segunda-feira, 30 de junho de 2014

Sobre como se deve fazer sociologia


1) Tal como falei num artigo anterior, se Dürkheim diz, em suas regras de metodologia sociológica, que os fatos devem ser tomados como coisas, então essas coisas serão tomadas em si, pois elas têm sua própria verdade. Isso é fatal.


2) Se elas forem contextualizadas, quando muito o que será buscado é o contexto materialista e não o verdadeiro contexto, que é o todo estabelecido por Deus.



3) Se todas coisas e todos os seres têm sua própria verdade, há quem diga que não existe verdade nenhuma. Enfim, vira um samba do crioulo doido. Enfim, eles buscarão a síntese a partir do fato de a coisa existir por si mesma ou a partir do nada. Enfim, as coisas se reduzirão ao mero existencialismo e o Criador das coisas visíveis e invisíveis não será contemplado.

4) Santo Agostinho nos afirma uma grande verdade: a verdade não precisa ser minha ou sua para ser nossa. O verdadeiro método sociológico deve se basear sempre em estudar as circunstâncias pelas quais determinado povo toma seu país como se fosse seu lar. E quando este toma seu país como um lar, é óbvio que ele não o tomará como se fosse religião, pois não toma seu país como um fato em si, pois a liberdade de um povo não tem fim em si mesmo - pois a nação existe porque Cristo deu a ela uma missão, de modo a servir à Cristandade, tal como vemos em Portugal, desde a Batalha de Ourique, em 1139. E isso se chama nacionidade.

5) É da experiência de cada povo, que toma seu país como se fosse um lar, que aí comparamos quais são os melhores caminhos que podem nos levar à verdade. 

6) A pátria pequena do lar, a família e a vinhança, nos preparam para a pátria grande, que é o céu - e é analisando isso que se pode fazer uma sociologia ou uma antropologia segura, séria, conforme o todo.

Sobre o problema de se tomar os fatos sociais como coisas em si

01) O grande problema de se "tomar os fatos sociais como coisa em si" está no fato de que esses fatos têm sua própria verdade, onde o objeto às vezes se tona sujeito ou até mesmo causa da transformação social, deixando-a menos cristã e mais corrupta, influenciável à ação criminosa marxista.

02) Se eles, os fatos sociais, têm sua própria verdade, então eles se tornam monumento de algo que parece ter se derivado do nada. De certo modo, tornam-se ídolos.

03) Numa sociedade descristianizada, quem prega que todos têm sua própria verdade admite que veio do nada. Logo, o pregador é um ser morto em vida. E um ser morto em vida não pode falar ou pensar, pois não tem o dom de si, que se funda em Deus.

04) Se as coisas vieram do nada, nenhuma edificação faria sentido, nem mesmo as leis da Física. E a cultura seria toda voltada para a morte e não para vida, como deveria ser. Por negarem Deus, negam a autoria e a causa das coisas serem o que são.

05) É justamente por causa desse péssimo hábito de se fazer sociologia que os marxistas manipulam as coisas de modo a que as coisas se pervertam em uma verdadeira mentira. Enfim, o sociólogo, ao tomar os fatos sociais como causa, passa um verniz de legitimidade sobre a transformação social, que está sendo criminosamente implementada de modo a nos afastar de Deus e da conformidade com o todo.

06) Se as coisas têm sua própria verdade, elas podem dizer o que bem entenderem, seja no sentido humano ou anti-humano do termo ao mesmo tempo, quase que simultaneamente. Enfim, a coisa não tem verdade - o que se alega é que ela é fruto de uma tese, antítese e síntese que se deu ao longo do tempo, através de marchas e contramarchas, cujas razões derivam da paixão dos homens, já que eles têm sua própria verdade. Como a dialética deriva de coisas subjetivas, a análise sociológica ou antropológica que se funda no fato de que a coisa tem a sua verdade é uma tremenda de uma ilusão; logo, ela não é conforme o todo e não pode ser científica.

07) É justamente por saberem que tudo que edificaram se funda na mentira que os revolucionários promovem o verdadeiro conservantismo dessa mentira através da falsa sociologia e da falsa antropologia, pois justificam que isso tudo é um fato social que deve ser tomado como coisa, pois a coisa, que se funda na sabedoria humana, tem sua própria verdade.

07) Eles, os marxistas, são os que melhor compreenderam a sociologia de Dürkheim, pois compreendem muito bem o sentido do que é edificar as coisas de modo a promover a cultura da morte. E um dos métodos de corrupção que adotam se dá através da catalogação das coisas, tal como se deu através do estruturalismo antropológico de Claude Lévi-Strauss.

08) Eis aí a razão pela qual eu não levo a sério o fato de se usar uma disciplina que aplica métodos de ciências naturais a realidades que decorrem do fato da vida humana se desenvolver bem em sociedade, cujo estudo exige que estejamos em conformidade com o todo estabelecido por Deus.

