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terça-feira, 31 de maio de 2016

Notas sobre a perversão do conceito de liberdade pública

1) Olavo fala que a sinceridade é a presença da pessoa diante da eternidade, da realidade, da verdade.

2) Cristo é o caminho, a verdade e a vida - e ninguém vai ao Pai senão por Jesus. Além disso, Nossa Senhora é o atalho para esse caminho.

3) Aquele que busca estudar a realidade busca o caminho de Cristo, de modo a encontrá-lo.

4) Cristo, ao dizer o que disse, proclamou isso de forma pública, entre nós, em vida comunitária. E o fez de modo a que o verbo que se fez carne também fizesse santa habitação em nós. Por isso ele se fez de alimento para nós, de modo a que isso tivesse eficácia redentora.

5) Se o país for tomado como se fosse religião de Estado, de modo a que tudo esteja nele e nada fora dele, então ele estará por forças humanas competindo com o Deus verdadeiro que se fez homem de modo a dizer, de maneira falsa, que é o caminho, a verdade e a vida no lugar de Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. E isso é extremamente herético, pois mata a religião verdadeira, coisa estabelecida pelo Deus verdadeiro que mandou Seu Filho para nós de modo a nos salvar da escravidão do pecado.

6) Essa falsa liberdade pública estabelecida pelo Estado totalitário é um libertarismo privado, na verdade. Tanto é que da confusão do público com o privado temos patrimonialismo - e isso leva a um absolutismo político. Isso é conseqüência direta da descristianização da nossa sociedade.

7) A questão do patrimonialismo está intimamente relacionada à perversão do conceito de liberdade pública - e isso se deu porque quiseram retirar Deus de seu verdadeiro lugar e estabelecer um ídolo chamado Estado, de modo a ser tomado como se fosse religião. Todo aquele que tiver vínculo com esse falso Deus acaba se tornando apátrida, se viver em conformidade com tudo aquilo que for estabelecido por esse Estado tomado como se fosse Deus, essa religião dos homens ricos de sabedoria humana e dissociada da divina.

8) Eis aí porque todo nacionalismo moderno tende a uma caricatura, pois revela um estado de espírito falso, insincero.

domingo, 29 de maio de 2016

Como a monarquia garante o desenvolvimento nacional

1) Sob a monarquia, o paupérrimo Vale do Jequitinhonha tornar-se-á o Vale do Dziękczynienie, o Vale da Ação de Graças. 

2) E devemos dar graças a Deus, ao Cristo Crucificado de Ourique, pela aliança entre o altar e o trono que foi edificada a partir de nosso primeiro Rei, D. Afonso Henriques. É por meio disso que tomaremos o nosso país como se fosse um lar. 

3) Por isso, lembremos sempre de Ourique - e não do quinhentismo.

sábado, 28 de maio de 2016

O termo "conservative" também está corrompido

1) Tal qual apontei, se conservadorismo e liberalismo estão corrompidos, então até mesmo a palavra conservative está corrompida, pois o processo de conservar a dor em Cristo precisa do ativismo da Igreja militante, fundado na Igreja dos Santos Apóstolos, que é a triunfante.

2) É exatamente isso que edifica a ordem livre fundada na magnificência - o liberalismo fundado na conformidade com o Todo que vem de Deus. E esse santo liberalismo promove o santo libertarismo, pois nos liberta da escravidão do pecado, a partir do momento em que passamos a ser escravos do Senhor, pois Deus é bom e compassivo.

Notas sobre o verdadeiro significado de conservative, em inglês

1) Em inglês, a palavra para conservador é conservative.

2) Como os americanos nasceram da heresia do Rei Henrique VIII, então o termo "conservative", na verdade, é conservantismo qualificado na forma de ativismo utilitarista.

3) E esse ativismo se dá através do ativismo judicial ou no ativismo fundado no livre comércio, tendo por base o amor ao dinheiro, coisa que é fundada na ética protestante.

4) Essa concepção civilizatória bem rasa foi distribuída ao mundo - e foi altamente desastrosa.

A conformidade com o Todo que vem de Deus qualifica a verdadeira e justa reação

1) Dizia Nelson Rodrigues: "Sou reacionário - reajo a tudo o que não presta". 

2) Aquele que conserva a dor de Cristo, que é quem edifica a verdadeira liberdade, reage a tudo aquilo que se conserva conveniente e dissociado dessa mesma verdade. Como o conservantismo não presta, então a nossa reação tem sentido, pois buscar liberdade fora da liberdade em cristo é edificar liberdade para o nada - e não se opor ao erro é aprová-lo.

3) O verdadeiro fundamento da reação ao que não presta se funda em algo verdadeiro e objetivo, pois a Lei de Deus se faz na carne e se aperfeiçoa no amor, pois devemos amar uns aos outros tal como Jesus nos amou. Eis o verdadeiro fundamento da contra-revolução

4) Ser reacionário conservando o que é conveniente e dissociado da verdade é ser revolucionário, no sentido utilitarista do termo. É por conta disso que a monarquia dá lugar a República, tal como se deu nos EUA, pois o amor ao dinheiro estará muito acima do amor a Deus, terminando por edificar uma falsa ordem, herética. E os revolucionários de 1889 importaram esse modelo odioso - o que nos condenou a 127 anos de atraso. E o atraso foi propagandeado como se fosse progresso - eis a mentira dita como se fosse verdade.

Notas sobre a direita nominal

1) Tal qual o salário nominal - cuja fonte é o salário mínimo fixado pelo governo -, a direita nominal está à esquerda do Pai porque conserva o que é conveniente e dissociado da verdade.

2) A direita real, conforme o Todo que vem de Deus, estuda e busca entender as coisas de maneira racional, de modo a ter fé naquilo que não pode ver. E é por crer em coisas invisíveis, além daquilo que é material, físico, que começa a estar em conformidade com o Todo que vem de Deus.

3) Como investigar a realidade é um trabalho de inteligência, então a investigação racional de modo a aumentar a fé naquilo que é conforme o Todo que vem de Deus é um processo de capitalização moral, pois a verdade se dá em Cristo, que é uma das pessoas da trindade, pois é Deus na forma de homem. Tal qual o salário real,  ele não só medido pela produtividade do operário - ele também mede o grau de zelo que esse operário tem pelo seu ofício e o grau de confiabilidade que esse operário tem em fazer as coisas de modo a bem servir a quem toma os seus serviços, o empresário, que é seu cliente.

4) Muitas das pessoas se contentam com o que está disponível - muitas conservam o que é conveniente e dissociado da verdade. Essas pessoas não estudam - no máximo, ficam a fazer ativismo e não sabem o que dizem. O fato de esta sociedade estar impregnada de valores libertários e conservantistas faz com que nos afastemos da missão que herdamos desde Ourique, quando esta tradição desdobrou-se neste continente, através do descobrimento do Brasil. Como isso edifica liberdade para o nada, então a maioria dos que agem assim acaba causando uma espécie de inflação, pois promove uma verdadeira descapitalização moral., coisa que se dá através do relativismo moral E o sintoma dessa descapitalização moral é ter um horizonte de consciência reduzido, a ponto de fechar-se sistematicamente para a realidade, para a eternidade.

5) É justamente por conta disso que a maioria dos que se dizem de direita é nominalista  e essa gente é  tão esquerdista quanto os esquerdistas totalitários e os esquerdistas fabianos. A maior prova disso é que gente como Marta Serrat uniu-se aos petistas. Isso explica o fato de que o moderado serve à causa do radical. É deste vazio que o islâmico se aproveita e destrói de modo a impor a sua heresia ideológica, pois o islamismo, para mim, é uma ideologia que visa a dominar o mundo e não uma religião.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Criticar sola scriptura fazendo tábula rasa na história é hipocrisia

1) Uma das razões pelas quais não fazemos da Bíblia crença de livro é porque Jesus é o juiz de toda a História. Ele conhece o passado, o presente e o futuro, pois é Deus. Logo, o que está exposto na Bíblia é subsídio para algo mais amplo, que abrange toda a História. Dito desta forma, a Bíblia é uma amostra da realidade, coisa que se funda na eternidade e que está distribuída ao longo da História pela graça de Deus, que guia a todos nós na conformidade com o Todo que vem de Deus.

2) É incoerente a pessoa criticar a sola scriptura dos protestantes e, ao mesmo tempo, fazer tábula rasa na interpretação dos documentos históricos, da forma como um positivista faz nas leis. Isso é um desserviço à verdade, pois a pessoa está querendo conservar o que é conveniente e dissociado da verdade. Esse historiador está deixando de ser guardião do passado e virando o dono da verdade, o que é fora da ética profissional e fora da conformidade com o Todo que vem de Deus.

3.1) A crítica à sola scriptura é verdadeira, no particular, pois não se pode fazer interpretação da Bíblia com fins particulares - e isso é verdadeiro no geral quando a pessoa estuda a história dos povos humanos sem fazer tábula rasa nos conceitos históricos, posto que história não é ciência exata. 

3.2) Exemplo disso é o conceito de liberalismo. Da forma como eu o conceituei, ele é perfeitamente lógico - logo, isso faz atualizar tudo o que se sabia antes, através da readequação das formas da linguagem, por meio da readequação vocabular. Todo aquele texto que apontava críticas ao liberalismo será atualizado, pois isso o conteúdo antes descrito por liberalismo, que é verdadeiro, é, na verdade, libertarismo, pois os revolucionários buscam liberdade fora da liberdade em Cristo. Se a alguém resiste a isso, é porque é insensato e está a conservar o que é conveniente e dissociado da verdade: a vaidade. Como sua sabedoria de homem está dissociada da divina, o historiador tem um quê de gnóstico, pois está interpretando as coisas de maneira hermética, fechada à realidade.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Notas sobre a história da nação pseikone

1) Se Israel nasceu de um só homem, então a Pseikörder nascerá de um só homem: a partir de mim.

2) Trata-se de uma nação dentro de uma nação - ela abrange aqueles que se recusam a ser escravos desse espectro de pátria que nos domina há 127 anos. Somos monarquistas e jamais aceitaremos a República no Brasil.

3) Como digo, brasileiros somos poucos: somos os que tomamos o país como se fosse um lar, com base no Crucificado de Ourique, enquanto a maioria toma o país como se fosse religião de Estado da República e é apátrida.

4) Não é preciso fazer secessão - o que precisamos é extirpar a apatria de nosso solo. Não só a apatria como também o quinhentismo, além de restaurar o que foi fundado em Ourique. A glória de nossa pátria toda é do Cristo Crucificado de Ourique, pois D. Luiz é o legítimo sucessor de D. Afonso Henriques, nesta terra.

