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terça-feira, 28 de julho de 2015

Conclusão do meu raciocínio


1) Problemas de mentalidade, rivalidades entre os Reinos Cristãos, mercantilismo e avanço da mentalidade revolucionária. Esse cenário complexo foi devastador para o mundo português como um todo. Só mesmo com a ajuda do Altíssimo para se resolver esses problemas.

2) Como o Olavo nos pede para estudar a realidade, eu tive que levantar um esboço histórico das dificuldades que devemos enfrentar, por conta de se tomar o país como um lar - e isso deve ser rastreado até a sua origem. Sem se estudar o nascimento de Portugal, não dá para se entender algumas coisas que marcam a nossa sociedade, pois somos marcados pela constante briga entre Portugal e Espanha.

3) O quinhentismo nega essa problemática, pois sem a herança de Ourique, jamais seremos livres. Sem Ourique, ficaremos eternamente à deriva, deitados em berço esplêndido.

Como a psique dos portugueses estragou tudo

Em sua Teoria Geral dos Descobrimentos Portugueses, Jaime Cortesão aponta um problema que existe na psique portuguesa:

1) Os portugueses sempre foram um povo náutico, tal como eram os cartagineses: e esses povos vivem sendo constantemente ameaçados de serem invadidos. Quando D. Henrique de Borgonha morreu, o Reino nasceu da disputa de poder que se deu entre D. Afonso Henriques e sua mãe, D. Tareja (Teresa).

2) O ponto alto dessa disputa se deu na Batalha de São Mamede, em Guimarães, em que D. Afonso venceu as forças leais à D. Tareja. Como D. Afonso Henriques era um rei muito religioso, ele assegurou a fundação e a soberania do Reino com a ajuda do Altíssimo, tal como se deu em Ourique.

3) Portugal, ao longo de sua história, teve de estar com um olho na missão sagrada e outro olho em Castela, que estava crescendo em poder e influência depois que o Reino da Espanha se formou, em 1492.

4) A Espanha contava com uma geração de guerreiros muito experiente e talentosa, veterana das guerras de Reconquista. E para evitar que fossem invadidos e vencidos, a política do sigilo foi a base sob a qual se baseou toda a expansão portuguesa. E isso foi feito até tornar-se uma psicose. 

5) O instinto de sigilo e de monopólio marcou a sociedade em todos os seus aspectos, seja político ou econômico. A tal ponto que isso levou à renegação do senso de fraternidade universal, base sob a qual se faz o Cristianismo.

6) Essa mentalidade, essa doença espiritual que marcou as gerações, é que contribuiu a para o surgimento de rivalidades entre brasileiros e portugueses, de tal modo a que o Reino Unido se desintegrasse.

O quinhentismo teve impulso por força das revoluções liberais que varriam a Europa, por conta da Revolução Francesa

1) Quando se toma o país como se fosse religião, o sentido de independência tende a ser tomado como se fosse absoluto. E é justamente porque isso é tomado como se fosse coisa que tradições são inventadas, de modo a se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade.

2) A origem do quinhentismo, enquanto mentalidade revolucionária, está relacionada à revolução liberal do Porto de 1820, uma das primeiras revoluções liberais que sacudiram a Europa, por conta da nefasta influência da Revolução Francesa sobre todos os povos civilizados da Europa.

3) Tal como falei certa ocasião, liberalismo no sentido moderno do termo não é liberalismo no sentido cristão do termo, pois Cristo é a verdade - e não há liberdade sem a verdade, tal como bem nos atestou o Papa João Paulo II. Até porque a Revolução Francesa esvaziou todo o conteúdo religioso que norteava a política de modo a que o Estado permanecesse em conformidade com o Todo que vem de Deus - e isso foi fatal para o mundo português, em particular, pois a revolução liberal do Porto marcou a decadência e a morte do mundo português, tal como foi edificado em Ourique.

4) Coisas que existiam na realidade política local do antigo vice-reinado, como a rivalidade entre portugueses e brasileiros, no tocante à ocupação dos espaços na sociedade, foram tomados como se fossem coisa, de modo a destruir a crença na fraternidade universal, base para o movimento nacionalista que culminou na secessão do Brasil junto ao Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. O espírito público a que D. Pedro I primeiro se referia era justamente a essas rivalidades, que foram tomadas como se fossem coisas e que foram moldadas através de uma mentalidade política essencialmente mercantilista, onde o amor ao dinheiro se misturou à nobre missão de servir a Cristo em terras distantes, de modo a perverter as bases constitucionais naturais fundadas desde Ourique. Esses pecados sociais sistemáticos foram usadas como desculpa para fomentar toda uma sorte de mentalidade revolucionária por aqui.

5) Além desses dois fatores, a influência da Revolução Francesa e as rivalidades, havia ainda a falta de habilidade de D. João VI para se lidar com a questão. D. João VI, tal como foi apontado no livro História Constitucional do Brasil, de Aurelino Leal, fraquejou e foi tíbio, pois protelou uma medida, pois não sabia o que fazer naquele momento. Se ele visse Ourique como o norte de todas coisas, ele saberia bem o que fazer, de modo a manter a integridade do Reino Unido.

Fontes que me serviram de base para esta reflexão: Bandeirantes e Pioneiros, do Vianna Moog, e História Constitucional do Brasil, de Aurelino Leal.

Sobre o que estava falando:

"Eu, Senhor, vejo as coisas de tal modo, falando claro, que relações com Vossa Majestade só familiares, porque assim é o espírito público do Brasil. [...] É um impossível físico e moral Portugal governar o Brasil, ou o Brasil ser governado por Portugal. Não sou rebelde (...) são as circunstâncias."

- S.M.I. o Imperador Dom Pedro I do Brasil (1798-1834) a seu pai, S.M.F. o Rei Dom João VI de Portugal (1767-1826), em carta datada de 26 de Julho de 1822.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Da natureza das redes sociais: orkut e facebook em perspectiva comparada

1) Num primeiro momento, o orkut foi útil pois ele me permitiu conhecer pessoas sérias, por conta da arquitetura que favorecia muito o debate, pois é nos debates que encontramos pessoas que amam e rejeitam as mesmas coisas, tendo por Cristo fundamento. A estrutura das comunidades era perfeita para debates políticos - e isso é algo que no face faz muita falta.

2) O facebook, por outro lado, tem uma natureza que é mais favorável à circulação de notícias. Ela possui uma estrutura mais dinâmica - e é por conta dessa dinâmica que se permitiu a soma de forças, de tal modo a irmos pra guerra cultural. Pois essa rede é voltada pra movimentos de massa.

3) Agora que tenho um grupo de pessoas já consolidado, o orkut faz falta por causa justamente daquela arquitetura de debate, que era muito benéfica e é muito necessária. Uma estrutura semelhante a essa, a gente só encontra nos antigos fóruns de discussão, nos tempos anteriores à rede social.

4) Será que existe alguma rede que case essas duas características. Isso seria muito útil.

sábado, 25 de julho de 2015

Eis uma excelente conversa que eu tive

Alberto Barbosa: aqui (no Nordeste) é tão desprovido de senso de ancestralidade que muita gente idosa acha que o Brasil sempre foi assim.

Dettmann: Eles são as maiores vítimas da República.

Alberto Barbosa: O Nordestino valoriza MUITO a raiz indígena, acho que é por causa da literatura que exaltava o bom selvagem de tempos atrás. Para eles, a herança portuguesa é meio vergonhosa.

Dettmann: Quinhentismo. Eu falo tanto isso.

Alberto Barbosa: E o pior é que ninguém fala nada.

Dettmann: É preciso combater o quinhentismo no Nordeste. Quinhentismo e coronelismo são sinônimos.

Alberto Barbosa: Às vezes, gostaria de ter o orgulho de saber de que parte de Portugal veio minha parentela, pois me vejo como luso-brasileiro. Mas é tipo um tabu ter orgulho de europeu!

Dettmann: Aliás, somos todos lusos-brasileiros. Eu mesmo defendo a restauração do Império e do Reino Unido.

Alberto Barbosa: Não sei se você já se sentiu como se parte da identidade faltasse. Me sinto assim porque só conheço até meus avós.

Dettmann: Já me senti isso. Depois que conheci esse meu parente distante, que estuda genealogia, foi aí que comecei a conhecer a história da família, do tempo em que eles vieram pro Brasil. Minha Família tem parte que veio dos Açores e parte do Trás-Os-Montes. Ele sabe a História da Família até 1700 e alguma coisa.

Dettmann: Um amigo meu, que estudou comigo na Faculdade, sabe a história da Família até a Idade Média.

Alberto Barbosa: Que bacana ter gente assim! Infelizmente, a única coisa que herdei foi só o catolicismo.

Alberto Barbosa: A gente devia ter um banco genealógico, tipo os americanos.

Dettmann: Sim. E é por aí que se forma a verdadeira aristocracia. E esse processo foi interrompido com a república.

Alberto Barbosa: tem uma lenda aqui de que temos muito sangue Judeu, por conta dos primeiros colonizadores.

Dettmann: Muitas são as pessoas com sobrenomes contendo nomes de animais. E esses eram geralmente cristãos novos.

Alberto Barbosa: Os testes pra ver se tem costumes judaicos na família são falhos, pois isso virou costume no interior: não varrer a casa de trás pra frente; Não apontar pras estrelas e nem conta-las; Não ingerir sangue, muito menos comer carne de porco.

Alberto Barbosa: A minha avó materna orava com a testa no chão, que nem muçulmano. Os velhos tinham costumes estranhos, pois parece que o interior congelou no tempo.

Dettmann: Entendo.

Alberto Barbosa: Dettmann, o que você acha das línguas estranhas?

Dettmann: Não tenho opinião formada. Até porque nunca presenciei isso.

Alberto Barbosa: Já vi muito. A minha avó tinha o costume estranho de batizar os filhos da Igreja Católica e frequentar a evangélica. Por isso que tenho muitos amigos que são evangélicos pentecostais.

Alberto Barbosa: Eu sei que Deus influencia a Igreja e a vida deles por causa dos testemunhos que eles dão, mas nunca entendi esse lance de línguas estranhas.

Dettmann: O Olavo tem uma explicação sobre isso.

Alberto Barbosa: Qual?

(nesse momento, mostro estas falas do Olavo:

Olavo de Carvalho: No momento em que Deus dita Suas Palavras numa língua em particular, Ele as LIMITA às possibilidades daquela língua. É por isso que Ele dá aos apóstolos do dom DAS línguas e não de uma língua só.

