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sexta-feira, 31 de março de 2017

Notas sobre a natureza do Direito Constitucional Positivo e de todo conteúdo programático que dele decorre, uma vez promulgada ou outorgada essa carta

1.1) Quando você outorga ou uma promulga uma lei orgânica para ser seguida pelo país inteiro, você necessariamente vai criar conteúdos programáticos de modo que o estabelecido na lei seja cumprido.

1.2) E esses conteúdos programáticos vão desde princípios de aplicação da lei ao caso concreto a medidas administrativas que façam com que certos problemas sociais sejam resolvidos, como a questão de as nossas metrópoles serem um verdadeiro paraíso ao anonimato, uma vez que isso é fora da conformidade com o Todo que vem de Deus e que foi confirmado em lei positiva.

2.1) Se a lei cria conteúdos programáticos, então cria programas metajurídicos de Direito Administrativo, o que cria um pacto entre as gerações de tal maneira que isso se torne uma norma não escrita na sociedade, uma vez que isso pedirá reformas urbanas nas nossas cidades que façam com o que o fenômeno do anonimato, que é próprio das grandes cidades, não seja mais uma realidade entre nós.

2.2) Como disse um professor de Direito Urbanístico cuja aula assisti nos meus tempos em que estudava Direito, toda norma constitucional que não obrigue as pessoas a algo impossível, por ser fora da realidade, pedirá uma estrutura real que deve ser feita de tal maneira que essa norma se torne uma realidade entre nós - e um elemento fundamental de nossa cultura.

3.1) Isso pediria uma política sem ideologia.

3.2.1) Se a política não fosse pautada pela ideologia - uma vez que ela nega a fraternidade universal, coisa essa que vem de Deus -,  haveria um governo de representação real, onde cada classe produtiva deste país teria seus representantes em âmbito local e estes escolheriam as figuras mais destacadas da cidade para o âmbito da província.

3.2.2) Dentre os melhores da província seriam escolhidos representantes na Câmara dos Deputados, levando em conta a importância da província enquanto escola de nacionidade e o desenvolvimento de suas regiões de modo a que sejam melhor representadas perante a nação, que deve ser tomada como se fosse um lar em Cristo.

3.2.3) Após um tempo servindo com honras, os que melhor honraram a província seriam chamados pelo Imperador de modo a compor o Senado - e é do Senado que virão os membros do Conselho de Estado de modo a exercer o Poder Moderador.

4.1) Como o Olavo falou, o Estado, fundado na Aliança do Altar com o Trono estabelecida em Ourique, é a única garantia que faz do Direito Natural uma realidade a ser observada.

4.2) E o Direito Positivo deve e precisa ser um programa metajurídico de Direito Administrativo feito de tal maneira que somente aquilo que é conforme o Todo que vem de Deus se torne realidade, fazendo com que os que não são cristãos sejam convertidos e que tomem o país como um lar em Cristo.

4.3) É neste ponto que o Direito pode ter o seu trabalho evangelizador, dado que está servindo a Cristo tanto na capital quanto em terras distantes, fazendo do país uma escola que está preparando o seu povo para a pátria definitiva, que se dá no Céu.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 31 de março de 2017.

Comentários sobre as coisas que ouvi na vida, por conta de ser escritor

1) Durante muito tempo escutei coisas deste tipo, enquanto exercia meu ofício de escritor:

A) "É só isso que você faz? Não tem outra coisa melhor pra fazer?"

B) "Sendo escritor não tem como ficar rico ou ganhar a vida".

2) Mas ontem, eu ganhei meu dia: "ser escritor é uma bênção. Se não estivesse trabalhando, eu passaria o dia inteiro ajudando você em seu trabalho, José Octavio." (Auridélia, minha assistente).

3) O que faz o meu trabalho ser valorizado é gente lendo o meu trabalho e comprando os meus livros - ou fazendo doações enquanto o livro está sendo feito, de modo a que me aprimore e mais e mais. Semear boa consciência é um encargo muito pesado - não é à toa que estou numa das profissões mais difíceis desta terra.

4.1) A sorte está virando a meu favor. Espero que a providência divina me dê o que preciso de modo a que não troque o ofício de escrever por nada no mundo. Quando a advocacia for saneada, eu poderei advogar e conciliar o trabalho de escritor numa boa. Por enquanto, a advocacia tá mais pra um bico, embora pague muito bem.

4.2) E é justamente por conta disso que as pessoas acabam se corrompendo: o bico remunera melhor que a vocação. Eis porque há crise de vocações nesta terra.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 31 de março de 2017.

Notas sobre a vedação ao anonimato e a questão das grandes cidades

1) A Constituição Federal de 1988 diz que o anonimato é proibido.

2) Se tivéssemos de fazer valer a lei, uma reforma urbana deveria ser feita de tal modo que não houvesse mais megalópoles e que as cidades todas fossem de um tamanho tal em que todos pudessem se conhecer uns aos outros.

3) Se uns conhecessem os outros por conta do tamanho pequeno ou médio de nossas cidades, é porque essas foram fundadas tendo por norte o amor a Deus, já que os habitantes dessas cidades amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento. Haveria uma multiplicidade de Filadélfias em torno da Terra de Santa Cruz.

4) Como a Constituição não tem por centro o Crucificado de Ourique e nem faz da Aliança do Altar com o Trono o norte desta terra, tal como um dia se fez, então a vedação não passa de letra morta.

5) É por conta dessa grave antinomia que a liberdade no país é voltada para o nada, já que isso não passa de utopia. De nada adianta vedar o anonimato se o anonimato das grandes cidades, cujo agigantamento se deu por força de si, não for quebrado. Afinal, a cidade grande é um paraíso para quem quer viver a vida no anonimato, na impessoalidade. E esse paraíso é, na verdade, um inferno na Terra.

6) Para cada reforma na lei positiva, uma reforma urbana e tecnológica deveria ser concebida para que isso possa ser concebido, enquanto realidade. Sem um ideal de vida fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus, qualquer legislação escrita vira utopia - e isso se torna ainda mais grave quando temos o problema da instabilidade política, coisa que é própria de qualquer república.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 31 de março de 2017.

Assim como houve guildas de navegação no passado, um dia haverá guildas de navegação virtual

1) Quando o mar era uma fronteira nova e desconhecida a ser explorada, os homens começaram construindo canoas - e depois vieram os birremes, os trirrremes, os quadrirremes, as caravelas, as carracas, os bergantins etc.

2) Quanto mais conhecimento cada geração acumulava, maior a necessidade de usar este conhecimento com responsabilidade, a ponto de ser um segredo de família e compartilhado com outras famílias que amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento. Não é à toa que houve um tempo em que houve guildas de navegação, como foi, por exemplo, a Escola de Sagres.

3.1) Em tempos rede social, este mar nunca dantes navegado, vai ocorrer provavelmente a mesma coisa.

3.2) Na minha família, meu irmão e somos pioneiros. Meus filhos e meus sobrinhos aprenderão a navegar neste mar com base nas experiências que meu irmão e eu acumulamos e terão suas próprias experiências.

