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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Sobre a afirmação de que o próximo presidente precisa ser honesto, cristão e patriota

1) Como já foi dito, o próximo presidente precisa ser honesto, cristão e patriota.

2) No post anterior, eu mostrei que Bolsonaro só atende um critério dentre os três: o fato de não ser corrupto, mas isso é nulo, pois se ele aceitou um segundo batismo. Por essa razão, ele é não é honesto em relação a Deus - e isso é suficiente para dizer que votar nele é malminorismo, um tipo de conservantismo onde a sensatez se converte em insensatez por conta do comodismo fundado na prosperidade econômica, o que terminará resultando em salvacionismo. E já vimos este filme antes.

3) Na época do Império, D. Pedro II recebeu votos para ser presidente dos Estados Unidos - e naquele tempo, os votos não eram considerados nulos.

4) Uma pessoa que atende os três requisitos (o de ser honesto, cristão e patriota) é o presidente Andrzej Duda, mas este é inalistável, por ser estrangeiro.

5.1) E é neste ponto em que minha teoria rejeita o nacionalismo.

5.2) O verdadeiro cristão pode tomar um ou mais países como parte de seu lar em Cristo. Se no Brasil e na Polônia os povos amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, então este seria um motivo determinante perfeito para uma eventual união dos países sob a chefia de Estado em Duda, o que caracteriza um verdadeiro caso de presidencialismo de coalizão. Por isso, ele é mais legítimo, por força da lei natural, do que o Bolsonaro - isso sem contar que tem experiência política em relação àquilo de que precisamos.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 3 de agosto de 2017 (data da postagem original).

Notas sobre os motivos determinantes do voto em Bolsonaro

1) Vamos supor que Bolsonaro recebesse votos suficientes para ser presidente do Brasil.

2) O primeiro motivo determinante seria o fato de que ele é honesto, dado que jamais foi acusado de corrupção durante seu mandato (e isso é verdadeiro, em relação à realidade).

3) O segundo motivo determinante seria o fato de que ele é cristão (o que é falso, visto que ele se deixou ser batizado na águas do Jordão, sendo ele já batizado, o que o desliga da pátria definitiva, a qual se dá no Céu - e isso o caracterizaria como uma pessoa que conserva o que é conveniente e dissociado da verdade. Se tomarmos por base aquilo que foi fundado em Ourique, isso depõe contra ele).

4) O terceiro motivo é o fato de que ele é nacionalista (por ser um militar, ele é um positivista. E o positivismo toma o país como se fosse religião em que tudo está no Estado e nada pode estar fora dele ou contra ele, o faz com que isso prepare o caminho para a esquerda. Afinal, o nacionalismo é um socialismo de nação, um dos efeitos do fascismo. Por isso, um motivo determinante fora da realidade, fora da conformidade com o Todo que vem de Deus).

5) O quarto motivo determinante é que ele votou pelo prosseguimento da investigação contra Temer (o que é correto, pois Temer é corrupto. E isso confirma a natureza honesta dele).

6) O quinto motivo determinante é que ele a favor do direito de a população portar armas de fogo e se defender (o que é correto)

7) O sexto motivo determinante é que pretende acabar com o comunismo (o que é correto, pois é o maior mal que nos assola, no momento)

8) Enfim, 4 motivos determinantes corretos e 2 trade-offs. Esses quatro pesarão mais na atual circunstância - e é por estas razões que ele exercerá seu mandato.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 3 de agosto de 2017.(data da postagem original).

Por que o voto secreto oculta os motivos determinantes de um voto, de modo a misturar o certo com o errado?

1) Numa sociedade onde a quantidade de votos conta mais do que a fundamentação, a carga simbólica de um voto revela um motivo determinante oculto, coisa que só os mais esclarecidos podem ver.

2) Esse motivo determinante invisível precisa ser visto. É provável que esse motivo determinante seja fundado na dor de Cristo ou no fato de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade. E quando estudamos esses motivos determinantes ocultos, o joio é separado do trigo, dado que é um trabalho de inteligência, o que faz da política uma verdadeira ciência.

