Pesquisar este blog

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Comentários ao caso da mulher que entrou com uma ação no STF pra abortar

1.1) No Direito Penal, o ato criminoso passa pelas seguintes fases: cogitação, preparação dos meios para a prática delituosa, tentativa e consumação.

1.2) A criatura que pediu permissão para abortar no STF, ao entrar com a ação, já havia cogitado e preparados os meios para a prática do aborto. Se o pedido fosse negado, ela teria patrocínio da esquerda para a prática do aborto na Colômbia, que foi descriminado.

1.3) Rosa Weber negou o pedido - o plano B foi posto em prática. Foi à Colômbia para abortar (tentativa) e abortou (resultado).

2.1) O fato é notório. Só pelo fato de ter praticado esse crime fora das nossas fronteiras, houve uma tentativa de fraudar à lei brasileira, à soberania do veredicto da Suprema Corte. Logo, ela não só responde pelo aborto como também pela fraude à lei brasileira.

2.2) Não importa onde a pessoa vai - o fato de ter cogitado um crime cujo fato já nos é notório já faz com que até mesmo o território da Colômbia seja tomado como se fosse território brasileiro para efeito de julgamento e condenação desse crime; trata-se de ultra-atividade da lei penal, uma vez que a criatura tinha a nossa nacionalidade. E por ter a nossa nacionalidade espera-se do nacional a obediência às leis e à justiça.

2.3) Se a lei põe a salvo desde a concepção os direitos do nascituro, então ela não poderia atentar contra o direito brasileiro da maneira como fez.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 12 de dezembro de 2017.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Para se conservar a dor de Cristo, para se estar com a serva do Senhor, é preciso fazer com que as palavras não sejam ditas ou escritas com fins vazios.

1) Se essa direita - ou melhor, essa esquerda que se diz de direita - estudasse a linguagem, não ficaria buscando liberdade fora da liberdade em Cristo, que é a verdade em pessoa, uma vez que Ele é o verbo que se fez carne e que passou a habitar em nós, por meio da santa eucaristia, razão pela qual conservamos a dor em Cristo, enquanto memorial.

2.1) A liberdade voltada para o nada se funda em escolhas fundadas no fato de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade.

2.2) Não é à toa que toda heresia, todo cisma decorre de um conservantismo insensato - e é na obstinação que a pessoa vai estando à esquerda do Pai de tal maneira a estar em conformidade com o Todo que vem da serpente, que leva ao nada. E um dos vários tipo de conservantismo está no nominalismo, onde as palavras perdem a sua significação a tal ponto que qualquer herege ou apóstata se declare conservador e fique fazendo, ao mesmo tempo, troça ou destroçando imagens da Nossa Santa Mãezinha, a virgem Maria, a mãe de Deus.

3) Enquanto as palavras forem usadas para o nada, o relativismo moral reinará sobre nós a tal ponto que estaremos expostos à expansão islâmica e à destruição de nossa terra. E neste ponto podemos dizer que História da Independência - do ato de apatria que D. Pedro fez ao romper com aquilo que foi fundado em Ourique - é o começo do fim da nossa história, da forma como pensou Fukuyama, pois o Brasil terminará inexoravelmente conquistado pelos islâmicos e não terá nada de bom a se restaurar. O materialismo dos apátridas não oferecerá resistência à cosmovisão islâmica. E podemos ver uma amostra disso lá na Europa, sobretudo na Suécia.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 2017.

Conservar algo em si mesmo é ato de insensatez, já que isso perde a conexão de sentido com a verdade, fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus

1) Em língua portuguesa, toda palavra com a desinência "nte" significa aquele ou aquela que pratica uma determinada ação no plano da realidade. Exemplo: presidente (aquele ou aquela que preside uma nação) ou conservante (aquele ou aquela que conserva alguma coisa, por ter algum valor para ela ou para as futuras gerações, o que constitui ato de amor ao próximo, ainda não nascido).

2.1) Quando o conservante conserva por conservar, então sua ação é desordenada, visto que insensatez é um tipo de burrice, tal como foi elencada por Santo Tomás de Aquino.

2.2) E burrice obstinada constitui malicia, já que a ovelha na verdade é um lobo disfarçado de ovelha. Neste ponto o conservantismo constitui mentalidade revolucionária no seu grau mais básico, visto que conservar por conservar é exercer uma ação com fim vazio, sem conexão de sentido com a verdade, fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus.

3.1) Basta que o ato de conservar perca sua conexão de sentido com a verdade que você já está à esquerda do pai, pois a sua escolha foi feita com fins vazios.

