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terça-feira, 14 de novembro de 2017

Como a salvação pela riqueza fez com que o mecanismo de perdão das dívidas fosse esquecido?

1) Como já disse em outro post, o mecanismo de perdão da dívida foi criado para estabilizar a economia produtiva e fortalecer o vínculo do povo com o novo rei.

2) À medida que esse mecanismo governamental e financeiro vai sendo esquecido, nem por isso ele deixa de estar na memória coletiva - e é por essa razão que o establishment vai mudando o polo de atenção, em que trocamos os aspecto financeiro da dívida pelo aspecto moral.

3.1) É por isso que o establishment hoje aparece como um suposto "libertador" moral - aquele que luta contra as dívidas que contraímos por séculos com os malditos conservadores. É isso que se grupo alega

3.2) E, quanto mais o conservador for intransigente na sua defesa dos valores tradicionais, mais a atenção dele se voltará para o aspecto puramente moral da coisa, camuflando - para si e para o revolucionário - o problema essencial que das finanças, por meio das quais os globalistas dominam a tudo e a todos. 

3.3) Libertar as pessoas da dívida moral de gratidão contraída com os que conservam a dor de Cristo torna todos escravos da elite globalista. E ao enganar a todos, a elite globalista foi transformada num "deus", uma vez que a riqueza passa a ser vista como um sinal de salvação. E todos se tornam livres para o nada - só para se tornarem escravos das dívidas contraídas com essa corja parasitária.

Roberto Santos (https://www.facebook.com/roberto.santos.3114/posts/10214908654933324)

Facebook, 13 de novembro de 2017 (data da postagem original).

Quem será o Moisés de nossos tempos?

Trabalhar para o mercado financeiro é imoral?

1) Depende. A maioria fará lobby para eles depois que vir a grana grossa e imerecida entrando no bolso; a minoria - ou ninguém mesmo - fará como Moisés ao sair do Egito: roubar o mercado financeiro para com o dinheiro ganho fomentar uma poderosa indústria cultural contra o próprio mercado financeiro.

2) Quem será santo o bastante para fazer isso em nossos dias? Quem fizer isso será o Moisés de nossa era.

Roberto Santos (https://www.facebook.com/roberto.santos.3114/posts/10214909140065452)

Facebook, 13 de novembro de 2017.

Notas sobre o establishment globalista

1) O establishment globalista é uma espécie de Cristo ao contrário, ou anticristo. 

2) Cristo veio para morrer e pagar as nossas dívidas, que se tornaram impossíveis de serem pagas. 

3.1) O Establishment aparece ao povo como um ser poderoso que se arrependeu dos séculos de opressão moral e que agora se imola para liberar geral. 

3.2) Só que morre aos olhos do povo aparentemente, tal como num gesto de prestidigitação - ao contrário de Cristo, não só não perdoa a sua dívida como o afunda na maior onda de endividamente jamais vista na história. Detalhe: dívida moral e financeira.

Roberto Santos (https://www.facebook.com/roberto.santos.3114/posts/10214909951965749)

Facebook, 13 de novembro de 2017.

A esquerda está ligada ao establishment globalista

1.1) Por que a esquerda é pró-establishment?

1.2) Porque ele a financia.

2.1) Quem é o establishment?

2.2) É o FIRE (Financial, insurance and Real State) de que falavam os economistas clássicos. Ele não tem nada a ver com a classe industrial e comercial. Esta paga àquele e é por ele explorada, o que faz a economia ir para os quiabos.

3.1) Por que o establishment financia políticas identitárias e pró-lumpemproletariado? O que eles ganham com isso?

3.2) Diretamente nada. Mas indiretamente ele sabe que os conservadores prestarão mais atenção à desordem moral que essas políticas geram do que a financeira, fazendo com que eles se esqueçam de lutar contra eles no ponto essencial, e botem toda a sua atenção em questões morais, às vezes até se tornando francamente seus defensores.

Isso é tudo.

Roberto Santos (https://www.facebook.com/roberto.santos.3114/posts/10214890731605252)

Facebook, 11 de novembro de 2017 (data da postagem original).

O debate entre esquerdistas e direitistas não faz sentido - Parte 3

1) Hoje, quando se fala em globalismo e elite burguesa, absolutamente ninguém no espectro político, da esquerda à direita, sabe do que se está falando. E isso porque se perdeu a distinção feita pelos economistas clássicos entre 'economia produtiva' e 'economia financeira'.

