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terça-feira, 22 de agosto de 2017

Notas sobre o significado de direita, esquerda e centro no campo espiritual

Left - Right

Loyalty - Royalty

1) Num governo de colaboração, de concórdia entre as classes, a vida fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus se mede pela lealdade à palavra ensinada e empenhada, já que a lei que se dá na carne foi distribuída a todos de modo que o país seja tomado como se fosse um lar em Cristo.

2) Para que todos vivam à direita do Pai, os que estão à esquerda, os gentios, precisam desenvolver um senso de lealdade, de modo que sejam também contemplados, em termos de favores celestiais. E é da relação de vassalagem para com o Rei dos reis, feita de modo a servir a Cristo dentro do país ou em outras partes distantes, que a parte mais Ocidental da Europa (Portugal) passa a ficar mais próxima do Oriente, da Jerusalém espiritual. Isto certamente agradou ao Senhor, a ponto de haver criado um Império para si a partir do povo mais ocidental da Europa, do povo que está à extrema esquerda do Velho Mundo.

3) É dessa articulação entre a direita e esquerda no campo espiritual que vem o estado de compromisso essencial para se tomar o país como um lar - e este estado de compromisso será o centro de todo o processo de se tomar o país como um lar em Cristo. É desse compromisso espiritual que vem todo o senso de conservar a dor de Cristo a ponto de agir na sociedade e promover o bem comum.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 22 de agosto de 2017 (data da postagem original).

De um fato não se deduz um valor

1) Quando se descreve uma realidade, você descreve a situação do jeito que ela é. Se as cidades modernas são todas uns poleiros, isso se deve ao fato de que isto é um fato, um dado da realidade. E como diz o professor Olavo de Carvalho, de um fato não se deduz um valor do qual você possa concordar ou discordar.

2) E como disse no artigo anterior, quando fazem do coop (poleiro) uma atividade econômica organizada, na mesma escala que a produção fabril, então as fazendas imitarão as fábricas e os condomínios imitarão as fazendas neste fundamento. Nada mais real do que aquilo que havia na revolução dos bichos, pois o homem foi animalizado. E isto acabou se tornando um dado da realidade - e está em todo lugar. Obviamente, fora da conformidade com o Too que vem de Deus e que deve ser combatido.

3) E como falei num outro artigo mais antigo, se o homem é uma folha de papel, então pouco importa o que ele é, mas o que produz. E neste ponto, ele é só mais um dos animais que entra no coop e esses animais são substituíveis uns pelos outros (e isto é um dos fundamentos da impessoalidade na administração pública). Trata-se do rebaixamento da dignidade humana e a humanização dos animais.

4) Eis o que dá a liberdade voltada pro nada. E quando escrevo, estou sempre vendo nuances (estou sempre vendo coisas em polonês e em inglês que me dão idéias para descrever coisas que no português puro eu não conseguiria - e neste ponto, não costumo dar ponto sem nó)

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 22 de agosto de 2017.

É produtivo morar num condomínio?

coop - a pen used to confine chickens

coop - a pen used to confine pigs

coop - a pen used to confine bulls, as well cows

coop - a pen used to confine men, women and children

1) Nas três primeiras, a cooperativa é de produção. Na última, a cooperativa é de habitação, pois dá origem aos condomínios, a esses apartamentos em que vivemos todos empoleirados. E nesses "apertamentos", certos humanos empoleirados se tornam empoderados - e neste ponto, o condomínio se torna um republicoop (ou um republicu cooperativo, onde todos cooperam de modo a ferrarem uns com os outros. Trata-se da ciranda dos macaquinhos)

2) Enfim, morar num condomínio é extremamente contraproducente, convenhamos. Num ambiente confinado, sem privacidade e cheio de estranhos próximos uns dos outros, não dá para se desenvolver uma vida livre. A única coisa harmônica num condomínio é a desarmonia.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 22 de agosto de 2017.

Notas sobre uma nuance da palavra cooperativismo

coop - a cage or pen for confining poultry (lugar onde se confina uma ave. No caso, um poleiro).

1) No capitalismo plus, a organização da produção de matérias-primas para a indústria pede que você organize as coisas mais ou menos na lógica da produção fabril.

2) É dentro desta lógica que surge o sistema de confinamento, a pecuária intensiva. A mesma lógica que é aplicada ao boi é também aplicada às galinhas, na cooperativa.

3) Ovos são produzidos em escala industrial - por isso, saem da granja direto para o supermercado.

4) A definição de cooperativa não segue a lógica latina. Ela na verdade faz do coop (palavra em inglês para poleiro) uma atividade econômica organizada e automatizada, tal qual ocorre na indústria. E segue a mesma lógica do industrialismo, enquanto um subproduto do mecanicismo.

5.1) Se o industrialismo leva ao governo planejado, totalitário, então o cooperativismo é a versão rural da revolução industrial que houve no passado.

