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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Sobre a importância do esporte como atividade contemplativa


1) Ao ver um esporte na televisão, não se preocupe em torcer, pois os erros de arbitragem são frustrantes, angustiantes e estressantes. Seu dia não será bom se você abraçar a realidade do jogo, ao confundir isso como se fosse a própria realidade. Pois esse reducionismo nos leva ao absurdo, que nos afasta de Deus.

2) Veja o esporte como uma atividade contemplativa - olhe com olhares de cronista. Case mão, mente e olhos - essa trindade será necessária de modo a inculcar uma imaginação de tal maneira a que o país seja tomado como se fosse um lar em Cristo. 

3) Se o país do futebol nasceu de uma cultura de nacionidade, então ela ficou muito bem eternizada por todos os que viram no futebol uma atividade contemplativa.

4) O esporte como atividade contemplativa te leva a ver a beleza da vida e é dali que você vai encontrar elementos, de modo a estar em conformidade com o todo de Deus.

5) Se você vê o esporte do ponto de vista de um torcedor, de um fanático que toma o seu time como se fosse religião, então você não verá o invisível, a beleza da vida - na verdade, você direcionará suas energias para o nada e nada de bom será edificado. Enfim o time de futebol é e será apenas um microcosmos, um termômetro pelo qual se mede a cultura de se tomar o país como se fosse religião, a tal ponto em que futebol e a nefasta política republicana se misturam, quase que promiscuamente, gerando efeitos maléficos.

6) Quando se vê o esporte como uma atividade contemplativa, você curte o esporte tal como beber uma cerveja. Se a cerveja te leva à alegria, é porque você bebeu sem precisar disso, sem a necessidade de descontar suas frustrações na bebida.

7) Quando se vê o esporte como uma descarga para as frustrações do cotidiano, aí ele é tão nefasto como o alcoolismo. O hooligan é um alcóolatra esportivo - pois ele é viciado no time. O time para ele é uma droga. Ele perdeu tudo exceto a razão - e a única razão para ele estar vivo é o time. É um louco, no sentido chestertoniano do termo.

8) E a melhor maneira de se combater esse tipo de droga é combatendo a cultura de modernidade, aquela que dá causa a que qualquer objeto seja adorado ou tomado como se fosse um Deus, nos afastando da conformidade com o todo que decorre do Deus verdadeiro. É preciso que se combata à idolatria, pois Deus deve ser o centro de tudo. E nem mesmo o clube deve ser tomado como se fosse um deus, pois outro deus não há.

Dos cuidados necessários à mente

1) Se em muitas profissões as pessoas vivem do corpo e precisam ter cuidados com o corpo, de modo a bem produzirem, nós precisamos da mente, pois é dela que tiramos as reflexões necessárias, de modo a edificar entre o que nos rodeiam a noção de se tomar uma nação como se fosse um lar, em Cristo.

2) E os cuidados com a mente são bem mais simples: uma boa noite de sono, um bom café de vez em quando e um bom jogo de baseball na TV, de modo a favorecer a atividade contemplativa (é assim como funciona comigo).

3) Outro cuidado que você deve ter é sempre ter o hábito de deletar e desamigar quem fomenta a má consciência no facebook. Se você se aborrece com imbecil, você entra no jogo do imbecil - e entrar no jogo do imbecil é uma imbecilidade. Aborrecer-se com a estupidez não faz bem para a mente e não contribui em nada para um bom trabalho. Grande parte do tempo em que fico irritado se deve ao fato de lidar com imbecis. E é por isso que dialogo com fantoches, pois a imbecilidade serve aos propósitos do demônio, pois seu combustível é sabedoria humana dissociada da divina.

4) Enfim, esses cuidados dispensados à mente são fundamentais, de tal modo que o escritor seja um bom instrumento à conformidade com o todo que vem de Deus.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 28 de outubro de 2014 (data da postagem original).

Para se escrever bem é preciso meditar muito

1) Todo escritor que produz reagindo às impressões, seja vendo, ouvindo ou lendo, correrá o risco de ser peremptório, se não tiver o hábito de meditar com freqüência.

2) Isso é particularmente muito comum com quem lê muitos livros em quantidade e com quem passa lendo muita coisa no facebook sem fazer uma devida seleção do que vai aproveitar para o futuro.

