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quinta-feira, 29 de junho de 2017

Da necessidade de imitar a Cristo de modo a minimizar o senso de conservantismo que há por conta do pecado original

1) Por conta do pecado original, até mesmo uma pessoa bondosa conserva, até certo ponto, certas coisas convenientes e dissociadas da verdade. O psicopata, por sua vez, ignora todo e qualquer limite quando se trata de conservar o que é conveniente e dissociado da verdade. E é por não ter limites que vai fazer disso estratégia para a tomada do poder.

2.1) Para você poder mapear o conservantismo de alguém, você precisa ser um excluído do processo de conservar o que é conveniente e dissociado da verdade. E isso só pode ser feito em Cristo, que foi excluído por todos os que conservaram o que é conveniente e dissociado da verdade.

2.2) Como nunca teremos um horizonte de consciência igual ao d'Ele, a melhor forma de ampliá-lo é conservando a dor de Cristo e imitando seus atos, gestos e palavras até que Ele volte outra vez. Afinal, é conservando a dor de Cristo que você minimiza a tendência natural de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade, coisa que gera má consciência.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 29 de junho de 2017.

Notas sobre como mapear o horizonte político de alguém

1) Olavo fala em horizonte de consciência.

2) O horizonte consciência é delimitado pelas perguntas capitais que deveriam ser feitas de modo a se compreender a verdade, mas que não são feitas por conta de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade.

3) Como o conservantismo é estar à esquerda do pai no seu grau mais básico, então você pode traçar um mapa da ignorância com base no conservantismo.

4) Como o processo é movido por preclusões, a mentalidade revolucionária é movida por conservantismos. Veja o que não se vê por força do conservantismo e você verá Cristo, a verdade em pessoa.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 29 de junho de 2017.


Comentários:

Roseli Maria da Silva: Para fazer isso, é preciso aumentar a superfície de contato mental. É preciso que a pessoa tenha um maior repertório imaginativo - e isso pede ler muita literatura.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Notas sobre a relação entre clima e produtividade (ou notas sobre a principal vantagem comparativa do Brasil em face da Europa, em termos de trabalho outdoor)

1) Em termos de atividade econômica organizada realizada em ambientes externos (outdoor jobs), existem dois tipos de salário: o salário de verão e o salário de inverno. Geralmente, os salários de verão tendem a ser maiores, pois as pessoas tendem a ser mais produtivas no verão do que no inverno.

2) Se o Brasil não fosse essa bagunça que é, este seria um verdadeiro paraíso para se trabalhar. No caso do Rio de Janeiro, dependendo do lugar, você pode trabalhar durante 3 estações. Aqui onde moro, no Pechincha, a primavera, o outono e o inverno são amenos. Por conta do verão rigoroso, não recomendo trabalhar neste tipo de estação, a menos que seja absolutamente necessário.

3.1) Tendo três estações amenas, que equivalem mais ou menos ao verão europeu, isso faz com que a produtividade dos trabalhos seja maior do que aquela realizada na Europa.

3.2) Se os nossos salários fossem pautados nesse padrão, nós acabaríamos ganhando muito mais que os europeus em termos de dias trabalhados, pois podemos ser produtivos em três estações, enquanto eles só podem ser produtivos mesmo em uma, já que os salários tendem a ser reduzidos drasticamente no inverno, que é uma estação naturalmente improdutiva.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 28 de junho de 2017.

Minha especialidade é descascar abacaxis, sobretudo os mais espinhosos

Certa vez me fizeram esta pergunta:

_ Dettmann, qual é a sua especialidade?

Eu respondi o seguinte:

_ Sou especialista em descascar abacaxis, sobretudo esses que são bem espinhosos. Mas estou dizendo isso em sentido figurado; quando me surgem essas coisas cabeludas, como essa maldita Lei de Migração que o Temer sancionou, muitos me vem à porta pedindo minha opinião sobre este assunto, assim como sobre as coisas que decorrem de Ourique, que são a minha área de estudo. Por isso que não é à toa que sou especialista em descascar esses abacaxis, esse pepinos - muitos não têm coragem para enfrentar essas questões complicadas que estou acostumado a enfrentar.

Você pode perguntar ao meu amigo Vito Pascaretta, pois ele é testemunha.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 27 de junho de 2017.

Não há nacionidade na desordem - a não ser na mesa de um intelectual, que é por natureza uma bagunça

1) Certa ocasião, eu havia dito que não há nacionidade na desordem, como vemos na favela, impropriamente chamada de "comunidade".

2) A única exceção a este princípio descrito em 1 é a mesa de um intelectual, pois, para estudarmos as coisas que fazem o país ser tomado como se fosse um lar em Cristo, nós precisamos ter um monte de livros e anotações à mão - e isso acaba fazendo nossas mesas serem uma verdadeira bagunça.

