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domingo, 13 de agosto de 2017

Por que a Igreja deve ser a força motriz de uma cidade?

1) No The Guild 2, eu costumo jogar com um craftsman e quase sempre costumo abrir uma tecelagem. Se eu me caso com uma mulher da classe patron (que é a classe dos fazendeiros), eu tenho suprimento de lã garantido, o que faz com que eu corte o atravessamento do mercado; se eu me caso com uma mulher da classe dos scholars (a dos intelectuais e sacerdotes), eu tenho mão-de-obra para as minhas empresas.

2.1) Embora não seja realisticamente correto, era comum no jogo eu casar com uma mulher da classe dos scholars. Ela se tornava sacerdotisa (e ela podia ser sacerdotisa da Igreja Católica ou da seita protestante). Era um absurdo do jogo - e para evitar polêmicas, ficaram nesse igualitarismo tolo e ridículo, como se o protestantismo e o catolicismo fossem a mesma coisa, o que não é verdade.

2.2) Se o trabalho de evangelização fosse bom, a paróquia ficava lotada de gente da minha religião - e dentre os mais pobres eu recrutava mão-de-obra para a minha tecelagem. Quando se junta gente que ama e rejeita as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, as coisas ficam ainda mais fáceis.

3.1) Trazendo isso para o plano da realidade, se tivesse um negócio, eu recrutava meus trabalhadores da paróquia próxima.

3.2) Os mais inteligentes e que gostam de estudar, eu investiria neles de modo que pudessem exercer funções mais qualificadas, como ser contador, administrador ou mesmo advogado de modo a defender a empresa numa demanda trabalhista. Esses fariam curso superior e se preparariam para a prova da OAB e de outros conselhos profissionais de modo que pudessem exercer suas funções para o bem da empresa.

3.3) Investir no empregado e treiná-lo de modo que este possa melhor servir naquilo que é necessário à empresa é uma forma de liderança - e isso é um tipo de distributivismo. Isso seria uma forma de combater a cultura do diploma e a impessoalidade decorrente desse sistema. Afinal, do jeito como andam as nossas faculdades, não vale a pena recrutar dessa forma pragmática, pois há uma cultura de quebra de confiança sistemática; nela, o dinheiro é mais amado do que a Deus, o que prepara o terreno para o totalitarismo.

4.1) Com o tempo, eu vou formando minha própria faculdade de modo que os meus melhores funcionários, os mais experientes, formassem os mais novos. E se tivesse muitos filhos, os que estivessem interessados na vida religiosa seriam incentivados a fazê-lo.

4.2) E para evitar que a Igreja onde recruto a mão-de-obra da minha empresa não fique na mão de um herege, eu iria chamar o bispo para uma conversa de modo que colocasse um padre bem católico para cuidar dessa paróquia. Se esse excelente padre for um dos meus filhos, melhor ainda.

4.3) Quando se faz da Igreja o centro de todas as suas atividades organizadas, o país será tomado como se fosse um lar, pois o macro é conseqüência do micro. É isso que faria, se tivesse circunstância favoráveis para isso.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 13 de agosto de 2017.

sábado, 12 de agosto de 2017

O marxismo apequena as pessoas

karłem - anão, em polonês

Karl Marx - mentor intelectual da maior desgraça que já houve: o marxismo

1) O professor Olavo de Carvalho fala que Gramsci foi um anão intelectual da pior espécie.

2) E isso é incontestável; quem segue as idéias de Karl Marx torna-se um anão intelectual. E é justamente por conservar o que é conveniente e dissociado da verdade que a pessoa enterra seus talentos e se apequena, por força da covardia e do pragmatismo, elementos esses que fazem a liberdade ser servida com fins vazios, a ponto de gerar relativismo moral.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 12 de agosto de 2017.

Notas sobre liberalismo e socialismo como frutos do materialismo

1) Liberalismo e socialismo são apenas dois modos do "capitalismo". Esse "capitalismo" - fundado no amor ao dinheiro, na cobiça de bens materiais - é nota constitutiva da Modernidade. Nesta ordem de coisas, o motor da cobiça se dá pela avareza ou inveja.

2.1) A única solução verdadeira e radical para os problemas econômicos é o ESPÍRITO DE POBREZA, movido pela Caridade.

2.2) Ao não ter seguido a reforma de São Francisco de Assis, a Cristandade perdeu o rumo das coisas como são. E uma das coisas mais espantosas que costumamos ouvir hoje, nestes dias "neoconservadores", é a defesa apaixonada do "capitalismo" como se isso fosse fruto do catolicismo.

Joathas Bello (https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=227274541130799&id=100015447638450)

Niterói, 11 de agosto de 2017.

Dica de leitura do Ricardo Roveran

1) Para entender a esquerda latina é necessário entender onde ocorre a intersecção entre as intenções de Simón Bolívar e os métodos marxistas de unificação de territórios.

2) Estou lendo aqui O Tesouro, de Eccehomo Cetina. Apesar de ser um livro profundamente esquerdista, tais interesses são esclarecidos logo nas primeiras páginas.

