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quinta-feira, 13 de julho de 2017

O que pode ser pior do que uma sexta-feira 13?

1) Pior do que uma sexta-feira 13 é uma sexta-feira no dia 14 de julho (dia da queda da Bastilha, marco da famigerada Revolução Francesa). Enquanto a sexta-feira 13 só produz filme de terror, filme de ficção, a Revolução Francesa produziu o Terror Revolucionário, que foi retratado em muitos filmes, pois é um dado do que houve na História da França, um dado da realidade.

2) Verei muitos conservantistas celebrando a liberdade, igualdade e fraternidade voltadas para o nada que tomou conta dos nossos corpos e de nossas consciências e que passou a fazer uma habitação precária em nós, a ponto de desabar igual prédio de Sérgio Naya.

3) Detalhe: estamos nos 100 anos de Fátima, nos 300 anos da instalação da maçonaria carbonária no Brasil e nos 300 anos de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, assim como nos 500 anos da famigerada Reforma Protestante.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 13 de julho de 2017.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Todas as crenças devem ser respeitadas? Ora, crer no que é verdadeiro não é necessariamente crer no que conservo conveniente e dissociado da verdade

1) Se creio em algo porque isso é verdade, uma vez fui testemunha direta do houve na realidade, então isso marca o meu ser de tal forma que nem sob tortura eu nego o que digo. Se morro por defender a verdade, então sou um santo.

2) Se creio em algo porque isso me é conveniente e dissociado da verdade, então este tipo de coisa pode ser negada se eu for submetido a uma pressão de tal forma que eu admita que isso que falo é tudo mentira. Basta que haja um inquisidor conhecedor de minha obra que me faça as perguntas certas e me pressione de tal forma a admitir que eu errei, por força das falhas que há em minha obra.

3) O que é errado clama justiça aos céus. Se sou interrogado por conta dos meus erros e pressionado a admitir que eu errei, então esta pressão é válida. Não se trata de tortura, pois não fui submetido a tratamento desumano ou degradante. Eu é que fui desumano para com Deus, ao conservar o que é conveniente e dissociado da verdade, a ponto de edificar uma heresia.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 11 de julho de 2017.

Negar o sebastianismo é negar o que houve em Ourique

1) Se Portugal foi fundado pelo próprio Cristo de modo a propagar a fé Cristã, pode a esposa de Cristo condenar o propósito de seu marido, que é fundar um Império, uma vez que Ele é senhor dos exércitos?

2) Há uma lenda de que D. Sebastião não morreu - e Cristo prometeu para D. Afonso Henriques que a geração atenuada, a de Avis, voltaria e Portugal teria as bênçãos de Cristo de novo. Portugal espera novamente um descendente de D. Afonso Henriques para reinar sobre o mundo português como um todo. E Cristo cumpre suas promessas.

3) Se há um messianismo em D. Sebastião, não é porque seja ele Deus, mas o ungido por Deus para reinar sobre o mundo até o momento em que o próprio Cristo voltasse à terra e reinasse definitivamente, pois Portugal foi servir a Cristo em terras distantes, uma vez que Cristo quis um Império para si, já que os islâmicos são a maior ameaça à cristandade. Se o próprio Estado foi criado pelo próprio Cristo, como a Igreja Católica condenaria? Não faria sentido. A situação é muito especial. A Igreja é acessório que segue a sorte do principal, que é o Cristo.
 
4) Em Estados onde o rei foi coroado por meio da Igreja, um corpo intermediário, seria perfeitamente válido falar em Roma locuta, causa finita, pois o Reino é acessório que segue a sorte do principal, a Igreja, que, por sua vez, é acessório que segue a sorte do principal, que é Cristo. No caso de Portugal, a palavra do vigário não seria o bastante, já que foi o próprio Cristo que fundou. Em coisa que o principal cria, a decisão do acessório é precária e corre o risco de ser convalidada, diante de algo que só cabe ao principal se pronunciar diretamente. Isso não quer dizer, todavia, que Portugal é maior do que a Igreja e que o vassalo de Cristo deve ser tomado como se fosse religião a ponto de negar o seu senhor, o que ensejaria com justiça a condenação do sebastianismo como um movimento herético, posto que este tipo de coisa estaria sendo conservada de maneira conveniente e dissociada da verdade.

5) Se você negar Ourique, você jamais entenderá o Brasil e nem Portugal. Algo muito especial aconteceu lá e isso não pode ser negado. É um ser, não um crer. Por isso, não é uma heresia, uma vez que a heresia tem por condão destruir a fé cristã - e o que houve foi justamente o contrário.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 11 de julho de 2017 (data da postagem oriignal).

Notas sobre o fim da nacionidade

1) O fim do país tomado como um lar em Cristo é nos prepararmos para a pátria definitiva, a qual se dá no Céu. Se vivemos a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus, então somos felizes porque Deus é a verdade, é o verbo que se fez carne e que habitou em nós.

2) Se o país fosse tomado como um lar em si mesmo, então tudo estaria no Estado e nada estaria fora dele ou contra ele, o que seria totalitário. Se o Estado legisla e cria a liberdade pública, então essa liberdade com um fim em si mesmo terminaria sendo voltada para o nada, o que nos levaria a perdermos o senso de criaturas amadas por Deus, o que nos leva a desligarmos da pátria do céu. Logo, terminaríamos sendo apátridas.

3) A maior prova disso é que as legislações que decorrem dos homens que se separam de Deus são um grave atentado à lei natural, à lei eterna - e por isso mesmo inconstitucionais, pois tendem a dissolver a comunidade dos que amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento. E um dos elementos dessa dissolução está na abolição da célula-mãe da sociedade, que é a família.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 11 de julho de 2017.

