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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A soberania implica servir ordem, de modo a que se tome um país como se fosse um lar e não como uma religião

01) Soberania implica a capacidade de servir ordem: baixar leis em resposta às circunstâncias que surgem, aplicar as leis na resolução de conflitos de interesse qualificados por uma pretensão resistida e aplicar leis de modo a promover e conservar o bem comum, assim como favorecer a integração entre as pessoas, de modo a que estas possam tomar o seu país como se fosse um lar


02) Para um país ser livre, o soberano deve servir ordem, de modo a que possa ser respeitado. E quando ele serve sistematicamente seu povo ao longo das gerações, nós passamos de bom grado a bem servi-lo a ponto de tomá-lo como sendo o pai de nossa pátria.

03) Os soberanos servem seu povo regendo-o, de modo a que fique em conformidade com o todo estabelecido por Deus. Cristo os chama à vocação de servirem dessa forma - não é à toa que Papas coroaram muitos reis e imperadores, pois reger um povo de modo organizado é um modo de se promover a caridade entre nós.

04) Desse modo, os reis e imperadores agem do mesmo modo como foram os primeiros patriarcas: chefes de uma família, já que uma nação é uma família ampliada.

05) A partir do momento em que o Rei ou Imperador declara que é o senhor dos senhores e não o servo dos servos, está implantada a tirania entre nós: e o rei ou imperador precisa ser deposto. O soberano não pode confiar demais na sabedoria humana dissociada da divina; do contrário, o país todo deságua numa tragédia revolucionária difícil de sair

06) Um soberano sábio chama seu povo a colaborar com ele: é por essa razão que existem prefeitos e presidentes de província para cuidar de cada canto do território; ouvidores, para ouvir as queixas do povo quando alguém não faz o que deve; juízes de relação, para aplicar as leis que visam pôr fim aos conflitos de interesse qualificados por uma pretensão resistida e reconciliar as partes, além de um corpo de representantes do povo que o ajuda na elaboração das leis e na moderação dos conflitos de interesse que surgem entre os poderes decorrentes da soberania de uma nação. 

07) A soberania decorre da autodeterminação: Cristo chama um povo a um trabalho específico, em nome da Cristandade. E quando o soberano diz sim, todos por extensão dizem sim. É desse chamado em Cristo que decorre todo o poder de organizar uma nação não só para essa missão civilizacional, que é servir a Nosso Senhor Jesus Cristo, como também para fazer com que se tome o país como se fosse um lar.

08) Monarquias são mais democráticas do que repúblicas, pois não há uma multidão de pessoas governando a partir da própria cabeça, mas uma multidão de pessoas administrando em nome de um que zela pelo bem de todos, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é o Rei dos Reis. O maior perigo que há numa monarquia é quando quem deve bem servir seu povo regendo-o passa a se arrogar o papel de Deus. É preciso uma eterna vigilância quanto a isso.

09) Estas são as considerações que teço sobre o assunto, à luz da teoria da nacionidade.

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