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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Notas sobre a hospitalidade (uma visão que tenho sobre isso)

1) Antes da vida online, eu costumava ir à casa dos meus contatos, de modo a manter a conversa em dia. Naqueles tempos, minha antiga casa vivia entulhada de coisas, a tal ponto que isso não causaria boa impressão nos visitantes, posto que meu pai sempre foi bem desorganizado - e sempre tive receio da fofocada de colégio, dizendo que minha casa na época era uma bagunça.

2) Por isso, para evitar bullying, eu costumava marcar meus encontros nas casas dos meus contatos. As conversas eram quase sempre unilaterais - em 100% dos casos, eu tomava a iniciativa. Quando parei de tomar a iniciativa, tudo se perdeu.

3) Hoje tenho uma casa organizada, aqui em Jacarepaguá, mas minha mãe não quer saber de visitas - por isso que não chamo ninguém aqui em casa, embora eu queira muito. A razão pela qual ela disse isso é que meu irmão impunha as visitas à família. Mesmo que eu nunca tenha feito nada relativo a isso, eu respeito a decisão de minha mãe, mesmo que eu não concorde com isso. Quando tiver meu próprio cantinho, eu recebo quem eu quiser - e não me incomodo que meus contatos passem algumas noites aqui em casa, já que eu bancarei tudo o que for necessário, de modo a que passem o dia confortavelmente comigo, como meus hóspedes. 

4) Pelo menos, é o que posso fazer pelos meus pares, em tempos de rede social. Quando tiver meu canto, posso acolhê-los em casa, quando tiverem coisas a fazer aqui no Rio. Não me incomodo que minha casa sirva de hostel dos meus pares de facebook, tanto do Brasil quanto do exterior. E isso é típico da minha visão calcada na teoria da nacionidade, que estou desenvolvendo.

5) A vida fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus pede a hospitalidade - nunca pude praticá-la, pois meus pais têm uma visão de mundo diferente da minha. Aprendi pela experiência que não é sensato bater de frente e que a melhor forma de fazer isso é tendo sua própria casa e fazendo isso na prática. E assim o farei. Se disserem que minha casa é uma bagunça, a pessoa ficará ao relento, pois estará abusando da minha bondade - como a bondade é atribuída ao Espírito Santo, e faço isso tendo-O por meu guia, então este tipo de declaração é um pecado contra esse Espírito - por isso mesmo, Deus não perdoa.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 2016.

Matérias relacionadas:

http://blogdejoseoctaviodettmann.blogspot.com/2016/04/da-relacao-entre-nacionidade-e.html

Notas sobre conta conjunta no casamento (uma visão que tenho a respeito disso)

1) Se estivesse vivendo uma vida a dois, as despesas decorrentes dessa vida seriam comuns - e para fazer frente a isso, eu não me oponho de ter uma conta bancária conjunta. Afinal, o que se funda no amor deve ser dividido - assim, minhas habilidades estão a serviço da família e as habilidades da minha mulher também. Se mônada é a menor das partículas, então a pequena comunidade formada a partir disso seria esse dado irredutível, sociologicamente falando. Isso não elimina, todavia, a possibilidade de ter um patrimônio particular, de uso estritamente meu - coisa que poderia legar a quem pudesse continuar minha atividade, ainda que não encontrasse sucessor vocacionado na minha própria família. 

2) Esse patrimônio de bens particulares, que decorre de sobras daquilo que vai para o fundo comum - o fundo familiar -, naturalmente ficaria subordinado aos interesses da família - e esses bens particulares, no sentido estrito, são os bens decorrentes da minha profissão. Tudo o que sobrasse, descontadas as despesas comuns - próprias da vida a dois -, eu investiria na atividade profissional, de modo a melhor servir aos meus pares - o que não deixa de ser, indiretamente, uma forma de investir na vida a dois. Afinal, se fosse casado, minha esposa e meus filhos seriam a minha vida, já que no casamento, enquanto vida fundada na conformidade com o todo que vem de Deus, eu estaria morto para mim mesmo - e a atividade intelectual que desempenho é o modo que encontrei para pôr um pouco de comida na mesa, já que a advocacia está inservível enquanto profissão, uma vez que a atividade se reduziu a ativismo judicial. Não somos em nada diferentes das prostitutas do chamado Distrito da Luz Vermelha - lá, elas estão nuas e seminuas; nós, vestidos de terno e gravata - e no caso das mulheres, de tailleur. Tirando as aparências, não somos em nada diferentes, nas nossas atuais circunstâncias.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 2016.