3.2) Afinal, as palavras designam coisas e não devem ser usadas com fins vazios, tendo por base um falar por falar, um escrever por escrever a ponto de se exercer uma verborragia despudorada, coisa que é típica dos mais extrovertidos.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 2017.

domingo, 10 de dezembro de 2017

Do perigo que é tomar a polis como um fim em si mesmo

1) O professor Carlos Nougué em uma de suas aulas afirmou que, para os antigos gregos, o fim da polis estava nela mesma. Foi neste ponto que Santo Tomás de Aquino divergiu de Aristóteles.

2.1) O professor Olavo de Carvalho alertou que é preciso saber em quais pontos Maquiavel não enxergava a realidade de jeito nenhum.

2.2.1) O maior exemplo disso está no fato de que Maquiavel era estudioso do mundo antigo.

2.2.2) Como os gregos viam o fim da polis nela mesma, então muitos dos ensinamentos práticos d'O Príncipe tendiam a fazer com que o fim do Estado se desse em si mesmo, a ponto de se tornar uma espécie de religião, em que tudo está no Estado e nada pode estar fora dele ou contra ele.

3.1) Essa incapacidade de Maquiavel ver esta realidade também se estendeu à doutrina de Gramsci, a tal ponto que o comunismo é uma religião política e uma soteriologia, onde o fim da revolução se encontra nele mesmo, na destruição pela destruição, movida no mais puro ódio ou irracionalismo.

3.2) E essa fé cega tende a ser um câncer, que um dia entrará em metástase.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 10 de dezembro de 2017.

Aforismo sobre política

Se política é a arte de debater os problemas da polis de modo que a cidade dos homens seja um espelho da cidade de Deus da melhor maneira possível, então não é nem um pouco conveniente debater esses problemas com quem confunde tomar o país como um lar em Cristo com tomar o país como se fosse religião, em que tudo está no Estado e nada pode estar fora dele ou contra ele.
José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 10 de dezembro de 2017.

Próximos livros a estudar

Após quase 3800 artigos escritos, sinto que vou precisar estudar muito mais. Mas não tem problema - tenho todo o tempo do mundo para isso.

Próximos livros a estudar:

1) O que é uma nação?, de Ernest Renan.

2) Comunidades Imaginadas, de Benedict Anderson.

3) The Frontier in the American History, de Frederick Jackson Turner.

4) O sonho de Champlain, de David Hackett Fischer, escrito em comemoração aos 400 anos de Quebec.

Enquanto estudo mais um pouco, vocês lêem o que produzi, seja no blog, seja na sistematização que vou fazer com os meus livros.

Tudo o que mais quero é ser pago para estudar e fazer algo de bom pelo meu país. Jamais encherei o saco de ninguém.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 10 de dezembro de 2017.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

A família nuclear nasce da insensatez de quem faz "do minha casa, minhas regras" seu estilo de vida

1) Hoje, 7 de dezembro de 2018, compreendi o real significado do "minha casa, minhas regras".

2) Se eu quiser fazer certos atos que chegam a contrariar às regras mais insensatas da casa, fundadas no fato de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade, então eu não vejo outro caminho que não ter meu próprio teto.

3) O pior é que as regras mais insensatas da casa são aplicadas ao corpo, no "my body, my rules", pois o corpo é visto impropriamente como uma propriedade, quando deveria ser a morada da alma. A casa, enquanto propriedade, suporta o jus abutendi - o corpo não, pois não pode ser destruído.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 7 de dezembro de 2017.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Parem de chamar o apátrida de "brasileiro", pois isso é legitimar o que é ilegítimo

1) Como o Olavo fala, as palavras expressam uma verdade, uma ontologia. Elas têm um significado, uma razão de ser.

2) Por essa razão, eu peço a quem me lê que pare de chamar o apátrida nascido no Brasil biologicamente falando - esse que toma o país como se fosse religião e que vive em conformidade com o Todo que vem das mentiras fabricadas por D. Pedro I e José Bonifácio, que levam ao nada - de "brasileiro".

3) Brasileiro, como disse, faz da sua primeira profissão, a de extrair pau-brasil, uma forma de servir a Cristo em terras distantes. No dizer de São Josemaria Escrivá, ele faz da extração de pau-brasil um meio de santificação dessa terra, uma vez que os melhores violinos de música clássica são feitos dessa árvore. Além disso, o vermelho da roupa dos cardeais era feito dessa madeira, uma vez que representava o sangue de Cristo derramado na cruz pelo perdão dos nossos pecados e o sangue dos que morreram para que nossa fé existisse entre nós. Por isso, mesmo trata-se de nacionidade.

