sábado, 31 de dezembro de 2016

Oração de agradecimento por tudo o que foi feito em 2016

Deus Todo-Poderoso e Cristo Jesus, Conselheiro Admirável que nos enviou o Espírito Santo de modo a nos guiar na conformidade com o Todo que vem de Deus nestes tempos tão difíceis.

Quero agradecer pelo excelente ano de 2016 que tive, continuação dos excelentes anos de 2014 e 2015. Nunca escrevi tanto quanto escrevi - e isso que fiz eu recebi de vós, com a ajuda do Espírito Santo. Apreciei retamente todas as coisas que foram ouvidas e ditas na rede social, fiquei com o que era conveniente e sensato, pois nisso vejo a dor de Cristo, a base sob a qual se edificou a verdadeira liberdade.

Fiz tudo o que podia pelo bem da Terra de Santa Cruz. Alguns vieram, de modo a melhor acompanhar o meu trabalho; outros partiram, por não terem sido capazes de compreender a natureza daquilo que faço, que se remete tão-somente a vós. Não tiveram nem a curiosidade de perguntar as razões - simplesmente me bloquearam. Peço que os abençoe em seus caminhos e que possam refletir sobre a injustiça que me fizeram ao me deletarem.

Quanto ao ano que se inicia, comprometo-me a me empenhar mais, de modo a fazer escrever mais e mais, pelo bem desta terra, dentro daquilo que foi edificado em Ourique.

Que assim seja! Amém!

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 2016.

Relatório das atividades de 2016

1) Certas bestas quadradas da neodireita tupiniquim - que não dominam nem mesmo o próprio idioma, mas acham que sabem o que significa ser de direita e o que é ser conservador -  consideram que isso que faço não é trabalho. Volta e meia vejo comentários imbecis dizendo que ser escritor não dá retorno financeiro. Se soubessem que isto me proporcionou custear minha própria atividade, nestes meus primeiros anos de carreira, já teriam calado a boca. Não vai demorar muito para eu ter meu próprio canto - como a vida de solteiro anda cara e difícil, prefiro morar com os meus pais, pois assim terei menos despesas.

2) Quando não me foi mais possível entrar no serviço público, eu comecei a trabalhar naquilo que sei fazer de melhor, que é escrever. E este tipo de coisa eu posso fazer em casa, sem a necessidade de ter de lidar com chefe algum. De 2014 pra cá, eu escrevi mais de 2500 textos, sendo 1172 só este ano.

3) Recebo meu dinheiro das doações que recebo - e de quem está fora do Brasil eu recebo livros por conta do serviço prestado. E isso está só começando.

4) Meu blog é aberto ao público - e a pessoa pode ver qualquer postagem minha e comentar, desde que seja algo edificante. Ainda que eu não lance meus livros, que não passarão de coletâneas feitas de modo a divulgar o trabalho que faço no meu blog e no facebook, pelo menos eu tenho algo feito com o meu próprio esforço. A publicação do livro é só um detalhe pequeno, perto do trabalho hercúleo que é escrever todos os dias, de modo a compreender o que acontece nestas bandas.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 2016.

Notas sobre o preço da expansão intelectual

1) Agora estão vindo uns sujeitinhos querendo fazer patrulhamento ideológico aqui - os famigerados haters de facebook. Desde que postei um vídeo daquele cara que é geólogo formado pela USP, que tem doutorado e estava dizendo e mostrando suas razões porque acredita que o homem não foi à Lua, compartilhando da mesma crença de 6% da população americana, veio um que se escandalizou com o vídeo e ficou me chamando de ingênuo, questionando a minha autoridade de escritor. E olha que só postei um vídeo, nada mais.

2) Se é para fazer show de perereca antidemocrático no meu mural, então é melhor que seja bloqueado, pois não vou discutir com quem se escandaliza com o que posto. Escândalo é para quem é orangotango - e não vou me rebaixar.

3) Eu posto no meu mural o que me parece relevante. Se o governo dos EUA durante a corrida espacial era democrata, certamente eles devem ter usado de mentira. E os EUA são republicanos - e na República a mentira é a norma, pois digo isso historicamente falando, já que vivíamos tempos de ideologia, como na Guerra Fria. Se a morte de Kennedy até hoje foi mal explicada, é provável que o que foi alegado no vídeo também não tenha sido bem explicado.

4) Se quiser rebater o vídeo exposto, ótimo, mas me chamar de ingênuo e ainda questionar minha autoridade de escritor, aí já é demais. Se você se escandaliza com o que posto, é porque feri a tua vaidade, pois você prefere conservar o que é conveniente e dissociado da verdade. Se você vem me agredir, então eu não vou perder meu precioso tempo em fazer o teu joguinho, ainda mais em meu mural ou na minha página de escritor, pois você só me dá razão para continuar fazendo o que faço. Ou você aceita que dói menos ou se atira do alto da Pedra da Gávea, pois conversar com gente assim é risco para a alma.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 2016.

Notas sobre Napoleão e Hobbes






1) Se não é a sabedoria mas a autoridade quem faz o Direito, então conservar o que é conveniente e dissociado da verdade se torna o norte da civilização, posto que esta mesma autoridade, ilegítima, está tirando Deus do norte daquela sociedade de modo a se tomar o Brasil como um lar em Cristo, com base naquilo que foi edificado em Ourique.

2) Quando o conservantismo se torna uma cultura, a História se reduz a uma mera versão segundo a qual os donos poder contam sua história de modo a justificar sua permanência no poder. E o país se reduz a uma religião de Estado, em que tudo está no Estado e nada pode estar fora dele ou contra ele. E não é à toa que o nacionalismo é uma verdadeira insinceridade, pois revela uma caricatura grotesca do que é o Brasil de hoje, onde as pessoas vivem a vida fingindo ser o que não são.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 2016.

A vocação não é uma ideologia

1) Uns dizem que sou escritor por ideologia.

2) Isso não é ideologia, mas vocação. Faço o que faço tendo o Espírito Santo como sendo o meu guia - como Deus é bom, Ele não me faz errar dentro daquilo que faço. Se estivesse fazendo isso por ideologia, estaria movido por sabedoria humana dissociada da divina - e aí acabaria por edificar má consciência em todo o meu redor, ao invés de combatê-la.

3.1) Se você quiser conservar a dor de Cristo, a primeira coisa a fazer é consagrar a sua atividade aos Sagrados Corações de Jesus e de Maria Santíssima.

3.2) Como a atividade é uma projeção de seu ser, você acaba sendo consagrado. E é justamente porque você é consagrado que terá o respaldo do Santo Espírito de Deus, pois é examinando retamente todas as coisas que você encontra a verdade - e é na verdade que você encontra a consolação, já que Cristo é a verdade, por excelência, pois Ele é caminho e vida. Assim como ninguém vai ao Pai senão pelo Filho, ninguém vai ao Filho senão por sua Mãe - por isso, Nossa Senhora, além de advogada nossa, é o atalho para esse caminho.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 2016.

Notas sobre o socialismo fabiano

1) Política é a arte do possível.

2) Princípio Geral do Direito: ninguém será obrigado ao impossível. Se a legislação estiver divorciada da realidade fática, ela é inconstitucional, por ser contrária à lei natural, que é a base que constitui todas as coisas - e por ser inconstitucional, a sensatez por si mesma já é desobediência civil (tal como vemos no casos das leis "que não pegam").

3) Fabianismo: por meio de promessas mirabolantes e populismo, amplia-se o possível até tangenciar o impossível. E quando menos se percebe, o impossível deixa de ser observado, o que acaba levando uma sociedade inteira à ruína, sem que esta perceba.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 2016.

Como ler um texto com notas de fim?

1) Certa ocasião, eu vi que alguns revisores de texto entram em desespero quando descobrem que têm de fazer revisões ortográficas ou de tradução de textos cujas notas são de fim e não de rodapé. Ler e reler o texto dá uma trabalheira imensa - o simples fato de o texto estar com notas de fim revela que o projeto gráfico é pouco amigável ao leitor. Em termos informáticos, nada user-friendly.

2) Pela minha experiência de digitalizador, eu costumo fazer o destaque da frase e da nota, se houver uma nota, não importando se ela é nota de rodapé ou nota de fim de texto. Com isso, eu sempre sei o que estou lendo.

3) Esta foi a maneira que encontrei de ler um texto cujas notas são de fim. É mais ou menos como se usasse um caderno e escrevesse. O único porém disso que faço é que preciso ter o projeto completo já digitalizado. E digitalizar um livro inteiro dá trabalho. A sorte é que gosto do que faço.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 2016.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Notas sobre enxertia de frases e produção textual

1.1) Quando você vai fazendo destaques a partir da digitalização de documentos, você acaba desenvolvendo enxertos de frases, de modo a fazer um discurso coerente - e isso é uma forma de cultivar a inteligência. E é por conta da enxertia de frases que você vai aprendendo a escrever um texto.

1.2) O maior exemplo disso é que estou aprendendo a escrever discursos em inglês por meio da enxertia de frases. Pego frases de pessoas importantes e vou achando uma forma de criar um discurso coerente e lógico, como se eu mesmo estivesse dizendo aquilo ali. Isso é como estar ancorado num porto seguro.

