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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Notas sobre uma provável crítica que pode ser feita ao governo Bolsonaro

Bolsonaro => Bolso narrow (Bolso estreito)

1) Por contas das políticas fundadas na promoção da riqueza como se fosse sinal de salvação da lavoura, muita gente vai fechar o coração de tal forma que não ajudará os mais necessitados, visto que o bolso virará um lugar onde se criam cobras e escorpiões, inviabilizando que Deus use dos agraciados com a riqueza de modo a promover o bem comum.

2) Da mesma forma como constroem chaminés estreitas de modo que Papai Noel não passe por meio delas, os bolsos se tornarão estreitos, apesar de cheios de dinheiro - o que inviabiliza a caridade.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 16 de novembro de 2018.

Como a República frustrou os planos da Princesa Isabel?

1) A Princesa Isabel foi a única governante do Brasil a receber a Rosa de Ouro. O Papa na época era Leão XIII, o autor da encíclica Rerum Novarum, essa que serviu de base para o distributivismo.

2) Com a abolição da escravatura, o plano dela era assentar os escravos nas terras devolutas do Império. Assim, todos eles seriam proprietários. Se os poderes de usar, gozar e dispor estão nas mãos do maior número de pessoas possível, então o que temos é distributivismo.

3) Como meu colega Edmundo Noir tem mostrado, a Princesa Isabel foi impedida de assumir o trono porque a maçonaria temia um governo católico no Brasil. Isto prova que a monarquia, desde 1822, serviu de governo de transição para a república maçônica, que está assentada sobre quatro colunas: liberdade, igualdade, fraternidade ou a morte. Se a liberdade para o nada for derrubada, todas as demais colunas desabam que nem prédio do Sergio Naya.

4) Quando a monarquia foi derrubada, o infame Ruy Barbosa queimou todos os registros que provavam a propriedade dos escravos, inviabilizando que eles e seus descendentes cobrassem indenização de seus antigos senhores. Além disso, o governo federal leiloou terras a esses fazendeiros de modo que se tornassem latifundiários, impedindo que os negros tivessem a terra a que tinham direito.

5) O professor Loryel Rocha, neste Conselheiro Acácio de ontem, falou que o sistema de sesmarias não era um latifúndio. Eram pequenos lotes de terra cuja propriedade era reconhecida a quem tornasse essas terras produtivas e rentáveis por 3 anos. O sistema introduzido pela lei de terras de 1850 criou a figura do posseiro. E boa parte dos latifúndios eram improdutivos. O rei de Portugal não leiloava terras, uma vez que a natureza da terra era comunal - e tal como água, a terra era vida, por ser um bem fora do comércio.

6.1) Não seria mais sensato voltar ao antigo sistema de sesmarias do tempo da monarquia portuguesa, que foi revogado por conta da falsa alegação de que o Brasil foi colônia de Portugal? A monarquia portuguesa pegaria essas terras improdutivas de volta, redistribuiria essas terras de modo que tivessem a sua justa destinação e assim se tornarem devidamente produtivas e rentáveis, a tal ponto que faria com que o maior número de pessoas ficasse com os poderes de usar, gozar e dispor, observando os preceitos da Igreja e evitando assim a cultura da salvação pela riqueza, fundada no protestantismo.

6.2) Mas o conservantismo dos comunistas, fundado na burrice e na malícia, quer na verdade tomar as terras de quem produz na mão grande de modo que verdadeiros latifúndios improdutivos fiquem nas mãos deles. Enfim, eles nunca foram contra o latifúndio - eles não admitiam que essas terras ficassem na mão de quem não comungava das idéias comunistas. Definitivamente, eles nunca se preocuparam em disseminar a idéia de justiça na sociedade, uma vez que eles negam a Deus como a razão de ser de todas as coisas.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 16 de novembro de 2018 (data da postagem original).

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Os assuntos realmente importantes não são objeto da moda

1) A respeito desses debates sobre tradicionalismo, sedevacantismo e outras intrigas que se dão no seio da Cúria Romana e que muita gente discorre por aí no facebook com muita habilidade - a ponto de saber mais do que o Papa em assuntos fundados na conformidade com o Todo que vem de Deus -, eu confesso que não me sinto preparado para falar sobre isso, pois vejo que há uma fogueira das vaidades permeando esta questão.

