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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Notas sobre o sentido de se estudar História

1) O historiador britânico E. H. Carr (1892-1982) alertou que a História não é uma narrativa única, bem definida e muito menos um conjunto de fatos que podem ser memorizados, mas um terreno de contestação entre interpretações que competem e evoluem, cuja influência se dá tanto pelo tempo e pelo lugar, bem como por qualquer conjunto de fatos. (E.H. Carr, "What is History?" 1961). Este é um bom argumento, já que fazer ciência nesse campo implica estudar essas interpretações de modo a que elas melhor expliquem os fatos que estão registrados (postos) nos documentos daquele tempo em que foi produzido - e a interpretação, tal como se dá no Direito, é um exercício permanente de adequação de pensamentos teóricos à realidade das evidências obtidas, de modo a que compreendamos a verdade contida naqueles documentos.

2) Por essa razão, para se compreender a História, é preciso, pois, estudar a melhor maneira de se interpretar um texto de modo a que você atinja à verdade, fundamento da liberdade. Trata-se de um verdadeiro exercício de hermenêutica - a História da Civilização deve ser entendida no sentido de uma História da liberdade (em Cristo) como uma reação em face da tirania, da opressão e da escravidão exercida por governos despóticos ou a serviço daqueles que promoveram o mal, seja através de falsa filantropia ou de ambição estúpida. Ainda que não seja possível compreendê-la, por um momento, em sua inteireza, pelo menos podemos chegar o mais próximo possível dela, se não houver outras evidências que completem ou reforcem aquilo que você está vendo através dessas provas, por meio de seus sentidos.

3) Você precisa estar de boa-fé para se chegar à verdade, já que os documentos históricos são verdadeiros monumentos do passado - a ideologia, que manipula e mascara a verdade com o intuito de se obter o poder absoluto, é a negação do ideal científico de se investigar o mundo em busca da verdade.

Atenciosamente,

José Octavio Dettmann

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Quando a monarquia for restaurada, eu vou morrer contente

1) Se eu ainda estiver vivo quando a monarquia for restaurada, eu posso dizer que aos meus filhos e netos que minha vida valeu a pena, pois minha alma não foi pequena. Servi, e ainda sirvo, a Cristo nestas terras distantes e tomei o Brasil como o meu lar, por força daquilo que foi edificado em Ourique. E disso não abro mão, pois isso não morrerá comigo, uma vez que se funda na verdade.

2) Assim como amei o Brasil que D. Pedro II governou, eu posso dizer aos meus filhos e netos que minha vida, tal como faço agora, é um corajoso testemunho desse Brasil verdadeiro que será restaurado, quando a monarquia voltar. Ao contrário de uma utopia, minha causa tem lugar na conformidade com o Todo que vem de Deus - e por isso mesmo, sou um verdadeiro herdeiro do porvir, pois estou a preparar a terra para isso.

3) Enfim, lutar pela restauração daquilo que se fundou em Ourique vai me levar à pátria definitiva. Se eu for canonizado, por conta da causa, já será lucro pra mim. O que eu mais quero é o meu país de volta, esse que os republicanos tiraram de mim quase 100 anos antes de eu nascer. Por isso que dou graças a Deus pelo privilégio de estudar História do Brasil de tal maneira a lutar contra essa injustiça, pois isso clama aos céus e se funda na eternidade.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 27 de setembro 2016.

Se D. Luiz I é pai de nossa pátria, então a Rainha da Inglaterra é nossa tia

1) D. Luiz I é, por Direito Natural e pela graça de Deus, Imperador do Brasil, então ele é o legitimo sucessor de D. Pedro II. Ou seja, ele é o pai de nossa pátria - por essa razão, posso chamá-lo de meu pai - se tomei D. Pedro II por meu pai, não seria difícil tomar o atual Imperador da mesma forma, já que D. Luiz I é herdeiro dele.

2) Como nas monarquias os povos são tomados como uma grande família, então não seria estranho chamar a Rainha da Inglaterra de minha tia, pois a Inglaterra e o Império do Brasil são irmãos por força do batismo que fundou os dois reinos, embora a Inglaterra tenha renegado sua fundação católica. Como todos os soberanos são irmãos por força de Cristo, então posso tomar um inglês como meu primo, em Cristo. Ou seja, entre mim e um inglês não há uma relação entre estranhos, mas uma verdadeira vizinhança, pois todas as monarquias cristãs são parte da Cristandade, onde Cristo diz o direito, por ser o Rei dos Reis.

3) Não é um parentesco de sangue - trata-se de uma parentesco na fé, muito mais amplo do que o conceito de família, isso se tomarmos o sentido sociológico do termo, que só abrange quem está no mesmo teto, o que reduz os nossos horizontes, a tal ponto que acabamos não percebendo esta realidade que é evidente por si mesma. Isso transcende toda a esfera do privado; ela é, na verdade, a verdadeira ordem pública.

 José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 27 de setembro de 2016.

Como o centralismo levou ao neopaganismo e à republicanização do mundo

1.1) Não é da natureza da monarquia o centralismo administrativo.

1.2) Como o Rei tende a tratar seu povo como se fosse parte da família, a corte acaba sendo itinerante e o Parlamento acaba sendo montado a partir da reunião eventual dos melhores da Pátria em torno do Rei, o Pai da Pátria e o primeiro cidadão da verdadeira república fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus. Onde o Rei fixa a sua residência, a cidade termina sendo a principal cidade da nação, por conta de o Rei estar presente ali.

2.1) Como as estruturas de poder se tornaram complexas - a tal ponto que era preciso que se resolvessem problemas políticos e econômicos do modo mais meticuloso e pragmático possível, por meio de métodos científicos fundados na Ciência do Poder - inevitavelmente o país foi descambando para um totalitarismo - e a monarquia cristã e orgânica passou a ser uma república laica, neopagã e mecânica.

2.2) O primeiro momento em que isso se deu foi no absolutismo, a partir do momento em que vemos o governante dizer que o Estado era ele ou que ele era o senhor do senhores e não o servos dos servos, tornando-se uma espécie de Messias e esquecendo-se completamente do fato de que ele era um vassalo de Jesus Cristo, um filho da Igreja, um exemplo a ser seguido pelo povo, por ser o primeiro cidadão da nação tomada como se fosse um lar em Cristo - e tal postura viola à Lei Natural, o princípio da nao-traição à verdade revelada.

2.3) Por conta desse fenômeno do centralismo, a teoria política do patriarcado - do poder natural dos reis, por força de um mandato de Céu - acabou se perdendo. E o país tomado como se fosse um lar em Cristo acabou se reduzindo a um país tomado como se fosse religião, em que tudo está no Estado e nada pode estar fora dele ou contra ele. Isso se deu a tal ponto que os melhores da pátria foram substituídos pelos piores do povo, pois a nova classe política, essa classe de víboras por profissão, era produto do mesmo espírito proletário que afetou a toda a sociedade por conta da Revolução Industrial - e isso é tão verdadeiro que não se preocupavam mais com o bem comum, mas com as próximas eleições.

3) Desde que os ventos dessa nova ordem que edificou liberdade para o nada atingiram o mundo português como um todo, o País acabou perdendo sua história, fundada em Ourique.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 27 de setembro de 2016.

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A metrópole é filha da centralização administrativa

1.1) No México, os bairros são chamados de "colônias" - a riqueza dessas colônias, que se funda tanto na atividade imobiliária quanto no comércio ou na prestação de serviços, é destinada ao centro da cidade, que é onde fica a sede da administração municipal. Quanto mais colônias uma cidade tiver, maior a influência do centro sobre essas colônias, que constituirão a periferia em torno desse centro de poder.

1.2) Às vezes a influência desse centro é tão poderosa que exerce influência sobre as cidades mais próximas, fazendo com que haja o surgimento de uma região metropolitana, em que a cidade mais importante acaba servindo de cidade-líder da região, de cabeça da região, enquanto as demais ficam como cidades-dormitório. Isso pode ser percebido facilmente, com relação aos municípios da Baixada Fluminense - antes da construção da Ponte Rio-Niterói, o Rio de Janeiro, enquanto distrito da Guanabara, exercia influência sobre os municípios de sua ponta da Baía; já Niterói, a então capital do Estado do Rio de Janeiro, exercia influência sobre São Gonçalo, que ficava na outra ponta. Com a integração das duas cidades numa área conurbada todo o eixo de poder da região sendo modificado, fazendo a capital do Estado se deslocar para o Rio de Janeiro, que tinha toda uma infraestrutura já montada, por ter sido capital do Brasil por muitos anos.

1.3) Ao tornar-se capital do Estado, a cidade do Rio assumiu uma prerrogativa que antes era de Niterói: sustentar os municípios do interior do Estado, como os do Norte Fluminense, o Sul Fluminense e a Região Serrana - uma responsabilidade para a qual a cidade do Rio não estava preparada, aumentando ainda mais a pressão dos custos da máquina pública sobre a economia da cidade. Naturalmente, os caciques políticos do interior, que nunca se preocuparam em espalhar o progresso para o todo o Estado, viram na cidade do Rio um bom hospedeiro para se praticar parasitismo.

