sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Defenestrando muitos conservantistas

1) Eu jamais tomo por irmão ou por compatriota quem toma por religião o vermelho dos comunistas. Quem chamar essa gente de brasileira está sendo apátrida, pois colabora de modo a que o mal prospere. 

3) Do mesmo modo, quem defende a República ou promove ofensas à Santa Madre Igreja Católica está a incorrer na apatria, dado o caráter revolucionário dessas heresias e dessas apostasias. Por isso mesmo, jamais chamarei essa gente de "brasileira", pois negam a missão que herdamos de Ourique e tudo aquilo que nos leva à conformidade com o Todo que vem de Deus.

4) O grande erro que esses pseudoconservadores cometem é chamar essa gente de "brasileira". Está mais do que provado - quer pelo comportamento, quer pelo que defendem - que isso não é tomar o país como se fosse um lar - o que eles fazem é tomar o país como se fosse religião, onde tudo está no Estado e nada poderá estar fora dele. 

5) De hoje em diante, vou bloquear todos aqueles que insistirem em pronunciar  o termo "conservador" da mesma forma como ousam pronunciar o nome de Deus em vão. Quanto menos gente falando asneira, melhor pra mim.

O termo conservador não pode ser pronunciado em vão

1) Se a palavra de Deus não deve ser servida vazia, referir-se por conservador aquilo que é, na verdade, conservantista é como se fosse servir a Palavra de Deus com fins vãos, inúteis, de modo a edificar liberdade para o nada. É pecado contra os mandamentos de Deus.

2) Na internet ainda há muito cabeça-dura que pronuncia em vão o termo "conservador", confundindo-o com a famigerada figura do "conservantista". Se conservador é quem conserva a dor de Cristo, chamar o conservantista de conservador é chamar o Diabo de "Deus do mal" - e isso é usar o termo "Deus" - Aquilo que é o que é - para aquilo que é vão, vazio.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Nacionismo e a formação das regiões metropolitanas

1) Uma cidade recém-fundada tona-se núcleo povoador e civilizador das regiões mais próximas.

2) À medida que a cidade vai se desenvolvendo, colônias ligadas ao núcleo central vão povoando a periferia da cidade e vão mantendo vínculos com o núcleo original, seja pelos laços de parentesco, seja pelos laços de emprego. A maior prova desse vínculo é que terras pertencentes ao núcleo povoador central são arrendadas aos colonos das regiões periféricas, de modo a que essa região possa se desenvolver - e isso caracteriza tanto uma relação de empréstimo quanto de investimento, que se perdura no tempo.

3) À medida que essas colônias vão se desenvolvendo e se tornando cidades, elas passam a ter problemas em comum, por conta de morarem em uma região em comum. O compartilhamento dos problemas e soluções que as cidades enfrentam, ao ocuparem uma mesma região, são a base de uma região metropolitana e isso pede um parlamento local.

4) A necessidade de uma região metropolitana surge a partir do momento em que as várias comunidades dispersas estão sob a supervisão de uma mesma autoridade, de modo a permanecerem em conformidade com o todo que vem de Deus. Onde o bispo for comum, a autoridade política, de modo a resolver os problemas comuns - e a promover a caridade e a boa vizinhança entre os cidadãos de maneira organizada -, deve ser comum e compartilhada.

5) A maior prova de que a aliança do altar com o trono é mesmo a base da nacionidade está justamente na necessidade de os leigos resolverem os problemas da vida em comum sob a orientação de um bispo, quando esse problema em comum afeta comunidades inteiras, dispersas ao longo da região - e para isso é preciso haver um líder que coordene esse trabalho central, escolhido pela comunidade dos leigos e sob a bênção do bispo. Eis o prefeito como o primeiro cidadão da cidade ou da região metropolitana. Ele é o rei do lugar, o príncipe.

5) Eis aí a região metropolitana como base para uma autêntica federação, de modo a que um mesmo território seja tomado como se fosse um lar. 

6) Só haverá fato gerador para uma autonomia legítima se os problemas enfrentados forem diferentes, por conta da ocupação de lugares diferentes .

7) Por conta da ocupação de lugares diferentes, surgem diferentes circunstâncias ou situações-problema fundadas nisso - e tudo isso pede solução própria, diferente daquela relacionada àquilo que se encontra no lugar de origem, como vemos no caso da relação entre Brasil e Portugal.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Convém não confundir erudição com falta de clareza

1) Confesso que já estou ficando cada vez mais intolerante a textos de linguajar sofisticado e rebuscado. Quanto mais sofisticado e rebuscado for um texto, maior o risco de ser mal escrito.

2) Além disso, texto escrito num estilo sofisticado ou rebuscado tende a ser desinteressante de se ler, pois ele não é direto ao ponto. E o texto deixa de ser bom porque não cumpre a sua real finalidade, que é informar o leitor para aquilo que é realmente relevante, bom e necessário.

3) Muitos estão a confundir erudição com falta de clareza. Se atentassem bem para isso, eles perceberiam que erudição implica dizer as coisas de um jeito claro e simples ao maior número de pessoas possível - e isso é fazer da língua portuguesa uma obra de arte. Isso implica dominar o caminho das belas letras e dos bons modos - e isso é o fundamento de ser culto.

4) Dominar a arte de bem dizer as coisas implica dizer as coisas do modo mais simples e claro e possível e para o maior número de pessoas possível. Pois o ofício do escritor é o mesmo do catequista - promover a verdade a quem interessar possa. O catequista o faz falando; o escritor o faz pela via da pena ou do teclado. A diferença é o meio empregado.

A verdade sobre o Estado mínimo

1) A fobia contra o Estado, coisa essa que liberais e conservantistas compartilham, é uma das maiores tolices de nosso tempo.

2) O ''Estado mínimo'' dos liberais e dos conservantistas é o Estado máximo da heresia, do secularismo, do indiferentismo religioso, do capitalismo liberal, do ateísmo social, dos estrondosos sucessos revolucionários, das ideologias insanas, do socialismo, do feminismo, do aborto, do ''casamento'' homossexual, do divórcio, da desordem social, da pedofilia, da corrupção generalizada dos costumes, do globalismo, da destruição da família, enfim, da ruína do próprio Estado e da religião, e, por conseguinte, da própria civilização.

3) O "Estado mínimo" dos liberais e dos conservantistas é uma quimera. Os pretensos católicos metidos a liberais não conseguem compreender esta questão com clareza - e isso basicamente se dá por três razões:

3.1) A primeira razão é que eles ainda não entenderam que a liberdade não é um fim; trata-se de meio, e meio para fazer o bem, para se promover o bem comum. E sendo meio para se fazer o bem, essa liberdade é limitada pela autoridade pública, de modo a atender a um fim bom, de modo a que tudo fique em conformidade com o Todo que vem de Deus - e essas finalidades têm tanto cunho moral quanto espiritual.

3.2) A segunda razão é que eles ainda não compreenderam que o Estado fundado na democracia liberal pode ser despótico, pois ele pode edificar liberdade para o nada, quando dissociado da Santa Religião. Nele, vemos a constituição conceder uma autêntica "carta de marca" de modo a se praticar o mal em nome de um suposto bem, fundado em sabedoria humana dissociada da divina - licença essa que é feita de modo a se relativar a moral e os bons costumes e para promover o vício como se fosse virtude, assim como a mentira em nome da verdade. Além disso, por meio dessa carta, dessa folha de papel, temos a promoção do bizarro e do grotesco em nome do belo e a promoção da tirania em nome da liberdade - isso sem falar em outras tantas coisas. Tudo isso escraviza os homens e fomenta a noção de que tudo está no Estado e nada pode estar fora dele.

3.3) A terceira razão é que eles ainda não entenderam que o Estado não pode assegurar ordem, justiça e os legítimos direitos individuais e coletivos se ele não estiver em conformidade com o Todo que vem de Deus, se não estiver submetido a uma autoridade que é eterna e maior do que a dele, que é temporal.

4) Quando esses pseudocatólicos começarem a compreender essas verdades, eis aí o dia em que começarão também a aprender a pensar como católicos de verdade.

5) Enfim, a razão pela qual digo tudo isso é que um Estado não deve ser reprovado apenas pelo fato de intervir na sociedade onde isso for necessário, seja em maior ou menor intensidade - o que deve ser reprovado é o Estado que não é conforme o Todo que vem de Deus, por não seguir os ensinamentos da Santa Madre Igreja e por não favorecer a verdadeira e santa religião.    
  
(Filipe Lustosa) - texto adaptado por José Octavio Dettmann

domingo, 23 de agosto de 2015

Uma proposta decente

1) Em vez de darem dinheiro para a Globo ou a Folha, ou para a autora do Cinqüenta Tons de Cinza, por quê não investir em mim?

2) Eu escrevo coisas de qualidade - e aceito de bom grado qualquer valor que vocês me derem, desde que dado com generosidade. Tenho mais de 1400 textos de qualidade escritos em pouco mais de 1,5 anos de trabalho. Para cada linha que aprendo do Curso Online de Filosofia do Professor Olavo de Carvalho, vários artigos são criados em torno disso.

3) Muitos dos meus doadores aprenderam muito comigo e aprenderam a tomar o país como se fosse um lar.

4) Garanto que vocês não vão se decepcionar. Faço um trabalho de primeira e tenho certeza de vocês logo serão como todos os que me são ou foram doadores: vocês entenderão porque valho cada centavo, pois sei semear boa consciência nas pessoas, de modo a que possam ter esperanças num Brasil melhor, através do trabalho que faço. E custo menos do que essas marcas de grife que vocês consomem e que nada edificam.

5) Não seria melhor fazer um troca mais inteligente? Que tal trocar a ignorância que essas marcas fomentam por conhecimento, produzido por este escriba que vos fala? Eis aí algo made in Brazil que vale tanto quanto algo produzido nos EUA ou no Japão. 

6) Pensem nisso.

7) Ao longo do mural, vocês podem ver uma enorme quantidade de artigos que já produzi. Vocês podem me pedir inbox, que vos mando as coisas.

8) Que tal a proposta? É só falarem comigo e podemos fazer um bom negócio juntos.