2) A fórmula de um discurso coerente é o arranjo organizado das frases seguida de uma lógica reta, fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus, que é a base da realidade, pois o mero fato de você definir uma ordem das frases já denuncia uma tomada de posição, uma vez que definir ordem das frases é algo muito importante - se você alterar a posição das frases, talvez você acabe criando uma informação nova, o que acaba, até certo ponto, sendo inconveniente, dependendo da circunstância pela qual um texto foi produzido.

3) O professor Olavo de Carvalho dizia que Blaise Pascal tinha o hábito de escrever frases. Ele juntava um pedaço com o outro de modo a fazer um texto - e quando acertava a ordem, o discurso saía poderoso e efetivo

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 2016.

Notas sobre fisiocracia e nacionidade


 1) Se a primeira escola de economia foi a fisiocracia, então estudar a terra enquanto fonte primária de riqueza de modo tirar o máximo que ela pode dar e ao mesmo preservá-la da degradação é uma forma de tomar o país como se fosse um lar em Cristo.

2) Se é verdade que a mão que produz no campo é também a mesma mão que preserva, então o maior apostolado que se pode fazer, no tocante de ir servir a Cristo em terras distantes, é cuidando da terra, da casa comum. E é através da terra que vem o alimento, a bebida, assim como o couro e lã, que serão trabalhadas pelos artesãos. Da mesma forma, a madeira para os móveis.

3) Quem se preocupa com o reflorestamento e a irrigação de uma nação inteira tende a ser um verdadeiro conquistador. Ele não faz isso com armas, mas com inteligência, de modo a conquistar a confiança de uma nação inteira, de modo a ser tomada como se fosse um lar em Cristo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 30 de dezembro de 2016.

Notas sobre a Casa de Bourbon na França e na Espanha

1.1) Com a ascensão de Francisco I, a França passou a ser governada sob a dinastia dos Bourbon.

1.2) Francisco I era protestante e se converteu o catolicismo de modo a poder governar a França. Foi ele quem promoveu o Edito de Nantes, que permitiu que o protestantismo fosse praticado na França. Ele não era um Rei que vivia na conformidade com o Todo que vem de Deus - era um rei pragmático, um discípulo de Maquiavel. Seu lema era que Paris bem valia uma missa - e por conta disso, procurou cooptar a Igreja Católica local, por meio de privilégios, pensões e presentes, instaurando o galicanismo, que mais tarde, sob o pontificado de São João Paulo II, foi condenado como heresia. O galicanismo encontrou o seu auge durante o Reinado de Luís XIV

1.3.1) Francisco I foi o primeiro rei que contestou o tratado de Tordesilhas, ao fazer esta pergunta: "em que parte do testamento de Adão está escrito que o Novo Mundo seria dividido entre Portugal e Espanha?" O fato de fazer este questionamento já mostra que ele não era um soberano católico, mas um falso convertido que se preocupava com a conquista e manutenção do Poder a todo e qualquer custo. Por conta disso, começou a lançar-se aos mares em busca da maior glória da França. 

1.3.2) Começou traficando pau-brasil, o que fez com que Portugal adotasse, a partir de D. João III, a política de povoamento de nossa terra. Depois, começou fundando a França Antártica e a França Equinocial, mas terminou derrotado.

1.3.3) Seu sucessor nesta política foi Colbert - e foi com base nisso que a França passou a adotar a política de cooperação com os nativos, desenvolvendo a manufatura de luxo. E este tipo de comércio fez com que a taxa de juros fosse a mais alta de toda a Europa, até o momento em que a Revolução Francesa explodiu.

1.4) Os Bourbons assumiram a Espanha. Por conta de sua natureza, são reis usurpadores. A maior prova é que Juan Carlos I não é do ramo legítimo, quando a monarquia foi restaurada na Espanha. Tal como ocorreu aqui, a monarquia na Espanha é uma transição para a república - e tudo começa com a descristianização desse país.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 30 de dezembro de 2016.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Da doutrina da lealdade e do colonialismo em Maquiavel

1) Maquiavel dizia que o Príncipe deve encontrar meios de modo a que os estão sujeitos à sua autoridade dependam de seu governo. Em relação a terras que se encontram no além-mar, isto se deu na forma de colônias.

2.1) A França, a Holanda e a Inglaterra foram em busca de si mesmas e fundaram colônias. 

2.2) A França, a Holanda e a Inglaterra, países fortemente marcados pelo protestantismo, adotaram a doutrina do dois corpos do Rei. Enquanto na Inglaterra os reis procuraram ser o corpo espiritual e temporal da nação, através da Igreja Anglicana, na França os reis tentaram cooptar a Igreja Católica por meio de privilégios, através do galicanismo, fazendo com que a Igreja local se comportasse nos mesmos moldes da Igreja Anglicana na Inglaterra ou a Igreja Luterana na Suécia. Por conta disso, o clero passou a compor um dos três Estados Gerais.

3.1) O livro de Maquiavel não passa de um manual pragmático para a tomada e manutenção do poder. Ele não estava interessado na doutrina do Direito Divino, que estabelecia regras relativas à conquista e manutenção do trono tendo por fundamento à conformidade com o Todo que vem de Deus. A falta de consideração com este importante elemento da época já nos permite ver que Maquiavel era um anão moral, um sujeito mesquinho e indigno de atenção, tal como o professor Olavo de Carvalho bem apontou. Não é à toa que Maquiavel preparou o caminho para Gramsci, outro anão moral.

3.2) Pois se Cristo é o Rei dos Reis, já que Ele é o caminho, a verdade e a vida, então o verdadeiro abolutismo monárquico se dá n'Ele e somente n'Ele, pois Ele é sumo legislador, sumo sacerdote e sumo juiz - e também senhor dos Exércitos. 

3.3) Os Reis, tal como D. Afonso Henriques, são vassalos de Cristo - seu poder decorre da autoridade de Cristo e governarão a terra enquanto bem servirem à missão que Este estabeleceu para uma nação como Portugal: servi-Lo em terras distantes. 

3.4) O fundamento desta soberania está justamente nisso, pois o Rei foi ungido com um propósito, para o bem não só de seu povo mas também de toda a Cristandade. Por isso que D. Afonso Henriques, e não D. João II, deve ser considerado o príncipe perfeito, pois serviu a Cristo dentro dos fundamentos daquilo que foi edificado em Ourique. Por isso que pode ser tomado como um santo de Deus, tal qual Santo Estêvão, Rei da Hungria. E esse príncipe perfeito é o modelo que todo monarca deve levar em conta, quando se trata de reger o mundo português como um todo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 29 de dezembro de 2016. 

Notas sobre o princípio da não-traição aplicável à missão estabelecida em Ourique (o caso de D. Pedro e a secessão do Brasil do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves)

1) Com base naquela declaração do professor Loryel Rocha mostrando que D. Pedro e Bonifácio de Andrade e Silva inventaram a alegação de que o Brasil foi colônia de Portugal, o que levou o Brasil à secessão do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, minha amiga Sara Rozante me fez esta pergunta: "A separação que Dom Pedro fez foi um ato de apatria. Com isso, a legitimidade dele e de sua casa pode ser questionada?"

2) Observando o princípio da não-traição à verdade revelada e a cláusula de enquanto bem servir edificada em Ourique, D. Pedro acabou violando estes dois fundamentos de Direito Natural. E ao trair estes dois fundamentos, ele acabou violando a missão que recebemos por conta daquilo que foi edificando em Ourique.

3) Dentre os sucessores de El-Rei D. Afonso Henriques, D. Pedro pode ser chamado de Judas, uma vez que D. Afonso, vassalo de Cristo e rei de Portugal pela graça de Deus, é considerado o apóstolo de Cristo enquanto construtor e destruidor de Império, cristologia essa se encontra bem documentada na História de Portugal e fora da Bíblia, mas ainda assim tradição católica, fundada no fato de se tomar o país como um lar em Cristo por força dessa missão.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 29 de dezembro de 2016.

Notas sobre conversantismo e pós-verdade

1) Houve quem me dissesse que as pessoas hoje são pós-modernas. Elas sabem que Cristo é o caminho, a verdade e a vida, mas no fundo gostam de conservar o que é conveniente e dissociado da verdade, a ponto de criar o pseudoconceito de pós-verdade, como se o Cristianismo tivesse sido superado.

2) Eu vejo isso em algumas pessoas: algumas me adicionam e depois me deletam quando resolvo ir ao lago dessas pessoas, seus respectivos murais de facebook, de modo a pescar mais e mais pessoas de modo a viverem a vida na conformidade com o Todo que vem de Deus e a tomarem o Brasil como um lar em Cristo, com base naquilo que foi edificado em Ourique. E a maioria desses contatos de facebook que me bloqueiam se dizem católicos e conservadores.

3) Se essas pessoas realmente amassem e rejeitassem as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, jamais fariam o que fazem, que é cassar a palavra deste que está sendo apenas um missionário da História do Brasil e da fé verdadeira que fundou esta terra. No fundo, essa gente é tão egoísta que acha que o mural de facebook é como se fosse a sua casa -  um asilo inviolável, fundado num título de propriedade sobre o qual versam seus direitos sobre a coisa, que são absolutos. Ora, se na Constituição não há direitos absolutos, então muitos você vai esperar tal respeito por parte do Zuckerberg. É uma perda do senso das proporções completa. Esta não é a nossa atual realidade - e é por estarem fora da realidade que estão a praticar arbítrio contra quem só fala a verdade.