Olavo de Carvalho: Deus criou o universo do NADA, mas ditou os livros da Bíblia em línguas que já existiam. Só isso basta provar que o universo tem precedência temporal e ontológica.

Alberto Barbosa: Então, o professor Olavo acredita que Deus deu o dom de falar em várias línguas e não o dom de falar uma língua em particular?

Dettmann: O dom de línguas é um dom universal. Quando se evangeliza nas diferentes línguas, você faz com que os países sejam tomados como se fossem um lar, em Cristo. Pois você ganha mais conhecimento quando aprende a nuance das mais diferentes línguas. Por isso que traduzir é um processo de adaptação - e é na adaptação que se cria.

Dettmann: Quando se toma o país como se fosse religião, tudo se reduz a uma língua particular: a língua do governo. Por isso que ser monoglota é algo ruim para a inteligência, pois Deus deu o dom de línguas - a Sola Scriptura e o nacionalismo são intimamente ligados, por conta disso.

Alberto Barbosa: faz sentido.

Alberto Barbosa: Eu não sou muito bom em inglês, mas o pouco que sei foi o suficiente pra me tornar amigo de um protestante sul-Africano. Como se fossemos da mesma comunidade! Enfim, Não existem grandes diferenças culturais entre nós graças a Cristo. Foi aí que  percebi que a minha comunidade cristã local (bairro, paróquia, etc) é "católica", pois me aloca numa cultura universal e local ao mesmo tempo.

Dettmann: Esse é o sentido do nacionismo. O local serve ao universal. Por isso que devemos tomar o país como um lar, em Cristo. Aliás, a grandeza de Portugal está em casar a causa nacional a algo universal; servir a Cristo em terras distantes. Sem isso, não haveria os descobrimentos Portugueses. Tudo decorre do Crucificado de Ourique.

Alberto Barbosa: É por isso que entendo os teus textos - isso se faz porque, muitas vezes, trazem do fundo algo que eu penso e não exteriorizo.

Alberto Barbosa: Eu tenho uma dúvida: essa promessa é pra Portugal, enquanto nação, ou é pra todo o povo lusitano espalhado pelo mundo?

Dettmann: É pra todo o mundo português. Todas as terras que foram colonizadas por Portugal são herdeiras da promessa, pois o acessório segue a sorte do principal. Se não fosse assim, não nos libertaríamos do quinhentismo, pois a fraternidade universal seria questionada. O Brasil deixaria de ser uma nação católica viraria uma nação protestante.

Alberto Barbosa: Você já teve alguma experiência metafísica com Deus?

Dettmann: Já. Toda vez que medito sobre as reflexões que escrevo, eu tenho a impressão de que o Espírito Santo me fala as coisas e eu só anoto. Aliás, sempre tive o costume de invocar o Espírito Santo antes e depois de escrever. E costumo orar, enquanto e quando estou escrevendo. É por isso que digo as coisas que digo.

Alberto Barbosa: Meu sonho é escrever sobre a influência do Espírito Santo. É uma espécie de desejo oculto e inevitável que tenho no coração.

Alberto Barbosa: Eu confesso que essa sua tecla particular do Cristianismo, para a Nova Direita, é a única trava pra Direita não se tornar algo trágico, pois contém o nacionalismo ranheta dos militares. E Deus tá me ajudando desde que comecei a também a bater nesta tecla.

Dettmann: Eu sei o que é direita - é o que está à direita do Pai. Tudo o que decorre de se conservar o que é conveniente e dissociado da verdade está à esquerda, em seu grau mais básico. Por isso essa Nova Direita é na verdade esquerdireita. Falsa Direita. Pois o nacionalismo é insincero.

Alberto Barbosa: Por isso que não respeito a direita que não se funda na Fé.

Dettmann: Exatamente. São tão esquerdistas quanto os esquerdistas.

Dettmann: Você foi um dos poucos que compreendeu tudo o que disse. Muita gente é bem cabeça dura, por mais claro que eu seja.

Alberto Barbosa: Toda direita atéia pra mim é uma perversão. Eu vejo nos seus textos, Dettmann, que está presente essa necessidade de que eu estava tanto falando, de modo saber de que onde viemos e para onde vamos.

Alberto Barbosa: Pra mim, Portugal é uma extensão do Brasil.

Dettmann: Na verdade, o Brasil é desdobramento da tradição que nasceu em Portugal, por força de Ourique. Por isso que o descobrimento é o dia do desdobramento.

Dettmann: Isso mata o quinhentismo. Por isso que falo que nossa história vai de 1139 a 1889. E o que temos é um espectro de História hoje, com a República.

Alberto Barbosa: Se aprendêssemos a história aos moldes que você apresenta, teríamos quase mil anos de História. Acabaríamos com essa miséria cultural e acabaríamos abrindo novos horizontes.

Dettmann: Exatamente. Contando de Ourique, seríamos um país tão antigo quanto novo, por força do desdobramento em terras americanas. Não seria preciso falar em patrianovismo, por conta do quinhentismo. Mas em pátria renovada, por conta do desdobramento que houve da tradição fundada em Ourique em terras americanas, com o descobrimento do Brasil.

Dettmann: a maior prova de termos uma casa real fora da Europa se deve justamente a isso.

Alberto Barbosa: Você tem uma tese boa pra a reforma do ensino da história. Escreva um livro, pelo amor de Deus!

(nesse momento mostro minha página de escritor: https://www.facebook.com/pages/Jos%C3%A9-Octavio-Dettmann/1738263579734105)

Dettmann: Estou começando na forma de perguntas e respostas, pois é para as pessoas entenderem as coisas do modo mais claro possível.

Alberto Barbosa: Vou postar textos seus na minha página e, quando aparecer pelo Recife pra algum evento, estaremos lá pra prestigia-lo. Tua tese é forte!

Dettmann: Obrigado!

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Do verdadeiro comunitarismo

1) O verdadeiro comunitarismo nasce da noção de país tomado como se fosse um lar sistematicamente. Da aliança permanente, fundada no amor e na rejeição das coisas tendo por Cristo fundamento, temos um comunitarismo qualificado. Imigrantes japoneses, italianos, portugueses, alemães e espanhóis, juntos, constituem uma verdadeira federação, quando toma o Brasil e os seus países de origem como se fossem um lar. Quando digo que o mundo está no Brasil, por conta de se servir a Cristo em terras distantes, eu não estou exagerando.

2) O Brasil é uma nação nova - uma nação fundada de modo a servir a Cristo em terras distantes. O Brasil é igualmente uma nação de imigrantes. Essas duas heranças juntas são a base sob a qual tomaremos o nosso país como um lar, em Cristo.

3) Nosso Imperador, além de ser sucessor de D. Afonso Henriques, é protetor desses imigrantes. Ele é o cônsul desses imigrantes, pois preside a federação de fato que se formou a partir da imigração desses imigrantes, cujos filhos são também seus súditos, por serem brasileiros.

4) Um verdadeiro direito comunitário deve ser pensado a partir do nacionismo, de baixo para cima - jamais de cima pra baixo, tomado no fato de país deve ser tomado como se fosse religião.

5) A experiência da União Européia é um fracasso retumbante, pois é revolução pensada desde cima. Ela destrói todas as bases sob as quais a Europa foi edificada. É uma verdadeira fábrica de apátridas.

O nacionismo é direito da personalidade e é inalienável

1) Historicamente, todos aqueles que tinham pais de nacionalidades diferentes eram obrigados a ter de escolher a que governo ficar vinculado, ao atingir a maioridade. Países que são tomados como se fossem religião tomam como apátridas todos aqueles que por natureza tomam dois ou mais países como um lar, em Cristo, pois são uma aberração ao direito deles - pois esses Estados não acreditavam, como ainda não acreditam, na fraternidade universal, coisa que vem do Cristo.

2) Tomar dois ou mais países como um lar, em Cristo, é uma circunstância própria do ser - é um direito da personalidade que não pode ser afastado, pois a fraternidade universal vem de Deus e é natural. Nenhum Estado tem o direito de exigir isso, pois é inconstitucional e arbitrário.

3) Países tomados como se fossem religião não respeitam esses direitos comuns particulares. Se não respeitam esses direitos comuns particulares, como vão respeitar os direitos comuns universais, que decorrem do fato de todos sermos nascidos no Brasil e no fato de tomarmos o Brasil como um lar, ainda que não tenhamos nascido no Brasil?

4) Por isso que o verdadeiro constitucionalismo implica não trair aquilo que decorre da conformidade com o Todo que vem de Deus, de modo a tomarmos o país como um lar em Cristo. É a integração de direito internacional, direito pátrio e direito natural, de modo as coisas sejam bem articuladas.

Sobre a questão da soberania compartilhada

1) Pelo que venho observando, o nacionismo leva à restauração da Republica Christiana.

2) Pois há direitos comuns particulares que não são observados, por conta do fato de as repúblicas serem verdadeiras utopias.

3) Se o Reino da Itália e o Império do Brasil forem restaurados, eles precisam se estruturar em consulado, de tal modo a atender as necessidades de todos os italianos nascidos no Brasil, pois eles tomam os dois países como se fossem um só lar. 

4) Essa soberania compartilhada existe por conta das circunstâncias. A sanção e a ratificação da lei que rege essa comunhão é uma constituição particular para o caso concreto.

5)  E isso não está acima dos países, mas decorre da conjugação dos dois num só por conta de haver indivíduos assim. É casamento diplomático, feito de baixo para cima.

6) Isso ocorre porque o Brasil é um país novo e a Itália um país antigo.

Notas sobre a República das monarquias

1) Além do direito comum que rege a todos os brasileiros, há um direito comum particular que rege a todos os italianos nascidos no Brasil. Esse direito comum pede uma estrutura de consulado, tal como havia na República Romana. A sanção da lei feita por um cônsul implica a revisão e a confirmação de outro cônsul, de modo a que possa valer, pois há uma comunhão de direitos e deveres que regem esses indivíduos - e isso precisa ser observado.

2) Vários foram os povos que mandaram imigrantes pra cá - portanto, vários são os consulados.

3) A sanção de uma lei, neste caso, pede o exercício do Poder Moderador. Então a reunião da sanção e ratificação da lei pede uma sessão extraordinária e conjunta dos conselhos de Estado, de modo a que os direitos e deveres sejam assegurados e garantidos, de modo a que os dois países sejam tomados como se fossem um lar. 