3.3) Se minha família se especializar nisso, acabará criando uma escola de navegação online, que atrairá muitos que desejam a aprender a usar a internet de maneira segura. Com isso, uma comunidade de pessoas é formada - e o conhecimento da navegação online será a primeira linha de defesa da comunidade, em face dos perigos do mundo e da impessoalidade.

3.4) Guildas inteiras terão o tamanho de cidades, onde uma guilda protegerá as outras e colaborará com o trabalho delas, já que a razão de ser dessas cidades é amar e rejeitar as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento.

3.5.1) Será o renascimento da Idade Média.

3.5.2) A insegurança da liberdade voltada para o nada será trocada pela segurança e estabilidade de uma boa amizade - e laços virtuais são o primeiro passo para relações reais de longo prazo, o que torna a troca de longa distância segura, fazendo com que o pais se tomado como se fosse um lar em escala continental.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 31 de março de 2017.

A rede social é uma arma

1) O facebook é ocasião de pecado? Sim, se você tem má consciência e usa este instrumento para o mal.

2) O facebook é ocasião de santidade? Sim, se você faz o que o Crucificado de Ourique manda fazer: servir a Ele em terras distantes.

3) O que digo da minha experiência: não venha para a rede social, a menos que você tenha um propósito salvífico. Se você não estiver pronto para navegar nestas águas, terminará afogado.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 31 de março de 2017.

Política como profissão + Mandato como propriedade do partido + suplência + lista fechada = agravamento do desgoverno de facção

1) Se o mandato é do partido e o instituto da suplência é mantido conveniente e dissociado da verdade, então a lista fechada é prova cabal de que os parlamentares estão se especializando em determinadas situações políticas, seja a de conflito ou a de cooperação (conchavo).

2) Quando a situação parlamentar é a de um grande acordo de comadres, entram os grandes caciques da política, os primeiros nomes da lista fechada. Quando a situação é a de confronto, aí entram nomes como Wadih Damous, Maria do Rosário, Moema Gramacho (Maria do Lixão) - e outros. A suplência ficará nas mãos de quem faz o trabalho de tropa de choque, o trabalho sujo.

3) Isso confirma a tendência de que a política é uma profissão, a tal ponto que os políticos, com base nesse sistema, entram em uma determinada situação política ou parlamentar de modo a que consigam a vitória para o seu partido. Isso é uma evolução na guerra de facções - pois há políticos especialistas em situações políticas, já que isso é parte da guerra estratégica de modo a que o poder seja mantido ou conquistado a todo e qualquer custo.

4) Isso agrava ainda mais a mentalidade revolucionária dessa República - o que agrada ainda mais os progressistas, os revolucionários, pois ele conservam o que é conveniente e dissociado da verdade, uma vez que justiça, para eles, não passa de puro preconceito.

5.1) A estrutura do partido deixou de ser meritocracia branca, fundada em Deus; agora é hierarquia, tal como numa máfia - e nela há uma meritocracia negra, fundada naquilo que o diabo gosta.

5.2) Você começa como um capo municipal e vai subindo na hierarquia do partido até se tornar cacique nacional. É o inverso do cursus honorum, pois só o mais nefasto é que chega ao topo do partido.

5.3) Dentro dos bastidores do partido há o mais puro canibalismo (os adversários serão eliminados até mesmo pela via do assassinato ou do atentado terrorista). A política ficará ainda mais violenta - e isso é mais um indício de que há ditadura por aqui.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 31 de março de 2017.

Notas sobre o mandato ser do partido político: o problema da suplência

1) Eis aí um problema de o mandato ser do partido, nas eleições proporcionais: a suplência. 

2) Veja o caso desse marginal chamado Wadih Damous, do PT-RJ: ele é suplente - e como num jogo de futebol, ele entra em ação sempre que ocorre alguma coisa envolvendo a Lava-Jato - ele costuma entrar toda vez que o Sergio Moro está em Brasília para colaborar com alguma comissão que visa alterar alguma lei importante de nosso ordenamento jurídico (no caso, o Código Penal). O titular entra estrategicamente de licença de modo a que ele entre no lugar e faça o que tem de fazer: terrorismo no parlamento.

3) O PT usa a suplência como tática política - e o faz com maestria, tal como um técnico que maneja seu banco de modo a reverter um resultado desfavorável. O PT coloca marginais especialistas em um determinado cenário parlamentar ou político de modo a que possam entrar em ação, sempre que a coisa estiver desfavorável a eles.

4) Agora vocês entendem por que o Lula futeboliza questões políticas? É por conta disso!

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 31 de março de 2017.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Acessão intelectual num tempo de mentalidade revolucionária causa escravidão

1) Os que edificam liberdade para o nada dizem: "meu corpo, minhas regras". Partem da concepção de que o corpo é uma propriedade.

2) Em meu artigo mais recente, eu disse que havia uma doutrina antiga, do tempo em que o Código Civil de 1916 vigorava entre nós, em que uma casa podia ser adquirida se a razão de ser dela fosse para abrigar o quadro de alguém famoso, o que acabaria se tornando um museu. Trata-se da inversão da regra de que o acessório segue a sorte do principal - desta vez, o acessório, o quadro de alguém famoso, era o principal - e a casa que vai abrigá-lo vai ser o invólucro que vai proteger a obra da intempérie - e neste ponto a casa se torna um museu ou um armazém.

3) As feministas dizem "meu corpo, minhas regras". Se um ambientalista colocar uma melancia no pescoço delas, elas se tornam escravas do ambientalismo. É como se houvesse uma espécie de programação mental ou coisa parecida.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 30 de janeiro de 2017.

Notas sobre nacionidade e acessão intelectual

1) No Código Civil anterior a 2002, havia uma classificação doutrinária chamada acessão intelectual.

2) Havia uma acessão intelectual quando você colocava um quadro de Picasso na parede. E justamente porque esta casa tinha um Picasso na parede que ela se tornava mais valiosa. Isso fazia com que o acessório se tornasse a razão de ser da casa, de modo a ser visitada por todos da comunidade. E de tanto acumular obras de pessoas ilustres, a casa acaba virando museu.

3.1) Outro exemplo: a casa habitada por alguém famoso e que contribuiu para a comunidade de tal maneira que ela fosse tomada como se fosse um lar em Cristo.

3.2) Essa casa acabava se tornando lembrança viva de que alguém importante esteve entre nós - a ponto de que o solo que a abriga acabava se tornando consagrado.

3.3) Seja a casa habitada pela Santa Mãe de Deus, seja a casa de um escritor que viveu a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus, a casa acaba se tornando um exemplo de que devemos tomar o país como se fosse um lar em Cristo. O arquiteto que a projetou acaba sendo tomado por um benfeitor, pois serviu a um santo.

4) É por haver essas pessoas ilustres, que tomaram o país como um lar em Cristo, que esse senso acaba sendo distribuído a toda a comunidade. E a casa, por conta do estilo arquitetônico da época, acaba virando escola de santidade para os arquitetos do futuro.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 30 de março de 2017.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Alguém me fez esta pergunta no inbox

_ José, vejo que você é muito bom na escrita. Por que não funda um jornal conservador?