Tomar o país como se fosse um lar também pode ser engraçado

1) Hoje fui perguntar sobre as aulas de polonês ao meu padrinho e por coincidência me apareceu um casal: ela era polonesa; ele, brasileiro e que freqüenta a mesma paróquia que eu freqüento, só que num outro horário - como a paróquia vive cheia aos domingos, é natural que eu nunca o tenha visto antes. Os dois se conheceram na JMJ. Ao que me pareceu, ela convidou o meu padrinho para o casamento, que vai se dar na Polônia. 

2) Estava acompanhando a conversa da noiva e do meu padrinho em polonês, mas meu nível ainda está muito abaixo para compreender tudo isso. E o monsenhor me apresentou aos dois, pois eu sou o único remanescente da turma de polonês. Quando o monsenhor puxou conversa comigo em polonês, algumas coisas ainda não aprendi, a tal ponto que meu instinto natural foi responder em português, pois não sabia o que fazer naquele momento.

3) Eu fiquei muito feliz em presenciar uma conversação em polonês - e quero conversar com ele no mesmo nível em que estava conversando com aquela polonesa. Num primeiro momento, ela me lembrou uma colega que conheci no Curso Glioche, a Cristiane Siqueira - só percebi que se tratava de outra pessoa quando estava a conversar em polonês com o meu padrinho.

4) Enquanto conversavam e esperava a minha vez, eu olhava pra cruz, implorando a Deus para que meu padrinho pudesse continuar com as aulas de polonês. O dia que me sentir confortável com a nova língua, aí eu encaro poloneses aqui mesmo no facebook, nem que eu tenha de adaptar o teclado do meu computador para os acentos dessa língua, que são bem diferentes do português.

5) Esta é a segunda vez que meu padrinho me apresentou a conhecidos dele, por conta de ser o único remanescente das aulas de polonês. 

6) Meu padrinho reconheceu a determinação que eu tenho de aprender a língua dele - e essa determinação está me rendendo histórias interessantes por conta desse meu desejo de aprender a língua. 

7) O dia em que meu polonês melhorar, o inesperado não vai me pegar de surpresa - e poderei responder melhor à circunstância, da forma como se exige. Até agora tive poucas aulas de polonês - por isso que não estou pronto para conversar com poloneses ou conhecidos do monsenhor, na língua polonesa. Como meu conhecimento é pouco, acabo ficando numa verdadeira "saia justa", sem saber o que fazer naquele momento.  

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Sobre a questão da enfiteuse e o caso de Petrópolis

1) No tempo dos patriarcas, as terras deles eram também de todo o povo. Pois o patriarca era o pater familias, o pai dos pais - o primeiro senador, se fosse lúcido. Era natural que houvesse um patrimonialismo, em que a terra do pai fosse, por herança, de todos - e que os bens dos filhos fossem também bens dos pais, pois acessório segue a sorte do principal. Era muito comum dispor sobre herança de pessoa viva - a tal ponto que o pai tinha poder de vida e de morte sobre os filhos.

2) Quando surgiu a república romana, que se baseava no ideal de que ninguém podia exercer poder de vida e de morte sobre outra pessoa do mesmo sangue, surgiu a distinção entre bens públicos - bens esses que pertencem a todo o povo romano - e bens privados, bens particulares do pater familias, que por sua vez, eram diferentes dos bens dos filhos, que passavam a ter economia própria, por conta da vida castrense, já que a atividade mercantil era considerada marginal, naqueles tempos.

3) Como o Império é a evolução da república (é a república com um poder moderador, que a protege da corrupção e dos abusos dos pretores), natural que se estabelecesse de vez a distinção entre o patrimônio do imperador e o patrimônio do Estado.

4) Como houve um tempo em que a riqueza da nação se media pela riqueza do Imperador, era natural que ele, de modo a desenvolver uma extensa área desocupada de sua propriedade, fizesse concessões a arrendatários, de modo a que as terras fossem desenvolvidas, na forma de domínios úteis - e esses domínios úteis, por sua vez, eram cedidos a outras pessoas; com o passar do tempo e da especialização econômica, ali nascia uma cidade imperial, uma província imperial. Por conta disso, o imperador recebia laudêmios nos terrenos de sua propriedade privada, verdadeiros latifúndios. A idéia se estendeu para o Estado, na forma de terrenos de marinha, pois o comércio pelo mar necessitava da proteção da marinha e do fomento à marinha mercantil. O nome desse instituto colonizador e civilizador era chamado enfiteuse.

5) O laudêmio percebido nas terras privadas do imperador era privado e não público - por essa razão, o prêmio que lhe era devido era de direito privado, um direito pessoal e real. Não era tributo, pois havia a clara distinção entre bens públicos e bens privados. Como gerações ficavam nessa terra, o laudêmio pago se tornava costumeiro, pois a relação jurídica era permanente, uma vez que a propriedade é perpétua.

6) O caso de Petrópolis se enquadra em um laudêmio que é pago por conta de uma enfiteuse antiga - a cidade se desenvolveu por conta do arrendamento que a Família Imperial fez de suas terras a colonos alemães, de modo a povoar a região, de modo a que essa parceria fosse um modelo de se fazer tomar o país como se fosse um lar. Como a Família Imperial é o modelo pelo qual se toma o país como se fosse um lar, então Petrópolis é a cidade-modelo dessa referência, pois o acessório segue a sorte do principal.

7) Com a república, essa referência se perdeu. E a cidade foi começando a sentir os efeitos da propaganda republicana, que lançava a mentira de que "a monarquia era atraso" como se fosse verdade. A tal ponto que estão confundindo laudêmio com a figura do imposto, por conta da falta de educação sistemática e proposital que os sucessivos governos republicanos foram promovendo na região, pois fomentar ignorância é fomentar poder absoluto, assim como poder de vida e de morte sobre todos.

8) Isso sem contar que o Código Civil atual aboliu o instituto da enfiteuse, das concessões privadas sistemáticas, de modo a que se fizesse abolir a noção de nacionidade gerada pelo instituto da enfiteuse - como esse Código tem a marca do governo Lula, nele está a sutil alegação, falaciosa, de que latifúndio gera subdesenvolvimento. O fim do instituto acabou gerando uma economia impessoal e fundada em relações temporárias e voltadas para o dinheiro - como isso é contrário às tendências da ordem social argentária, da especulação imobiliária, muitos advogam o fim da enfiteuse, de modo a que Petrópolis possa progredir economicamente. Eis os efeitos perversos da República. Eis o ponto onde liberais e comunistas se associam, por serem "progressistas" e revolucionários.

9) Mais do que uma guerra política, existe uma guerra cultural - e Petrópolis é o estudo de caso desse problema.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Lições da geopolítica nacionista

1) Se, tal como foi na República Velha, governar é povoar - abrir escolas, estradas, hospitais e prestar serviços públicos essenciais -, então conquistar é libertar as pessoas de tudo aquilo que leva a que um determinado país seja tomado como se fosse religião de Estado, pois povoar implica tomar o país como se fosse um lar, em Cristo.

2) E um governo perfeito implica dizer que o trono está sempre em aliança permanente com o altar, de modo a que tudo esteja em conformidade com o Todo que vem de Deus.

Considerações sobre a geopolítica nacionista

1) Nenhuma geopolítica será válida se o componente do território, as pessoas que vão ocupá-lo, também não for pensado de modo a que tudo fique em conformidade com o Todo que vem de Deus. 

2) A geopolítica, para ser ciência, precisa ser conforme o Todo que vem de Deus, e fundada no sentido de se tomar o país como se fosse um lar, de modo a que missão que Cristo nos confiou, por força de Ourique, seja facilitada. Sem o componente espiritual, da forma como São João Paulo II nos mostrou, como Papa peregrino, a geopolítica será mera sabedoria humana dissociada da divina, pois tudo estará no Estado e nada estará fora dele.

3) A geopolítica começa a ser pensada a partir do momento em que pessoas de um país mudam-se de um lugar para um outro, de modo a tomá-lo como se fosse um lar. A imigração e a emigração de pessoas de um lugar para o outro é crucial, pois nisso se mede se o governo é ou não conforme o Todo que vem de Deus. E um governo conforme o Todo que vem de Deus tem o direito natural de servir a todos aqueles que ocupam um outro território, principalmente quando este povo do outro território se sente prisioneiro e pede sua ajuda, pois quem manda nele é um tirano bem FDP, que precisa ser deposto. Por isso, a questão da intervenção se torna uma questão de servir a verdade, tendo por Cristo Fundamento, pois esse negócio de não-intervenção é uma furada, pois é ilusório pensar que todos são soberanos, a ponto de todos terem sua própria verdade, sem Cristo. E aí porque pacifismo é, na verdade, guerra total, no âmbito cultural e espiritual.

Como se apropriar de uma tradição importada?

1) Muitos dos brasileiros querem ser conservadores à maneira americana. E muitos deles são cães amestrados dos EUA, pois só conservam o que é conveniente, ainda que isso seja dissociado da verdade. Eles são incapazes de perceber os vícios inerentes da república americana, por conta da formação puritana. O coração deles está muito petrificado, por força da vaidade - e isso é negar a fraternidade universal, a exemplo de tudo aquilo que se funda na tradição puritana.

2) Para que nosso povo seja conservador de verdade, então o principal deve ser convertido primeiro, de modo a que o acessório siga a sorte do principal. Isso significa dizer que o processo de purificação deve se dar também no centro criador, os EUA, de modo a que o povo brasileiro seja conservador no sentido verdadeiro, como se deu em Ourique. E isso implica levar Ourique e os valores imperiais para os EUA.

4) E faz muito sentido fazer isso: numa época em que se podia votar em qualquer pessoa, Nosso Imperador D. Pedro II obteve 4 mil votos. Se essas regras valessem hoje, então o imperador do Brasil seria eleito, por vontade do povo americano, Presidente dos EUA - e por força disso, essa união pessoal seria estendida aos seus sucessores, por tradição, a tal ponto que seriam anexados ao Império do Brasil, por força de nacionismo.

5) Basta que sejamos um Império e que se restaure nos EUA o sentido da democracia verdadeira, como havia naqueles tempos de D. Pedro II - o direito livre e sincero de votar em alguém que nos leve a tomar o país como se fosse um lar, ainda que esse grande líder não tenha nascido nesse país.

