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domingo, 1 de novembro de 2020

Das origens do halloween como exorcismo - Parte 1

A palavra “Halloween” é uma abreviação escocesa da frase “Allhallow-even”, que significa literalmente “All Holy Evening” e data do século XVIII. Os ingleses têm uma frase semelhante, “All Hallows ‘Eve”, com o mesmo significado.

As duas expressões denotam a noite anterior ao Dia de Todos os Santos, que é 1º de novembro, e se referem à celebração dos homens e mulheres santos que são reconhecidos na Igreja Católica como residindo no Céu.

As origens dessa festa em particular remontam a 13 de maio de 610, quando o Papa Bonifácio IV consagrou um antigo templo romano, dando-lhe o novo título de Santa Maria e os Mártires. Construído pelo imperador Agripa e concluído por volta de 126, este templo fora anteriormente dedicado a todos os deuses pagãos. Hoje é conhecido como o “Panteão” em referência a essa dedicação original, e continua sendo uma maravilha arquitetônica do mundo antigo.

O Papa Gregório VII transferiu a festa do Panteão de 13 de maio a 1º de novembro, combinando-a com outros dias da festa para criar o “Dia de Todos os Santos”.

A Igreja Católica tem uma tradição de fazer orações de exorcismo ao dedicar um edifício à adoração a Deus. Esse era especialmente o caso no Império Romano, quando muitos templos pagãos foram transformados em igrejas cristãs. Os deuses pagãos eram vistos pelos cristãos como “demônios”, e era necessário expulsar sua presença de um edifício antes que o culto cristão pudesse ser oferecido ali.

Um exorcismo teria sido necessário para transformar o Panteão em uma igreja cristã dedicada à Virgem Maria e aos santos. Os exorcismos eram uma liturgia popular da Igreja primitiva e alguns historiadores afirmam se tratar do rito mais amplamente celebrado durante os primeiros séculos. É também por isso que a festa de Todos os Santos é tradicionalmente vista no contexto como um triunfo sobre o paganismo.

Segundo o St. Andrew Daily Missal, por causa dessa ligação, o Dia de Todos os Santos celebra o triunfo de Cristo sobre os falsos deuses dos pagãos e a dedicação original da igreja [o Panteão] para o uso na Missa.

Dessa maneira, o primeiro “Halloween” começou com um exorcismo, expulsando os espíritos das trevas e a Igreja triunfando para o reinado de Deus.

Ecclesiam Catholicam

Fonte: http://ivononic.com/4eKi

Facebook, 1º de novembro de 2020.

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https://blogdejoseoctaviodettmann.blogspot.com/2020/11/do-dia-das-bruxas-como-satira.html

Do hibridismo para a miscigenação - reflexões sobre o tema

1) Para os gregos, o híbrido, a mistura de duas espécies diferentes, era um verdadeiro horror metafísico. Para eles, tudo o que não fosse grego era considerado bárbaro. O cruzamento de um grego com uma mulher bárbara era uma aberração para eles, a ponto de o sujeito ser um considerado um não-ser ambulante.

2) Os árabes conservam essa concepção, pois chamam de mameluco todo aquele que descende do cruzamento de um árabe com um não-árabe. Por ser um não-ser, ele era considerado um escravo. Tal como os gregos, o islã, esse esquema odioso de dominação política e religiosa inventado por Maomé, via a mistura de origens como uma aberração, como um horror metafísico.

3) Só no Cristianismo é que a noção de hibridismo foi superada. Se você é livre, você é escravo do Evangelho e deve servir a outros povos de modo que estes tomem o seu país como um lar em Cristo junto com o seu país de origem, tal como o padre Jan fez: ele serviu a Cristo tão bem nesta terra que estou tomando o país dele, a Polônia, como um lar em Cristo junto com o meu, a ponto de servir o meu conhecimento lá também, em razão do excelente serviço que ele me prestou em Cristo. Se eu ganhar o coração de uma polonesa e acabar constituindo uma família com ela, será ganho sobre a incerteza. Em Cristo, meus filhos terão dupla nacionalidade, a ponto de criarem as pontes de modo que as duas comunidades seja cada vez mais integradas (eis a força do conjunto A em união com B, sendo A o Brasil e B a Polônia).

4) Uma cultura de casamentos mistos fundada no amor de Cristo acabará ampliando e muito as possiblidades civilizacionais, a ponto de ela exercer influência na Cristandade por muito tempo, pois numa mesma pessoa pode haver uma multiplicidade de culturas e povos todas unidas no fato de amarem e rejeitarem as mesmas tendo o verdadeiro Deus e verdadeiro Homem por fundamento, já que a verdade é o fundamento da liberdade - eis a multiculturalidade.

5) O racismo é o restabelecimento desse horror metafísico decorrente do hibridismo pagão, somado a uma cosmologia teológica herética que divide o mundo entre eleitos e condenados. Por isso mesmo, ela deve ser combatida com todas as forças.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 1º de novembro de 2020 (data da postagem original).