Eu respondo:

1) Embora seja verdade o que o Olavo fala - de que o começo de carreira dos escritores é no jornalismo -, a verdade é que nunca trabalhei em jornal, já que não tenho formação jornalística e não sei como lidar com jornais.

2.1) Isso sem falar que essas coisas também demandam dinheiro, coisa que eu não tenho.

2.2) Ainda tenho poucos doadores - se tivesse doadores suficientes me doando de maneira regular, eu faria um trabalho dessa natureza.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 29 de março de 2017.

terça-feira, 28 de março de 2017

Será que saber economia é suficiente para se bem governar esta terra? Isto só não basta!

1) Dizem que o presidente deve saber de economia.

2.1) Se economia pressupõe organizar a casa de tal maneira que ela produza riquezas, então isso pressupõe que você estude nacionidade antes - o que implica tomar o país como um lar, tendo por Cristo fundamento.

2.2) Afinal, a riqueza é o meio de que dispomos modo que o bem comum seja aprimorado de tal maneira que isso nos prepare para a pátria de definitiva, que se dá no Céu.

2.3) Se ela for tomada como se fosse religião, vira capitalismo (idolatria pelo dinheiro, o que atiça os invejosos, os comunistas, que se alimentam dessa liberdade voltada para o nada edificada por aqueles que amam o dinheiro como se fosse um Deus)

3.1) De nada adianta adianta a riqueza ser vista como salvação, dado que isso edificará salvacionismo e isso acabará edificando liberdade com fins vazios - e tudo o que for pensado dessa maneira terá efeito temporário, nunca permanente - a maior prova disso é o sem-número de constituições que já tivemos (7, desde que houve o fatídico golpe de 15 de novembro de 1889).

3.2.1) Para se bem governar, isso pede ao bom governante o estudo da organização social de modo a que se produza riquezas e que isso beneficie a todos que habitam esta terra, enquanto decisões políticas  - e isso tudo pede necessariamente aliança do Altar com o Trono, tal como foi estabelecida em Ourique.

3.2.2) Sem a monarquia, tomar o país como um lar fica sem sentido, dado que foi através dela que passamos a ter uma razão de ser neste mundo, de modo a bem servir a Deus.

3.2.3) E a restauração da monarquia é parte do resgate do senso de se tomar o país como um lar. Afinal, nacionismo é cultura - e estou convertendo a necessidade de tomar este meu país como um lar como a base da minha liberdade, da minha razão de ser já que isso me leva à conformidade com o Todo que vem de Deus

3.2.4) Por isso mesmo, quem chefia o Estado deve saber de História do Brasil tendo por referência a fundação de Portugal em Ourique, assim como amar e rejeitar as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento. Assim, o exercente deste Poder poderá moderar os conflitos de modo a que o Executivo, o Legislativo e Judiciário trabalhem em prol do povo. Afinal, o povo deve ser tomado como parte da família do governante, nunca como animais de baia, tal como a República está fazendo conosco, há 128 anos.

3.2.5) Do mesmo modo, o exercente deste poder deve estudar economia como um meio que prepara o caminho para a salvação de todos, de modo a que o maior número de pessoas possível vá para a pátria definitiva, após servir a Cristo nestas terras e em terras distantes, de modo que ambas sejam tomadas como parte de um mesmo lar em Cristo, que é exatamente isso que herdamos, a partir de 1500.

3.2.6) Esse tipo de coisa leva ao distributivismo - afinal, de nada adianta ser mais rico se isso corrói a alma do indivíduo, levando-o à apatria na pátria celestial, de modo a desligar esta terra àquilo que decorre do Céu.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 28 de março de 2017.

A teoria da nacionidade pré-existe a qualquer discussão processual (os fins devem ser antepostos aos meios)

Andréa Martins:

1) José, Estou precisando de uma orientação sobre direito processual civil e pensei que talvez você pudesse me ajudar.

2) Eu estou acompanhando um debate sobre a Teoria da Relação Jurídica no Direito Processual versus a Teoria do Processo como Instrumento, em que um dos palestrantes sustenta que a Teoria da Relação Jurídica é romana, totalitária, que sustentou o nazismo, o fascismo de Mussolini, e que a Constitucionalização do processo criada na América Latina é a única compatível com o Estado Democrático de Direito.

3) Infelizmente, não tenho a fundamentação filosófica, histórica e jurídica para analisar essa linha teórica, mas isso tá me cheirando muito mal.

4) Por isso estou pedindo sua orientação, sua opinião sobre o tema, se você a tiver, e obras indicadas para que eu possa entender a discussão e não ser envenenada com teorias marxistas. Agradeço desde já.

José Octavio Dettmann:

1) A respeito dessa discussão, eu não tenho muito conhecimento sobre isso, mas pretendo estudar esse assunto assim que puder.

2) Para entender este debate, contudo, você precisa antes saber qual é o fim do Estado que está sendo esposado. Ou o país deve ser tomado como se fosse um lar em Cristo ou deve ser tomado como se fosse religião, em que tudo está no Estado e nadapode estar fora dele ou contra ele - e como diria o Olavo, não há terceira via.

3) Por isso mesmo, recomendo meus estudos sobre nacionidade e nacionalidade - como é um debate jurídico e filosófico no âmbito da constituição, então ele está acima do debate processual, em termos de hierarquia (pelo menos, é isso que o pessoal do Direito costuma pensar). Por isso, peço que vá ao meu blog e faça uma pesquisa sobre os posts em que falo sobre nacionidade. Isso em si mesmo já daria um livro.

Atenciosamente,

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 28 de março de 2017.

Petróleo, nióbio e grafeno são recursos, não ideologia

A) Vargas fez de um hidrocarboneto uma ideologia.

B) Enéas fez do nióbio uma ideologia.

C) Bolsonaro fará do grafeno uma ideologia.

1) Até quando vamos ver milicos agindo como embaixadores de um futuro que talvez nem se realize? Isso já aconteceu tantas vezes e isso eles não aprendem. É por isso que considero essa gente muito estúpida. E a estupidez leva à apatria

2) Se isso é postura de esquerda, ser embaixador do futuro que se adia por si mesmo, então Bolsonaro é também esquerdista, ainda que se diga de direita - e os militares, influenciados pelo positivismo, são exatamente assim.

3.1) Infelizmente, para a circunstância atual, ele é a única opção que temos.

3.2) Não há nenhum político que se enquadre naquilo que defini - a não ser o presidente Duda, da Polônia, ou a Família Imperial, que está acima da política, pois eles são os titulares do Poder Moderador que deve reger esta terra, para o seu próprio bem. Até haver um que se enquadre nisso, esse político certamente deve passar ao menos uns 20 anos estudando História do Brasil a sério, sem se deixar contaminar pelo quinhentismo. 

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 28 de março de 2017.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Carta especial aos meus leitores

1.1) Quando uso o termo liberal, eu não uso o termo da forma como muitos usam: de forma vazia, voltada para o nada.