4) O que tenho no facebook é uma permissão - posso falar o que quiser, desde que issi não viole as regras do facebook. Ou seja, posso edificar liberdade para o nada, defender o que não presto, que nada vai acontecer comigo. Agora, quando vou exercer a prerrogativa própria da conformidade com o Todo que vem de Deus - que é falar a verdade, de maneira caridosa, livre e sincera, mostrando minha real presença diante de um ouvinte onisciente -, aí eu sou bloqueado PELOS PRÓPRIOS CATÓLICOS, os quais, a bem da verdade, não passam de católicos de IBGE, de idiotas úteis que colaboram com a tirania do Zuckerberg, ateu militante autodeclarado.

5) Certa ocasião eu compartilhei uma matéria falando que menos de 10% da população declaradamente católica no Brasil guarda o domingo. Se essa gente mal guarda o domingo, como essa gente será capaz de guardar a palavra de Deus? Essa gente com certeza vai impedir o trabalho que faço. Por isso que o Olavo condena esse fingimento - e a maior prova da cultura do fingimento é isso: no final termino sendo descartado porque falo a verdade. 

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 29 de dezembro de 2016.

Por que o senso de tomar o país como um lar pede monarcas esclarecidos?

fóton - uma partícula sub-atômica que emite energia, na forma de luz. É o que decorre da troca de cargas decorrentes da interação entre prótons e elétrons, de modo a criar as ligações químicas.

fotel - cadeira, em polonês

1) Uma autoridade sábia - que serve a Cristo em terras distantes quando está sentada em seu trono, que é uma espécie de cadeira - toma decisões esclarecidas. 

2) E a partir de decisões esclarecidas o país é tomado como se fosse um lar em Cristo, pois Ele, que é a luz do mundo, não deixará que o inferno, a fonte das trevas, não prevaleça nestas terras, enquanto prevalecer a cláusula de bem servir estabelecida em Ourique.

3) Boa políticas fazem efeito ao longo das gerações. E  monarquia é voltada para as próximas gerações e não para as próximas eleições.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 29 de dezembro de 2016.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Notas sobre um problema epistemológico relativo ao estudo das histórias de cada região do Brasil

1) Eu vejo que muita gente quer estudar a História do Brasil olhando para os vários brasis, que serão tomados como se fossem coisa sem olhar para a outra ponta, fundada em Ourique. O risco inerente desse esforço é ver esses outros brasis tomados como se fossem religião, a ponto de a naturalidade ser convertida em nacionalidade. Isso certamente gerará a cultura do separatismo, como se esses brasis tivessem sua própria verdade, agindo como filhos pródigos no micro da mesma forma que o macro fez no dia 7 de setembro de 1822.

2.1) Não é por questão de purismo - até porque não vejo vaidade em que deseja fazer estudos nessa natureza, mas de inocência própria de quem é caipira, que não percebe esta realidade, bem documentada por Vianna Moog em seu livro Bandeirantes e Pioneiros: muitos dos que são nascidos aqui possuem a tendência de se contentar com o que está disponível.

2.2) Como não há essa preocupação de se rastrear as origens desses vários brasis, que deságuam naquilo que foi edificado em Ourique, isso terminará em conservantismo, o que acaba edificando mentalidade revolucionária e liberdade para o nada.

3) Pela minha experiência, nem é sensato que se tente a convencê-los a também verem esse lado. Serei rotulado de colonialista e centralista, pois muitos debocharão daquilo que não compreendem - e este tipo estupidez é algo bem difundido nesta terra, principalmente nas escolas e nas redes sociais. Por isso que fico na minha e faço o que deve ser feito: ser farol ilhado nestas trevas continentais. Não só sou luz como também sou fermento e sal - e isso é próprio da conformidade com o Todo que vem de Deus. E quem me ouve certamente seguirá os meus passos.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 28 de dezembro de 2016

Do Brasil como construção interrompida - o que realmente significa isso?

1) Houve um livro que dizia que o Brasil era uma construção interrompida. Quem escreveu este livro partiu do quinhentismo como pressuposto, pois o autor, influenciado por idéias positivistas, acreditava que começo do despertar da nação brasileira, enquanto nação ivre, deu-se com a independência, o que é tecnicamente errado.

2) O Brasil nasceu em Ourique e começou a ser uma realidade quando o descobrimento da Terra de Santa Cruz passou a ser um desdobramento desta tradição em terras americanas. Além do mais, o país não foi construído, mas governado sob o apoio da Divina providência, coisa estabelecida desde 25 de julho de 1139: a Aliança do Altar com o Trono. E este governo era algo extramente natural e favoreceu o desenvolvimento econômico, moral e cultural da Terra de Santa Cruz, de modo a ser tomada como se fosse um lar em Cristo. Ou seja, desde o descobrimento, o país nasceu livre em Cristo: e a maior prova disso foi a santa missa aqui celebrada.

3.1) A secessão do Brasil do Reino Unido marcou a troca do governo natural, fundado na Aliança do Altar com o trono, por um governo artificial, já que o sentido de país tomado como um lar foi trocado pelo senso de tomar o país como se fosse religião, amputado daquilo que foi edificado em Ourique: a missão de servir a Cristo em terras distantes. Buscou-se a falsa alegação de que o Brasil foi colônia de Portugal, criando a ideologia da liberdade fora da liberdade em Cristo, o que gera apatria no longo prazo e liberdade voltada para o nada, a ponto de o país perder toda a sua conexão de sentido em relação àquilo que foi fundado em Ourique. Ou seja, desde o 7 de setembro de 1822 o país adota a lógica do filho pródigo - o detalhe é que, ao contrário do filho pródigo, ele ainda insiste em não querer voltar à casa do Pai. 

3.2) A queda daquilo que foi edificado em Ourique fez com que a Aliança do Altar com o Trono fosse mantida por meios artificiais, coisa que se deu por meio da carta de 1824 com o regime do padroado, criando uma verdadeira distanásia política, já que o poder secular não pode subjugar o poder espiritual, fundado na conformidade com o Todo que vem de Deus. 

3.3) O Imperador, tal qual napoleão, nomeava os bispos - como ele estava envolvido com idéias liberais, revolucionárias (idéias essas vindas da maçonaria), isso acabou desaguando na questão religiosa, envolvendo D. Vital e D. Pedro II. Esse padroado artificial, enfim, favoreceu a laicização promovida pelos republicanos (a separação definitiva da Igreja e do Estado, edificada em Ourique), o que confirma o argumento do Loryel Rocha, ao dizer que o Império, aqui, serviu de transição para a República.

3.4) O governo artificial, fundado em mentiras históricas e em arranjos artificiais que favoreciam a interferência do Imperador em assuntos da Igreja - assuntos esses que não lhe competiam, por força da Lei Natural -, interrompeu tudo aquilo que foi edificado em Ourique, levando tudo à estaca zero. 

3.5) O país ficou sem cultura, sem espiritualidade, destituído de sentido e bestializado. Foi algo, no campo cultural, tão nefasto quanto a hecatombe nuclear que deu fim à Segunda Guerra Mundial. A história da nacionalidade brasileira, tal como os positivistas contam, é a história da vinculação de um povo a algo voltado para o nada, fora daquilo que foi edificado em Ourique, que lhe deu origem. Logo, é a história de apatria sistemática.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 28 de dezembro de 2016.

Os apátridas são a maioria da população - eis a prova da minha afirmação

Saiu a notícia de que, no Brasil, o número de católicos caiu para 50%. E se eu lhe disser que nunca chegamos a 10%, você se assustaria? Pois bem. Na Polônia, 85% da população vai à Missa aos domingos; no Brasil, apenas 8%. Se o nosso país fosse católico,

1 - Não seria campeão em corrupção.

2 - Não haveria tantas clínicas de aborto.

3 - Nossa Senhora não seria levada na Escola de Samba. 

4 - As novelas não teriam tanta audiência. 

5 - O carnaval não seria a maior festa do mundo.

Somos minoria. Sempre fomos! Vamos evangelizar enquanto há tempo.


Rio de Janeiro, 28 de dezembro de 2016.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Caberia limite à execução da pena por crime eleitoral?

1.1) Lindbergh Farias já recebeu condenação por crimes eleitorais que, somados, o tornam inelegível por nove anos.

1.2) Considerando que os membros da orcrim fazem da prática da corrupção e da malversação do dinheiro público um estilo de vida, naturalmente a soma de todas as falcatruas sistemáticas praticadas pelo famigerado Lindbergh Farias pode superar trinta anos. 

1.3) No entanto, dado que há uma regra na execução penal, em matéria geral, de que nenhum brasileiro ficará preso (ou terá seus direitos políticos cassados, considerando a questão político-eleitoral) por mais de 30 anos - mesmo que seja condenado a mais de 200 anos, por conta do somatório de crimes -, talvez já haja algum jurista FDP ligado ao PT defendendo o limite da pena (da suspensão dos direitos políticos) aplicável a somente 30 anos. Um dos fundamentos disso está no fato de que a Constituição veda penas de caráter perpétuo, dado que o somatório de penas por conta dos crimes praticados e condenados ensejaria um caráter perpétuo impróprio, algo que é fora dos termos da atual Constituição, por ser considerado cruel. 