Notas sobre a questão da substituição de importações e suas circunstâncias: o caso do trigo argentino

1) Por conta de a Argentina ter caído de vez no comunismo, fomos obrigados a substituir a importação do trigo argentino. A EMBRAPA produziu sementes de trigo adaptadas ao clima tropical -  ela incialmente foi plantada no Ceará e a produtividade foi excelente. Se a tecnologia for adaptada para o cerrado, o nosso celeiro agrícola, o Brasil vai ficar auto-suficiente em trigo.

2.1) Não é fácil substituir a importação do trigo argentino, principalmente de um trigo de excelente qualidade, mas se o Brasil fizer muito investimento em P & D nesta área, certamente nosso produto ficará tão bom quanto o argentino e podemos preencher os mercados que antes eles atendiam. 

2.2) A substituição dessa importação se fez necessária porque nosso vizinho e parceiro comercial de longa data caiu nas mãos do comunismo. E por essa razão, não podemos sustentar esses vagabundos. 

2.3) É por conta desta circunstância que tivemos de desenvolver nossa economia, como uma forma de nos defender da agressão desse império de domínio, já que a China está praticando um imperialismo nefasto. 

3.1) Valorizar o agronegócio e a indústria nacional é declarar que nos santificamos através do trabalho e que tomamos o país como um lar em Cristo, por Cristo e para Cristo. Ainda que inicialmente os produtos sejam mais caros e tecnologicamente mais defasados que os importados, o lado bom é que não financiamos ditaduras comunistas, muito menos países cuja visão de mundo é pautada no anticatolicismo e na riqueza tomada como um sinal de salvação. 

3.2) Além disso, quando nos santificamos através do trabalho, podemos fazer servir a Cristo em terras distantes fornecendo produtos de excelente qualidade, de modo que novas parcerias possam ser montadas e beneficiar a Cristandade como um todo, a verdadeira ordem internacional - e devemos fazer isso sempre pensando nos méritos de Cristo. 

3.3.1) Este é o verdadeiro sentido da civilização brasileira enquanto desdobramento daquilo que derivou de Ourique.

3.3.2) Quando a Argentina se livrar do comunismo, certamente vamos estender a mão para o nosso parceiro comercial de modo a ajudá-lo a se recuperar. O progresso da Argentina interessa a todos nós também.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 1º de novembro de 2020.

Postagens relacionadas:

Ceará colhe trigo pela primeira vez e produtividade chama atenção: http://botemoda.com/4EPf

Brasil pode ficar auto-suficiente em trigo com tecnologia de produção adaptada para o cerrado: http://ivononic.com/PM

sábado, 24 de outubro de 2020

Atualizando uma lição dos romanos

1) Baseado num brocardo romano, Olavo de Carvalho, meu professor de filosofia, repetia esta frase: "fazei bem à terra em nascestes".

2) Como o Brasil está preso na ideologia de que foi colônia de Portugal, o maior bem que poderia fazer é abrir os olhos para a verdade: o meu país foi fundado para propagar a fé Cristã, como ponta de lança para a expansão do império que Cristo quis para Si, feito de modo que Seu nome foi publicado em terras muito distantes.

3) Como o Brasil foi província de Portugal, temos um brocardo bem melhor que o brocardo dos romanos: temos Portugal por berço e o mundo para morrer. Em Cristo, servimos a Ele em terras distantes, promovendo o bem a todos os que se colocam sob nossa proteção e autoridade em Cristo Jesus - e nesse ponto escrevemos uma história de civilização, fazendo um bem à terra em que nascemos, ainda em terras distantes.

4) Quando tomo a Polônia como meu lar em Cristo, eu ensino este caminho: faço bem à terra do meu pároco, que me ensinou o polonês, à terra onde nasci e à terra que me ensinou meu país a ser uma nação excelente em Cristo, que foi Portugal. Não há trindade maior do que esta.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 24 de outubro de 2020.

Postagens relacionadas:

https://blogdejoseoctaviodettmann.blogspot.com/2020/10/prefira-amizade-dos-que-transformam.html

https://blogdejoseoctaviodettmann.blogspot.com/2020/10/notas-sobre-um-novo-imperio-de-cultura.html

Prefira a amizade dos que transformam a realidade em Cristo, os verdadeiros transformadores, a dos tubarões

1) Quando era criança, eu li num livro de História do Brasil que os índios preferiam a amizade dos transformadores (franceses, os que traficavam pau-brasil) a dos tubarões (os portugueses).

2) O livro adotava duas teses: a de que o Brasil foi colônia de exploração de Portugal e a tese de que o Brasil foi invadido. Esta segunda tese está começando a ganhar cada vez mais força na academia recentemente, visto que a primeira anda perdendo força. Esta é prova cabal de que o conservantismo da esquerda é pautado por pensamentos duplos: se uma tese é desmontada, a outra assume seu lugar e prossegue o combate por ela.

3.1) No contexto do livro que li, que era um livro de História voltado para a então quinta série ginasial, os franceses tinham uma economia voltada para a indústria do luxo - eles usavam o pau-brasil para criar vestes escarlates, muito usadas pela nobreza, principalmente pela nobreza eclesiástica, no caso os príncipes da Igreja - os cardeais. Por isso, eram chamados de transformadores, de progressistas.