1,2) Até porque eu diferencio liberal (o que é livre em Cristo, pois a verdade - fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus - edifica uma verdadeira ordem salvífica que nos prepara a pátria definitiva, que se dá no Céu) de libertário (que busca liberdade fora da liberdade em Cristo, conservando o que é conveniente e dissociado da verdade, criando pontes ou caminhos voltados para o nada, para o vazio).

1.3) Faço isso porque segui o conselho do Olavo de estudar a linguagem. E a língua portuguesa tem várias nuances: liberal-libertário, conservador-conservantista e outras tantas. Embora o dicionário diga que são sinônimas, a verdade é que essas coisas são diferentes, se você parar pra refletir.

2.1) A maioria dos que se dizem de "direita" não fazem esse trabalho de dominar as nuances da linguagem - e acabam se tornando esquerdistas sem perceberem, pois não conseguem se libertar da ignorância. Por essa razão, eles acabam confundindo alhos com bugalhos e acabam criando organizações políticas proporcionais a esse estado de confusão.

2.2) Quando trabalho com essas dicotomias, eu consigo verbalizar coisas que estavam escondidas, já que eu não aceitei a definição do dicionário de que são sinônimos, já que isso é fora da realidade.

2.3) Se você consegue verbalizar com precisão essas nuances da linguagem, você nunca mais precisará reduzir as coisas a uma crença de livro. Afinal, não podemos interpretar a Bíblia ao pé da letra - do mesmo, modo o dicionário.

3.1) A maioria dos que discordam do meu pensamento não se deram nem o trabalho de ler tudo o que escrevi.

3.2.1) Geralmente chegam discordando de maneira peremptória, pois o que escrevo, de alguma forma, está ferindo uma vaidade que estes estão a conservar conveniente - e essa vaidade está fora da verdade, que é Cristo. E isso corrobora a importância de se ter um estilo literário eficaz, pois isso desmascara essas vaidades a ponto de chegarem discordando peremptoriamente, o que revela a prepotência do sujeito.

3.2.2) Se eles amassem a verdade, eles me perguntariam: "José, qual é o fundamento da sua crítica? Preciso saber, antes de julgar se está errado ou não". E reportaria aos meus escritos anteriores.

3.2.3) Pessoas como Werner Nabiça Coelho e Conde Loppeux de la Villanueva foram sumariamente bloqueadas justamente porque não fizeram o que manda o bom senso: estudar o meu trabalho, antes de discordarem do meu pensamento, de maneira peremptória - pessoas como o Douglas Bonafé, ao contrário, fazem questão de estudar o que escrevo e sabem muito bem que sou muito cuidadoso nas minhas reflexões, pois sempre tento motivar as coisas da melhor maneira possível - e se estou errado, elas farão a crítica de maneira fundamentada, o que me agrada e muito, pois isso me corrige fraternalmente. É disso que eu gosto.

3.2.4) Às vezes, tenho a impressão de que um juiz da inquisição me trataria com muito mais indulgência do que esse "conservadores" de facebook, que não passam de uma farsa. Afinal, eu amo a verdade - e farei as correções necessárias.

4.1) Posso não ser celebridade, mas tenho um trabalho de 3100 artigos feitos e um blog onde vocês podem encontrar tudo o que produzi. Ninguém pesquisa porque ninguém quer.

4.2) Afinal, eu não surgi da noite pro dia: passei 7 anos aprendendo o que precisava aprender antes de começar a escrever o que penso. Só em 2014, livre dos compromissos, é que passei a ser escritor em tempo integral - e aí minha jornada começou.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 27 de março de 2017.

Notas sobre um conhecimento de família



1) Certa ocasião, minha mãe recebeu de uma aluna uma colônia, capaz de converter leite em iogurte.

2) Experimentamos todas as marcas de leite possíveis. A que mostrou resultados mais consistentes foi com o Leite Calcar, leite importado do Uruguai.

3) O bom de termos esta colônia é que sabemos se o leite é de boa qualidade ou não. Quando o leite é bom, o iogurte fica cremoso; quando não é bom, o leite fica aguado.

4) No verão, é difícil produzir um iogurte cremoso, mesmo com leite bom. Como estamos na transição para o frio, os resultados ficam excelentes.

5) Se vocês conhecerem outras marcas de leite boas para se fazer iogurte, me digam que eu falo para os meus pais.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 27 de março de 2017.

domingo, 26 de março de 2017

Notas sobre o feminismo e a liberdade voltada para o nada que isso edifica

1) Esse negócio de "lugar de mulher é onde ela quiser" já encheu a paciência. Isso edifica liberdade para o nada.

2) A vocação da mulher é a maternidade, que é um caminho santificador. Então, ela naturalmente passará mais tempo em casa de modo a cuidar dos filhos. Isso não impede que ela possa trabalhar como autônoma no tempo livre, já que tocar uma atividade econômica organizada pede dedicação e isso pode ser problemático para a estrutura da família.

3) Se tivesse uma esposa trabalhando, eu não me incomodaria com o fato de que ela continue trabalhando. Embora eu seja homem e não tenha habilidades manuais nem domésticas, eu ajudarei minha esposa no que for possível. A advocacia está uma lástima e eu a pus de lado - quando esta for saneada, aí eu exerço a profissão para a qual eu me preparei durante 7 anos. Mas farei isso quando os nossos filhos já estiverem crescidos.

4) Enquanto cuido dos filhos, farei o que puder para continuar escrevendo. Se uma idéia vier, eu anoto no caderno - e quando minha esposa voltar pra casa, ela volta a ser dona de casa e eu volto a ser escritor em tempo integral.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 26 de março de 2017.

sábado, 25 de março de 2017

A indolência do proletário, do apátrida, é a mesma do indígena

1.1) Se um lugar é tomado como se fosse um lar, é porque há um dono. E esse dono ocupa esse lugar porque Deus permitiu que o ser humano se ocupasse das coisas, de modo a que as coisas apontassem para aquilo que é conforme o Todo que vem de Deis.

1.2) Por isso mesmo a propriedade privada se dá por conta da ocupação perpétua das coisas e e capitalização se dá por força do trabalho acumulado que se dá ao longo do tempo.

1.3) Savigny dizia que dois são os requisitos da ocupação, enquanto forma originária de se obter a propriedade das coisas: corpus + animus. Se não houver uma conjugação desse corpo com a alma, o país não pode ser tomado como se fosse um lar em Cristo.

2) O proletário não tem esse senso - embora tenha contato com o corpus, ele, tal como o índio, não tem o animus, posto que não é capaz de estudar a História do Brasil e de modo a ver o Cristo Crucificado de Ourique, que nos mandou servir a Cristo em terras distantes - e esta terra foi ocupada por força dessa missão.

3) Acredito que deve ser por isso que o indianismo é muito forte em nossa cultura. Como o índio é um ser indolente, então o apátrida ser caracteriza por ser indolente e aceitar a todos as esmolas assistencialistas que decorrem desse governo totalitário, como a CLT ou mesmo o Bolsa Família. Por isso que não saímos desse totalitarismo nunca.

4) O indianismo deve dar lugar aos portugueses e seus descendentes, os bandeirantes, o seu lugar de direito. E é assim que se toma como um lar em Cristo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 25 de março de 2017.