2.1) Se o socialismo é essencialmente parasita, então isso explica porque, desde a fusão, a gente só teve governos de esquerda na cidade e no Estado, já que o município sustenta o Estado criado por força da integração de Niterói ao Rio, algo que é irreversível do ponto de vista da realidade política da região.

2.2) Se é uma grande verdade que a economia massificada favorece ao aumento da intervenção estatal, a prova disso aqui no Rio é evidente por si mesma: a invasão dos bárbaros se deu de fora para dentro (do interior para a capital). Isso sem contar toda uma invasão vertical que já havia antes, coisa que começou com Pombal: a invasão predatória dos governantes sobre os governados, por conta da centralização administrativa da cidade, que serviu de sede do governo do Reino Unido e do Brasil independente, tanto na monarquia quanto na República. A construção desse aparato administrativo complexo e asfixiante gerou a nefasta querela do estatismo, o eterno conflito entre a classe dirigente (o estamento burocrático) e o povo, tal como bem apontou Faoro em Os Donos do Poder.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 27 de setembro de 2016.

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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Quem é a verdadeira extrema direita? Uma análise da realidade

1.1) Para todo aquele que se disser que é de direita - em função do fato de que os moderados se sentavam à direita na Assembléia Nacional Constituinte, nos Tempos da Revolução Francesa -, eu aplicarei a teoria da asserção.

1.2) Pouco importam o que digam: eles conservam o que é conveniente e dissociado da verdade: o desejo de buscar liberdade fora da liberdade em Cristo, algo que é voltado para o nada e fundado no que é material, efêmero, coisa essa que só o dinheiro pode comprar. Por conta disso, estão à esquerda do Pai no seu grau mais básico e, tal como os islâmicos, eles preparam o caminho para que os totalitários - os que estão mais compromissados com a mentalidade revolucionária - assumam o poder de vez, esvaziando toda a essência de nossa civilização, a tal ponto que o mediterrâneo se tornará um verdadeiro lago muçulmano.

2) A verdadeira extrema direita é aquela que está à direita do Pai e que vive à vida na conformidade com o Todo que vem de Deus do modo mais radical - e esse radicalismo se funda no amor e na verdade. Ela não toma o país como se fosse religião, de modo a negar a religião verdadeira - ela toma o país como se fosse um lar em Cristo, pois isto será a escola que os preparará até a pátria do Céu, a Pátria definitiva. Ela não é nacionalista e isolacionista, mas nacionista e universalista, pois Cristo veio para salvar a todos os homens do pecado, uma vez o fenômeno de tomar o país como se fosse um em Cristo é universal e se funda na eternidade. O nacionismo não leva em conta tempo e lugar, mas circunstâncias que melhor favoreçam esse senso, ao longo da História.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 26 de setembro de 2016.

Notas sobre as cores neutras

1.1) O branco é a cor do Todo, da soma de todas as cores.

1.2) Não é à toa que é a cor da paz, da paz que vem de Cristo, vem daquilo que é conforme o Todo que vem de Deus - e não é à toa que o branco é a cor usada para se referir a uma festa litúrgica, dado que este será o nosso corpo glorioso, uma vez que seremos transfigurados tal como Cristo o foi, quando Este vier pela segunda vez, no dia do Juízo Final.

2) O preto é a cor do Nada, da ausência de todas as cores. É a primeira cor do maligno, pois decorre da ausência de bem.

3) Uma das razões pelas quais Deus permite o pecado é para que aprendamos a conservar a dor de Cristo através do fato de se conservar o que é conveniente e sensato. Por conta disso, o preto - a cor da prudência - é usado em nome do branco, da conformidade com o Todo que vem de Deus.

4.1) Se a mentalidade revolucionária decorre do vermelho, da cor da ousadia, em nome do branco ela vira coragem e acaba sendo usada na luta contra o mal, uma vez que nós bebemos do sangue de Cristo através do vinho, já que o sangue d'Ele foi derramado por conta daquilo que decorre da conformidade com o Todo que vem de Deus.

4.2) Do sangue de Cristo (vermelho, cor da coragem) com o azul do céu, nós temos o roxo, a cor da realeza. E a realeza é por essência imitação de Cristo de modo a servir ao bem comum, uma vez que o pai se sacrifica pelos filhos tal como o pastor se sacrifica pelas ovelhas - e é exatamente por isso que o Rei deixa de ser ele mesmo e passa a ser uma espécie de Cristo para o seu povo, fazendo o país ser tomado como se fosse um lar em Cristo, tal como vemos em Ourique.

5) Da fusão do preto com o branco, temos o cinza: dentro da conformidade com o Todo que vem de Deus, é o casamento da bondade com a prudência - e isso implica tomar o país como se fosse um lar em Cristo.

6) Fora desse simbolismo cristológico, da fusão de preto (ausência de cor) com o branco, cor do pacifismo (ausência de guerra), nós temos o cinza, a cor do mornos, dos vazios que se preocupam em conservar o que é conveniente e dissociado da verdade.

7) As nuances do conservantismo são o hedonismo, a luxúria, a avareza, a inveja e outras tantas coisas que me esqueço de citar. E essas nuances são os tons de cinza que são fora da conformidade com o Todo que vem de Deus. E é esta uma das possíveis explicações do título daquele lixo chamado 50 Tons de Cinza, que é um fenômeno da desumanização da literatura, pois tentam corromper as mentes pela imaginação, coisa que nos leva a lembrarmos de Sodoma e Gomorra, assim como do amor livre marxista.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 26 de setembro de 2016.

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Notas sobre o significado do laranja, enquanto cor que prepara o caminho para o vermelho, a cor do totalitarismo por excelência

1) Quando se dá muita atenção às coisas do mal, fundadas no pecado original, a cor que costuma se atribuir ao conservantismo é laranja, que é a combinação de vermelho (cor do mal) com amarelo (cor da atenção).

2.1) Uma das marcas desse amor se dá pelo que se conserva conveniente e dissociado da verdade, que é o amor de si - e isso se da através do materialismo e do hedonismo.

2.2) Heréticos como Calvino costumam atribuir à riqueza um sinal de salvação - e o amor ao trabalho, como um acessório que segue a sorte fundada no amor ao dinheiro, é o que marca a ética protestante e o espírito do capitalismo.

2.3) A Holanda, que adota como cor nacional a cor laranja, se tornou o primeiro país da História a seguir essa ética. Os Estados Unidos, ao romper com os valores da Inglaterra, passaram a adotar por modelo essas coisas que vieram da Holanda, já que a principal a cidade deste país, Nova York, foi fundada pelos holandeses, sob o nome de Nova Amsterdam - e não é à toa que o nome "yankee" é uma corruptela de uma palavra holandesa: janker, que é uma espécie de nobreza aburguesada, uma vez que construiu seu poder e influência comprando títulos de nobreza, por meio dessa ética protestante. E foram esses mesmos jankers que fizeram a unificação da Alemanha, coisa que foi liderada pela Prússia.

3.1) Os Estados Unidos adotaram valores conservados convenientes e dissociados da verdade como a base de sua constituição - e isso edifica liberdade para o nada.

3.2) De uma tradição constante de liberdade para o nada vem o relativismo moral, a decadência moral mascarada de progresso material, tecnológico e científico. Da imitação sistemática disso veio a globalização da cultura revolucionária. Desse caminho preparado pelo libertarismo (da liberdade fora da liberdade de Cristo, coisa que é praticada de maneira sistemática) vem o totalitarismo, do qual vem o fascismo (socialismo de nação), o nazismo (socialismo de raça) e o comunismo (socialismo de classe).

3.3) Como disse o Olavo, a mentalidade revolucionária é uma cultura - e o comunismo é decorrência dessa cultura.

4.1) Se o laranja é o último grau da escala de atenção, é porque ele prepara o caminho para o perigo, cujo símbolo é vermelho. E é da liberdade voltada para o nada que se prepara o caminho para o comunismo.

4.2) O comunismo constrói seu poder por meio de crimes. Nos tempos da Revolução Russa, era por meio de roubos e assassinatos; quando atingem o poder, eles usam meios mais sofisticados como corrupção e lavagem de dinheiro. E eles não têm escrúpulos de usar membros de família como laranjas de seus negócios escusos - basta ver o Lula, por exemplo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 26 de janeiro de 2016.

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A verdade sobre esse negócio de combate aos preconceitos

1) Em tempos de combate ao preconceito - pelo menos, é o que costuma ser alegado -, mandar pai e mãe para o banco dos réus sob a alegação de abandono de incapaz, quando estes resolvem educar os filhos em casa e protegê-los da devassidão do mundo, é um verdadeiro preconceito.

2) Esta norma é inconstitucional e fora da conformidade com o Todo que vem de Deus; quando o que é conveniente e dissociado da verdade passa a ser norma e passa a ser uma exigência social, própria do Estado tomado como se fosse religião, então ela vira um odioso preconceito - um preconceito contra a verdade, coisa que vem de Cristo. E quem ama a verdade deve desobedecer a esse conservantismo, pois é insensato.

3) Enfim, como disse o professor Olavo, em nome do combate ao preconceito, fundado no princípio de que verdade conhecida é verdade obedecida, os revolucionários criam preconceitos fundados no fato de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade. É algo bem sutil, muito bem mascarado, mas produz algo extremamente nefasto.