2.1) Este tipo de argumento não merece prosperar. Se corrupção é genocídio, então matar alguém por força de malversar dinheiro público não pode ser tomado como um gesto humanista, pois isso é fora da verdade, fora da conformidade com o Todo que vem de Deus, daquilo que foi edificado em Ourique, como tudo o que há nesta infame República.

2.2) Da mesma forma como é fora da Lei Natural os termos da Constituição que vedam as penas de caráter perpétuo e esse falso conceito de crueldade, o limite da execução penal que limita a prisão de alguém por 30 anos também é fora da mesma Lei Natural. O que os políticos fazem é hediondo, posto que gera dano permanente; e dano permanente - irreparável, por força da morte de alguém que morre num hospital cujo atendimento é precário - pede pena permanente.

3.1) Muitos podem dizer que não cabe analogia no Direito Penal Eleitoral em relação ao Direito Penal geral, já que matéria eleitoral é matéria especial - e a lei especial prevalece sobre a lei gral. 

3.2) No entanto, considerando a realidade jurídica em que vivemos, por conta do ativismo judicial, é bem provável que os ministros do TSE e do STF acabem rasgando os princípios gerais de Direito, assim como a Constituição, neste aspecto.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 27 de dezembro de 2016.

Notas sobre a necessidade de perseverar no senso de tomar o país como um lar em Cristo ao longo das gerações

1) Se é parte da vida política de uma nação a continuidade e a ruptura - tal como ocorre com a família - então, dentre as circunstâncias possíveis, devemos buscar sempre a unidade, o perdão e a reconciliação como políticas de longo prazo, já que isso é conveniente e sensato - o que faz no longo prazo conservarmos a dor de Cristo, a verdadeira liberdade por excelência.

2) Num primeiro momento, a unidade do Brasil deve ser preservada - por isso, os separatistas devem ser combatidos da mesma forma que os comunistas, pois estão a praticar heresia política e cisma, algo que ofende ao Cristo Crucificado de Ourique.

3) Num segundo político, a reconciliação política com Portugal deve ser buscada, de modo a que o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves seja restaurado. Isso será fundamental para que o Brasil readquira suas origens, perdidas por conta do quinhentismo e do brasilianismo, outras duas heresias políticas que atentam contra aquilo que foi edificado por conta da Aliança do Altar com o Trono edificada em Ourique.

4) Se comunista busca destruir tudo o que é de mais sagrado através de um plano de ação de longo prazo, então quem conserva a dor de Cristo e toma o Brasil como um lar deve pensar a mesma coisa. O destruidor tem que sua ação anulada por força do edificador e restaurador, pois o bem supera o mal, estando presente.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 27 de dezembro de 2016.

Se famílias são árvores, os frutos - se espalhados em outros lugares - reproduzem as virtudes dessas árvores em outros lugares, tomando-as como parte do mesmo lar em Cristo

1.1) Platão dizia que verdade conhecida é verdade obedecida, pois isso se funda na conformidade com o Todo que vem de Deus. Jesus é a verdade conhecida e é fato conhecido que a Igreja é a esposa de Cristo - logo, o ensinamento da Igreja deve ser obedecido porque Cristo é o cabeça da Igreja, assim como o marido é o cabeça da família, por ser o protetor da família, do Estado familiar e ao mesmo tempo da Igreja doméstica, se virmos as coisas no micro.

1.2) Jesus Cristo nos disse que pelos frutos nós conheceremos a árvore. Isso é tão verdade que nós conhecemos o caráter virtuoso de uma família através dos frutos que decorrem dela: os filhos decorrentes da união de um homem virtuoso com um mulher virtuosa.

1.3) Se os filhos são rebentos de oliveira, então nada é mais sensato que boas oliveiras costumam ser enxertadas em outros lugares, de modo a que uma nova seja tomada como um lar em Cristo, tendo aquilo que se edificou em Ourique. Assim é a lusitânia dispersa, a parte do mundo não foi assimilada dentro daquilo que foi edificado em Ourique

2) Se meu irmão fincar residência permanente no Chile, ele acabará estabelecendo um núcleo da família Dettmann no Chile. Em tempos de internet e redes sociais, os laços familiares tendem a continuar vivos, por conta da constante comunicação entre o novo núcleo e o núcleo que lhe deu origem, que se encontra no Rio de Janeiro. Quanto maior for a unidade entre esses núcleos, maior a necessidade de tomar os dois países como se fossem um mesmo lar em Cristo.

3) Para se tomar vários países como se fossem um lar, os núcleos familiares devem estar coesos, pois que são a mesma Igreja doméstica unida a Cristo na conformidade com o Todo que vem de Deus. Se isso é verdade no micro, então é verdade no macro.

4) Uma família nuclear descristianizada, num país que nasceu sem a presença de Cristo na ordem pública, só produz o fato de que todos têm a sua própria verdade, o que gera não só a cultura de divórcio como também a cultura de abolição da família. E isso é o tipo de coisa que favorece os comunistas.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 27 de dezembro de 2016.

Notas sobre a conquista espiritual de um povo através das uniões pessoais e dinásticas (onde a nacionidade é distribuída no macro) e de que forma o serviço diplomático pode colaborar neste aspecto

1) Se na monarquia, no macro, o povo é tomado como se fosse parte da família, os agentes diplomáticos enviados e acreditados em nações estrangeiras fazem mais ou menos a mesma coisa que meu irmão tem feito no Chile por mim, no micro: coletam informações relevantes de modo a fazer com que o Brasil seja promovido de modo a que o Chile possa ser tomado como se fosse um lar em conjunto com o Brasil, de modo a haver uma possível união política.

2) Num primeiro momento, essa união política dar-se-á na figura do Imperador de modo a se dar na figura de seu sucessor e assim sucessivamente, até formar uma verdadeira união dinástica.

3) A estabilidade política das monarquias é algo que nenhuma república consegue fornecer, por mais virtuosa que esta seja, pois há alguém moderando os conflitos políticos, já que o monarca vê a todos como parte da família, enquanto os republicanos vêem os adversários como inimigos, por serem de uma facção ideológica diferente - o que caracteriza não-crença na fraternidade universal, e essa crença é fora da conformidade com o Todo que vem de Deus. Esta é talvez a maior riqueza que uma monarquia pode proporcionar, ainda mais se ela observar a Aliança do Altar com o Trono edificada em Ourique.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 27 de dezembro de 2016.

Notas sobre a função da foto nas postagens de facebook

1) Se as fotos tendem a ser o principal aparente, aquilo que se vê, então elas devem também apontar para aquilo que não se vê, o acessório que segue a sorte de seu principal: o texto.

2) Tal como uma catedral medieval, que aponta as coisas que levam à conformidade com o Todo que vem de Deus, a função da foto é apontar para o verdadeiro principal, que está mascarado de acessório: os textos. 

3) Tal como Bastiat diz, devemos ver o que não se vê. Por isso, nunca coloque fotos no facebook da mesma forma como se faz hoje com as catedrais modernas. Isso expõe a vaidade do arquiteto, o que tira a real função de uma catedral - o que acaba tirando Deus da ordem pública. E é por conta de uma ordem pública esvaziada de Deus que a apatria é construída deliberadamente, de modo a ficarmos desarmados culturalmente e espiritualmente diante dos inimigos oportunistas que estão querendo nos conquistar a todo custo - como os islâmicos, por exemplo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 27 de dezembro de 2016.

Matérias relacionadas:

http://blogdejoseoctaviodettmann.blogspot.com/2016/12/notas-sobre-uma-tendencia-que-ha-entre.html

Notas sobre uma tendência que há entre os usuários do facebook

1) Pela minha experiência de facebook, o público desta rede tende a ser muito visual. É mais sensato publicar uma foto junto com o texto. A foto será sistematicamente compartilhada - o texto, acessório, vai junto com ela. 

2.1) Embora a foto seja para muitos o principal, na verdade o acessório vale mais do que o principal, principalmente para os engenheiros e arquitetos da alta cultura. 

2.2) A maior prova disso é que, hoje em dia, muitas edificações, assessões intelectuais que são acrescidas ao solo, valem mais do que o principal, o solo. 

2.3) E isso é muito intuitivo. Basta responder a esta pergunta que o ouvinte onisiciente te faz todos os dias: "o que vale mais? As pirâmides do Egito ou o solo que abriga esta edificação, imprestável para a agricultura e pecuária?"

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 27 de dezembro de 2016.

Matérias relacionadas:

http://blogdejoseoctaviodettmann.blogspot.com/2016/12/notas-sobre-funcao-da-foto-nas.html

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Notas sobre um tipo nada convencional de imersão cultural que faria

1) Durante o meu aprendizado na língua polonesa eu cheguei ao extremo de pensar mais ou menos o seguinte: cheguei a pensar em comprar um computador específico, com teclado apropriado para me comunicar em polonês. Cheguei a pensar em até mesmo criar um perfil de facebook onde só adicionaria poloneses ou gente daqui que sabe polonês. 

