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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O comunismo é ausência de cor, de liberdade.


1) De uma esquerdireita azul, que vê o mundo de forma cor-de-rosa, e de uma extrema esquerda vermelha, revolucionária, nós temos um centrismo multicolor, simbolizado por todas as cores do arco-íris, que toma isso como o sendo o seu roxo, tal como o Collor que dizia que tinha aquilo roxo (o seu verde-amarelo tomado como se fosse religião). Enfim, uma frescura qualificada pela covardia, coisa detestável por todos aqueles que pensam que estão tomando o país como um lar, quando se vota em partidos conservantistas.

2) Seja rosa ou multicolor, no final das contas a cor não importa, pois o comunismo é uma ordem que mata a liberdade. Se não há liberdade, então o preto é a cor da ausência de cor, do luto - nele, matou-se o verde, o amarelo, o azul, o branco, o vermelho, o rosa e todas as cores do arco-íris.

Conservantismo e veadagem se equivalem

1) Nem conservantista, nem veado - a verdade é que conservar o que convém, dissociado da verdade, é coisa de veado. É coisa de covarde, que não se assume homem, digno de sua hombridade.

2) Por isso que não quero revolucionário: nem positivista, nem comunista. Pois estou ao lado de gente digna que luta contra essa falsa ordem - essa luta me qualifica como contra-revolucionário. E quem ama e rejeita as mesmas coisas se declara duas coisas: cristão e monarquista. 

3) Por isso nem me falem em Bolsonaro, nem em Jean Wyllys. No fundo, os dois se equivalem.

4) Há quem me diga que ele, Bolsonaro, não conheceu o trabalho que promovo. Então, é preciso "catequizar" o sujeito, o que não é tarefa fácil.

5) Se der certo, é porque ele é um homem honrado. Se não der, isso só confirma o que pré-disse: no fundo, conservantistas e veados se equivalem. E quando estes têm pretensões de serem salvadores do mundo, então a probabilidade de ele se reconectar à realidade, causa da conformidade com o todo de Deus, é quase zero.

6) O fato é isso que falo nunca foi tentado, no sentido de converter um político ao nacionismo, mas é um caminho possível, apesar de eu não ter o dom do estômago (capacidade para digerir tanta estupidez que eventualmente venha a ser dita).

7) Enfim, se Cristo nos manda irmos até os confins do mundo para fazer discípulos, então devo ir lá e fazer dele discípulo do nacionismo e da tradição imperial. Posso levar um "não" como resposta, mas isso é melhor do que nada.

Rio de Janeiro, 5 de novembro de 2014 (data da postagem original).

A convocação para a guerra se dá no campo da eternidade


1) A verdadeira convocação não se dá com o intuito de se conservar o que convém, dissociado da verdade. 

2) A verdadeira convocação é com intuito de se restaurar uma injustiça histórica: um monarca como o magnânimo D. Pedro II, que foi a razão de ser desta pátria ser grande, foi deposto por um mando de lunáticos que instituíram um regime utópico, revolucionário, que separou a Igreja do Estado.

3) Com o tempo esse regime se degenerou e deu causa à tomada do poder por um grupo ainda mais revolucionário, ao extremo.

4) De nada adianta combater o PT, o sintoma, se não se combater a verdadeira causa. Quando se rejeitam os sintomas, mas não as causas, o mal tenderá a ser cada vez mais grave, por ser crônico.

5) De nada adianta arrombar uma porta, se tudo o que fazemos é só arrancar o batente da porta. Os revolucionários precisam ser banidos do Brasil, de uma vez por todas.

6) Em uma luta conservantista, nacionalista e salvacionista não se espera outra coisa senão a derrota.

7) Para melhores resultados, a consciência deste povo precisa ser reformada, de modo a que ela esteja em conformidade com a realidade. E quando estiver conforme a realidade, ela estará conforme o todo que vem de Deus.

