quinta-feira, 29 de junho de 2017

A moderação ao beber é como saber nadar

vodka - woda (água, em polonês) + ka (pequeno)

caipirinha - aguardente em pequenas doses

1) O que é caipirinha senão aguardente servida em pequenas doses? É de pequenas doses em pequenas doses que se vem a embriaguez, pois você ingeriu tanta água pequena que você está se afogando num grande oceano, em meio a uma grande tempestade que é o alcoolismo, um verdadeiro inferno para as famílias.

2) A moderação é como saber nadar. Se você não sabe nadar, é melhor não beber, pois você vai se afogar.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 29 de junho de 2017.

Notas sobre a relação entre fofoca e má consciência servida através de pequenas histórias voltadas para o nada, dissociadas daquilo que aponta para Deus

plotka - fofoca

plotka => plot (enredo) + ka (pequeno)

1) A fofoca nunca será fundamento para uma grande história digna de ser contada. Afinal, o que é grandioso aponta para Deus, ao passo que a idiotia aponta para a pequenez, o verdadeiro fundamento da fofoca.

2) Por isso, não perca seu tempo contando ou cobrindo histórias que edificarão liberdade voltada para o nada. Como a política no Brasil não é muito diferente de briga de vizinho, como bem apontou o meu amigo Silas Feitosa, então é melhor nos concentrarmos na cultura, sendo a boa política uma expressão da cultura fundada naquilo que é conforme o Todo que vem de Deus.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 29 de junho de 2017.

Comentário sobre uma aula do professor Olavo de Carvalho

1) Olavo, em sua primeira aula do Curso Política e Cultura - História e Perspectivas, retoma a distinção entre nesciência e ignorância, a qual foi estabelecida na Escolástica.

2) A nesciência decorre do fato de você não saber. E enquanto você viveu, você não tinha como saber o que viria depois. Por exemplo: meu avô morreu em 1984 e, naquele tempo, não havia tablets. Ele morreu sem saber o que era isso. Quando eu partir desta pra melhor, certamente haverá coisas no mundo que jamais verei em minha vida - coisas essas que não fui sequer capaz de imaginar ou conceber.

3.1) A ignorância deriva do que é próprio de não orar ou de não comungar, ou mesmo de não amar e rejeitar as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento.

3.2) Existem coisas que eu não sei, mas que deveria saber de modo que possa melhor desempenhar minhas funções de servidor da verdade, pois quem vive a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus deve buscar o conhecimento de modo a servir melhor a quem necessita de instrução, de modo a fazer este mudar de rumo e trocar o errado pelo certo.

3.3) Como conservo o que é conveniente e dissociado da verdade, eu acabo cultivando má consciência em mim e acabo distribuindo isso aos outros. E é por conta dessas coisas que acabo perdendo a amizade com Deus, pois estou pecando, dado que é crime comissivo por omissão, já que estou sendo agente garantidor desse conservantismo, dessa mentalidade revolucionária.

4.1) De uma pessoa podemos fazer dois mapas: o mapa da nesciência e o mapa da ignorância.

4.2) No caso da nesciência, as coisas mudam e isso é indiferente à minha presença no mundo.

4.3) No caso da ignorância, isso depende de uma escolha minha e como essas escolhas afetam o curso da minha vida e daqueles que vêem em mim um modelo a ser seguido. Se tenho má consciência, eu serei um mau exemplo para os meus semelhantes.

5.1) Não tenho como acabar com a má consciência, pois esta corrupção é natural, pois carrego a marca do pecado original.

5.2) No entanto, posso controlá-la de tal maneira que acabe não causando dano a alguém que esteja sob minha proteção e autoridade. E isso pede que eu inclua um excluído que não conservou coisa alguma que era conveniente e dissociada da verdade: Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu na Cruz rejeitado por todos, seja no seu grau mínimo ou no seu grau máximo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 29 de junho de 2017.

Da necessidade de imitar a Cristo de modo a minimizar o senso de conservantismo que há por conta do pecado original

1) Por conta do pecado original, até mesmo uma pessoa bondosa conserva, até certo ponto, certas coisas convenientes e dissociadas da verdade. O psicopata, por sua vez, ignora todo e qualquer limite quando se trata de conservar o que é conveniente e dissociado da verdade. E é por não ter limites que vai fazer disso estratégia para a tomada do poder.

2.1) Para você poder mapear o conservantismo de alguém, você precisa ser um excluído do processo de conservar o que é conveniente e dissociado da verdade. E isso só pode ser feito em Cristo, que foi excluído por todos os que conservaram o que é conveniente e dissociado da verdade.