3) É contraditório, mas faz sentido.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 28 de junho de 2017.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Tomar o país como um lar em Cristo não é tarefa fácil porque a vida vivida em conformidade com o Todo que vem de Deus não é fácil

1) Esse negócio de nacionalismo que o mundo fala e mostra na TV é uma simplificação grosseira da realidade, que é muito mais complexa, pois tomar um país como um lar em Cristo não é tarefa das mais fáceis. Afinal, viver a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus não é tarefa fácil.

2) Se a maioria das pessoas fizesse ao menos o esforço de compreender o que é complexo, que sempre nos aponta para o transcendente, certamente muitas delas me chamariam atenção para aquilo em que estivesse errado - e como diz Fernando Pessoa, tudo vale a pena se a alma não for pequena. Mas, ao invés disso, haverá impugnações hostis, por conta de conservarem o que é conveniente e dissociado da verdade, uma vez que o nacionalismo deriva da ideologia, desse nefasto de conjunto de idéias pensadas pelo homem de modo a negar a realidade, fundada na vida vivida em conformidade com o Todo que vem de Deus, que não é fácil.

3) Afinal, se Deus é negado, então o Estado será tomado como se fosse religião, pois tudo estará no Estado e nada estará fora dele ou contra ele. Não existe via alternativa.

4.1) Este é o pano de fundo de tudo o que venho refletindo. Nunca aceitei esse negócio de tomar o Brasil como uma segunda religião, de modo a negar a verdadeira.

4.2) Afinal, se nasci no Brasil, ao menos tenho o direito de saber por que razão estou aqui. E isso me leva a estudar - como a escola não me deu uma boa razão para isso, então eu trilho meu caminho.

4.3.1) Afinal, há pessoas que não compreendem bem as razões pelas quais vivem neste país tão destituído de sentido - a maioria, ao invés de estudar, preferirá emigrar a estudar, o que constitui fuga do problema, fuga da realidade.

4.3.2) Como nada é fácil, o país será tomado como um lar a partir dos poucos que estudam e compreendem o Brasil como ele é, com seus encantos e suas feiuras.

4.3.3) Por isso que digo que este país é para poucos - e esses poucos serão tão numerosos quanto as estrelas do Céu, dado que constituem a minoria fundada no espírito de Abraão, que viveu a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 27 de junho de 2017.

O nacionismo é complexo, mas isso não é vaidade minha

Cristina Bassôa De Moraes: Dettmann, você tem abordado temas muito complexos, de difícil compreensão para a maioria das pessoas. Tenho certeza de você não irá ser compreendido - ao menos, pela maioria das pessoas. Não sei se é esse seu objetivo, ou se é simplesmente formular uma teoria voltada à Ourique e à Monarquia.

José Octavio Dettmann:


1) Eu tenho tentado estudar uma teoria do Estado tendo por fundamento isso que se deu em Ourique. Por isso, corro o risco de ser mal compreendido. Se a maioria das pessoas buscasse estudar essas coisas, certamente eu aceitaria ser corrigido sem problema. Afinal, eu estudo para compreender aquilo que não compreendo, dado que esse negócio de nacionalismo é uma simplificação grosseira, para não dizer vil, da realidade, que é complexa.

2) Eu tenho observado que as teorias de Estado conhecidas não se aplicam ao que houve em Ourique. Por isso, tenho buscado estudar a questão, pois a nossa realidade é muito diferente da dos outros. Trata-se de uma forma que encontrei para compreender essa questão. Como você bem observou, essa questão é complexa. Não faço isso por vaidade, mas porque isso é profundo mesmo.

3) É como se estivesse dizendo o indizível, mas isso não é pretensão minha, pois esse negócio de nacionalismo, da forma como o mundo fala, é uma simplificação muito grosseira da realidade. O buraco é mais embaixo, se levarmos em conta o que foi estabelecido em Ourique. É o que venho observando não só no que Loryel fala, mas também no que o Olavo fala. É como se estivesse abrindo uma porta a um rumo desconhecido.

4.1) Por isso que falei em teoria da nacionidade, pois isso leva a uma teoria geral.

4.2) O que me chama atenção é que o Império Português permanecerá e os impérios de domínio passarão. E novos impérios de cultura vão surgir na História. Talvez o Império Português seja o primeiro de muitos nesta tendência.

4.3) Esses impérios não terão o mesmo papel específico que Portugal teve, mas Cristo dará a outros povos tão pios quanto os portugueses papéis específicos de modo a servir a Cristo no contexto da Cristandade. Basta pedir a Deus e Ele atenderá - e isso será concedido no tempo d'Ele, é claro.

5) Há muito a estudar. Não é assunto para um autor só, pois tem muita coisa que ainda não compreendo, mas isso pede muito estudo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 27 de junho de 2017.