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domingo, 18 de outubro de 2020

O Reconhecimento do Império do Brasil pelos Reis do Benin e do Daomé

O Rei do Daomé (à esquerda) e D. Pedro I


"Manoel Alves e Lima, Embaixador dos Reis do Benin e do Daomé e de mais alguns da África, certifica e faz saber que sendo encarregado da Embaixada daqueles, para saudar e fazer saber a sua Imperial majestade Dom Pedro I, Perpétuo e Constitucional Defensor do Brasil, em nome do Imperador do Benin e do Rei de Ajan que eles reconhecem a Independência deste Império do Brasil e desta corte do Rio de Janeiro"  Carta de 1823 do traficante de escravos e representante do Rei do Benin e do Daomé no Brasil o "Coronel"  Manoel Alves e Lima ao Imperador Dom Pedro I. Antes mesmo dos Estados Unidos e da Argentina, os Reinos Africanos do Benin e do Daomé foram as primeiras nações a reconhecerem a Independência do Brasil de Portugal. 

Primariamente preocupados em manter o Tráfico Negreiro nos portos brasileiros, o Rei Gezo do Daomé e o Rei Osemwende do Benin enviaram o embaixador Manoel Alves e Lima, um comerciante de escravos da Bahia, representante dos reis africanos em Londres e no Rio de Janeiro, onde foi recebido em audiência com o Imperador Dom Pedro I  em 1824. Manoel Alves e Lima entregou ao Imperador um tradicional  cajado que pertenceu ao Próprio Rei do Benin, como símbolo da amizade entre o Brasil e aquele Reino Africano. 

Segundo o cônsul inglês no Rio de Janeiro, Henry Chamberlain, Dom Pedro I tratou o representante dos Reis Africanos com frieza, demonstrando desconforto, pois Manoel Alves e Lima era conhecido como  "louco, atacado de um delírio de grandeza"  e não era Coronel nem Cavaleiro da Ordem de Cristo, mais um mero Traficante de Escravos que ganhou a confiança dos Monarcas da África.  Jose Bonifácio, de tendências abolicionistas, defendia o fim de qualquer relação diplomática com os estados africanos, os vendo como um atraso ao fim da escravidão e do fim do tráfico negreiro. A Nau que trouxera o embaixador, não foi saudada pela artilharia das fortalezas que circundavam a Baía de Guanabara, em um claro sinal de antipatia. O embaixador também enviou uma carta do infame Rei Gezo do Daomé, exigindo o Imperador do Brasil uma lista de presentes luxuosos, carruagens, escravos e ouro. A entrega dos presentes porém foi negada pelo Imperador. Se sentindo humilhado  Manoel Alves e Lima logo voltou para Bahia, dali partindo de volta para África, sendo o primeiro e ultimo embaixador enviado dos Reis da África ao Império do Brasil 

José Vieira Fazenda, memorialista carioca que vivenciou a passagem do Oitocentos para o Novecentos, deixou registrado em suas Antiqualhas e memórias do Rio de Janeiro que a embaixada chefiada por Manoel Alves Lima foi recebida na corte de D. Pedro I em 1824. Sem esconder certo tom de ironia, J. V. Fazenda sugere que “a aliança dos régulos africanos” à causa emancipacionista encabeçada pelo governo do Rio de Janeiro “já era para o Brasil [motivo de] grande felicidade”, posto que, até aquele momento, “nas cortes europeias o reconhecimento da nossa emancipação [ainda] promovia tramoias e tricas políticas” (REVISTA DO IHGB, 1927, p. 473). Dessa feita, foram os monarcas da África os primeiros de semelhante estirpe a reconhecerem a coroa de D. Pedro I.  

Convém lembrar que os ministros de D. Pedro I não ignoravam que os interesses da Grã-Bretanha gravitavam em torno da extinção do tráfico transatlântico de escravos e, embora não estivessem verdadeiramente dispostos a empreender negociações para a sua supressão, não convinha dar ao gabinete londrino mostras de sua relutância em fazê-lo, posto que isso pudesse atrasar ainda mais a concessão do reconhecimento britânico. Desse modo, a recepção oficial de um embaixador com envolvimento direto no comércio negreiro, que representava, ademais, um dos principais reinos exportadores de escravos da África Ocidental, era algo a ser evitado.  

Fonte: Comércio de almas e política externa de Gilberto da Silva Guizelin/ A última embaixada de um monarca africano no Brasil: Manoel Alves Lima, um embaixador do Reino de Onim na corte de D. Pedro I Gilberto da Silva Guizelin

Fonte: http://vismuene.com/3bgO

Vaticano cunha moeda comemorativa dedicada à Pachamama

 


Vaticano cunha moeda dedicada à Pachamama (cf. imagem). A Esposa de Cristo - a Santa Igreja Católica - submetida ao calvário pelos seus próprios pastores. 

"Todos os deuses dos pagãos são demônios". Salmo 95, 5. Vulgata.

Bruno Braga

Fonte:

http://vismuene.com/3VUv (leva direto para a postagem de Bruno Braga)

http://vismuene.com/3VNu (leva direto para onde está sendo vendida a moeda comemorativa)

Postagem Relacionada:

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Vídeos Relacionados:

Crise na Igreja - das cruzadas à Pachamama: autodemolição: http://vismuene.com/2bfw

Quando os bispos da Igreja adoraram deuses pagãos

1) Nunca se esqueçam de que um dia houve bispos católicos entronando um ídolo pagão no Vaticano. 

2.1) Senhor modernista, o senhor pode ter explicações intrincadas para desviar disso, (ou fazer pirraça, coisa digna de quem já se infantilizou pela patetice conciliar, que tornou católicos um bando de bobões) para tentar nos cansar da discussão e passar sua tese, mas nunca convencerá os pequeninos de boa fé, vítimas de sua heresia. Esses olham e dizem: "algo mudou nas últimas décadas". Estes enxergam a verdade de forma simples e honesta.