4.1) Chamar o nascido nesta terra de "brasiliano" é dar ao apátrida um direito que ele não tem: o de viver a vida fora daquilo que fundou esta terra, fora da conformidade com o Todo que vem de Deus, e permitir que ele edifique um projeto de civilização voltado para o nada, uma vez que isto é legitimar o ato nulo chamado de independência do Brasil; é do "brasiliano" que vem esse negócio tenebroso chamado Brasília, que é o pináculo da cultura de se tomar o Brasil como se fosse religião, em que tudo está no Estado e nada pode estar fora dele ou contra ele - uma nacionalidade, cujo vínculo é voltado para o não-transcendente, para o nada.

4.2) Como já me foi dito pela amiga Sylvia Maria Sallet, sou livre para fazer o bem - e fazer o bem implicar servir a Cristo em terras distantes. É por conta disso que sei de onde eu vim e sei para onde vou - e atualmente muito pouca gente conserva isso por ver nestas coisas que falo a dor de Cristo, o sacrifício derradeiro na Cruz, pelo perdão de nosso pecados.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 6 de dezembro de 2017.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Notas sobre mecenato e nacionidade

1) Se tivesse dinheiro, eu faria muito mecenato. Eu patrocinaria o restauro de muitas igrejas e incentivaria a preservação e a expansão da calçada portuguesa, que é uma verdadeira obra de arte.

2) Não faria isso com objetivo de pagar menos imposto. Faço isso porque tomo meu país como um lar em Cristo e acredito que a riqueza deve ser usada com fim salvífico, de modo a promover a conformidade com o Todo que vem de Deus.

3) Patrocinaria bons escritores, bons músicos, bons pintores. Patrocinaria o teatro, mas não artistas de viés esquerdista.

4) Enfim, quem patrocina porcaria tem mais é que terminar seus dias na falência. Foi assim com a Petrobrás, que foi saqueada pela gangue do PT e também gastou rios de dinheiro em maracutaia da Lei Rouanet.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 5 de novembro de 2017.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Notas sobre a diferença entre tributo e imposto

1.1) Quando os sujeitos à proteção e autoridade do vassalo de Cristo conseguem ver nele a figura do Crucificado de Ourique, eles tenderão a pagar o tributo espontaneamente, quer na força da moeda, quer na força da prestação de serviço in natura, quer cedendo coisas em benefício da administração da Coroa, para o bem da missão salvífica que nos foi confiada em Ourique.

1.2) Afinal, o tributo se deve ao Rei dos Reis, que escolheu Portugal para que servisse a Ele em terras distantes; Ele escolheu um vassalo dentre os descendentes de D. Afonso Henriques para cuidar desse povo, com o intuito de edificar uma república com este propósito - uma república em que o primeiro cidadão da mesma é o vassalo de Cristo, o rei de Portugal. Por isso, a monarquia portuguesa sempre será uma monarquia republicana.

1.3.1) Como na Roma antiga, Portugal é uma república porque todos os homens não estão sujeitos ao capricho de homem nenhum, tomado como um Deus vivo, tal como o Faraó do Antigo Egito. Esse Faraó foi destronado de modo que o verdadeiro Deus, o que livrou Israel da escravidão, fosse adorado e glorificado.

1.3.2) Esses cidadãos da pátria do Céu estão sujeitos à santa escravidão de Deus. Como o Rei dos Reis instituiu que devemos nos amar uns aos outros, então o povo deve ser tomado como parte da família de batizados de Cristo, o que constitui a Cristandade. Dentre os batizados, os portugueses devem ser tomados como família especial de batizados que foi eleita pelo próprio Cristo para executar um propósito salvífico, a ponto de tomarem o lugar que tradicionalmente ocupam, Portugal, como seu lar n'Ele, por Ele e para Ele. E esse propósito salvífico é o Império que Cristo quis construir para Si.

1.3.3) A passagem da República para a monarquia leva um elemento de transição: o principado. O melhor cidadão da República Cristã de Portugal é escolhido vassalo de Cristo de modo que este sirva a Cristo em terras distantes - e esse principado se torna hereditário, pois o filho aprende o exemplo do pai e o processo se repete ao longo das gerações. Esse vassalo faz um papel sacerdotal, a ponto de ser pai de muitos de seu povo, a  ponto de organizar a política e promover a caridade, de modo que uns ajudem aos outros, a ponto de formarem uma nacionalidade, por meios da mais estreita cumplicidade, solidariedade.

1.3.4) Esse vassalo é o senhor dos senhores sendo servo dos servos de Cristo. Ele chefia a nobreza de modo que esta sirva ao povo. Assim, clero, nobreza e povo trabalham em sintonia, de modo que os estados gerais componham um todo orgânico fundado na conformidade com o Todo que vem de Deus. É por essa razão que toda contribuição à causa salvífica em que Portugal está envolvido é um sacrifício digno de louvor, causa de nacionidade.