2) Agiria como se estivesse na Polônia, apesar de estar vivendo no Brasil. Pelo menos, esse foi o jeito que encontrei de fazer uma imersão. Pelo menos, nesse extremismo nada ortodoxo, encontrei uma razão para tomar o país como se fosse um lar em Cristo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 26 de dezembro de 2016.

As melhores respostas satisfazem às exigências que são próprias das questões implícitas, coisas que são feitas por meio de um ouvinte onisciente

1) Muitos escritores têm o hábito de deixar certas questões explícitas, de maneira retórica e de modo a vender uma pretensa solução, geralmente fundada em sabedoria humana dissociada da divina.

2.1) Eu, particularmente falando, tendo a deixar a questão implícita, pois escrevo de modo a responder a um ouvinte onisciente - e esse ouvinte onisciente sabe tudo e pode tudo porque é Deus. E se pode tudo, até mesmo Ele pode questionar tudo - e é por questionar tudo que faço exame de consciência antes e depois de cada escrito.

2.2) Embora eu não tenha ouvido voz humana perguntar sobre algo importante, o próprio Deus onipotente me fez muitas perguntas, perguntas essas que ainda não pude responder. Um exemplo disso: qual seria a teoria de Estado mais adequada àquilo que foi edificado em Ourique, já que o modelo alemão, o modelo francês e o modelo inglês não funcionam para o mundo português, especificamente falando, por conta destas circunstâncias particulares que temos, que é de servir a Cristo em terras distantes?

2.3) Talvez eu não seja capaz de responder a esta pergunta, dentro do espaço de minha vida - até porque o escopo da teoria da nacionidade é muito amplo e sozinho não dou conta de tudo, mas só daquilo que é essencial - e o essencial está na forma de mais de 2800 postagens escritas em meu blog. Eu ficarei agradecido se houver uma alma caridosa disposta a continuar e a ampliar este trabalho. Eu faço o melhor que posso - as perguntas são tantas que fica difícil responder a todas, pois este ser onisciente é extremamente exigente e não conheço ser humano algum com o mesmo tipo de exigência que Ele tem - e talvez não venha mesmo a conhecer, pois este ouvinte mesmo já me basta, dado que Ele sabe quem eu sou.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 26 de dezembro de 2016.

Douglas Bonafé, sobre a questão de o Papa Francisco ser herege ou não

1) Há uma coisa a se pensar realmente sobre toda essa questão do Santo Padre. E convido os amigos Gustavo Abadie, Fagner Luiz, José Octavio Dettmann, Verônica van Wijk, Mirian Lopes, Samuel Lima, William Bottazzini Rezende, D Lourenço Osb, Wagner Bonafé a refletirem comigo a respeito disso e me corrigirem caso se faça necessário. Agradeço ao Padre Cléber Eduardo Dos Santos Dias pelo esclarecimento.

2.1) Boulenger nos explica, na Apologética, a diferença entre certeza, noção, espécie e critério.

2.2) Na questão do Santo Padre, temos "certeza metafísica" de que Deus o assiste. Assim como o todo é maior do que a parte, podemos ter certeza a respeito da infalibilidade papal e da assistência tanto ordinária quanto extraordinária do Espírito Santo ao Papa.

3) A respeito da heresia na Amoris Laetitia temos "certeza moral", aquela que se funda no testemunho dos homens, quando esta se apresenta com todas as garantias de verdade - e nada é mais certo moralmente do que a Tradição Moral da Igreja. É nisso que se baseiam os Exmos. e Rvmos Cardeais, ao lançarem o Dúbia.

4) A respeito de Sua Santidade ser um herege, não temos certeza moral. Logo, Olavo de Carvalho errou neste ponto - e com ele, todos os que, alguma vez, já disseram que "Francisco é um herege", dentre eles eu mesmo.

5.1) Francisco escreveu uma heresia e já disse frases heréticas, mas não é - ao menos não podemos dizer que seja - um herege. Isso porque não temos certeza moral a respeito, dado que falta o juízo de consciência no juízo moral. A condenação por heresia EXIGE o juízo moral de consciência e, neste caso, podemos ter o que A. Boulenger chama de "evidência".

5.2) Até o momento, quando a carta de Dúbia não foi ainda oficialmente apresentada, possuímos apenas "evidência intrínseca", aquela que direta ou indiretamente é aprendida do objeto. Porém, como Boulenger (e também Olavo de Carvalho) ensina: evidência não é certeza, não é conhecimento. Tão logo seja apresentada a carta da Dúbia, teremos também "evidência extrínseca", pois além da própria Amoris Letitia, teremos a autoridade oficial dos Cardeais dizendo ao Romano Pontífice algo como: "Papa, temos tuas palavras e o Magistério da Igreja. Explica-nos: a quem devemos seguir?", o que colocará o Santo Padre no muro. Se, ao ser pressionado, o Romano Pontífice responder algo como: "Creio que, em alguns casos, podemos dar comunhão aos adúlteros" e não PROVAR (no sentido strictus do termo) que isso não contradiz a Tradição Moral da Igreja, aí, sim, - e somente aí - que poderemos definí-lo e tratá-lo como herege - e os próprios cardeais cuidarão disso. Até lá, ele pode inclusive estar louco - embora a heresia seja uma loucura, nem todo louco é herege, mesmo os loucos que dizem heresias.

6.1) Todavia, acusar desde agora que Francisco é herege, mau, usurpador, que faz propositadamente esses erros, ou qualquer coisa do tipo - uma vez que isso necessita de juízo moral de modo a se fazer ser reto juízo - é uma falsa solução para o problema da certeza, ao qual Olavo de Carvalho sempre parece usar: o intuicionismo. Essa postura tende à gnose.

6.2) O intuicionismo leva-nos a crer - tal qual Kant -, quer pela inteligência ou pela intuição - tal qual Bergson -, que podemos chegar à certeza. Isso é um erro. Olavo parece condenar a certeza apenas pela inteligência (e o faz corretamente), mas dizer que pela intuição podemos certas vezes chegar à verdade, à justaposição da teoria com a realidade objetiva (e aí vejo erro).

6.3) Para Olavo - até onde li de sua obra - podemos chegar à realidade pela intuição, tal qual Bergson. E é nesta parte que Bergson julga ultrapassar Kant, pois caso a razão não consiga chegar a um conhecimento objetivo das coisas, ao menos existe, contudo, um meio de se atingir a realidade, a verdade das coisas - e este meio é a intuição, que conhece a realidade viva e móvel por meio da visão direta e imediata do objeto. Portanto, só o conhecimento intuitivo é verdadeiramente objetivo.

6.4) Foi neste ponto que eu errei. Pois isso é mentira - sutil mentira, mas mentira. Por mais que tudo nos leve a crer que Francisco seja de fato herege, por mais que o objeto da Amoris Laetitia nos salte aos olhos como um exemplo - assim como outras homilias e declarações descabidas -, não há certeza moral, pois diversos fatores deixam nebulosíssima tanto a intenção quanto os motivos do Santo Padre - e neste ponto, quem age assim age contra a caridade, contra a bondade de Deus, pois quem assim age está disposto a fazer juízo temerário, dado que o faz sobre coisas que desconhece, e de maneira grave, a respeito do Santo Padre, do Vigário de Cristo - e este tipo de coisa é pecado contra o Espírito Santo, pecado esse que Deus não perdoa.

7.1) Em se tratando do Papa Francisco, por mais que seja difícil não fazer isso, este tipo de postura de criticar o papa, tal qual o Olavo faz, não ajuda em nada. Precisamos agir com prudência e agir com caridade. Isto exige de nós algo muito árduo, neste momento: esperar e confiar em Deus, de maneira calada.

7.2) Devemos, sim, rejeitar as doutrinas estranhas, assim como uma pretensa visão moderna e inovadora do Evangelho - coisas que já foram condenadas pelo Sagrado Magistério, dado que a Verdade é sempre perene e imutável. Todavia, a não ser que alguém tenha visto Francisco manifestando-se decididamente contra a Moral da Igreja - tendo sido ele confrontado com a verdade e optado pela mentira -, ninguém pode afirmar que ele é herege.

7.3) Podemos, sim, dizer que escreveu heresia, pois foi o que de fato fez. Mas o fato de ter dito ou escrito heresias não o torna (ao menos, por enquanto) um herege de fato.

8) Por isso, peço perdão a todos, pois eu os levei ao erro - e por mais que possamos, sim, lançar dúvida sobre a Amoris Laetitia, por caridade temos a obrigação de dar ao Romano Pontífice - assim como a qualquer outro - o benefício da dúvida. Assim fazem os senhores cardeais, ao lançarem mão do Dúbia. 

9) Oremus pro Pontifice nostro Francesco. Que Deus o leve à humildade e o faça guiar seu povo rumo à verdade. Superemos, pois, o intuicionismo com o dogmatismo, assim como o evidencionismo com a certeza religiosa.

Douglas Bonafé (https://www.facebook.com/dsbonafe/posts/1224654827569532)

Cremos e por isso podemos dizer: "As forças do inferno não prevalecerão!"

+Pax.