Por que eu odeio o patriotismo de copa

1) Uma das razões pelas quais eu odeio o patriotismo de copa é que nós realmente achamos que o amor à camisa amarela, que representa a nossa pátria, é realmente assumido pelos jogadores. Nós realmente achamos e tomamos como natural que os jogadores joguem pela seleção por amor à camisa e pelas coisas boas que o país pode oferecer.

2) Isso é uma pura ilusão:


2-A) O país, do jeito que está, não dá causa para que o tomemos como um lar, pois a ordem política é tão corrupta que a nação está sendo tomada como religião de Estado, a ponto de chamar de brasileiro quem nasce na república federativa do Brasil, ponto de se tomar como natural que o "ser brasileiro" é quem abraça a (falsas) virtudes republicanas. E esta sabedoria humana é dissociada da sabedoria divinal



2-B) Diante de uma ordem política corrupta, nós temos um governo tão totalitário, tão interventor que ele não nos permite liberdade alguma, nem mesmo para servir aos nossos semelhantes naquilo que temos de melhor. Resultado: temos empobrecimento geral do povo, por conta do Estado agigantado.

2-C) Com pouca grana, pouco vamos aos Estádios, principalmente porque não há segurança e porque o entretenimento custa caro.

2-D) Os jogadores, para poder ganhar mais, vão para a Europa. E lá passam toda a carreira. E o futebol brasileiro vai perdendo a sua identidade.

2-E) A seleção brasileira sempre foi mais vitrine que os clubes. A tal ponto que muitos querem ir pra seleção brasileira de modo a ter o seu valor de mercado maior do que teria se jogasse em clube brasileiro.

2-F) A política republicana sempre se valeu do futebol, por se valer da política do pão e do circo. É o sintoma mais claro de populismo, coisa de governo revolucionário.

3) Estas são as razões porque eu odeio o patriotismo de copa. Ele dá causa a um nacionalismo estatólatra e imbecilizante, como nós vemos num Zagallo da vida, que dá causa a um esquerdismo. Basta que se tome a coisa em si que caímos numa grande falácia.

Nenhum partido da República tem caráter nacional


1) Se for olhar a ferro e fogo, nenhum partido tem caráter nacional, muito menos o regime.


2) Estamos tão contaminados de processo revolucionário que o País mais lembra a França que o próprio Brasil.



3) Basta ver que a França é modelo de referência para comparações com o Brasil, quando vemos esse povo de academia.



4) Se o Brasil fosse visto como parâmetro, levando em conta nossas circunstâncias históricas, só haveria dois partidos: um partido brasileiro e um português. E o diálogo permanente desses partidos, através da colaboração e da conciliação, é que nos faria o país ser tomado como um lar, seja no império independente, seja como parte do Reino Unido a Portugal.

5) Nós fugimos muito da nossa estrutura política, fundada das nossas circunstâncias. E tudo começou na fase regencial - naquilo que se chamou de "experiência republicana" no Império. Bastou que se perdesse essa estrutura política que o país foi marchando para o progressismo revolucionário.

6) Para se restaurar o sentido de pátria tomada como um lar, nas suas próprias circunstâncias o próprio diálogo entre Portugal e o Brasil na política precisa ser restaurado, através da figura dos partidos português e brasileiro. E não basta só isso: é preciso se restaurar a aliança do altar com o trono e a monarquia. E isso pode levar gerações.

O nacionalismo nasce da perda da causalidade

1) Confundir nacionalismo com nacionismo é estupidez primária.

2) O nacionismo leva em consideração as causas pelas quais tomamos o país como um lar. E isso leva a Cristo.

3) O patriotismo é tomar a pátria como um lar, mas ela não leva em consideração as causas, já que ela já é uma coisa tão consolidada que tomamos o fato como coisa em si. Nós confiamos tanto nessa crença que não a questionamos. Quando não a questionamos, corremos o risco de a sabedoria humana dissociada da divina perverter isso a ponto de esta se tornar nacionalismo.

4) Quando se perde a noção de causalidade, vira nacionalismo, isto é, a nação vira religião de Estado totalitário, já que se perdeu a noção de que Deus nos deu uma missão, que nos levou a tomarmos o nosso país como um lar. Eis o risco do patriotismo, quando deixamos de refletir permanentemente sobre as causas pelas quais o país é tomado como um lar.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Sobre a falsa tolerância do liberalismo


1) Aquilo que decorre da sabedoria humana dissociada da divina não pode e não deve ser respeitado. É preciso combater - por isso faça da sua língua uma espada; do mesmo modo, a mão com a qual você escreve, seja ela esquerda ou direita. E ao teu lado, a Bíblia, o rosário, o crucifixo e fé na Igreja serão os seus escudos. Este é o arsenal do cavaleiro dos dias de hoje.