5) A nação pseikone será grande - ela sempre será vassala do Império do Brasil e do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Nosso destino será sempre ligado a isso: somos portugueses e alemães de sangue e somos poloneses, no sentido espiritual do termo. Nossa cultura pode ser diferente da maioria, mas somos fiéis à missão que o Crucificado nos deu.

O pai da nação pseikone se tornou a reserva moral da nação brasileira que não se rendeu à apatria

Em uma conversa via inbox, me perguntaram:

_ Dettmann, posso te eleger como o comandante da reserva moral da nação? O seu trabalho é magnífico.

_ É claro que pode! Os encargos de alta responsabilidade devem ser dados aos mais preparados. E estou aqui pra isso - disse-lhe.

Se já não bastasse ser pai dos pseikone, essa 21ª província do Império que é virtual e que se recusou a ser escrava da república e do quinhentismo, agora eu estou sendo a reserva moral de alguns cidadãos do país dispersos pelas outras 20 que se renderam à República - e que hoje são 26 estados e o Distrito Federal. 

Se esse trabalho de ser reserva moral da nação for bem feito e se meus filhos honrarem esse legado, a nação pseikone será a jóia do Reino Unido de Portugal-Brasil e Algarves, pois sempre foi fiel ao que foi estabelecido em Ourique. Além disso, temos orgulho de sermos vassalos da Casa de Bragança, pois sem o Brasil não somos nada - assim como Brasil e Portugal não são nada sem o que foi estabelecido em Ourique.

Notas sobre a importância do meu trabalho

1) Segundo o pensador Erik von Kuehnelt-Leddhin, há um conceito de liberalismo que foi deixado de lado. 

2) Antes mesmo da dualidade entre o liberalismo como doutrina libertária e o conservadorismo como doutrina reacionária, existiu um liberalismo cristão que depois voltou a retomar certas características próximas aos pioneiros. 

3) O verdadeiro liberalismo, aquele pioneiro, não tem na economia sua esperança de liberdade, mas em Cristo. Esse verdadeiro liberalismo é um liberalismo que não é exclusivamente econômico, mas que busca a liberdade do indivíduo por inteiro. Trata-se de um liberalismo mais próximo de Von Mises e mais distante de Smith. 

4) No Brasil, José Octavio Dettmann é o único que conheço que tem dedicado valioso tempo para distinguir o liberal-conservador do libertário-conservantista. No sentido por ele tratado em seu trabalho, não faz sentido uma distinção entre liberal e conservador, dado que ambos se complementam na totalidade cristã. Por outro lado, o libertário-conservantista é apenas mais um tipo de imoral. Esse tipo de imoral é o que comumente se chama hoje de "liberal" - na realidade, o termo, como tem se esforçado para mostrar o sr. Dettmann, é uma usurpação, uma desconstrução lingüística.

Douglas Bonafé

Olavismo é movido a conservantismo

1) Vejo, no seio da Igreja, divisões e rupturas entre irmãos por pouca coisa. Geralmente entre os gênios. Todas essas divisões possuem algo daquele antigo ódio de Caim por Abel: irmãos que vivem um drama que termina num homicídio. 

2) No seio da Igreja, vivemos dramas que matam o homem. Homens bons não conseguem deixar de lado as pequenas diferenças e ficam se arranhando, quando deviam sentar-se à mesa com um belo charuto e uma garrafa de whisky. Nesses dramas, pessoas como eu, que apenas lêem e pensam - embora não com tanta genialidade quanto esses homens - vêem o desenrolar dramático de brigas entre gigantes dos quais, de minha modesta posição, só posso admirar a ambos os lados. A épica briga de Sidney Silveira e Olavo de Carvalho rendeu-me um imenso respeito por ambos; as discussões entre Orlando Fedeli e Plinio Corrêa de Oliveira, outra; Olavo de Carvalho e Plinio Corrêa de Oliveira, outra - isso sem falar nas discussões entre os latinistas, um dos quais meu amigo: William Bottazzini Rezende e outro, Rafael Falcón - um sujeito com o qual gostaria de ter amizade. E há ainda as discussões nas quais se envolvia Dom Estêvão Bettencourt, ora contra a TFP, ora contra Montfort e vice-versa. 

3) No meio de tantas discussões, envolvendo todos esses homens, eu sempre percebi haver entre eles a máxima tomista: idem nolle, idem velle. Esse tipo de coisa eu também vejo, por exemplo, no trabalho de José Octavio Dettmann, o qual tenho começado a ler recentemente - e sinto que posso colocá-lo no hall desses nomes.  Quando fico a pensar no termo "olavismo", fico a pensar no que se trata tal coisa. No fim das contas, essas richinhas. essas diferenças pequenas não passam de uma "síndrome de Caim e Abel", a meu ver. 

4) De fato, se colocarmos quaisquer um desses nomes como vox Dei, una et vera, dando-lhes uma autoridade ex-cathedra daí sim podemos imputir-lhes um sufixo "ismo". Fora isso, sou imensamente grato ao trabalho de todos esses homens - e na diferença entre eles aprendo algo de um e algo de outro. 

5) Repito que, no fim, vejo em todos um amor pelas mesmas coisas e um ódio pelas mesmas coisas. Ainda que cada qual tenha amores e ódios particulares que outros não possuem, não vejo entre eles grandes contradições. Não há dúvida de que isso gera conflitos, por isso que acho extremamente salutar o que faziam Tolkien, Lewis e Chesterton. Suas grandes diferenças eram resolvidas banhadas a whisky e provavelmente com amendoins e queijo. 

6) Enquanto ficamos perdendo tempo com nossas vaidades intelectuais, os inimigos de Cristo se unem com uma facilidade tamanha. Se o meio mais promissor de unir os inimigos do socialismo é o COF, então paguemos todos o COF. Depois disso, unamo-nos todos noutro movimento para lutar contra os libertários e depois vençamos o protestantismo e por aí vai. Em vez de nos unirmos, estamos todos cada qual lutando contra um inimigo, dispersos enquanto os inimigos se unem.

Douglas Bonafé

O trabalho do nacionista é um trabalho essencial

1) Pelo visto, o meu trabalho está mais ou menos no nível do policial, do bombeiro, do médico e do enfermeiro: conscientizar as pessoas, de modo a que o país seja tomado como se fosse um lar em Cristo e não como se fosse religião de Estado da República, é um trabalho urgente, permanente e necessário. 

2) Por conta da enorme quantidade de idéias que tive de registrar hoje, eu passei das quatro da manhã ao meio-dia trabalhando. A missa de Corpus Christi ocorreu enquanto trabalhava - e não podia interromper os trabalhos enquanto não colocasse tudo o que era necessário para o povo de meu país. 

3) Sei que nada pode ser anteposto a Cristo, é verdade - mas, do jeito que se dá a minha profissão, ela está nesse nível de profissão necessária. Sinto que cedo ou tarde eu vou ter de confessar minhas faltas, por conta da natureza da minha missão - mas sinto que fiz o que tinha de fazer, pois não faço isso por amor a mim mesmo - faço isso pelo bem do Brasil.

Notas sobre o protestantismo historiográfico

1) Esse pessoal que está a conservar o que conveniente é e dissociado da verdade é incapaz de perceber as nuances da linguagem que norteiam a nossa imaginação, base para se conhecer verdade, uma vez que Cristo é o juiz de toda a História.  

2) Essas nuances da linguagem atuam de tal forma a readequar o ensino de História à realidade, à conformidade com o Todo que vem de Deus - é por essas razões que o estudo da história dos fatos não pode se reduzir a um doutrinarismo.  Por isso que o estudo científico deve se fundar numa fé reta, numa vida reta e numa consciência reta. E para se estudar de maneira segura, é preciso ter conduta de santo e buscar a verdade, sem doutrinarismo.

3) Interpretar a História tal qual uma crença de livro não é muito diferente de interpretar a Bíblia tal qual uma crença de livro - e ser um protestante histórico é uma desgraça, pois é desserviço á verdade, pois a pessoa quer ser mais juiz que Jesus, a ponto de impugnar de maneira peremptória e hostil os argumentos expostos, sem ter a cautela ou caridade de examinar se os mesmos são válidos. E essa postura já denota caráter, pois descreve um quadro de falta de amor pela verdade - e isso é péssimo.

4) Esses pseudo-historiadores, gente essa com reduzido horizonte de consciência, farão uma péssima obra. Esses oligofrênicos serão pessoas de pouco entendimento e viverão a vida fora da conformidade com o Todo que vem de Deus. E isso é um prato cheio para a mentalidade revolucionária, pois há conservantistas no mercado a falar asneira.

5) No meu debate com o Conde eu pode perceber que ele está a fazer tábula rasa da História, pois nem se deu ao trabalho de examinar o que escrevi acerca do pensamento liberal fundado na conformidade com o Todo que vem de Deus. Ele está tão acostumado a combater protestante que não percebe está a se tornar um. Tive que bloqueá-lo, pois senti que o Espírito Santo não fala mais naquele ser.

Notas sobre o liberalismo, enquanto gênero

1) Se o liberalismo, enquanto gênero, é a ordem fundada na liberdade, no fato de que nenhum homem terá poder sobre outro, então esse gênero se opõe ao despotismo, enquanto categoria de gênero.

2) Erik von Kuehnelt-Leddihn registrou quatro tipos de liberalismo que se deram ao longo da História, sendo o mais recente, fundado no modernismo herético, aquele que restaura o despotismo em nome da liberdade, criando uma mentira em nome da verdade. E foi isso que São Pio X condenou. Esse pensamento se coaduna com a tradição aristotélica de pensar as coisas segundo o gênero e a espécie.

3) Cada espécie de liberalismo se funda na verdade, coisa que se dá conservando o que é conveniente e sensato até chegar àquilo que é conforme o Todo que vem de Deus, o que nos remete a dor de Cristo. É conhecendo a dor de Cristo e internalizando-a na carne que se tem o conhecimento definitivo da liberdade - e é este liberalismo, que é universalizante, que se torna ordem definitiva, pois decorre de uma conservadorismo definitivo, fundado em Cristo, que veio ao mundo para nos salvar, seja se o ser amado por Deus é judeu ou pagão, gentio. Ao sermos conservadores, nós somos liberais, pois distribuímos esse senso através da caridade, da benevolência - e quando fazemos isso sistematicamente, isso vira distributivismo.

5) O liberalismo verdadeiro decorre da convergência de três espécies de liberalismo: o romano, o grego e o judaico. É desse casamento de Roma, Atenas e Jerusalém que temos a civilização ocidental.