2.1) Onde o Estado é totalitário, esse sacrifício tende a ser voltado para o nada, uma vez que as leis não observam os mandamentos de Deus, pois o Estado é tomado como se fosse religião, em que tudo está no Estado e nada pode estar fora dele ou contra ele. É o retorno do governo do Faraó, que faz dos sujeitos à autoridade desse tirano escravos de seus caprichos mais mesquinhos.

2.2) É com base nesse despotismo faraônico que muitos acabam se reduzindo a escravos, por conta de uma dívida tributária impagável por força do sucessivo aumento da carga tributária, a tal ponto que a propriedade privada acaba toda passando para as mãos do Estado. E é no Estado que se concentra todo o poder de usar, gozar e dispor, a ponto de criar um verdadeiro inferno na Terra, um verdadeiro absolutismo.

2.3.1) Eis a prova cabal de que o comunismo deriva da pretensa busca por liberdade fora da liberdade em Cristo, que é a verdade em pessoa.

2.3.2) Basta se conservar o que conveniente e dissociado da verdade que o senso de tributo, que deve ser dado a Deus, é voltado para o nada, a ponto de tudo se reduzir a imposto.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 4 de dezembro de 2017.

Notas sobre a política tributária fundada em Ourique, em comparação com a do Estado moderno

1) Quando você serve aos semelhantes naquilo que mais necessitam, eles te remuneram por conta do serviço prestado. Afinal, o dinheiro é símbolo de compromisso: significa que você fez pelo próximo aquilo que este mais queria, mas que não podia fazer por si mesmo. E todo compromisso fundado na excelência aponta para a conformidade com o Todo que vem de Deus.

2.1) Para se tomar o país como um lar em Cristo, todo vassalo de Cristo deve estimular os que estão sujeitos à sua proteção e autoridade a servirem bem uns aos outros de modo que um dia o próprio vassalo seja bem servido pelos súditos, quando este mais precisar. Afinal, quem serve ordem um dia será servido pela ordem, a tal ponto que seu governo é considerado legítimo por estar em conformidade com o Todo que vem de Deus. 

2.2) É por força disso que tributos são dados por força do reconhecimento dessa autoridade que serve a Cristo protegendo a todos aqueles que tomam o país como um lar n'Ele, por Ele e para Ele. E neste ponto, a monarquia portuguesa é um verdadeiro modelo de Estado, uma vez que os reis e o povo eram cúmplices do projeto de se servir a Cristo em terras distantes. E a livre iniciativa era uma forma de o súdito colaborar com o poder real de modo que essa missão tivesse pleno cumprimento no Deus feito homem.

3.1) Quando a autoridade é legítima, tributos são dados por força do reconhecimento de muitos anos sob um governo esclarecido e conforme o Todo que vem de Deus. 

3.2.1) E esses tributos podem ser dados em moeda, em prestação de serviço in natura ou por meio de cessão de bens corpóreos ou incorpóreos úteis à organização da administração pública - e isso pode ser feito de maneira espontânea, se o povo enxergar no vassalo de Cristo a figura do próprio Cristo. 

3.2.2) Afinal, colaborar com o soberano de modo que este continue fazendo o país ser tomado como um lar em Cristo cria a figura do contribuinte. Como o governante é também um irmão em cristo que protege os outros irmãos, então dar sistematicamente o que ele necessita após anos de governo esclarecido é um tipo de distributivismo, uma vez que dar aos necessitados é emprestar a Deus - e a contribuição regular é um empréstimo que o povo concede ao governo por força do tributo que deve ser dado a Deus, que colocou um vassalo diretamente escolhido por Este ou por intermédio da Igreja de modo a nos proteger dos bárbaros, quer sejam os pagãos ou os muçulmanos.

4.1) Só em casos muito excepcionais, como uma guerra ou uma catástrofe, que se deve cobrar impostos.

4.2) Como dizem os economistas, a função da lei é cortar os custos de transação decorrentes dos conflitos de interesse qualificados pela pretensão resistida. Como transigir com conservantistas é difícil, então a lei que cria uma obrigação de dar moeda ao erário deve ser excepcional, quando se trata de guerra ou calamidade. E quando esta situação excepcional cessa, a lei precisa ser revogada, de modo a não trair a aliança do altar com o trono edificada em Ourique.

5.1) Em países onde o Estado é tomado como se fosse religião, em que tudo está no Estado e nada pode estar fora dele, o imposto tem natureza ordinária, pois a força tornou-se monopólio do Estado, a ponto de desarmar sistematicamente os cidadãos de modo a inviabilizar uma revolta contra o governo. 

5.2) Como este Estado enxerga o homem como um lobo do próprio homem e tende a dividir o mundo entre amigos e inimigos, marcando os "amigos" - os nascidos neste território - com o estigma da nacionalidade, então as pessoas tendem a só fazer as coisas com base naquilo que a lei permite ou não proíbe (uma vez que a não proibição pode se fundar numa conveniência de Estado ou numa falha de governo).