3.1) Se a fundamentação dos votos fosse possível, seria patente para todos saber quais seriam os verdadeiros motivos determinantes que norteariam a eleição de um candidato em vez de outro.

3.2) Esse motivo não seria determinante por força da quantidade de votos, mas pelo que ele diz sobre aquilo que o político é - ou pelo que ele fez ao fim de seu mandato. E é por força da realidade desse político, pelo que é por conta de seu caráter ou pelo que fez de bom no seu mandato anterior, que ficaria claro saber quais são os termos do mandato que ele recebe para a próxima legislatura.

3.3) E este político não pode passar por cima dos motivos determinantes reais, o que daria o direito aos eleitores que apontaram os motivos determinantes corretos de fazer o recall do mandato e escolher outro no lugar, uma vez que o princípio da não-traição estaria sendo observado.

4) Se houvesse uma cultura de fundamentação dos votos, a política seria racional. E sendo a política racional, os votos seriam abertos e não secretos.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 3 de agosto de 2017. (data da postagem original).

As decisões políticas jamais podem ser apaixonadas, pois a paixão é irracional e produz decisões nulas, fundadas no fato de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade

1.1) Em política, os votos jamais podem ser apaixonados.

1.2) Uma escolha precisa ser pensada em critérios - e quando pensamos em critérios nós estamos dizendo sim para o candidato A e não para os demais. E quando dizemos sim a A, nós devemos dizer as razões, os motivos determinantes pelos quais o fizemos nosso voto - até porque isso é matéria de ordem pública, pois o país deve ser tomado com um lar em Cristo e não como se fosse religião, em que tudo está no Estado e nada pode estar fora dele ou contra ele.

2.1) A política é um ambiente onde a razão deve prevalecer, pois leis são pensadas de modo a que se diga a verdade contida nas relações humanas, coisa essa que é conforme o Todo que vem de Deus.

2.2) Se tivéssemos de fazer política com base na paixão, na fé, o presidente deveria ser aclamado, uma vez que vemos Cristo na figura dele. E pelo que nós sabemos, Cristo nunca escolheu um presidente, mas um vassalo como D. Afonso Henriques para reger o povo de Portugal e seus descendentes para a missão de servir a Cristo em terras distantes. 

2.3) Como esta república está dissociada daquilo que foi fundado em Ourique, então escolhas políticas fundadas na paixão tendem a ser autoritárias e totalitárias, uma vez que se fundam no fato de que o povo é dividido em facções e não unido numa família, tal como temos na monarquia.
José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 8 de agosto de 2017.

Notas sobre o problema da fundamentação do voto político em relação à nossa atual realidade política e cultural

1.1) Numa votação política, não há a obrigatoriedade da fundamentação do voto, tal como temos na Justiça.

1.2) Se formos levar em conta a atual realidade política, as fundamentações seriam as mais estapafúrdias, o que terminaria fazendo com que a decisão do plenário fosse nula, por conta de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade.

2) Se a representação política fosse séria, o fato de se discordar da decisão de se arquivar o processo contra Temer por corrupção passiva (e este é o significado do "sim" no plenário) poderia ser desdobrado num não à artimanha política que o PT estaria causando de modo a prejudicar a melhora da situação econômica do país. E isso seria um caso de não-sim (mas não de um nie-tak, pois esta emenda, ainda que torta, acabaria produzido um caminho reto, endireitado, apesar de provisório - e isso faria com que o argumento da pinguela do João Batista Olivi fosse correto, se admitíssemos que a crise fosse tão-somente econômica, o que não é verdade).

3) Esse não-sim seria um não à dissimulação armada pelo PT. E neste ponto, políticos honestos estariam fazendo do sim um sim e de seu não um não, o que é crucial para a Campanha Presidencial de 2018. E neste ponto, o Bolsonaro, que é conhecido por sua honestidade, tomou uma decisão boa, pois ele pode usar isto a seu favor na campanha - e seus eleitores vão votar nele por conta deste fundamento, se as eleições fossem motivadas.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 3 de agosto de 2017.