2.2) Como nunca teremos um horizonte de consciência igual ao d'Ele, a melhor forma de ampliá-lo é conservando a dor de Cristo e imitando seus atos, gestos e palavras até que Ele volte outra vez. Afinal, é conservando a dor de Cristo que você minimiza a tendência natural de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade, coisa que gera má consciência.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 29 de junho de 2017.

Notas sobre como mapear o horizonte político de alguém

1) Olavo fala em horizonte de consciência.

2) O horizonte consciência é delimitado pelas perguntas capitais que deveriam ser feitas de modo a se compreender a verdade, mas que não são feitas por conta de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade.

3) Como o conservantismo é estar à esquerda do pai no seu grau mais básico, então você pode traçar um mapa da ignorância com base no conservantismo.

4) Como o processo é movido por preclusões, a mentalidade revolucionária é movida por conservantismos. Veja o que não se vê por força do conservantismo e você verá Cristo, a verdade em pessoa.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 29 de junho de 2017.


Comentários:

Roseli Maria da Silva: Para fazer isso, é preciso aumentar a superfície de contato mental. É preciso que a pessoa tenha um maior repertório imaginativo - e isso pede ler muita literatura.
 

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Notas sobre a relação entre clima e produtividade (ou notas sobre a principal vantagem comparativa do Brasil em face da Europa, em termos de trabalho outdoor)

1) Em termos de atividade econômica organizada realizada em ambientes externos (outdoor jobs), existem dois tipos de salário: o salário de verão e o salário de inverno. Geralmente, os salários de verão tendem a ser maiores, pois as pessoas tendem a ser mais produtivas no verão do que no inverno.

2) Se o Brasil não fosse essa bagunça que é, este seria um verdadeiro paraíso para se trabalhar. No caso do Rio de Janeiro, dependendo do lugar, você pode trabalhar durante 3 estações. Aqui onde moro, no Pechincha, a primavera, o outono e o inverno são amenos. Por conta do verão rigoroso, não recomendo trabalhar neste tipo de estação, a menos que seja absolutamente necessário.

3.1) Tendo três estações amenas, que equivalem mais ou menos ao verão europeu, isso faz com que a produtividade dos trabalhos seja maior do que aquela realizada na Europa.

3.2) Se os nossos salários fossem pautados nesse padrão, nós acabaríamos ganhando muito mais que os europeus em termos de dias trabalhados, pois podemos ser produtivos em três estações, enquanto eles só podem ser produtivos mesmo em uma, já que os salários tendem a ser reduzidos drasticamente no inverno, que é uma estação naturalmente improdutiva.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 28 de junho de 2017.

Minha especialidade é descascar abacaxis, sobretudo os mais espinhosos

Certa vez me fizeram esta pergunta:

_ Dettmann, qual é a sua especialidade?

Eu respondi o seguinte:

_ Sou especialista em descascar abacaxis, sobretudo esses que são bem espinhosos. Mas estou dizendo isso em sentido figurado; quando me surgem essas coisas cabeludas, como essa maldita Lei de Migração que o Temer sancionou, muitos me vem à porta pedindo minha opinião sobre este assunto, assim como sobre as coisas que decorrem de Ourique, que são a minha área de estudo. Por isso que não é à toa que sou especialista em descascar esses abacaxis, esse pepinos - muitos não têm coragem para enfrentar essas questões complicadas que estou acostumado a enfrentar.

Você pode perguntar ao meu amigo Vito Pascaretta, pois ele é testemunha.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 27 de junho de 2017.

Não há nacionidade na desordem - a não ser na mesa de um intelectual, que é por natureza uma bagunça

1) Certa ocasião, eu havia dito que não há nacionidade na desordem, como vemos na favela, impropriamente chamada de "comunidade".

2) A única exceção a este princípio descrito em 1 é a mesa de um intelectual, pois, para estudarmos as coisas que fazem o país ser tomado como se fosse um lar em Cristo, nós precisamos ter um monte de livros e anotações à mão - e isso acaba fazendo nossas mesas serem uma verdadeira bagunça.

3) É contraditório, mas faz sentido.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 28 de junho de 2017.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Tomar o país como um lar em Cristo não é tarefa fácil porque a vida vivida em conformidade com o Todo que vem de Deus não é fácil

1) Esse negócio de nacionalismo que o mundo fala e mostra na TV é uma simplificação grosseira da realidade, que é muito mais complexa, pois tomar um país como um lar em Cristo não é tarefa das mais fáceis. Afinal, viver a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus não é tarefa fácil.

