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sexta-feira, 12 de junho de 2015

A verdade sobre a questão da maioridade penal

1) A base para a qual se auferiu que a capacidade civil plena se dá aos 18 anos é de cunho sociológico.

2) Dürkheim dizia que o fato social deve ser tomado como se fosse coisa, porque é a primazia da realidade. Nada mais do que um tipo de materialismo cultural - e materialismo histórico é materialismo cultural sistemático.

3) Quem toma por parâmetro bases sociólgicas, bases fundadas em sabedoria humana pura, que nem sempre é conforme o Todo que vem de Deus, tende a tomar o dever ser como um ser. E isso é a base do positivismo jurídico, para a cultura de legalística.

4) O homem não é uma folha de papel em branco, em que os pais e a escola vão o preenchendo até que ele se complete 18 anos. Cada homem é um ser dotado de corpo, alma e razão - e isso pede que ele conheça a verdade em Cristo, desde a tenra infância, muito embora ele tenha o livre-arbítrio de escolher o que é conveniente e dissociado da verdade, de estar à esquerda do pai.

5) Como cada homem é único, seu tempo de maturação é único - por isso, o critério de 18 anos não deve ser tomado como um parâmetro taxativo, mas um dever ser, de modo a ver se a pessoa é capaz de exercer atos da vida civil responsavelmente.

6) Pode ser que essa pessoa desenvolva essa capacidade aos 16 anos ou mais tarde. O maior indício disso é possuir economia própria - e é com base nessa economia própria e em valores morais sólidos que ele pode montar um núcleo familiar.

7) A responsabilidade criminal é um reflexo da responsabilidade civil - se ele é plenamente capaz de exercer atos da vida civil, como criar contratos, ainda que o objeto seja ilícito, como o tráfico de drogas, então ele terá responsabilidade criminal plena.

8) Como eu falei, não basta ser contra ou a favor - isso é concordar previamente com coisas que estão fora da realidade. É necessário rastrearmos a origem dessa questão.

9) A maneira como se legisla sobre a capacidade civil ou a responsabilidade criminal tem por base critérios materialistas, sociológicos, fundados em sabedoria humana dissociada da divina. E isso não é o critério mais adequado. O elemento sociológico veio de uma sociedade já afetada pela crescente descristianização, cujo marco foi a Revolução Francesa. Foi nessa época que Dürkheim começou a fazer sociologia e a escrever as regras de seu método sociológico.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Da importância do preparo para exercer o Poder Moderador

1) O mais importante, para que o país seja tomado como um lar, é que a Chefia de Estado, a que vai exercer o Poder Moderador, seja feita por alguém que esteja preparado para reger, quando for chamado a reger. Esse chefe deve ser preparado desde cedo para essa função - eis aí o fundamento do governo hereditário, como uma garantia de que o bem-estar do povo seja preservado.

2) Na república parlamentarista, a Chefia do Estado é provisória - e quem exerce o Poder Moderador nem sempre tem o mesmo preparo que um Rei, que se prepara desde a tenra infância para governar a nação. Quando o Poder Moderador é usado erradamente, governos bons são injustamente trocados, pois o exercente é ligado a outro grupo, que é inimigo do Chefe de governo. É um governo de facção mais grave que o presidencialismo. Por isso que as repúblicas parlamentaristas tendem a ser mais instáveis que o presidencialismo, que é um nome pomposo para "monarquia presidencial".

Notas sobre a infalibilidade do Papa

1) Jesus é o Rei dos Reis e é Deus.

2) Se Ele é Deus, Ele pode tudo - e veio para atender a uma finalidade: fazer valer a vontade do Pai.

3) O vigário de Cristo senta no trono, enquanto Jesus não volta. Como vigário, é só um substituto precário. A maior prova disso é que ele é um homem sujeito a falhas. Para assegurar o fato de que o mal não vai prevalecer sobre a Igreja, como bispo e sucessor dos apóstolos, o papa é treinado a reconhecer de ouvido o que Jesus falou - e ele não faz isso sozinho; ele conta com a ajuda de todos os outros bispos que se encontram no mundo inteiro - e todos rezam juntos, nas intenções do Papa. Ao se pronunciar com base nessa tradição, ele fala como se fosse Jesus - e nisso o Papa é infalível, pois devemos ver Jesus no Bispo de Roma. O Papa não é um qualquer, pois foi escolhido pelo Espírito Santo que governa a Igreja, de modo a manter as coisas bem do jeito que sempre foram. A seara espiritual pede permanência - a temporal muda com o tempo e as circunstâncias. Eis a diferença destas duas monarquias.

