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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Não existe direita e esquerda um marco zero, fundado na verdade

 1) A questão da direita e da esquerda depende da existência de uma origem reta de todas as coisas, que sirva de modelo de conduta e como base para o julgamento do certo e do errado. Cristo, que é a verdade, é o marco zero, o sumo juiz do qual você aprende a julgar com base no que Ele amou e rejeitou. Como Ele é perfeito, por ser Deus, então sabemos que o que está à direita do Pai é conforme o Todo e quem está à esquerda conserva o que é conveniente e dissociado da verdade. 

2) Os que estão à esquerda do Pai são capazes de criar um marco zero fundado em sabedoria humana dissociada da divina - e este marco zero criado artificialmente pode até mesmo chegar perto da verdade por meio de cálculos infinitesimais, mas nunca será a verdade, pois ela decorre da dor de Cristo e da necessidade de conservar essa dor na memória, como fundamento supremo da justiça, com base na Lei Eterna. 

3) Como esse marco zero implementado pelos libertários-conservantistas é falso, então a noção de esquerda e de direita fundada nisso é também falsa. Na verdade, os libertários-conservantistas são totalitários - não podemos falar em direita e em esquerda, mas em moderados que preparam o caminho para os radicais, tal como há com os islâmicos.

4) Se a gente chamar de direita e de esquerda esse simulacro que eles criam, então estamos tomando como se fosse coisa uma ficção, feita de tal maneira a falsear a realidade. 

Notas sobre o apostolado contra a língua má

 1) A linguagem do libertário-conservantista é má, uma vez que ela conserva o  que é conveniente e dissociado da verdade. Trata-se de uma linguagem toda falsificada, cheia de boas intenções e sem boa procedência, sem boa origem, por ser de origem proletária. Trata-se de um produto de má qualidade intelectual ou artística que é vendido como se bom, através da desinformação publicitária.

2) Se tudo o que é mau leva ao negativo, então a solução é negar a negação. E isso se faz por meio do apostolado contra a língua má (inapropriadamente chamado de "apostolado dos palavrões").

3) Não se deve dialogar com libertários-conservantistas, pois eles relativizarão a verdade, uma vez que seu discurso tangencia a verdade, a ponto de fazer as pessoas confundirem o falso com o verdadeiro. Para essa gente, a solução é a política da cadeira vazia - e se estão nas ruas, então isso se torna um verdadeiro caso de polícia.

Características do discurso libertário-conservantista

1) Se Cristo é o caminho, a verdade e a vida, então Ele é o marco zero de todo o bem que disso decorre, pois é o árbitro supremo do Tempo e da História. Quem está à direita do Pai é conforme o Todo que vem de Deus e quem está à esquerda conserva o que é conveniente e dissociado da verdade.

2) Quem conserva o que é conveniente e dissociado da verdade busca criar outro marco zero - no lugar de Cristo, apelam para a ciência, usando cálculos infinitesimais. Se o verdadeiro liberal-conservador diz as coisas pautadas no verdadeiro marco, naquilo que é o conforme o Todo que vem de Deus, então o falso tangencia a verdade, mas nunca vai tocar o marco zero, visto que só conserva o que é conveniente e dissociado da verdade.

4) Enfim, o libertário-conservantista mascara seu discurso a ponto de ser próximo do verdadeiro, mas este nunca será verdadeiro, uma vez que nega a Cristo. Uma vez que Cristo, o sumo marco zero, é negado, então não existe mais direita ou esquerda - o que é existe é totalitarismo revolucionário, onde o moderado trabalha de modo a que o radical prospere, tal como há nos muçulmanos.

5) Toda uma marca de má literatura - esta arte (ou ciência) de maldizer as coisas, de modo a edificar liberdade para o nada - está no fato de se usar argumentos rasteiros, que tangenciam a verdade. Ela apela para bons sentimentos - e de boas intenções, o inferno está cheio.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Da lógica por trás de tudo o que falo

1) Se a verdade decorre daquilo que está à direita do Pai, então isso é bom, pois tem sentido positivo.

2) Se, por pecado original, eu conservo aquilo que é conveniente e dissociado da verdade, então eu estou à esquerda do pai - logo, isso tem um efeito negativo, pois nego aquilo se funda na verdade.