Ricardo Roveran 

Link para a postagem original: http://lyksoomu.com/dDnR

São Paulo, 10 de agosto de 2017 (data da postagem original).

Notas sobre a verdadeira tripartição dos poderes que há na sociedade

1) A teoria política moderna dos "3 poderes" (executivo, legislativo e judiciário) é uma furada.

2) Os verdadeiros 3 poderes que existem são: o científico/religioso, o militar e o econômico. Eles correspondem ao ordenamento da república platônica e foram realizados no ordenamento feudal: o clero sabia/rezava, a nobreza lutava e os camponeses produziam.

3) Se quisermos fazer uma analogia com os "3 poderes" da teoria de Montesquieu, legislar é próprio de quem sabe; julgar é próprio de quem tem a espada e executar seria mais ou menos - considerando o sentido de "cumprir", "submeter-se", "servir" - o que era próprio de quem trabalhava no campo, a base material da sociedade medieval.

4) O mundo moderno é o mundo em que os "desclassificados", os burgueses - os que não sabem, não lutam, nem produzem -, compraram a ciência, as armas e a força de trabalho.

Joathas Bello (https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=227396131118640&id=100015447638450&pnref=story)

Niterói, 11 de agosto de 2017.

Comentários:

Paulo Junior Ataide Pereira: Eis um aspecto interessante da união do "poder" científico com o religioso: a modernidade, ao tornar a ciência estritamente materialista, deixa-a cega a valores que são transcendentes; as pessoas tornam-se objetos, fonte de lucro e deixam de ser o que são. Além disso, a modernidade faz da ciência uma espécie de religião dogmática cuja fundamentação se dá tão-somente nos objetos empíricos. Ciência sem religião só leva a estes caminhos: à loucura, à desumanização completa ou a ser fonte de erro - ou tudo isso junto.

Referências bibliográficas: Metamorphoses de lá Cité, de Pierre Manent

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Notas sobre o princípio da impessoalidade num mundo permeado pelo relativismo moral, cultural e religioso


1) No princípio da impessoalidade, o jurista dirá "crime é crime".

2.1) O problema da impessoalidade é que ninguém levará em conta as circunstâncias do agente e as circunstâncias da vítima, assim como o caráter do agente, de modo a praticar uma ação que é contra a lei.

2.2) Por exemplo, roubar a carga de um que serve à comunidade dos que amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento - fato esse que leva o país como um todo a ser tomado como se fosse um lar em Cristo mais facilmente - é mais reprovável do que roubar a carga de uma empresa como a Nestlé, que já tem declarado suas intenções de corromper governos do mundo inteiro de modo a privatizar a água. E como água é vida, essa pretensão - que é fora da conformidade com o Todo que vem de Deus - é um atentado à lei natural. 

2.3) Como uma megacorporação edifica o caminho para o comunismo a longo prazo, então roubar a carga da Nestlé, por conta dessa pretensão, ensejaria até perdão judicial, uma vez que essa empresa terá, mais cedo ou mais tarde, poder de vida e morte a ponto de dizer quem merece viver ou não. 

2.4) A mesma coisa acontece com relação a quem rouba a casa de um sujeito como o Lula. Como Lula é bandido, é corrupto e genocida, então roubá-lo ou matá-lo ensejaria perdão judicial, uma vez que ele é inimigo de uma nação inteira.

3.1) Se a sociedade fosse só de cristãos, o fato em si seria reprovável. Mas num mundo onde a verdade foi relativizada, um dos primeiros passos para se restaurar a ordem fundada na verdade, na dor de Cristo, é saber quem é seu amigo e quem é seu inimigo. 

3.2.1) Os verdadeiros inimigos são os que rejeitam a Deus por escolha, a ponto de edificar uma ordem fundada no fato de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade.

3.2.2) Por isso, um crime contra um herege nunca será um crime, mas um ato de sabotagem contra os heresiarcas. E todo ato de sabotagem contra os hereges é, pois, heroísmo, pois a pessoa, ao combater a heresia, está negando a negação por meio de seus atos heróicos.

4) Quando o Código Penal, com base no princípio da impessoalidade, pune o heroísmo, então isto é a prova cabal de que a civilização que edificou este país está perdida.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 10 de agosto de 2017 (data da postagem original).

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Notas sobre a importância da prostração

prosto - reto (em polonês)

prostar - agir com dulia (de respeito às coisas sagradas)

prestar - servir a alguém que confiou os bens à sua administração

listo - pronto (em espanhol)

lista - enumeração de coisas e pessoas a serem consideradas (em português)

1.1) Uma pessoa que não presta é uma pessoa que não prostra seu rosto por terra de modo a submeter-se a Deus.

1.2) E o fato de não prostrar seu rosto por terra indica que esta pessoa não tem consciência reta, vida reta, muito menos fé reta, pois a pessoa está conservando o que é conveniente e dissociado da verdade.

2) A pessoa que não prostra seu rosto por terra não está pronta para o Reino dos Céus. Por isso, não está na lista dos que se encontram salvos no Sagrado Coração de Jesus.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 9 de agosto de 2017.