4) Sem a tradição apostólica, não há magistério na Igreja. Muitos menos Bíblia.

Aviso aos navegantes

1) O dono deste mural sabe o que significa conservadorismo, é católico e monarquista convicto.

2) Se você é feito de geléia, você não durará muito por estas bandas. É preciso muito amar a verdade, coisa que se dá em Deus, de modo a permanecer sendo meu ouvinte. Tenho um apego muito forte à sã doutrina e serei intolerante com o erro e com o pecado.

3) Sou como um gárgula de uma antiga catedral: aqui, as forças do mal, que conservam o que é conveniente e dissociado da verdade, jamais prosperarão.

4) Eu falo para os que tomam o Brasil como um lar, com base na Pátria do céu - nunca para os que tomam o país como se fosse religião de Estado desta República combalida, cuja fé encontra-se metastática. 

5) Assim como os crismados são poucos, poucos são os verdadeiros brasileiros, que sabem que a verdadeira nação se fez em Ourique, quando nosso primeiro Rei viu Cristo Crucificado - e Nosso Senhor a ele anunciou que, enquanto Portugal bem servir à cruz, este pequeno grande país sempre vencerá. E como descendentes de portugueses, somos herdeiros disso.

6) Eu conheço bem e honro a minha herança. Meu compatriota e meu irmão faz o mesmo, pois ama e rejeita as mesmas coisas, tendo por Cristo fundamento.

Se você é frouxo ou morno, terminará me bloqueando - ou eu bloqueando você, se você não for nada disso. Não diga que eu não avisei.

Notas sobre o parlamentarismo

1) Há quem diga que o parlamentarismo se rege pelo princípio da responsabilidade em face da incerteza, uma vez que os governos duram porque não têm prazo definido para acabar. O maior exemplo disso é que o partido liberal-democrata ficou 50 anos no poder no Japão ou que a Inglaterra esteve sob o comando de Margareth Tatcher por 11 anos, bem mais do que qualquer Presidente da República, cujo mandato é de 4 anos, renovável por mais 4.

2) A imprevisibilidade é natural na vida humana, quando se toma o país como um lar, que é tanto uma ciência quanto uma arte - para se fazer com que o país seja tomado como um lar em Cristo, os critérios de justiça e de segurança jurídica devem ser os mais estáveis possíveis, enquanto permanecerem as coisas funcionando bem.

3) No parlamentarismo - por ser um governo de colaboração, já que os diferentes grupos que estão no poder são parte de uma mesma nação e um completa o outro, tal como há numa grande família -, o que vale é a cláusula de bem servir - enquanto eu estiver servindo bem ao meu povo, enquanto estiver guardando o bem comum, eu estarei conservando a dor de Cristo, ao fazer o povo tomar este país como um lar em Cristo. E é isso que realmente conta, no plano da eternidade.

4) Um marco arbitrário de tempo, tal como há no mandato - na seara da administração pública -, não deve ser o fator pelo qual um político deve sair, de modo a que outro entre e assuma o lugar dele. O que conta são os resultados - se de 4 em 4 anos as coisas funcionarem bem, ele fica e vai ficando até que se mudem as circunstâncias. E quando mudarem as circunstâncias, aí é que cabe a alternância de poder. Pode ser que um ministro saia e entre outro do mesmo partido - ou que um partido saia e dê lugar a outro. Isso é questão de grau. E é essa sintonia fina deve ser feita, pois a necessidade de uma mudança deve atender a critérios de oportunidade e conveniência, de modo a que o senso de país tomado como um lar não se perca, uma vez que país tomado como se fosse religião é a forma pervertida desse senso, onde a nação será governada por presidentes metidos a iluminados. E isso gera irresponsabilidade sistemática.

5) O tempo no parlamentarismo conta como uma consulta - duas são as perguntas que são feitas à população:

5.1) A primeira pergunta é: o partido que sustenta o ministro deve ser destituído? Se a resposta for positiva, o governo é dissolvido e novas eleições são feitas.

5.2) A segunda é: o ministro deve ficar? Se ele tiver de ser trocado, então o povo confia no partido, pois entende que os critérios de governo e de justiça adotados pelo partido, que são as bases para as leis, são os mais seguros e estáveis, já que estão em conformidade com o Todo que vem de Deus.