6) Da Idade Média, surgiu um liberalismo fundado na ordem consuetudinária, que é a filha dessa fusão. Da restauração do mundo neopagão, esse liberalismo uno e trino terminou sendo convertido em um falso e herético, que serve de elemento de transição do liberalismo, enquanto gênero, para o despotismo.

Notas sobre a alquimia enquanto alegoria

1) Na alquimia, a passagem da pedra - do estado bruto (símbolo da ignorância) - para o ouro - o estado da sabedoria, da conformidade com o Todo que vem de Deus - é uma figura alegórica. E é esse o segredo para se entender a cosmologia medieval, coisa que se funda nas alegorias - o que nos faz tentar entender os mistérios da criação, a partir da investigação racional do Universo. Essa investigação se funda a partir do respeito e admiração pelos mistérios que gravitam em torno da Criação, obra suprema de Deus. É assim que se faz ciência. Por isso que a Idade Média nunca será Idade das Trevas.

2) Como a vida santa implica respeitar os mistérios da criação, o então o segredo para se restaurar a linguagem é restaurar o respeito a esses mesmos mistérios, pois tornou-se lugar comum da ciência o desencantamento do mundo - e o mundo sem mistério é um mundo materialista e vazio. 

3.1) Quando se escreve, o manejo da linguagem faz do escritor um jogador. Um bom escritor é um mestre nesse jogo de se esconder e de se mostrar as coisas - nesse jogo, as coisas vão sendo reveladas a partir da imaginação - e os que lêem de boa vontade é que compreenderão isso. 

3.2) Todo trabalho fundado na conformidade com o Todo que vem de Deu, edifica esse imaginário, de modo a respeitar esses santos mistérios.  Dito desta forma, o escritor é um alquimista, pois é o agente que edifica a cosmologia da pátria, de modo a que seja tomada como se fosse um lar em Cristo. De suas palavras, é capaz de converter um coração de pedra em um coração de carne. E é disso que realmente precisamos - ele deve ser uns instrumento de evangelização, dedicado a levar pessoas a perceberem a beleza das coisas, fundadas na conformidade com o Todo que vem de Deus. E para isso, ele precisará edificar alegorias e analogias, ícones que nos apontam para o Céu, tal qual uma imagem de Nossa Senhora.

4) O processo de restauração da linguagem necessitará do estudo da alquimia, enquanto alegoria. É isso que quebra o positivismo, que é iconoclasta, pois mata as alegorias, uma vez que a compreensão necessita da imaginação, de modo a se chegar à verdade, à conformidade com o Todo que vem de Deus.

Guerra do Peloponeso dentro da cosmologia medieval

1) Se Marte é o Deus da Guerra, relacionado ao pecado da Ira, da raiva cega, da guerra total, então ele está relacionado a Hares, o Deus da Guerra dos espartanos, que é um dos deuses do submundo.

2) Se a ira, enquanto pecado capital, pode ser transmutada nas virtudes da coragem e da fortaleza, então a Ira Divina, fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus, leva a uma guerra estratégica. E a deusa da guerra estratégica era Athena, a deusa dos atenienses. Não é à toa que Athena é a deusa da sabedoria, da filosofia, a base de toda a civilização. 

Uma reflexão interessante

O pecado da Ira é tratado pelo ferreiro, com fogo diretamente no ferro. O martelo bate e torna a bater, oscila entre a forja da espada no fogo e na água. Essa é a oscilação da ira - o rompante do fogo e dos golpes da dor,  além da calmaria das águas. Assim é forjada a armadura do guerreiro - assim forjam-se a espada, o escudo e a armadura, que representam a coragem e a fortaleza, graças de Deus.

O contrário do pecado da Ira são as Virtudes da Coragem e Fortaleza - a ira santa.

Curiosidades de cosmologia medieval: Marte é o nome de um deus romano da guerra, que é um dos sete planetas que está ligado a um dos sete pecados capitais: a Ira, que está ligado a um dos sete metais que é o ferro. A transmutação deste é uma das sete virtudes a Coragem e a Fortaleza, a Ira Santa.

Leandro Gama

Chave para entender o mundo do cru e o mundo do cozido

1) Eis uma chave de leitura que deveria ser feita para se entender o mundo do cru e o mundo do cozido, de Claude Lévi-Strauss: a ira - enquanto raiva cega, pecado capital - pode ser convertida em ira divina - e isso se dá através da virtude da fortaleza. O ferro é forjado constantemente, de modo a ter forma desejada. Se o homem é criatura, então Deus, o grande ferreiro, permite o pecado de modo a que sejamos forjados na virtude, através da experiência. Se experiência é sinônimo do saber, então ele é fruto do sabor que provamos da realidade, que é cheia de dissabores.

2) Como o processo de forjar metais passa por várias transformações químicas, de maneira análoga a transformação do pecado em virtude se dá através de alquimia - e nada é mais essencialmente medieval do que isso.

3) Pode parece estranho, mas o Olavo já tinha cantado essa pedra antes - e parece que ele tem razão.

Sobre a necessidade de se resgatar a literariedade dos documentos históricos

1) A Lei Natural, para ser observada, precisa ser internalizada na carne - é por conta disso que Jesus nos ensinou o mandamento do amor. Se Cristo é Constituição - e a lei mosaica é ordinária, em relação ao Cristo -, então o mandamento do amor é lei complementar, pois está hierarquicamente acima da lei ordinária.

2) O que é registrado à tinta deve ser ancorado num testemunho fundado na carne. Eis aí o segredo pelo qual o documento se torna um ícone, tal qual uma imagem de Nossa Senhora, que nos aponta para o Céu. 

3) Registro à tinta sem haver um prévio registro fundado na carne edifica liberdade para o nada, fundada no mais puro conservantismo, utilitarismo. E isso leva a um conhecimento fundado para o nada - o que é pretensamente verdadeiro torna-se falso, a partir do momento em que a linguagem é retrabalhada de modo a se readequar à realidade, fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus. 

4) O segredo para se extirpar o positivismo da História é restaurar a literariedade dos documentos históricos. A literariedade trabalha com a imaginação - e tende a virar ícone, a partir do momento em que as coisas são registradas para a posteridade, de modo a que o país seja tomado como se fosse um lar em Cristo. 

5) Se a pessoa não for capaz de ver no Historiador a figura de Cristo, ela só conservará o que é conveniente e dissociado da verdade. E aí tudo o que este fizer de bom será anulado por conta dessa conduta fechada à verdade. É essa má consciência que destrói a vida intelectual de uma nação.

Notas sobre o estado da questão a respeito do liberalismo - da Condenação de São Pio X até os dias atuais

1) Quando São Pio X condenou o liberalismo, ele condenou um tipo de liberalismo, que é aquele praticado pelos modernistas - e isso foi apontado por Erik von Kuehnelt-Leddihn em seu artigo sobre os quatro liberalismos.

2) Esse liberalismo remonta à tradição greco-latina que é anterior ao cristianismo. É um liberalismo humanista, próprio de quem colecionava textos da época, tal como se coleciona moeda, hoje em dia - como documento virou monumento, então o documento acabou virando crença de livro, o que influenciou decisivamente o movimento protestante e a heresia neopagã. Enfim, como tudo que é próprio da moda, edificou mentalidade revolucionária.

3) A História como ciência ficou presa na tese de que documentos são monumentos. Se os movimentos nos apontam para algo fora da conformidade com o Todo que vem de Deus, são ídolos; se eles nos apontam para a verdade, são ícones, pois nos apontam para a verdade, para a conformidade com o Todo que vem de Deus.

4) Os ídolos não resistem à readequação das formas, de modo a servir àquilo que é conforme o Todo que vem de Deus, uma vez que esta está ancorada numa sólida tradição oral que é mais ampla do que as limitações próprias da linguagem escrita, documentalizada. Se isso acontece com a escrita, isso também acontece com a linguagem. 

5) Quando tratei de estudar a linguagem, eu percebi que o termos "liberalismo"  e "conservadorismo" foram corrompidos, pois foram usados de modo a abarcar idéias fora daquilo que é conforme o Todo que vem de Deus. E isso foi usado intencionalmente, com o intuito de relativizar a verdade. Isso criou uma língua bifurcada - e só uma mente acostumada a dominar as mais diferentes nuances da linguagem é que poderá perceber a verdade, separando-a do erro. E só uma mente acostumada a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus e que tem empatia para com essa mesma verdade é quem poderá perceber essa sutil diferença.

6) Claude Lévi-Strauss pensava em termos dialéticos, pois a dialética se faz a partir de antônimos. Do cru, temos o cozido - e várias coisas vão acontecendo de modo a passar de um estado para o outro. Na Idade Média, para a ira pecaminosa se transformar em ira santa, era preciso uma transformação alquímica - e isso se dava no ferro, que era forjado constantemente até ficar na forma desejada. E isso é uma forma de conservar a dor em Cristo, pois a guerra total era convertida em guerra estratégica, feita para se matar o que era mau e poupar e a vida e as propriedades dos cidadãos civis, que não tinham nenhuma relação com a história.

7) Com isso, a noção de coisa do inimigo como sendo coisa nula foi se perdendo, pois isso está fora da boa razão - e o novo território passava a ser integrado à nova sociedade através de pretores peregrinos, de modo a que os costumes locais inspirassem aos costumes da nova terra de modo a que chegassem num denominador comum, até o momento em que o país como um todo acabaria fosse tomado como se fosse um só lar em Cristo. Exemplo disso foi a Guiana Francesa sob o tempo da ocupação portuguesa.

8) Para se perceber a heresia liberal condenada por São Pio X de maneira mais evidente, eu tive que criar um antônimo. O que é herético é libertário, pois busca liberdade fora da liberdade em Cristo - e isso é libertarismo; e o que se conserva o que é conveniente e dissociado da verdade é conservantismo. Como o libertarismo é alimentado por conservantismo - a ponto de produzir novos conservantismos, num processo de descapitalização moral -, trata-se de uma ordem libertário-conservantista, pois edifica um espectro de ordem, de ordem falsa tomada como se fosse verdadeira, que na verdade leva à desordem. Com isso, o liberalismo, dentro daquilo que era pensado antes da corrupção da linguagem, passou a ter o seu significado restaurado.