6) Para essa missão, precisamos formar cidadãos americanos formados na consciência de Ourique. Eis aí o sentido de formar diplomatas perfeitos.

Notas sobre o nacionalismo idiomático

1) O português rebuscado, jurídico ou quase-jurídico - exageradamente cultista, parnasiano -, tem sua fundação no fato de que a língua deve ser tomada como se fosse religião, do mesmo modo que a nação em que vivemos.

2) Só por esse viés, eu já posso afirmar que o estilo de escrever de certos escritores é tão condenável quanto o nacionalismo - é um jeito de escrever muito fora da realidade, pois é insincero. Por vaidade, o escritor conserva o que é conveniente e dissociado a verdade - e isso é mais grave do que a mera tradução, a mera conversão de uma língua para a outra, pois o escritor foi um traidor da realidade, posto que a traduziu mal, uma vez que não a expressou em termos que pudessem ser claros e inteligíveis, de modo a que todos que amam e rejeitam as mesmas coisas pudessem compreender.

3) A norma culta de uma língua não pode ser vista como vemos a lei no Direito, pois falar errado não é crime, assim como não é pecado. A norma culta de uma língua é uma lei que se dá na carne, posto que se funda numa tradição de bons escritores que souberam manejar a língua num estilo de dizer bem as coisas, de modo a que verdade ficasse clara, insofismável, de modo a que tudo ficasse em conformidade com o Todo que vem de Deus. Por esse dizer, a norma culta é sinônimo de "o caminho das belas letras e dos bons modos".

4) O positivismo fez tão mal à educação do Brasil que o domínio da norma culta se tornou uma espécie de cassetete ou porrete, feito para se espancar todos aqueles que falam errado.

5) Eu já lidei com esse zé povinho que fica ralhando as pessoas, só porque se colocou a vírgula no lugar errado. Essa gente é tão nefasta quanto os doutores da lei do tempo em que Jesus esteve entre nós, por seu farisaísmo. Essa gente não é nem um pouco inteligente, pois a alma não é conforme o Todo que vem de Deus, pois essa gente está muito presa à gnose, seja protestante ou positivista.

Das três naturezas do discordar

1) Há muita gente que discorda de mim. No entanto, essa gente não é capaz de me expor o motivo determinante pelo qual se discorda de mim.

2) Se eles não são capazes de externar os motivos determinantes pelos quais discordam de mim, então essa gente é incapaz de amar e rejeitar as mesmas coisas tal como eu faço, pois eu faço as coisas tendo por Cristo fundamento. E o que posso sentir por essa gente é pena, pois são vítimas do sistema educacional que molda as coisas de modo a que tomemos o país como se fosse religião, fora da conformidade com o Todo que vem de Deus.

3) Há ainda a possibilidade de não quererem, de maneira conveniente e deliberada, expor as razões pelas quais discordam de mim. Neste caso, temos o que se chama conservantismo por covardia intelectual, algo que tão à esquerda do Pai, no seu grau mais básico. Neste caso, o desprezo é o melhor remédio.

4) Poucos são os casos em que sou discordado, por estar errado pela razão A, B ou C - pois A, B ou C se fundam no fato de que tudo isso é conforme o Todo que vem de Deus. A esses que me corrigem naquilo que é bom e necessário, eu vos ofereço a minha gratidão - pois tudo isso eu recebi de Deus. E escrever pra vocês é meu dízimo, pois eu dou minha melhor parte de modo a que o país seja tomado como se fosse um lar, em Cristo.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Quem é Lula?

QUEM É LULA? "Eu me invoquei, um monte de serviço pra fazer, dia de sábado, e eu falei, sabe de uma coisa, não vou trabalhar merda nenhuma. O cara (patrão) me deu dinheiro pra eu almoçar, pra fazer hora extra, eu peguei o dinheiro, pus no bolso, disse vai tomar no cu, que eu não vou trabalhar porra nenhuma". - Lula, o metalúrgico, em depoimento ao repórter Mário Morel, em "Anatomia de uma liderança" (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1989).

O que o Brasil tem de bom?

01) A questão que não quer se calar: o que o Brasil tem de bom? Futebol, mulheres nuas e favelas não são coisa a se vender. Se Nossa Família Imperial, o Rio Antigo, as construções do Império, as Igrejas Antigas do tempo colonial fossem mais divulgadas, eu poderia acreditar em mudança, através do turismo. 

02) Mas isso só vai mudar com a tomada cultural do país. A cultura está toda fundada em republicanismo e esquerdismo - e as gerações precisam ser trabalhadas, de modo a que os verdadeiros ativos da pátria sejam valorizados. São Paulo, pela herança italiana, o sul, por ter clima parecido ao da Europa, a cataratas do Iguaçu, o progresso do campo, as praias do Nordeste são um ótimo ativo a ser explorado. 

03) Para os esquerdistas isso não é Brasil, pois foi construído pelo homem branco, "explorador e malvado" (sic). 

04) É pelo bem do Brasil que PT, PSDB e todos esses "partidos" que fazem parte do Foro de São Paulo precisam ser banidos sistematicamente. É a saída que eu vejo. 

05) E isso não muda com propagandas, mas com medidas contra-revolucionárias e nacionistas.

Como mostrar que o homossexualismo não convém?

O objetivo é buscar argumentos para dialogar com pessoas que sejam cristãs e não-cristãs (incluindo ateus de fundamento). Aqui expressamos uma compilação das opiniões que lá surgiram e foram discutidas: 

 01 – Anteriormente, nas discussões, ficou bem claro que uma argumentação deve ser realizada com uma pessoa que esteja disposta e aberta, realmente, a aprender alguma coisa e ouvir a verdade. Discutir com quem não quer saber a verdade está mais para jogar pérolas aos porcos do que defender a fé. 

02 – Com um cristão que aceite as verdades da bíblia, a coisa é fácil. Não ficará em cima do muro e nem relativizará as coisas quando percebe a existência de passagens bíblicas tão claras contra as práticas homossexuais. 

03 - 1° Cor 6, 9-10 "Acaso não sabeis que os injustos não hão de possuir o Reino de Deus? Não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus". (Bíblia Ave-Maria) 

04 - Levítico 11, 22 "Não te deitarás com um homem, como se fosse mulher: isso é uma abominação." (Bíblia Ave-Maria). 

05 – Com pessoas que acreditam em um deus que criam na sua cabeça e ficam em cima do muro tentando relativizar até a última gota, as passagens necessitam de um comentário a mais. 

06 – Ver que um dos graves erros é tomar as coisas como naturais a ponto de se afastar dos planos do criador. O erro é conceitual e há uma necessidade grosseira em se difundir tal ignorância. 

07 - Quem faz isso, a ponto de dizer que isso é a sua verdade, certamente fará disso militância, a ponto de combater aquilo que é mais sagrado: o fato de que fomos feitos à imagem e semelhança de Deus e que somos livres a partir do momento em que nos adequamos à vontade d'Ele. 

 08 - É por sermos escravos da palavra de Deus que somos seres humanos livres, já que a liberdade se funda na vida, que é obra de Deus. A liberdade é uma prerrogativa que Deus nos deu de modo a que melhor sirvamos a Sua palavra. E por sermos a primazia da criação temos consciência objetiva do que é certo ou errado, quando nos colocamos à vontade do Criador. 

09 – Jesus é o caminho a verdade e a vida. Seus ensinamentos são a verdade. Do contrário, em uma sociedade onde cada um tem sua verdade, não haverá quem diga o direito ou quem determine o que é certo o errado, pois o direito será fruto do mais forte: mais precisamente dos preconceitos do mais forte. Será uma conversa de surdos, uma verdadeira anarquia. 

10 – Com certeza o ponto mais difícil é discutir com um não cristão. Se ele estiver aberto a verdade, perceberá, sem mesmo tocarmos na palavra Deus, que algumas vaidades humanas são insignificantes perto de algumas reflexões a respeito da vida humana. 

11 – O que garante a sobrevivência da espécie é a relação sexual, que terá por sentido filhos. Retirando isso, tem-se uma busca egoísta pelo prazer. Contudo, isso não quer dizer que de toda relação sexual deva sair um filho, isso realmente não acontece na prática, mas ela deve estar aberta e possibilitar em alguma circunstância que isso ocorra. 

12 - Se amputarmos a finalidade do sexo, que é a família, o próprio sexo deixa de ser sexo para se tornar uma caricatura grotesca de si mesmo. Privado de toda complexidade de sua essência, o sexo passa a ser nada mais que uma vulgar masturbação. 

13 - Tendo em vista que o sexo deve permitir a geração de descendentes, o sexo só é realmente sexo quando feito entre homem e mulher. Do contrário, a vaidade do homem, levará ele a ir contra a própria natureza humana. 

 14 - Fazer ao não crente a seguinte pergunta: "você acha certo a pessoa se dedicar de tal modo a natureza a ponto de fazer coisas sem sentido, que não o farão uma pessoa melhor, a ponto de este ser objeto de vergonha e chacota em relação a todos o que o conhecem? E se for um filho seu, a quem você tanto preza? Certamente você se preocuparia, se você for sensato - pois a sensatez é um sentimento natural, que nos liga a Deus. Quem busca a sua verdade não se preocupará em respeitar o próximo. Conviver fica inviável. E isso não é buscar a própria felicidade, mas cavar a própria cova, sua ruína." 

15 - Estas são algumas colocações sobre a questão sobre o porquê de o homossexualismo não convir. Ele perverte o significado do que é natural - tudo deixa de ter um significado funcional, fundado na verdade - que não precisa ser minha ou sua para ser nossa - e passa a ter significado subjetivo, fundado na sua verdade, no seu bel-prazer. Esse particularismo destrói a vida em comunidade. Fomenta conflito. 

16 - O particularismo deriva do fato de se fazer disso militância política ou ativismo judicial a ponto de destruir a noção de que a verdade reina entre nós. E isso é altamente destrutivo. Vários outros pontos poderiam ser acrescentados. Esses são somente alguns. Desejamos que esses conhecimentos sejam agregados a sua vida e a sua fé. 