4) A república das monarquias é por excelência cosmopolita e conforme o Todo que vem de Deus.

Introdução ao Estudo do Direito

1) O verdadeiro estudo do Direito pede primeiro que a pessoa tenha uma sólida formação moral e espiritual. Se a pessoa não souber um mínimo de História, de Economia, não tiver uma sólida formação naquilo que é conforme o Todo que vem de Deus, de aprender a amar e a rejeitar as mesmas coisas que Cristo ama e rejeita, e a tomar o seu país como se fosse um lar e não como se fosse religião totalitária de Estado, ela será apenas um mero idiota útil.

2) A verdadeira introdução ao Estudo do Direito pede anos e muitos anos de estudo em outras disciplinas e que você seja bem versado nelas. Se você não souber o trivial, gramática, lógica e leitura e produção de textos, você estará inapto a estudar qualquer disciplina ou ramo do saber.

3) Essencialmente, o Estudo do Direito começa pelo exame dos fatos, dos valores e da experiência real que uma determinada sociedade vive, de modo a que as pessoas possam tomar o país como se fosse um lar em Cristo. É em Cristo que as pessoas se sentirão seguras para viverem bem, em paz, pois há justiça e segurança distribuída a toda a sociedade, pois todos são iguais perante a lei eterna e isso se dá na carne. Se isso não for a norma na sociedade, o que haverá é legalística, uma falsa ciência jurídica.

4) Nos mesmos moldes do Seminário de Filosofia, um seminário jurídico precisa ser montado.

5) Para quem é versado nos estudos, da forma como o Olavo faz, não existe dificuldade alguma estudar da forma como venho apontando, pois também sou aluno do Olavo e de tempos em tempos ouço suas aulas.  Mas, para quem é cru, o primeiro passo é a pessoa se centrar - e isso o seminário do Olavo vai ajudar. Só depois de adquirir uma sólida formação humana e espiritual, você começa estudar o direito da forma como deve ser, em conformidade com o Todo que vem de Deus e de modo a que o país seja tomado como se fosse um lar em Cristo.

6) Depois que você aprende a experiência da sociedade na qual você está inserto, você começa a estudar os vínculos pelos quais uma pessoa se obriga para com uma outra, de modo a se produzir e consumir riqueza na sociedade, base para se tomar o país como se fosse um lar. Você estuda não só aquilo que é universal, mas também aquilo que acontece na sua realidade particular, além das dificuldades de se aplicar a lei ao caso concreto, de modo a que haja justiça entre nós e também de que modo esses conflitos de interesse possam ser resolvidos, do modo menos traumático possível.

7) O primeiro momento pede que você estude o seu país. Se você tiver a oportunidade de aprender a tomar o país do seu pai ou da sua mãe como um lar, estude o direito desses países com os quais você tem vínculo de família e de que forma essa comunhão de direitos e deveres deve ser administrada, de modo a que ambos os países sejam tomados como se fossem um só lar em Cristo. Se somos diplomatas perfeitos, o casamento diplomático perfeito deve se dar de baixo pra cima, jamais de cima pra baixo, posto que isso pede subsidiariedade. Pois o casamento é a junção de dois de modo a se tornar um, pois é a síntese da fraternidade universal, coisa que se dá em Cristo e na sua Esposa, a Santa Madre Igreja Católica.

8) Direito Pátrio + Direito Internacional + Direito Natural, tudo isso de maneira articulada, é a base sob a qual se estuda o direito, enquanto ciência. Esse estudo pede homens centrados e cultivados - e nunca homens massificados ou proletários. Adquiram formação primeiro e estudem isso com seriedade, sem a preocupação de um diploma ou do prestígio. Esse estudo é parte do próprio sentido da ciência, enquanto fundamento para se buscar o sentido da vida - é preciso conhecer a verdade das coisas, de modo a que estejamos em conformidade com o Todo que vem de Deus. Sem isso, tudo será voltado para o nada. E isso não é liberdade, mas escravidão.

Dos fundamentos da metanacionalidade

1) Como todos nós nascemos de uma família, composta de pai e mãe, ainda que as nacionalidades sejam diversas, é sensato dizer que devemos aprender dos nossos pais todas as experiências possíveis, de modo a que tomemos o país de nosso pai e o país de nossa mãe como coisas que integram o nosso ser, o nosso caráter, coisa que se dá na carne. E é assim que se toma um país como se fosse um lar - e isso deve começar desde o berço.

2) Tomar o país como se fosse um lar é parte da formação do indivíduo. Ela pede compromisso, de tal modo a que você sirva a esses dois países como um lar em Cristo, de modo a restaurar a fraternidade universal. Isso é parte do ser do indivíduo. E como há vários indivíduos assim, um povo inteiro é formado nessa circunstância, pois já uma comunhão de direitos e deveres que recaem sobre eles por conta desse compromisso. 

3) Quando se há uma população que toma esses dois países como se fossem um lar, então pode se dizer que vai existir um direito comum que regerá esses cidadãos. E o governo brasileiro e o governo da Itália, por conta disso, acabam se tornando uma espécie de consulado de fato - e o presidente da Itália e o presidente do Brasil precisam trabalhar em conjunto de tal modo a que esses cidadãos sejam protegidos e amparados nesse direito.

4) Como já falei certa ocasião, as repúblicas são utopias. Então, as únicas repúblicas de fato são as monarquias. E certamente comissões e diretórios representando esses cidadãos que são beneficiados pela comunhão desses direitos precisam ser criadas e representadas. 

5) Eis a estrutura da meta-nacionalidade. Ela não elimina a nacionidade.

Iluminismo e marxismo explicado passo a passo

1) Para John Locke, o homem é uma folha de papel. E uma folha de papel aceita qualquer coisa.

2) Uma sociedade é composta de homens. Se o homem é uma folha de papel, uma ordem social é um livro a ser preenchido.

3) A constituição escrita é um livro. E um livro é composto de folhas de papel.

4) Como o país é tomado como se fosse religião  e como nacionalismo é algo divorciado da universalidade, então acaba-se crendo que o homem é a medida de todas as coisas e que a fraternidade universal não existe. E o logos divino acaba se reduzindo as limitações da língua nacional, o que acaba gerando entropia. E a constituição acaba se tornando uma espécie de Bíblia do Estado, onde nela se faz a Sola Scriptura.

5) Se a constituição é uma folha de papel, como diz Ferdinand Lassalle, então ela pode ser rasgada - e no lugar dela, se faz uma nova constituição.

6) Se o homem é uma folha de papel, então ele pode ser rasgado. Eis o homicídio.

7) Se a sociedade é um livro, então ele pode ser rasgado, temos genocídio e apatria.

8) Eis a lógica iluminista e marxista explicada passo a passo.

Dos critérios para se estabelecer o vínculo entre os que tomam o país como um lar e o governo que regerá essa terra ocupada, de modo a que isso não seja perdido ou pervertido

1) O sistema de vínculo perfeito entre os que tomam o país como um lar e o governo que rege a terra, de modo a que esse senso não seja perdido ou pervertido, atende a dois critérios: o direito decorrente de nascimento em solo e o direito de sangue. Os dois devem ser intimamente ligados e jamais devem ser separados.

2) O direito de nascimento em solo, divorciado do direito de sangue, parte do pressuposto de que o homem é uma folha de papel, tal como aponta John Locke. E caberá ao Estado, e não à família, a formação desse indivíduo. A premissa do chamado direito à educação, que na verdade é pura doutrinação feita pelo MEC, parte da premissa de que o direito de nascimento em solo é divorciado do direito de sangue. Pois se tomou como se fosse religião, como tábula rasa, o fato de que brasileiro é quem nasce no Brasil - e só.

3) O direito de sangue, divorciado do direito de solo, cria a cultura de país fechado: muitos dos filhos dos que imigram para a Europa, de modo a crescer e prosperar, são tomados como se fossem apátridas. E essa gente não possui direito algum. Isso é sintoma de país que não crê na fraternidade universal - e isso é contrário aos valores de Cristo.

4) Se houvesse o direito de sangue aqui no Brasil, os brasileiros nascidos em outras terras poderiam tomar o país como se fosse um lar, ainda que não tenham nascido no Brasil. E como as famílias conhecem, pela experiência, as circunstâncias da pátria, uma vez que a viveram, estas ensinarão aos seus filhos o que deve ser feito e o que não deve ser feito, de modo a que o país seja tomado como se fosse um lar e não como se fosse religião - e de que modo a circunstância de morarem nos EUA ou no Japão, por exemplo, pode ajudá-los, de modo a fazer com que os erros e os vícios inerentes do Brasil sejam convertidos em virtudes, em algo que seja conforme o Todo que vem de Deus.

5) Essa consciência, por enquanto, só pode ser feita de família para a família. Se a Família Imperial estivesse presente no trono, essa consciência se distribuiria pelo país e pelo mundo afora, onde houver brasileiros. 

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Do mito do paraíso perdido


1) Esses canais Globosat são um verdadeiro desserviço à alma.

2) Vi uma pseudo-historiadora detonando toda a obra portuguesa que foi fundada em Ourique: a de servir a Cristo em terras distantes. Se essa analfabeta funcional lesse a Bíblia, principalmente como fonte histórica, saberia que Deus deu ao homem o poder de domesticar a natureza, de tal modo a que ela servisse à causa que se estabeleceu em Ourique.

3) Se a literatura brasileira, fundada no quinhentismo, trata de um "paraíso perdido", então ela cultivou apátridas, de tal maneira a que o país das belezas naturais e tropicais fosse tomado como se fosse religião - e o ambientalismo encontrou terreno fértil nessa cultura totalitária e igualitária, base sob a qual se estabeleceu a República.

4) Se eu morasse sozinho, eu desligava a TV. É o que poderia fazer. Mas, como moro com os meus pais, lá vai minha paciência ser testada com tanta estupidez. Haja paciência!

Parlamentarismo é síntese da liberdade com a escravidão

1) Presidência vem de presídio. Presidencialismo sistemático é prisão e opressão. 

2) Parlamento é o bastião da liberdade de expressão.

3) Conciliar Presidência com Parlamento é tentar fazer síntese da liberdade com a escravidão. No final, você cria a presidência do primeiro-ministro, sem moderação - algo que se pratica em Cabo Verde e que é tão nefasto quanto o presidencialismo no Brasil. Meu amigo Casimiro Pina​ é testemunha disso.