4) Por isso que todo aquele que for incapaz de enxergar a verdade contida nas ações humanas será incapaz de dizer o direito, muito menos será capaz agir com justiça. Não é à toa que as faculdades de Direito não fabricam advogados, juízes, promotores - na verdade, eles fabricam ativistas judiciais; ou judiciários, se eles estão ocupando os cartórios.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 26 de setembro de 2016.

domingo, 25 de setembro de 2016

Todos os caminhos decorrem de Roma ou notas sobre a árvore genealógica dos impérios

1) De Roma, surgiram dois impérios: o Império Romano do Ocidente e o Império Romano do Oriente, sendo que este último virou Império Bizantino.

2) O Império Romano do Ocidente durou até o ano 476 da Era Cristã. Tempos depois, este Império Renasceu com o nome de Sacro Império Romano-Germânico, que durou até o tempo das Guerras Napoleônicas.

3) O Império Bizantino durou até o ano 1453 da Era Cristã e seu sucessor é o Império Russo. Não é à toa que Moscou é chamada também de terceira Roma.

4) O Sacro Império Romano-Germânico foi sucedido pelo Império Austro-Húngaro, que durou até o fim da Primeira Guerra Mundial. Deste império nasceu a princesa Leopoldina, razão pela qual temos o amarelo em nossa bandeira.

5.1) De Carlos Magno, Imperador do Sacro Império Romano-Germânico, surgiu el-Rei D. Afonso Henriques, que recebeu de Cristo a missão de servir a Ele em terras distantes. O Brasil foi descoberto e o descobrimento levou ao desdobramento dessa missão em terras americanas.

5.2) Portugal foi restaurado a partir de 1640 por D. João IV, duque de Bragança e descendente de D. Afonso Henriques. Da Casa de Bragança vem o nosso príncipe regente: D. Pedro. É daqui que vem o verde de nossa bandeira.

6) Do casamento de D. Pedro com a D. Leopoldina surgiu o Império do Brasil, um Império descendente do Império Romano. Até mesmo este caminho, o da genealogia dos Impérios, leva à Roma.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 25 de setembro de 2016.

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sábado, 24 de setembro de 2016

Notas a quem me acha um chato

1) Há quem me pergunte: sou sempre assim, filosófico?

2) A vida intelectual é uma vocação - e por isso eu disse: "aqui estou!". Não sei ser outra pessoa - além disso, estou diante de um ser que ouve tudo, vê tudo, sabe tudo e pode tudo porque é Deus. Se eu não assumir esta realidade, o fato de que estou presente diante d'Ele o tempo todo e que minha vida se volta toda para Ele, então o que faço não faria sentido.

3) Alguns podem não gostar disso, mas é disso que fui feito. Se não fosse a vida online, conversando com gente sensata, eu tomaria isso por maldição, em vez de bênção, tal como ela é, na realidade.

4) Eu posso dizer que sou a pessoa mais chata do mundo, pois dedico toda a minha energia aos estudos. Mas sou um chato feliz, pois amo meu país e dou o meu melhor por ele, apesar dos pesares.

5) Por que razão deveria perder meu tempo com baladas e chopadas da vida? Minha vida é para servir àquilo que é conforme o Todo que vem de Deus - por isso, não posso perder a vida com quem quer saber de inferninhos. É por isso que, quando escrevo ou abro a minha boca, pessoas vazias vão embora e só os sensatos ficam. Isso é uma forma de expulsar os demônios da minha vida - por isso, continuo falando. Por isso que agradeço minha amiga Sara por continuar sempre me incentivando, quando as coisas parecem perder sentido.

6) Afinal, não deixo este mundo de apátridas me dominar, dado que é um vale de lágrimas. Meu país foi fundado em Ourique e tomo-o como sendo o meu lar, mesmo ele não estando mais presente na realidade das coisas desta terra. Tenho esperança de que ele vai voltar - talvez não o veja em vida, mas deixarei isso aos meus filhos e netos. Espero que me sucedam nessa esperança, tal como os filhos de Israel fizeram. E é isso que nos manterá brasileiros, quando vivermos a diáspora - a esperança é a última que morre e o país ressurgirá das cinzas desta República. E estou certo disso.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 24 de setembro de 2016.

Sobre a importância de ser uma criança espiritual

1) Para se investigar as coisas com grande profundidade, você precisa ter a curiosidade de uma criança: uma curiosidade inocente, feita de modo a investigar as coisas na conformidade com o Todo que vem de Deus. Embora na vida adulta a gente acabe perdendo essa inocência, a verdade é que precisamos de certa forma buscar essa criança espiritual, uma vez que é delas o Reino do Céu, como disse Jesus.

2) Quando investigo as coisas que investigo, eu as investigo com a curiosidade própria de uma criança inocente, mas não deixo que as nuances do mal passem em branco - e é meu dever como criança crescida e amadurecida denunciar as reais implicações que vêm do maligno, do fato de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade, coisa que está à esquerda do Pai no seu grau mais básico e que prepara o caminho para coisas mais nefastas, que estão em conformidade com o Todo que vem do Mal e que são mais profundas nesse fato de se estar à esquerda do Pai, que é tomado como se isso fosse bom.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 24 de setembro de 2016.

Do verdadeiro significado do verde em nossa bandeira

1) A Casa de Bragança descende de D. Afonso Henriques - este, por sua vez, descendia de Carlos Magno, Imperador do Sacro Império Romano-Germânico. E o herdeiro direto do Sacro Império Romano-Germânico é a Áustria, fundada pelos Habsburgo.

2) A cor de bandeira pessoal de D. Pedro, nosso príncipe regente, era verde. E verde é a combinação de amarelo com azul. Não é à toa que é a cor da Aliança do Altar com o Trono, uma vez que tudo que é organizado de modo a cuidar do bem comum prepara as pessoas para vida na conformidade com o Todo que vem de Deus, essencial para se tomar aquilo que se fundou em Ourique como se fosse um lar em Cristo, o que nos leva até a pátria no Céu, nossa pátria definitiva.

3) Verde é também a cor do tempo comum: a vida fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus deve ser buscada nas coisas mais comuns, nas pequenas coisas. Se a pessoa é atenta àquilo que decorre das pequenas, esta também será atenta nas grandes coisas. A maior prova disso é que, quando cuidamos de nossos entes queridos, nós estamos nos preparando para cuidar de uma comunidade inteira como esta fosse parte de nossa família, uma vez que pátria é família ampliada. Não é à toa que a monarquia é sagrada, uma vez que a família é sagrada.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 24 de setembro de 2016.

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Notas sobre a importância das nuances da linguagem para a filosofia - o caso da palavra "ridículo", tanto em inglês quanto no português

1) Como já foi dito, a grande vantagem de se aprender línguas estrangeiras é que você é capaz de aprender diferentes nuances. E essas nuances precisam ser passadas de um jeito que o leitor de nossa língua seja capaz de ouvir e compreender. Não é à toa que João Guimarães Rosa falava que isso é mais do que traduzir - trata-se de um traduziradaptar.

2.1) Exemplo disso está na acepção da palavra "ridículo". No português, o que é absurdo é digno risos; no inglês, o que é digno de espanto é causa do ridículo, seja para o bem, seja o para o mal.

2.2) Trata-se de algo mais amplo do que no português: não só as coisas absurdas em si mesmas são ridículas mas também coisas assombrosas, extraordinárias, são ridículas; se você as contar para outra pessoa, esta pode achar essa história absurda, a não que ser uma imagem comprove isto ao seu favor, uma vez que isso vale mais do que mil palavras.

2.3) Na linguagem televisiva americana, essa nuance do termo "ridículo" é extremamente interessante, uma vez que ela poupa a fala para aquilo que é útil, pois a imagem, objetivamente falando, provará o que o argumento não provará, por ser um dado subjetivo, dado que é difícil de ser obtido, a não ser que haja um verdadeiro esforço individual para isso.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 24 de setembro de 2016.

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Estudo de caso: como combater o superfaturamento nas compras governamentais. O caso dos materiais de higiene.

1) É bem comum haver superfaturamento nas compras governamentais destinadas à manutenção das instituições públicas. E um dos indícios está nos altos custos dos materiais de higiene, sobretudo no custo unitário das vassouras.

2) Sabe o que o meu professor de Processo Civil mandou fazer? Ele mandou o acusado de superfaturamento provar que a vassoura voa, ao perceber que o custo unitário das vassouras era bem mais alto do que o que se costuma praticar em mercado.

3) Não deu outra: o sujeito foi condenado.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 24 de setembro de 2016.

Por que não confundo educação com instrução?

1) Educação vem de berço. É desde a Igreja Doméstica, a família, que aprendo a viver a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus, assim como aprendo desde cedo a noção de certo e de errado. E se meus pais têm formação e tempo para me capacitar tecnicamente para vida, eu aprenderei os primeiros passos de minha profissão a partir das habilidades da minha mãe e do meu pai - e se eu for capaz de fundir as duas coisas, então eu acabo inventando minha própria profissão, o que é próprio da genialidade. Se meu pai tem irmãos, eu aprenderei o que houver de interessante dos meus tios; se minha mãe tiver irmãos, aprenderei através dos meus tios da linha materna. Do mesmo modo, com os pais do meu pai e com os pais de minha mãe, uma vez que família é comunidade fundada naquilo que é conforme o Todo que vem de Deus, donde vem o afeto, e é comunidade formada por laços de sangue também.