9) Quem me faz uma impugnação hostil está preso num positivismo histórico e num positivismo da linguagem. Ao fazer tábula rasa, dizendo que estou a confundir, acaba se reduzindo a um idiota útil, pois acaba não percebendo que a revolução cultural é inerente á mentalidade revolucionária e é anterior ao próprio Gramsci. O que Gramsci fez foi acoplar isso a uma tática da guerra, o que é conforme aquilo que já era pregado em Karl Marx. Com isso, ele atualizou a linguagem revolucionária, dando a ela uma flexibilidade que muitos dos que se dizem nominalmente de direita não possuem, por terem justamente rejeitado aquilo que decorre da Santa Tradição. Se isso não se der na carne, será impossível vencer a mentalidade revolucionária.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Notas sobre a arrogância dos conservantistas

1) Se há uma coisa que eu nunca faço é reagir de maneira peremptória, dizendo que alguém está completamente errado, sem antes examinar tudo o que este tem a dizer. Além de ser imprudente, isso é indício de se conservar algo conveniente e dissociado da verdade: a vaidade. E isso não é atitude cristã, fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus. 

2) Esse tipo de coisa eu espero de esquerdistas e protestantes, mas de católico eu jamais espero isso. Se alguém agir assim, trata-se de nominalismo, bem típico daqueles que ficam a acusar o outro de herege ao ouvir qualquer coisa que soe desconfortável àquilo que lhe é conveniente e dissociado da verdade.

3) Como conservantismo é estar à esquerda do Pai, ele se faz através de vaidade e soberba. O conservantista, como todo agente do mal, se revela - e eu não debaterei com alguém que não se move através do Santo Espírito de Deus. 

4) É fato sabido que a arrogância precede a queda. Tudo o que for feito a partir desse senso é nulo, pois a obra segue o principal, o caráter de quem poderia viver a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus e não o fez. 

5) Eis aí o maior problema do Brasil: essa vaidade intelectual. O dia em que começarem a tomar posturas civilizadas na rede social - como a de nunca reagir peremptoriamente a uma alegação, sem antes examiná-la por completo -, aí haverá senso verdadeiro de se conservar a dor de Cristo, pois estas posturas demonstram caridade intelectual.

A destruição cultural começa a partir do momento em que as palavras perdem o seu significado

1) Um amigo meu costumava dizer que as palavras perdem o seu significado quando perdem a liberdade, a sua razão de ser. A perversão das coisas começa pela perversão teleológica das coisas. E isso começa pela catacrese, pelo emprego de um termo emprestado e passa a se fazer disso um hábito. E isso pode ser usado com intenção revolucionária, pois leva ao irracionalismo da linguagem.

2) A mentalidade revolucionária, antes de preparar o caminho para o totalitarismo, para o Estado tomado como se fosse religião, começou pervertendo os termos "liberallismo" e "conservadorismo". Por meio da catacrese, eles retrabalharam o significado desses termos, de modo a que servissem liberdade fora do propósito salvífico, fundado na conformidade com o Todo que vem de Deus. Com isso, através de aspectos culturais, eles começaram a promover uma guerra total, de modo a perverter, trair ou relativizar tudo o que é mais sagrado.

3) E eles tinham consciência disso, pois foram doutrinando, usando a imprensa e o ensino público, criado por Napoleão Bonaparte.

4) A descristianização da sociedade começou a partir do momento em que liberalismo passou a ser sinônimo de cada um ter a verdade que quiser e conservadorismo como sinônimo de conservar as conquistas da Revolução Francesa. E isso é a perversão daquilo que se conhecia desde a Idade Média.

5) O libertário-conservantista estabeleceu heresias graves: americanismo, republicanismo e favoreceu a expansão do protestantismo pelo mundo. Não é à toa que isso é desgraça.

O verdadeiro católico é um conservador liberal, magnificente

1) Quem é conforme o Todo que vem de Deus conserva a dor de Cristo - e é por essa dor em Cristo que temos liberdade. 

2) Essa liberdade foi proclamada por um Deus feito homem, que é o caminho, a verdade e a vida - e que ninguém vem ao Pai senão por Ele. Como isso é magnificente, então é liberalismo.

3) O verdadeiro liberalismo, fundado na conformidade que vem de Deus, se funda num verdadeiro conservadorismo. Conservar a memória de Cristo e imitá-lo freqüentemente é a base do verdadeiro conservadorismo, pois é conveniente e sensato, além de buscar seguir o exemplo de Nossa Senhora: dizer sim a Deus e reproduzir no mundo as feições de seu filho, Jesus. E isso é próprio da Igreja militante - e a organização política dos cidadãos deve estar amparada justamente nesta fundação. Eis o sentido da Aliança do Altar com o Trono, no sentido de o país ser tomado como se fosse um lar em Cristo - se Cristo quis ser nosso irmão, então Ele quis ser nosso compatriota. Por isso que não podemos tratar um cristão como um estrangeiro, mas como parte de nossa pátria, ainda que tenha nascido em terras distantes.

4) Dito por essa forma, somos católicos e somos conservadores no sentido mais liberal, magnificente do termo.  

A verdadeira economia liberal nasce a partir de uma família estruturada

1) A liberdade fora da liberdade em Cristo produz uma verdadeira prisão. 

2) O indivíduo atomizado - sem vínculos com seus semelhantes e por estar numa cidade grande - tem que lidar com muitas despesas, seja com transporte, seja com alimentação, seja com impostos, seja com lazer, com vestuário e com outras tantas coisas. Como esse ser atomizado necessita trabalhar para os outros de modo a sobreviver, já que ele vive numa sociedade cuja crença na fraternidade universal simplesmente não existe, acaba se endividando cada vez mais. E isso acaba sendo trágico, pois ele perde a esperança de sair do atoleiro e se mata.

3.1) O ser humano livre só pode existir no âmbito familiar - e dentro de uma família estruturada, fundada no verdadeiro amor, coisa que se dá em Cristo.

3.2) Na família, o pai tem o seu papel, a mãe tem o seu papel e o filho tem o seu papel. Quando os papéis estão bem definidos, a liberdade surge, pois há mais segurança para se desenvolver os dons e empreender, de modo a servir aos outros. Pois empreender é caridade, serviço organizado de modo a atender às necessidades humanas. 

3.3) Pela minha experiência, morar com os meus pais, quando se é solteiro, reduz e muito as despesas, pois é mais seguro começar a vida independente desde um núcleo estabelecido e consolidado, que é o de uma família estruturada. Se somarmos o fato de que eu faço o meu trabalho em casa, escrevendo para os meus pares na rede social, para o país inteiro, eu fico livre das despesas de alimentação e transporte, pois isso está sob os auspícios da minha família - e com isso, o meu trabalho tende a ser mais liberal, pois sirvo às pessoas visando a que as pessoas possam tomar o país como se fosse um lar em Cristo e não como se fosse religião de Estado desta República. E desse trabalho liberal, magnificente, vem uma remuneração liberal, dada de maneira graciosa, por parte dos meus pares.

4.1) Enfim, o verdadeiro liberalismo não está naquilo que o mundo entende por "liberalismo", que é, na verdade, revolucionário - por ser libertário -, proletarizador e atomizante. O verdadeiro liberalismo está em Cristo - Ele é o caminho, a verdade e a vida. E ele é essencialmente católico.

4.2) Se gerações de uma mesma família trabalharem assim, de maneira liberal, a família sai da pobreza para a classe média de maneira gradual. E da classe média para a riqueza de maneira gradual, com o passar das gerações.

5.1) Se a riqueza vem a partir do trabalho, então a cultura de empreendimento deve partir de um núcleo duro e estabelecido, que é uma família estruturada. Se a família trabalhar com o intuito de servir ao próximo, a riqueza virá naturalmente, com o passar das gerações. E isso é um sinal de evolução, de progresso, pois o trabalho está lastreado numa fé verdadeira, na esperança de se conseguir o pão de cada dia - e se essa pessoa faz bem o seu trabalho, é beneficiado pela caridade da remuneração liberal, pois quem é beneficiado se sente moralmente obrigado a patrocinar o projeto do empreendedor.

5.2) Se a pessoa almeja a riqueza nesta vida, isso é um indício de que ela não crê na eternidade, muito menos em fraternidade universal. Trata-se de uma pessoa egoísta e pobre de espírito, destituída de imaginação moral, tão necessária para a vida virtuosa, fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus. Isso será empreendedorismo, pois o trabalho será tomado como se fosse religião. Eis a ética protestante.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Devemos odiar o comunismo e tudo o que prepara o caminho para ele

1) Meu amigo Paulo Henrique Cremoneze falou que devemos odiar o comunismo - se nós odiarmos o comunismo, nós amaremos tudo o que foi edificado com base na conformidade com o Todo que vem de Deus.

2) Mas o comunismo existe porque alguém preparou o caminho para ele: tudo o que se fundar no fato de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade deve e precisa ser exterminado. Esses movimentos pré-existem ao comunismo e edificam a liberdade para o nada. Eles não crêem em fraternidade universal, relativizam aquilo que decorre da Sã Doutrina e atacam os fundamentos da nossa civilização - todos eles ancorados na Santa Igreja Católica. Tolerá-los é um erro inaceitável, pois não se pode ser gentil com o inimigo.

3) É por essa razão que não serei tolerante com quem é anticatólico, pois esse ser está sabidamente à esquerda do Pai e é sabidamente apátrida, ainda que nascido no Brasil. Jamais farei alianças com conservantistas, pois sei que eles vão trair a eventual aliança política que se dará contra um inimigo em comum, justamente porque não crêem em fraternidade universal. A maior prova disso é que eles crêem em eleitos e condenados - e nós, que professamos a fé verdadeira e que somos herdeiros da missão que recebemos do Cristo Crucificado de Ourique, somos os condenados, segundo esta camada da população, que é escrava da sabedoria humana dissociada da divina. Por isso que os chamo de apátridas - e é por isso que eles não têm direito algum, pois estão fora da Lei Eterna, fora da verdade.

4) Enfim, a verdade está acima do pragmatismo - ou façamos o que é preciso ou sucumbimos.

Notas sobre a necessidade de se fazer uma cruzada contra o conservantismo insensato

1) O conservantismo esvazia o Cristianismo, pois faz da nossa fé algo que só pode ser vivido apenas no mundo privado. E isso é fora da conformidade com o Todo que vem de Deus. Cristo nos deu a espada - e a finalidade da mesma é fazer valer a Lei Eterna, ainda que seja pela força -  há insensatos conservando o que é conveniente e dissociado da verdade; eles são os moderados que preparam o caminho para os radicais, para os revolucionários, coisa que vem do anticristo.

2) Se nos omitirmos do nosso dever de restaurar o verdadeiro lugar de Cristo, que é ser adorado em praça em pública, o islâmico vai ocupar o espaço. Ou nós removemos esse obstáculo ou será o fim de nossa história.

