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sábado, 28 de maio de 2016

Notas sobre o verdadeiro significado de conservative, em inglês

1) Em inglês, a palavra para conservador é conservative.

2) Como os americanos nasceram da heresia do Rei Henrique VIII, então o termo "conservative", na verdade, é conservantismo qualificado na forma de ativismo utilitarista.

3) E esse ativismo se dá através do ativismo judicial ou no ativismo fundado no livre comércio, tendo por base o amor ao dinheiro, coisa que é fundada na ética protestante.

4) Essa concepção civilizatória bem rasa foi distribuída ao mundo - e foi altamente desastrosa.

A conformidade com o Todo que vem de Deus qualifica a verdadeira e justa reação

1) Dizia Nelson Rodrigues: "Sou reacionário - reajo a tudo o que não presta". 

2) Aquele que conserva a dor de Cristo, que é quem edifica a verdadeira liberdade, reage a tudo aquilo que se conserva conveniente e dissociado dessa mesma verdade. Como o conservantismo não presta, então a nossa reação tem sentido, pois buscar liberdade fora da liberdade em cristo é edificar liberdade para o nada - e não se opor ao erro é aprová-lo.

3) O verdadeiro fundamento da reação ao que não presta se funda em algo verdadeiro e objetivo, pois a Lei de Deus se faz na carne e se aperfeiçoa no amor, pois devemos amar uns aos outros tal como Jesus nos amou. Eis o verdadeiro fundamento da contra-revolução

4) Ser reacionário conservando o que é conveniente e dissociado da verdade é ser revolucionário, no sentido utilitarista do termo. É por conta disso que a monarquia dá lugar a República, tal como se deu nos EUA, pois o amor ao dinheiro estará muito acima do amor a Deus, terminando por edificar uma falsa ordem, herética. E os revolucionários de 1889 importaram esse modelo odioso - o que nos condenou a 127 anos de atraso. E o atraso foi propagandeado como se fosse progresso - eis a mentira dita como se fosse verdade.

Notas sobre a direita nominal

1) Tal qual o salário nominal - cuja fonte é o salário mínimo fixado pelo governo -, a direita nominal está à esquerda do Pai porque conserva o que é conveniente e dissociado da verdade.

2) A direita real, conforme o Todo que vem de Deus, estuda e busca entender as coisas de maneira racional, de modo a ter fé naquilo que não pode ver. E é por crer em coisas invisíveis, além daquilo que é material, físico, que começa a estar em conformidade com o Todo que vem de Deus.

3) Como investigar a realidade é um trabalho de inteligência, então a investigação racional de modo a aumentar a fé naquilo que é conforme o Todo que vem de Deus é um processo de capitalização moral, pois a verdade se dá em Cristo, que é uma das pessoas da trindade, pois é Deus na forma de homem. Tal qual o salário real,  ele não só medido pela produtividade do operário - ele também mede o grau de zelo que esse operário tem pelo seu ofício e o grau de confiabilidade que esse operário tem em fazer as coisas de modo a bem servir a quem toma os seus serviços, o empresário, que é seu cliente.

4) Muitas das pessoas se contentam com o que está disponível - muitas conservam o que é conveniente e dissociado da verdade. Essas pessoas não estudam - no máximo, ficam a fazer ativismo e não sabem o que dizem. O fato de esta sociedade estar impregnada de valores libertários e conservantistas faz com que nos afastemos da missão que herdamos desde Ourique, quando esta tradição desdobrou-se neste continente, através do descobrimento do Brasil. Como isso edifica liberdade para o nada, então a maioria dos que agem assim acaba causando uma espécie de inflação, pois promove uma verdadeira descapitalização moral., coisa que se dá através do relativismo moral E o sintoma dessa descapitalização moral é ter um horizonte de consciência reduzido, a ponto de fechar-se sistematicamente para a realidade, para a eternidade.

5) É justamente por conta disso que a maioria dos que se dizem de direita é nominalista  e essa gente é  tão esquerdista quanto os esquerdistas totalitários e os esquerdistas fabianos. A maior prova disso é que gente como Marta Serrat uniu-se aos petistas. Isso explica o fato de que o moderado serve à causa do radical. É deste vazio que o islâmico se aproveita e destrói de modo a impor a sua heresia ideológica, pois o islamismo, para mim, é uma ideologia que visa a dominar o mundo e não uma religião.
 
José Octavio Dettmann
 
Rio de Janeiro, 28 de maio de 2016 (data da postagem original).

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Criticar sola scriptura fazendo tábula rasa na história é hipocrisia

1) Uma das razões pelas quais não fazemos da Bíblia crença de livro é porque Jesus é o juiz de toda a História. Ele conhece o passado, o presente e o futuro, pois é Deus. Logo, o que está exposto na Bíblia é subsídio para algo mais amplo, que abrange toda a História. Dito desta forma, a Bíblia é uma amostra da realidade, coisa que se funda na eternidade e que está distribuída ao longo da História pela graça de Deus, que guia a todos nós na conformidade com o Todo que vem de Deus.