2) Há quem me peça opinião sobre o assunto, mas confesso que este assunto não é da minha alçada. Sou melhor mesmo naquilo que faço, quando trato de nacionismo e sobre aquilo que se funda em Ourique.

3.1) Quando há muita gente estudando um mesmo assunto, por conta de modismo, eu nem ouso me atrever a estudar. Pela minha experiência, os melhores assuntos são aqueles onde partimos do que sabemos para o que não sabemos.

3.2) Mesmo que eu seja talvez a única pessoa realmente interessada em compreender, da melhor forma possível, a diferença entre tomar o país como um lar em Cristo e tomar o país como se fosse religião - a ponto de tudo estar no Estado e nada estar fora dele ou contra ele -, eu sinto que este estudo é muito promissor, pois elimina de vez a confusão que se dá quando levamos a idéia de nação à beira da idolatria, esse bezerro de ouro que deve ser desprezado, sobretudo quando renega o Crucificado de Ourique e edifica toda uma ordem cuja liberdade se volta para o nada, tal como se deu a partir do dia 7 de setembro de 1822.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 15 de novembro de 2018.

Notas sobre estes últimos 39 dias

1) Desde a carta de 1988, as nossas eleições são em outubro. Por muito tempo as eleições se deram no dia 15 de novembro.

2.1) Em tempos de crise extrema, como este em que estávamos à beira da cubanização do Brasil, o período que compreende o primeiro turno das eleições até o dia 15 de novembro é o período onde devemos lutar com todas as nossas forças.

2.2) Tempos de crise fazem homens fortes - e se esses homens fortes prevalecem, então podemos dizer que este é o tempo dos heróis, cujos feitos devem ser narrados numa Ilíada ou Odisséia.

2.3) Mas esses tempos de heroísmo não se dão desbravando mares ou enfrentando a natureza, na chamada liberdade exterior. Esse heroísmo se dá nas profundezas da nossa mente, uma vez que a liberdade interior deve ser buscada com o mesmo heroísmo com que se buscou a Glória de Roma.

3) A rede social é para esses heróis, esses guerreiros que se fazem desde dentro e que se recusam a seguir os modismos fundados na liberdade voltada para o nada. Deus - para esses heróis do teclado, da guerra cultural - é a medida de todas as coisas, jamais o homem rico no amor de si até o desprezo de Deus.

4) É isto que posso falar sobre estes 39 dias. Digo isso por experiência própria.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 15 de novembro de 2018.

Regis Michalski:  A melhor revolução é a pessoal, quando nos despimos dos vícios e nos cobrimos de virtudes. O conhecimento é a chave da revolução pessoal - espero ver cada discente sofrendo esta revolução salutar.

Diário - 15 de novembro de 2018.

1) Cresci nestes momentos de perigo. 124 postagens entre 07 de outubro (primeiro turno das eleições) até o dia 15 de novembro (dia do golpe que pôs termo à monarquia no Brasil)

2) 124 postagens em 39 dias - uma média de 3,18 postagens por dia. Houve quem me dissesse que sou um templário virtual. E isso não foi à toa - fiz da minha alma minha espada e escrevi como nunca. Não parei de lutar - e lutei da melhor forma que pude.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 15 de novembro de 2018.

Notas sobre como a rede social dinamitou o darwinismo social

1) Até o advento da rede social, vencia na vida o mais ousado, o mais exibido, uma vez que a vida social tendia para a guerra. Numa sociedade dividida entre eleitos e condenados, estas duas classes em constante guerra, vencia o mais ousado. O mais atrevido levava tudo - dinheiro, as mais belas mulheres, a ponto de concentrar os bens da vida em suas mãos.

2) Hoje, os tempos favorecem os mais discretos, os mais reservados - aquilo que o mundo conveniente chama de tímidos. Dizem que os reservados são essencialmente verdadeiros: eles só agem dentro aquilo que lhes compete, uma vez que falar é servir ao próximo com caridade. Você nunca verá uma verborragia num reservado, tal como vemos numa pessoa mais vaidosa, mais extrovertida. Ele fala só o necessário - se se alongar, é por conta da complexidade do tema. Às vezes o que está oculto fala mais do que ele realmente quis dizer, mas isso é parte de bem dizer as coisas.