3) Se a guerra atual se funda na prevenção, então façamos uma cruzada contra esse obstáculo agora. Uma cruzada contra tudo o que foi edificado pela República: fim da Aliança do Altar com o Trono, cruzada contra essa cultura de que cada um tem a verdade que quiser, cruzada contra a ordem fundada no amor ao dinheiro, cruzada contra tudo aquilo que vai contra o que foi estabelecido em Ourique.

4) Eu já estou em cruzada, desde que passei a conhecer a verdade. Agora, só resta a quem me lê e que ama e rejeita as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, coisa que nos leva à conformidade com o Todo que vem de Deus, fazer o mesmo.

Mais notas sobre empreender nas nossas atuais circunstâncias

1) É preciso saber empreender.

2) Saber progredir, mesmo em tempos de crise, é crucial para a atividade intelectual, enquanto empreendimento organizado de modo a que o país seja tomado como se fosse um lar em Cristo - e não como se fosse religião de Estado desta República. É preciso saber empreender a serviço da verdade, da caridade, do amor ao próximo, coisa que se funda na Aliança do Altar com o Trono edificada desde Ourique - quem empreende fundado no amor ao dinheiro não promove outra coisa senão fisiologia, causa da corrupção dos costumes, pois está a conservar o que é conveniente e dissociado da verdade. O que é a indústria do concurso público senão a indústria da fisiologia, do carreirismo?

3.1) A situação por que passamos pré-existe à situação dos concursos - é por essa razão que todos que têm habilidades intelectuais devem ir para a luta política de modo a que toda a ordem, fundada na mentalidade revolucionária, seja derrubada, de modo a que a Aliança do Altar com o Trono volte. 

3.2) Não basta só derrubar o PT - é preciso derrubar a República, pois o moderado prepara o caminho para o radical, para o totalitário. Além disso, o direito positivo precisa estar amparado na Lei natural, fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus. Sem isso não há justiça, pois fica impossível perceber a verdade por trás das ações dos homens, principalmente quando A entra em conflito com B, que é seu irmão. Sem verdade - fundada naquilo que é objetivo, conforme o Todo que vem de Deus - não há justiça. Por isso que digo que isso pré-existe à vida que se dá ao longo da preparação para os concursos públicos.

3.3) Não sei quando isso vai terminar, mas seguirei lutando. E quando esta luta se encerrar, eu volto para a minha vida normal.

4) Enquanto esta circunstância de exceção perdurar, esta será minha regra de vida. E é uma regra quase que monástica.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Notas sobre os dois tipos de diplomata perfeito

1) Se o gênio é aquele que descobre a sua profissão quando exerce seus dons de modo a ajudar ao próximo, dentro das circunstâncias em que se encontra, então ele se torna uma espécie de diplomata perfeito, pois ele é o agente pelo qual o mundo que há dentro dele, conforme o Todo que vem de Deus, dialoga com o mundo que há lá fora, fundado em sabedoria humana dissociada da divina, de modo que todos terminem indo para o Céu, trocando o erro pelo que é correto.

2) Assim como há diplomatas perfeitos que servem de ponte entre vários povos, de modo a que tomem o mesmo lugar como se fosse um lar a partir de um cidadão em comum, há diplomatas perfeitos, no âmbito interno, que fazem a ponte entre o que ocorre no mundo interior e no mundo exterior de uma nação, tomada como se fosse um lar em Cristo, no sentido singular do termo.

3) O verdadeiro gênio leva a todos a admirarem o Deus verdadeiro, coisa que nos leva à conformidade com o Todo que vem de Deus. Se é pela admiração que nós olhamos para o alto dos Céus, então o gênio distribui esse senso ao fazer o seu trabalho bem feito, pois ele faz da excelência um hábito.

José Octavio Dettmann

Rio de Janeiro, 23 de maio de 2016.

domingo, 22 de maio de 2016

Notas sobre os desdobramentos do quinhentismo

1) Sem o barroco, o quinhentismo deságua no setecentismo e no novecentismo.

200 (duzentos) => 2 x 100 => centurismo como doce estilo novo. É o falso proclamado como se fosse verdadeiro. 

setecentismo => São os sete pecados capitais proclamados como se fossem virtude. É o Iluminismo por excelência, que edificou libertarismo, liberdade voltada para o nada.

novecentismo => É o filho do setecentismo. Nele se edificou o modernismo e o positivismo.  É a negação do Direito Natural e da Aliança do Altar com o trono.

2) Se no doce estilo novo temos o soneto, do ponto de vista histórico essas emendas fundadas em sabedoria humana dissociada da divina foram piores do que o soneto natural que estava criado por Deus, desde a Idade Média.

Notas sobre quinhentismo e seiscentismo

500 (quinhentos) - ao longo da história, surgiu um período chamado humanismo e renascimento (do italiano cinquecento). Isso gerou o neopaganismo, do qual o quinhentismo é um movimento revolucionário.

5 x 100 - tal como já falei antes, o quinhentismo é um centurismo de quinta categoria. 

Centurismo => comunismo, pois são 100 cem anos de mentalidade revolucionária, com mais de 100 milhões de mortos. É o humanismo secular por excelência - e pode dizer que esta ordem não produz nada de bom, a não ser caos, destruição e cadáveres.

500 + 100 => seiscentismo => é o barroco, foi uma reação decorrente do espírito revolucionário que foi introduzido no quinhentismo. Nele, o ascetismo foi elevado a uma forma de arte. O amor à Deus enquanto criação artístico-literária atingiu seu ápice, seja na literatura, nos quadros ou na produção de textos, tal como vemos nos Sermões do Padre Antônio Vieira.

1)  O Brasil foi descoberto em 1500 - a partir do ano seguinte, já entrou no seiscentismo. 

2) Dentro da conformidade com o Todo que vem de Deus, saiu do 0 (do não, do paganismo) para o 1 (do sim a Deus, à conformidade com o Todo que vem de Deus, tal como foi edificada em Ourique).

3) A partir do vintismo, da Revolução Liberal do Porto, inventou-se uma história fora de Ourique. E saímos do 1 e fomos para o 0. 

O princípio da não-trair implica não inovar de modo a divergir do sagrado

9 (nove) - em polonês, dziewięć - em português, isso lembra "divergente", "revolucionário"

9 (nove) - em português, nove - às vezes, lembra inovação, criar algo novo a partir do zero, que é revolucionário.

1) Tal como falei antes, o princípio da não-traição implica não violar aquilo que é mais sagrado, não divergir daquilo que é verdadeiro objetivamente falando.

2) Quando se legisla de modo a edificar liberdade voltada para o nada, você está inovando - em outras palavras, você está divergindo daquilo que é objetivamente verdadeiro, conforme o Todo que vem de Deus.

3) Um dos fundamentos da lei de boa razão está no fato de que nenhuma inovação será introduzida sem o consentimento daqueles que amam e rejeitam as mesmas coisas, tendo por Cristo fundamento. 

4) Com isso, cria-se uma regra ética para o Poder Legislativo - a de não criar arbítrios desnecessários fundados no salvacionismo. Quem pratica isso está a praticar despotismo, que inova de tal forma a que a nação fique fora da verdade, que é Cristo Jesus, a realidade em pessoa.

sábado, 21 de maio de 2016

Ainda mais notas sobre a abordagem não-matemática

1) Trocar seis por meia dúzia implica conservar o que é conveniente.

2) Quem conserva o que é conveniente e dissociado da verdade vai querer trocar 6 por 9. Com isso, acaba criando uma zona cinzenta. Se o conceito de sexo cai nessa zona cinzenta, vira ideologia de gênero.

3) 100 + trocar seis por nove => sem nexo => e coisas sem nexo divergem daquilo que fora da conformidade com o todo que vem de Deus.

4) A conformidade com o todo que vem de Deus implica não trair aquilo que é mais sagrado, não divergir daquilo que é objetivamente verdadeiro.

Notas sobre um centurismo não-revolucionário

100 (cem) - se o "c" for trocado por "s", vira sem, que significa ausência de algo, no português

6 (seis) - em sueco, sex - em português, isso lembra "sexo"

100 + 6 => sem sexo, que é o mesmo que castidade.

1) Amor sem sexo quer dizer amizade.

2) O verdadeiro amor, fundado no fato de se amar e rejeitar as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento é a causa da formação de uma família. O sexo é apenas o meio pelo esse amor se multiplica, através da figura dos filhos, pois o verdadeiro amor edifica uma aliança para toda a eternidade, o casamento.

3) Se o centurismo com "c" é mentalidade revolucionária, o sem com "s" representa conformidade com o Todo que vem de Deus, pois devemos abraçar a virtude e renunciar ao pecado.

Mais sobre a abordagem não-matemática dos números

1) Matematicamente, o arranjo de 6 e 9 produz 69 e 96. Quantitativamente, passam idéias diferentes.

2) Na abordagem não-matemática, 69, em português, significa sexo pecaminoso, divergente da finalidade estabelecida por Deus - por isso, fora da Lei Natural. Em inglês, esse número seria 96. 

3) Se 69 e 96 passam a mesma idéia, a mesma informação, então na abordagem não-matemática  deixa de ser arranjo e vira uma combinação.

Notas sobre a abordagem não-matemática dos números

1) Há quem diga que os números governam o mundo. Isso é verdade, mas não quantitativamente. Se isso fosse verdade, o mundo seria à imagem e semelhança dos que amam o dinheiro mais do que a Deus.

2) A grande verdade é que os números nos governam qualitativamente. Tal como expus no artigo anterior, 69 (sexo divergente daquilo que é conforme o Todo que vem de Deus) pode trazer uma idéia muito boa, se você souber fundamentar o significado dos números, de modo a dizer as coisas na conformidade com o Todo que vem de Deus.

3) Essa abordagem não-matemática dos números, de modo a trazer nuances novas para os argumentos que exponho, é algo muito interessante. Se a pessoa for capaz de empreender nisto, acaba criando um novo tipo de linguagem conforme o Todo que vem de Deus.

Aprendendo por números - o amor livre mata

9 (nove) - em polonês, dziewięć - em português a pronúncia lembra "divergente", "revolucionário"

6 (seis) - em sueco, sex - em português, lembra "sexo"

1) Os comunistas pregam o amor "livre". No sentido libertário-conservantista do termo, amor fora da relação conjugal, já que, como crias do protestantismo, eles não crêem na fraternidade universal, assim como crêem que tudo o que é sólido se desmancha no ar, sob a falsa alegação de que "nada é eterno".

2) Se o amor livre é sexo fora da conformidade com o Todo, então o sexo será praticado de maneira pecaminosa, divergente dos planos de Deus.