 Compilação feita por José Octavio Dettmann e Petrus Cefas

Jamais ouça a boca pequena

Uma amiga monarquista me confessou: O único motivo que me faz evitar essa aliança (do altar com o trono) é ouvir a boca pequena falar da infiltração maçônica que há na Familia Imperial. Eu respondo: 

 1) Pelo que venho até agora levantando, um exame mais a fundo revela que o argumento desse povo não parece ser verdadeiro e nem merece prosperar - esse argumento convém aos republicanos de modo a que afaste o povo da verdade, fundamento da nossa liberdade. Mas vou investigar melhor os fatos. E vou escrever artigos sobre isso. 

 2) Eu vou te dar um conselho: não ouça muito essa lorota de que a Família Imperial é maçônica. Se fosse verdade, não haveria cristianismo no Brasil há muito tempo - e o Brasil deixaria de ser pátria, pois não haveria boa razão para tomá-lo como se fosse um lar, mas sim como a religião de Estado dos maçônicos. 

 3) A maçonaria começou a prosperar viva e forte desde que monarquia caiu, por isso que vemos coisas cada vez mais destituídas de sentido, com o passar do tempo. Se puder ir atrás das biografias do Octavio Tarquínio de Souza, Pedro Calmon, Heitor Lyra e outros livros sérios sobre o assunto, isso já seria ótimo. 

4) Leia mais os livros sérios sobre o assunto e cerque-se dos sérios e dos bem-intencionados. 

 5) Ou você pode fazer tal como eu tenho feito: torne-se um centro de opiniões excelentes, sensatas e sérias sobre o assunto. Aí você afasta os fofoqueiros e mal-intencionados e atrai os sérios pra você. 

 6) O único porém é que esse trabalho é para quem tem habilidade na escrita, para quem tem o dom da ars bene decit. 

 7) Se você tem esse dom, sirva à verdade, ensinando. Assim você serve ordem e a ordem bem te servirá.

Uma oportunidade de ouro

Um colega meu me procurou:

André Tavares: Dett, estou escrevendo um livro - vou chamá-lo de "A crise da Direita". Vou enviar alguns manuscritos para você dar uma olhada - vamos trabalhar isso juntos.

André Tavares: minha proposta de livro é um voltado para a direita politica perceber o quanto ela é imbecil, frente às estratégias esquerdistas. Esse livro deve ter artigos seus que se encaixam - e vou fazê-lo antes das eleições americanas. O livro sera escrito em inglês.

André Tavares: O livro terá uma ótica que traduz os feitos dos esquerdistas, as leituras imbecis da politica de direita - já no desfecho eu abordo o assunto com diversos temas com esse viés.

Recebo os artigos e os leio. Ao ler tudo, eu digo:

José Octavio Dettmann: Eu vou te mandar minha produção. É bem na linha do que falo.

André Tavares: Por isso que te chamei (risos). Como é um livro, é difícil achar textos inteiros que tenham começo e fim. Normalmente, isso envolve várias páginas, e então fica difícil postar no face. É como tentar explicar a política brasileira em 4 minutos - isso é impossível.

André Tavares: uma análise política séria implica remontar até a Revolução Constitucionalista, o movimento integralista - e tudo isso já era ataque comunista desde aquela época. E tudo isso nasceu após o contexto da crise de 1929. Bastou o Brasil acabar a monarquia que virou refém do comunismo desde 1918.

José Octavio Dettmann: E não só o comunismo, mas também o liberalismo de tipo francês, se você remontar a Revolução Liberal do Porto. E é aí que entra o quinhentismo e essa desgraça toda.

André Tavares: É como sempre digo: o diabo não dorme no ponto.

André Tavares: A origem "esquerda" é da Revolução Francesa, né? Eu falo isso para algumas coisas porque acho que sei mas não pesquisei.

José Octavio Dettmann: Sim, as pessoas do Terceiro Estado sentavam-se à esquerda, nos Estados Gerais. E o primeiro e segundo Estado, à direita.

André Tavares: Tem muita coisa para escrever - por isso, eu quero bolar um Índice, pois alguns temas são fáceis; já outros, mais complicados.

André Tavares: Acho que pode ser um best-seller. O livro do Olavo é muito bom, mas não é um livro para endireitar a direita política. E esse livro tem o objetivo de fazer os políticos conservadores serem menos idiotas. Por isso, ele vai ser publicado aqui e nos Estados Unidos.

(Comentários: eis uma oportunidade perfeita. Meu colega sabe do trabalho que faço em purificar a direita no Brasil - e para purificar a direita, é preciso ir no centro criador: os EUA. Enfim, aceito o desafio).

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Debate rápido sobre algo inportante

Tiago Barreira:

1) A ordem constitucional inglesa é compatível com a subsidiariedade católica.

2) Eu prefiro chamá-la ordem constitucional inglesa a chamá-la de ordem constitucional anglo-saxã, pois "anglo-saxão" é um termo étnico. E seria polilogismo usar esse termo, pois reduziria todos os pressupostos de direitos individuais à expressão coletiva de um grupo, o que levaria a Inglaterra, ou mesmo os EUA, a serem tomados como se fossem religião. Os termos "liberalismo" e "anglo-saxão" expressam, portanto, idéias completamente deturpadas da realidade.

3) A ordem constitucional inglesa, se for entendida como sinônimo de separação de poderes, descentralização política, common law, governo limitado e parlamento autônomo, é conforme o todo que vem de Deus e é liberdade em Cristo, pois reforça a noção de fraternidade universal. Logo, sou liberal nesse sentido.

4) A ordem constitucional inglesa já existia na Idade Média - e ela foi preservada. E por ter sido preservada, ela foi a que menos sofreu com os problemas decorrentes do absolutismo monárquico.

José Octavio Dettmann:

1) Da forma como o Tiago apontou, isso deve ser retomado e conjugado com a missão constitucional que foi estabelecida em Ourique.

2) O grande erro que se pratica é importar essas idéias ainda sob os efeitos do quinhentismo. O quinhentismo precisa ser retirado antes, de modo a que isso não se perverta.

3) A maior prova de que o pensamento inglês pode ser perigoso, se isso for tomado como se fosse religião, está no fato de que os ingleses estudam algo chamado Teoria do Governo - e eles, nas aulas, tendem a lamentar a "infelicidade" de todos os que não nasceram na Inglaterra - e esse tipo de atitude mata a universalidade.

Todas as tradições liberais que são fora de Cristo são heréticas


1) Liberdade sem Cristo e sem estar em conformidade com o Todo que vem de Deus é liberdade para o nada. E qualquer pensamento fora do que foi edificado em Ourique não vai levar o país a ser tomado como se fosse um lar. Como o Olavo falou, o liberalismo, enquanto mentalidade revolucionária, pretende regular cada aspecto da vida social, exceto a economia, pois essa tradição é cria da tradição protestante, que não acredita na fraternidade universal.

2) Eu acho uma desgraça esse modismo de seguir idéias importadas sem se ter a noção crítica ou a dimensão exata daquilo que realmente somos, por força de Ourique. Eis aí a nefasta conseqüência do quinhentismo no movimento conservador brasileiro - esse movimento tende a ser um movimento consevantista, algo que é tão esquerdista e revolucionário quanto o próprio PT e o Foro de São Paulo. E o que vai acontecer é que um novo tipo de esquerda vai ser edificada, enquanto o verdadeiro eu-nacional não for reformado, de modo a ficar em conformidade com o Todo que vem de Deus, tal como foi estabelecido em Ourique.

3) Eu estou sempre de olho nesses entusiastas do liberalismo, seja na tradição anglo-saxã ou seja na tradição européia continental (francesa e alemã). Eles são Rodrigo Constantino distribuído: anões intelectuais que só falam algo que é óbvio, o mais do mesmo.

4) Meses antes eu já falei isso no mural, mas ninguém deu bola. Bastou que alguém publicasse na Mídia Sem Máscara que virou moda. É... parece que o pessoal não quer pensar com os próprios miolos - a moda agora é seguir modismos intelectuais e erigir bezerros de ouro, coisas essas que são fora do que é o Brasil de verdade. É de dar nojo!

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Mais uma nota sobre distributivismo

1) Estava aqui pensando na clássica distinção entre gênero e espécie, segundo Aristóteles, e acabei percebendo que, por distribuição, um indivíduo que se deu por inteiro por todos nós se tornou espécie. E essa espécie, com a ação do tempo, se torna gênero, pois se funda no fato de que esse indivíduo é especial, já que é o caminho, a verdade e a vida - e foi o próprio Deus quem disse que devíamos ouvi-lo, pois é o filho muito amado.

2) As pessoas tendem a pensar gênero e espécie de maneira rigidamente separada, com base em reducionismos cientificistas modernos, coisa própria dos biólogos. Mas, para a Deus, essa fusão não é impossível.

3) A questão da fusão que se dá por distribuição, em que o indivíduo, o próprio Jesus, se torna espécie com a dor e morte na Cruz, e se torna gênero por força de a verdade se impor por si mesma, confirma a teoria dos círculos concêntricos e a própria noção de subsidiariedade.

4) A maior crítica que fazem ao distributivismo é em apenas uma parte, sem se levar em conta o sistema - eles fazem essa crítica como se estivessem dissecando um cadáver ou estudando natureza morta. Mas não enxergam que essa parte deve ser vista trabalhando conjuntamente com todos esses outros elementos que apontei no artigo anterior, pois o Todo é maior que a soma das partes. E esse sistema é orgânico, vivo - se você amputar uma parte, o todo morre, como ocorre com os indivíduos, quando se corta a cabeça de alguém.

5) Não é à toa que é uma doutrina social. É doutrina porque se funda na verdade, pois Cristo é a verdade e nos leva à conformidade com o Todo que vem de Deus - e é social porque a sociedade é um sistema vivo e organizado. Enfim, o que se escreveu foi só o aperfeiçoamento de dogmas que já existiam antes, Nada de novo há - o que se fez foi a renovação das coisas, do jeito como elas são.

Uma reflexão sobre o distributivismo

1) As coisas são naturalmente divididas segundo o gênero e a espécie.