2) Marx sabia fazer essa distinção, evidentemente, mas não lhe deu muita ênfase, porque ele era muito otimista em relação à industrialização e comercialização das finanças, acreditando que os financistas (os grandes vilões), se enforcariam com a própria corda, uma vez que o próximo passo seria tomar os meios de produção. Expropriar os financistas expropriando a indústria por eles financiada.

3) A elite globalista é, portanto, a inimiga tanto dos trabalhadores quanto da indústria. Ela não é produtiva, como afirmaram todos os economistas clássicos, mas é ela quem dá as cartas hoje - como nem a esquerda nem a direita conseguem identificá-la, por não saberem fazer essa distinção, tanto um como outro acabam por defendê-la, sem querer. Os esquerdistas, por lutarem contra a indústria e o comércio; os direitistas, por acreditarem que TUDO é economia, borrando a distinção entre economia produtiva e economia financeira.

Roberto Santos (https://www.facebook.com/roberto.santos.3114/posts/10214907385581591)

Facebook, 13 de novembro de 2017.

O debate entre esquerdistas e direitistas não faz sentido - Parte 2

1) É quando se chega ao topo da pirâmide que a discussão entre direitistas e esquerdistas vai parecendo a questão do ovo e da galinha. Quando se chega lá, ambos têm a notícia de que o governo e a elite financeira trabalham em conluio para foder com o povão - e aí, então, o direitista (o esquerdista que se diz de direita) diz que é o governo quem corrompe o mercado financeiro e o esquerdista diz que é o mercado financeiro que corrompe o governo.

2) Vejamos o que diz Ibn Khaldun sobre isso, em sua "Introdução à História":

"In gaining control, he does not plan to appropriate royal authority for himself openly, but only to appropriate its fruits, that is, the exercise of administrative, executive, and all other power. He gives the people of the dynasty the impression that he merely acts for the ruler and executes the latter’s decisions from behind the curtain. He carefully refrains from using the attributes, emblems, or titles of royal authority. He avoids throwing any suspicion upon himself in this respect, even though he exercises full control. … He disguises his exercise of control under the form of acting as the ruler’s representative."
3.1) Ibn Khaldun concorda com os esquerdistas, mas ele não é esquerdista. 

3.2) Apesar de a esquerda ter razão nisso, o mais abominável a respeito dela é que ela TRABALHA 100% para eles atualmente. A esquerda conseguiu fazer todos os seus correligionários acreditarem piamente que, ao lutarem contra a indústria e o comércio, estão lutando contra o grande capital

Roberto Santos (https://www.facebook.com/roberto.santos.3114/posts/10214893561315993)

Facebook, 11 de novembro de 2017.

Notas sobre a relação entre perdão da dívida e tomar o país como um lar em Cristo

1) Os economistas clássicos ainda tinham em mente a idéia cristã de que a usura era um grande pecado. 

2) Não só o cristianismo via a usura como um erro, mas toda a antiguidade. Todos os povos antigos sabiam que a classe financista era quem causava a destruição da economia produtiva, enredando a nação numa dívida crescente, impossível de ser paga, e transformando todos os membros da sociedade em escravos dela.

3 Embora o rei sempre se aliasse com os financistas para ferrar com o povo, como acontece hoje, isso era terrível para ele, porque, ao se endividar e não poder mais pagar a dívida pública, o povo emigrava, e a nação perdia sua força militar. Evidentemente os emigrantes se uniriam ao rei vizinho para dizimar seu antigo rei. Para evitar isso, criou-se o mecanismo do perdão da dívida, prática que o judaísmo herdou dos antigos na instituição do Jubileu. 

4) Na época de Cristo, essa prática foi esquecida, e é essa a razão pela qual Ele era tão duro com os financistas e dizia que era para dar ao irmão necessitado que o que pedisse, sem esperar nada em troca. Também era por isso que os fariseus O odiavam tanto: Só Deus, diziam eles, pode perdoar as dívidas, pois Ele é o dono da terra, e eles, os fariseus, eram seus legítimos representantes, não um maluco que se achava Deus.

Roberto Santos (https://www.facebook.com/roberto.santos.3114/posts/10214907785591591)

Facebook, 13 de novembro de 2017.