3) Trocar seis por meia dúzia é algo indiferente, mas fazer arranjo de seis com o nove de modo a dar 69 é altamente destrutivo. E o pior é ser indiferente quanto ao mal que se pratica - eis os males nocivos do libertarismo, que preparam o caminho para o comunismo.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Diálogo entre Kant e Aristóteles

1) Aristóteles fala que o homem é um animal político. Como política implica tomar decisões de risco, então ele é um animal que erra.

2) Kant fala que o homem é o animal que mente. E uma mentira dita sistematicamente se torna verdade.

3) O libertarismo de Kant deu origem ao positivismo jurídico, enquanto subproduto da república que surgiu por conta da Revolução Americana e da Revolução Francesa.

4) O presidente, o ente que preside a nação tomada como se fosse religião totalitária de Estado - em que tudo está nele e nada fora dele,  é um animal que mente e perverte a política. E por mentir e falsear sistematicamente, ele está fora da ética. Segundo Aristóteles, o homem, fora da ética é o pior dos animais; dentro dela, dentro da conformidade com o Todo que vem de Deus, o melhor deles, a primazia da Criação.

5) Presidentes são o produto cultural do libertarismo. São os piores seres - Jesus sempre será preterido por Barrabás, quando escolhemos presidentes. Enquanto vocês escolhem presidentes, eu abraço ternamente minha cruz e sirvo ao Cristo Crucificado de Ourique em terras distantes, através da Internet.

6) Quando Jesus for escolhido, um Rei será aclamado. Para a nossa terra, D. Afonso foi escolhido pelo Deus feito homem para nos reger. E D. Luiz é sucessor de D. Afonso, já que nossa nação é desdobramento de Ourique em terras americanas. 

7) Como bem disse D. Bertrand, se o povo não tiver Deus como o centro de todas as coisas, então não poderá tomar este país como um lar. E se Deus não for o centro das coisas, o povo nascido aqui não será brasileiro, mas apátrida.

O amor à sabedoria leva à solidariedade

1) Se o amor à sabedoria leva à conformidade com o Todo que vem de Deus, então a força da solidariedade dos amigos, além de ser base para a vida em sociedade, é também causa de nacionidade, de nação tomada como se fosse um lar em Cristo,

2) Dito desta forma, Cracóvia pode ser contada como um centro de civilização, além de Atenas, Roma, Ourique e Jerusalém.

A verdadeira sabedoria está na maneira como se constrói a comunidade dos amigos, a base da sociedade

1) Em grego, Sophia quer dizer "sabedoria".

2) Em polonês, o nome equivalente à Sophia é Zosia.

3) Se eu me casar com uma polonesa com esse nome, minha esposa se torna minha sócia.

4) A maior sabedoria que pode haver neste mundo é saber muito bem escolher seus amigos - e é de uma excelente amizade que nascem bons sócios, de modo a lidar com um projeto em comum. 

5) Por isso, escolha aqueles que amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento. Bons amigos comungam dos mesmos valores - os interesses diferentes revelam apenas que dominam uma circunstância diferente da sua, que deve se ser absorvida de modo a que todos possam fazer as coisas aos seus semelhantes juntos, pois agindo dessa forma o país como um Todo será tomado como se fosse um lar em Cristo.

6) Tal como digo, uma ordem pública virtuosa nasce de uma ordem privada virtuosa, pois a verdade se impõe por si mesma, na conformidade com o Todo que vem de Deus.

O espólio é um legado organizado

1) Se uma pessoa serve aos semelhantes naquilo que tem de melhor, o seu legado, após a sua morte, se torna um espólio.

2) O espólio é uma pessoa, pois a representa enquanto corpo intermediário de modo a que o exemplo da pessoa que viveu influencie as futuras gerações, ampliando ainda mais a noção de país tomado como se fosse um lar. E esse exemplo é distribuído ao longo das gerações.

3) Nós não podemos amar o dinheiro que vem dos direitos autorais -  devemos amar a pessoa que produziu essas obras, pois foi sob o Santo Espírito de Deus que ela nos produziu esse legado. Já que essa pessoa está na pátria do céu, então devemos amar o seu espólio, que representa essa pessoa, com o passar do tempo.

4) Toda família que tem um escritor deve honrar o espólio, pois a obra faz com que não esqueçamos a pessoa. Trata-se de um sacramental.

5) As constantes brigas por direitos autorais são um indício de que as pessoas não conseguem ver no espólio a pessoa que produziu sua obra. Se vissem o espólio da forma como se deve, veriam a figura de Cristo.

Notas sobre nacionidade e networking

1) Se um sistema necessita de peças para funcionar, então essas peças são os indivíduos.

2) Um sistema personalista é um sistema orgânico, vivo. O indivíduo, para ser virtuoso, necessita viver a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus, de modo que sua vida neste mundo tenha um sentido, um propósito. Se a vida não tivesse sentido, o homem buscaria sempre se matar - e isso seria a desgraça.

3) O homem virtuoso sempre busca servir a todos aqueles que amam e rejeitam as mesmas coisas, tendo por Cristo fundamento. Ele estabelece relações de longo prazo com um indivíduo B, ao longo da vida, assim como o indivíduo B faz relações de longo prazo com um indivíduo C e assim sucessivamente. A partir do processo de compartilhamento de solidões, temos a continentalização das almas - essencial para se tomar o país como se fosse um lar. Eis a networking, sociologicamente aplicada e conforme o Todo que vem de Deus.

4) Ao contrário dos sistemas artificiais, mecanicistas, que não crêem em fraternidade universal e que tendem a adotar um sistema em que os indivíduos são peças intercambiáveis, os sistemas orgânicos, naturais, levam em conta tudo o que seres humanos fazem de bom para os seus semelhantes - e quando eles vão para a pátria celestial, o legado produzido por esse indivíduo virtuosos é preservado e acaba servindo de corpo intermediário entre ele e as gerações futuras. Exemplo disso, nós vemos nos livros que esse indivíduo virtuoso escreve. Eis aí a fonte da tradição.

5) O mundo virtual continentaliza almas mais facilmente porque ele acaba destruindo a concepção de determinismo geográfico, criada por Carl Ritter. É esse determinismo geográfico que fomenta o processo de se tomar o país como se fosse religião e a cultura de negação da fraternidade universal, própria do protestantismo. Enfim, quanto mais o indivíduo virtuoso empreende no mundo virtual, mais ele serve à causa fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus. Isso não substitui, contudo, certos elementos decorrentes da presença real dos indivíduos - esses elementos devem e precisam ser buscados, se houver circunstâncias favoráveis para a viagem.

6) Para o libertarismo morrer, é preciso que se extermine o determinismo geográfico e o relativismo moral. E o relativismo moral só é vencido quando o indivíduo aprende a usar a internet com um bom propósito. Para que isso aconteça, a formação deve começar off-line, da mesma forma como os pilotos aprendem a voar: aprendendo o básico desde o solo.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Notas sobre o nacionismo enquanto vocação

1) Ortega y Gasset falava que gênio é aquele que inventa a própria profissão.

2) Quando se vive a vida em conformidade com o Todo que vem de Deus, a profissão não é inventada - na verdade, ela é descoberta na medida em que você vai empreendendo e servindo aos seus pares, dentro de suas circunstâncias.

3) Aquele que toma o país como se fosse um lar pratica uma fé verdadeira - e faz o seu ofício como um testemunho vivo de sua vocação. O nacionista tem um quê de monge, um quê de escritor, um quê de filósofo, um quê de viajante, um quê de estrategista, um quê de historiador, um quê de cientista político e um quê de jurista. E olha que o caminho que conheço é só um exemplo.

4) Todas as facetas definem o espaço da minha atividade. Trata-se de uma vocação tridimensional: surge por conta dos fatos que estão a ocorrer neste país (circunstância), tem valores verdadeiros e a norma que rege todo esse apostolado é conformidade com o Todo que vem de Deus, fundado na Lei Eterna.

5.1) O nacionismo é essencialmente geométrico e é duplamente tetraédrico. 

5.2 Orlando Fedeli afirmou que o homem virtuoso é tetraédrico - e o tetraedro é figura mais estável geometricamente. Como são oito as facetas do meu trabalho, então elas são divididas em dois tetraedros - por isso que é duplamente estável.

O lago é para os colonos, assim como o oceano é para os soldados

1) Quando se serve a Cristo em terras distantes, de modo a que o país seja N'Ele tomado como se fosse um lar e não como se fosse religião de Estado da República, é preciso ver o mural alheio como um grande lago, cheio de peixes.

2) Se o nacionista é um grande pescador, então ele deve deixar a isca - a verdade contida nos escritos, fundada na sinceridade, na conformidade com o Todo que vem de Deus - fazer seu trabalho e trazer todos os que têm curiosidade de aprender alguma coisa que nunca viram antes, por não terem visto algo semelhante.

3) Foi por conta disso que comecei a ensinar tudo o que sei. Em tempos de catacumba, a pesca em lagoas revela-se um porto seguro para os colonos, enquanto o oceano ainda não é conquistado pelos argonautas, os cruzados da Era Virtual que se encontram neste novo mar que ainda não foi navegado desta forma.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Notas sobre a politica da vida humana

1) Se a vida é feita da melhor maneira possível, então isso leva em conta o meu ser e as circunstâncias em que se dá a minha vida.

2) Se política é o estudo da ciência do possível, então a vida é regida por escolhas que podem fazer com que a vida seja a melhor possível, desde que eu seja sensato, disposto a conservar aquilo que é conveniente e que se funda no Senhor. Nisso, eu encontro a estrada que me leva à conformidade com o Todo que vem de Deus, coisa que me leva a conservar a dor de Cristo, causa da minha liberdade, já que sou criatura amada por Deus.

3) Uma das regras mais básicas do Direito é que ninguém é obrigado ao impossível. Quem quer nos obrigar ao impossível sempre prometerá o impossível e isso é sempre coisa de quem conserva o que é conveniente e dissociado da verdade - esse tipo de gente, na hora da eleição, sempre faz o diabo para se eleger . Esse tipo de conduta é típico de quem não crê em fraternidade universal, coisa que vem de Deus.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

O segredo da excelência está em esvaziar-se de si mesmo

Há quem diga:

_ Eu tenho 35 anos e acho que tenho muita experiência no que tange à área espiritual.

1) Isso é o cúmulo da soberba. Mesmo que eu tenha 70 anos, eu sinto que ainda tenho muito o que aprender. Minha vida inteira não é capaz de abranger todo o conhecimento que decorre da Sã Doutrina Católica. E este tesouro espiritual está sempre sendo aperfeiçoado e expandido, sem se relativizar que é mais caro: a verdade - e o olha que são mais de 2000 anos de tradição quanto a isso, o que atesta um verdadeiro compromisso com a excelência.