Notas sobre monismo e dualismo (o caso das duas dicotomias Direito Interno x Direito Internacional e Direito Natural x Direito Positivo)

1.1) Direito Interno e Direito Internacional são círculos concêntricos, nunca círculos secantes.

1.2) É por meio deles que o direito positivo acaba servindo como um sistema de garantia política que confirma aquilo que se conhece em termos de direito natural, de modo a que não se traia a aliança do altar com o trono edificada em Ourique.

2) A maior prova disso é que as demandas internas do pais, de modo a que este seja tomado como se fosse um lar em Cristo, fazem com que o governo atue em terras distantes de modo a fazer outras pessoas em terras distantes colaborarem com a missão salvífica que se opera nesta terra, de modo a que isso se torne realidade. Por isso toda importação leva a uma exportação futura.

3) Se faço com que meu país seja tomado como se fosse um lar em Cristo, então estou fazendo da minha causa nacional uma causa universal, pois ela afetará todos os países que amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, que seguirão o exemplo de nossos ancestrais, os portugueses.

4) Se o país é tomado como se fosse religião, em que tudo está no Estado e nada pode estar fora dele ou contra ele, inviável fica o processo de descoberta do outro, o que causa uma espécie de entropia, visto que para se tomar o país como se um lar você precisa se universalizar primeiro. Como a matriz da nossa civilização está na Europa e em Portugal, então acabamos nos tornando apátridas, de maneira sistemática, dado que o nacionalismo manipula o passado e perverte nossa identidade nacional, nossa razão de ser na História e nosso sentido vocacional enquanto civilização.

5) Se o Direito Internacional e o Direito Interno forem vistos como instâncias independentes, dualistas, então o direito positivo fica dissociado do natural. Pois é dualismo que gera um outro dualismo, uma espécie de capitalização imoral que prepara o caminho para que a liberdade seja voltada para o nada, o que favorece a mentalidade revolucionária.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 25 de março de 2017.

Notas sobre a relação entre apatria, voto facultativo e proletarização da sociedade

1) No sentido romano do termo, proletário é aquele que não contribui em nada com a comunidade política, a não ser botando filho no mundo de modo a que o mundo possa criá-los a própria sorte.

2.1) Se o país é tomado como se fosse um lar em Cristo, não votar não é opção, dado que é exercício de um dever patriótico, dado que é exercício de legítima defesa sistemático, de modo a destituir um mau político ou um mau regime político. Afinal, o eleitor é juiz e está colaborando com o Imperador, que no exercício do Poder Moderador é também juiz. Trata-se de princípio da inafastabilidade, pois o eleitor, enquanto juiz, deve apreciar as lesões que um mau político causou à nação bem como a ameaça de lesão que pode vir a acontecer se escroques como Renan Calheiros forem mantidos no Congresso Nacional, por exemplo.

2.2) Se o voto se torna facultativo, então a liberdade é voltada para o nada - e aquele que não contribui para a sociedade política não passa de um proletário, que é uma espécie de apátrida.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 25 de março de 2017.

Notas sobre a animalização do ser humano e o fim da política e da História

1) Do jeito que está a coisa, até o errado dá certo.

2) Se falar a verdade viola o conforto psicológico daquele que conserva o que é conveniente e dissociado da verdade, então a reação do conservantista é instintiva, tal qual um animal. E é esse instinto faz do ser humano, enquanto animal político, um ser extinto, uma vez que a razão morreu - e se a razão morreu, Deus também morreu, de alguma forma, dado que a fé em Deus foi negada por meio do racionalismo puro dos iluministas.

3) Então, neste sentido, podemos falar em "extinto de sobrevivência", pois esse instinto de vida aparente leva à morte eterna.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 25 de março de 2017.

Comentários complementares relativos àquilo que escrevi


1.1) A natureza jurídica do voto no sufrágio, bem como os motivos determinantes do voto do eleitor, são matéria de ordem pública, tanto que está inserido no rol dos direitos indisponíveis, uma vez que a manifestação política negativa é também um direito público subjetivo. Muito diferente da escolha divina do Papa, coisa que dá através da revelação divina, uma vez que Deus, em sua Soberania, não tem obrigação legal de prestar contas de suas escolhas ou de seus escolhidos, pois Ele é o legislador. Por isso mesmo, o Estado, que é uma criação humana, não pode ser tomado como se fosse religião.

1.2) Em matéria de ordem pública, a publicidade é a regra, uma vez que o anonimato implica em negar à sociedade e ao sistema democrático a transparência e o controle necessários a sua legitimidade e lisura.

1.3.1) O voto secreto é a prova cabal de que não há liberdade política verdadeiramente falando, pois o eleitor está à mercê das retaliações e revanchismos das grandes oligarquias que se encontram no poder.

1.3.2) A maior prova disso foi o Estatuto do Desarmamento - a maioria do povo o rejeitou, mas o governo contornou a vontade popular por meio de medidas administrativas, inviabilizando o direito à defesa pessoal em todos os sentidos.

2.1) Num sistema que se diz democrático, garantista e livre, ocultar a manifestação cívica é, no mínimo, um contrassenso.

2.2)  O direito a essa ocultação perverte a legitimidade e dificulta a fiscalização. Do mesmo modo, a obrigatoriedade do voto é um voto de cabresto também, dado que é um cabresto geral e impessoal, dado que o voto secreto estimula a fraude eleitoral e compra e venda de votos, gerando uma captação ilícita de sufrágio.

2.3) Para se contornar esse problema, temos o sistema do VOTO A DESCOBERTO, sistema esse praticado nos países escandinavos.

2.4) Nele, o voto do eleitor, bem como os motivos determinantes de seu voto, são vinculados a sua identidade - e esses dados ficariam armazenados na Justiça Eleitoral. A pedido do interessado, o voto do eleitor pode se tornar público, caso haja suspeita de que o eleitor é um mau juiz, por haver trocado seu voto por um prato de comida. Isso acabaria anulando todos os votos dos eleitores do PT, por exemplo, matando a base de sustentação do partido, o que o elimina do cenário público de vez.

3.1) Acredito que essa obrigatoriedade do voto tem objetivo de dar uma falsa robustez à democracia, uma vez que haverá sempre votação intensa, o que camufla um possível desencanto com esse regime de governo, que é revolucionário em sua essência. Isso explica a manutenção do regime republicano, que faz o país ser tomado como se fosse religião, em que tudo está no Estado e nada poderá estar fora dele ou contra ele.

3.2) No caso da monarquia - em que o país é tomado como se fosse um lar em Cristo, por força da Aliança do Altar com o Trono edificada em Ourique -, não votar não é uma opção, pois votar é um dever patriótico. Se eu não votar, posso ser tomado como apátrida, visto que não estou tomando meu país como um lar em Cristo.