2) Para uma espécie se tornar gênero, é preciso que se faça imitações sistemáticas - assim, a presença de um indivíduo dessa espécie vai ser notória em todos os lugares do mundo e em todos os povos e nações.

3) Para que essa imitação seja feita em todos os seus detalhes e matizes, esse indivíduo deve ser especial, pois deve se declarar o caminho, a verdade e a vida, assim como deve haver a garantia, dada pelo próprio Deus, de que Este indivíduo é o filho muito amado, de modo a nos salvar do pecado. E depois de ouvi-lo muito, chega-se o momento derradeiro em que Ele parte o pão para nós - pois este é o corpo d'Ele -, e o vinho, que é o sangue d'Ele que será derramado por muitos - e que isso deve ser feito em memória d'Ele.

4) Para quem se lembra de tudo isso e que foi testemunha de todo esse maravilhoso projeto salvífico, tudo o que será lido e escrito deve e precisa ser reconhecido de ouvido - e os que reconhecem de ouvido são sucedidos por seus discípulos, ao longo das gerações. Eis aí a tradição apostólica garantindo a perpetuação da autoridade, própria desta espécie, já que Ele é a verdade, pois Ele é Deus.

5) É no Cristianismo em que o indivíduo vira espécie e se torna gênero por excelência, com o passar do tempo. Pois os cristãos são uma parte da humanidade, uma vez que seguem os valores de um indivíduo que é Deus, que viveu entre nós e foi feito homem, pois o verbo milagrosamente se fez carne. E à medida que os cristianismo se expande, ele se torna a verdadeira religião da humanidade, de modo a que esta fique em conformidade com o Todo que vem de Deus.

6) Onde se imita Cristo, Cristo é distribuído. E o distributivismo é mais do que um sistema econômico - é um sistema de crenças baseado numa fé verdadeira e em algo verdadeiro, coisas essas que se renovam no tempo e que nos levam à conformidade com o Todo que vem de Deus. 

7) Essa verdade é una e se dá em todos os aspectos, por ser universal e totalitária. As manifestações dessa distribuição ocorrem nestes modos:

7.1) Tomando o país como se fosse um lar; 

7.2) Organizando a vida da cidade politicamente, de modo a que esta seja um espelho da cidade de Deus na Terra; 

7.3) Na justiça, ao se dizer e aplicar o direito de modo a se descobrir a verdade nas ações humanas.

7.4) Na ordem econômica da nação, de modo a que riqueza seja repartida entre os irmãos, já que a fraternidade universal pressupõe que as classes colaborem umas com as outras naquilo que elas têm de melhor: os seus dons. 

8) Tudo isso se opera numa só verdade, pois Deus sabe tudo e pode tudo, pois opera tudo em todas as coisas.

9) Não é totalitário naquilo em que tudo está no Estado e nada pode estar fora dele; o distributivismo é totalitário porque tudo está na verdade, pois Cristo é a verdade, e que isso nos leva àquilo que é conforme o Todo que vem de Deus.

Quanto mais dignas são as mulheres, mais o país que as gerou é tomado como se fosse um lar

1) Quanto mais modesta uma mulher, mais respeitável e digna de casamento ela se torna. 

2) Acho que tinha que haver mais divulgação da moda feminina cristã, mais ou menos como a Cristina Froes​ faz. Se eu tivesse habilidade com alta costura, eu cobriria essa parte, pois isso é crucial para que o país seja tomado como se fosse um lar. Um país que tem mulheres modestas é digno de ser tomado como se fosse um lar - eu vejo isso hoje nas russas e polonesas.

3) É preciso acabar com a imagem que temos da mulher brasileira: de arquétipo dos valores de Mariane, a mãe de todas as prostitutas, musa da Revolução Francesa, a mãe de todas as desgraças revolucionárias. Do jeito que nos encontramos, quando eu chamo uma mulher de "republicana", é como se chamasse a mulher de vadia! Pois é isso que ocorre.

domingo, 16 de agosto de 2015

Meditação sobre a relação entre modéstia e sensualidade

1) Quando eu gosto de uma mulher, e essa mulher é modesta, uma das coisas que imagino é ver como deve ser essa mulher nua, na intimidade, sendo a minha esposa. Esse processo de imaginação, eu guardo em segredo na minha memória, pois isso eu não revelo. Só Deus sabe.

2) Para que essa dama se torne minha esposa, eu preciso ser gentil e carinhoso com ela. E praticar a castidade, de modo a que essa imaginação não fique fora do controle e passe do limite. Para cada ato em que a imagino a mulher que amo nua, só pra mim, faço um exame de consciência: eu me pergunto se a amo como uma esposa e ou se a trato como se fosse um objeto. Se a amo, sigo em frente; se a trato como objeto, então sou um canalha e preciso me confessar, pois não estou sendo sincero com ela - e se a ofendo, eu ofendo a Deus.

3) Ver sua esposa nua, só pra você, é estar no Éden, pois é o arquétipo de Eva e você a conquistou sem cometer pecado. É neste ponto que a imagem de Maria, fundada na santidade e na modéstia, restaura a imagem da Eva corrompida, que se tornou Mariane.

4) Esse negócio que o liberal prega, de que o corpo belo da mulher deve ser visto, é um atentado à imaginação. Se a carne é exposta sistematicamente, então ocorre uma desvalorização da mulher, por conta da inflação da sensualidade. 

5) Se a sensualidade é tão valiosa quanto o ouro, então a castidade deve ser praticada. Se exposta ao Deus-dará, não terá valor nenhum - e aí não terá mais graça se encantar ou se apaixonar por alguém interessante.

Família Imperial x Presidentes - Quem está mais presente?

1) A Família Imperial esteve presente nos protestos e sempre os apoiou, desde o começo. Aécio, que foi virtualmente o presidente eleito, se não fosse a fraude, não esteve no momento em que era mais necessário - o dia 15 de março.

2) A Família Imperial esteve no desastre que houve na região serrana, em 2011. Nenhum presidente da república esteve por lá.

3) Nos momentos mais importantes da nação, Nossa Família Imperial esteve sempre presente. Presidente da República que é bom, nada - sempre estiveram ausentes, omissos.

Um mapa do conservantismo no Brasil

1) Pedro Sette-Câmara é um dos sujeitos mais imbecis, afetados, arrogantes, covardes e desprovidos de senso de humor (o que, desculpem, é um sinal evidente de burrice) que tive o desprazer de conhecer.

2) O sujeitinho faz um post dizendo que a universidade brasileira não é tão ruim assim, que não está tomada por marxismo - aí, eu vou lá e faço uns comentários mostrando a bizarrice marxista e pós-marxista (pós-estruturalista, pós-moderna) que predomina na produção acadêmica de teses de mestrado e doutorado etc. Eu não xinguei o sujeito nenhuma vez e nem deixei de concordar parcialmente com algumas ideias. E sabe o que ele faz? ME EXCLUI DE SUAS AMIZADES! Ora, seu Pedro Zé-Ruela, vá tomar no seu cu, tá bom, boneca?

3) Para mim, de todos esses micróbios que andam por aí, só há uma figura pior que a do militante esquerdista: é a do intelectualóide afetado. Prefiro mil vezes um comunista brucutu, mas que seja realmente o que é, a do sujeitinho metido à besta, totalmente montado, que posa de grande pensador e que se leva extremamente a sério, quando, na verdade, é só um zé-ninguém que teve a sorte de escapar da ignorância e da doutrinação comunista (nem preciso dizer graças a quem) mas que se jogou como uma ratazana na armadilha da própria vaidade.

4) Por que alguns alunos inteligentes do Olavo acabam virando "ex-alunos"? Por que eles se negam a reconhecer que aprenderam com o mestre e ainda fazem questão de posar de livre-pensadores independentes e anti-olavistas? A resposta que diz "porque na verdade são tudo um bando de filho da puta" é, sem dúvida, verdadeira, mas isso não basta para explicar o processo interno dessa filha-da-putice (ou seria putisse?).

5) A questão, a meu ver, é a seguinte: durante um bom tempo o sujeito permanece fiel ao professor porque aquilo o salva da ignorância, pois lhe fornece um grande volume de informação, uma ampla bibliografia etc. O cara deixa de ser um zé-ruela, semianalfabeto, para se tornar um zé-ruela minimamente informado, o que no Brasil equivale a tornar-se um semi-Deus.

6) Depois que esse conhecimento foi adquirido, ele se confronta com a norma fundamental dos ensinamentos de Olavo de Carvalho: a norma da "confissão", que exige que você dê um testemunho verdadeiro perante si mesmo e, mais do que tudo, perante Deus. Enfim, isso pede que você seja um ser humano verdadeiro, e não um boneco intelectualóide e afetado. E é aí que o bicho pega.

7) Depois de adquirir aquele conhecimento todo, como é que o sujeitinho brás-cúbico vai resistir à tentação de posar de gostosão intelectual, tirar fotinhos com estantes de livros ao fundo, com cachimbos ou charutos e carinha de pensador francês? A troco de quê? De ser um sujeito íntegro, verdadeiro, um spoudaios? É ruim, hein! Como ele vai abrir mão das entrevistas em blogs (sobre sua obra futura) e dos milhares de puxa-sacos do facebook? É nessas horas que a figura do Olavo se torna um estorvo, uma criptonita, uma denúncia constante de que aquele livre-pensador é, na verdade, um impostor que não sabe nem limpar a bunda.

8) O ex-aluno precisa, então, dar mais um passo e tornar-se um anti-Olavo. É nessa hora que surge a universidade (e o diprooomaaaa!!) como o último refúgio do canalha.

(Rubens Enderle)

O Alex Catharino faz a mesma coisa que o Sette-Câmara faz. Ele acha que é a redenção na cultura se dá na academia. Se isso fosse verdade, todos os apóstolos deveriam ter sido PhD em Yale.

(Tiago Barreira)

1) Catharinos, Razzos e Sette-Câmaras - todos são crias do Brasil dos Bruzundangas. Fazem da academia, da forma como a conhecemos, a tábua da salvação de pelo menos suas medíocres carreiras. Estabelecem liberdade para o nada, pois conservam o que lhes é conveniente, ainda que isso seja dissociado da verdade.