Manual de Apologética, Boulenger, A. de. 1950. Disponível para download em: http://alexandriacatolica.blogspot.com.br/2010/11/manual-de-apologetica.html

O país da terra vermelha tornou-se um país inflamado de ódio pelo socialismo, após 13 anos de canalhice vermelha

czerwony - vermelho, em polonês (também é empregado no sentido de que algo está inflamado)

ziemia - terra, em polonês

1) Aqui no Brasil, em alguns lugares a terra é vermelha (czerwona ziemia, como diria o meu padrinho). Ao longo da minha vida, eu já vi isso em alguns lugares - e se há um lugar em que isso me foi mais marcante foi quando eu fui a Foz do Iguaçu, no Paraná, quando tinha 13 anos. A terra lá era vermelha até onde minha vista pudesse alcançar.

2) Em 13 anos de domínio petista, a terra vermelha tomou outra conotação: tornou-se uma terra inflamada de tanto ódio, após anos e anos de canalhice sistemática por parte dos vermelhos do PT, que começaram a destruir tudo o que é de mais sagrado.

3) O governo vermelho do PT foi a gota d'água após 127 anos de domínio revolucionário no Brasil. A República é uma longa estrada para o abismo em que os petistas querem nos jogar lá embaixo. O PT foi, sem sombra de dúvida, o ponto culminante da República enquanto governo fundado na mentalidade revolucionária, fora da conformidade com o Todo que vem de Deus.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 26 de dezembro de 2016.

Quando você toma o seu país como um lar em Cristo, seus conterrâneos são seus irmãos gêmeos, pois nasceram na mesma terra que você, apesar de serem diferentes de você

gêmea - alguém do sexo feminino que nasceu junto com você, no mesmo dia e no mesmo ventre em que você foi gerado.

ziemia - terra, em polonês (tem a mesma pronúncia que gêmea, em português)

1) É muito raro você vir ao mundo com um irmão gêmeo ou uma irmã gêmea.No entanto, é muito comum tomar os que habitam na mesma terra como se fossem seus irmãos.

2) Quando você toma o país como um lar em Cristo, de certa forma eles se tornam seus irmãos gêmeos, pois vocês são iguais uns aos outros - já que são criaturas amadas por Deus - e ao mesmo tempo diferentes uns dos outros, tanto em matéria de personalidade quanto em matéria de dons e circunstâncias de vidas. E essas desigualdades existem de modo que haja uma interdependência, de modo que uns trabalhem em função dos outros, base de toda solidariedade, sem a qual a vida gregária seria impossível.

3) Não é à toa que o igualitarismo, no sentido absoluto do termo, é essencialmente anti-social. E o que é o socialismo senão uma cultura sistematicamente anti-social, a ponto de relativizar tudo o que é mais sagrado, fundado na conformidade com o Todo que vem de Deus?

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 26 de dezembro de 2016.

domingo, 25 de dezembro de 2016

Notas sobre um comentário de Ésquilo a respeito das estátuas de bronze


1) Ésquilo disse que uma estátua de bronze é o espelho da forma de quem viveu e o vinho da mente de quem almeja seguir seu exemplo.

2) Espelho da forma: a santidade, a vida fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus.

3) Vinho da mente: a alegria de saber que Cristo ressuscitou e que venceu a morte. Por isso que comungamos de seu corpo e de seu sangue na forma de pão e vinho.

4) Quem é iconoclasta ignora toda a sabedoria clássica.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 25 de dezembro de 2016.

Dilema que teria, se fosse padre

1) Se fosse padre, eu estaria neste dilema: quando se consagra o corpo e sangue de Cristo na forma do pão e do vinho, eu certamente teria que tomar do vinho, o sangue de Cristo, que tem álcool. E eu, que tomo remédio para depressão, não posso beber álcool, por conta do problema da interação medicamentosa.

2) O que fazer nestas circunstâncias?

Notas sobre o neocolonialismo

1) Quando uma civilização se lança aos mares em busca de si mesma, ela acaba fundando colônias de modo a promover a glória de si mesma, na pretensa esperança de salvar outros povos do atraso, ao impor seu modelo civilizado a outros povos. Não é à toa que países que agem assim no ultramar tendem a ser péssimos colonizadores. Um exemplo disso é a França. A Holanda, que pretendia fundar um império comercial, é outro mau exemplo, assim como a Inglaterra vitoriana, que adotou um modelo inspirado no holandês, de modo a criar mercados para as suas indústrias, criando um novo tipo de mercantilismo.

2) O neocolonialismo, feito no século XIX e XX, é uma marca dessa vaidade. As colônias se tornam exportadoras de matérias-primas e acabam sendo mercados exclusivos de modo a consumir os produtos industrializados da metrópole. Trata-se de um dos fundamentos da economia protecionista.

3) O fundamento desse protecionismo está em Maquiavel - o príncipe deve criar meios de modo a que seus súditos dependam de sua autoridade. Essa dependência acaba pervertendo a legitimidade: em vez de as pessoas apoiarem o príncipe por conta de suas virtudes inerentes, por ser um excelente vassalo de Cristo, tendem a apoiar o príncipe porque ele é um manipulador populista, um pai dos pobres atrasados - o que prepara o caminho para o que vemos nesta República populista, coisa que é fora da conformidade com o Todo que vem de Deus. E por conta dessas políticas clientelistas, o Estado é tomado como se fosse religião, a ponto de ficar fora da conformidade com o Todo que vem de Deus.

4) Maquiavel, em seu livro, também recomendava que o príncipe tivesse colônias no além-mar. Portanto, Maquiavel é o pai do neocolonialismo, coisa que só passou a ter um fundamento mais nefasto com a entrada da ética protestante, que levou a uma ordem econômica fundada no amor ao dinheiro, enquanto salvação espiritual: o capitalismo.

5) Comparado com Portugal e Espanha, ir ao mar em busca de si mesmo e promover a liberdade dos mares de modo a semear má consciência em todos os povos do mundo inteiro é edificar liberdade para o nada.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 25 de dezembro de 2016.

A verdadeira conquista de um povo se dá de maneira espiritual

1) Quando se conquista um povo para Cristo, você deve conquistá-lo espiritualmente de modo a que ele se sinta parte de seu povo, tal como um filho adotivo - e um filho adotivo é um filho legitimado, pois alguém de outro sangue passa a ser de seu próprio sangue por força do amor de Deus, o que leva à distribuição do jus sanguinis a outros lugares de modo a que o país seja tomado como se fosse um lar em Cristo.

2) Duas são as razões para a guerra justa, fundada no fato de se tomar o país como um lar em Cristo e de modo a servir a Ele em terras distantes:

2.1) Em momentos de gravidade, a guerra é feita de modo a afastar flagelos humanos - como os astecas, que faziam sacrifícios humanos em honra a falsos deuses - de modo a libertar outros povos da tirania desses bárbaros, o que levará a Espanha, a nação libertadora, a ser tomada como se fosse um lar em Cristo.

2.2) Ou para prevenir que os valores da mentalidade revolucionária, como os da famigerada Revolução Francesa, sejam semeados na Terra de Santa Cruz. D. João VI tomou a Guyana Francesa e cuidou dela até que a monarquia fosse restaurada na França. Em troca de apoio na questão de Olivença ou da confirmação da ocupação da Cisplatina, os portugueses devolveram a Guyana aos franceses. E o povo de Caiena foi tão bem tratado pelos portugueses e choraram com a partida deles - e isso foi tomar o Crucificado de Ourique como se fosse parte de seu lar, o que significa escrever uma página de civilização nesta terra, tomando-a como se fosse um lar em Cristo.

3) A conquista não se restringe apenas ao campo militar. Quem ensina um outro povo a reflorestar sua terra e a recuperar o solo da degradação tem tanto valor quanto aquele que promove a conquista. Os portugueses, quando vieram aqui, ensinaram os índios a reflorestar. Com isso, o pau-brasil foi preservado, tornando o comércio mais permanente, o que viabilizou que o pais fosse tomado como se fosse um lar em Cristo de maneira mais permanente. É o começo da colonização nesta terra, no sentido de semear a consciência de que esta terra deve ser tomada como fosse um lar em Cristo, com base na pátria do Céu.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 25 de dezembro de 2016.

Notas sobre dízimo e capitalização moral

1) Se a poupança é uma floresta, então ela deve ser usada de modo a financiar grandes projetos ou em gastos de emergência. E como em todo projeto massivo, é conveniente e sensato que você tenha mudas, de modo a reflorestar aquilo que foi sacrificado.

2) No caso do dízimo, a pessoa não precisa sacrificar uma floresta inteira, mas uma árvore - e é dessa árvore que se fará uma bela manjedoura para o menino Jesus habitar em nós. Basta uma árvore por mês - se todos os membros da comunidade derem uma árvore, no final uma bela floresta é criada em memória ao menino Jesus. E o menino jesus fará morada em cada coração que leva a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus.

3) Tal como soube certa ocasião, todo aquele se preocupa com o reflorestamento ou com a irrigação do solo está tomando o país como um lar em Cristo, o que não deixa de ser uma espécie de distributivismo, base para a capitalização moral e financeira de uma nação. Na partilha, o tempo é deixado nas mãos de Deus é Ele quem sabe qual é o tempo oportuno para se dar a devida recompensa, o que cria uma verdadeira noção de juros livres, fundados na bondade, pois é no interesse de Deus que devemos dar as coisas. Esse interesse vai muito além de qualquer interesse convencionado, principalmente se fundado em sabedoria humana dissociada da divina. Eis a verdadeira mão invisível explicada.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 25 de dezembro de 2016.

sábado, 24 de dezembro de 2016

Como começou o desarmamento espiritual de nosso povo?