Catolicismo Explicado (compilação feita por José Octavio Dettmann)

Rio de Janeiro, 25 de março de 2017.

sexta-feira, 24 de março de 2017

No mundo espiritual, o voto é secreto porque os motivos determinantes da eleição do Papa vem de Deus e suas razões constituem um verdadeiro mistério que devemos aceitar, pois isso decorre de uma verdade de fé

1) O conclave tem voto secreto porque não são pessoas que votam numa pessoa. É o Espírito Santo que conduz os eleitores de modo a que escolham aquele que melhor exemplifica as qualidades necessárias de modo a ser um bom vigário de Cristo, um bom pastor das ovelhas que vivem a vida na conformidade com o Todo que vem de Deus.

2) Como o Espírito Santo é Deus, então os motivos determinantes da escolha são próprias do mistério da fé. Por isso mesmo, os votos são queimados, de modo a que não pensem que são os cardeais quem escolhem o Papa, ao invés de Deus.

3) Afinal, a condução dos rumos da Igreja Católica é muito diferente daquela em que ocorre na política de um país, que é pautado numa ordem temporal, regida pelo bem comum.

4.1) É de interesse do bem comum que não haja segredo.

4.2) Como o voto secreto mascara os motivos determinantes do voto do eleitor, então a votação não visa ao bem comum, mas sim em conquistar as benesses prometidas por aquele deputado safado, que faz o eleitor trocar o voto por um prato de comida. E o voto secreto é a marca da fisiologia, do populismo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 24 de março de 2017.

Catolicismo Explicado:

1) Os motivos da escolha do candidato à assunção ao cargo eletivo devem ser sempre públicos - o que é muito diferente da escolha divina pela revelação, uma vez que Deus, em sua Soberania, não tem obrigação legal de prestar contas de suas escolhas ou de seus escolhidos, pois Ele é o legislador.

2) O voto secreto é a prova cabal de que não há liberdade política verdadeiramente falando, pois o eleitor está à mercê das retaliações e revanchismos das grandes oligarquias de poder. A maior prova disso foi o Estatuto do Desarmamento - a maioria do povo o rejeitou, mas o governo contornou a vontade popular por meio de medidas administrativas, inviabilizando o direito à defesa pessoal em todos os sentidos.

3) O sistema escandinavo tinha uma forma de sufrágio interessante. Ela era chamada VOTO A DESCOBERTO, que é um sistema onde o voto do eleitor é vinculado a sua identidade - caso haja solicitação perante a Justiça eleitoral por parte dos partidos, entes públicos ou mesmo privados, o voto poderá poderá se tornar conhecido publicamente ou apenas ao interessado que solicitar.

Notas sobre o voto secreto

1.1) Quando havia o voto de cabresto no tempo da República Velha, o coronel intimidava seu dependente - e essa intimidação podia resultar na destruição do pouco que este tinha, bem como de sua família.

1.2) Por isso, o sigilo do voto foi instituído como uma maneira de proteger a família do votante, pois as relações sociais eram de servidão. Isso pra não falar que a política brasileira estava pautada em partidos ideológicos desde o II Reinado - e com a eliminação do Poder Moderador, esses partidos ideológicos começaram a partir para a Guerra Civil, seja ela fria (como estamos vivendo agora) ou quente (que resultou na Revolução Constitucionalista de 1932).

2.1) Nos tempos de hoje, a aparente solução acabou se tornando um problema, pois o sigilo da votação é uma forma de mascarar os motivos determinantes do voto do eleitor, uma vez que Direito Eleitoral é matéria de ordem pública, pois é matéria em que o eleitor diz o direito.

2.2) E justamente porque os motivos determinantes do voto estão mascarados que a opinião do mais ignorante tem o mesmo peso da opinião do mais esclarecido, assim como a opinião do mais jovem tem o mesmo peso que a opinião do mais experiente, do mais idoso - e isso é fora da lei natural, pois isso é um atentado à conformidade com o Todo que vem de Deus.

2.3) E é justamente porque os motivos estão mascarados que o político compra os votos do eleitor com o assistencialismo. Acredito que o populismo tem profunda relação com o sigilo do voto.

3.1) Se o voto fosse aberto, aquele que comprou o voto do eleitor por um bolsa família, por exemplo, acabaria sendo detectado e eliminado do certame.

3.2.1) Para que o voto seja aberto, é preciso que a política não seja fundada num governo de facções, mas num governo de representação em que as classes produtivas vêem-se umas as outras como irmãs e que tomem o pais como se fosse um lar em Cristo, o que pede uma sociedade em que Deus seja o centro de todas as coisas. E isso, pede a restauração da monarquia e abolição da República.

3.2.2) Infelizmente, em tempos de sociedade descristianizada e desarmada, o PT usaria de intimidação e violência de modo a coagir os eleitores a declararem seus votos no PT

4.1) De alguma forma, as relações sociais no Brasil como um todo evoluíram (ao menos, de maneira aparente).

4.2.1) Digo isso porque elas saíram do feudalismo do cabresto e entraram em tempos modernos em menos de um século, pois as relações sociais estão mais pautadas na cultura liberal.

4.2.2) Mas não é daquele liberalismo que tanto falo, pautado no fato de se conservar a dor de Cristo. Na verdade, nós estamos a viver tempos de falsa liberdade edificada pelo libertarismo conservantista, pois essa liberdade está fora da verdade e edificando liberdade para o nada, o que fomenta totalitarismo a longo prazo. Isso ocorre em algumas regiões do país, por conta das desigualdades regionais.

4.3) Enquanto não combatermos essa onda libertário-conservantista, que está fazendo o papel de salvar o comunismo, todo o esforço que estamos fazendo para combater o comunismo acabará se voltando para o nada.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 24 de março de 2017.

Comentários adicionais:

Catolicismo Explicado:

1) A natureza jurídica do voto no sufrágio é PÚBLICA, tanto que está inserido no rol dos direitos indisponíveis. A publicidade é a regra nas relações de ordem pública. O anonimato, por sua vez, implica em negar a sociedade e ao sistema democrático a transparência e o controle necessários a sua legitimidade e lisura.

2) Num sistema que se diz democrático, garantista e livre, ocultar a manifestação cívica é no mínimo, um contrassenso. O direito a essa ocultação perverte a legitimidade e dificulta a fiscalização. Do mesmo modo, a obrigatoriedade do voto, é um voto de cabresto também, dado que é um cabresto geral e impessoal.

3) Numa democracia, a manifestação política negativa é também um direito público e subjetivo. Acredito que essa obrigatoriedade do voto tem objetivo de dar uma falsa robustez à democracia, uma vez que o voto haverá sempre votação intensa, o que camufla um possível desencanto com esse regime de governo, que é revolucionário em sua essência.

Notas sobre parceria público-privada

1) O instituto da parceria público-privada parte do pressuposto de que o poder não está acima da sociedade, mas que está disperso em toda a sociedade, que toma o país como se fosse um lar em Cristo.

2) Para se fazer uma parceria com o Estado, ele deve estar em aliança com aquilo que foi estabelecido em Ourique. Como o Rei é vassalo de Cristo e é o Estado em pessoa, ele é a garantia pessoal de que os direitos de seus súditos estão garantidos, pois ele é Rei pela graça de Deus, uma vez que Deus está nele de modo a governar o povo de todo o mundo português.