Notas sobre as três classes de apátridas

1) Existem três classes de apátridas: duas decorrentes do Direito e uma decorrente da Sociologia.

1.1) Se um casal de estrangeiros, nativos de um país onde o critério de nacionalidade é o jus solli, tem um filho num país onde o critério de nacionalidade é o do jus sanguinis, o filho nascido será considerado apátrida, por força do conflito negativo de nacionalidade. Países como a França exigem que os pais se naturalizem de modo a que os filhos recebam a nacionalidade francesa - dentro desta via, países com a França desejam que o nascituro de um casal nesta circunstância seja abortado, caso o casal venha a ter o filho assim mesmo - do contrário, o apátrida, o prejudicado por força do conflito negativo de nacionalidade, será abortado em vida, posto que não terá direito algum. Eis aí porque as legislações de países totalitários como a França, fundadas no fato dese tomar o país como se fosse religião, são consideradas uma ofensa a Deus.

1.2) Se uma pessoa for condenada por um crime, ela será declarada apátrida. Como está presa, cumprindo sentença, isso acaba facilitando a aplicação penal de outros países estrangeiros, a tal ponto que poderão ser extraditados por responderem por seus crimes lá fora. Nas circunstâncias atuais, fundadas na mentalidade revolucionária, leis injustas podem ser fabricadas e a pessoa pode acabar respondendo e sendo condenada por um crime que não cometeu, no caso de ter ofendido os imigrantes, sobretudo os muçulmanos. E neste ponto, minha colega Cristina Bassôa de Morais tem razão, pois isso dá causa à injustiça.

1.3) Se uma pessoa nasce no Brasil, espera-se que ela conheça a História do Brasil, de modo a tomar o Brasil como se fosse um lar em Cristo, tal como foi estabelecido em Ourique. Mas como a História do Brasil foi falsificada, as pessoas acabam ignorando sua própria origem e acabam conservando esta ignorância conveniente e dissociada da verdade, a tal ponto que estão tomando o Brasil republicano como se fosse sua religião, em que tudo está no Estado e nada pode estar fora dele. Por conta dessa soberba, eles desligaram a terra em relação àquilo que decorre da pátria do Céu. Por isso mesmo, são apátridas, pois escolheram o erro como sendo a sua verdade. Mais do que neopagãos, eles são neobárbaros, pois negam o verdadeiro projeto civilizacional edificado em Ourique. Esta é a apatria verdadeira, pois decorre da nossa realidade atual.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 2016.

Matéria relacionada:

http://blogdejoseoctaviodettmann.blogspot.com/2016/12/comentarios-sobre-perda-da.html

Notas sobre a estupidez acidental e sobre a estupidez essencial

1) Uma pessoa sensata tem momentos de estupidez, em alguns momentos da vida. Se o amor tudo suporta, esse amor corrigirá a estupidez, uma vez que estará servindo de poder moderador de modo a que a pessoa se emende e permaneça na conformidade com o Todo que vem de Deus.

2.1) Uma estupidez mais qualificada, fundada na soberba, já é algo mais grave, pois nos afasta da amizade com Deus a tal ponto que relações sociais são desfeitas por conta disso. 

2.2) Esse tipo de estupidez não é algo acidental, como vemos no ponto 1, mas algo essencial - e se isso é essencial, a convivência com esta pessoa não é conveniente. 

2.3) Se uma pessoa for casada com gente assim, deve se afastar da pessoa e até anular o casamento, pois houve um erro de essência sobre o caráter da pessoa, uma vez que este vício permaneceu oculto até a hora da consumação do casamento. Mas se você se casou com esse tipo de pessoa mesmo com este tipo de problema, então é melhor suportar o peso da cruz, pois você assumiu o risco de que sofreria neste tipo de relação. Afinal, o amor tudo suporta - e neste ponto, é preciso intervenção divina, de modo a suportar tudo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 2016.