8) Eis aí o papel dos monarquistas, enquanto evangelizadores - eles precisam converter o povo enquanto a contra-revolução está em marcha.

9) Esta luta se dá no campo da cultura - enquanto o PT é combatido, só aí é que se descobrirá a vocação monárquica - quando um povo se atira nessa luta, ele está em busca de um sentido de si mesmo, de modo a que a pátria seja tomada como um lar, e não como religião, como tem sido desde 15 de novembro de 1889.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

A conformidade com o todo é a causa da vida


1) O todo orgânico é mais do que a soma das partes. 

2) Ele não é uma coleção porque não é uma representação feita a partir de natureza morta.

3) Ele é um retrato vivo em movimento. Uma obra de Deus - e Deus fala em fatos, palavras e coisas.

4) O ser humano só pode fazer retratos a partir de naturezas mortas (descrição), que se tornam movimentos, a partir de sistemas (um movimento imperfeito, fundado a partir de algo concreto, de uma descrição sistematizada). 

5) O ser humano não pode ser Deus porque não é capaz de dar alma a uma natureza morta, convertendo-a numa natureza viva, exuberante. Ele não tem o dom da Criação, mas o da derivação. Ele não pode criar algo a partir do nada: só Deus pode, por ser onipotente.

Da perversão do uso da metonímia

1) Metonímia é uma figura de linguagem em que a parte representa o todo e o todo representa a parte. Essa figura de linguagem deriva do fato de que é preciso que se conheça a verdade, em Cristo, de modo a que possa se dizer bem as coisas.

2) Numa cultura em que todos têm sua própria verdade, a metonímia leva a dois caminhos:

2.1) Ao coletivismo

2.2) Ao Reducionismo (positivismo)

3) O mundo possui vários sistemas que podem ser reunidos numa coleção. 

3.1) A coleção é um modo de representar, como um modelo, um cosmos, a existência desses sistemas, que funcionam através do trabalho coordenado dos indivíduos que fazem parte de cada sistema tomado individualmente, assim do trabalho coordenado entre os vários sistemas, quando tomados a partir de dois. 

3.1) Quando se faz da coleção tábula rasa, ela vira coletivismo - e todos os sistemas que dele fazem parte são ignorados, assim como o trabalho dos indivíduos em cada sistema tomado individualmente.

3.2) Quando se estuda um sistema individual, de modo a estudar o comportamento de cada elemento do sistema, o reducionismo é um meio de se entender as coisas, mas ele não pode ser tomado como se fosse religião, de tal forma a que isso tenha sua própria verdade e se torne uma coleção.

4) Essas duas metonímias induzem uma tremenda má consciência e induzem uma baita ignorância entre nós. É isso que dá causa ao modernismo como uma Era das Trevas.

Do papel da indústria no distributivismo


1) O que é subjetivo decorre da experiência humana, quando interage com o meio ambiente. Essas experiências são pessoais - e o indivíduo é um laboratório em si mesmo.

2) O subjetivo é sempre heterogêneo - para um mesmo objeto, você pode ter infinitos pontos de vista. Isso cria a ilusão de que a verdade tem várias facetas. E essa experiência compartilhada leva ao comflito, dada a falta de um padrão objetivo de justiça, fundado na verdade.

3) Cristo deu pleno cumprimento à lei natural porque Ele é o caminho, a verdade e a vida. Ele foi humano em tudo menos no pecado - então Ele é o padrão mais seguro que se conhece, o amigo perfeito que precisamos ter.

3) Se Cristo é a verdade, Ele é também o belo e simétrico, causas de conformidade com o todo.

4) Quando os homens buscam trabalhar as coisas, de modo a que elas tenham um padrão de qualidade, de excelência, eles tomam por referência Cristo. Cristo, como filho de carpinteiro, é o modelo da verdade na indústria, da arte de se poder trabalhar os corpos de madeira em objetos úteis à comunidade.