5.3) Esse estado de coisas "cria" a liberdade a partir do nada, a ponto de ser tomado como uma espécie de ídolo, a ponto de se amar o Estado com fim nele mesmo - e não é à toa que isso foi condenado pela Igreja Católica, pois gera um socialismo de nação, um Estado totalitário.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 4 de dezembro de 2017.

domingo, 3 de dezembro de 2017

Da importância de se ter um hobby como um exercício para se desenvolver a paciência

1) O professor Olavo de Carvalho sempre nos aconselha que é urgente ter paciência. Afinal, os revolucionários sempre prosperam em projetos de longo prazo porque são pacientes.

2.1) A melhor forma de se desenvolver a paciência, essencial para todo e qualquer projeto contra-revolucionário, é fotografar livros impressos e fazer deles ebooks você mesmo. Digo isso por experiência própria.

2.2) Todo dia estou fotografando uma página de livro por dia. Eu vou fotografando o projeto até ficar pronto, com a melhor qualidade possível.

3.1) Se não tivesse essa paciência, eu seria mais um dentre os conservantistas que ficam a fazer salvacionismo. Gastaria minha saliva e meus esforços de modo a conservar essa falsa liberdade que o liberal (aqui no sentido de libertário-conservantista) tanto prega, que é voltada para o nada.

3.2) Muita gente está comprometida neste esforço, só que ele não prosperará, pois é tão revolucionário quanto o comunista. Essa gente não percebe - por conservar isso conveniente e dissociado da verdade, seja por burrice ou por malícia - que é parte da liberdade voltada para o nada querer o Estado tomado como se fosse religião, em que tudo está no Estado e nada pode estar fora dele ou contra ele.

3.3) Enfim, trocar o radical pelo moderado é usar meios moderados de defesa da verdade, o que constitui sério desserviço àquilo que é fundado na conformidade com o Todo que vem de Deus. Afinal, conservadorismo não é conservantismo, uma vez que ninguém se lembrará da dor de Cristo para conservar a verdade, pois ninguém dentre os hedonistas se lembrará da cruz, mas dos luxos e dos confortos, uma vez que a defesa fundada nisso é meramente pragmática.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 3 de dezembro de 2017.

Qual é o melhor momento para se fotografar livros pequenos, aqui em casa?

1) Estou digitalizando o livro O Príncipe, de Nicolau Maquiavel. Trata-se de um livro de bolso, da Coleção Leitura, publicada pela Paz e Terra.

2) Aqui onde eu moro, quando o tempo é bom, o melhor momento para se fotografar um livro pequeno e com páginas brancas é em torno das 7:30 (hora de Brasília). A qualidade da foto tende a ser a melhor possível.

3) Eu tenho observado as condições de luz por isso estou fotografando no melhor tempo e sempre num horário específico.

4) Fotografar é um exercício de paciência.Se quiser ser capaz de executar um projeto de longo prazo, então fotografe. Basta uma página por dia, todos os dias, que você terá o seu projeto pronto.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 3 de dezembro de 2017.

Observações:

1) Quando digo bom é quando o céu é ideal para vôo - céu de brigadeiro.

2) Antes que me perguntem, a câmera que eu uso é uma Mitsuca de 12MB, configurada na função texto. Trata-se de uma excelente câmera. Tenho minha câmera desde que completei 30 anos de idade e estou com ela até hoje.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 3 de dezembro de 2017.

sábado, 2 de dezembro de 2017

Conservantismo é a mistura de burrice com malícia - a tal ponto que um robô tende a ser mais humano do que aquilo que encontramos no Brasil

1) Se inteligência é a capacidade de perceber a realidade das relações humanas e a circunstância que nos rodeia, de modo que isso nos aponte para a conformidade com o Todo que vem de Deus, então pose e afetação são mecanismos de conservantismo, de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade.

2.1) Conservar o que é conveniente e dissociado da verdade é a combinação fatal de burrice com malícia.

2.2) Nem mesmo um dispositivo eletrônico com uma inteligência artificial limitada é capaz de fazer coisa pior do que a burrice humana sistemática, que prega um intelectualismo artificial que se resume a falso moralismo e doutrinação hipócrita. Por isso que os personagens do The Sims tendem a ser mais humanos do que o nativo desta terra, biologicamente falando.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 2 de dezembro de 2017.