Notas sobre o conservantismo e a covardia intelectual

1) Entendam uma coisa: não vou ficar zangado com vocês, se vocês me apontarem os erros de minhas colocações. Na verdade, eu serei eternamente agradecido, se me corrigirem fraternalmente.

2) Quem me deleta, por conta de falar algo errado, está se acovardando. É por não ter a coragem de me corrigir onde estou errado que ele prepara o caminho para que o mal se instale por conta dos meus erros - e, como sou um ser humano falho, nem sempre tenho entendimento perfeito para entender onde estou errado. E por conta da covardia, quem me deleta está conservando o que é conveniente e dissociado da verdade. Afinal, o que caracteriza o conservantista é a covardia, até mesmo no dever de fazer a correção fraterna.

3) Embora não faça isso de propósito, tem uns que se escandalizam com os meus erros. Mas vai chegar um dia que vou fazer de propósito de modo a testar que me corrige onde eu errar. Afinal, meu mural é como os gárgulas das antigas catedrais: aqui, os conservantistas não entram. E nem preciso excluí-los - eles são tão farisaicos que se excluem.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 2016.

Comentários sobre a perda da nacionalidade por conta de condenação por crime grave contra a ordem pública ou contra a segurança nacional

1) Nos tempos da Carta Constitucional de 1891, o nativo da terra condenado pela prática de crime contra a ordem pública e contra a segurança nacional era visto como um inimigo da pátria - e por ser considerado inimigo da pátria, era considerado apátrida. Era justamente por ser apátrida que ele poderia ser extraditado para outro país para responder pela prática de crimes que ocorressem lá fora. 

2) Se esta regra vigorasse hoje, Fernandinho Beira-Mar e José Dirceu - todos condenados - poderiam ser perfeitamente extraditados, já que cometeram crimes graves contra a pátria - e por serem apátridas, poderiam ser extraditados sem problemas.

3) A Carta de 1988, neste ponto, é inconstitucional, posto que favorece à injustiça.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 2016.

Comentários adicionais:

Cristina Bassôa de Morais: Muito cuidado nesta hora! O comunismo é especialista em leis, que tipificam condutas que sequer violam o direito natural. Ou seja, são especialistas em leis injustas. É por isso que não se pode relativizar alguns direitos, como a vida e a liberdade, dentre eles o da nacionalidade. Hoje mesmo, meditando sobre essa nova lei dos imigrantes, que, confesso, ainda não a li na integra, só os trechos denunciados como absurdo, pensei justamente que o próximo passo deles é nos incriminar por condutas contrárias aos imigrantes, tal qual está acontecendo na Europa, em que os europeus natos são proibidos inclusive de emitir opiniões potencialmente ofensivas contra imigrantes. Se, por acaso, houvesse a possibilidade de extradição, não tenho dúvida de que o estado extraditaria brasileiros natos por 'crime' contra imigrantes. Estamos atravessando tempos muito sinistros.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Notas sobre a natureza do trabalho de análise histórica, o trabalho que faço

1) Se em História os documentos são monumentos, que servem de referência para se entender a realidade passada e - com base nela - entender e prever a realidade futura, então o trabalho que faço, enquanto pensador, não anula o trabalho do historiador que vai aos arquivos públicos e privados garimpar documentos e provas.

2) Um pensador como eu é um artesão, pois é com base nas provas documentais que especulamos não só uma possível interpretação do que pode ter acontecido, como também compreender a realidade tal qual ela ocorreu. Por isso, tal como houve na Idade Média, o artesão da cidade depende do trabalho do peão que toca as terras, nos feudos - e nesse sentido, eu dependo do trabalho do Historiador de campo, que garimpa documentos diariamente no Arquivo Nacional, de modo a fazer análises com base naquilo que decorrer do fruto do garimpo, que é a atividade primária da atividade intelectual.

3) É por essa razão que peço que estudem minhas reflexões lendo em paralelo os livros dos outros pesquisadores (que me serviram de base). Além disso, eu os convido a fazerem isso analisando o facebook dos contatos cujas mensagens eu trouxe para o meu mural, por meio do compartilhamento. É dali que tiro todos os insights necessários para escrever algo relevante.

José Octavio Dettmann