2) Se a maioria das pessoas fizesse ao menos o esforço de compreender o que é complexo, que sempre nos aponta para o transcendente, certamente muitas delas me chamariam atenção para aquilo em que estivesse errado - e como diz Fernando Pessoa, tudo vale a pena se a alma não for pequena. Mas, ao invés disso, haverá impugnações hostis, por conta de conservarem o que é conveniente e dissociado da verdade, uma vez que o nacionalismo deriva da ideologia, desse nefasto de conjunto de idéias pensadas pelo homem de modo a negar a realidade, fundada na vida vivida em conformidade com o Todo que vem de Deus, que não é fácil.

3) Afinal, se Deus é negado, então o Estado será tomado como se fosse religião, pois tudo estará no Estado e nada estará fora dele ou contra ele. Não existe via alternativa.

4.1) Este é o pano de fundo de tudo o que venho refletindo. Nunca aceitei esse negócio de tomar o Brasil como uma segunda religião, de modo a negar a verdadeira.

4.2) Afinal, se nasci no Brasil, ao menos tenho o direito de saber por que razão estou aqui. E isso me leva a estudar - como a escola não me deu uma boa razão para isso, então eu trilho meu caminho.

4.3.1) Afinal, há pessoas que não compreendem bem as razões pelas quais vivem neste país tão destituído de sentido - a maioria, ao invés de estudar, preferirá emigrar a estudar, o que constitui fuga do problema, fuga da realidade.

4.3.2) Como nada é fácil, o país será tomado como um lar a partir dos poucos que estudam e compreendem o Brasil como ele é, com seus encantos e suas feiuras.

4.3.3) Por isso que digo que este país é para poucos - e esses poucos serão tão numerosos quanto as estrelas do Céu, dado que constituem a minoria fundada no espírito de Abraão, que viveu a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 27 de junho de 2017.

O nacionismo é complexo, mas isso não é vaidade minha

Cristina Bassôa De Moraes: Dettmann, você tem abordado temas muito complexos, de difícil compreensão para a maioria das pessoas. Tenho certeza de você não irá ser compreendido - ao menos, pela maioria das pessoas. Não sei se é esse seu objetivo, ou se é simplesmente formular uma teoria voltada à Ourique e à Monarquia.

José Octavio Dettmann:


1) Eu tenho tentado estudar uma teoria do Estado tendo por fundamento isso que se deu em Ourique. Por isso, corro o risco de ser mal compreendido. Se a maioria das pessoas buscasse estudar essas coisas, certamente eu aceitaria ser corrigido sem problema. Afinal, eu estudo para compreender aquilo que não compreendo, dado que esse negócio de nacionalismo é uma simplificação grosseira, para não dizer vil, da realidade, que é complexa.

2) Eu tenho observado que as teorias de Estado conhecidas não se aplicam ao que houve em Ourique. Por isso, tenho buscado estudar a questão, pois a nossa realidade é muito diferente da dos outros. Trata-se de uma forma que encontrei para compreender essa questão. Como você bem observou, essa questão é complexa. Não faço isso por vaidade, mas porque isso é profundo mesmo.

3) É como se estivesse dizendo o indizível, mas isso não é pretensão minha, pois esse negócio de nacionalismo, da forma como o mundo fala, é uma simplificação muito grosseira da realidade. O buraco é mais embaixo, se levarmos em conta o que foi estabelecido em Ourique. É o que venho observando não só no que Loryel fala, mas também no que o Olavo fala. É como se estivesse abrindo uma porta a um rumo desconhecido.

4.1) Por isso que falei em teoria da nacionidade, pois isso leva a uma teoria geral.

4.2) O que me chama atenção é que o Império Português permanecerá e os impérios de domínio passarão. E novos impérios de cultura vão surgir na História. Talvez o Império Português seja o primeiro de muitos nesta tendência.

4.3) Esses impérios não terão o mesmo papel específico que Portugal teve, mas Cristo dará a outros povos tão pios quanto os portugueses papéis específicos de modo a servir a Cristo no contexto da Cristandade. Basta pedir a Deus e Ele atenderá - e isso será concedido no tempo d'Ele, é claro.

5) Há muito a estudar. Não é assunto para um autor só, pois tem muita coisa que ainda não compreendo, mas isso pede muito estudo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 27 de junho de 2017.

Notas sobre os critérios que devem ser usados para se apurar e reconhecer se um estrangeiro está tomando o Brasil como um lar, amando e rejeitando as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento

Róger Badalum: Que critério você usaria para declarar se o imigrante ama e rejeita as mesmas coisas, tendo por Cristo fundamento?

José Octavio Dettmann:

1) Além da aliança do altar com o trono, que é objetiva, eu usaria o critério de Savigny (o da teoria subjetiva da posse).