3) Num contexto em que o Estado é tomado como se fosse religião, em que tudo está no Estado e nada pode estar fora dele ou contra ele, a parceria público-privada é feita de tal maneira a concentrar bens em poucas mãos, expropriando os bens das pessoas sob a alegação vazia de que a propriedade deve cumprir a sua função social. Assim, o bem arrecadado vai para as mãos dos asseclas do partidão, que manterão sua boquinha a todo custo, por meio de constante corrupção.

4) Para o Estado ser a garantia da propriedade privada, todo o povo deve ser visto como parte da família do governante - e todos devem amar e rejeitar as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 24 de março de 2017.

Frase, oração e período

É triste ver que muitas pessoas estão em conformidade com o Todo que vem do marxismo cultural. Elas estão agindo na sociedade sem perceberem o mal que estão praticando.

Frase 1

é triste = predicado nominal

é = verbo de ligação

triste = predicativo do sujeito.

"ver que muitas pessoas estão em conformidade com o que vem do marxismo cultural" é o sujeito da oração. É uma subordinada substantiva subjetiva.

A subordinada substantiva subjetiva pode ser transformada desta forma:

Ver muitas pessoas pessoas estarem em conformidade com o Todo que vem do marxismo cultural é triste.

Frase 2

Elas estão agindo na sociedade / sem perceberem o mal que estão praticando

sem perceberem = sem que percebam

"sem perceberem o mal que estão praticando" está atuando como um advérbio de modo - por isso, tem dependência sintática em relação à oração principal "elas estão agindo na sociedade".

Quando há um advérbio dessa natureza, é facultativo colocar uma vírgula.

Elas estão agindo na sociedade, sem perceberem o mal que estão praticando.

A frase 2 explica a frase 1. Eis a relação entre elas:

É triste ver que muitas pessoas estão em conformidade com o Todo que vem do marxismo cultural, pois elas estão agindo na sociedade sem perceberem o mal que estão praticando.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 24 de março de 2014.

Notas sobre a relação entre presente do subjuntivo e infinitivo pessoal

É melhor saber = É melhor que eu saiba

É melhor saberes = É melhor que tu saibas

É melhor saber = É melhor que ele saiba

É melhor sabermos = É melhor que nós saibamos

É melhor saberdes = É melhor que vós saibais

É melhor saberem = É melhor que eles saibam

O infinitivo pessoal tem profunda relação com o presente do subjuntivo. Como o presente do subjuntivo está presente em orações subordinadas, a forma reduzida é o infinitivo pessoal.

Quando a pessoa tiver dúvidas quanto à conjugação do infinitivo pessoal, é só lembrar do presente do subjuntivo, que é o seu equivalente mais desenvolvido.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 24 de março de 2017.

Notas sobre as dificuldades de se ter uma família grande

1) Dois são os maiores óbices à uma família numerosa: custo de vida elevado e a tendência de se criar casas cada vez menores, de modo a que a prática se torne inviável.

2) O custo de vida pode ser reduzido se as famílias tiverem condição de plantar a própria comida - e isso pede uma casa com quintal, coisa que não é possível nas grandes cidades.

3) O segundo problema pede que o governo das cidades seja tomado, de modo a que a política seja dirigida com base em fundamentos católicos. A matéria de edificações parte do plano diretor da cidade - e isso pede que o prefeito e os vereadores não sejam influenciados pelos que amam o dinheiro mais do que a Deus.

4) Mas o prefeito da grande cidade precisa da colaboração dos prefeitos das cidades menores de modo que o inchamento da cidade grande se reduza, pois a população precisa ser deslocada para um território onde ela possa ter condições de vida mais digna. Se as cidades grandes puderem ajudar as pequenas no desenvolvimento de serviços que façam com que o habitante da cidade grande a troque pela pequena, melhor ainda.

5) Se o inchamento urbano for combatido, a tendência é que as cidades grandes voltem a ser médias e as cidades médias se multipliquem. Nas cidades médias há espaço para casas pequenas e há uma comunidade de gente qualificada com famílias numerosas.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 24 de março de 2017.

Sobre a importância de se ter uma família numerosa

1) Quanto mais filhos você tiver, maior a quantidade e variedade de dons disponíveis não só a serviço da família, como também a serviço da comunidade.

2) Como cada ser é único, a tendência é que o serviço se escasseie e se torne valioso, uma vez que não há um outro indivíduo que poderá substituí-lo à altura, se tomarmos por base a combinação de formação técnica, as circunstâncias de vida vivida e a integridade do caráter do agente que atua em comunidade fomentando benfeitorias nos outros, fatores esses que tornam o indivíduo único, em relação aos demais.

3) Se você souber capacitá-los bem, a grande empresa terminará se subdividindo em três pequenas empresas - e como são parte da mesma família, a tendência é que elas tenham um plano de parceria de modo a que os laços se mantenham, preservando assim os benefícios oferecidos à comunidade na geração de seus pais. E o patriarca acaba atuando de poder moderador.

4) Caso haja um conflito de família, o patriarca cuidará dos conflitos de interesse. E a solução desse conflito de interesse interessará a toda comunidade, uma vez que as benfeitorias organizadas interessam a toda a comunidade, pois ela se beneficia desses serviços. E em seara familiar, o patriarca tem a mesma prerrogativa do juiz, o que diminui a necessidade de o Estado ter de dizer o direito.

5) Como cada família tem uma forma de se resolver os problemas internos, a solução desses conflitos em âmbito familiar se torna costumeira e tende a influenciar a toda a vizinhança, criando uma ordem costumeira. E a função do Estado será a de defender esses costumes virtuosos e cuidar daqueles casos em que o conjunto das famílias da comunidade não puder fazer por si mesmo, atuando em caráter subsidiário.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 24 de março de 2017.

Notas sobre a importância de se ter um hospital próprio para tratar dos seus empregados

1.1) Se eu tivesse uma atividade econômica organizada e tivesse um filho formado em Medicina, eu criaria um hospital voltado para atender aos funcionários da minha empresa e seus familiares.

1.2) O direito a ser tratado nesse hospital seria um salário que receberiam por força de trabalharem na minha empresa. Eles seriam muito bem tratados - e isso os estimula a serem leais à empresa, fazendo com que seus filhos sucedam este empregado, fazendo com que a relação trabalhista se prorrogue a outras gerações, tornando-se permanente, por conta dos laços de confiança que acabam se transformando em verdadeira amizade.

2.1) Os médicos sob supervisão do meu filho seriam verdadeiros médicos do trabalho - nenhuma especialidade será negligenciada.

2.2) Eles cuidariam dos meus empregados, de modo a que possam estar recuperados e aptos a voltarem a trabalhar para a empresa.

2.3) Como a empresa fica dentro do complexo, eles não precisariam perder seu tempo se deslocando inutilmente.

2.4) O hospital estaria disponível à população da cidade também, de modo a atender quem estiver necessitado. E se a pessoa não tiver recursos para pagar pelo tratamento, pode vir a trabalhar na empresa, como uma forma de pagar o tratamento.