2) Aquilo que o conjunto da minha própria família não puder suprir, eu aprenderei na escola da paróquia. Lá poderei me capacitar em coisas que não encontrarei no meu ambiente familiar. Se a minha paróquia não tem escola, posso fazer isso numa escola particular - ou pública, se minha família não tiver condições de pagar pelos serviços prestados por uma escola particular.

3) É por essa razão que não confundo minha formação de berço com a minha capacitação técnica para a vida civil. Aliás, para eu ser um bom profissional, eu preciso necessariamente ser uma pessoa íntegra primeiro. É por essa razão que não confundo educação com instrução especializada, com capacitação técnica - a partir do momento em que há essa confusão, a tarefa dos pais de educar seus filhos naquilo que é conforme o Todo que vem de Deus acaba sendo substituída pelo Estado, que é tomado como se fosse religião de tal modo a abolir a religião verdadeira. Não é à toa que isso é herético e uma verdadeira apostasia.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 24 de setembro de 2016.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Comentários sobre a presença de José Serra na pasta que já foi ocupada pelo Barão do Rio-Branco ou notas sobre a diplomacia malminorista de Michel Temer

1) Uma coisa eu nunca aceitei: José Serra no Itamaraty, ocupando a pasta que foi um dia do Barão.

2) Serra é um comunista e é do PT de banho tomado: o PSDB. Por enquanto, ele não fez nada comprometedor na pasta até o momento, perto dos crimes que o Celso Amorim e o famigerado do Patriota fizeram.

3) Pelo menos, é um mal menor, perto de escreverem um artigo comparando o Amorim com o lendário Barão, apenas pelo fato de terem exercido a pasta por 4 presidências ou mais. Mas Amorim é que nem o Mantega: o efeito do tempo, ao reger o ato, é para destruir a nação, ao passo que o Barão é um ilustre varão do Império do Brazil, tanto é que o Itamaraty foi por muitos anos uma ilha de excelência, perto da mediocridade republicana, a tal ponto que o Brasil tomou a fama de ser a pátria da diplomacia.

4) Enfim, comparar Amorim com o Barão é como comparar D. Pedro II, o Magnânimo, com o Bolsonaro: uma heresia. As figuras do presente não são dignas de serem comparadas com a grandeza de D. Pedro II ou mesmo do Barão - eu me sentiria ofendido se houvesse tal tentativa, nas nossas atuais circunstâncias. Talvez num futuro não muito distante, quando a monarquia for restaurada - e isso só o tempo dirá.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 23 de setembro de 2016.

Notas sobre os atos terroristas de Reinaldo Azevedo

1) Idéias devem ser combatidas com idéias, desde que no âmbito do debate haja a sincera busca pela verdade.

2) No caso do Reinaldo Azevedo, o que ele faz é crime, é desonestidade. Ele deveria ser preso por crime de opinião, uma vez que está a distorcer os fatos de modo a edificar má consciência sistemática, melando todas as conquistas decorrentes desse trabalho que a Lava-a-Jato está a fazer pelo país. Reinaldo Azevedo está servindo ao PT, tal como o FHC está a proteger o Lula. Por conta dessa condescendência criminosa, o PSDB precisa ser FECHADO.

3) O dever do jornalismo é informar e opinar de maneira caridosa e servindo à verdade. Quem age fora da conformidade com o Todo que vem de Deus deveria ser proibido de trabalhar com comunicação social.

4) Por isso que defendo a censura. Defendo censura à circulação de idéias que só edificam liberdade para o nada, a ponto de relativizar tudo o que é verdadeiro, sensato. Liberdade sem freio é anarquia - e opinar sem estudar e sem amor pela verdade é um verdadeiro ato de terrorismo, uma vez que ele não é feito com armas e explosivos, mas com a palavra escrita, falada e televisionada.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 23 de setembro de 2016.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Notas sobre ciência política fundada na nossa realidade

1) Se a Ciência Política é a ciência do possível, então a verdadeira liberdade, fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus, não te obriga ao impossível, uma vez que o ser humano não é Deus, mas uma criatura feita à imagem e semelhança de seu Criador - e feita com muito amor.

2) A ciência do possível, a ciência do poder - quando amparada na verdade - não fica adstrita às competências do cargo que estou exercendo. Há muitas possibilidades e escolhas a fazer. Preciso saber muito bem saber fazer amigos, preciso honrar a palavra empenhada e preciso levar sempre em conta o bem comum, aquilo que faz com que o país seja tomado como se fosse um lar em Cristo. E o primeiro bem comum a ser levado em conta é a missão de servir a Cristo em terras distantes, tal como foi feito em Ourique. E é isto que me norteia, pois aprendi a ter consciência disso - e precisei de 20 anos para entender realmente a realidade das coisas, ao longo dos meus estudos de História do Brasil.

3.1) A política começa antes mesmo do cargo: preciso construir prestígio junto aos que me ouvem primeiro. Começa na Igreja doméstica e na vida paroquial.

3.2) Preciso ser versado nas coisas mais importantes, de modo a ser útil para a cidade - de uma forma ou de outra, eu precisaria ser uma espécie de polímata, coisa que não se faz mais hoje em dia. Precisaria estudar História, Geografia, Economia, Sociologia, Filosofia e até Relações Internacionais de modo a conhecer as coisas de uma maneira integrada e interligada, de tal modo a poder desempenhar bem o meu papel na vida pública.

3.3) Isso, como diz o professor Olavo, não é feito, uma vez que as pessoas estão mais interessadas em ganhar dinheiro e viver a vida no mais puro hedonismo, visto que isso edifica liberdade para o nada.

3.4) Não é à toa que esse modo de buscar conhecimento com fins profissionais favorece à ação comunista, pois os melhores servirão pelo dinheiro e não ao país, dado que moramos numa ordem de impessoais, onde a fraternidade universal simplesmente não existe - e isso é fora da nossa realidade histórica, edificada em Ourique.

3.5) Eis aí porque precisamos desamericanizar a nossa sociedade primeiro. Somos uma subcultura decorrente da americana, totalmente divorciada do nosso sentido histórico original - e isso é fora da nossa verdadeira constituição historicamente falando, posto que isso se fundou por força de milagre. Não é à toa que luto contra o quinhentismo e pela conscientização de se estudar o milagre de Ourique como pré-requisito para se estudar a História do Brasil.

4) Enfim, vai muito além do que o Olavo fala. Precisamos de filmes sobre Ourique e sobre a viagem de Descobrimento, assim como de filmes que tratem da história da nossa colonização. E isso pede muitos Josias Teófilos.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 22 de setembro de 2016.

Outra medida política que tomaria se fosse prefeito

1.1) Eu nunca tive aulas ou li livros sobre a História da Cidade do Rio de Janeiro ou do Estado do Rio de Janeiro. Essa é uma das minhas maiores frustrações, nesses mais de 20 anos que estudo a História do Brasil.

1.2) Para alguém que é tomado como se fosse professor por muitos aqui no facebook, isso é algo que me falta, pois nunca tive a oportunidade de estudar essa parte - por isso que não atuo na seara municipal ou estadual, dado que não conheço a história da minha própria localidade. E não conhecer a história da minha localidade faz de mim um verdadeiro analfabeto político, ainda que no sentido relativo do termo.

2) Se há algo que faria, se fosse prefeito de minha cidade, seria promover concursos para que façam o melhor manual de história da cidade do Rio de Janeiro e do Estado do Rio de Janeiro e que isso seja oferecido aos estudantes da rede pública da cidade. Faria com que o estudo da história local seja matéria obrigatória.

3) Obviamente, estariam automaticamente excluídos do concurso historiadores de viés marxista, visto que ensino é ato de amor e não pode ser ideologizado.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 22 de setembro de 2016.

Mais um outro exemplo dessa política que adotaria de acabar com a memória da República

1) Outro nome de rua que trocaria: Rua Pinheiro Machado, que fica na Zona Sul do Rio.

2) É um logradouro conhecidíssimo, é verdade, mas ele era o Renan Calheiros da República Velha. Um tremendo de um FDP.

3) No lugar, poria o nome de alguém digno: talvez o nome de Carlos Lacerda.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 22 de setembro de 2016.

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Exemplo concreto da política de exterminar a má memória da cidade

1) Na Tijuca, o Curso Glioche fica na esquina entre a Gonçalves Crespo e a Campos Salles.

2) O nome Campos Salles, um dos que ajudou a derrubar a monarquia no Brasil, sai - no lugar entra o nome do prof. Ângelo Moreira Glioche, pois este sim foi um benfeitor para a cidade, pois colocou muita gente boa nos quadros da Administração Pública nas esferas Municipal, Estadual e Federal.

3) Eis aí o que farei para exterminar a falsa memória da cidade.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 22 de setembro de 2016.

Postagem relacionada

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Notas sobre um ato político que faria se fosse prefeito do Rio

1) Se eu fosse prefeito, eu iria simplesmente trocar o nome de um logradouro que está a homenagear algum FDP da República ou herói fake e poria no lugar o nome do presidente Duda ou do presidente Orban.

2) Como só gente digna merece receber nome de rua, então esses dois, que são dignos, merecem essa honraria.