2) Quando você nasce no país, você tem o contato com a terra (o corpus). De que adianta ter o contato físico com a pátria, se você não toma o país como um lar, sem ânimo patriótico? Afinal, o ser humano não é uma folha de papel em branco - ele vem de uma família e a família precisa ensiná-lo a amar e a rejeitar as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento. Se essa família serve a si mesma e sem Deus, o filho ficará sem saber de onde veio ou para onde irá. Será apátrida, pois a família não fez o seu papel de educar. E a família termina se abolindo por não fazer o seu papel natural.

3) Quem vem de fora aprende a tomar o país como um lar conhecendo a história de seu país de origem e aprendendo a história do país que irá recebê-lo - e neste ponto ele se torna um diplomata perfeito. E se este país foi fundado pelo Cristo Crucificado de Ourique, então ele aprenderá a amar e rejeitar as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento; quando aprende isso, ele se torna brasileiro, pois tem corpus, tem animus e serviu ao país, pois ocupou a coisa com um fim útil e salvífico. E isto pode ser legado aos descendentes. E essas coisas que falo são provadas com testemunho dos vizinhos e com atestado de bons antecedentes (não condenação na justiça, seja civilmente ou criminalmente). Além dos requisitos subjetivos, como falar a língua ou o tempo de residência, há critérios objetivos, como organizar um negócio e gerar emprego aqui, estudar e colar grau aqui ou ter filhos aqui sob sua dependência econômica.

Róger Badalum: Mas esses critérios são institucionais. Que instituições seriam competentes para apurar esses critérios, em termos de política de imigração?

1) Isso seria matéria do Ministério da Justiça, junto com o Ministério de Relações Exteriores, dado que é condução dos negócios estrangeiros que são úteis à pátria. Seria uma pauta conjunta, interministerial, posto que se trata de Direito Internacional Privado. Se houver um conflito de interesses entre o Executivo e o Judiciário, o Poder Moderador decidirá os conflitos, pois é questão de Estado.

2) Do ponto de vista objetivo, isso pede que o trono esteja em aliança com o altar, como houve em Ourique e como havia nos termos da Carta de 1824, pois fazer o país ser tomado como se fosse um lar, nos termos da Aliança entre o Altar e o Trono, é política que fomenta ordem pública - e essa ordem pública precisa estar em conformidade com o Todo que vem de Deus e não voltada para o nada, como vemos na atual República.

3) Quando o povo está muito apátrida e cheio de má consciência, ele vai precisar da interação com outras pessoas que ensinem a esse povo a tomar o país como um lar - e o imigrante é um professor, pois vem em busca de uma vida melhor e ele certamente saberá honrar o que herdamos em Ourique. E isso pede imigrantes cristãos, pois o país é cristão. Jamais poremos islâmicos aqui, pois são inimigos de Deus.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 27 de junho de 2017.

Dúvida que tirei acerca da Lei de Migração e seus derivados

Perguntaram-me qual é minha opinião a respeito de os imigrantes possuírem os mesmos diretos que os brasileiros natos? (direitos políticos)

Resposta:

1) Se o país for tomado como se fosse religião, em que tudo está no Estado e nada pode estar fora do Estado, então essa concessão é um verdadeiro absurdo. A República é um governo ilegítimo e não pode dispor de algo que não é seu.

2) É por isso que sempre bato tanto na tecla da diferença entre nacionidade e nacionalidade. Para se ter os mesmos direitos dos que nasceram aqui, é preciso que se tome o país como um lar e que sirva a Cristo nestas terras distantes, tal como houve em Ourique. Se você ama e rejeita as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, então você é brasileiro de corpo e alma - e isso tem mais valor do que nascer aqui e cuspir no prato em que se come.

3.1) A grande questão é que o Brasil renega o que foi fundado em Ourique. E se renega o que foi fundado em Ourique, então nada terá sentido, pois a verdade acerca de nossa razão de ser é negada e a liberdade será voltada para o nada.

3.2) A maior prova disso é que aprendemos uma história distorcida, a ponto de odiarmos nossos ancestrais, os portugueses. Se negamos a nobreza disso que houve no nosso passado, então somos apátridas. Se somos apátridas, então haverá um igualitarismo piorado, pois os refugiados são iguais a nós por serem apátridas.

3.3) Como a república brasileira é ilegítima, então isso é uma forma dissimulada de dizer que somos incapazes de tomar o país como um lar. Afinal, eles estão se valendo da própria torpeza, iniciada quando disseram que o Brasil era colônia de Portugal, o que é uma mentira.

José Octavio Dettmann


Rio de Janeiro, 27 de junho de 2017.

Ser brasileiro nato é correr o risco de ser condenado desde o nascimento a abraçar a mentira de que o Brasil foi colônia de Portugal, renegando sua origem e cuspindo no prato em que comeu (por isso mesmo, apátrida)

1) De que adianta ser nato no Brasil se você age como apátrida? Afinal, quem nega aquilo que foi fundado em Ourique e acredita no discurso de que os portugueses foram maus simplesmente não sabe de onde veio nem para onde vai. Por isso, um apátrida, pois nega a nobreza sob a qual este país foi fundado. Por isso, o seu destino é ser biruta de aeroporto - logo, a República é a vocação de quem vive a vida como uma biruta de aeroporto.