Comentários:

João Damasceno: Tenho a impressão de que estamos voltando a uma era de paganização globalizada. É o neopaganismo vindo com força total, amparado pela liberdade pública estatal no âmbito da ideologia laicista ou da laicidade. Talvez um traço do positivismo de Comte, pelo qual o homem sensível é o senhor da lei natural, que deve se verter em prol do que ele julga razoável e correto.

José Octavio Dettmann: E essa faculdade de juízo é voltada para o nada, uma vez que as coisas perderam sua conexão de sentido, em relação àquilo que é transcendente.

Notas sobre a liberdade voltada para o nada e a conseqüente crise do sistema prisional, assim como de toda a segurança pública

1) O movimento abolicionista penal fala que a função da cadeia é recuperar o detento. E isso é uma grande mentira.

2) Numa sociedade descristianizada, que conserva o que é conveniente e dissociado da verdade, o detento não é visto como um pecador que deve ser salvo do mal que está fazendo. Até porque para essa sociedade de hedonistas a gula, a ganância e a luxúria não são pecados. O que não presta é promovido como se fosse belo e moral e o que belo é promovido como se fosse perverso, diabólico, criando um nefasto relativismo moral e uma completa inversão dos valores. Por conta disso os critérios de punir são voltados para o nada, por estarem dissociados da verdade.

3) Numa sociedade sem Cristo, o Direito Penal tornou-se direito penal do inimigo, pois quem atenta contra o direito é inimigo da sociedade, que toma país como se fosse religião de Estado, pois tudo está no Estado e nada pode estar fora dele ou contra ele; é o Estado, e não Deus, quem edifica liberdade pública. E as leis que regulam a liberdade são concessões do Estado, coisa que se dá a título precário, que pode ser retirada se houver oportunidade e conveniência (e para se ditar isso, basta que um progressista ocupe o poder).

4) Como falei em artigos anteriores, a liberdade voltada para o nada, iniciada na Revolução Francesa, preparou o caminho para a ordem totalitária. A falência do sistema prisional é um reflexo da falência do sistema penal e da crise de autoridade promovida pela mentalidade revolucionária. E isto se deve ao fato de que perverteram a cultura e tudo o que há de mais sagrado.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 11 de julho de 2017.

Notas sobre os quatro passos necessários para se edificar uma ordem cuja liberdade é voltada para o nada, a ponto de obrigar sistematicamente a todos ao impossível

1) Costuma-se dizer que contrato é lei entre as partes, uma vez que isso parte de uma relação de confiança.

2) Se olharmos para a realidade, nós negociamos com desconhecidos, uma vez que cada um tem o direito de ter a verdade que quiser, o que edifica liberdade para o nada. E é por haver liberdade para o nada que os contratos tendem a ser escritos e com cláusulas estritas, cujo cumprimento é difícil de ser atingido, a ponto de virtualmente obrigar alguém ao impossível.

3.1) O primeiro passo da ordem revolucionária é essa ordem pautada na liberdade pautada para o nada - ela fomenta conflitos de interesses qualificados pela pretensão resistida sistematicamente.

3.2) O segundo passo é tomar a jurisdição como se fosse religião. E isso se dá por meio da criação de uma cultura onde o contrato não cumprido é regra e não exceção.

3.3) O terceiro passo é remover as cruzes dos tribunais. Se Cristo não é visto nas partes, então o juiz é livre para dizer o direito que quiser, conservando o que é conveniente para ele e dissociado da verdade, o que fomenta injustiça. E esse juiz precisa ser comprado de modo a te beneficiar, o que é ainda mais grave.

3.4) O quarto passo é eleger deputados e senadores comprometidos com essa liberdade voltada para o nada - cada um defenderá a verdade que quiser a ponto de criar projetos de lei que, se aprovados, obrigarão às pessoas ao cumprimento do impossível, forçando a substituição da vontade individual boa pela do Estado tomado como se fosse religião, que é perversa.

4) Isso é a negação do Direito. O sucesso da ordem pautada na liberdade voltada para o nada leva ao totalitarismo e ao fim da História, por conta da extinção da espécie humana, coisa que se dá por meio da ideologia de gênero ou mesmo por meio do transhumanismo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 11 de julho de 2017. (data da postagem original).

Notas sobre o liberalismo e o princípio da instrumentalidade das formas

1) A liberdade pautada na verdade pede necessariamente que a instrumentalidade dos contratos e dos pactos seja direcionada a um fim bom, fundado na conformidade com o Todo que vem de Deus. O verdadeiro liberalismo se pauta no distributivismo (dou para que tu dês) e na confiança (dou para que tu faças).

2) A liberdade voltada para o nada (chamada erroneamente de "liberalismo") tende a amarrar os contratos de modo a torná-los estritos, tal como uma lei positiva. Os contratos amarrados, estritos, evitam obrigações alternativas ou a dação em pagamento, o que mitigaria o risco de a obrigação não ser cumprida.

3) Como o risco é alto por conta do cumprimento estrito, a tendência é haver conflito de interesses, pois A tenta sujeitar B à sua pretensão, o que caracteriza uma relação de hipossuficiência, o que leva ao Estado dizer qual é o direito no caso, ao exercer a jurisdição. E num mundo descristianizado, o direito a ser dito pode ser qualquer coisa menos a verdade contida nas relações humanas, uma vez que Cristo não está sendo visto nesta relação social. E isso é um conservantismo alimentado por meio do ativismo judicial, já que há um fetiche, parte dos juristas, pela jurisdição, a ponto tomá-la como se fosse religião, em que tudo está no Estado e nada pode estar contra ele ou fora dele, o que caracteriza totalitarismo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 11 de julho de 2017 (data da postagem original).