5) Quando as coisas são feitas sistematicamente e dadas sistematicamente a quem realmente necessita delas, então há distributivismo. Quem se acostuma a ser bem atendido com objetos de boa qualidade acaba se tornando um fiel tomador dos serviços dessa indústria. Enfim, uma boa indústria dá causa a que um país seja tomado como um lar em Cristo, pois faz do padrão de excelência algo que nos leva à verdade em Cristo. Ela transforma a lealdade em padrão.

6) A distribuição e padronização das coisas decorre da confiança - se a empresa serve, ela, enquanto pessoa jurídica, recebe a confiança da comunidade, fundada por pessoas reais e jurídicas. É uma economia pessoal sistemática, horizontal.

Kant, o pai da porcaria


Algumas notas importantes do prof. Olavo de Carvalho sobre a sua crucial análise crítica de Kant, a quem em tempos acertadamente apelidou de "o pai da porcaria".

01) Prestem atenção: Em nenhum momento acuso Kant de idealismo subjectivo, ou de qualquer forma de subjectivismo. Esse é um erro que muitos críticos cometeram, e que uma leitura mais atenta basta para impugnar. O problema do kantismo é muito outro. De todos os inimigos do cristianismo, nenhum se atreveu a declarar que o dogma e a existência da Igreja são crimes. 

02) Vimos na última aula do COF que Kant faz precisamente isso, segundo as suas próprias palavras. É curioso que tantos autores católicos e protestantes ainda insistam em ver nele uma boa alma. Também em filosofia existe a doença do tucanismo.

03) O objetivo de toda a filosofia de Kant é suprimir o cristianismo histórico e inaugurar uma nova religião na qual a moralidade impõe crer num Deus que não tem sequer a capacidade de criar objectos dotados de propriedades inteligíveis.

04) Se nenhum objecto sensível possui em si mesmo qualidades inteligíveis, mas estas lhe são impostas pela racionalidade humana, um quadrado não tem em si mesmo quatro lados e quatro ângulos iguais, ele apenas os toma emprestados da racionalidade humana.

05) Minhas formas "a priori" do espaço e do tempo podem coordenar as minhas percepções sensíveis, mas não podem, por si mesmas, coordenar o deslocamento objetivo dos corpos no espaço e no tempo. Quando vejo um leão a dois metros de distância saltando para me devorar, minhas formas "a priori" do espaço e do tempo enquadram e dominam perfeitamente minha percepção dos acontecimentos, mas, como diria Groucho Marx, isso não melhora em nada a minha situação.

06) Segundo Kant, as formas "a priori" do espaço e do tempo criam a base para a coordenação dos dados sensíveis. Isso é exato, mas de que adiantaria coordenar os dados dos sentidos se as coisas mesmas das quais estes provêm não estivessem coordenadas de maneira homogênea ou ao menos compatível com a coordenação das percepções? 

07) Kant pula fora desse problema alegando que, como a coordenação das percepções é idêntica em todos os seres humanos, e todos os seres humanos estão obrigados pelo imperativo categórico a crer num Deus bondoso, podemos acreditar que nossas percepções, se nada nos informam sobre as "coisas em si mesmas", são pelo menos "válidas". 

08) Isso é uma reedição mais complicada do apelo cartesiano a Deus como garantia da existência do mundo exterior. Kant apenas introduz aí a noção da "comunidade humana" como intermediária da garantia divina. 

09) Como conseqüência imediata, a convicção unânime ou majoritária da comunidade passa a valer mais que o testemunho dos sentidos. 

10) Decorridos dois séculos e picos, um feto pertencer ou não à espécie humana deixa de ser um fato da natureza para se tornar uma decisão da comunidade, e ninguém pode alegar contra isso o testemunho dos sentidos, cuja validade está submetida, ela também, à aprovação da comunidade. 

11) Não foram os marxistas que inventaram a Novilíngua. Foi Kant.

Notas organizadas por Artur Silva