2.1) Isso é a prova cabal de que o requisito de que brasileiro nato não é argumento suficiente para ser chefe de Estado. 

2.2) Para ser chefe de Estado, é preciso que você seja pai, que você tome o povo como parte de sua família, pois desde D. Afonso Henriques o soberano é vassalo de Cristo e deve ensinar os que estão sujeitos à sua proteção e autoridade a servir a Cristo em terras distantes. Por isso, ele precisa tomar o país como um lar em Cristo - e mesmo que não tenha nascido nesta terra, deve aprender a fazê-lo pelo bem deste país, pois um dia esta pessoa será chamada para exercer tão nobre encargo, seja nesta vida ou na vida de seu descendente, seu sucessor na virtude.

2.3) Nenhum presidente do Brasil, cargo privativo de brasileiro nato, agiu assim. D. Pedro II nasceu no Brasil, mas ele era filho de D. Pedro I, descendente de D. João VI - enfim, a casa de Bragança descende de D. Afonso Henriques. Por isso mesmo, tem legitimidade para continuar o que foi fundado em Ourique, pois o Brasil é desdobramento de Ourique em terras americanas, uma extensão, uma província de Portugal.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 27 de junho de 2017.

Notas sobre nacionidade e o livre exercício do direito de votar em quer que seja por força do prestígio manifesto

1) Na época em que D. Pedro II reinava no Brasil, ele recebeu muitos votos para ser presidente dos EUA, numa época em que se podia votar em qualquer pessoa para o cargo máximo daquele país.

2) Se um determinado país tem um governante que faz com que o Brasil seja tomado como se fosse um lar em Cristo, é natural que ele seja chamado a ensinar outros povos interessados a fazer isso. E, neste ponto, o prestígio é motivo determinante do voto - e isso é um tipo de nacionidade, pois os americanos daquela época, cansados dos abusos inerentes de seu regime de governo, quiseram tomar o Brasil como um lar por força do prestígio de nosso imperador.

3) Nas atuais circunstâncias, se este regime existisse, seria preferível votar no presidente Duda da Polônia: além de ser um católico no sentido verdadeiro da palavra, ele é um ótimo presidente, um excelente chefe de Estado que faz a Polônia ser tomada como se fosse um lar em Cristo. Diante da falta de nomes que sigam o exemplo do presidente Duda, o vácuo de poder que há neste país poderia ser preenchido por alguém que é tão honroso quanto foi D. Pedro II.

4) O único problema é quem vota: as pessoas deste país andam tão bestializadas que não são capazes de enxergar as virtudes manifestas de alguém - e acabam escolhendo sempre o que há de pior, dado que tomam o país como se fossem religião, em que tudo está no Estado e nada pode estar fora dele ou contra ele. E como já foi dito, o problema é cultural.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 27 de junho de 2017.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Encontrar a própria voz implica encontrar um jeito de dizer as coisas de maneira edificante e em conformidade com o Todo que vem de Deus

1.1) O professor Olavo de Carvalho fala da importância de buscar a própria voz. E para se encontrar a própria voz, você precisa necessariamente dominar a linguagem, as diferentes nuances da linguagem de modo que você possa dizer as coisas de maneira edificante e em conformidade com o Todo que vem de Deus.

1.2) A isso chamamos de arte de bem dizer as coisas (ars bene decit) - uma arte liberal, uma vez que dizer a verdade é prerrogativa dos que têm razão e dos que amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, uma vez que a fala deve ser exercida com caridade e com muita responsabilidade.

1.3) Para se dominar bem sua própria língua, é preciso ler muita literatura e dominar línguas estrangeiras. E para fazer isso, você precisa tomar esses países como parte de seu lar em Cristo, de modo que você possa servir a Ele nestas terras distantes. Assim, você não esquece o que aprende. E só nesse ponto em que você domina as diferentes nuances da língua é que você se torna um diplomata perfeito, pois você vai achar um jeito de dizer as coisas de modo a servir a todos aqueles que amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, estejam essas pessoas dentro de seu país, em outras partes do mundo português, ou na Lusitânia Dispersa (em países onde o português não é língua oficial, mas língua das famílias que tomam esses lugares como parte de seu lar em Cristo junto com o Brasil - como vemos nos EUA, por exemplo)

2.1) Afinal, como você pode ser um diplomata perfeito se você não está presente diante daquele que é o ouvinte onisciente, aquele que é a verdade em pessoa e diante do qual você deve fazer do seu sim um sim e do seu não um não, sob pena de cair no pecado mortal do conservantismo?