Pela minha experiência, conversar com um estrangeiro tem sido muito melhor do que conversar com gente de minha própria terra

1) Nas poucas vezes que me relacionei com estrangeiros, a conversa me saiu mais genuína do que as conversas que venho tendo com gente da minha própria terra. A impressão que eu tinha era que lidava com uma pessoa real, ainda que a milhares de quilômetros de distância. Quando se trata de lidar com alguém na minha terra, a conversa chega a ser tão artificial e vazia que até mesmo os personagens robotizados do The Sims são mais humanos e mais genuínos do que as pessoas que costumo encontrar, seja online ou no mundo real.

2) Com gente da minha terra, a conversa tendia a ser muito unilateral: eu tinha algo acrescentar a esta pessoa e a pessoa nada tinha a me oferecer. As conversas tendiam a superficialidade e logo terminavam.

3.1) Geralmente, a impressão que tenho, quando lido com pessoas de fora, é que elas têm sempre uma história interessante para contar - e elas não têm medo de compartilhar as coisas que conhecem. Elas contam as coisas com uma vivacidade de detalhes que nunca que me deixa enfadonho (até porque aqui no Brasil não há nada de novo, a não ser tragédia).

3.2) O que os estrangeiros costumam me contar não se trata de fofoquinha ou intriga, como costumam fazer aqui, mas situações de vida pessoal - ou mesmo de terceiros - relevantes, que poderiam ser bem documentadas num livro de literatura e que poderiam ser muito bem objeto de análise filosófica.

4.1) Acredito que essa deve ser uma boa razão para se tomar um outro país - mesmo que seja a Rússia, com todas as suas mazelas e seus erros monstruosos - como um lar junto com o Brasil.

4.2) Uma pessoa estrangeira e muito cristã tem uma bagagem de vida muito maior do que a de um nascido nesta terra, biologicamente falando, uma vez que o cristianismo aqui praticado é só de fachada, dado que casamento virou evento social, bem como o batismo de uma criança.

4.3) E é por causa dessas coisas que a agonia do Crucificado de Ourique é muito intensa, por conta do conservantismo sistemático praticado por esses apátridas.

5.1) Se o Brasil de hoje é periferia, isso se deve à mentalidade reinante nesta terra.

5.2) Você só encontrará alguém que preste na internet - e mesmo assim, você vai ter que peneirar muito. Não conte com ninguém da sua vizinhança ou mesmo da sua paróquia, se a pessoa não estiver interessada em conhecer a verdade, fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus, fonte essencial para uma história de vida ser muito bem contada.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 2 de dezembro de 2017.

Sendo polímata, o mesmo homem pode ser múltiplo, desde que fundado na conformidade com o Todo que vem de Deus

1) Se fosse agricultor, eu iria pedir a Deus - por intermédio da Nossa Santa Mãezinha - chuva, se o solo estivesse muito seco. Se o tempo estivesse muito nublado, inviabilizando a prática da fotografia, eu iria pedir sol. Sol e chuva não são antagônicos; são complementares, a ponto de gerar vida - tal como o homem e a mulher, em sagrada união a Deus por meio do matrimônio.

2) Para cada clima, para cada estação, uma atividade diferente.  E neste caso a conformidade com o Todo que vem de Deus pede que sejamos necessariamente polímatas, uma vez que as múltiplas atividades são fungíveis, pois se o clima não é favorável a uma atividade, então você pode praticar outra, se tiver condições de fazê-lo.

3.1) Uma pessoa eternamente grata a Deus jamais reclama nem murmura. E essa murmuração pode ser explicada pelo fato de a pessoa se dedicar a somente a um tipo de atividade, quando na verdade dispõe de tempo livre para fazer outras atividades, quando não há clima favorável.

3.2) Afinal, um único homem pode ter vários dons: um bom agricultor pode ser um bom fotógrafo, um bom escritor, um bom carpinteiro, um bom marceneiro. Basta rogar a Deus que lhe conte mais um pouco sobre si mesmo e aí poderá fazer bem qualquer trabalho, inspirado pelo poder do Espírito Santo. Pois a quem pedir muito, muito lhe será dado - e se muito lhe é dado, muito lhe será cobrado.

3.3) Na relação criador-criatura, Deus é capaz de dar sistematicamente diversos dons e habilidades de modo que uma mesma pessoa possa cumprir sua missão em múltiplos fronts. E dar sistematicamente é distribuir - e isso tem um fundo sobrenatural. E neste ponto, a troca torna-se heterônima, pois troca-se ignorância por sabedoria, coisa essa que vem de Deus. Só os que buscam liberdade fora da liberdade em Cristo é que vêem troca autística, uma vez que não vêem o que não se vê, pois Deus também é uma pessoa e nos criou por amor.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 2 de dezembro de 2017.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Notas sobre nacionalismo e sobre as conseqüências da afirmação de Camus

1.1) Se Descartes estabeleceu a dúvida como o primeiro conceito, a primeira verdade, Camus foi mais longe, ao estabelecer o primeiro conceito, a primeira verdade, no absurdo.