3) Aqui no Rio, tem um logradouro com o nome de Salvador Allende e outro com o nome de Nelson Mandela. São esses mesmos que vou substituir, pois são dois filhos da puta.

José Octavio Dettmann

Mais lições de moral aos que pregam o conservadorismo de boutique

1) Nem terno, nem bikini: ambos são exibicionismo. Apenas seja você mesmo.

2) Ser você mesmo, vivendo a vida na conformidade com o Todo que vem de Deus, é algo bem difícil de ser. Todo dia é uma luta constante de modo a que você esteja sempre presente diante de Deus, pois a todo instante somos tentados a ser o que não somos: e isso constitui uma experiência substituta da nossa realidade, o que nos nega em essência enquanto seres criados à imagem e semelhança de Deus

3) O professor Olavo já mostrou que a hipnose, coisa que se faz até na moda, facilita o processo de termos uma experiência substitutiva, fora da nossa realidade. Além de edificar má consciência, é fora da conformidade com o Todo que vem de Deus.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 22 de setembro de 2016.

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http://blogdejoseoctaviodettmann.blogspot.com/2016/09/o-conservador-nao-e-parte-de-uma.html

O conservador não é parte de uma tendência, de uma "tribo", como dizem os fashionistas

1) Não uso terno. O máximo que uso é traje sport fino - e faço isso quando vou sair de casa (geralmente para ir à Igreja ou fazer alguma fora de casa).

2) Dentro de casa, eu tenho roupas para usar dentro de casa - e só recorro a elas quando está frio; em dias de calor, que constituem a maior parte dos dias do Rio de Janeiro, eu só uso cueca. Poderia usar roupa, desde que o ar esteja ligado - como a energia é cara, então eu me visto do modo mais minimalista possível.

3) Se me fizerem uma entrevista, por conta do trabalho que faço, que façam isso num dia frio. E não vou usar terno e gravata, muito menos terei um cigarro ou charuto na boca, acompanhado com um whisky a tiracolo - afinal, eu não fumo, nem bebo. Se esta entrevista for feita em casa, será usando as roupas que uso em casa - roupas bem simples.

4) Muitos pensariam que sou "esculachado" - como minha entrevista em tese será feita em casa, eu me visto do jeito que quiser - e qualquer juízo que se emita a respeito da forma como me visto em casa é atentatório às regras constitucionais, uma vez que a vida privada é inviolável - a entrevista se dará dentro desse ambiente onde sempre me encontro: em casa. Além disso, não farei isso para me exibir - na verdade, farei isso sendo o que sou, na circunstância de ser um homem comum, morando com a família.

5) Os conservantistas de facebook pirariam por não usar os trajes típicos da "tribo". Como diz o Olavo, eu estou pouco me lixando para isso. Sou um homem de família, moro com os meus pais, não sou casado e trabalho em casa - dentro de casa, as regras são as de casa. Só um idiota impõe à rua aquilo que se faz em casa: exemplo disso são as moças que postam fotos de bikini no facebook. Eu poderia colocar fotos de sunga, mas não faço isso - afinal, não quero ser tratado como se fosse um objeto de prazer alheio e descartado, uma vez feito o ato libidinoso.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 22 de setembro de 2016.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Nem estados, nem departamentos. Os territórios que constituem a federação são províncias

1) Para os que adotam o modelo unitário de república, as divisões regionais são departamentos, do mesmo modo em que os bairros são colônias do centro da cidade. Isso é uma visão de mundo extremamente fora da realidade.

2) Para os que adotam o modelo americano da república, os estados são pequenas nações dentro da nação. E tendem a se tornar facções, a ponto de se separarem. Afinal, o federalismo é uma convenção e não uma união fundada na nacionidade, no país tomado como se fosse um lar.

3) A República brasileira casa os dois modelos: é uma federação de araque. O federalismo aqui é nominal.

4) O termo correto para chamar as regiões do Brasil é província. Províncias servem de escola para tomar o Brasil como um lar, pois o Todo transcende a soma das partes. E o papel da província é servir aos povoados locais, de modo a que possam ser um exemplo para as demais províncias de modo a que todas juntas sejam tomadas como se fosse um lar em Cristo, por força da missão que recebemos em Ourique: servir a Ele em terras distantes.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 20 de setembro de 2016.

Como a inadimplência sistemática dos governos de facção da República gera a crise de insolvência?

1) Na República, a crise da insolvência começa a partir da inadimplência sistemática.

2) Como na República não há crença em fraternidade universal, então o atual titular do cargo fará de tudo para sabotar seu sucessor, caso seja de outro partido ou de outra facção rival. Por isso que a República é essencialmente guerra de facção, pois nela o que prevalece é a ideologia e não a manutenção do bem comum.

3) E uma dessas formas de sabotagem é sendo inadimplente. E esse ciclo de inadimplência é sistemático até haver insolvência, o que acaba gerando crise do pacto federativo. E o quadro é agravado pela eventual crise econômica, uma vez que as divisas, arrecadadas por meio dos impostos, simplesmente não existem, posto que a fonte secou.

4) No âmbito da federação marcada pelo guerra de facção, cada naturalidade tende a se tornar nacionalidade, a tal ponto que estados competem entre si através de incentivos e favores fiscais - e é neste ponto que a regionalização tende a distribuir ainda mais o que é reproduzido desde cima, por conta do centralismo asfixiante, próprio do país tomado como se fosse religião de Estado. É por isso que a República mata o senso de tomar o país como se fosse um lar, uma vez que os povos dos Estados não são tomados como parte da família, como vemos na monarquia.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 20 de setembro de 2016.

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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Ser insolvente não é ser inadimplente

1) No Direito, existe uma diferença muito grande entre ser insolvente e ser inadimplente.

2) O insolvente em geral é um bom pagador: por conta de uma circunstância extraordinária, por conta de uma imprevisão - como uma doença na família ou alta do dólar, se estiver comprando alguma coisa com base no arrendamento mercantil (leasing) - ele está com dificuldades técnicas de pagar. E como isso afeta a muita gente, isso é matéria de ordem pública, visto que o devedor insolvente não é capaz de se defender juridicamente de um abuso, pois está vulnerável. É matéria de justiça, de caridade, ajudar os insolventes.

3) O inadimplente é um consumista, tem dinheiro para pagar, tem as circunstâncias favoráveis para pagar, mas, mesmo assim, não paga. É devedor e depositário infiel - a tal ponto que é capaz até de quebrar relações de confiança, quando for a ele confiado a responsabilidade de gerir os bens dos outros enquanto alguma coisa está em pendência judicial. O inadimplente lembra tanto o filho pródigo quanto o administrador desonesto, uma vez que esse ser vive uma vida desordenada, fundada no amor de si, conservando o que é conveniente e dissociado da verdade.

4) Atualmente, o adjetivo que é mais para ser referir a um caloteiro contumaz - o inadimplente, o que descumpre de maneira habitual e por escolha obrigações jurídicas onerosas - é perdulário. E é isto que caracteriza os que governam o país neste regime maldito que é a República Brasileira. 

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 19 de setembro de 2016.

https://bncon.files.wordpress.com/2016/09/03-jesus-e-a-parc3a1bola-do-administrador-desonesto.pdf

https://bncon.files.wordpress.com/2014/04/a-lic3a7c3a3o-de-jesus.pdf

domingo, 18 de setembro de 2016

Do espanto decorrem o absurdo e a admiração, matérias-primas da filosofia

1) Aristóteles dizia que a filosofia - a fonte da atitude filosófica, causa que nos leva à reflexão - vem do espanto.

2) O espanto tem fundamento em duas coisas: no absurdo e na admiração.

3) O absurdo vem das coisas que relativizam tudo o que é verdadeiro, que buscam liberdade fora da liberdade em Cristo, gerando uma verdadeira prisão. Segundo Camus, a primeira linha de conhecimento da verdade vem a partir do momento em que começamos a meditar sobre isso, fazendo um verdadeiro trabalho de engenharia reversa de modo a conhecer o que é verdadeiro e conforme o Todo que vem de Deus. A partir do que é conhecido e que deve ser portanto obedecido, por se fundar justamente nessa conformidade, temos a atitude necessária para combater esses absurdos que estão sendo edificados na vida social, a ponto de relativizar tudo o que é de mais sagrado.

4) A admiração é fazer coisas admiráveis, coisas essas que nos apontam para Deus. É o apostolado fundado nas boas obras, fundadas numa fé verdadeira. A admiração é alimentada a partir de séculos e séculos fazendo engenharia reversa a partir do absurdo. Não é à toa que o admirável parte de uma fé bem estruturada, bem formada naquilo que é verdadeiro.

5) O fato de muitos dos nascidos nesta terra não terem o senso de admiração se deve ao fato de que muitos conservam o que é conveniente e dissociado da verdade. Muitos deles perderam a conexão de sentido que levou à fundação deste terra - e por justamente desconhecerem aquilo que foi fundado em Ourique, tendem a ter uma leitura errada do país, fundada no fato de se tomar o país como se fosse religião de Estado, em que tudo está nele e nada pode estar fora dele ou contra ele. Não é à toa que o pai da doutrina das nacionalidades no Direito Internacional, Pasquale Mancini, teve seu trabalho condenado pela Igreja - ele era um homem de esquerda, pelo que pude ler na introdução às suas preleções de Direito Internacional, organizadas pela Unijuí, em 2003.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 18 de setembro de 2016.