4) Presidente mente; presidente faz a mentira repetir-se sistematicamente até tornar-se verdade; presidente conserva o que é conveniente e dissociado da verdade; presidente relativiza a verdade, vendendo a ilusão de que todos têm a sua própria verdade; presidente prende e arrebenta. Se você já viu um, você já viu todos. Todos têm mente de esgoto. Chega de gente que prende a mente da gente!

5) É por isso que prefiro monarquia constitucional. No mundo português como um todo, é a única coisa que funciona. E isso nasceu de Nosso Senhor, Jesus Cristo, desde Ourique. E disso não se tem conversa.

Como o PT reinventou a antropofagia

1) Se pararmos pra pensar, o PT reinventou a antropofagia. A turma dos Direitos Humanos, por exemplo, lança verdadeiros manifestos antropófagos pós-modernos, pervertendo tudo o que é mais sagrado e relativizando todas as fundações lógicas da pátria, fundadas na moral judaico-cristã.

2) A antropofagia que se pratica hoje não é mais aquela clássica, praticada pelo índios, em que eles assimilavam as qualidades dos guerreiros mortos, de maneira honrosa, lutando um bom combate em disputa de território. 

3) A antropofagia moderna está nos presuntos por trás do presunto: nós reabsorvemos nossa indiferença, nossa apatria, ao financiarmos uma empresa que estimula o governo a matar pessoas inocentes, mortas covardemente em uma guerra civil não-declarada, já que o PT fomenta o banditismo. 

4) Se o lugar da sabedoria dos gregos ficava nos estômagos, ao digerir o saber, nossa apatria, nossa sabedoria humana dissociada da divina, também fica nos estômagos e é preciso ter muito estômago para suportar tanta estupidez, tanta ignorância corrosiva, ácida. 

5) Ao contrário do saber, o ciclo da ignorância não se dá de maneira digerida, mas de maneira regurgitada, de modo a repetir-se incessantemente o processo, de modo a formar uma espiral do silêncio.

Um estudo do comportamento apátrida - o caso da roda de amigos

1) Em todo e qualquer país marcado pela mentalidade revolucionária, onde todos têm a sua própria verdade e ninguém tem razão, ninguém sabe ouvir e ninguém sabe a hora de falar. 

2) Em uma roda de amigos, você começa a falar algo e um outro corta te corta o assunto no meio, puxando conversa com um terceiro da outra ponta. 

3) Não dá pra ser educado nestas terras, pois educação não existe - calar-se e esperar pacientemente sua vez é inútil. Quando você retomar a fala, outro certamente fará aquilo que já foi feito antes e o processo se repetirá novamente. No final, você esquece tudo aquilo que tem a dizer, o que mata toda a sabedoria que poderia advir do momento, gerando um grave problema de entropia. É por isso que digo, por experiência própria, que guardo meu momento de dizer para a rede social e o faço por escrito, pois o diálogo pode ser editado, de modo a ficar aquilo que é bom e necessário. Pois a inutilia truncat não pode ser feita oralmente - o próprio tempo leva as palavras, as boas e as ruins, ao vento e tudo é esquecido.

4) Além de não saberem a hora de ouvir, além não saberem a hora de falar, os apátridas também não sabem discordar: discordam não pelo fato de que você falou algo fora da verdade, fora daquilo que é conforme o Todo que vem de Deus. Eles discordam porque você atenta contra aquilo que é convenientemente conservado e estabelecido, ainda que dissociado da verdade. Por isso que muitos dos supostos "conservadores" não conservam a dor de Cristo, que morreu por todos nós de modo a nos libertar do pecado - na verdade, são todos conservantistas; eles são todos insensatos e estão à esquerda do Pai, no seu grau mais básico.

5) Além de não saberem discordar, eles são peremptórios e arrogantes no seu modo de discordar, já que foram cultivados a crer na falácia de que cada um tem a sua verdade. Eles não discordam de você de modo a te corrigir, por caridade; eles o fazem para intimidar, pois gostam de ser juízes da opinião alheia. Eis a lógica do patrulhamento ideológico.

Dos presuntos por trás do presunto

1) Pra pessoa comer o presunto fabricado pelo conglomerado que comanda a Friboi, a JBS, e a Seara, muitos tiveram de virar presunto, por conta dos crimes fomentados pela mentalidade revolucionária.

2) O presunto consumido pode ser dos animais abatidos para isso - mas, por trás disso, há pessoas que morreram por conta dos crimes do PT e do Foro de São Paulo. Indiretamente, estamos sendo canibais de nossos semelhantes, pois estamos consumindo produto de uma empresa que financia esse partido totalitário e genocida.

3) Estamos piores do que os índios - não estamos assimilando qualidade nenhuma. Nós estamos alimentando a nossa indiferença por nossos semelhantes, nossa apatria.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Não há federalismo sem aristocracia

1) Olavo fala que não há democracia sem aristocracia.

2) Eu digo mais: não há verdadeiro federalismo sem aristocracia.

O Rio deve ser ocupado e defendido pelos melhores

Faccioni certa vez me perguntou: "Dettmann, se o Boeira for para o Rio, quem vai defender a fronteira Sul do país?"

Eu repondo:

1) Aqui é a capital - e a capital deve ser ocupada e defendida pelos melhores - e os melhores são o modelo que inspira os que não são tanto assim de modo a lutarem como se fossem, na defesa de seu lugar de origem.

2) O Rio é a sede da corte e da aristocracia. É por aqui que se toma o Brasil como um lar, em toda a sua extensão. Aqui é a capital - e não Brasília. Aqui é o lar do federalismo, onde as províncias dialogam com a capital de modo a que o país seja tomado como se fosse um lar e não como se fosse religião.

 3) É pelo Rio que se deve começar o nacionismo.

Receita para despovoar o Brasil

1) Há quem diga que o mundo deve ser despovoado.

2) Isso não é necessário no Brasil. Espiritualmente, o país já está despovoado há pelo menos 126 anos, desde que a monarquia e aliança do altar com o trono foram derrubadas por esta república, feita por apátridas para apátridas. O que resta é só o povoamento físico - os brasileiros, os sensatos, somos poucos e os apátridas são muitos. O vazio demográfico será preenchido somente em algumas gerações.

3) Como só temos povoação aparente, boa parte dos 200 milhões de brasileiros está presente "só de corpo" - e muitos deles são idiotas úteis que votam no PT. 

4) Para despovoar fisicamente o Brasil, não é preciso muita coisa: basta mandar os apátridas para Cuba ou Coréia do Norte, o verdadeiro lugar deles. Lá, eles farão o trabalho monumental de mandar toda essa gente pro paredão ou para o Gulag. Não há muito o que se fazer por essa gente - elas escolheram o inferno, quer em suas ações, quer em suas omissões. Se ocorrer algum arrependimento, será marcado pela providência divina - e em alguns casos talvez isso não venha a ocorrer em tempo hábil, quando forem condenados a saírem do país que ocupam não como donos, mas como se fossem verdadeiros índios pós-modernos, renegando a civilização que se edificou desde Ourique, por conta do famigerado quinhentismo.

5) Depois que os apátridas forem expulsos, fica fácil restaurar a monarquia, pois só os poucos ficaram, pois brasileiros somos mesmo poucos.

Diário de um nacionista - 2015-07-22

1) Eu tomo meu país como um lar - faço isso porque sei quem eu sou. Sei o que devo saber e sei o que não devo dizer, assim como há coisas que também deveria saber, mas que, por agora, não me acho pronto para compreender em sua inteireza.

2) Sei que meu país nasceu da missão que o Cristo Crucificado deu aos nossos ancestrais: servir a Ele nestas terras distantes. Por isso, sei para onde eu vou. O apátrida, esse boçal massificado, não sabe o que deve saber e nem sabe para onde vai. Por isso que temos esse regime que mais parece uma biruta de aeroporto. 

3) Por isso que carrego minha cruz - por conta dos pecados dos apátridas, esses cabeças duras. Pecados esses que não são meus, mas que carrego porque assumi a responsabilidade de dizer a verdade e de apontar qual é o verdadeiro sentido da pátria em que nasci. Se não fosse o Cristianismo e o senso de viver em conformidade com o Todo que vem de Deus, nada disso seria possível - viveria minha vida querendo ser igual aos outros, tal como tentei fazer durante minha juventude, e isso seria uma tragédia.

4) O único poder que tenho é de estudar a realidade e descrevê-la precisamente em termos claros e simples. Algumas pessoas me compreendem, o que é bom - mas, para mudar a estrutura da realidade do país, de modo a se trocar o erro pelo acerto, é preciso mais do que isso.

5) Não sou pedagogo e não sou professor, embora me tratem como tal - sou apenas um mero estudioso das questões nacionais brasileiras, coisa que muito pouca gente realmente se interessa. Se houvesse mais gente preparada, ou realmente interessada no que digo, talvez o que digo fizesse ainda mais diferença.

6) O que me resta é falar para os que me ouvem, na esperança de que isso não seja esquecido. Pelo menos, esse meu pequeno papel na sociedade faz uma grande diferença para os que me ouvem - e sou muito bem recompensado por conta disso. Como a verdade se impõe por si mesma, tenho certeza de que isso vai crescer e ganhar novos horizontes. Deus é grande!

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Terra pública não é coisa sem dono

1) Quando se toma o país como se fosse religião, em que tudo está no Estado e nada pode estar fora dele, as terras públicas são entendidas como se fossem coisas sem dono - e como todos querem ser funcionários públicos, as terras privadas ficam abandonadas, por falta de gente que possa cuidar delas de tal modo a estabelecer um lar nestas terras.

2) Como todos querem ser funcionários públicos e como impedem as pessoas de tomarem a iniciativa, de modo a tomar o país como um lar, o que ocorre é que o senso de apatria é distribuído a toda a população, de tal maneira que muitos não sabem a verdadeira razão pela qual este país foi fundado e ficam a conservar aquilo que é conveniente e dissociado da verdade

3) Libertar-se desse senso de apatria pede a restauração do senso de se tomar o país como se fosse um lar, em Cristo, e a estrita observação e respeito de tudo aquilo que decorre da Lei Natural, coisa que se funda naquilo que é conforme o Todo que vem de Deus.

domingo, 19 de julho de 2015

Da importância da nacionidade de modo a se compreender a teleologia das associações humanas

1) A importância de se separar nacionidade de nacionalidade é crucial, pois ela permite separar o caráter virtuoso do caráter pervertido que rege toda e qualquer associação que vise agregar homens para uma causa. 