1.2) O absurdo é a ação afirmativa do que conserva o que é conveniente e dissociado da verdade,uma vez que é a dúvida alimentada à base de Leite Ninho e evoluindo à maneira darwiniana, a ponto de praticar darwinismo social, coisa essencialmente revolucionária.

2.1) Quem já duvida do fato de que o verbo se fez carne e passou a fazer santa habitação em nós já está conservando o que é conveniente e dissociado da verdade, a tal ponto de que perderá tudo exceto a razão, a ponto de estar em conformidade com o Todo daquilo que vem de Camus, o que é um absurdo.

2.2) Se o absurdo é a primeira verdade, então o país tomado como se fosse religião - em que tudo está no Estado e nada pode estar fora dele ou contra ele - começa na falsa alegação de que o Brasil foi colônia de Portugal, a ponto de justificar o ato de apatria praticado por D. Pedro como se fosse um ato de independência, baseado na mais pura fraude, ainda por meio de ilegalidades administrativas. E quanto mais o tempo passa, maior a loucura fundada no fato de conservar esse fato conveniente e dissociado da verdade. E neste ponto, os nossos historiadores estão em conformidade com o Todo que vem de Camus, a ponto de fazerem do nacionalismo uma verdadeira neurose, uma caricatura insincera da realidade. E nesse ponto, Kujawski - em seu livro A Pátria Descoberta - tem toda a razão.

2.3) O absurdo já chegou num caminho sem volta, pois não há "primeiras verdades" a serem criadas, que hoje chamados de "pós-verdade". Não há mais como mentir, pois a historiografia da justificação já chegou num beco sem saída.

3.1) Cristo, o verbo que fez carne, disse que os últimos serão os primeiros.

3.2) Todo aquele que foi preterido e humilhado por tomar o país como um lar em Cristo - apesar da República e do ato de apatria do Príncipe-Regente, que rompeu com aquilo que decorreu de Ourique - será elevado, pois foram os escolhidos por Deus para servirem de exemplo da realidade que será restaurada, fundada na missão de servirmos a Ele em terras distantes.

3.3) Enfim, como disse Nossa Senhora, o Sagrado Coração - causa que faz o país ser tomado como um lar em Cristo - triunfará.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 29 de novembro de 2017.

Por que Camus disse que o absurdo é a primeira verdade?

1) Quando saio de casa, algo de inusitado acontece. Na verdade, essas coisas desordenadas sempre ocorrem - eu só não as testemunhei ou tomei conhecimento por meio de outras pessoas que testemunharam. Seja uma mulher fazendo pole dance no metrô ou nego fazendo maluquice nas barcas que levam de Niterói para o Centro do Rio, todo dia acontece o inusitado, o insólito, o inesperado. Quando se trata de gente que perdeu tudo exceto a razão, o absurdo tende a se tornar a primeira verdade, no dizer de Camus.

2.1) Como todo mundo tem a sua própria verdade, que se tornou um "direito", o paganismo se estabelece, pois a liberdade voltada para o nada leva à loucura e à autodestruição da criação, por ser desordenada, fora da conformidade com o o Todo que vem de Deus. Isso é a marca da desobediência adâmica, pois em algum grau nós somos todos birutas, por sermos todos pecadores.

2.2) Essas "primeiras verdades", fundadas no fato de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade, que é Cristo, precisam ser registradas e depois analisadas. E uma vez analisada, é preciso expor os fatos a todos aqueles que amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, uma vez que autoexposição ao ridículo é um indício de baixa autoestima. Como a pessoa é uma pobre coitada, então seu nome deve ser preservado da ridicularização pública, do mórbido, daquilo que se funda no mundo, pelo mundo e para o mundo. 

3) Como Cristo disse que os últimos serão os primeiros, então as últimas verdades serão definitivas e restaurarão a sanidade do mundo decorrente dessas "primeiras verdades" decorrentes da desobediência adâmica. Afinal, Cristo é o segundo Adão e veio a restaurar as coisas fundadas na conformidade com o Todo que vem de Deus.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 29 de novembro de 2017.

A economia subordinada a Deus é uma economia de patrocínio

1) A economia subordinada tendo por Deus fundamento é uma economia de patrocínio. Se você faz as coisas que cumprem os propósitos daquilo para o qual você foi criado, então você será recompensado não só com a vida eterna, mas também com meios que podem fazer com que sua vida seja um pouco mais remediada neste mundo, que é um verdadeiro vale de lágrimas. E a vida remediada sistematicamente se dá na riqueza construída através do trabalho, que deve ser usada para ajudar outras pessoas que necessitem de ajuda, tendo por Deus fundamento, o que leva à formação de uma comunidade camponeses e artesãos felizes porque se sentem úteis a Deus e ao próximo, que tomam o país como um lar em Cristo.