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Federalismo de integração - sinônimo de engessamento

1) As receitas públicas mais importantes, como o imposto do Renda, o IOF, o IPI, Imposto Territorial Rural são todas receitas da União. Isso sem contar as contribuições, coisa que só compete à União criar, com base no artigo 149 da CRFB/88.

2) O fato de as competências da União serem tratadas primeiro indica uma tendência de centralismo asfixiante, já que, ao contrário dos outros países, a nossa Constituição discriminou em detalhes o sistema tributário nacional.

3) A mesma coisa pode ser vista nas matérias que são de reserva legislativa da União, constantes no artigo 22 e seguintes, que geram a pena de inconstitucionalidade na forma desta CRFB. Pelo que se pode observar, ao Estado compete tão-somente legislar aquilo que não compete nem à União e nem aos Municípios.

4) Este tipo de coisa caracteriza engessamento. Por essa razão, o argumento, proferido por alguns, de que o Brasil é uma federação que se rege sem o princípio da subsidiaridade faz sentido. O Brasil é, portanto, uma federação de araque: nas palavras do Min. Lewandowski, eles chamam isso de "federalismo de integração".

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 18 de setembro de 2012.

sábado, 17 de setembro de 2016

Notas sobre o realismo de certas falsas analogias

1) É verdade que Deus e ser humano são categorias ontológicas diferentes - um é criador e outro é criatura. Embora não seja sensato comparar coisas que são de categorias ontológicas diferentes, a realidade nos aponta algumas coisas interessantes.

2) Cito como exemplo o que já me aconteceu. Minha ex-namorada, que sempre foi ligada nas coisas do mundo, dizia que quem não é visto não é lembrado. Como este é um argumento tipicamente materialista, imanentista, nihilista - portanto, fora da conformidade com o Todo que vem de Deus -, cheguei a esta conclusão: "se isso fosse verdade, todos seriam ateus, uma vez que Deus fala através de palavras, atos e coisas e é sempre lembrado pelos conservam o que é conveniente e sensato, já que isso faz chegar à verdade, à conformidade com o Todo que vem de Deus".

3) Embora a analogia seja formalmente errada, uma vez que Deus e homens são realidades ontológicas diferentes, isso é um retrato perfeito da realidade, pois o homem que conserva o que é conveniente e dissociado da verdade almeja ser Deus, a tal ponto que nega alguns elementos verdadeiros e que nos são invisíveis, mas que podem ser percebidos pela razão humana, pela prudência e pela sensatez. Se tudo fosse parte do mundo material, do mundo aparente, não faria sentido criar raízes profundas na verdade, de modo que houvesse o crescimento espiritual, uma vez que estar conectado ao eterno, ao invisível liga a terra ao céu.

4) Eis a beleza da linguagem literária - ela retrata a lógica do absurdo, uma vez que a sabedoria humana está agindo de contraponto à sabedoria divina. E isso transcende à lógica formal, a tal ponto que lidar com essa contradição fundada, no pecado original, pede a constante readequação das coisas, de modo a que se semeie a verdade, na conformidade com o Todo que vem de Deus. Pois como disse Camus, o absurdo é a primeira verdade. E é de tanto conhecermos o absurdo que no fundo vamos chegando à verdade, uma vez que vamos fazendo a engenharia reversa de todo o conteúdo que há por trás daquilo.

5) Por isso mesmo que uma falsa analogia não é de todo um absurdo, uma vez que ela retrata a realidade. E o professor Olavo nos pede que estudemos a realidade, que façamos engenharia reversa de cada coisa dita de absurdo, de modo a ficar com o que é conveniente e sensato, coisa que nos leva à conformidade com o Todo que vem de Deus.

José Octavio Dettmann

Notas sobre uma falácia que é muito popular atualmente

1) Muitos costumam dizer esta frase: quem não é visto não é lembrado.

2) Se isso fosse verdade, todos seriam ateus. Afinal, Deus, o criador do Universo, não tem imagem e todos se lembram d'Ele, uma vez que ele fala através de fatos, palavras e coisas.

3) Enfim, quem diz essa asneira conserva o que é conveniente e dissociado da verdade: a sabedoria humana dissociada da divina.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 17 de setembro de 2016.

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Notas sobre a incoerência dos libertários

1) O libertário é contra o Estado, contra a única garantia que dá lastro à propriedade privada: a proteção das transações, fundamento que gera a integração entre as pessoas e a responsabilização pessoal.

2) Sendo assim, é contra a propriedade privada, bem ao contrário do que insiste defender. Não é à toa que se julgam a nova esquerda, pois são realmente esquerdistas, dado que edificam liberdade para o nada - e liberdade para o nada favorece o relativismo moral, o que só aumenta o totalitarismo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 17 de setembro de 2016.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Da relação entre comunitarismo e a atividade intelectual independente

1) Ser escritor, como falei, é mais do escrever um livro. Ele também constrói uma comunidade com todos aqueles amam e rejeitam as mesmas tendo por Cristo fundamento, os seus leitores.

2) A atividade de um escritor edifica consciências sistematicamente, uma vez que ele é o professor de uma nação inteira, de modo a que esta melhor tome o Brasil como se fosse um lar, com base naquilo que foi edificado em Ourique. Enfim, é uma atividade essencial distributivista, pois uma família estruturada nasce das sólidas relações de amizade entre o escritor e seus leitores, já que o escritor é como se fosse um rei na matéria em que escreve e seus leitores são seus súditos, pois estão sujeitos ao constante aprendizado com ele. Quando o escritor é sério, ele se torna uma autoridade legítima, por força de Direito Natural.

3) Se o escritor é o patrimônio de uma nação, tal qual o rei, ele deve ser mantido, pois seus estudos ajudam e muito a nação. Não é à toa que o escritor e o rei se assemelham neste aspecto, embora o rei seja aquele que modera os debates políticos da comunidade, de modo a que isso não descambe em autoritarismo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 16 de setembro de 2016.

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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Lula, o câncer deste país

pchuły - pulgas, em polonês

Pixuleco - Lula, o rato de esgoto

1) Aqui em casa, nós chamamos o Lula de "rato de esgoto".

2) A peste negra, que dizimou muita gente na Europa, quando do tempo do Renascimento Comercial, vem das pulgas do rato.

3) O socialismo não só derrama o sangue inocente de suas vítimas, fazendo sacrifícios humanos voltados para o nada: ele é a própria morte negra, seja na fome, seja na peste bubônica, pois o rato de esgoto é o grande general desse mal. E mesmo que se limpem na própria sujeira, ele é o pai do famigerado Foro de São Paulo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 15 de setembro de 2016.

Qual é o segredo do meu trabalho?

1) Para chegar aos mais de 2500 artigos que escrevi, eu não li muito. Na verdade, meditei mais do que li. Segundo o professor William Bottazzini Rezende, é isto que caracteriza um grande pensador.

2) Eu li um pouco do livro Belonging in the Two Berlins de John Borneman, sobretudo aquele debate com Ernest Gellner, contido numa das notas finais do livro. Enquanto Gellner dividia a História de um povo em vários períodos de nacionalismo, Borneman usou o termo nationness (que foi traduzido por nacionidade, no livro Um Mapa da Questão Nacional, no artigo "Para onde vão as nações e o nacionalismo?") para separar o senso de tomar o país como se fosse um lar de nacionalismo, do senso de tomar o país como se fosse religião.

3) Li um pouco das preleções de Pasquale Mancini, em que define a nação como um dado irredutível, a mônada racional da ciência, a qual deve ser tomada como se fosse uma segunda religião. E foi deste cara aqui que nasceu o princípio das nacionalidades no Direito Internacional.

4) A distinção entre a nacionidade e nacionalidade foi-me tão relevante que fui encontrando fundamentos na Bíblia. A questão da nacionidade eu encontrei na História de Ruth - e foi aí que encontrei o senso de tomar o país como se fosse um lar em Cristo, contrapondo-se ao nacionalismo dos hebreus, que tende a ser farisaico. Quando Cristo deu pleno cumprimento à lei mosaica através do ama o próximo como a ti mesmo, ele criou o senso de tomar o pais como se fosse um lar em Cristo, com base na pátria definitiva, a qual se dá no Céu.

5) Tempos depois, através da indicação do Tarcísio Moura, eu tomei contato com a visão do Cristo Crucificado de Ourique - e percebi que tomar o país como se um lar em Cristo implica servir a Cristo em terras distantes. Como estamos em tempos virtuais, este conceito se atualizou.

6) A questão do conservadorismo e do conservantismo, eu encontrei através da introdução que Pedro Calmon fez da obra Da natureza e dos limites do Poder Moderador. Ao longo das minhas meditações, percebi que conservador é quem conserva a dor de Cristo, ao passo que conservantista é quem conserva o que é conveniente e dissociado da verdade.

7) Enfim, através de sucessivas meditações e debates que tive ao longo desses anos com os meus contatos, com base nas leituras que fiz, eu fui desenvolvendo esse trabalho que estou a escrever.

8) É isso que fiz. E não é preciso ir muito longe. Deus foi tão generoso comigo que recebi do colega Haroldo Monteiro dois convites de hangout: um para debater sobre o milagre de Ourique e outro para discutir Voegelin, sendo que este último ocorreria num horário em que naquela hora já estaria dormindo, já que durmo cedo.