3) O advento da rede social de certo modo mudou a teoria da seleção natural sociológica. O mais reservado, o mais comedido, o que está presente de Deus de modo a servir ao semelhante dentro daquilo que tem de melhor, vencerá esta guerra, uma vez que os vaidosos, os mais extrovertidos, terminarão se queimando pela fogueira de suas próprias vaidades - se eles se achavam salvos de antemão, eles acabarão se condenando por força de sua arrogância.

4.1) Vivemos tempos em que não há máscara que resista, pois não há mais motivo para sustentar um papel social de destaque com fins vazios.

4.2.1) As pessoas serão conhecidas nacionalmente e localmente por conta de seu relevante serviço de tomar o país como um lar em Cristo, por conta do que houve em Ourique: servindo a Cristo em terras distantes, o que contribui e muito para o reinado social de Cristo Rei.

4.2.2) Graças à rede social, poderão fazê-lo sem sair de casa, preservando sua honra, sua integridade, sua relação familiar, visto que essas coisas são invioláveis, por conta da vida em conformidade com o Todo que vem de Deus.

5) Haverá gente que terminará sendo condenada por resistir a estes novos tempos, conservando o que era conveniente e dissociado da verdade. E o preço a ser pagar por isso será alto, a partir de agora.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 15 de novembro de 2018.

Comentários a uma certa declaração do depoimento de Lula à justiça sobre o sítio de Atibaia

1) Lula costuma dizer que do Palácio pra fora ele não discute política.

2) Dá pra ver que ele não tem a menor compreensão do que representa ser presidente da República, que é basicamente uma cópia piorada do que é o Rei para uma monarquia, sobretudo daquilo que se fundou em Ourique.

3) O Rei na monarquia vive para servir a Cristo em terras distantes e tem a missão de preparar o povo, sujeito à sua proteção e autoridade, para essa missão espiritual e civilizacional, que é em si mesma grandiosa. Ele morre para si - ele precisa ser pai de família e modelo de senhor dos senhores sendo servo dos servos em Cristo, pois é o primeiro cidadão desta república, o modelo.

4.1) Lula nunca morreu para si - a presidência, por imitar mais o modelo do Império Romano, fez dele um divo. E ele pensa que é um Deus - ele personifica o que há de pior no povo , uma vez que transcende a todos os arquétipos documentados na literatura nacional - e o pior é que não temos escritores para documentar este tipo de pessoa num conto literário e atualizar o nosso imaginário neste aspecto.

4.2) Ele é em pessoa a negação do principado e, ao mesmo tempo, é o ponto máximo do projeto anticristão - do projeto anticivilizacional criado em 1822, do qual seu poste, Dilma Rousseff, é apenas um herdeiro transitório, que ficaria no poder até a sua volta triunfal, que nunca aconteceu.

5.1) Lula também foi uma negação como pai de família. Seus filhos e seus netos reproduzem o que há de pior porque se acostumaram a ter o pior modelo de pai em casa: um sujeito individualista, egocêntrico, mentiroso, covarde - um sujeito corrompido na alma pelos piores pecados, até mesmo os que são cometidos contra o Espírito Santo.

5.2) Não há como Deus perdoar um ser desse, que se fechou em si mesmo, rico no amor de si até o desprezo de Deus. Embora seja possível, pela graça de Deus, haver alguém cujo exemplo de vida sobrepuje ou compense o pior modelo de pai disponível em sua própria casa, este certamente não é o caso do clã Lula da Silva: ninguém escapa, dentre os filhos e netos. Todos são almas pérfidas, tal como foi o mais famoso de seus ancestrais.

5.3) É por essa razão que a pena de amaldiçoar a família por tantas gerações - tal como havia na época da monarquia portuguesa - se faz perfeitamente justa para este caso em particular, por conta do mal que foi feito, bem como em razão das circunstâncias que o levaram ao poder. Ele enganou não só uma nação, mas o mundo inteiro.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 15 de novembro de 2018.