2.2.1) Ser um diplomata perfeito não é para homens de papelão, como vemos na maioria dos apátridas nascidos nesta terra biologicamente falando, que não sabem de onde vieram e nem para onde vão, gente essa que a constituição define como "brasileiro nato" (e não é à toa que essa aberração, a Constituição de 1988, está fora da verdade e atenta contra a lei natural, já que nega o que se fundou em Ourique).

2.2.2) Afinal, o diplomata perfeito cria pontes e é sincero para com Deus, sobretudo perante aquele que é o verbo que se fez carne e que habitou em nós. E para isso ele precisa ser um verdadeiro homem - e isso pede imitar a Cristo sistematicamente, que foi verdadeiro Deus e verdadeiro homem, pois foi como nós em tudo, exceto no pecado.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 26 de junho de 2017.

Notas sobre a nacionidade como parte integrante da alta cultura produzida pela civilização portuguesa

1) Quando se toma um país como um lar em Cristo, isto está conectado a um sentido, a uma razão de ser, o que gera um senso de compromisso, uma relação fundadas em direitos e deveres que nos preparam para a pátria definitiva, a qual se dá nos Céu.

2) Esse tipo de coisa é possível para você porque Cristo é a verdade, uma vez que Deus está conosco e nos amparará nos momentos de tribulação, de crise.

3) Ao mesmo tempo em que Ele está conosco, Ele está também em outros lugares, uma vez que isso faz com que sirvamos a Ele em terras distantes, o que implica descobrir os outros sistematicamente, o que faz da diplomacia uma extensão do distributivismo, pois nós criamos pontes entre os nós-nacionais fundados em nossa terra, nossa realidade local, com os nós-nacionais fundados na terra onde fomos enviados de modo a servir a Ele em terras distantes. E essas pontes viabilizam a troca, fazendo com que o errado acabe sendo trocado pela verdade conhecida, observada na conformidade com o Todo que vem de Deus.

4) A verdadeira riqueza se funda no amor à verdade - se não houver amor à verdade, então não haverá prosperidade nem distribuição do senso de tomarmos o país como um lar em Cristo junto com aquele outro que descobrimos, já que este é parte da nossa família em Cristo enquanto batizado. Neste ponto, o comércio é uma ferramenta para a construção dessa ponte - e ela não esta divorciada da evangelização. E é isso que faz do Império Português um império de cultura e não um império de domínio.

5.1) Essa questão de império de cultura é algo que é atemporal. Os impérios de domínio ao longo da história passam, mas o império de cultura fundada no fato de ir até os confins da Terra servindo a Cristo em terras distantes permanece.

5.2) As páginas de história da civilização que os portugueses escreveram é que ditarão o futuro não só do mundo português, mas de todos os povos que vierem a suceder os portugueses no futuro, uma vez que isso é parte da alta cultura.

5.3.1) É por essa razão que o senso de tomar o país como um lar em Cristo - e não como se fosse religião de Estado, em que tudo está no Estado e nada poderá fora dele ou contra ele - é parte da alta cultura luso-brasileira, visto que tenta estabelecer uma Teoria do Estado que visa compreender esta realidade transcendente de modo que possa servir de modelo para as demais nações, se os povos do futuro forem tão amantes de Deus quanto foram os portugueses e seguirem seu grandioso exemplo.

5.3.2) Afinal, não é possível amar e rejeitar as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento se você não tomar o país como um lar em Cristo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 26 de junho de 2017.

Por que o conservadorismo não é uma ideologia?

1) Destutt de Tracy definiu ideologia como um conjunto de idéias pensadas pelo homem de modo a se negar a metafísica, a realidade transcendente, coisa que nos leva à conformidade com o Todo que vem de Deus. Enfim, ideologia é uma gnose, pois o conhecimento é mais importante do que a realidade, a verdade em pessoa.

2) Evidentemente, coisas são pensadas e justificadas de modo a se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade. Em termos de análise documental, ao invés de nos reportarmos ao que os cronistas do reino de Portugal dizem, interpretamos os documentos de maneira distorcida, uma vez que um Estado fundado de modo a servir a Cristo em terras distantes não é uma coisa legítima, já que fomos "colônia" de Portugal. E essa justificação leva à descristianização geral de nossa sociedade, enquanto projeto de poder - e é por isso que digo que conservantismo é estar à esquerda do pai no seu grau mais básico, já que isso prepara o caminho para coisas mais graves, ao edificar toda uma falsa ordem que faz com que a liberdade seja voltada para o nada, divorciada da verdade - o que nos leva ao aprisionamento da alma e à morte.