2) De associações fundadas no fato de se tomar o país como um lar, as associações profissionais tornam-se guildas e estas guildas se tornam corpos intermediários, onde cada guilda trabalha uma em função da outra, de modo a gerar a concórdia entre as classes - e é na concórdia entre as classes que a nação é regida como se fosse uma grande família, sob a liderança de um rei.

3) Quando a associação é voltada para o nada, ela tomará o Estado para si e tomará o país como se fosse religião, pois tudo estará no Estado e nada estará fora dele. Essas associações tornam-se partidos - e partidos de esquerda nascem todos de sindicatos nascidos em contexto de sociedades argentárias, nascidas da Revolução Libertária, tal qual se deu na França. Basta que se perca a crença na fraternidade universal, coisa que se dá em Cristo e na Igreja que Ele fundou, que tudo se perverte.

Dos dois tipos de sindicato

1) Existem dois tipos de sindicato.

2) Existe o sindicato como uma associação livre onde pessoas que amam e rejeitam as mesmas coisas tendo por Cristo fundamento se unem de tal maneira a compartilhar suas experiências profissionais e ensiná-las a quem deseja se ingressar nessa ordem, por conta da vocação. Como essas entidades são formadas por pais de famílias, elas acabam criando uma classe laboral, base para um sindicato conforme o Todo que vem de Deus, essencial para se tomar o país como se fosse um lar.

3) O outro tipo de sindicato é aquele que nasce no amor ao dinheiro, base para a liberdade para o nada: uma associação de pessoas vazias, que não contribuem em nada para a sociedade política a não ser com a própria prole, e que se unem de modo a conspirar contra Deus e contra tudo aquilo que é conforme o Todo que vem de Deus. Eles prezam tanto o dinheiro que querem ter poder para tomar tudo para si, a ponto de tomar o país como se fosse religião.

3) Um país tomado como se fosse um lar preza o sindicalismo cristão, nunca o sindicalismo enquanto subproduto das revoluções libertárias, decorrentes da Revolução Francesa. Nas associações cristãs, podemos encontrar vários homens fazendo sistematicamente aquilo que Ortega y Gasset bem definiu: gênio é quem cria sua própria profissão.

4) A diferença de uma guilda para os sindicatos modernos está no fato de que a guilda é alimentada pela genialidade de seus membros e pela conformidade com o Todo que vem de Deus, base para uma liberdade concreta, fundada no Cristo. O sindicato moderno renegou Cristo e só se alimenta de ódio e rancor, pois só sabe amar o dinheiro. 

Do nacionismo trabalhista

1) Ortega y Gasset tem uma definição muito boa: gênio é quem inventa sua própria profissão.

2) Quando se toma o país como se fosse um lar, você serve a todos aqueles que amam e rejeitam as mesmas coisas, tendo por Cristo fundamento. Como as circunstâncias de serviço são variadas, por conta das diferentes naturezas em que o serviço é prestado, você deve aprender o máximo de experiências possíveis e mesclá-las, de modo a que você construa algo que seja diferente e vantajoso, de tal maneira a fazer de você único e valioso, por conta tanto do seu caráter, por ser confiável, quanto por conta de sua experiência profissional, por ser vasta. Um indivíduo bem formado na vocação de servir vale mais que mil homens médios formados na mentalidade massificada e sem caráter.

3) Toda profissão nasce da vocação de servir sistematicamente. Como você é confiável e como confiança é um ativo raro e escasso, então isso deve ser remunerado a peso de ouro, pois justiça é algo que é conforme o Todo que vem de Deus.

4) O problema de se regular as profissões num código de profissões e, por conseqüência, num código civil de obrigações é que elas criam corporações que prezam mais o amor ao dinheiro do que servir a todos aqueles que amam e rejeitam as mesmas coisas, tendo por Cristo fundamento - e tais regulações se fundam na idéia do amor ao dinheiro, um atestado de que a fraternidade universal não existe - eis aí o germe do fascismo que mata a genialidade. Se gênio é quem cria a sua profissão, então ele deve amar o próximo como a si mesmo - e é em reunir as mais diferentes experiências possíveis que ele se torna um profissional sui generis, um especialista tão diferenciado cujo equivalente não se encontra fácil por aí em sua classe. É por conta disso que ele será bem remunerado.

5) A vida deve ser temperada pelos gênios e o certo é que os gênios distribuam seus dons a quem interessar possa, pois são José Operário punha seus dons a serviço dos irmãos necessitados e era remunerado por estes porque era alguém criado à imagem e semelhança de Deus, tal como estes, que tomavam seu serviço, também o eram. Esse negócio de trabalhar como um castigo a ser evitado é o armazém perfeito das mentes proletárias e vazias, verdadeiras oficinas do diabo. E mentes vazias, que só sabem maquinar revolução e fomentar ódio, não pensam em outra coisa que não no sustento - por isso, são indignos.

6) O que torna lícito o sustento é a vocação - quem serve tem o direito ao pão de cada dia, pois serviu bem ao seu irmão, tendo por Cristo fundamento. Não existe sustento forçado, fundado na liberdade para o nada.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Da pesca magnética como meio arqueológico de se resgatar o cristianismo entre nós

1) Mises mencionou que troca autística ocorre quando se interage com o meio ambiente, tal como ocorre com a pesca, em que se troca a isca pelo alimento. 

2) Na verdade, o que Mises chama de troca autística é um tipo de heteronomia, pois a pesca do ponto de vista da troca, é um tipo de espelho, onde a oferta da isca revela a demanda pelo peixe e o peixe aceita o alimento, servindo-se de cordeiro de sacrifício, de modo a atender às necessidades fisiológicas. Se o próprio Cristo se fez pão e vinho para nos alimentar, então ele cumpriu o seu propósito que foi pescar homens para Deus. Essa troca é heterônoma porque Jesus proclamou em alto e bom som que Ele é o caminho, a verdade e a vida e é reflexiva porque é através de Cristo que podemos ver nos nossos semelhantes o espelho de nosso próprio eu. Por isso a confissão é troca do pecado pela virtude - é a pesca por excelência.

3) Na pescaria magnética, nós simplesmente combatemos o hábito de se dar dinheiro para um Deus pagão, para um falso Deus, para o nada, e nós resgatamos a imagem daquilo que próprio Jesus pregou: dê ao seu irmão aquilo que ele te pede, pois isso é dar a Deus o que é de Deus. E quando se faz pesca magnética, o meio ambiente serviu-se de meio para uma troca heterônoma, já que nos tempos modernos vivemos num mundo de impessoais e numa ordem onde o paganismo reina a todo o vigor. 

4) Como a pesca é uma atividade que possui certo caráter arqueológico, nela se faz o resgate da imagem do que é o cristianismo. E o meio em que se faz esse resgate é através dos metais com propriedades magnéticas, em que o meio ambiente serve de meio para aproximar um homem do outro, por conta do hábito pagão de se jogar moedas num poço de modo a realizar desejos. Toda moeda que é jogada para o nada deve ser resgatada e usada para fins em conformidade com o Todo que vem de Deus. 

5) Se o paganismo fosse combatido, haveria generosidade e uma cultura maior de integração entre as pessoas, de tal modo que a pesca magnética não seja mais necessária.

6) A pesca magnética, a adoção de metais com propriedades magnéticas nas moedas, tudo isso é uma espécie de resposta que nos aponta que o paganismo do mundo moderno deve ser combatido.

As descobertas ocorrem das formas mais improváveis

Vejam como só são as coisas:

1) Enquanto estive de folga, vi um vídeo sobre pesca magnética nas Cataratas do Iguaçu.

2) Indo mais a fundo, comecei a estudar o potencial desse hobby.

3) Indo mais a fundo, encontrei o potencial arqueológico da pesca magnética.

4) E indo mais a fundo, percebi que se o hábito de se dar dinheiro para os "deuses da sorte", que há nas fontes, pontes e praias de se dar dinheiro para o nada, fosse convertido em se dar dinheiro a quem tanto precisa, isso é dar a Deus o que é de Deus. Um tipo de distributivismo.

5) A fonte, a praia, a ponte dos rios, o meio-ambiente, tudo isso acaba sendo um meio indireto de troca heterônoma - e na pesca magnética ocorre uma troca autística que na verdade reconstitui uma troca heterônoma perdida por conta do paganismo, da liberdade voltada para o nada. E essa heteronomia se dá em Cristo, pois Ele é o caminho, a verdade e a vida - e é reflexiva porque nos leva a enxergarmos o irmão como um espelho de nosso próprio eu. 

6) Por conta da cultura de paganismo, o meio-ambiente e o uso de metais magnéticos nas moedas acabam reconstituindo aquilo que se perdeu: a fraternidade universal. Enfim, as coisas por si só pedem a recristianização de nosso mundo. E a pesca magnética, nesse sentido, é um indicativo arqueológico da necessidade disso.

terça-feira, 14 de julho de 2015

14 de julho de 1789: um dia para se esquecer?

14 de julho de 1789 bate à porta e, por conta da rotina, nem sempre me dou conta. Eis uma situação que me aconteceu agora.

Flavio Wagner: Hoje é a data da revolução.

José Octavio Dettmann (quando não está em seus melhores dias): Sei. Da Revolução Francesa. Um dia para se esquecer.

Flavio Wagner (lembrando-me das lições de Heródoto): Muito pelo contrário, quem se esquece dos erros do passado está condenado a errar novamente.

José Octavio Dettmann (lembrando de seus deveres, mesmo quando não está bem): Tem razão.

Enfim, mesmo quando não estou nos meus melhores dias, a coisa não me deixa esquecer aquilo que não pode ser esquecido. Dou graças a Deus por isso!

Enfim, abaixo a República - viva a Monarquia! Viva o Imperador!

Rezem por mim, de modo a que o cansaço não me vença, e lembrem a mim aquilo que não pode ser esquecido - por conta do cansaço, nem sempre lembro as coisas.

Do 15 de março como o primeiro fruto da JMJ

1) Desde que me tornei católico, passei a olhar para a cidade como arquidiocese - passei a olhar a cidade em sua dimensão espiritual. A dimensão espiritual da cidade está claramente separada da sua dimensão política, representada, na sua forma mais superficial, pelo prefeito.

2) Após 2 anos da JMJ, sinto que espiritualmente a cidade ficou bem melhor. Ficamos mais fortes para enfrentar as forças do mal que nos dominam. 