3.2) A indústria de transformação era toda controlada pela guilda dos artesãos - em especial a guilda dos tintureiros. Como atendiam a uma clientela muito rica, o seu negócio era de altíssimo risco. Por isso, a França nessa época tinha uma taxa de juros muito alta naquela época, já que a economia do país estava especializada em atender os interesses da classe governante - o pensamento econômico da época, antes de Adam Smith, era assim.

3.3) Isso certamente acabou desencadeando uma crise que levou à dissolução da economia da guildas durante a Revolução Francesa.

4.1) Se tivermos de trazer a dualidade transformadores x tubarões para os tempos atuais, eu prefiro a amizade dos poloneses, cuja economia é toda fundada na economia da transformação, à amizade com os chineses, esses tubarões que combinam comunismo e capitalismo de modo a criar um esquema de dominação perfeito.

4.2) Os poloneses, quando se santificam através do trabalho, eles são capazes de transformar a realidade do ambiente onde se encontram através do exemplo. Se eles trabalharem com excelência, com diligência e servirem a Cristo usando seus dons em terras distantes, eles simplesmente se tornam a infantaria mais poderosa do exército polonês e de toda a Cristandade. Eles devem ser alados como os anjos e os hussardos - se tiverem esperança e caridade, a transformação advinda através do trabalho virá a cavalo.

4.3) Este é o segredo por trás da fala de Mateusz Morawiecki, quando disse que os poloneses iriam recristianizar a Europa. Afinal, eles são o baluarte da reconquista européia nestes tempos atuais.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 24 de outubro de 2020.

Postagens atualizadas:

https://blogdejoseoctaviodettmann.blogspot.com/2020/10/notas-sobre-um-novo-imperio-de-cultura.html

https://blogdejoseoctaviodettmann.blogspot.com/2020/10/atualizando-uma-licao-dos-romanos.html

Matérias relacionadas:

"Meu sonho é recristianizar a Europa", afirma o novo primeiro-ministro da Polônia Mateusz Morawiecki: http://beteshis.com/2GWS

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Notas sobre um novo império de cultura em formação: o império polonês

1) O maior desafio para quem toma dois países como um mesmo lar em Cristo é traduzir uma tradição política fundada no senso de servir a Cristo em distantes sem que se traia essa essência. 

2) Uma boa tradução dessa tradição faz com que o povo da Polônia sirva a Cristo em terras distantes, sem perder seu jeito de ser polonês. Na verdade, trata-se de um jeito de ser aperfeiçoado. 

3) Os poloneses servem a Cristo em terras distantes se santificando através do trabalho. São trabalhadores inteligentes, diligentes e versáteis - e cumprem seus deveres com excelência. Isso ajuda a estimular outros trabalhadores a serem tão bons quanto eles, pois eles evangelizam através do exemplo, do compromisso com a excelência - e compromisso com a excelência aponta para a conformidade com o Todo que vem de Deus.

4) Quanto estão nos EUA, o dólar que eles remetem para as famílias é alvejado no sangue no cordeiro, convertido em złoty e passa a refletir os excelentes valores da Polônia. Os dólares e euros remetidos à Polônia através da Polônia dispersa ajudam no desenvolvimento da economia familiar polonesa, no tocante a ela ser tomada como um lar em Cristo. Eis um novo império de cultura sendo criado.

5) Portugal no século XIX se desenvolveu assim, quando o Brasil era império. Os portugueses eram ótimos comerciantes e tinham muitos negócios aqui, principalmente no Rio de Janeiro, então capital do Império.

6.1) É por conhecer este ponto da história que posso falar isso aos poloneses, já que eles estão fazendo a mesma coisa. E isso é bom. A única coisa capaz de conquistar os EUA é um império de cultura. Eles nunca lidaram com um.

6.2) Ao longo da História só houve um império de cultura, que foi Portugal, Brasil e Algarves. Mas a atual geração de portugueses está destruindo todo o glorioso passado fundado na missão de servir a Cristo em terras distantes. Então, se eles não valorizam isso, então há outros que querem - por isso, vou ensinar o que sei a quem honra a Cristo de verdade, pois não há povo hoje que melhor honre a Cristo do que os poloneses.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 23 de outubro de 2020.

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quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Como resolver a crise na Igreja: da importância do poder moderador do imperador do Sacro Império Romano como solução para a crise

Imperador José I do Sacro Império Romano vestido com os trajes de coroação



Já o disse algumas vezes, mas creio nunca ter sido levado a sério. A solução da Igreja está no Imperador. 

E a solução do Imperador está no restabelecimento de uma Monarquia livre e absoluta. Este Rei deve-se autoproclamar Rei dos Romanos, e convocar um Concílio, para:

1) anular Concílio Vaticano II;

2) regularizar a questão sacramental; 

3) proclamar as verdades mais fundamentais; 

4) eleger um Papa; 

5) coroar aquele Rei a Sacro Imperador Romano.

Telmo Pereira

Fonte da postagem: http://beteshis.com/d8q

Facebook, 22 de outubro de 2020.