9.1) Embora nunca tenha lido Voegelin e outros clássicos, a experiência que acumulei investigando o que investiguei fornece novos elementos aos que estudam este pensador alemão recomendado pelo professor Olavo.

9.2) Não é à toa que minha pesquisa completa o trabalho do professor Olavo, pois analisei um outro aspecto que me pareceu interessante, a partir de algo que muitos julgam secundário, mas que se tornou a pedra angular do meu trabalho, dado meu interesse mortal sobre as verdadeiras razões pelas quais devemos tomar nosso país como se fosse um lar e não como fosse religião de Estado desta República, a qual edifica liberdade para o nada.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro 15 de setembro de 2016.

Esboço de um modelo de cursus honorum brasileiro

1) Se houvesse uma lei de cursus honorum no Brasil, todo aspirante a político devia começar sua carreira num pequeno município e o objetivo dele é fazer essa região ser bem desenvolvida de tal forma que este município passe a ser uma cidade importante para a região onde se encontra.

2) Se fizesse um bom trabalho, ele pode ir se candidatar a vereador ou a prefeito numa cidade média - ou ser chamado a administrar outro povoado menor próximo e integrá-lo ao outro povoado que administrou. Se ele for um bom administrador de três cidades menores, poderá se candidatar a deputado provincial. Se administrar ao menos 5 cidades, poderá ser escolhido ao senado da província, o lugar dos homens bons locais, que elegerão os senadores.

3) Se fizer um bom trabalho numa cidade média, poderá se candidatar a uma prefeitura de cidade grande, como Campinas, ou capital de Estado. Se fizer um bom trabalho, poderá se candidatar a governador da província ou a deputado federal.

4) Para se candidatar a presidência, ele deve ter um histórico de administrar pelo menos três províncias. Se fizer um bom trabalho em pelo menos uma, poderá se candidatar ao Senado.

5) Quem preside a União deve pelo menos ter sido presidente em 3 províncias e feito um bom governo nesses três territórios. Esse negócio de presidente aventureiro, como temos por aqui, só promove os piores. E se ele não pode se candidatar se não tiver sido um bom governador dentro desses três territórios.

6) A questão é: quem escolhe os presidentes, dentre os presidenciáveis? O Imperador do Brasil, pois quem exerce o Poder Moderador deve proteger o povo dos maus governantes. Se não houver um soberano moderando, a república brasileira será uma desgraça. Por isso que a monarquia, na verdade, é uma república baseada nas virtudes republicanas de Roma, na filosofia grega e na fé cristã. E como se não bastasse tudo isso, há a missão que herdamos do Cristo Crucificado em Ourique.

7) O presidente da União é o Chefe de Governo no Brasil - e a chefia de Estado é exercida pelo Imperador. Com isso, adotamos uma fórmula próxima a de 1824, aos tempos atuais.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 15 de setembro de 2016.

Ciclovia do Prefeito Suvinil é um mal de Montezuma

1) Se São Paulo fosse governada por um prefeito asteca, a ciclovia seria construída a partir do sangue de 50 mil inocentes sacrificados, dados em holocausto em honra ao deus do vento. E o pior é que iriam chamar isso de "pleno emprego", tal como os keynesianos dizem.

2) Como na República cada um tem a verdade que quiser, então isso acabará sendo tomado por Ordem e Progresso, apesar de ser barbárie, caos e retrocesso.

3.1) Não é à toa que o México nasceu do fim dessa barbárie, coisa que se deu a partir da conquista dos espanhóis.

3.2) Indo em busca de si mesma e sem mandato do Céu, a Espanha serviu a Cristo em terras distantes, libertando tribos inteiras dessa coisa tenebrosa - e por isso mesmo, merece uma parte das novas terras que seriam descobertas por força da missão que recebemos do Cristo Crucificado de Ourique, uma vez que essas terras constituem, pois, o território do vice-reinado da Nova Espanha.

3.3) É este o prêmio que deve ser dado aos espanhóis por força da mão invisível em que estes foram guiados, quando foram em busca de si mesmos - e é justamente por conta deste tipo de coisa que a República Mexicana, outro lixo igual ao nosso, quer negar, a tal ponto que padre não pode usar batina no México. Por isso que tomam como símbolo patriota esses bárbaros, esses astecas, a mesma lógica tapuia que é adotada aqui. Não é à toa que isso é apátrida.

4) Enfim, o indianismo, tal como o conhecemos desde os tempos do romantismo, nega a realidade que é Cristo - e por isso mesmo, utópico.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 15 de setembro de 2016.

Qual é o segredo do meu pensamento político?

1) Há quem me diga que eu tenho uma visão política pouco comum. Como cheguei a ela?

2) Eu cheguei a ela estudando. Estudei a História do Brasil até o ponto de ver o Crucificado de Ourique; quando Ele deu ao nosso primeiro Rei, D. Afonso Henriques, a missão de servirmos a Ele em terras distantes, dado que Cristo também queria um Império para si, vi que tinha visto os elefantes de Haníbal. Ou seja, estava pronto para a guerra, ainda que o tipo de guerra em que luto seja a cultural, coisa que faço online, todos os dias.

3) Se a pessoa não estudar a História do Brasil até esse ponto, ela simplesmente não será capaz de entender por que razão estamos aqui. Se tomarmos a realidade como se fosse coisa, tal como a maioria faz, terminará sendo desligada do Céu, por conta do relativismo moral e religioso que é sistematicamente semeado nesta terra.

4.1) Se a pessoa não se universalizar primeiro, ela não será capaz de entender as diferentes estratégias que os povos das outras terras adotam de modo a tomar os seus respectivos países como um lar - assim, não poderemos desenvolver nosso próprio caminho, pois não teremos um caminho a imitar, tendo por base nossa realidade local.

4.2) E é este tipo de coisa que mais falta no Brasil: esse senso, essa necessidade de se universalizar primeiro. Se isso não se der em Ourique, então seremos reduzidos a apátridas, a este espectro de Brasil que não é o Brasil verdadeiro, que é tomado por realidade como se fosse coisa, uma vez que esta mentira está sendo sustentada sistematicamente de modo a continuar sendo verdade, já que por si mesma ela ruirá, se houver homens corajosos para mudá-la, dispostos a morrer por essa causa que se funda no Céu.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 15 de setembro de 2016.

Não existem partidos políticos no Brasil, mas verdadeiros clubes eleitorais

1) O princípio da impessoalidade é uma farsa no Brasil - a tal ponto que partidos foram criados de maneira artificial. 

2) Eles não representam uma associação natural de pessoas por conta de amarem e rejeitarem as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento e de modo a trabalharem juntas de modo a que o Brasil como um todo seja tomado como se fosse um lar por força da missão que recebemos de Ourique, coisa essa que nos prepara para a pátria definitiva, que se dá no Céu.

3) Os partidos não representam comunidades que tomam o Brasil como um lar, mas ideologias, esquemas de poder que edificam liberdade para o nada - a tal ponto que isso chega a fomentar totalitarismo.

4) Nada no Brasil é pensado de baixo para cima. Tudo é pensado de cima para baixo, sem subsidiaridade - a tal ponto que o que vemos em Brasília é um verdadeiro delírio, em desconexão completa com aquilo que é real e que está disperso pelo país afora. Não é à toa que há uma Guerra Civil não declarada entre o povo e o estamento tecnocrático que governa esta terra, que é ilegítimo e está fora daquilo que foi fundado em Ourique.

5) Até mesmo a base para a constituição de verdadeiros partidos, que são as pessoas que se associam de modo a promover o bem comum, simplesmente não existe. A maioria das pessoas é inculta e está no mesmo nível dos animais. Como vão poder tomar o país como se fosse um lar num estado tão primitivo como esse?

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 15 de setembro de 2016.

Da necessidade de governar múltiplas províncias e múltiplos municípios ao longo da vida

1) Na época do Império, os políticos, como no Império Romano, se notabilizavam por administrar as mais diferentes províncias. Exemplo disso foi Zacharias de Góes e Vasconcellos, que - antes de ser presidente do Conselho de Ministros de Sua Majestade, o Imperador D. Pedro II - presidiu três províncias: Bahia, Sergipe e Paraná, da qual foi o primeiro presidente da nova província instalada.

2) Para se tomar um país como se fosse um lar, o político deve governar ao menos três províncias diferentes - e integrá-las umas às outras de modo a que juntas sejam um exemplo para as demais, de modo que melhor tomem o país como se fosse um lar em Cristo.

3) Nos tempos republicanos, políticos vêem a província - ou a sua fração menor, o municípo - como um feudo, e acabam se apropriando indevidamente do bem comum como se isso fosse exclusivamente deles, o que é ilegítimo. E isso é feito de tal maneira que as naturalidades acabam se tornando nacionalidades, fazendo com que uma província faça intriga contra a outra através da guerra fiscal, de modo a fomentar separatismo. E isso acabará fomentando apatria sistemática, dado que todos estarão fora daquilo que foi fundado em Ourique, por conta da má consciência sistemática.

4.1) A mudança de regime começa necessariamente pela mudança de postura.