3) O maior desafio é articular essas forças, de modo a restaurarmos a aliança do altar com o trono, tanto no ambiente de nossa cidade, o Rio de Janeiro, como também no país inteiro. Este é, pois, um dos primeiros frutos que se pode colher da JMJ. O 15 de março mesmo é o maior exemplo disso.

Reflexões sobre a JMJ, após 2 anos do evento

1) A grande verdade é que, quando o povo é tributado demais e vê o baixo aproveitamento do que é arrecadado em impostos, este se torna bem mesquinho, receoso em investir naquilo que realmente conta. 

2) Um governo perdulário estimula a crença em não se acreditar na fraternidade universal - ele reforça a crença no amor ao dinheiro, base para a salvação individual, e menos em Deus - e isso favorece o avanço do protestantismo. Como a república é historicamente perdulária, a tendência é a maioria do povo ser protestante. Aliás. há uma tendência de que a população evangélica ultrapasse a católica daqui a uns 20 ou 30 anos - eu li isso em algum artigo que vi no facebook, só não lembro onde.

3) O maior exemplo desse comportamento mesquinho que a república nos estimula historicamente  foi a questão do gasto com a segurança do Papa na JMJ, em 2012: muitos, aqui no face, ficaram bem anticatólicos por conta das despesas com segurança, já que o Papa é chefe de Estado - e como o encontro se deu no Rio, cabia ao governo brasileiro a segurança dele.

4) Eu, pessoalmente, não me importo de gastar esse dinheiro, de modo a colher o máximo de benefício que a cidade teve por conta da JMJ. Os frutos desse evento evangelizador são visíveis na cidade, passados 2 anos da circunstância - como o Rio é a caixa de ressonância do país inteiro, toda a nação ganhou com isso. Estou certo disso.

5) Se o evento se desse na monarquia, a JMJ teria tido um alcance bem maior do que teve, por conta da cultura de aliança do altar com o trono que tínhamos, por força de Ourique. Ainda assim, a semente foi plantada - e estou certo de que gerará muito fruto.

Da falácia do custo médio por aluno

1) Quando eu entrei pra UFF, em 2001, ouvi do então diretor Carlos Vaz a seguinte declaração: "o custo médio por aluno, da nossa faculdade, é de dez mil reais". Muito dinheiro e pouco aproveitamento.

2) O gasto por aluno não pode ser medido por média ou por estimativa calculada nas mais frias vias estatísticas. Se eles quisessem realmente saber quanto eu realmente custo para o contribuinte e quanto posso dar de bom ao país, tudo que bastava, para saber as coisas, era me dar essa grana que eles declaram na minha mão - afinal, não há uma real apuração do gasto por aluno se você não conhecer o caráter do mesmo e o que ele pode fazer com esse dinheiro, para o seu próprio benefício, sua própria formação. Eu sou honesto - por muito menos, eu me dava a melhor educação disponível que havia na época, pois sou capaz de aprender sem precisar de professor - e ainda sobrava uma boa grana. O povo brasileiro não teria o que reclamar de mim.

3) Hoje, passados quase dez anos de minha formatura, eu já escrevi mais de 1300 artigos, já gravei alguns áudios e tenho o reconhecimento de algumas pessoas por conta do trabalho que faço, que me mandam doações regulares, além de ter alguns alunos voluntários. Se este país não estivesse sob dominação comunista, meu público seria bem maior. 

4) O que o comunismo faz é só atrasar o natural avanço das coisas. Apenas isso e nada mais.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

É em Ourique que se sepulta o quinhentismo e a miséria cultural do Brasil

1) Já tem gente me pedindo conselhos sobre o que ler e por onde começar. Já estão se interessando por essa questão de Ourique. É nesse fato que o Brasil começou.

2) Se o Olavo deu causa à formação de muitos escritores, ao menos a alguns desses que conheci apontei por onde se deve começar: por Ourique. A maior prova disso é a excelente poesia que a amiga Gilmara Farias-Pio​ dedicou a Ourique e a el-rei D. Afonso Henriques.

3) Enfim, é por Ourique que ocorrerá o renascimento cultural do Brasil e o sepultamento  definitivo do quinhentismo.

Conversa com um jovem escritor

Alberto Barbosa: Doutor, no fim do ano eu lançarei três contos em livro. Está legal de incio?

José Octavio Dettmann: Sim.

Alberto Barbosa: Pensei em começar assim, pois conto é algo mais fácil e bom de iniciar. à medida que eu for evoluindo, eu tento construir obras mais complexas

José Octavio Dettmann: Sim. É isso mesmo.

Alberto Barbosa: Outra coisa que fiz de diferente: estou criando meu publico antes do lançamento. Queria ouvir a opinião do senhor.

José Octavio Dettmann. Isso é um bom começo. Mas não faça isso por meio da publicidade do face. Faça boca-a-boca, sobretudo com todos aqueles que amam e rejeitam as mesmas coisas que você. Eu fiz experimento com publicidade no face recentemente e este só me trouxe gente do mais baixo nível. O processo de capitalização moral e pessoal é lento, é verdade, mas traz gente de gabarito. Hoje, por conta da experiência acumulada, eu só adiciono alguém mediante indicação de alguém que me conhece.

Alberto Barbosa: Ótimo ouvir isso do senhor. Ainda bem que meu marketing virtual é composto de pessoas que conheço ou de amigos de pessoas que conheço

José Octavio Dettmann: É isso aí. Tudo tem que ter base no concreto.

Alberto Barbosa: Muitos evangélicos que nem lêem vão ler meu livro. Se eu conseguir desenvolver a minha arte, localmente posso trazer muita gente pra Igreja Católica

José Octavio Dettmann: Sim. Faz muito bem.

Alberto Barbosa: Não faço isso por ser bonzinho, faço porque sou inteligente e sei que Deus vai entender o meu esforço

José Octavio Dettmann: Sim.

Alberto Barbosa: Essa sua tese de Ourique é muito linda

José Octavio Dettmann Sim. E ela é a base sob a qual se edifica o senso de país tomado como se fosse um lar. O quinhentismo jogou isso fora - e dá a impressão de que esse país nasceu sem a crença na fraternidade universal.E é por conta de um regime nascido num país fundado nessa crença, em não se acreditar na fraternidade universal, que os protestantes prosperaram por aqui. Por isso, é crucial resgatarmos o senso de Ourique. Sem Ourique, não há o mundo português - o Brasil é o desdobramento da tradição em terras americanas. Não devemos jogar essa herança fora - é isso que nos diferencia dos países de língua hispânica ou mesmo dos EUA.

Alberto Barbosa: Ourique me lembrou tanto da herança que faz do povo hebreu um país forte, quanto os mitos protestantes sobre a origem sagrada dos EUA - isso dá a eles um papel definido no mundo

José Octavio Dettmann: Sim. Exatamente. Ourique é a pedra basilar da nossa civilização. E isso leva a uma teoria do Estado fundada na direção de servir a Cristo em terras distantes. Como isso nasce de uma revelação, ela não permite comparação com todas as outras, pois ela tem mistérios - e o que nos cabe é termos fé no criador, pois explicar isso só atrapalharia.

Alberto Barbosa: Entendo.

Alberto Barbosa. Se um dia eu levar a arte da escrita a um nível profissional, farei de tudo pra debatermos esse assunto até o fim. E assim, quem sabe, criamos algo.

José Octavio Dettmann: Eu ainda não li os livros-chave sobre Ourique. E esses livros estão citados na primeira página da história do brasil, do IPCO.

Alberto Barbosa: Eu só li o que você escreveu sobre o assunto. E foi o suficiente pra ser abduzido pelos fatos.

Alberto Barbosa: Porque será que Darcy Ribeito deixou isso passar?

José Octavio Dettmann: Eles foram todos influenciados pelo positivismo e marxismo. Tudo isso é antropologia e sociologia tomando o fato como se fosse coisa, como se tivesse sua própria verdade, o que é uma tremenda de uma furada. Ao descrevê-la, a coisa se justifica e se impõe como estrutura da realidade, afastando-nos do sagrado. Isso começou nos anos 30 e tudo isso deu origem ao quinhentismo. Oliveira Viana diria que estamos nos século VI, contando de 1500. Se olharmos bem, o quinhentismo não é cristão.

Alberto Barbosa: Até nisso fui manipulado na escola? Esses comunistas não tem limites.

José Octavio Dettmann: Eu tive a oportunidade de ler alguns livros do Senado sobre o assunto, como os do Oliveira Viana; os Donos do Poder, do Raymundo Faoro e o Portugueses e Brasileiros na Guiana Francesa, de Arthur Cezar Ferreira Reis. E, por sorte, eu tomei conhecimento sobre o livro Belonging in the Two Berlins, principalmente sobre o que tentaram fazer com a Alemanha - fazer com que Ocidentais e Orientais se vissem como se fossem duas imagens distorcidas de um mesmo espelho.

Alberto Barbosa: Preciso ler isso também.

José Octavio Dettmann: O Belonging in the Two Berlins está em inglês, ainda não tem tradução para o português e o livro tem citações marxistas de cabo a rabo. Para lê-lo, você precisa fazer muita engenharia reversa.

Alberto Barbosa: E eu tô engatinhando no inglês ainda. Ano que vem estarei apto, pois chegarei ao nível intermediário. Vou deixar esse na reserva.

José Octavio Dettmann: Da combinação desse livro e do que conheço da história do Brasil, há ainda os livros do Kujawski. Recomendo o livro A Pátria Descoberta. Nenhum desses livros eu li totalmente - encontrei um ou outro elemento e fui compondo. Eu já li muito quando era jovem. Eu tenho muito conhecimento empírico.

José Octavio Dettmann: Outro que recomendo: as preleções do Mancini - é preciso não cair no engodo de tomar o país como se fosse uma segunda religião. Essa segunda religião vai terminar se arrogando a primeira e isso é uma tragédia.

Alberto Barbosa: Seria a ascensão de um nacionalismo fascista?

José Octavio Dettmann: Sim. Mancini era de esquerda e o socialismo de nação deu causa ao fascismo.

José Octavio Dettmann: Recomendo a leitura do livro Um Mapa da Questão Nacional. Foi deste que comecei minhas investigações. Quando falo sobre nacionismo, é porque estudei a fundo a questão nacional - e é o que faço há pelo menos três anos e meio.