2) Esse conservantismo acadêmico é a tragédia de todo pretenso movimento coservador no Brasil - eles são a ridicularização do conservadorismo verdadeiro, que conserva a dor de Cristo, posto que nos leva à conformidade com o Todo que vem de Deus. Esse conservantismo, por conta da canalhice, é a pior das heresias políticas e culturais que se pode edificar nesta pátria.

3) Eles são a síntese do quinhentismo, que deve ser destruído. O que sinto por essa gente não é pena - é nojo, repulsa. Nada mais me enfurece do que canalhice, fundada em vaidade e em pose. O lugar mais quente do inferno está reservado a eles, pois eles preferiram se manter neutros em tempos de crise.

(José Octavio Dettmann)

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Nota 2 de minha biografia

1) Ver o que meus alunos fazem, em prol deste país, é o que me deixa mais contente, como professor.

2) Hoje descobri que um dos meus alunos é organizador do Movimento Brasil Livre, em Campina Grande, lá na Paraíba. 

3) Eu, como professor, me sinto honrado em ensinar tudo o que sei para pessoas assim.

4) Uma das minhas alunas foi uma das líderes do movimento que combateu o Plano Municipal de Educação, que queria introduzir goela abaixo da população, essa maldita questão de gênero em Governador Valadares.

5) Enfim, vocês, Sabryne Amaral Martins​ e Luís Felipe Nunes​, me deixam muito orgulhoso.

6) Eis aí mais uma razão para continuar aqui na rede social, ensinando tudo o que sei. Pois por trás dos movimentos de rua, como veremos agora no dia 16, sempre haverá a figura de professores online, atuando nas rede sociais, como eu e o Olavo.

Nota 1 de minha biografia

1) Tempos depois de ajudar a Sabryne Amaral Martins​, na sua monografia de Direito Natural, me aparece outro que pede minha ajuda, para uma monografia sobre a Diplomacia Perene do Império. E este é do Recife - seu nome é Flavio Wagner​.

2) Embora não seja professor universitário, posso me orgulhar de haver colaborado em dois projetos de monografia sobre assuntos que são da minha competência. Além disso, já tive a oportunidade de ver meu amigo Vito Pascaretta​ me desejar um feliz dia dos professores (dia 15 de outubro). 

Estes são verdadeiros momentos inesquecíveis, por conta da vida intelectual, vida essa que pedi a Deus - e que graças ao bom Deus me sinto realizado. Algum dia, espero ter 600 alunos voluntários.

Quem precisar de minha ajuda pode falar comigo. Claro, se for dentro da minha competência, terei o prazer em ajudar.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Uma homenagem a quem colabora comigo

1) Vendo essas dissertações de mestrado e teses de doutorado, sobretudo as que são produzidas em universidades federais, eu vejo quanto dinheiro público é desperdiçado em pesquisas inúteis.

2) Se as universidades fossem sérias, realmente comprometidas com o saber, eu buscaria meu mestrado e meu doutorado. No entanto, não quero que a população inteira seja obrigada a bancar o custeio do meu projeto. É para isso que peço doações, tanto na via do paypal, quanto no vakinha. Meu mestrado e meu doutorado serão de fato, como os do Olavo: em instituições sérias, eu receberei o doutorado honoris causa - e é esse que aceito.

3) Cada linha do COF do Olavo vale cada centavo que recebo de doações - pois cada linha me levou a escrever mais e mais artigos, coisas que vocês prezam tanto. Esta é melhor troca que posso fazer com vocês.

4) Por isso mesmo, a campanha por doações continua, tanto no Itaú, quanto no paypal. As campanhas do vakinha estão encerradas - e como vocês me conhecem, e eu conheço vocês, eu não receio de dar o número da minha conta, de modo a que façam o depósito, se acharem que realmente mereço.

5) Aos que me pagam via cartão de crédito, eu aceito de bom grado doações no paypal. Atualmente, estou preferindo doações pelo paypal, pois eu posso adquirir imediatamente tudo o que necessito. Se a pessoa não tiver, eu aceito de bom grado as doações para a minha poupança, pois isso vai me ser útil lá na frente.

6) Quero agradecer a todos os meus contatos pelas doações e pelos incentivos. O trabalho vai continuar. Ao longo destes dois dias, desde que voltei pra valer ao batente, já escrevi 7 artigos. O tempo que fique fora do facebook, usufruindo as coisas que consegui trabalhando, com a ajuda de vocês, me deu novas idéias - e o resultado vocês podem ver ao longo do mural.

7) Com o passar do tempo, migrarei todo esse conteúdo para o the real talk, a rede social do Olavo. O pessoal que resolver ficar no face continuará tendo acesso a todo o meu pensamento como sempre teve. Se eu não for censurado até lá, vocês podem ler as coisas sem problemas.

8) Para quem é sério e deseja debater comigo, eis o meu e-mail: pseikone@gmail.com e meu celular (21) 9-8285-0933 (TIM). Atendo a todos, exceto no domingo, pois não trabalho no domingo.

Enfim, vamos em frente! Há muito o que fazer - e com a ajuda de vocês, as coisas vão acontecer.

José Octavio Dettmann

Doações

Banco Itaú

Agência 5635

Conta 11459-7

CPF: 056.277.057-79

Links do paypal:




Estratégia para se combater o quinhentismo

1) Uma das maneiras de se combater o quinhentismo é incentivar quem tem direito à cidadania portuguesa a exercer esse direito. 

2) Se a pessoa também têm vínculos com Portugal, ela certamente buscará entender a história de Portugal. E dessa forma vai tendo um entendimento holístico acerca da nossa realidade, coisa que é distorcida por conta da entropia gerada pela nossa historiografia oficial, que só sabe formar apátridas. 

3) A razão pela qual defendo a formação desses diplomatas perfeitos é que busquem esse conhecimento que falta, de modo a serem pessoas mais inteiras, mais íntegras, mais em conformidade com o Todo que vem de Deus. 

4) Eis aí as lições que tiro por força de ser também cidadão português. 

Notas sobre a questão nacional portuguesa

1) É como falo: o nacionalismo gera entropia, perda da conexão do sentido pelo qual a nação foi constituída, edificada.

2) Qualquer estudo da História do Brasil feito sem se reportar a Ourique não pode ser levado a sério. Do mesmo modo, qualquer comemoração que se faça no dia 1º de dezembro - em razão da restauração da independência de Portugal, que se deu em 1640 - será um feriado nulo, se isso não se reportar a Ourique. A restauração da independência nacional será um feriado fake, do mesmo modo que Tiradentes, se não houver essa conexão de sentido com aquilo que é conforme o Todo que vem de Deus, pois tudo será voltado para o nada.

3) Eu só aceitaria o 1º de dezembro de 1640 ser lembrado se o dia 25 julho de 1139 também for lembrado como data essencial, constitucional para todo o mundo português, pois um dia está umbilicalmente ligado ao outro. Se um dia for feriado e o outro não for, então é apatria.

4) A razão de Portugal ser o que é se dá em Ourique. Por isso, temos uma missão a cumprir - qualquer coisa que negue a missão que Cristo nos confiou é apatria. Isso é o que diria aos portugueses, pois também tenho cidadania portuguesa.

5) O feriado de 1º de dezembro foi decretado por força da república regicida. E ao que me parece, sem relação com o dia 25 de julho, dia de Ourique. Se Ourique for negado, então o Estado português será tomado como se fosse religião e tudo o que foi feito só fomentará apatria e socialismo, onde quer que esteja, pois Cristo, a razão de ser do nosso trabalho civilizatório, não será visto e lembrado. Por isso, o entendimento que os portugueses têm de sua história, por força dessa república viciosa, deve ser abolido, pois fere Ourique, já que é anticristão e revolucionário.

Do eu-nacional como base para se formar o imaginário coletivo da pátria

1) Quando você é nobre e honrado, o seu exemplo é distribuído a todos os que amam e rejeitam as mesmas coisas, tendo por Cristo fundamento. A admiração é, pois, o ato mais concreto de se dizer sim, quando se tem um exemplo tão generoso sendo distribuído através de fatos, palavras e ações, coisas essas que nos remontam ao próprio Deus e ao próprio Cristo, que se deu por inteiro por nós, na eucaristia.

2) Se você toma o seu país como se fosse um lar, o eu-nacional vai influindo nos outros, que são um espelho de seu próprio eu, de modo a formar um sistema de vários eus-nacionais, o nós-nacionais, que servem de biblioteca espiritual, em que a experiência de vários eus-nacionais é acumulada e confrontada com as mais diferentes circunstâncias, com os mais diferentes problemas e dificuldades, de modo a que o país seja tomado como se fosse um lar como um todo. 

3) O nós-nacionais é o eu-nacional amalgamado a outro eu-nacional - e tal mistura se dá na carne, pois não pode ser esquecida nenhum minuto sequer. E essa mistura acumula experiências que vão se distribuindo por aí, de modo a aperfeiçoar e atualizar constantemente o imaginário da pátria.

4) A tradição é, pois, o acumulado sistematizado e distribuído de vários eus-nacionais que se amalgamam de tal modo a que esse eu consiga tomar o país como se fosse um lar, ao ver no nós-nacionais uma referência para que eu possa tomar o país como um lar, de modo mais fácil. Trata-se de uma memória rica acumulada de vários eus-nacionais que viveram a vida de modo honrado e que nos legaram esta pátria, de modo a estarmos em conformidade com o Todo que vem de Deus, por força de Ourique.

5) Se formos olhar a ferro e fogo, Cristo é o eu-nacional por excelência da pátria do céu.

Dos dois tipos de eu-nacional

1) Existem dois tipos de tradição de eu-nacional: a que conhecemos e a que deve ser abraçada.

2) O eu-nacional que conhecemos, impropriamente chamado brasileiro, é vazio, formado no quinhentismo, e tomado como se fosse coisa, como se fosse a mais perfeita expressão da realidade, embora isso seja dissociado da verdade. É um eu-nacional apátrida e conservantista. É algo insincero e indigno de ser alguém, pois não produzirá legado para a posteridade.