Notas sobre a decisão da Câmara dos Deputados de não abrir uma investigação criminal contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva

1.1) Para pessoas como João Batista Olivi, do Canal Rural, o "sim "de ontem (pelo arquivamento da abertura de processo contra Michel Temer por corrupção passiva) representa a manutenção da "pinguela", como ele mesmo diz. Ele alega que a derrota do Lula e da caterva se dá por meio do emprego gerado no agronegócio.

1.2) Para o mercado financeiro, uma abertura de processo representaria quebra de confiança, uma vez que pessoas como o Rodrigo Maia, ligado ao PCB e ao Foro de São Paulo, assumiriam e destruiriam todo o estado de compromisso feito de modo a tirar o país da crise econômica mais grave de sua história (que não é só econômica - ela é também cultural e moral, o que a torna ainda mais grave, mais permanente).


2.1) Não é à toa que isso é um conservantismo - as pessoas estão conservando o que é conveniente e dissociado da verdade. As pessoas estão pensando mais no bolso do que em Deus, tal como houve na Venezuela.


2.2) E para se pensar em Deus sistematicamente, as almas precisam ser cultivadas. E isso deve ser feito não só com evangelização sistemática - o resgate da alta cultura fará com que as pessoas consigam discernir melhor o certo do errado, aquilo que aponta para a conformidade com o Todo que vem de Deus.

2.3) E neste ponto, o argumento da "pinguela" é tão frágil que não suportará a travessia de uma carga mais pesada, que acabará caindo no rio, que é um verdadeiro oceano de possibilidades perdidas por conta do conservantismo sistemático, que é próprio desta sociedade descristianizada e doente.

2.4) Como bem disse o colega Thomas Dresch, estou farto do pragmatismo político, um dos efeitos do conservantismo. Ou votamos no Bolsonaro ou este país amargará a volta do PT.

2.5) Alguns deputados sensatos disseram sim pela abertura do processo, já que ninguém está acima da lei, mas também disseram não à artimanha traçada pelo PT, ao tentar criar uma instabilidade política de tal modo a manter a crise por que passamos conveniente e dissociada da verdade (e isso, para a campanha presidencial de 2018, será decisivo)

2.6) O problema, o efeito prático disto, é que, ao dizer "sim" à abertura do processo, o pau-mandado dos comunistas, Rodrigo Maia, assume a presidência - e é isso que não queremos.

2.7.1) Trata-se de um erro de leitura política monstruoso.

2.7.2) Esta é uma das razões pelas quais o pragmatismo político não é nada bom.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 3 de agosto de 2017.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Da importância de se recriar ordens iniciáticas de modo a servirem de exemplo de modo que as riquezas do país sirvam a toda a Cristandade, tal como se deu em Ourique

1) Alguns colegas são contra a privatização de certas empresas por conta do caráter estratégico dos recursos naturais.

2) Em tempos de ideologia, em que o Estado é tomado como se fosse religião e tudo deve estar no Estado e nada deve estar fora dele ou contra ele, o fato de o petróleo ser visto como uma ideologia ao invés de ser um hidrocarboneto tende a ser uma hipérbole, uma visão exagerada fundada no fato de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade: esse socialismo de nação em que vivemos, edificado na época de Vargas.

3) É por essas coisas que havia ordens iniciáticas, pois a exploração de recursos era feita de modo a se servir a Cristo em terras distantes - assim a exploração de recursos estratégicos não seria voltada para o nada. Essas ordens existiam num tempo onde o povo era muito pobre e não dispunha de tecnologia e capital suficiente para isso.

4.1) Eu concordo com o fato de que hoje o povo pode fazer essas coisas por livre iniciativa, mas esta livre iniciativa está muito presa a uma cultura de liberdade voltada para o nada. Se as empresas todas estão implementando um comunismo de boutique, nada impediria que essas pequenas empresas produtoras de petróleo façam o mesmo.

4.2) Afinal, a produção de riqueza estratégica não deve ser fundada no amor de si, mas naquilo que foi fundado em Ourique, algo que faça o país ser tomado como se fosse um lar em Cristo. E neste ponto, o fato de haver ordens iniciáticas como instituições de fomento desse exemplo que um dia houve entre nós é algo bom e necessário.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 2 de agosto de 2017.