2.2) Afinal, a realidade não cabe na sua hermenêutica confusa, contraditória e presunçosa que abdica do senso comum e foge da realidade, refugiando-se numa falsa piedade. Nunca será reduzida a gravidade disso. 

2.3) Fiquem longe dos "rad trads" mesmo. Fiquem com seu ecumenismo de meia-tigela. Não comungamos com hereges.  Como diz São Jerônimo, "fiz de tudo para tornar hereges meus inimigos pessoais". 

3) A lógica deles é bem clara: "se você não pode convencê-los, confunda-os"

William RA

Fonte: http://vismuene.com/3UmW

Postagem relacionada:

https://blogdejoseoctaviodettmann.blogspot.com/2020/10/vaticano-cunha-moeda-comemorativa.html

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Leitura do Projeto Desconexos, fundada em muita vivência

1) O Projeto Desconexos, enquanto projeto do Interconexos, deve se pautar na filosofia da crise de Mário Ferreira dos Santos.

2) É verdade que tudo está relacionado. Contudo, há certos momentos em que as pessoas conservam o que é conveniente e dissociado da verdade, a ponto de quebrar a conexão das coisas, que geralmente é ligada à grande cadeia do ser, a qual remonta ao Crucificado de Ourique, que mandou fundar um império de modo a propagar a fé Cristã - eis a razão pela qual o Brasil foi fundado.

3) Enquanto restauramos as conexões de modo a dar prosseguimento à grande cadeia do ser, devemos servir a Cristo em terras distantes, a ponto de tomar muitos lugares como um mesmo lar em Cristo. Esses momentos de dispersão duram algum tempo - eles pavimentam um caminho para uma grande reunião que fomenta uma grande unidade que trará novas idéias e novos caminhos que renovarão o sentido pelo qual o Brasil foi fundado, tal como foi estabelecido em Ourique.

4) O Projeto Desconexos atua num cenário de Era das Trevas de modo a pavimentar o caminho para uma nova era de ouro, onde tudo estará plenamente conectado de modo a apontar às coisas para a conformidade com o Todo que vem de Deus.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 13 de outubro de 2020.

sábado, 10 de outubro de 2020

O que aconteceu quando Cristo derrotou o triunvirato entre Hades, Gaia e Ares?

1) A criança - que antes era sacrificada no altar de Moloch e que simbolizava o triunvirato entre Ares, Gaia e Hades -, ela agora passa a representar o futuro, a esperança de um mundo melhor,  pois ela é uma pequena via, um santo em potência.

2) A criança é o encontro do espermatozóide com o óvulo, formando o zigoto, a célula-ovo - o verdadeiro ouro (złoto, em polonês) que deve ser buscado, já que Ele decorre do autor da vida e daquele que é o caminho, a verdade e a vida, a justiça em pessoa: o verdadeiro Deus e verdadeiro Homem.

3) É a partir da valorização da criança que ocorre à valorização da mulher, como mãe. É nos méritos de Cristo que sua Mãe foi preservada do pecado, a ponto de ser um vaso insigne de devoção. De seu ventre veio o Rei dos reis.

4) Quando Cristo destruiu Hades e todas as coisas decorrentes desse triunvirato, ele instituiu uma nova ordem onde todos os homens vivem da riqueza da terra; onde o ouro, enquanto padrão universal de valor, representa a justiça, a verdade como fundamento da liberdade e onde a autoridade do governo legitimamente constituído aperfeiçoa a liberdade de muitos. Eis a nova ordem decorrente do Medievo Cristão.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 10 de outubro de 2020.

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Notas sobre as amazonas como símbolo feminista

1) As amazonas costumam ser as filhas de Ares, o deus da Guerra. As feministas costumam imitá-las, uma vez que elas são as enteadas de Gaia. Como desejam salvar a Terra inteira do capitalismo e da opressão patriarcal, elas são a personificação do Gaiares. 

2.1) Quando morrem em combate, elas vão para o harém de Hades. O sêmen de Hades é rico em metais e minerais - e o mais nobre dos metais, a prata (srebro, em polonês), deriva do cérebro de Hades, a ponto de ser o mais valioso fruto do seu testemunho. 

2.2) As criaturas do submundo são geradas dos ventres dessas guerreiras orgulhosas e cheias de si até o desprezo de Deus. Para se casarem com o deus do submundo, sacrificam, ainda em vida, o filho havido da fornicação com um homem qualquer no altar de Moloch. 

2.3) Foi do infanticídio de um ser inocente e indefeso que se selou o triunvirato entre Gaia, Ares e Hades. Não é à toa que Cristo precisou descer à mansão dos mortos para dar combate a essas coisas. Afinal, ele veio ao mundo para trazer a espada. E com ela, o arado, a fonte da vida.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 10 de outubro de 2020.

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Da atualidade e da eternidade como uma questão de ser e não-ser das coisas mais importantes para a vida de eterna

1) A atualização constante das tradições implica um proclamar corajoso das coisas divinas, que são eternas (niebie), no mundo pautado pela matéria, pela contemporaneidade (bie). Se o materialismo revolucionário, a contemporaneidade, é a razão de ser da destruição da Criação, então esse processo é impedido pelo seu não-ser, que é a eternidade.

2) É preciso que estejamos no mundo sem sermos do mundo. Como diz Chesterton, cada época é salva por pessoas que se recusaram a ser atuais, a ponto serem como os bednys. E essas pessoas que não foram como os biednys são os ubogis e os bogatys em concórdia de classes.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 10 de outubro de 2020. 

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