3) Sabedoria humana dissociada da divina é um fator que prejudica e muito a qualidade de uma boa reflexão. É necessário que se faça confissões com freqüência, pois uma consciência reta, movida por uma fé reta e vida reta, é o motor essencial da sabedoria.

4) Gostando ou não, a meditação te leva à sabedoria e a falta dela te deixa ignorante. Então, sempre retome constantemente os fatos que aconteceram e que lhe causaram uma impressão marcante de tal modo a que isto seja o motor do seu progresso moral e espiritual.

O povo brasileiro é um povo federal

Se na República tupiniquim o federalismo é um credo, um elemento do Estado tomado como se fosse religião, então o povo federal, chamado de "povo brasileiro", não é um povo livre, mas escravo, pois as circunstâncias locais, que dariam causa a que o país seja tomado como um lar, não são observadas e nem isso é praticado, por falta de incentivo.

Dos dois combustíveis da criação literária

1) Existem dois combustíveis para a criação literária: 

1.1) A reação às circunstâncias, ao momento, em que você solta todo o seu senso de criatividade e de improvisação; 

1.2) E a meditação, seja através da leitura de escritos de outras pessoas ou olhando para dentro de tudo aquilo que você já produziu antes, em busca de elementos internos que possam ser aprimorados ou reforçados, reforçando as verdades contidas no seu trabalho.

2) O trabalho de um escritor é um veículo bicombustível. Basta que haja um combustível que ele se move sozinho, pois a mente de quem tem o dom para escrever flui naturalmente, pois é um verdadeiro automóvel, em que o Espírito Santo dá a partida, de modo a nos guiar nos caminhos da sabedoria. 

3) Quando os dois combustíveis estão combinados, a potência só aumenta. E se potência é comprometimento sincero e permanente de modo a se estar em conformidade com o todo de Deus, então essa é a melhor forma de se dizer sim a Deus, de modo a bem servir ao próximo.

A melhor forma de se falar sobre aborto é abortando um comunista


1) A melhor forma de falar sobre aborto é abortando o comunista e o agente que fomenta e financia a cultura de mentalidade revolucionária no País, pois estes são um câncer e são todos apátridas, onde quer que estejam. Pois aborto de monstros, de zumbis, de mortos em vida que negam a Deus e a Cristo não é crime, mas caso de legítima defesa.

2) Matar a vida de uma criança, de um ser inocente e indefeso, é insensatez e covardia. E sendo sensato que sou, discutir sobre coisas insensatas é obrigar-me ao impossível, segundo a Lei Natural. Se eu topar discutir com insensato, insensato estou sendo - e aí já terei perdido o debate de plano.

3) Enfim, não conheço forma melhor de promoção à vida do que abortando comunista e de quem dá a ele guarida.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Uma análise sobre o processo de corrupção da unidade territorial brasileira


1) Quando Lula começou a pregar o separatismo, a ponto de gerar muros de Berlim virtuais entre nós, ele já conhecia de antemão as rivalidades, ainda adormecidas, entre os nordestinos e paulistas, entre os cariocas e paulistas e entre os gaúchos e o resto dos brasileiros.

2) A origem dessa rivalidade se deve ao fato de que cada província, agora tornada Estado, tinha sua própria verdade. O que manteria o país unido seria um credo federal positivista, incarnado na figura mitológica de um mandachuva que a cada 4 anos teria o condão salvar o país de uma crise - e quando eleito, terminava e termina até hoje afundando o país ainda mais.

3) Eis a gênese do País tomado como se fosse religião. Ela gera um salvacionismo sistemático, a tal ponto que a constituição seria reescrita várias vezes, de modo a que o país não se fragmentasse.

4) Para um credo federal, nasceu um povo federal, abstrato, unido mais pela ignorância do que pela nacionidade: o povo brasileiro. Pois o centralismo gerou uma falsa harmonia, alimentada pela propaganda de que o povo é bom e pacífico. Enfim, a república criou uma espécie artificial de bom selvagem, à moda de Rousseau.

5) A sorte é que esse povo brasileiro estava de fato unido em torno da figura do Imperador - o que se fez foi trocar a figura Imperador pela figura do presidente. E isso gerou uma versão precária e piorada do Poder Moderador como a chave a unidade nacional, coisa que só foi diluída com a disseminação marxista da luta de classes enraizada desde a cultura.