3) O eu-nacional que devemos perseguir é aqueles que se edificou em Ourique, no ano de 1139, e que edificou uma civilização aqui em 1500, por conta do desdobramento dessa nobre tradição que é servir a Cristo em terras distantes, origem pela qual temos a aliança do altar com o trono, aliança essa feita entre Cristo e nosso primeiro Rei, D. Afonso Henriques. 

4) O desdobramento gerou uma nação com o mesmo status jurídico do que aquela que se montou em Portugal. No entanto, essa nação não pode jogar fora esse eu-nacional tão nobre que foi edificado em Ourique. 

5) O eu-nacional quinhentista é apátrida e deve ser jogado na lata do lixo, pois é anticristão. O eu-nacional fundado em Ourique é universal e permite que se sirva de exemplo de modo a se edificar outros tipos de eu-nacional em conformidade com o Todo que vem de Deus, em meio às circunstâncias em que nos encontramos. Eis o que devemos abraçar.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Sobre o verdadeiro realismo jurídico

1) Quando digo realismo jurídico, não estou me referindo ao realismo jurídico americano, em que a realidade jurídica é ditada pela sentença do juiz, fundada numa ordem onde o ativismo judicial fomenta toda a sorte de desgraças revolucionárias, algo tão nefasto quanto o positivismo jurídico, derivado da tradição kantiana e kelseniana.

2) O realismo jurídico implica estudar a lei vendo Deus como sendo o verdadeiro legislador, pois Deus fala através de fatos, palavras e coisas - e a legislação natural abarca toda uma sorte de coisas que são visíveis e invisíveis e que, ao longo dos tempos e das gerações, vão se revelando através do estudo dessas coisas, de modo a que permaneçamos em conformidade com o Todo que vem de Deus.

3) Além do estudo da lei natural, estudamos também a legislação que é aprovada pelo Congresso, a jurisprudência e ainda comparamos com a experiência dos mais diferentes países, de modo a que aprendamos a tomar o nosso país como se fosse um lar, de maneira melhor, ao corrigirmos as nossas falhas. O direito interno e o direito comparado, além da jurisprudência, devem ser vistos como exames de caso - e devem sempre ser vistos sob o crivo da realidade, que é um espelho da eternidade, já que Jesus é o caminho, a verdade e a vida.

4)  O objetivo do estudo do Direito é fazermos com que a legislação humana fique em conformidade com o Todo que vem de Deus, de modo a se edificar uma civilização entre nós. Nós somos herdeiros da missão de servir a Cristo em terras distantes, missão essa que recebemos desde Ourique - e desde 1500 esta terra conheceu o desdobramento da tradição que se edificou em Portugal, em 1139, passando a ser um Estado de mesmo status jurídico do que aquele que foi criado em Portugal. Por força disso, o que Portugal tem feito foi distribuir Ourique e o Estado fundado por foça disso em todos os lugares - e esse império será um só, pois Cristo é a unidade sob a qual se rege toda a nossa razão de ser, como povo.

Da apatria total dos juridicamente polipátridas

1) O polipátrida, beneficiado por eventuais conflitos legislativos, é na verdade um apátrida, pois de fato não terá vínculo nenhum com as duas pátrias. Por isso que é crucial que os estudos da nacionalidade passem pelo crivo do realismo jurídico e nunca pelo famigerado positivismo jurídico.

2) Do jeito como estão as coisas, nós vemos pessoas que têm cidadania italiana sem vínculo com a Itália, pois não lhes foi ensinado a tomar o país dos antepassados como se fosse um lar - além disso, as famílias estão menores e desestruturadas, por conta da cultura de divórcio entre nós.

3)  Além disso, por terem sido todos criados no Brasil, em que a cultura de se tomar o país como se fosse religião de Estado da república é patente, muitos são apátridas, falsos brasileiros, pois têm um entendimento errado sobre a verdadeira forma pela qual se deve tomar o país como se fosse um lar, por força do quinhentismo.

4) Se formos olhar as coisas por esse viés, isso explica porque muitos gaúchos agiram como autênticos brucutus, ao verem os haitianos ocuparem postos na economia nacional, de modo a poderem construir uma nova vida, aqui no Brasil.

5) Eis o processo de imbecilização coletiva explicado. O Brasil assimilou os imigrantes não na forma de assimilar suas qualidades, mas para imbecilizar seus herdeiros, de modo a que fossem apátridas em todos os aspectos.

Polipátrida e nacionista não são a mesma coisa

1) A legislação que gera os polipátridas é fundada em critérios abstratos, puramente racionais - completamente desvinculados da realidade. Basta que se tenha um pai ou mãe com essa nacionalidade que o filho terá essa nacionalidade, cumulada com o fato de nascer em um lugar em que basta nascer na terra que você tem a nacionalidade. A crença por trás dos critérios legais está no fato de que o homem é uma folha de papel.

2) Enfim, esses critérios abstratos são inviáveis, utópicos e vazios, pois geram liberdade sem vínculo, base para uma liberdade para o nada (sintoma da cultura jurídica liberal, sem Cristo). Do jeito como vivemos num mundo cada vez mais sem Cristo, onde os casamentos se desfazem muito facilmente, a questão do polipátrida não significa necessariamente ser nacionista, pois muitos casamentos são fundados por interesse e a dupla nacionalidade acaba se tornando uma espécie de privilégio, criando-se assim uma falsa nobreza, em que basta ter vínculo com esses Estados que você é tomado como se fosse cidadão, não importando se você faz alguma coisa de bom de modo a que esses países sejam tomados como se fossem um lar.

3) A questão da nacionidade implica duas coisas: corpus + animus. Não basta nascer no lugar ou ter ancestral nascido num lugar -  você precisa ter contato físico com a terra, conhecer seus costumes, seu potencial econômico e sua gente. Além disso, você precisa aprender a história dos países de modo a que você possa ocupá-los de modo a que estes lugares sejam tomados como se fossem um lar só - e isso implica participar na vida política desses dois lugares. Tomá-los conjugadamente como um lar só implica vontade de ter dupla nacionalidade - e para isso, você precisa ter bens e presença distribuída nesses dois lugares, de modo a que um possa servir ao outro, a partir de você e de sua família. E isso é uma base muito mais concreta e mais qualificada do que a declaração constitucional abstrata que define quem tem ou quem não tem as nacionalidades.

4) Só quem toma os países como um lar, ocupando-os de modo a servir a seus semelhantes e a prosperar nesses lugares, é que tem direito a ter vínculos com as terras que ocupa. Por isso, nenhuma base constitucional pode estar divorciada do direito das coisas. 

5) Se formos olhar a ferro e fogo, os critérios atuais de nacionalidade dão base para a abolição da propriedade privada, pois negam tudo o que pode decorrer do fato de ser dono de um lugar. Eles abolem a noção de família e de Deus. Enfim, são verdadeiros critérios proto-socialistas, pois dão base a que o Estado seja tomado como se fosse religião, em que tudo está no Estado e nada pode estar fora dele.

6) Enfim, sem a tradição, sem a família e sem a propriedade, o começo da abolição da propriedade privada começa a partir do momento em que se define quem são os eus-nacionais - e esse critério atualmente se dá de modo abstrato, puro, sem relação concreta com a realidade.

sábado, 8 de agosto de 2015

Oliveira Viana é um herege político

1) Toda heresia leva a uma entropia, a uma perda de informação substancial, de modo a que deixemos de estar em conformidade com o Todo que vem de Deus.

2) No caso da política, temos o quinhentismo, que é um falso clássico, um falso cânone, que nos leva a conservar tudo o que é conveniente e dissociado da verdade. Todo autor que tenha a desfaçatez de dizer que o Brasil está no século VI - fazendo com que percamos a noção de que o país nasceu em Ourique, a partir da visão que el-Rei D. Afonso Henriques teve do Cristo Crucificado - deve ser jogado na lata no lixo. 

3) Autores como Oliveira Viana, engenheiros do paternalismo estatal, da cultura estatizante que ainda nos permeia, são verdadeiros hereges e promovem uma verdadeira apostasia da verdade - eles são o clássico da república, daquilo que não deve ser esquecido, de modo a que o infame regime nunca mais volte a nos levar a esta cultura de atraso em que nos encontramos.

Todo revolucionário recomenda leituras não solicitadas

1) Tem gente que está espalhando por aí a balela de que Poder Moderador falhou, ao indicar o livro o Ocaso do Império, do Oliveira Viana, como leitura não solicitada - coisa essa que é a (velha) tática dos comunistas. Afinal, os positivistas são tão revolucionários quanto o PT.

2) Eu li o Instituições Políticas Brasileiras - e nele o Oliveira Viana fala que estamos no século VI, se contarmos a história do Brasil a partir da chegada de Cabral aqui.

3) Eu já apontei por várias razões que o quinhentismo é anticristão e ele só justifica a concepção de que o Brasil deve ser tomado como se fosse religião, em que tudo está no Estado e nada pode estar fora dele.

4) Como Oliveira Viana era adepto do fascismo, do socialismo de nação - em que a nação é tomada como se fosse uma segunda religião, de modo a esmagar a primeira e verdadeira -, então ele não deve ser levado a sério. Por isso, eu recomendo que bloqueiem, ou mandem ir tomar no cu, todos os que fazem tal sandice de recomendar tal autor, ainda que não solicitado, justamente no momento em que a verdade nos bate a porta de modo a se impor por si mesma entre nós, neste difícil momento de se tomar este país como se um lar, quando todas as tentativas de tomá-lo como se fosse religião fracassaram e quando tudo parece nada mais fazer sentido.

Não há coservadorismo sem repetição

1) Se a tribo é fisiológica, então o retorno à fisiologia se dá a partir do momento em que todos têm a sua verdade, vivendo a vida fora da conformidade com o Todo que se dá em Deus. 

2) E o pior individualismo se dá a partir do retorno do paganismo, onde o pecado é promovido como se fosse virtude e quando a mentira é promovida como se fosse verdade. Onde houver o neopaganismo, o relativismo moral sempre estará ligado a ele. 

3) Neopaganismo, individualismo atomizante - que matam o senso de fraternidade universal e promovem a cultura da impessoalidade -, tudo isso vai levar a uma cultura em que tudo está no Estado e nada poderá estar fora dele.