2) Eu tenho mais de 2 mil artigos escritos - tenho material suficiente para escrever 2 ou 3 livros, mas ainda sinto que tenho muito o que aprender. 

3) O grande segredo para eu escrever bem é esvaziar-me de mim mesmo e pôr-me como um escravo do Cristo Crucificado de Ourique, através do Santo Espírito de Deus. É nessa santa escravidão que consigo apreciar retamente todas as coisas, sob a supervisão desse Santo Espírito - mesmo que o mundo rejeite o que esteja a dizer, eu sei que terei a consolação de Cristo, Nosso Senhor.

4) A quantidade monstruosa de artigos que escrevi só me é possível porque consagrei minha atividade a Deus. Além de serem tantos na quantidade, muitos são considerados bons para quem os lê de boa vontade - e muitos acabam aprendendo a tomar o país como se fosse um lar com base no Cristo Crucificado de Ourique, coisa que nos remete à pátria que há lá no Céu.

5) É esse tipo de coisa que faz de mim um conservador e não conservantista. Se as pessoas fizessem exame de consciência, não falariam asneiras, tal como vejo por aí todos os dias.

domingo, 15 de maio de 2016

Notas sobre a espiral salvacionista que existe desde 1964 e como ela deve ser enfrentada

1) Em um artigo, eu havia mencionado que estávamos num ciclo de estupidez política que já durava 50 anos. Ele começou em 1964 - e até onde pude analisá-lo, ele terminou em 2014, quando novos tempos começaram a surgir no Brasil, por conta do desenvolvimento da rede social - nela, os melhores, ainda que dispersos pelo país afora, começaram a se associar e a juntar forças contra o mal. E é dentro desta circunstância que foi lançada a semente da restauração da monarquia e da missão que herdamos de Ourique.

2) Esta renovação do espírito nacional está enfrentando uma circunstância difícil, tão difícil quanto aquelas que os portugueses enfrentaram no tempo das Grandes Navegações: cruzar o Cabo das Tormentas. E esse Cabo das Tormentas se chama Espiral do Salvacionismo.

3.1) O começo dessa espiral começou em 1964 e durou até 1988. 

3.2) Em 1988, começou o salvacionismo do salvacionismo: o chamado Estado Democrático de Direito da Nova República, cujo estado de compromisso foi criado a partir da Lei da Anistia de 1980, que perdoou os crimes dos militares e os crimes dos comunistas, criando uma nefasta ordem conservantista. Em 2002, a fase azul foi concluída, após prepararem o caminho para a fase vermelha, totalitária. Essa fase durou até 2016, com o afastamento de Dilma.

4) Com a ascensão de Temer, um novo governo de salvação nacional foi edificado. Até quando romperemos essa espiral? Quando dobraremos o Cabo das Tormentas? 

5) Se esse Cabo for contornado, ele certamente será rebatizado em Cabo da Boa Esperança. E essa boa esperança dar-se-á a partir do Terceiro Reinado, quando passaremos a tomar o país como se fosse um lar, com base naquilo que se edificou em Ourique, ordem essa fundada na Aliança do Altar com o trono, fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus. Não haverá quinhentismo, que edifica liberdade para o nada, e nem salvacionismo, fundado no conservantismo - o que haverá é ordem justa, paz constante e prosperidade completa, fundado em sabedoria divina e não em sabedoria humana dissociada disso.

Das origens salvacionistas da Carta de 1988

1) A fórmula do presidencialismo de coalizão surgiu dentro de uma mentalidade salvacionista, claramente esquerdista.

2) Segundo a mentalidade dos arquitetos da Nova República, a democracia tem um fim em si mesmo - e por isso deve ser tomada como se fosse uma segunda religião. Eis o Estado Democrático de Direito - ele usa a democracia só de fachada, com o intuito de mascarar um Estado socialista, totalitário.

3) Essa Nova República se contrapõe ao governo de exceção que governou o Brasil por 21 anos - o regime militar. Só que esse governo de exceção existiu por força de expressa permissão da Carta de 1946. Como eles, os militares são positivistas, autoritários, eles aproveitaram e rasgaram a constituição de modo a fazer uma nova: a carta de 1967, que se tornou a carta de 1969. Com isso, abusaram do poder.

4) Não é à toa que existem duas esquerdas no poder: os positivistas, que edificaram esta república, e os comunistas, que vão progredir ainda mais no estado revolucionário em que nos encontramos de modo a que viremos uma Cuba ou uma Venezuela.

Da relação entre governo de salvação e governo de exceção

1) Como falei, todo governo de salvação é sempre um governo de exceção. Ele existe por conta da falência da ordem constitucional vigente.

2) Se o presidente é o agente garantidor do estado de compromisso que vai ser adotado de modo a conservar o que é conveniente e dissociado da verdade, então ele pode tudo e não terá limite algum ao seu poder, visto que a Lei Natural, fundada na conformidade com o Todo que vem de Deus, será vista como se fosse um preconceito. E é nesse ponto que a república presidencialista se aproxima de regimes totalitários como o comunismo, que enxergam a lei natural e a lei positiva, que edifica liberdade para o nada, se como se fosse preconceito.

3) Por conta do salvacionismo, a exceção acaba virando regra. E governo em que a exceção é regra se chama ditadura.

sábado, 14 de maio de 2016

O presidencialismo é um eterno salvacionismo

1) A maior prova de que o presidencialismo é falho é o fato de que os estados de compromisso existem com o nome de "governos de salvação". Eles ocorrem por conta do fracasso da ordem constitucional vigente. 

2) Nesse estado de compromisso, o presidente é a ponta do iceberg, que garante a renovação da cultura dos vícios, sem que haja uma mudança para a melhoria das coisas, o que marca um claro sintoma de que o governo de um presidente sempre serve a uma oligarquia - e a oligarquia não é a aristocracia, pois não são os mais virtuosos que governam, mas os mais ricos que mandam e desmandam. E o Estado se reduz à religião dos que governam por amor ao dinheiro e não a Deus. É por conta de haver uma oligarquia e que a chefia de Estado será confundida com a chefia de governo e nunca será neutra.

3) A monarquia precisa dos melhores para governar - e a fonte dos melhores sempre virá do povo, este manancial que não se esgota. A aristocracia precisa ser aberta aos melhores que estão dispersos no povo. E esses indivíduos, por conta do que fizeram de bom no passado, passam seu exemplo para a família. A relação entre realeza, nobreza e democracia é estritamente umbilical - é o tripé da monarquia.

Notas sobre o fracasso das Diretas Já

1) Se olharmos para o que foi estabelecido em 1988 até os dias atuais, vai ser verdade conhecida o fato de que presidentes acidentais são melhores que os eleitos. Isso prova a falência das Diretas Já, pois a natureza do presidencialismo é de uma monarquia piorada. Trata-se, pois. uma cópia malfeita de um instituto americano e fora das nossas tendências históricas. Isso mostra que a cópia foi feita mais por modismo. 

2) Aqui no Brasil, o modismo é um problema muito sério. 

3) Muitas pessoas aderem a idéias e soluções que vêm de fora sem se dar conta se elas vão ser perfeitamente aplicadas ou não à nossa realidade, que é completamente diferente da realidade americana ou mesmo européia. E isso é uma tolice muito grande. Isso é sintoma de conservantismo, pois preferem conservar o que é conveniente e dissociado da verdade - como a verdade está ligada à realidade das coisas, então, terminam sendo insensatos.

Sobre a necessidade de estudar Direito Público Universal

1) Como falei em um artigo anterior, certas coisas que ocorreram num país, num dado momento da História, podem perfeitamente ocorrer aqui, por conta de repetição.

2) Como governar um país, de modo a que ele seja tomado como se fosse um lar em Cristo, é uma tendência universal, então o bom Chefe de Governo tem de saber pelo menos Direito Público Universal. Ele deve estudar os casos que deram certo e que deram errado - casos esses emblemáticos e que podem vir a ocorrer no Brasil, na nossa circunstância atual.

3) Atualmente, o estudo do Direito Público Brasileiro se resume a Carta Constitucional de 1988, a algumas regras gerais do Código Civil, do Código de Processo Civil e das normas esparsas que foram editadas e que são estudadas no âmbito do Direito Administrativo. Olhando por esse prisma, o estudo do Direito Público se tornou bem precário, se comparado aos tempos imperiais.

4) Outra coisa que ajuda muito no Estudo do Direito Público é o estudo da Lei Natural, fundada na Aliança do Altar com o Trono. Isso permite conhecer as circunstâncias pelas quais este país foi fundado, de modo a ser tomado como se fosse um lar em Cristo.

5) Como aprendi na graduação, aquele que não conhece História não conhecerá direito o Direito, muito menos a verdade contida nas ações humanas que nos levam à conformidade com o Todo que vem de Deus. E uma mudança precisa ser feita na mentalidade, antes de se fazer uma análise política decente.

O presidencialismo não necessita de democracia, mas de estado de compromisso

1) Se Temer fizer um bom governo, vai ficar provado que eleger presidente diretamente nunca será solução. Temer será comparado com o Itamar Franco, que fez uma boa presidência.

2) Isso acabará confirmando a tendência de que presidentes acidentais são melhores do que os eleitos, dentro do contexto da Carta de 1988 - em suma, a verdade é que o presidencialismo, para funcionar, não necessita de democracia. Ele necessita é de um estado de compromisso, de modo a que as coisas sejam feitas.

4) O problema desse estado de compromisso é que ele é fundado no calor do momento, pois não se tem visão de longo prazo. E um governo de longo prazo pede uma chefia de Estado permanente, que modere as coisas de modo a que o executivo possa concretizar o que a lei aprovada no Parlamento estabelece. É a prova cabal de que a monarquia é extremamente necessária, por conta de suas vantagens óbvias. A chefia do Estado, que exerce o poder moderador, não tem partido e deve governar o Brasil tomando-o como se fosse um lar, com base na missão que herdamos em Ourique - e a chefia de governo vai gerindo o pais de acordo com as necessidades públicas de momento, coisa que vai se renovando enquanto este gestor estiver bem servindo à pátria, dentro da circunstância em que ele foi eleito.