4.2) Para quem queira começar na vida política, o primeiro passo é ganhar a confiança de uma pequena comunidade local, de modo a desenvolvê-la até ser um importante município para a província.

4.3) Após isso, o próximo passo é ir para um município de médio porte ou para um município vizinho àquele que administrou, de modo a favorecer a integração de ambos. Feito isso, deve administrar a capital e só então se eleger governador da província como um todo.

4.4) Depois de ser um bom governador de província, é preciso que se represente a província no âmbito da União, no Senado, que é onde se discute aquilo que é decorrente da união das províncias, a questão do pacto federativo. E se houver a oportunidade de administrar outras províncias - caso seja convidado pelo povo local a se candidatar, através de petições públicas, por conta da fama de bom administrador que tem -, que o faça. E se fizer um bom governo nessas províncias, aí terá legitimidade para se candidatar à presidência do País, com uma vasta experiência testada e comprovada. E é este o começo de um governo de conciliação nacional necessário para se restaurar a monarquia no Brasil.

5) Enfim, para se combater a República, é preciso que se tenha um espírito público fundado no senso de se tomar como um lar, por conta daquilo que foi edificado em Ourique - e para isso, é preciso que se governe várias províncias e vários municípios ao longo de uma vida. Afinal, ninguém governa sozinho - e o dinheiro para as campanhas deve vir de pessoas que confiam no seu trabalho, e não de empresas, cuja função é servir ao público naquilo que o conjunto das famílias é capaz de por si mesmo suprir.

6) É preciso que as coisas sejam feitas de baixo para cima, através de uma ação de longo prazo, em que os sucessores continuarão a iniciada ao longo da vida. E este é o legítimo fundamento de uma dinastia, fundada na virtude republicana - e o Império é a evolução da República que temos, dado que esta é historicamente fisiológica e divisionista.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 15 de setembro de 2016.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Tomar o país como se fosse um lar implica conquista e integração constante, já que esse processo é inacabado

1) A grande unidade se dá na verdade, na conformidade com o Todo que vem de Deus.

2) A grande unidade, para produzir o senso de se tomar o país como se fosse um lar em Cristo, também se ampara na diversidade, que deve ser tomada como a escola que prepara o caminho para essa unidade, uma vez que o fundamento da mesma está no fato de que o ser humano é um ser que adapta o meio em que vive às circunstâncias em que se encontra de modo a tomá-la como se fosse um lar, colonizando-o de maneira definitiva. O conjunto de gerações vivendo neste meio e em constante adaptação gera o regionalismo, a diversidade. Por isso mesmo, estas novas partes devem ser assimiladas, digeridas, de modo a que o Todo , ao absorver esta nova parte, também assimile o que há de melhor desta parte em particular e melhor distribuí-la ao que está conhecido e integrado.

3) Tomar o país como se fosse um lar implica trazer essas partes interessadas de modo a que produzam um todo metodicamente harmonioso que transcende a soma de todas as partes. E a transcendência da soma não quer dizer necessariamente eliminar a essência das partes, de modo a produzir um sistema orgânico - na verdade, a própria eliminação da essência de uma parte no sistema torna o sistema mecânico, forçado, e não orgânico, espontâneo.

4) Seja conquistando novas partes ou mantendo essas partes historicamente integradas a este todo harmoniosamente constituído, o senso de se tomar o país como se fosse um lar começa a ser pensado a partir do momento em que fazemos estas perguntas: qual é a extensão do país que devo tomar como se fosse um lar em Cristo? O atual, tal como o conhecemos, ou aquele que não está em nosso território, mas que está disperso pelo mundo de modo a servir a Cristo em terras distantes? Até que ponto devo usar armas, de modo a trazer novas partes para esse todo fundado em Ourique? Posso usar outros meios, fundados em bom direito, fundado na conformidade com o Todo que vem de Deus? Estas são questões que a geopolítica pode responder de modo a atender a este chamado da alma, fundada na eterna missão de servir a Cristo em terras distantes, São os portos do chamado (ports of call, cuja pronúncia lembra Portugal).

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 14 de setembro de 2016.

Uma mulher que sabe esperar certamente sabe ser fiel

1) Se eu tomar por base a única experiência de namoro que tive, então eu posso dizer, sem medo de errar, que a melhor mulher é aquela que sabe esperar. Saber esperar implica ter esperança, sabendo que seu marido vive a vida fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus e que voltará pra casa, depois que sua missão estiver concluída por hoje.

2) A mulher que não sabe esperar não crê em fraternidade universal. E por não crer em fraternidade universal, ela não confia em ninguém. E por não confiar em ninguém, ela não progredirá, com base na capitalização moral. Um indício disso está no fato de que ela não crê na eternidade, a tal ponto que está disposta a viver a vida à base de baladas e muito sexo. Enfim, será a depravação sistemática dessa alma, já que está presa naquilo que edifica liberdade para o nada, que é tomado como se fosse verdade, embora seja falso, fora da Lei Natural.

3) Se a mentalidade revolucionária afetou por demais as mulheres, a culpa está nos que se omitiram dos seus deveres enquanto homens cristãos.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 14 de setembro de 2016.

Deduzindo alguns fundamentos de um bom casamento, com base nos conselhos do professor Olavo de Carvalho

1) Para se escolher a melhor pessoa com a qual você terá uma vida a dois, você certamente precisará de uma base de pessoas do sexo feminino que amem e rejeitem as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento. E esta base deve ser vasta, pois a aristocracia vem dos melhores do povo, a partir de uma base larga.

2) O Professor Olavo fala que é preciso conhecer muitas mulheres, não com o intuito de ser um mulherengo. Para se conhecer a natureza de uma pessoa, você precisa conhecer o há de mais precioso na alma dessa pessoa - e o fundamento certeiro é amar e rejeitar as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento.

3) Vai chegar um dia em que haverá uma que será a síntese de todas as outras e que transcende a soma de todas as outras já conhecidas, a tal ponto que você a amará de tal forma que a perdoará de todos os seus pecados, caso ela venha a pecar contra ti. É mais ou menos isso que representa a Roxane para o professor Olavo.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 14 de setembro de 2016.

Comentários acerca de algumas características do trabalho que faço

1) Ao longo do meu trabalho, você verá que o que faço abrange mais mulheres, contando os contatos que vêm do Twoo, do que homens. Por quê faço isso?

2) Primeiro, a mulher de hoje tem mais estudo. E isso favorece o debate intelectual.

3) Atualmente, a mulher mais propensa ao estudo é mais protestante que católica. E a melhor forma de trazer estas pessoas é sendo estudioso e mostrar as coisas de maneira racional e civilizada

4) A melhor mulher, que estuda, aprecia homens inteligentes, a tal ponto que passam a ser servas do marido, pois vêem nele a figura de Cristo. Não é à toa que o casamento leva à santa liberdade fundada na santa escravidão, fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus.

5) Por isso mesmo, é através dos estudos que conseguirei minha esposa. Este é o meu jeito de ser - por isso que trabalho duro para isso.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 14 de setembro de 2016.

Notas sobre o comportamento dos loucos

1) Os loucos dominam a todos porque são agressivos - e além de agressivos, são imprevisíveis, o que inviabiliza qualquer defesa contra eles, já que a razão fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus se funda no que é cíclico, previsível, natural, regular, constante - por isso mesmo, obedecido.

2) Os loucos só conhecem a linguagem da violência, até mesmo a da violência velada, tal como vemos na fala. Como diz Chesterton, eles perderam tudo, exceto a razão, que é tomada como se fosse sua religião, cujo culto foi construído por gerações de pessoas ricas em sabedoria humana dissociada da divina, pessoas essas que lhes antecederam no tempo, tão loucas quanto estas que vivem no presente.

2) O louco, por conta de suas habilidades verbais, vive se mascarando. Por isso que o primeiro passo é desmascarar o louco, pô-lo nu diante de todos. Esse é o maior ato de agressão, de contra-ataque que se pode praticar, pois a caridade deve ser direcionada à platéia, de modo que não viva na conformidade com o Todo que vem deste que é rico em sabedoria humana dissociada da divina, dado que isso edifica liberdade para o nada.

3) Se, ainda assim, ele for que nem o Lula, a solução é dialogar na língua que ele conhece muito bem: a violência. E aquilo que é bom, por ser verdadeiro, angaria forças muito superiores do que a dos maus.

4) Trata-se de uma operação dialética - se o mal é negação, é preciso fazer a negação da negação, de modo a se restaurar o bem.

5) A doutrina de não se fazer o mal com mal só funciona em ambientes onde as pessoas são normais, civilizadas, pois o desonesto está à esquerda do pai no seu grau mais básico, ao passo que o louco faz esse conservantismo de maneira qualificada, extremada e isso pede meios mais ousados de contra-ataque, coisa que só quem busca a santidade é capaz de fazer. Enfim, quando estamos diante de loucos, estamos tratando de uma exceção à regra da doutrina prevista na Lei Natural, na conformidade com o Todo que vem de Deus, visto que é um caso excepcionalíssimo, que nesta atual circunstância se tornou algo sistemático. E este é o fundamento da desobediência civil, quando o governo está nas mãos de loucos que estão dispostos a fazer da sociedade um macrocosmos do manicômio do qual não deveriam ter saído.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 14 de setembro de 2016.