2) Se o teu chefe é um ou homem uma mulher que tem Deus no coração, a ponto de amar e rejeitar as mesmas coisas que você, tendo por Cristo fundamento, então o emprego é a melhor forma de caridade que há. E nesse emprego você vai se capacitando e conseguindo os meios necessários até poder estabelecer uma economia organizada e servir a todos os irmãos necessitados sistematicamente.

3.1) A economia de caridade, de salvação organizada e voltada para Deus, não pede canudo - ela olha a pessoa, sua alma, sua formação.

3.2) O país que dá mais valor a um canudo do que a alma definitivamente está condenado à perdição, por conta de estar fortemente descristinanizado.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 29 de novembro de 2017.

A chefia de Deus não é como a chefia dos homens

1.1) Quem me diz o que devo ou não fazer em relação ao meu trabalho é o meu chefe - e faço isso porque estou numa economia subordinada e é próprio do poder de direção de uma empresa dizer o que devo e não devo fazer para o bem da empresa. O problema dessa empresa é ver a riqueza como um sinal salvação, o que indica um sinal de que a sociedade foi divida entre eleitos e condenados - e se a pessoa alcançou o sucesso e os aplausos nesta vida, então isto é fruto do amor de si, o que não é conforme o Todo que vem do Deus verdadeiro, uma que este mundo é um vale de lágrimas, na verdade.

1.2) Numa economia subordinada, eu tenho uma jornada de trabalho - completada esta jornada, sou livre para fazer outras coisas.

2.1) Como não tenho chefe, então estou sujeito àquilo que é conforme o Todo que vem de Deus.

2.2) Como Deus me guia neste trabalho, só Ele diz o que devo ou não escrever e quando devo fazê-lo, dado que Ele é bom e me inspira.

2.3) O jugo de Deus é suave - n'Ele me sinto livre, pois sei o que devo fazer e para onde devo ir. Tudo o que faço é por Ele e para Ele, pois foi para isso que fui criado.

Rio de Janeiro, 29 de novembro de 2017.

Comentários:

Sylvia Maria Sallet: Se sou livre em Cristo, então sou livre para escolher fazer o queDeus deseja de mim. Como existem múltiplos caminhos para agradar a Deus, então eu devo escolher o que faz com que eu faça o melhor trabalho possível não só a mim mesmo como também para os outros.

José Octavio Dettmann: Ninguém é livre por si, mas em Cristo. Se fosse assim, nós seríamos deuses e não criaturas. Eis por que Adão caiu e Jesus veio para ser esse segundo Adão.

João Damasceno: Existe uma lei natural que é reflexo de uma lei divina, que norteia, equilibra e disciplina a ordem criada. A liberdade plena de qualquer sistema ou ser implica em destruição, ruptura desse equilíbrio, levando a autodestruição da própria criação. 

José Octavio Dettmann: Exatamente, João Damasceno. É exatamente isso que os que buscam liberdade fora da liberdade em Cristo querem: a autodestruição da própria criação, que leva à civilização tal como a conhecemos hoje. 

Matérias relacionadas:

http://blogdejoseoctaviodettmann.blogspot.com/2017/11/ninguem-nao-ser-deus-deve-me-dizer.html

http://blogdejoseoctaviodettmann.blogspot.com/2017/09/eu-sou-o-que-investigo.html  

http://blogdejoseoctaviodettmann.blogspot.com/2017/11/a-economia-subordinada-deus-e-uma.html

Ninguém, a não ser Deus, deve me dizer quando devo parar de conduzir minhas investigações

1) Se há uma coisa que eu detesto é nego dizendo para eu parar o que investigo para dar atenção a temas que não me interessam.

2.1) Como já falei, eu sou o que investigo, pois o meu trabalho é a projeção do meu ser para a eternidade.

2.2) Se estou investigando as razões pelas quais o país deve ser tomado como se fosse um lar em Cristo e não como se fosse religião, em que tudo está no Estado e nada pode estar fora dele ou contra ele, é porque tenho um interesse mortal por este tema. Moro num país onde as coisas não me fazem sentido e já percebi que muita gente tende a confundir nacionismo com nacionalismo - como essa fronteira me é clara, tratei de discorrer sobre o tema, como um ato de caridade intelectual.

2.3) Como diz o professor Olavo de Carvalho, os melhores trabalhos decorrem de um interesse mortal, sem o qual a vida intelectual não fará o menor sentido.

3) Portanto, ninguém deve me dizer quando devo parar, a não ser o Espírito Santo, que me conduz para apreciar retamente todas as coisas. Essa pretensão de dizer quando eu devo parar será tomada como um ato de petulância.

José Octavio Dettmann