feita de tal modo a ser dúbia, a induzir pessoas de boa-fé ao erro. Desde Pio XII tem sido recorrente usar essa linguagem, uma vez que ela já era de uso corrente, uma vez que não estamos fazendo nosso trabalho de dizer as coisas da maneira correta.

3) Um conteúdo conforme o Todo que vem de Deus pede uma forma canônica de se expressar, de tal modo que deixe transparecer a verdade, pois Jesus é Deus feito homem e é a verdade em pesso. Se o Sumo Pontífice usa linguagem marxista, é como se Cristo estivesse falando em linguagem dúbia, tal como está fazendo o Papa Francisco atualmente - a tal ponto que o verbo deixará de ser carne.

4) Isso vai gerar uma crise do ensinamento ex cathedra, a tal ponto que gerará uma crise de fé, pois a verdade de fé não poderá ser enunciada, por falta de uma linguagem adequada.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 28 de outubro de 2017.

Comentários Adicionais:

Sara Rozante: E não só em matéria de economia e sociedade. Até mesmo em encíclicas que falam sobre ciência há uma linguagem inapropriada.

Notas sobre a guerra semântica - o caso dos ensinamentos papais (de Pio XII até Francisco I)

1) Papas desde Pio XII até Francisco I usaram em suas encíclicas termos como "Justiça Social" e "capitalismo", termos esses que são marxistas e não cristãos.

2) Assim como já vi muito despacho com conteúdo de decisão interlocutória, esses termos eram usados de modo a facilitar a evangelização, uma vez que esses termos estavam enraizados na linguagem comum (ou seja, já naquela época havia marxismo cultural). Se os papas não falassem a linguagem corrente, não haveria santo ensinamento. Embora os termos "justiça social" e "capitalismo" fossem termos marxistas, o conteúdo do ensinamento era católico.

3.1) O leitor precisa tomar cuidado com a origem desses termos e dominar a linguagem de modo a trocar esses termos por outros que melhor expressem a realidade passada nos ensinamentos das encíclicas.

3.2) Por exemplo, devemos trocar "capitalismo" por "economia de mercado", uma vez que "capitalismo" traduz a idéia de capital tomado como se fosse religião de tal maneira que a riqueza seja vista como um sinal de salvação. Se a riqueza é um sinal de salvação, emtão ela permite que todos os indivíduos tenham direito a qualquer "verdade" que desejarem, conservando o que é conveniente e dissociado da verdade, coisa essa que se funda na conformidade com o Todo que vem de Deus.

3.3.1) No caso de "justiça social", há duas construções possíveis: "justiça da sociedade" e "justiça na sociedade".

3.3.2) No primeiro, temos a idéia de autotutela coletiva, ou seja, a noção de que o povo está fazendo justiça com as próprias mãos. E quanto mais democrático for o poder, mais tirânica será essa justiça. Como o Estado representa a coletividade, ele será tomado como se fosse religião - e isso é totalitarismo.

3.3.3) No segundo, nós temos o princípio de que sociedade deve ser vista como um ethos, um ambiente organizado e ordenado onde as pessoas tomam o país como um lar em Cristo sistematicamente, amando e rejeitando as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento. Se há senso de justiça numa sociedade onde todos amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, então há justiça na sociedade. Como isso vem da sociedade cristianizada, então é legítimo, conforme o Todo que vem de Deus.

4.1) Enfim, é preciso se tomar muito cuidado com a guerra semântica que há, principalmente nos ensinamentos dos papas que governaram a Cristandade desde o pós-guerra até a atualidade. 

4.2) Em algum ponto, os ensinamentos serão dúbios, de tal maneira que os cardeais terão de escrever uma dúbia, pedindo esclarecimento acerca de certos ensinamentos contidos nas encíclicas, tal como estão fazendo com o Papa Francisco I no caso da Amoris Laetitia. Isso vai chegar a um ponto em que intenção de ensinar é uma e o termo empregado na encíclica será outro, de tal maneira que o papa estará ensinando uma heresia, se não tiver cuidado. Eis aí a crise do ensinamento ex cathedra, uma vez que os vigários de Cristo não estão fazendo do seu sim um sim e do seu não um não.