3.1) É por essa razão que digo que conservadorismo não é ideologia, pois conservar a dor em Cristo é conservar a memória do verbo que se fez carne e que habitou em nós, por ser a verdade em pessoa. E isso tem caráter salvífico.

3.2.1) Se Cristo é a verdade e veio nos trazer a espada, então é inequívoco dizer que Ele quis um Império para si - e escolheu os portugueses para a tarefa de servir a Ele em terras distantes.

3.2.2) E nós conservamos a dor de Cristo quando tomamos as terras em que moramos como um lar em Cristo e fazemos com que os melhores de nossa gente se casem com a gente local. Se casamos com a gente local, é porque nós nos importamos com a salvação da gente que habita essa terra em que vamos morar - e é por conta disso que casamento é um ato nobre, dado que é mútua assistência e mútua santificação, o que faz como que o senso de tomar o país como um lar em Cristo seja distribuído em todos os lugares do mundo.

3.2.3) O filho do casamento tem vínculo com a terra dos portugueses e vínculo com a terra da gente local, a ponto de se tornar um diplomata perfeito, unindo os nós-nacionais de modo a criar um tecido social fundado em duas culturas virtuosas que possam fazer o país ser tomado como se fosse um lar em Cristo, a chamada internacionidade, dado que o todo é maior do que a soma das partes. Contudo, isso não nega a existência das partes, de modo a se fazer uma análise isolada de sua composição, por meio de análises reduzidas.

4) É isto que faz com que Portugal seja um império de cultura e não um império de domínio.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 26 de junho de 2017.

Notas sobre a relação entre Filosofia e História - o caso do pau-brasil

1) Em História, documento é monumento. Os fatos devem ser narrados da forma como estão registrados nos documentos - isso se vierem de cronistas do reino de Portugal; como eram diplomatas a serviço da coroa, eles não podiam mentir ao Rei, sob pena de lesa-majestade (o que prepara o caminho para um crime de lesa-pátria). E como todo funcionário público, o diplomata registra os fatos, certifica e dá fé às coisas. Por isso, você pode tomar estes fatos como se fossem coisa, já que a Coroa está servindo a Cristo, tal como se deu em Ourique.

2.1) De posse de toda a documentação, você poderá desenhar uma cenário do que aconteceu, seja para o bem, seja para o mal.

2.2) O que é bom, fundado na conformidade com o Todo que vem de Deus, precisa ser conservado, pois é conveniente e sensato fazer isso, uma vez que podemos ver o cordeiro sendo imolado de modo a nos salvar dos nossos pecados - e foi do sacrifício definitivo do cordeiro que passamos a ter a verdadeira liberdade fundada na caridade - o verdadeiro liberalismo, em que se conserva a memória da dor de Cristo por meio da eucarisitia.

2.3.1) O que é ruim precisa ser consertado. Exemplo: se o negócio de pau-brasil, da forma como foi organizado, gerou uma má consciência que povoou o imaginário da pátria durante séculos e que perdura até hoje, então essa má consciência precisa ser reformada - e não justificada, como fazem os marxistas. Aqui entra a lição de Heródoto de que é preciso conhecer os erros do passado de modo a modificarmos o presente e não cometermos os mesmos erros no futuro.

2.3.2) Embora exista a anilina, um corante sintético que cria o mesmo vermelho produzido pelo pau-brasil, a árvore tem sua utilidade para a produção de violinos de excelente qualidade. E a música erudita necessita de violinos de boa qualidade de modo a que a alta cultura possa prosperar enquanto atividade organizada e servir seus semelhantes na verdade e na conformidade com o Todo que vem de Deus, pois o que é belo sempre aponta para Deus.

2.3.3) Por isso, é conveniente e sensato reflorestar o país com pau-brasil e explorá-lo de maneira racional, por meio de manejo florestal, de modo a favorecer o desenvolvimento desta atividade organizada, pois isso pode fazer com que o país seja tomado como se fosse um lar, ao usar seu símbolo mais importante de modo a conseguir divisas importantes. Trata-se de uma atividade organizada moralizante e favorece um ciclo de capitalização moral, coisa que nos prepara para a pátria definitiva, que se dá no Céu. 