4) A circunstância de uma escolha não se mede num recorte arbitrário de quatro anos - ela dura enquanto for esta a situação do país. Quando as circunstâncias mudarem, o chefe de governo deve dar lugar a outro que esteja pronto essa circunstância B, que será enfrentada por alguém mais preparado do que ele, que lidou com a circunstância A. O chefe de governo precisa ser o mais preparado para governar o país dentro da circunstância para a qual previamente se preparou, através dos estudos - as circunstâncias, se tiverem ocorrido em outro país, numa época anterior, poderão ocorrer perfeitamente neste país, pois estamos num mundo globalizando, o que faz com que estas coisas se repitam, só que num lugar diferente. Trata-se, pois, de trabalho técnico e político.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Primeiras impressões sobre o Civilization 6

1) Hoje, neste 11 de maio de 2016, houve o anúncio do lançamento do Civilization 6. O jogo vai estar à venda a partir de 21 de outubro deste ano.

2.1) Uma das primeiras inovações deste jogo é a mudança do conceito de tecnologia. 

2.2) Agora, se eu quiser fazer cerâmica, eu vou ter de coletar argila e fazer vasos a partir da minha roda de oleiro - do mesmo modo, eu deverei assar barro em altas temperaturas, de modo a fabricar alvenaria. Caso eu queira coletar mármore, eu terei de montar marmorarias de modo a extrair o material de construção necessário. Enfim, vou ter de aprender fazendo. E isso é muito interessante. 

3.1) Este tipo de coisa me lembra o Life is Feudal, que me serviu de base para vários artigos. 

3.2) Nele, eu percebi que a Idade Média e a Pré-História não eram muito distantes - para sobreviver e prosperar, tudo o que precisaria fazer era aprender fazendo. E é fazendo as coisas que ganho a experiência necessária de modo a tomar o meu país como se fosse um lar, pois é conhecendo o que a terra pode me oferecer que posso amá-la e preservá-la. 

3.3) Enfim, não existe nacionidade sem uma relação equilibrada com as circunstâncias do lugar em que me encontro. Sem essa relação equilibrada, eu não poderei sobreviver e nem poderei legar a terra que é minha aos meus descendentes, fonte de toda tradição.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Da necessidade de fazer estudos de caso, quando se estuda a DSI

1) Enquanto meditava sobre a DSI, eu acabei vendo que as passagens da Teoria Geral dos Descobrimentos Portugueses servem como um bom estudo de caso sobre essa questão.

2) Acho que ler um livro com o intuito de testar e comprovar veracidade de uma teoria ajuda e muito na busca pela verdade, pois até agora eu não conheço ninguém  que estude a DSI e faça dos fatos históricos um estudo de caso acerca da matéria. A maioria se prende ao ensinamento ex cathedra por doutrinarismo e não trata de examinar se a questão é historicamente aplicável. 

3) Quando se estuda uma doutrina, é preciso fazer constantes estudos de caso, pois nós veremos se ela se aplica ou não à realidade das coisas. E isso é uma boa forma de se fazer um juízo de valor acerca do que é ou não conforme o Todo que vem de Deus, pois não há argumentos contra fatos. E é aí que todo conservantismo insensato desaba.

Estudo de caso sobre usura e comércio em tempos de guerra

1) Para quem estuda a DSI, é interessante estudar a Teoria Geral dos Descobrimentos Portugueses, de Jaime Cortesão, como um estudo de caso. 

2) Desde o Antigo Testamento, há um ensinamento de que ninguém deve praticar usura com aquele que é irmão, aquele que ama e rejeita as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento, sendo ele de sangue ou não.

3) A tomada de Constantinopla, em 1453 levou as Igrejas Católica, Copta e Nestoriana a se aliarem. E a Igreja, de modo a estimular a Cruzada, concedeu monopólio a quem encontrasse um caminho marítimo para as índias. 

4) Como as índias não eram cristãs, então buscou-se uma aliança contra os islâmicos - e a usura vinda do comércio serve para financiar a guerra justa contra os islâmicos. Trata-se de uma aliança provisória, feita com um propósito produtivo - e à medida que os aliados entrassem em conformidade com o todo que vem de Deus, eles passariam a ter as relações econômicas fundadas na prestação de serviço, postos que os povos passariam a amar e a rejeitar as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento. E quem ama e rejeita as mesmas coisas sempre será beneficiado pela reciprocidade.

O que é verdade?

1) Há quem diga que verdade é aquilo que é o que é na realidade. Se Deus é o que é, então o que é conforme o Todo que vem de Deus é verdadeiro.

2) Aquilo que é conforme o Todo que vem de Deus resiste ao teste do tempo - nela, as coisas deixam de ser aparência e acabam se tornando a essência própria das coisas, a ponto de acabarem se tornando postulados necessários sem os quais nada mais faz sentido. O que é falso aparenta ser verdade, no começo, mas não resiste ao teste do tempo, já que a verdade vem à tona, com o passar do tempo.

Diálogo com Elton Kazmierczak

Dúvida de Elton Kazmierczak

Kazmierczak: Eu estou com uma dúvida sobre um dos artigos que você me passou para ler.

Dettmann: Qual é a dúvida, meu amigo?

Kazmierczak: 

1) Eu li naquele artigo que o empresário deve pagar um salário justo ao empregado de modo que ele consiga sustentar toda sua família.  

2) No caso de um microempresário que atua num mercado de vila, que não tenha condição de pagar um salário para seu empregado de modo a que ele possa sustentar toda sua família, como fica a questão do salário justo? E a Igreja possui algo escrito em favor dos empresários ou dos empregadores? Até agora só achei escritos em favor dos empregados.

Dettmann:

1) O que sei é que a microempresa é trabalhada por uma economia de família.

2) O que sei é que a questão dos direitos trabalhistas, tal como está enunciada nos escritos da Igreja, está relacionada a uma grande empresa, fundada no amor ao dinheiro. Ela está fundada em tempos atuais, como esses que estamos vivendo

Kazmierczak: Bom, eu não sou liberal - mas eu reparei essa questão e não vi nada sobre isso. Não estou defendendo empresários, tal como os liberais defendem - foi apenas uma dúvida. Além disso, não vejo empresários como inimigos, caso eles sejam honestos e justos.

Dettmann: Sua pergunta é muito bem-vinda. Vou pensar no assunto.

Kazmierczak:

1) Minha caminhada nessa questão da doutrina social da Igreja é recente.

2) O início se deu quando descobri que a Igreja sempre condenou o comunismo, mas eu descobri que a Igreja condenou o liberalismo - e isso não faz muito tempo que eu tomei conhecimento disso.

Dettmann: O liberalismo é sempre a mesma coisa - é pensamento único. Por isso, é tão nefasto quanto o comunismo.

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Diálogo sobre libertarismo e capitalismo

Kazmierczak: É certo dizer que liberalismo e capitalismo são a mesma coisa?

Dettmann:

1) O libertarismo (buscar a liberdade fora da liberdade de Cristo) nasceu da cultura da falta de fraternidade universal. 

2) Como a salvação se dá pela riqueza, que é construída através do trabalho, então o libertarismo é uma conseqüência do protestantismo. 

3) Como protestante não crê em fraternidade universal, então a usura é praticada de maneira indiscriminada. E o capitalismo precisa da usura, de modo a edificar ordem.

4) Por isso, libertarismo e capitalismo são essencialmente a mesma coisa.

5) O liberalismo verdadeiro decorre do fato de que Cristo é o caminho, a verdade e a vida. Como Ele é a verdade, então Ele é necessariamente a liberdade. E Ele é magnânimo, pois edifica ordem.

6) E isso é o verdadeiro liberalismo, pois decorre do fato de se conservar a dor de Cristo a cada geração.

7) Como a caridade decorre do fato de que devemos amar uns aos outros tal como Jesus nos amou, então a caridade edifica ordem. E o dar sistemático a quem precisa leva ao distribuir. Eis o distributivismo.

Kazmierczak: Entendo perfeitamente. 

1) Eu achava que o capitalismo funcionasse como uma ferramenta, coisa que depende do modo como as pessoas o usam.

2) Eu achava que isso poderia isso entrar em harmonia com a moral e ética católica, assim como suas doutrinas relativas ao comércio, salário, empresas, relação empregado X empregador.  

3) Eu achava que o liberalismo e libertarianismo fossem a liberdade até suas últimas consequências, sem levar em consideração a moral e a ética.

4) Eu achava que, com exceção da usura, certas coisas no capitalismo poderiam ser preservadas, dentro da moral e da ética católica.

5) Mas vejo que estou errado.

6) Tenho uma outra dúvida: não há nenhuma maneira de catolicizar o capitalismo retirando a usura e inserindo o que é de natureza católica, como a moral e os ensinamentos de Cristo?

Dettmann: pelos ensinamentos da Bíblia, a usura só é permitida a quem não é irmão. É mais comum isso em comércio em época de guerra, em alianças temporárias feitas de modo a se enfrentar um inimigo em comum. O maior exemplo disso se deu no tempo das Grandes Navegações. Uma boa leitura na Teoria Geral dos Descobrimentos Portugueses, do Jaime Cortesão, explica bem essa questão.

Kazmierczak: Entendi. Vou aprofundar as leituras com o tempo. Não posso fazer isso neste ano, devido pois estou no meu último ano de faculdade.

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Diálogo sobre a distinção entre liberalismo e libertarismo:

Dettmann:

1) Existe um libertarismo moderado, clássico, historicamente revolucionário, que preparou o caminho pro comunismo, assim como um libertarismo mais recente e mais radical do que o clássico, que busca ser uma nova esquerda.

2) O moderado prepara o caminho pro radical, tal como ocorre nos islâmicos. Eles têm visão de longo prazo e dão sua vida pela causa, coisa que no momento não estamos fazendo.

Kazmierczak: 

1) Esse libertarismo moderno está mais como um anarquismo, praticamente.

2) No libertarismo, todos somos inimigos de todos, pois o mesmo prega a individualidade ao pé da letra, já que cada um tem a sua verdade.

Dettmann: Exatamente. Até porque não existe crença na fraternidade universal.

Kazmierczak: 

1) Toda noção de amor, caridade e afins é tomada como se fosse contrato e ação de troca, segundo eles - o que reduz tudo a uma mera visão utilitária das coisas. E não é à toa que isso acaba virando conservantismo, o leva as coisas a estarem à esquerda do Pai, no seu grau mais básico.

2) Dentro dessa lógica não haveria ajuda ou caridade, se não houvesse a possibilidade de o agente ganhar alguma coisa em troca do beneficiado - e pelo que sabemos da doutrina católica, nós devemos ajudar, mesmo que não se espere nada em troca, pois isso é bondade e edifica ordem - além disso, a caridade estabelece ordem pública, pois ela é salvífica - e a salvação do homem é algo urgente, necessário, pois se funda na conformidade com o Todo que vem de Deus. 

3) Enfim, José Octavio, eu gosto mesmo de ler seus posts, pois sempre aprendo muito com eles.