2) É incoerente a pessoa criticar a sola scriptura dos protestantes e, ao mesmo tempo, fazer tábula rasa na interpretação dos documentos históricos, da forma como um positivista faz nas leis. Isso é um desserviço à verdade, pois a pessoa está querendo conservar o que é conveniente e dissociado da verdade. Esse historiador está deixando de ser guardião do passado e virando o dono da verdade, o que é fora da ética profissional e fora da conformidade com o Todo que vem de Deus.

3.1) A crítica à sola scriptura é verdadeira, no particular, pois não se pode fazer interpretação da Bíblia com fins particulares - e isso é verdadeiro no geral quando a pessoa estuda a história dos povos humanos sem fazer tábula rasa nos conceitos históricos, posto que história não é ciência exata. 

3.2) Exemplo disso é o conceito de liberalismo. Da forma como eu o conceituei, ele é perfeitamente lógico - logo, isso faz atualizar tudo o que se sabia antes, através da readequação das formas da linguagem, por meio da readequação vocabular. Todo aquele texto que apontava críticas ao liberalismo será atualizado, pois isso o conteúdo antes descrito por liberalismo, que é verdadeiro, é, na verdade, libertarismo, pois os revolucionários buscam liberdade fora da liberdade em Cristo. Se a alguém resiste a isso, é porque é insensato e está a conservar o que é conveniente e dissociado da verdade: a vaidade. Como sua sabedoria de homem está dissociada da divina, o historiador tem um quê de gnóstico, pois está interpretando as coisas de maneira hermética, fechada à realidade.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 27 de maio de 2016 (data da postagem original).

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Notas sobre a história da nação pseikone

1) Se Israel nasceu de um só homem, então a Pseikörder nascerá de um só homem: a partir de mim.

2) Trata-se de uma nação dentro de uma nação - ela abrange aqueles que se recusam a ser escravos desse espectro de pátria que nos domina há 127 anos. Somos monarquistas e jamais aceitaremos a República no Brasil.

3) Como digo, brasileiros somos poucos: somos os que tomamos o país como se fosse um lar, com base no Crucificado de Ourique, enquanto a maioria toma o país como se fosse religião de Estado da República e é apátrida.

4) Não é preciso fazer secessão - o que precisamos é extirpar a apatria de nosso solo. Não só a apatria como também o quinhentismo, além de restaurar o que foi fundado em Ourique. A glória de nossa pátria toda é do Cristo Crucificado de Ourique, pois D. Luiz é o legítimo sucessor de D. Afonso Henriques, nesta terra.

5) A nação pseikone será grande - ela sempre será vassala do Império do Brasil e do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Nosso destino será sempre ligado a isso: somos portugueses e alemães de sangue e somos poloneses, no sentido espiritual do termo. Nossa cultura pode ser diferente da maioria, mas somos fiéis à missão que o Crucificado nos deu.

O pai da nação pseikone se tornou a reserva moral da nação brasileira que não se rendeu à apatria

Em uma conversa via inbox, me perguntaram:

_ Dettmann, posso te eleger como o comandante da reserva moral da nação? O seu trabalho é magnífico.

_ É claro que pode! Os encargos de alta responsabilidade devem ser dados aos mais preparados. E estou aqui pra isso - disse-lhe.

Se já não bastasse ser pai dos pseikone, essa 21ª província do Império que é virtual e que se recusou a ser escrava da república e do quinhentismo, agora eu estou sendo a reserva moral de alguns cidadãos do país dispersos pelas outras 20 que se renderam à República - e que hoje são 26 estados e o Distrito Federal. 

Se esse trabalho de ser reserva moral da nação for bem feito e se meus filhos honrarem esse legado, a nação pseikone será a jóia do Reino Unido de Portugal-Brasil e Algarves, pois sempre foi fiel ao que foi estabelecido em Ourique. Além disso, temos orgulho de sermos vassalos da Casa de Bragança, pois sem o Brasil não somos nada - assim como Brasil e Portugal não são nada sem o que foi estabelecido em Ourique.

Notas sobre a importância do meu trabalho

1) Segundo o pensador Erik von Kuehnelt-Leddhin, há um conceito de liberalismo que foi deixado de lado. 

2) Antes mesmo da dualidade entre o liberalismo como doutrina libertária e o conservadorismo como doutrina reacionária, existiu um liberalismo cristão que depois voltou a retomar certas características próximas aos pioneiros. 

3) O verdadeiro liberalismo, aquele pioneiro, não tem na economia sua esperança de liberdade, mas em Cristo. Esse verdadeiro liberalismo é um liberalismo que não é exclusivamente econômico, mas que busca a liberdade do indivíduo por inteiro. Trata-se de um liberalismo mais próximo de Von Mises e mais distante de Smith. 

4) No Brasil, José Octavio Dettmann é o único que conheço que tem dedicado valioso tempo para distinguir o liberal-conservador do libertário-conservantista. No sentido por ele tratado em seu trabalho, não faz sentido uma distinção entre liberal e conservador, dado que ambos se complementam na totalidade cristã. Por outro lado, o libertário-conservantista é apenas mais um tipo de imoral. Esse tipo de imoral é o que comumente se chama hoje de "liberal" - na realidade, o termo, como tem se esforçado para mostrar o sr. Dettmann, é uma usurpação, uma desconstrução lingüística.

Douglas Bonafé