5.2) Desse ativismo vem um novo tipo de liberalismo, que prepara o caminho para o comunismo. Acredito que o livro a Revolução dos Bichos aponta bem esse tipo de problema.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 22 de agosto de 2017.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Sobre as razões para se aprender Trivium e Quadrivium

Gramática – Obediência que ouve e se atém à voz do ser e às suas conexões;
 
Lógica – Pobreza que se mantém fiel ao que é possível conceber e concluir a partir dos princípios;
 
Retórica – Castidade que embeleza o discurso, purificando-o;

Astronomia – Prudência para se mover com razão;
 
Aritmética – Fortaleza que é constante e progride;
 
Geometria – Temperança que regula e faz estar bem proporcionado;
 
Música – Justiça que decorre do ritmo e da harmonia do movimento da vida;

Joathas Bello

(https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=231352250723028&id=100015447638450&pnref=story)

Facebook, 21 de agosto de 2017.

Sobre a devastação protestante na Inglaterra

1) Como a devoção a Nossa Senhora era muito forte na Inglaterra, o Rosário certamente teria de ser reprimido. 

2) Há a história da policia litúrgica de Elizabeth I que, ao visitar a igreja de uma vila, deparou-se com uma senhora rezando o Rosário. Um dos caçadores de "superstição" agarrou o rosário e o quebrou, empurrando para fora a senhora, que reclamava. Os moradores reuniram-se em volta do agressor, o atacaram e, possivelmente, o mataram. Incidentes como esse ocorreram esporadicamente por toda a Inglaterra, mas o povo católico não conseguiu conter as autoridades por muito tempo. 

3) A Reforma inglesa arruinou as guildas. Henrique Vlll confiscou seus fundos e Elizabeth I decretou estatutos com o intuito de prejudicá-las. Em 1547, durante o reinado de Eduardo VI, filho de Henrique, que subira ao trono com 9 anos, Thomas Cranmer, o arcebispo apóstata, e seus associados protestantes tomaram medidas para estabelecer o protestantismo na Inglaterra com mais firmeza do que Henrique havia permitido, e um dos seus alvos eram  as guildas. Estima-se que, entre 1530 e 1540, milhares de guildas foram reprimidas e tiveram seus recursos, incluindo a terra (caso a tivessem), confiscados. 

4.1) O efeito desmoralizante da perda das suas irmandades queridas e organizações profissionais foi devastador para os associados da época. 

4.2) A longo prazo, o desaparecimento dessas associações resultou na inexistência de organizações que atendessem aos pedidos dos trabalhadores explorados e atenuassem o sofrimento de suas vidas miseráveis, no início da Revolução Industrial do século XVIII. 

5.1) As guildas não foram os únicos alvos escolhidos para arrecadar os fundos que Henrique Vlll necessitava em parte para subornar apoiadores para sua nova igreja. Os mosteiros deveriam ser "visitados" para se ter certeza de que não eram corruptos. Caso o fossem, deveriam ser reprimidos, a fim de manter a pureza da vida religiosa, é claro. O cardeal Wolsey já havia "dissolvido" por volta de 29 estabelecimentos religiosos, em 1520. Em 1535, foi Thomas Cromwell, vigário de Henrique, que intensificou e completou o roubo e a destruição da vida monástica inglesa. 

5.2.1) Os mosteiros estavam corrompidos? Certamente havia alguma corrupção moral em alguns deles, como houve em todas as épocas da História, mas se poderia lidar com isso facilmente por meio de uma análise caso a caso. Outras visitas durante o mesmo período, por autoridades locais, também foram muito destrutivas. 

5.2.2) O objetivo de Henrique e de seus súditos não era acabar com a verdadeira corrupção; se assim fosse, eles esperariam encontrá-la nas casas religiosas maiores e mais ricas, em vez das menores e mais pobres. As maiores, no entanto, gozavam de maior influência politica, e Cromwell estava relutante em atacá-las primeiro. Os "visitantes" enviados por Henrique e Cromwell, em 1535, se dirigiram para as cerca de quatrocentas pequenas casas religiosas conhecidas como ''mosteiros menores". Esses visitantes faziam um escândalo ao procurar por corrupção moral (encontrando poucas confissões; as quais eram obtidas, em grande parte, sob pressão) e tentavam persuadir os jovens religiosos a abandonar suas vocações. Ao mesmo tempo, pregadores eram enviados, em uma campanha de propaganda, para atacar e depreciar a vida monástica. Em fevereiro de 1536, o parlamento dissolveu os mosteiros restantes. 

5.2.3) A poucos foi permitida a sobrevivência e, surpreendentemente, os internos os mesmos monges e freiras cujas reputações haviam sido difamadas eram, agora, declarados religiosos exemplares. (O ato do parlamento também especificou que os habitantes dos mosteiros maiores estavam imunes à repressão. O falso objetivo de combater a corrupção moral logo desapareceu.) 