1) Quando Cristo anunciou a missão de que devemos servir a Ele em terras distantes, Ele se baseou no fundamento de que veio ao mundo para nos trazer a espada. Os portugueses, com essa espada, expulsaram os muçulmanos e tinham coragem para ir até os confins da terra para combater os inimigos de Cristo.

2) Cristo armou espiritualmente o povo de Deus - e nenhum povo era tão bem armado, espiritualmente falando, quanto os portugueses.

3) Quando o Brasil separou-se de Portugal, ele começou se desarmando espiritualmente. Primeiro de seu destino fundado em Ourique, passando a conservar o que era conveniente e dissociado da verdade. Com este armamento mais fraco, baseado num convencionalismo materialista fundado em sabedoria humana dissociada da divina, isso acabou sendo presa fácil para o marxismo cultural. Bastou desarmar esse convencionalismo conservantista que o povo ficou indefeso, dado que o pior desarmamento é o desarmamento espiritual e cultural de uma nação.

4) Paulo Freire aprofundou ainda mais o desarmamentismo provocado por força do quinhentismo. Ao dizer que o Brasil fora colônia de Portugal, fora daquilo edificado em Ourique, nosso povo perdeu a arma espiritual. Se você não faz da sua alma uma espada, como você tomará o país como se fosse um lar em Cristo, de modo a que esta seja uma escola de santidade, de modo a nos preparar para a pátria definitiva, que se dá no Céu?

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 24 de dezembro de 2016.

Notas sobre o costume polonês do opłatek (pão ázimo de Natal)

1) Na Polônia, as pessoas têm o costume de darem pães ázimos de Natal uns aos outros, desejando não só um Feliz Natal em Cristo como também é um gesto de perdão e de reconciliação. Como esse gesto é de bondade e vem do Espírito Santo, os poloneses costumam dizer que a pessoa deve ser tão boa quanto o pão que vem do Céu.

2) O pão é feito do mesmo material da hóstia, mas esta não é consagrada.

3) Aprendi esse costume na paróquia, com o meu padrinho. E vou tentar reproduzi-lo em casa sempre que tiver a oportunidade.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 24 de dezembro de 2016.

Notas sobre dois tipos de História do Brasil: a verdadeira e a falsa

1) Existem dois tipos de História do Brasil.

2) A primeira, que nasce em Ourique, faz com que tomemos o Brasil como um lar, com base na pátria do Céu, já que servir a Cristo em terras distantes constitui escola para a santidade. E uma dessas escolas de santidade se dá através da santificação pelo trabalho e a primeira das grandes santificações se dá extraindo pau-brasil - e é isso que glorifica a Terra de Santa Cruz, pois brasileiro é a mais antiga das profissões desta terra - e é tão nobre quanto ser jurista ou escritor.

3) A segunda nasce por conta da ruptura do Brasil com o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves e tem na fundação de Brasília o seu ponto culminante. Ao invés de Cristo em Ourique, optam pela chegada dos portugueses a esta terra, como se fossem invasores - e isso é conveniente e dissociado da verdade. Inventa-se o argumento de que o Brasil foi colônia de Portugal de modo a justificar este estado pernicioso e revolucionário que nos afasta de Ourique, da aliança do Altar com o Trono, da conformidade com o Todo que vem de Deus. Da falsificação histórica sistemática, uma república termina sendo erigida nesta terra, a ponto de o país falso ser tomado como se fosse religião de Estado, edificando liberdade para o nada e fora da conformidade com o Todo que vem de Deus. E por fim, quem nasce aqui, sem conhecer o seu verdadeiro destino, termina apátrida.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 24 de dezembro de 2016.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Notas sobre uma nuance do espanhol comparada com o português

Avanzar sin transar (lema do governo Allende): progressismo intransigente, fundado na mentalidade revolucionária. Funda-se no fato de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade, que é Cristo, a ponto de romper com ela e edificar liberdade para o nada (liberdade fora da liberdade em Cristo).

Avançar sem transar (sem fornicar): progressismo fundado no fato de se conservar o que é conveniente e sensato, coisa que leva a conservar a dor de Cristo, à medida em que vai havendo mais progressos morais, coisa que se dá dia após dia. E quanto mais progressos morais acumulados ao longo do tempo, maior a capitalização moral, base para a verdadeira riqueza econômica, fundada no fato de se tomar o país como um lar em Cristo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 23 de dezembro de 2016.

Das conseqüências dos estudos nacionistas dentro de casa (relatos de minha experiência pessoal)

1) Por conta do que venho investigando - acerca da diferença entre nacionismo e nacionalismo - meu irmão Gregorio me trouxe desde o Chile um livro tratando do nacionalismo chileno.

2) Eis no que dá implementar essas noções de nacionismo dentro de casa, pois quem está fora sabe que há alguém aqui dentro estudando e pesquisando para o bem do país - e para isso, fará o que for necessário de modo a colaborar com o esforço de investigação que está sendo feito.

3) Por isso que advogo nacionismo e distributivismo: para se tomar um país como um lar, é preciso que se valorize a família. Quando a família está dispersa em vários lugares do país ou mesmo em países diferentes, toda a cooperação se faz necessária, de modo a que este legado seja passado a outros da mesma família ou àqueles que amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, na conformidade com o Todo que vem de Deus.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 23 de dezembro de 2016.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Notas sobre o desarmamentismo cultural como o primeiro desarmamento da população

1) Contra regimes comunistas, a melhor arma de combate não é apenas a arma de fogo. Se a caneta é mais forte do que a espada, nas mãos de um escritor habilidoso tem tanto poder quanto uma arma de fogo, pois é arma de edificação em massa, já que isso leva a muitos à conformidade com o todo que vem de Deus, o que implica defender as verdadeiras mais caras, pois o sangue de Cristo foi derramado na cruz - e é por conta disso que devemos conservar a dor de Cristo.

2) Paulo Freire pode ser contado como um dos maiores desarmamentistas de todos os tempos. Ele desarmou gerações inteiras da arma que é mais forte do que a espada. Como há ignorância em massa, ignorância sistemática, não houve muito o que fazer quando o governo contornou o plebiscito em que se votou contra a proibição do comércio e o porte de armas.

3) Só mesmo intelectuais é que podem perceber e denunciar as tramóias de um governo desonesto. Como esses não estão ocupando postos-chave na cultura, no governo e no jornalismo brasileiro, então isso é ignorado e um povo inteiro fica indefeso.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 21 de dezembro de 2016.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Notas sobre o que é inteligência

1) Se inteligência é a capacidade que alguém tem de modo a aprender a realidade - que se pauta na verdade, na conformidade com o Todo que vem de Deus -, então uma das formas mais elementares de inteligência é classificar os fenômenos quanto à sua função, quanto à sua qualidade, quanto à sua ocorrência e quanto à necessidade de termos estas coisas nas nossas mãos, sejam elas de maneira singular, sejam elas associadas a outras de modo a produzir ou criar outras coisas.

2) Sem essas classificações, sem esses referenciais - que decorrem de experiência pessoal acumulada e transmitida a outras pessoas através de tradição -, é como se você estivesse vagando em meio a uma floresta, sem saber o que fazer. Além de ficar perdido, você estará indefeso ao ataque das feras.

3) A apreensão da realidade não é só fundamento para a sobrevivência da espécie como também elemento primordial que uma cultura possa trocar o estágio mais básico de sobrevivência pelo estágio da cultura sofisticada, próprio da civilização, de se tomar o país como se fosse um lar em Cristo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 19 de dezembro de 2016.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Ação de Graças pela graça alcançada de escrever mais e melhor para quem vive a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus e por ter servido a Cristo em terras distantes, tal como se deu em Ourique

1) Em virtude dos mais de 1100 artigos que escrevi ao longo deste ano, mandei rezar uma missa de Ação de Graças a Deus por conta de ter me enviado constantemente o Espírito Santo, de modo a me conduzir neste difícil trabalho que faço, que é escrever.

2) Que Deus me conduza por mais um ano neste trabalho, desta vez para sistematizar os escritos. Se vier alguma idéia nova, aqui estou eu para escrevê-la. 

3) Se tiver a oportunidade de viajar para outros lugares do Brasil, de modo a fazer tarde de autógrafos, lá estarei. E quem for de lugares como BH, Niterói, Porto Alegre, São Paulo e outros tantos poderá me ver. Será uma honra pra mim conhecê-los pessoalmente, quando estiver fazendo isso. 

4) Não farei palestras - não tenho as habilidades do Olavo para fazer isso. Tal como o juiz, o facebook representa os meus autos de fé e é por ele que me pronuncio, sempre de maneira edificante a quem ouve minha voz, na forma de texto escrito.

5) Por isso, agradeço a Deus por mais este ano - e a vocês, que me lêem todos os dias. 

6) Se tiver mais alguma coisa a falar, vocês ficarão sabendo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 18 de dezembro de 2016.

sábado, 17 de dezembro de 2016

Notas sobre o culto doméstico dado aos ancestrais

1) Em A Cidade Antiga, Fustel de Coulanges dizia que a família era constituída por força do culto doméstico dado aos ancestrais mortos. A base da família se dava justamente por força de honrar seus ancestrais mortos, o que leva à noção de tomar o país como um lar, tal como seus ancestrais tomaram. Por conta disso, pode-se falar em nacionismo primitivo, antes do Cristianismo.