Alberto Barbosa: Lerei tudo que o doutor recomendar. Uns em breve, outros mais tardiamente. Estou construindo uma boa biblioteca e essas dicas são essenciais. Fico muito grato!

José Octavio Dettmann: Sim. E esse é um bom caminho.

José Octavio Dettmann: Anote suas impressões sobre o livro e compare com o que já escrevi. Eu tenho mais de 1300 artigos escritos.

Alberto Barbosa: Isso será interessante demais

José Octavio Dettmann: Estude também o COF do Olavo. Muito do que escrevo tem fundamento no Olavo. Recomendo o Curso de Teoria do Estado dele.

Alberto Barbosa: Isso eu já faço - leio tudo que ele manda também. Isso é muito útil. Confesso que se não fosse ele eu não teria reforçado a minha fé para escrever. Vivo numa região muito pra baixo. E totalmente dominada pelo Marxismo

José Octavio Dettmann: É preciso remar muito contra a maré. Sei que você vai conseguir. Estou vendo o seu esforço.

Alberto Barbosa: Sim. Eu me esforço e muito no sentido de remar contra a maré, de modo a suprir os meus déficits intelectuais e históricos. Mas a fé verdadeira me ensinou a ter um projeto eterno de vida voltado ao chamado que me foi dado. Por isso, Não me preocupo mais com quem vai falar mal ou com o glamour de intelectuais marxistas em Paris debatendo porcarias. 

José Octavio Dettmann: É isso aí. Isso é que é amadurecimento.

domingo, 12 de julho de 2015

Da necessidade de múltiplos perfis em rede social

1) Uma das coisas mais básicas que aprendi, ao longo da minha vida em rede social, é não misturar contatos. Os contatos que estabeleci online, por conta daquilo que sou, não devem ser os mesmos que conheço na vida real, seja ela estudantil ou profissional. Os meus interesses definem o meu ser: se na rede social estou por conta dos valores mais verdadeiros e caros, então não faz sentido colocar pessoas ligadas ao meio profissional ou escolar que não se interessam por aquilo que é crucial. Essas pessoas precisam ser postas em outros perfis, de modo a que as coisas continuem funcionando do modo como era antes.

2) Essa experiência de separar pode ser aperfeiçoada da seguinte forma: venho percebendo que no meio conservador tem muita gente que gosta mesmo é de fomentar uma boa intriga. O relativismo moral é tanto que não agüento mais ver tantos atentados contra a verdade, contra a conformidade com o Todo que vem de Deus. As pessoas, mesmo as mais inteligentes, perderam o bom senso e falam a primeira bobagem que vem à cabeça, principalmente com relação a certos assuntos que nos pedem a máxima discrição e sensibilidade. A coisa, enfim, está realmente ficando preocupante, fora de controle.

3) Para estes casos, só não crio um perfil adicional agora porque me faltam recursos para ter um segundo computador, coisa que me é tão necessária de modo a que eu possa manejar perfis secundários e jogar essa gente nefasta pro seu devido lugar, deixando o perfil principal para quem é digno de me ver doar-me por inteiro a esse meu semelhante perante Deus.

4) A razão pela qual isso é necessário está no filme O Poderoso Chefão: na rede social, devemos manter os amigos próximos e os inimigos mais próximos ainda - e isso pede perfis com finalidades específicas. Afinal, se na vida temos muitas faces, por conta das diferentes circunstâncias com as quais lidamos, na rede social precisamos mesmo de vários perfis. Descobrir o que o inimigo trama é essencial para derrubá-lo.

5) Enfim, o que já sabia acabou se confirmando - e minha experiência acabou se aperfeiçoando.

6) Gostando ou não, as máscaras, tais como vemos na estrutura da realidade, são muito necessárias no meio virtual também. É nas máscaras que nós respondemos, enquanto pessoas, às nossas circunstâncias - nós nos tornamos personagens, de modo a interagir com aquilo que é necessário e relevante, já que viver é perigoso e pede inteligência e estratégia, de modo a se ganhar a vida eterna a cada dia.  Há uma guerra cultural lá fora e precisamos lidar com isso.

7) Não, definitivamente eu não defendo a falsidade - o fato é que vivemos em meio aos lobos e precisamos saber lidar com isso, de modo a sobreviver a esta selva hostil, mais uma dentre tantas

8) Pela minha experiência, aprendida na dor e no desgosto, vejo que perfil único, reunindo gente de todo tipo, não é uma boa idéia. Para cada perfil, uma finalidade, uma circunstância específica. Na rede social não há aquela sintonia fina que temos na vida real, em que não precisamos mudar de corpo ou de alma de modo a responder a uma circunstância diferente. No mundo virtual, a mudança desse frame só ocorre se você mudar de perfil, de modo a interagir com gente de perfil semelhante àquele ao da finalidade para a qual este perfil foi instituído.

9) Em alguns casos, você precisa jogar para a estrutura da realidade certos contatos, de modo a que a transferência de um contato de um perfil para outro seja a menos traumática possível.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Na boa poesia, encontramos o casamento do eu-lírico com o eu-nacional

01) Certa ocasião, eu disse que devíamos trocar a caricatura do nacionalismo, que tende à insinceridade, pela poesia do nacionismo.

02) A poesia é uma das formas de produção cultural mais básicas que há, pois ela direciona os sentimentos para uma imagem concreta e eterna de conformidade com o Todo que vem de Deus. E é na conformidade com o Todo que vem de Deus que encontramos o senso de se tomar o país como um lar em Cristo - e a polis, neste sentido, deve servir a Deus de tal maneira a que os cidadãos tomem a cidade dos homens como um espelho da cidade de Deus, que é o espelho mesmo da justiça e da sabedoria.

03) Os grandes textos épicos, como são Os Lusíadas, são capazes de casar o eu-lírico e eu-nacional de tal modo a que a questão nacional se case com a missão de servir a Cristo, seja em terras distantes, seja na própria terra de origem, de tal maneira a que o país seja tomado como se fosse um lar, o que é uma questão universal. 

04) Eis a necessidade de se voltar para o Cristo Crucificado de Ourique, nossa origem, de tal maneira a que saiamos do quinhentismo, do nacionalismo e de toda a sorte de apatrias que jogam nossa liberdade para o nada.

Nacionismo como cultura de exportação: uma análise circunstancial


1) Sinto-me alimentado culturalmente hoje, por conta de haver percebido que o nacionismo pode ser, sim, uma cultura que pode ser exportada. Dou graças a Deus por isso.

2) O conhecimento que tenho da experiência brasileira vai permitir que eu forme brasileiros de verdade, ainda que estes não tenham nascido no Brasil e que nunca tenham sido brasileiros na vida pregressa, na vida ancestral. Basta que se diga sim ao Cristo Crucificado de Ourique e que se sirva à Casa Imperial de Bragança que o brasileiro formado já é um brasileiro de verdade, estando ou não dentro do território político do Brasil, pois para tomar o país como um lar, você precisa de formação - e isso deve vir de berço e não da escola.

3) Certa ocasião, mencionei que o mundo cabe no Brasil, posto que este país herdou de Portugal o senso de casar o senso nacional com o senso de servir a Cristo em terras distantes, que é universal - e essa dimensão espiritual, que se perdeu no quinhentismo, é crucial para a formação do nosso eu-nacional.

4) Se o nacionismo atingir esses centros cruciais de produção cultural de que tanto falo, isso vai atingir aqueles brasileiros que vão estudar no exterior - e os nacionais vão ser chamados a colaborar da mesma forma que os estrangeiros convertidos em brasileiros, com base nos ensinamentos que estou a desenvolver, nestes três anos e meio de pesquisa e árduo trabalho. Dito dessa forma, isso dinamita a diferença entre brasileiros natos e estrangeiros, pois todos são brasileiros, por força da lei natural, por força de servir a Cristo Crucificado em terras distantes, tal como se deu em Ourique. E isso é mais forte que a declaração escrita de que todos são iguais perante a constituição, pois isso se dá na carne.

5) Com essa formação vinda de fora, somada à formação que estou semeando desde de dentro, isso acaba criando um cerco duplo que destrói a apatria. Uma vitória cultural, usando alguns elementos militares clássicos.

Sobre o mandato parlamentar

"Um mandato parlamentar não confere a ninguém o poder para dobrar a estrutura da realidade. Leis absurdas, sem sentido ou de impossível aplicação, que contrariam o bom senso e a sanidade, são leis obscenas e, na última instância – a divina –, inválidas".

Márcio Elton​

Comentários de José Octavio Dettmann​: 

1) Tudo que é fora da lei natural é inconstitucional e é ofensa a Deus - e tudo o que ofende a Deus é traição e, portanto, tem caráter antinatural. Por isso não pode ser seguido, pois é fora daquilo que foi ordenado e edificado com base na conformidade com o Todo que vem de Deus.

2) Além disso, o mandato parlamentar serve para servir a todos aqueles que tomam o país como um lar em Cristo. Quando se toma o país como se fosse religião de Estado totalitário, ocorre traição e perversão de tudo o que é mais sagrado - e é com base em sabedoria humana dissociada da divina que se faz essa traição, de tal maneira a dobrar e a corromper a estrutura da realidade, base para a qual se faz todo e qualquer regramento de modo a estabelecer justiça e paz entre os homens, fundamentos esses da fraternidade universal, coisa que vem de Nosso Senhor Jesus Cristo, já que Ele é o caminho, a verdade e a vida.

Debate sobre o nacionismo como cultura de exportação

Tiago Barreira: A fuga de cérebros é algo que deve ser incentivado, pois formando professores brasileiros em Oxford, Chicago podemos crescer em argumentação e credibilidade aqui dentro. A esquerda nacional fez isso nos anos 70, quando exilados como Serra, FHC e Celso Furtado deram aulas na Sorbonne e Cornwell.

Dettmann:

01) Se olharmos bem, não estaria fugindo do país; na verdade, só estou ampliando o espaço vital da pátria, de tal maneira a que o país virtuoso seja tomado como um lar, no lugar deste espectro de país que ainda reina sobre nós. 

02) Como eu mesmo falei, o nacionismo pede que vários países sejam tomados como um lar - e você precisa levar o conhecimento que você tem de melhor desta terra para outros lugares, assim como desses lugares para cá, adaptados a nossa realidade local. É como climatização de plantas; se as amizades são como plantas, você deve cuidar delas - do contrário, elas perecerão.