3) Para se restaurar a verdade, a base de toda ordem, tudo que é preciso se fazer é negar a negação. Quando Deus enviou um juiz canhoto chamado Ehud, da tribo de Benjamim, ele fez a negação da negação, restaurando a ligação da Terra ao Céu, na conformidade com o Todo que vem de Deus.

Sobre a importância dos juízes menores em tempos de paz

1) No tempo dos juízes, em tempos de paz, existiam pessoas que serviam ao povo na verdade, naquilo que era conforme o Todo que vem de Deus. E esses juízes eram chamados de menores.

2) Quando Israel vivia ameaçada de ser conquistada, esses servidores eram substituídos por um chefe militar, um juiz maior, de modo a derrotar os seu inimigos.

3) Quando Jesus falava que os últimos serão aos primeiros, Ele necessariamente se referia ao trabalho crucial que esses juízes menores faziam, de modo manter o povo na conformidade com o Todo que vem de Deus, mesmo em tempos de dificuldade. Pois é em tempo de paz, semeando consciência no povo de modo a viver a vida na conformidade com o Todo que vem de Deus, que se prepara o povo para a guerra, na defesa da verdade, quando esta se vê ameaçada de ser relativizada ou destruída. E onde o mal prospera, o próprio Cristo vem nos libertar, ao trazer a espada.

Sobre a geometria da verdade

1) Tudo está à direita do Pai porque Deus é a verdade - e tudo que ele criou foi ordenado e fundado naquilo que é bom - e tudo isso deve ser conservado desse modo, pois é a coisa mais sensata a se fazer.

2) Se o homem é criatura, criada por Deus por amor, então ele está à direita do pai, por vocação. E tudo o que ele construir na Terra, fundado em Deus, terá seu paralelo no Céu.

3) Acontece que o Homem foi marcado pelo pecado original - e por conta disso, conserva o que é conveniente e dissociado da verdade. Por isso mesmo está à esquerda do Pai, no seu grau mais básico. Logo, está planejando o caos, fundado em sabedoria humana dissociada da divina.

4) De tempos em tempos, Deus manda canhotos para o mundo de modo a fazer a terra ser ligada ao céu novamente. E na Bíblia, na parte dos juízes, há um canhoto, Ehud, que serviu ao Deus verdadeiro matando um tirano, um governante que dominava o povo da Terra Prometida como se fosse um deus e que conservava esse regime opressivo conveniente e dissociado da verdade. Ele assassinou esse tirano com uma adaga escondida na sua coxa direita.

5) Canhotos como ele, em particular, trabalham de maneira transversal, de modo a conectar as retas paralelas, conectando a terra ao céu. Já no Velho Testamento, por conta disso, podemos antever o poder das chaves, das pontes que ligam a Terra ao Céu.

6) Quando um destro faz um trabalho fundado nisso, ele relembra o martírio fundado na cruz de Santo André - e é pela dor de um santo que conservamos a memória de Cristo de maneira mais próxima. Eis a geometria da verdade. Santo André era irmão de São Pedro, o primeiro Papa, a quem Cristo entregou as chaves do Céu.

Notas sobre a verdadeira esquerdireita

1) Escrevo com a mão esquerda, mas minha alma está à direita do Pai, na conformidade com o Todo que vem de Deus. Logo, eu sou um cruzado, membro desta elite de guerreiros que serve a Cristo em terras distantes, fazendo da minha alma uma espada - e essa espada é simbolizada no teclado em que escrevo, em meu laptop.

2) A maioria dos meus ex-colegas de faculdade escreviam com a mão direita, mas estavam à esquerda do Pai, conservando tudo o que é conveniente e dissociado da verdade, coisa fundada na mentalidade revolucionária, própria desta República. Não passam de proletários, de hereges que não têm nada na cabeça, a não ser obedecer cegamente às ordens do partido de modo a destruir tudo o que há pela frente, relativizando tudo o que é de mais sagrado.

3) Nada é mais sinistro do que destruir tudo aquilo que é verdadeiro. Se vocês querem uma esquerdireita verdadeira, que seja naqueles poucos que são como eu: são canhotos para escrever, mas que pautam suas vidas naquilo que é conforme o Todo que vem de Deus. O maior exemplo disso é o Padre Paulo Ricardo: canhoto para escrever, mas catolicíssimo até a alma.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 28 de dezembro de 2015 (data da postagem original).