4) Mais do que uma forma política, a questão república x monarquia deve e precisa ser examinada também no campo cultural. Onde se perde a noção da hierarquia, daquilo que é mais elevado e sagrado, a fisiologia será certamente retomada. E nestes tempos difíceis, a verdade de que "não é só de pão que vive o homem, mas também da palavra de Deus" precisa ser atualizada e proclamada, de modo a que não seja esquecida.

5) Enfim, a repetição, tal como foi apontada por Kierkegaard,  é crucial de modo a que se conserve sistematicamente a dor de Cristo. E é pela repetição dessa imagem que nos lembramos de ser conservadores, pois Cristo é a verdade - e não há liberdade sem o cultivo da verdade.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

A sociedade é sempre uma república

1) Na época de Moisés, os hebreus eram uma sociedade tribal.

2) Uma sociedade tribal é sempre fisiológica. Se a tribo necessita de guerreiros ou ter espírito de guerra, o chefe da tribo será um guerreiro, enquanto assim permanecerem as coisas; se a tribo estiver assentada em boas terras, o líder será um agricultor ou um pastor, enquanto assim permanecerem as coisas.

3) Uma sociedade tribal é, de fato, uma república: os líderes, e a natureza da liderança, são mudados conforme as necessidades da tribo mudam. E isso é, obviamente, muito instável - sendo a economia pura subsistência, não haverá liberdade de se exercitar uma vocação, de modo a se especializar nisso, pois não há fundamento para se converter necessidade em liberdade, base para uma cultura conforme o Todo que vem de Deus. Isso é uma questão que o próprio Deus já conhecia de antemão.

4) Quando as sociedades se tornaram sedentárias, naturalmente surgiram as necessidades de especialização, pois a prosperidade depende que você lide permanentemente com as coisas - e, para isso, é necessário se especializar e povoar a terra, de modo a que o país seja tomado como se fosse um lar. As tribos de Israel se especializaram e se tornaram classes, pois cada uma desempenhou um papel importante, no processo de formação do Reino - como podemos ver na tribo de Levi, que se especializou no sacerdócio.

5) A passagem gradual da tribo, chefiada pelo juiz, até a monarquia está fortemente relacionada com a retomada da terra prometida e com a noção de que esta deve ser tomada como se fosse um lar, em Jesus Cristo.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

A rede social é um sistema e não um coletivo

1) A rede social é um sistema - e você precisa ficar atento a cada peça do sistema, de modo a que elas, juntas, trabalhem melhor. Você deve ser uma espécie de coordenador ou editor, de modo a que essas peças trabalhem juntas.

2) Eu tenho 300 pessoas na minha rede. Na prática, a minha rede é menor do que isso. Vejo a necessidade de reduzir o tamanho dessa rede, de modo a que outros contatos possam entrar.

3) Sistemas precisam de peças de qualidade para bem funcionarem. E uma network pede pessoas de qualidade. E é crucial que se construa uma rede com pessoas que amem e rejeitem as mesmas coisas, tendo por Cristo fundamento. Só aí é que esses contatos podem ser chamados de amigos, no real sentido da palavra, pois a palavra não deve ser servida com fins vazios.

4) Sistemas não são coleções, onde pessoas se reúnem de modo desordenado e desorganizado.

5) Como estar na rede social pede que você seja capaz de viver a vida civil de maneira responsável, então você precisa ser capaz de ordenar a rede social de maneira relevante, de modo a que você saiba o que ocorre na sua pátria, de modo a tomá-la como se fosse um lar, em Jesus Cristo.

Da relação entre diário e jornalismo

1) Aprendi com o professor Rodrigo Gurgel​ a importância de se manter um diário, de modo a registrar todas as minhas reflexões e tudo o mais que houver de interesse. 

2) Esses dados diários são acumulados, processados e depois se tornam artigos. E o livro é uma compilação sistemática de artigos.

3) A idéia do diário deu tão certo que estou passando a anotar fatos de interesse decorrentes de outras pessoas, de modo a fazer análises futuras. Eis aí que começam a se firmar em mim as habilidades do jornalismo. Não é à toa que alguns dos grandes jornais se chamam diários.

4) Olavo dizia que o jornalismo, por muito tempo, foi a vitrine dos grandes escritores, em começo de carreira. Era escrevendo fatos relevantes sobre a vida social e fazendo análises sobre isso que eles iam construindo o seu público, de modo a lançar os livros.

5) Como rede social é mídia popular, de certo modo estou no jornalismo. E ela se dá ponto a ponto - é preciso que você saiba construir muito bem a sua network, de modo a receber o máximo possível de informações relevantes. Por isso, quanto mais aprendo dos meus contatos, melhor vou ficando.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Conseqüência da lição que dei hoje

1) Acho que hoje consegui estabelecer o ponto de contato entre o Direito Natural e a Teoria Geral do Estado.

2) E esse ponto de contato tem bases concretas: Ourique. Ourique deve ser tratado como um importante estudo de caso sobre essa questão.

3) Ao contrário do que se tentou, em que foi tudo baseado em abstração, o Estudo dessa teoria pede observação da realidade e um estudo fundado em bases concretas, em tudo aquilo que é conforme o Todo que vem de Deus. Pois a lei de Deus se dá na carne e é isso que precisa ser estudado, de modo a que não haja conflitos sistemáticos, feitos e forjados de tal modo a haver uma convulsão social, uma revolução.

4) A Paz do Senhor é a Lei e é isso que deve ser a base sob a qual se toma o país como se fosse um lar. É com base nesse estudo de caso que teremos bases seguras para se estudar o direito constitucional e responder a este pergunta: de que forma o Estado deve ser organizado, de modo a que este possa servir a Cristo em terras distantes, missão essa que herdamos desde Ourique, já que somos todos portugueses, ainda que dispersos pelo mundo afora?

Lições sobre direito natural

1) Quando se fala que o Direito nasce do Estudo de Deus, com base na lógica, isso implica necessariamente lidar com a seguinte questão: de que forma devemos servir ordem, de modo a que a ordem bem me sirva, já que sou um indivíduo criado à imagem e semelhança de Deus, tal como são os meus irmãos - portanto, sujeito à lei eterna, que se dá na carne? De que forma prática a distribuição dos bens produzidos na sociedade deve se dar, de modo a que a fraternidade universal seja norma entre todos nós? E de que forma devemos evitar que o egoísmo, que é a marca da queda de Adão, não se torne norma entre nós, de modo a que o evangelho e a lei sagrada não sejam traídos ou negados? Eis aí as questões práticas que se versarão em leis escritas, que são feitas de modo a se reforçar o conhecimento daquilo que se conhece, pois a lei verdadeira e eterna se dá na carne, pois verdade conhecida é verdade obedecida.

2) Além de acharmos mecanismos que favoreçam a livre iniciativa, fundada na busca na verdade, no servir ao próximo e no senso de se tomar o país como se fosse um lar em Cristo, devemos achar mecanismos que reprimam os crimes, que são os efeitos temporais do pecado entre nós, e que façam a prevenção geral, de modo a que isso não se repita nunca mais entre nós, pelos menos entre o maior número de sensatos possível, pois sempre haverá idiotas entre nós. Se Jesus disse que sempre haverá pobres entre nós, então os idiotas são, no mínimo, pobres de espírito.

3) Além dessa questão, dentro do âmbito interno, há a questão de âmbito externo: de que modo o que se dá dentro de uma nação pode se dar na comunidade da nações que tomam seus países como se fossem um lar, dentro da conformidade com o Todo que vem de Deus?

4) A conjugação de Direito Internacional, Direito Civil, Penal, Constitucional e Direito Natural é que permite se faça o Estudo do Direito, dentro desse aspecto científico. Pois a verdade pede o estudo sistemático dos fatos, de modo a que deduzamos as regras gerais que norteiam as relações humanas, de tal maneira a que fiquemos em conformidade com o todo que vem de Deus.

Pondo-se no lugar do outro: estudo de um caso que se dá todos os dias na Faculdade de Direito

Aula sobre repouso semanal remunerado, com base na CLT.

Professor fala: o descanso remunerado se dá preferencialmente aos domingos. Por quê razão isso ocorre?

A alunada nada fala.

O professor progride:

_ O legislador quis assim.

(passemos aos comentários:

1) Isso acontece em 10 entre 10 salas de aula que ensinam Direito, em nossas faculdades. Eis o argumento mágico, que serve como panacéia para tudo, quando não se tem uma explicação lógica para se argumentar: "o legislador quis assim".

2) A pior coisa é dizerem que o direito é científico, com base nesse argumento. Se a sabedoria humana dissociada da divina é capaz de pensar em qualquer coisa, menos na verdade, naquilo que é conforme o Todo que vem de Deus, então o direito deixa de ser ciência e vira legalística, pseudociência.

3) Além disso, tiveram a pretensão de abolir as antigas cátedras de Direito Natural, já que alegam que o estudo da verdade, coisa de vem de Deus, não é assunto ou objeto da ciência jurídica. Para eles, justiça é uma ilusão, tal como disse Kelsen, assim como o direito é puro e se autofabrica. Nada mais herético e diabólico do que isso!

4) Até meu amado Ultima, um RPG que tanto jogo, ensina: justiça é a verdade em ação. Se Cristo é verdade, então fazer boa obra que se funda em Deus leva necessariamente à justiça, pois isso é conforme à lei eterna e isso é conforme o Todo que vem de Deus. Então, o estudo da lei natural, da lei eterna, exige que se estude Deus através de lógica - e essa lógica serve de modelo de modo a que cidade dos homens seja um espelho da cidade dos Céus. Trata-se de nacionidade edificando nacionalidade, aliança do altar com o trono.

5) Sabe o que eu acho dessa História? Que não cabe a nenhum aluno ouvir mais esses professores, pois eles são uns verdadeiros patifes, picaretas. Esses caras devem ser desmascarados e precisam ir tomar no cu do modo mais notório possível, para todo mundo ver e ouvir. 

5) Está tramitando no Congresso uma Lei que torna crime doutrinação política nas escolas. Nas faculdades de Direito, deveria ser crime ensinar direito com base no positivismo kelseniano. Eu daria voz de prisão a todos os que me foram professores na faculdade. Pois é isso o que se faz, de modo mais flagrante).