2) Como na monarquia todo o povo é tomado como parte da família, então todo o povo é parte do culto doméstico que o Imperador faz, ao honrar o legado de D. Afonso Henriques, que recebeu do Cristo Crucificado de Ourique a missão de servir a Cristo em terras distantes, de modo a que o mundo inteiro viva a vida na conformidade com o Todo que vem de Deus, já que Cristo é construtor e destruidor de Impérios.

3) O cristianismo não só recebeu esse culto doméstico que os romanos praticavam como também o humanizou. Deu a ele um sentido muito mais amplo, pois fez dele uma missão universal, pois todo o mundo deve ser tomado como se fosse um lar em Cristo - e cada família, assim como cada nação, tem um trabalho específico, dentro do caráter salvífico fundado na conformidade com o Todo que vem de Deus.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 17 de dezembro de 2016.

De que forma Maquiavel foi determinante para o pensamento de Mancini?

1) Se aquilo que Maquiavel diz, tal como descrevi no artigo anterior, é verdadeiro, então isto cria um laço permanente entre governantes e os governados de modo a que o país seja tomado como se fosse um lar em Cristo. E o laço permanente que gera compromisso e fundamento para se bem governar uma terra é a nacionalidade.

2.1) A nacionalidade, para gerar compromissos jurídicos fundados em Direito Natural, necessita que o país seja tomado como se um lar em Cristo. 

2.2) Toda e qualquer nacionalidade divorciada desse senso não passa de falso vínculo, de escravidão. No final, a nacionalidade não passa de uma árvore oca, cuja seiva - a nacionidade - foi devorada pelos cupins da mentalidade revolucionária. 

2.3) Quando isso acontece, a nacionalidade não passa de mera aparência que mascara a apatria, uma vez que é próprio dos apátridas se comportarem tal como revolucionários, buscando liberdade para o nada. E o que explica este comportamento é presença  de um sistema de normas insinceras, fora da conformidade com o Todo que vem de Deus - o que caracteriza, portanto, anomia, ausência de valores morais absolutos. Não é à toa que anomia e irracionalismo são sinônimos e isto dá causa ao nacionalismo enquanto movimento político moderno.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 17 de dezembro de 2016.

Matéria relacionada:

http://blogdejoseoctaviodettmann.blogspot.com/2016/12/por-que-o-principado-e-uma-forma.html

Por que o principado é uma forma evoluída de república?

1) Maquiavel dizia que, para se entender o caráter de um príncipe, você precisa ser parte do povo. Do mesmo modo, para conhecer o caráter de seu povo, você precisa ser um príncipe.

2.1) O principado é a evolução da república.

2.2) O primeiro cidadão da cidade, o mais exemplar e que vive a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus, governa a cidade de maneira esclarecida. E é por governar de maneira esclarecida que o povo conhece o seu caráter, a ponto de ter a esperança de que seu sucessor, seu filho, herde esse mesmo caráter através da educação em casa e passe a governar o mesmo povo que seu pai governou por muitos anos.

2.3) Como parte da educação, o herdeiro do principado costuma estar sempre junto ao povo em eventos importantes, em que a nação é tomada como se um lar em Cristo. E é por estar perto que o povo confia no seu soberano, no seu príncipe, pois a autoridade decorre de seu bom caráter, coisa que vem de sua pessoa.

2.4) Não é à toa que o principado é monarquia no seu grau mais básico.

3.1) Na República, governantes vêm, governantes vão. Eles governam desde seu gabinete presidencial - a tal ponto que necessitam de toda uma estrutura burocrática para poderem governar o seu povo. Por não terem sido educados desde o berço a tomarem o povo como parte da família, eles tendem a temer o povo - e é por temerem o povo que usam medidas populistas, que mais fazem mal do que bem.

3.2) Trata-se de governo impessoal; como ficam pouco tempo no poder, não conseguem criar uma marca sob a qual o povo possa se identificar - e onde não houver marca, um jeito de ser de governar, simplesmente a autoridade não existe. As leis podem até existir, mas serão incoerentes, por força de não haver um estilo governar, uma marca de autoridade, coisa que se caracteriza por haver uma pessoa de fato e de direito governando - um soberano vivo, ungido por Deus.

3.3) As repúblicas não passam de governos de fato. Nunca serão governos de direito porque ousaram separar a aliança do altar com o trono. Por isso, sempre serão ilegítimas. E a legitimidade tem muito mais força do que a legalidade, uma vez que nem tudo o que é legal é honesto, pois é lei que se dá na carne. E o que é a autoridade senão exercer o poder observando a Lei Eterna, em conformidade com o Todo que vem de Deus? E é isso distingue o primeiro cidadão da cidade dos demais, já que o governo é o ponto culminante daquele que percorreu o caminho das honras, de modo a ser o mais exemplar, o mais honesto, o melhor dentre os habitantes da cidade.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 17 de dezembro de 2016.

Matéria relacionada.

http://blogdejoseoctaviodettmann.blogspot.com/2016/12/de-que-forma-maquiavel-foi-determinante.html

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Notas sobre o ensino de Latim e de línguas estrangeiras desde cedo

1) Algumas personalidades da História aprendiam o latim desde cedo porque em casa se havia o costume de se falar latim, principalmente no Renascimento, quando a língua já não era mais falada.

2) No começo, aprende-se a língua de brincadeira. E como toda brincadeira, ela vira coisa séria. E a pessoa aprende a língua.

3) Aqui em casa, eu falo polonês de brincadeira. E tenho levado essa brincadeira a sério.

4) Dizer que a língua é difícil não passa de desculpa para justificar a preguiça.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 16 de dezembro de 2016.

Para se entender o latim, você precisa aprender a tomar Roma como se fosse um lar. Ou seja, você precisa se projetar para dentro do passado daquela civilização, antes e depois do Cristianismo

1) Uma das razões pelas quais eu quero aprender latim é para compreender o contexto social do Império Romano e de que forma o Estado Romano, com as suas leis, não só conseguiam manter a ordem e de que forma essa mesma ordem virtuosa fazia com que outros povos quisessem ser parte dessa mesma ordem, sem a necessidade de serem conquistados por meio de uma guerra.

2) Foi por conta desse elemento romano em parceria com a sabedoria grega e a fé judaica que surgiu a civilização cristã na Europa. É por conta disso que aceito aprender latim.

3) O professor Olavo de Carvalho fala que língua, fé e cultura são as verdadeiras essências para se compreender a civilização. E isso pede estudo de maneira integrada. De nada adianta aprender a língua latina se eu não estiver integrado à cultura católica, sobretudo à cultura da missa tridentina. 

4) Se não houver essa interconexão de saberes, não haverá conexão de sentido entre a necessidade de aprender a língua, o direito romano, a história romana e a tradição católica. Os latinistas pecam um pouco porque o ensino do latim ainda se encontra compartimentalizado, como se a língua fosse uma disciplina estanque, em relação ao Direito Romano ou a própria História de Roma.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 16 de dezembro de 2016.

Do verdadeiro fundamento para se aprender uma língua estrangeira

1) Quando aprendi inglês, eu aprendi por força do incentivo dos meus pais: joguei muitos jogos em inglês, li muitos dicionários de modo a compreender melhor o que estava nessa língua, acompanhei muitos esportes americanos e passei a assistir muitas transmissões por streaming. Foi assim que fui aprendendo inglês.

2) Nunca precisei de professor - por força das circunstâncias, eu nunca lidei com americanos. Se tiver que fazer um intercâmbio nos EUA, eu darei preferência a quem é católico, pois os verdadeiros católicos amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento - por isso, meus verdadeiros amigos. E é por força desses verdadeiros amigos que aprenderei a língua inglesa de maneira séria. Assim tomarei os EUA como um lar em Cristo sem ficar em conformidade com o todo que vem da ética protestante e do espírito do capitalismo, que fazem dos EUA uma falsa nação, uma falsa civilização, posto que o americanismo é fora da conformidade com o Todo que vem de Deus.

3) Para o inglês, adotarei o mesmo critério tal como fiz com polonês. Tive a sorte de conhecer um padre polonês em minha paróquia, que foi ordenado por São João Paulo II. Por conta da JMJ em Cracóvia, o meu pároco ofereceu um curso de polonês de graça - e eu aceitei aprender a língua, pois ele era muito pio e odiava o comunismo, tal como eu odeio. E aprendi o básico sobre a língua dele, a ponto de querer aprender sempre mais, de modo a tomar a terra de São João Paulo II e de meu pároco, que é meu padrinho de crisma, como se fosse meu lar também, em Cristo.

4) Para se aprender uma língua, não se prenda ao utilitarismo do mundo, que vende a idéia de que o inglês é a língua do comércio e da tecnologia. Como Cristão que vive a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus, eu desprezo o mundo e aprendo a língua tal como Ruth fez com Israel: tomando a terra dos amigos como se meu lar fosse, pois foi por força disso que Jesus veio da linhagem de Ruth, que deu origem à casa davídica. E este é o segredo da minha persistência.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 16 de dezembro de 2016.