5.2.4) As casas menores foram saqueadas e seus fundos e terras tomados para a coroa; Henrique ficou contente, mas não estava satisfeito. Ainda restavam os mosteiros maiores e mais ricos. A revolta no norte da Inglaterra na peregrinação da Graça, em outubro de 1536, motivada parcialmente pelo desejo de salvar os mosteiros restantes e também preservar a fé na Inglaterra, adiou os planos de Henrique, mas não por muito tempo. Logo, os bens e as terras de todos os mosteiros estavam em suas mãos; e ele usava a terra como suborno para sua corte, comerciantes, advogados e outros. 

5.3.1) Além da perda espiritual da Inglaterra - em pregação, ensino e oração (sem mencionar a heresia, a supressão do Santo Sacrifício e a perda das almas) -, o que dizer das escolas, dos hospitais, dos orfanatos, das hospedarias, das casas para viúvas e de outros serviços que os mosteiros prestavam? O escritor protestante William Cobbett, no século XIX, declarou que a dissolução dos mosteiros teve o efeito de causar não apenas a pobreza, mas fazer da "miséria" uma condição permanente das classes baixas inglesas. A educação universitária também sofreu, já que os estudantes pobres não mais recebiam o apoio oferecido pelos monges. A distância entre as classes alta e baixa aumentou. Os camponeses foram levados à miséria pela perda das terras dos mosteiros, onde tinham permissão para cultivar e pastar os animais. 

5.3.2) Nas cidades, o clero secular também se envolveu no ensino e em outros serviços para os pobres, serviços estes pagos pelo dizimo que recolhiam - aquele dizimo que foi tão criticado pelos pretensos "reformistas." Como observa Euan Cameron, um estudioso e professor protestante, em seu excelente livro de 1991, The European Reformation: 

"Se o clero secular de Londres tivesse desistido do seu dizimo e vivido de caridade (como encorajavam alguns freis carmelitas em 1460), muitas atividades valiosas, incluindo a educação e assistência aos pobres, seriam prejudicadas".

5.3.3) O resultado foi o triunfo do protestantismo na Inglaterra e a aceitação da sua propaganda no lugar da ultrapassada fé católica e seus costumes. 

5.3.4) Para citar Duffy uma vez mais, " no final de 1570, seja qual fosse a tendência natural e a nostalgia dos idosos, uma geração crescia educada com a ideia de que o papa era o anticristo e a missa era uma palhaçada. Uma geração que não valorizava o passado católico como seu próprio passado. mas valorizava outro país, outro mundo.

Wanderley Dias da Costa, para o Apologistas da Fé Católica

(https://www.facebook.com/groups/1135019269853771/permalink/1528459137176447/?pnref=story)

Facebook, 21 de agosto de 2017 (data da postagem original).

Recado para as republicanas de zona sul que se encontram numa faculdade de Direito, agindo tal qual prostitutas de luxo

1) Se você é do tipo que sai com homem por causa de carro, passeios, jantares caros e cartão de crédito, então definitivamente não sou o tipo de homem certo pra você. Eu sou justamente o contrário: ganho pouco e o que faço, pois sou escritor, não é muito valorizado neste país.

2) Enquanto em qualquer país sério eu seria muito valorizado, aqui eu ganho menos do que um camelô. Além disso, a direita canhota deste país acha que gente como eu é vagabunda. Se eles soubessem como dá trabalho estudar e produzir conteúdo de qualidade, eles não falariam esse monte de asneira.

3.1) Parabéns a você, que só sai com alguém por conta de tudo que falei no item 1. Você deixará poucos descendentes - no máximo 1 e olhe lá.

3.2) E do jeito como andam as pessoas que pensam igual a você, vocês todas perecerão para sempre, suas pretensas empoderadas. Deus proverá uma esposa para mim, principalmente uma que respeite meu trabalho, que não é fácil, e que esteja comigo na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza até que a morte nos separe.

3.3) Uma coisa é certa: para tia não vou ficar. Sobreviverei a esta terra de apátridas e deixarei descendentes que continuarão o meu legado. Eles não serão como os apátridas nascidos nesta terra - eles serão a reafirmação do que foi fundado em Ourique, além de tomar o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves como um lar em Cristo junto com a Polônia. É isso que faz de mim uma nação, pois neguei o mundo e reafirmei a verdade que nos era conhecida até o ato de apatria de D. Pedro I, o qual chamam de "independência", mas que não passa de empoderamento de apátridas, cuja liberdade é voltada para o nada.

3.4) Por isso, sou um brasileiro de verdade - e sei que estou entre os poucos. E por estar entre os poucos, eu vou sobreviver. Meus descendentes verão a monarquia restaurada e o Reino Unido recriado. E isto será a minha redenção, fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus. Afinal, quem ri por último ri melhor.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 21 de agosto de 2017.