5.3) Não é preciso que haja o advento do termo para que isso ocorra: o poder moderador de um rei convoca antecipadamente eleições, quando as coisas não vão bem, de modo a que os problemas sejam resolvidos, só que com outro grupo no poder.

6) Os mandatos devem atender à instrumentalidade das formas - formalismo por formalismo leva a uma liberdade para o nada, causa da edificação da tirania, tal como há na república presidencialista. Alternância de poder por alternância de poder leva à instabilidade, por conta da constante mutação dos critérios de justiça e de segurança jurídica. Isso é liberdade fora da liberdade em Cristo, o que não é conforme o Todo que vem de Deus. Muitos vão se aproveitar da instabilidade para poder criar governos tiranos e autoritários, uma vez que a liberdade para o nada leva à escravidão.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

O conservantismo leva à soberba

1) Quem conserva o que é conveniente e dissociado da verdade é soberbo, pois vai declarar-se superior a outro, que é conforme o Todo que vem de Deus, justamente por entender que o humilde vive numa grande mentira. E vai começar a praticar tiranias e a financiar políticas revolucionárias porque se acha eleito por Deus - e predestinado, por ter a riqueza material.

2) Ainda que adotem o eufemismo "reformado", tal nome é para mascarar a natureza revolucionária da heresia protestante, pois eles desafiam a autoridade da Igreja Católica e a atacam com violência e com mentira. A maior prova disso é que protestantes usaram a recém-criada imprensa de Guttenberg para fazer propaganda - por meio de impressos escritos semeavam mentira e desinformação, métodos extremamente típicos da mentalidade revolucionária, de modo a fazer com que a mentira repetida se tornasse verdade, fazendo com que muitos renegassem a fé verdadeira e assegurando a soberania dos tiranos que governassem uma região por meio do protestantismo.

2) Em línguas germânicas, a palavra "revolução" tem conotação violenta, sangrenta, bem ao contrário do latim, em que ela nos remete a um ciclo que se repete - e que é verdadeiro por ser regular e previsível. Basta me reportar aos comentários de Mises sobre a obra de Karl Marx quanto a isso.

3) Calvinistas e muçulmanos são bem semelhantes nesta atitude. Calvino mesmo estabeleceu uma ditadura violenta em Genebra.

Explicando a fé trinitária

1) Houve quem dissesse que é muito estranho os protestantes crerem na fé trinitária, dado que é impossível de se sustentar essa doutrina com base na Sola Scriptura.

2) Um dos fundamentos da fé trinitária está no fato de que Jesus falou: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém ao Pai senão por mim". 

3) Quando Ele diz que é a verdade, ele aponta que é o Deus verdadeiro. E ninguém vai ao Pai, que é Deus verdadeiro, a não ser por outro Deus verdadeiro. 

4) Esse Deus verdadeiro foi gerado e não criado - foi concebido pelo Poder do Espírito Santo e nasceu da virgem Maria.

5) A verdade se encarna em três pessoas - o Deus-Pai que cria as coisas com base na inspiração e no amor, o Deus-Filho que salva os homens do pecado e o Deus de Bondade, que é o Espírito Santo que conserva a dor de Cristo e mantém a obra salvífica d'Ele, a Santa Madre Igreja, pelos séculos e séculos, e impede que o mal não triunfe sobre ela.

6) A compreensão da trindade se dá porque foi sentida e é preciso que se mantenha viva ao longo dos tempos a capacidade de reconhecer de ouvido o que Jesus falou. Sem a tradição apostólica, seria impossível contar a história desse acontecimento tão espetacular, que foi a vinda do Nosso Senhor até nós. E a bíblia foi escrita inspirada no mesmo Deus que criou todas as coisas e que mandou seu Filho amado para nos salvar do pecado, apontando as coisas de modo a que se veja a Jesus, tanto no Antigo como no Novo Testamento. Jesus é o centro da interpretação da Bíblia - e sua obra salvífica é conforme tudo o que ele edificou, pois Ele fez as coisas de modo a satisfazer a vontade do Pai.

7) Enfim, sem a tradição apostólica e sem o magistério dos mesmos, não haveria bíblia. Ela deve ser lida com a fé naquilo que nos leva à conformidade com o Todo que vem de Deus. Não pode ser lida como se lê um livro qualquer - se for feita assim, haverá conservantismo, o que é pecado contra o Espírito Santo.