2.3.4) Como é uma atividade voltada para as futuras gerações, isso faz com que possamos esperar dois ciclos de Kondratiev (dois ciclos de 60 anos, dois ciclos de relação entre pai e filho) de modo que possamos abater um certo número de árvores que nos serão necessárias para atender a necessidade humana por música erudita, que é uma necessidade massificada, dado que leva ao consumismo, a uma liberdade voltada para o nada, fundada no aproveitamento das coisas ser igualmente voltado para o nada, por conta de ser altamente predatório.
José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 26 de junho de 2017.

domingo, 25 de junho de 2017

Aforismos sobre a relação entre guerra, política e cultura

1) Guerra é a continuação da política por meios violentos. (Clausewitz)

2) Política é uma expressão da cultura, tal como o corpo é uma porção limitada de matéria, daquilo que tem forma e ocupa lugar no espaço. (José Octavio Dettmann)

3) A verdadeira causa de uma guerra usta é trocar toda uma cultura fundada no fato de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade por aquilo que decorre do fato de se conservar a dor de Cristo, dor essa que edificou a verdadeira liberdade, dado que o verbo se fez carne. E a mudança do errado pelo certo implica uma guerra cultural, já que a política é uma expressão da cultura e a guerra e a continuação da política por meios violentos, se os meios pacíficos falharem, por conta da obstinação no conservantismo. (José Octavio Dettmann)

4) Se Portugal é um império de cultura, então é preciso estar atento aos primeiros 3 pontos. Não é pelo pacifismo que serviremos a Cristo em terras distantes; isso não é conforme o Todo que vem de Deus, muito menos aquilo que herdamos em Ourique.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 25 de junho de 2017.

Da mudança do regime como ponto de partida para a restauração da cultura (e da verdade sobre a qual este país foi fundado)

Intervenção - feito por intermédio de vênia (licença). E isso pede legitimidade, algo previsto e autorizado em lei.

1) Sempre que há um conflito de interesses entre a classe política e a população, uma solução precisa ser buscada. Esta solução se chama intervenção.

2) Uma dessas formas é a jurisdição, mas isso só funciona quando as regras do jogo são observadas. Quando isso não ocorre, um estado de exceção precisa ser provocado de modo que a relação entre o povo e a classe política volte ao normal. E isso se faz por meio de intervenção militar, prevista na Constituição.

3) Da forma como a República foi construída, por meio de golpe contra a Coroa e por meio de falsificações históricas da realidade, pouco importa se a constituição existe ou não existe, dado que não passa de uma folha de papel que não observa o que foi fundado em Ourique. O que ocorre é que, após a intervenção militar, a constituição é reescrita de modo a manter viva esta ordem conveniente e dissociada da verdade. Já passamos por 6 constituições, sendo que uma vez a cada 25 anos, em média, a constituição é reescrita.

4,1) E como já falei, o conservantismo é estar à esquerda do pai no seu grau mais básico.

4.2) O grande número de vezes em que a carta foi reescrita mostra que a solução pede mudança do regime de volta para a monarquia, uma vez que o exercício do Poder Moderador faz com que o conflito de interesse entre os poderes, ou entre a classe política e o povo, se encerre com a convocação de novas eleições até que haja um grupo de pessoas com a legitimidade necessária para representar os interesses da população de modo a cuidar da coisa pública e fazer o país ser tomado como se fosse um lar em Cristo e continuar aquilo que foi estabelecido em Ourique.

4.3) A principal vantagem da monarquia é que, sendo o monarca neutro, é que o poder moderador protege o povo de maus governos. Mas o mau governo é aquele que perverte tudo o que é de mais sagrado, fundado na conformidade com o Todo que vem de Deus, ainda que o faça de modo populista. Afinal, popularidade não é sinônimo de amizade para com a verdade, com aquilo que fez de Portugal uma nação.

5.1) Mas a monarquia só não basta. Como já foi dito pelo professor Loryel Rocha, a política é uma expressão da cultura, tal como um corpo é uma porção limitada da matéria (daquilo que tem forma e ocupa lugar no espaço).

5.2) Para haver uma mudança, a cultura precisa ser trabalhada - para isso, você precisa trocar as falsificações históricas fundadas na alegação de que o Brasil foi uma colônia - construidas desde a separação do Brasil do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - pela verdade. E isso se faz ensinando a História do Brasil de maneira verdadeira, começando desde a fundação de Portugal na batalha de São Mamede até a aclamação de D. Afonso Henriques como Rei de Portugal na batalha de Ourique (nessa batalha, Nosso Senhor Jesus Cristo diz para ele sobre a missão que os portugueses teriam de modo a servir a Cristandade em terras distantes, o que viria a resultar nos descobrimentos portugueses em favor da causa cristã).

5.3) O Brasil é um desdobramento do que houve em Ourique. Como o país era província do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, ele nunca foi colônia, pois nunca teve um tratamento jurídico diferenciado, em relação ao que se aplicava em Portugal e Algarves. Como parte integrante do Reino Unido, muitos nativos do Brasil foram servidores públicos em Portugal e atuaram nos territórios da África e Ásia (e esta parte não é contada). Por isso, nada mais justo que se faça o resgate dessa parte da História que nos foi sonegada.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 25 de junho de 2017.