José Octavio Dettmann


Capitalismo, metacapitalismo, nacionalidade e metanacionalidade - a Nova Ordem Mundial nasce de uma sucessão de centralismos

1.1) Se no capitalismo a riqueza é vista como um sinal de salvação, então a aplicação extremada desse conceito leva ao monopólio, à concentração dos poderes de usar, gozar e dispor em poucas mãos.

1.2.1) Como a forma originária de aquisição da propriedade se dá pela ocupação dos bens de modo a se produzir algo organizado para atender aos que amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, os que amam mais o dinheiro do que a Deus estão querendo acabar com a instituição familiar, de modo a concentrar mais bens ainda em cada vez menos mãos.

1.2.2) É da família que vem a sucessão - assim, bens adquiridos por força do exercício de uma atividade econômica organizada podem ser legados aos descendentes e a atividade benevolente de servir ao próximo de modo a se ter o pão de cada acaba se perpetuando no tempo e no espaço, de modo a se criar uma tradição, assim como uma estirpe, uma personalidade constante entre diferentes gerações de uma mesma família de modo a se amar e rejeitar as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento e não aceitar nenhum domínio tirânico fundado no amor de si, na exploração do homem pelo homem. E é dentro da estirpe bem formada que vem os homens com alma livre, por terem personalidades bem formadas desde o berço.

2.1) Como já existe entre nós uma cultura de que a riqueza é vista como um sinal de salvação, então os metacapitalistas precisarão de um Estado tomado como se fosse religião de modo que toda e qualquer contestação a este tipo de domínio seja fortemente reprimida. E a nacionalidade implica ter relações jurídicas com esse Estado de tal modo que a pessoa seja vista como propriedade desse governo totalitário, como se fosse seu escravo, uma vez que tudo está no Estado e nada pode estar fora dele ou contra ele.

2.2.1) Uma vez que a noção de verdade vai sendo dissolvida no relativismo cultural e religioso, a noção de família sendo progressivamente abolida junto.

2.2.2) Com a abolição da família, também são abolidos os marcos que estabelecem as fronteiras que separam a propriedade pública e e a privada privada, cirando uma verdadeira confusão no microdireito. Ao mesmo tempo, isso também cria uma verdadeira confusão no Direito Internacional Público, o macrodireito, de modo que Estados são fundidos e soberanias terminam extintas para darem a uma Nova Ordem Mundial, comandada por um governo central, a Organização das Nações Unidas.

2.2.3) Eis aí o fenômeno da metanacionalidade, em que vários povos, das mais diferentes origens, são regidos por um direito supranacional, decorrente de um órgão, como vemos na União Européia, de tenta dominar vários povos e interferir nas mais variadas legislações nacionais desde Bruxelas.
2.2.4) Na metanacionalidade, a Europa é tomada como se fosse religião de tal maneira que já não existe mais português, polonês ou espanhol - todos são reduzidos a europeus, uma vez que a dissolução da família leva a dissolução do senso de se tomar um país como um lar, o que leva à dissolução da identidade nacional, do jeito de ser que diferencia um povo e outro. No lugar das diferenças culturais, surge toda uma cultura de massa que padroniza comportamentos, emburrecendo em massa as pessoas.

3.1) Enfim, onde se ama mais o dinheiro do que a Deus, é inevitável uma centralização política, sob o respaldo do poder econômico.

3.2) As monarquias absolutistas, que fundaram Igrejas Nacionais, nasceram da parceira dos reis com os mercadores que desejavam um padrão de pesos e medidas de modo que o comércio fosse facilitado.

3.3.1) Com o tempo, com o amor ao dinheiro se intensificando, as diferenças entre as línguas e culturas tornaram-se um entrave para esses seres gananciosos - e a Nova Ordem Mundial é a radicalização desse processo que começou como uma reação ao feudalismo, coisa que se iniciou desde o advento do renascimento comercial, da passagem da Idade Média para a Renascença.

3.3.2) Neste ponto o pensador Bertrand de Juvenel está correto: quanto maior a concentração do poder, maior o arbítrio. E isso se dá por meio da concentração dos poderes de usar, gozar e dispor em poucas de tal modo que a fronteira entre a propriedade pública e a propriedade privadas sejam dissolvidas, por conta de se promover uma cultura em que a riqueza é um sinal de salvação e que o Estado é tomado como se fosse religião, de modo a matar a fé verdadeira, fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus, o que edifica liberdade com fins vazios.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 28 de outubro de 2017 (data da postagem original).