2.5) Além disso, o hospital pode atuar como escola de modo a que os estudantes de medicina possam se especializar em medicina aplicada ao âmbito do trabalho.

3.1) Enfim, ao invés de impessoalizar a economia a ponto de tratar a meu semelhante como se fosse um ser humano indigno, eu estou me organizando de tal maneira a cuidar da saúde dos meus empregados - não só da saúde física como também da espiritual, pois no complexo haverá uma capela para que os meus empregados possam rezar e pôr seus dons de modo a servir a Cristo nesta terra e em terras distantes.

3.2) Eis aí porque haverá aliança entre a atividade econômica organizada, coisa que pode ser feita pelo leigo, e o altar - o que constitui um microcosmo da aliança do Altar com o Trono estabelecida em Ourique.

3.3) Certa ocasião, meu professor de Direito Comercial me disse, quando estava na faculdade, que empresas constituem um microcosmo do Estado. Se o empresário é um pequeno rei, então é natural que haja um microcosmos dessa aliança do Altar com o Trono estabelecida em Ourique. E isso é também distributivismo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 24 de março de 2017.

Notas sobre a relação entre sucessão e nacionidade

1) Vamos supor que você tenha trabalhado duro a ponto de construir um complexo de bens que abrange:

1.1) Uma fazenda, onde você produz trigo - e esta fazenda também tem uma criação de ovelhas.

1.2) Uma tecelagem - um lugar onde a lã das suas ovelhas pode ser processada e convertida em roupas, de modo a atender à população necessitada de vestuário.

2.1) Você tem dois filhos: um tem vocação para a atividade agropastoril, enquanto o outro tem talento para a atividade manual, essencial para o artesanato.

2.2.1) Se você os educa de modo a que suas vocações dêem continuidade ou aprimorem o legado da sua família, então a sucessão está garantida.

2.2.2) O filho que tem vocação agropastoril cuidará da fazenda - ele diversificará os negócios de tal maneira a criar um lugar onde o trigo possa ser processado e usado para atender às necessidades da população, como numa padaria, por exemplo.

2.2.3) O filho com vocação para as atividades manuais, manufatureiras, assumirá a tecelagem e cuidará de diversificar os negócios, atuando em outras vertentes que exijam habilidade manual. Neste ponto, ele se torna um capitão de indústria.

3) Quando você capacita seus filhos de modo a que seus dons aprimorem o legado da família, você tem distributivismo. E distributivismo implica liderança: você precisa preparar seus filhos para a vida - e vida implica servir a Cristo nesta terra e em terras distantes, de modo que o país seja tomado como se fosse um lar n'Ele, por Ele e para Ele. E é assim que se ganha a vida eterna, uma vez que o trabalho é uma escola que nos prepara para a pátria definitiva.

4.1) Para que terceirizar para um estranho, se posso preparar meus filhos para cuidarem dos negócios e servirem seus semelhantes?

4.2) A questão da terceirização está relacionada ao fato de que estamos ensinando nossos filhos a serem felizes egoisticamente falando ao invés de serem nossos sucessores na nossa missão salvífica. Afinal, a felicidade não está neste mundo, mas na vida eterna que se dará no Reino de Deus.

4.3) Afinal, o dinheiro deve ser fruto de um trabalho que implique olhar para o outro como um espelho de meu próprio eu - e isso é evangelização. Se o dinheiro não estiver vinculado a este fundamento, então o dinheiro acaba se tornando um fim em si mesmo, a ponto de edificar coisas com fins vazios.

4.4) Os argumentos dos que estudam economia sem levar em conta a vida eterna semeiam a liberdade voltada para o nada. E isso não é importante.

4.5) Afinal, não faz sentido obedecer a nenhuma lei desta República, uma vez que regimes que fazem o Estado ser tomado como se fosse uma religião a ponto de eliminar o trabalho salvífico da Igreja não devem ser levados a sério. E isso é totalitarismo!

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 24 de março de 2017.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Por que países onde há maioria muçulmana não são nações?

1) A idéia de nação vem de nascer. E nascer pressupõe viver a vida em liberdade, sem ser escravo de outro homem, mas de um Deus bom, que mandou seu filho muito amado para nos salvar do pecado.

2.1) Ora, o conceito de nação não se aplica ao islamismo.

2.2) Allah é um demiurgo - e um demiurgo não pode fazer nada de bom (até porque o mal prospera quando da ausência do bem - e nós podemos perceber isso por força da mentalidade revolucionária presente nos países cristãos, a ponto de descristianizar a Europa inteira). 

2.3) É do esvaziamento do cristianismo que o islamismo se aproveita e se expande sem dó nem piedade. Com isso, o conceito de nacionidade vai sendo eliminado, bem como seu subproduto: a nação, enquanto realidade sociológica. E no lugar surge uma dominação - e isso é o fim da civilização (e da História, como diria Fukuyama).

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 23 de março de 2017.

Comentários adicionais:

Carlos Cipriano de Aquino

1.1) O conceito moderno de nação contradiz o conceito antigo.

1.2) Nação vem do vocábulo latino natione, que é o mesmo que povo, espécie ou raça como chamavam antigamente. Ou seja, uma entidade bioespiritual. Essa acepção antiga é negligenciada na modernidade, e em substituição a esta, imputaram ao termo um mero significado jurídico-político. Destarte, qualquer um pode ter qualquer "nacionalidade" desde que seja cidadão daquele lugar.conforme a lei. Assim sendo, hoje não mais exigem antes de se predicar as acepções desse termo - a estreita relação do indivíduo com os traços característicos daquela coletividade.

1.3) Tudo isso é apoiado para facilitar a transição de imigrantes não autóctones para todo lugar (sobretudo para destruir nações pelo multiculturalismo e miscigenação; produção de mercado de consumo e mão-de-obra barata). E para se destruir qualquer tipo de concepção que faça com que as pessoas defendam as suas fronteiras nacionais.

2.1) Segundo um Europeu com o qual eu converso, os protestantes e judeus estão tentando promover uma guerra entre oriente e ocidente. Tudo por parvoíce e petróleo.

2.2) A parvoíce da qual ele fala, refere-se a profecia protestante da segunda vinda de Cristo - que ele viria igual a um Deus astronauta para o oriente médio. E que eles devem tomar conta de todo aquele território para poderem completar tal profecia. Essas são as duas razões pelas quais a esquerda, aliada ao globalismo, abre as portas para a imigração terceiro-mundista (especialmente a islâmica); e a direita (também globalista) instila o ódio da população contra eles.

2.3) O sistema, de repente, começou a decretar a "temporada de caça aos muçulmanos"- eu não via isso de forma tão recorrente quanto nestes últimos anos. O mesmo sistema que os estimulou a virem para as muralhas ocidentais é o que está estimulando essa contenda contra eles. Basta fecharem as nossas fronteiras e o problema está resolvido. Contudo, isso eles não farão. Deixarão a coisa se agravar para que os ocidentais morram de ódio deles - assim, eles poderão tomar conta do oriente médio, sem oposição da parte dos nossos cidadãos.

3) Infelizmente, ainda não pensei em uma outra alternativa para essa questão.