03) Quem vem de fora não deve vir cru, pois este espectro de pátria será antropófago para com ele - e para sobreviver, esse que veio cru e inocente terá que tomar o vício da mesma forma como se faz sociologia à maneira do Dürkheim: tomando o fato social como se fosse coisa. Agindo assim, ele perecerá, como os outros.

04) Para o estrangeiro fazer a diferença, ele precisa ser formado, pois quem toma o país como um lar o faz de maneira formada, pensada, sabendo o que vai fazer e para onde vai. Você precisa climatizar essas plantas, de modo a que sejam plantadas aqui dentro. Sem climatização, não há colonização. E nacionismo é um tipo de colonização espiritual, um tipo de caridade intelectual.

05) Sobre esse assunto, a caridade intelectual, a fala do Papa Bento XVI deve ser lida dentro do contexto de Ourique. Para servirmos a Cristo em terras distantes, nós precisamos espalhar o evangelho para todos os confins da Terra - e isso pede um trabalho de caridade intelectual. No caso do nacionismo, que visa ao restauro do que foi perdido, essa noção de que o país nasceu em Ourique precisa colonizar os centros produtores de cultura lá fora - e é só assim que se forma brasileiros de verdade. Como os mais abastados vão estudar lá fora, o nativo chega pra cá já formado tal como o estrangeiro que vou formar, o que acelera o processo que estou fazendo aqui dentro.

Do nacionismo como cultura de exportação

01) Certa ocasião, eu mencionei que brasileiro é quem toma o Brasil como um lar. E para se tomar o país como um lar, o segredo é educação - para se cultivar homens e mulheres sistematicamente nesse fundamento, é preciso ser um professor virtuoso e passar conhecimentos sobre o passado da terra ancestral. No momento, nascer nesta terra, em meio a esta cultura apátrida dominante, não é preciso, pois o brasileiro virtuoso já nasceu em contexto de diáspora mesmo.

02) Como, hoje em dia, a cultura de apatria é muito forte nesta terra, por conta de tomarem o país como se fosse religião (devido a esses 126 anos de dominio republicano), penso que a melhor solução é formar brasileiros lá fora, mesmo quem, de fato, nunca foi brasileiro nem na vida pregressa (a vida dos antepassados).

03) O senso de tomar o Brasil como um lar, por força de Ourique, precisa ser exportado - preciso traduzir meus textos do português para o inglês ou para qualquer outra língua de interesse. Se a razão de ser de Portugal foi casar o interesse nacional ao interesse universal, então preciso casar a causa nacional à missão de servir a Cristo em terras distantes. Se eu eliminar o quinhentismo da nossa cultura, então o problema da apatria estará terminantemente resolvido.

04) Se o estrangeiro aprender a tomar este país como um lar, com base no conhecimento que adquiri, ele poderá vir pra cá, assumir o controle desta terra e redefinir o destino dessa pátria, trazendo coisas boas de sua terra a esta terra, com base no que tanto ensinei. 

05) O brasileiro formado por mim, ao aprender a dizer sim ao Cristo Crucificado de Ourique e a servir à Casa Imperial de Bragança, converterá os vícios da apatria em virtude patriótica. Pois a imigração redefine os destinos da pátria - e a prisão em que hoje vivemos será convertida em liberdade, em terra de oportunidade para todos.

06) Não, eu não estou desistindo. Apenas enxerguei uma possibilidade, uma oportunidade que me parece conveniente - pois formar brasileiro da forma como deve e precisar ser, dentro desta terra, é um processo trabalhoso e difícil. O país necessita e muito de elementos vindos de fora, de modo a que o senso de apatria seja rapidamente eliminado. O Brasil necessita do espírito livre dos gregos, do senso de missão dos portugueses e do senso de fé católica dos poloneses. E isso na prática só se consegue com imigração.

domingo, 5 de julho de 2015

Estudar a realidade indica ir além das aparências

1) Olavo de Carvalho fala que ser culto é mais do que adquirir conhecimento - trata-se de examinar a realidade das coisas, de tal maneira a que se supere as máscaras da aparência e da falsidade - coisas essas que caracterizam o conservantismo, enquanto instrumento da mentalidade revolucionária.

2) Quando se estuda nacionismo, o senso de se tomar o país como um lar, você está superando a falsa realidade desta República e examinando aquilo que foi edificado pelo Cristo Crucificado de Ourique, em 1139. Você está trocando imanência por transcendência - e é da transcendência que vem a excelência. 

3) Conhecer a verdade é lutar por ela é a razão de ser culto. Quando estudo coisas que já foram um dia realidade, isso não quer dizer que estou negando a realidade - estou buscando alguma forma que faça com que aquilo que era virtuoso, bom e real um dia volte a ser um fato social tomado como se fosse coisa, por estar em conformidade com o Todo que vem de Deus, algo que mereça ser descrito e não justificado.

4) O conservadorismo adota um tipo de sociologia e de antropologia de caráter arqueológico - estuda o que foi realidade no passado e de que modo essa realidade pode ser restaurada, se isso for realmente conforme o Todo que vem de Deus. Pois restaurar o que é bom é conservar o que é bom e conveniente, pois nele podemos ver Jesus. Nada mais científico e conforme o Todo do que estudar a realidade, ainda que ela seja antiga e não esteja mais evidente aos nossos olhos e ouvidos.

5) É preciso ir além do tecido contaminado pela chaga revolucionária. É preciso superar a imanência e a falsidade daquilo que é aparente e não cair do jogo do "contra ou a favor" de uma medida política ou outra de momento, coisa que é fundada no mais puro sensacionalismo. Não devemos ver mais TV, mas ler informações que nos são passadas por gente séria. E o único meio possível agora é esta ágora virtual, a rede social.

A coisa está crescendo

1) Eu não preciso ficar alarmado - a informação verdadeira chega e a público aqui. Com os contatos que tenho, para que necessito de TV Globo? Só por conta disso, posso ser prudente e analisar os fatos com muito mais segurança.

2) Com o tempo terei mais doadores, de modo a manter este trabalho que estou fazendo de analisar coisas importantes para o país como um todo. Vou seguir o que Ernest Hemingway disse: "o maior desafio de um escritor, e necessário para a civilização, é viver dignamente do que escreve". Faço um trabalho digno online - muitos já me disseram isso. Só faltam as doações - Deus e a boa vontade dos sensatos proverão isso, que será meu sustento. Agradeço ao Artur Silva​ por postar essa citação importante.

3) O dia que tiver um público fiel, lanço a coletânea para esses meus contatos - pois terei algo para dar, como pede o Kickante. Melhor pequenas tiragens que crescem por força da demanda do que grandes tiragens que encalham - é assim que começa.

Do trabalho de fazer engenharia reversa literária

1) Eu mal leio 1 livro por ano - e já escrevi mais de 1300 artigos em mais ou menos três anos e meio de trabalho. E detalhe: artigos de boa qualidade.

2) Conheço gente que lê 50 ou 60 livros por ano e não escreve um artigo que preste. E quando lê demais, fica ralhando os outros - principalmente por conta de colocar uma vírgula fora do lugar, tal como as normas gramaticais nos apontam.

3) De uma linha ou duas de cada livro, combinadas com as idéias de outros autores, eu produzo muita coisa interessante. Eu não leio - eu faço engenharia reversa e vou vendo onde posso aplicar essa idéia de tal modo a que isso fique em conformidade com o Todo que vem de Deus. 

4) Como escritor, eu só faço engenharia reversa dos textos que conheço. Nada crio - apenas vou até aonde uma idéia pode chegar. Sou um cavador do infinito de modo a conservar a dor d'Aquele que morreu por todos nós na Cruz - e essa é a mais maneira mais sensata de conservar, pois isso é conveniente e verdadeiro. Não sigo o dinheiro - apenas sigo o que foi exposto até a sua conseqüência. Se a conseqüência for boa, eu a conservo; se a conseqüência for ruim, eu denuncio. Eis o meu trabalho.

sábado, 4 de julho de 2015

Adão, o primeiro proprietário

1) Quando se diz que não herdamos a terra de nossos antepassados, mas que pedimos a terra emprestado junto aos nossos filhos que ainda não nasceram, esse dizer dos indígenas americanos provavelmente deve estar se referindo claramente a Adão e à criação do mundo, tal como foi narrado no Gênesis.

2) Adão é o primeiro ocupador, o primeiro transformador, o primeiro proprietário. Ele recebeu diretamente de Deus. Ele recebeu poderes do Céu para isso.

3) Adão não tinha antepassados, por isso ele trabalhou em prol dos filhos. Para fazer isso, para cumprir a missão de crescer e multiplicar a espécie, ele precisou ocupar permanentemente as coisas e a legar o fruto do seu trabalho aos filhos.

4) Conjugar o passado com o presente e o futuro é o maior desafio que se pode ter nesta vida, em relação ao plano salvífico. Servir a Cristo de modo a que o país seja tomado como se fosse um lar pede que ocupemos e transformemos as coisas - e ao fazer isso, estamos arriscando a herança que legaremos aos nosso filhos de tal maneira a que possam herdar algo melhor do que aquilo que recebemos. E esse processo vai se repetindo constantemente. E é esse o segredo da capitalização moral.

Do ciclo do nacionismo

1) Se existe um discurso poético sobre o processo de colonização, ele se dá na seguinte forma: honrar a missão que recebemos de servir a Cristo em terras distantes com o ensinamento de que não herdamos a terra dos nossos antepassados, mas que apenas a tomamos de empréstimo junto aos nossos filhos, que ainda não nasceram. Pois a terra é a maior riqueza há - e Deus é a base para a capitalização moral.

2) Quando assumimos nossa missão, nós ocupamos as coisas de tal maneira a tomar o país como um lar em Cristo - e a propriedade é o direito consagrado por Deus por conta de ocuparmos e transformarmos as coisas, de tal maneira a nos mantermos por conta do suor de nosso rosto - é trabalho realizado e acumulado por conta do tempo. E durante o processo de ocupação, nós constituímos família e trazemos ao mundo aqueles que herdarão a missão de servir a cristo em terras distantes - e para fazer isso em via prática, nós pedimos emprestado a terra que um dia vai pertencer aos nossos filhos, quando estes nascerem. E essa terra servirá de ponto de partida para o trabalho dos filhos, de modo a que o façam na geração seguinte.

3) Essa repetição é própria do ciclo da vida. Afaste Deus de nossas vidas, e todas propriedades são abolidas, junto com a instituição familiar.