2) A cultura liberal de dizer que cada um tem sua própria verdade leva a uma falsa tolerância. Ela é uma ilusão - a pessoa te tolera até o dia que você deixa de concordar com aquilo que ela conserva, por ser conveniente e dissociado da verdade. Quando se defende a verdade, tolerar o falso é inaceitável, já que não existe uma terceira via capaz de fazer sintése dessas duas coisas tão contraditórias.

3) Tudo que decorre da falsidade sistemática vai cair, mas você, que defendeu valentemente Cristo até o fim dos seus dias, vai permanecer de pé.

4) Não tenha medo da cruz; abrace-a ternamente. Ela te ampara todas as suas dores. E logo, logo alguém seguirá o seu exemplo - e o seu trabalho será retomado por outro, cujo modelo de referência para formá-lo foi você, pois sua causa leva à santidade, por ser conforme o todo.

Todo conservador deve ser radical


1) Tem gente que vai dizer por aí que sou "radical", sem saber o que está falando. 

2) Eu vos digo uma coisa: para ser cristão e conservar a dor daquele morreu por todos nós na cruz e que deu causa à civilização tal qual conhecemos, o amor deve ser incondicional e radical. E não se pode ser conservador sem ser isso.

3) Isso deve ser feito 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias ao ano. Isso é um chamado do qual nós nunca tiramos férias, principalmente na hora do lazer.

4) Moderação neste ponto é conservar o que convém - e isso é dissociado da verdade.

5) Muitos tentam "flexibilizar" a conduta daqueles que se radicalizam nas coisas que são caras ao conservadorismo, como os valores de Cristo, a conformidade com o todo, e a aliança entre o altar e o trono.

6) Flexibilizar as coisas que decorrem do sagrado ofício é coisa de liberal, revolucionário.

7) O amor à verdade, que decorre de Cristo, é o norte de tudo. Sem isso, estamos perdidos.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Sobre o verdadeiro método geométrico



01) Método geométrico é explicação que contém uma única causa que explica tudo.

02) Para nós, que somos cristãos, Deus é a explicação suprema e perfeita de tudo. Este é o verdadeiro método geométrico - ele é a constituição de todas as coisas tais quais elas são, sejam elas visíveis ou invisíveis.

03) A trindade é basilar, geometria plana. Ela se baseia em postulados como o ponto, a reta e o plano. Quando os postulados são questionados, Deus passa a ser negado. Em ciência, os postulados não podem ser questionados, senão não se faz ciência, não se faz busca pela verdade de modo perfeito e seguro. Do mesmo modo os fundamentos da fé cristã, que são basilares, por serem postulados. E os postulados nos levam à verdade, à fé sincera que faz boa obra. Os dogmas são o que são porque sem eles a busca sincera por Deus se torna impossível.

04) Se incluirmos a tradição que recebemos dos Santos Apóstolos, o círculo que Jesus formou, torna-se geometria espacial.

05) Se a autoridade da lei eterna tem estrutura piramidal, pois tudo converge até o pai, e ninguém vem ao pai senão por Jesus, então a obediência à lei eterna, que faz ver Deus entre nós, causa a bondade, que é Deus em nós, e ela lembra a figura de um cone.

06) A lei eterna, para ser obedecida, precisa estar em nossos corações, de modo a que estejamos em conformidade com o todo. E o Estado de Direito que é conforme o todo é um cone dentro do cone que Deus estabeleceu para nós, pois as boas leis, que regem a ordem pública, não trairão nem perverterão a lei divina. Este é único controle de constitucionalidade que se conhece, pois é a única forma que é segura - as leis do Estado devem estar em conformidade com a lei de Deus, que é a constituição suprema de todas as coisas. Enfim, tudo que está de costas para Deus deve ser derrubado, pois é eternamente inconstitucional, pois nega a Deus em sua essência e forma.

07) E quanto mais pessoas recebem a tradição que herdamos dos Santos Apóstolos, mais evidente fica. Por isso que a Igreja cresce que nem massa de bolo - mãos humanas não conseguirão apagar o desenho feito por Deus.

08) Quando se recebe sistematicamente a Santa Tradição, mais o Espírito Santo é recebido sistematicamente. Por isso fica cada vez mais evidente, a ponto de ser um desenho geométrico colossal. Não podemos ver, mas sabemos que Deus é autor de todas as coisas visíveis e invisíveis.

09) Não é à toa que a Igreja desenvolveu o método científico.

10) Os marxistas quiseram criar um outro tipo de método geométrico, mas excluindo Deus como a única explicação para tudo. Além de ser uma heresia demoníaca, ela é pseudocientífica.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Nenhum critério técnico científico resolve os problemas da alma nacional


1) Em um debate sobre a quem deveria pertencer as regiões da Alsácia e da Lorena, dois brilhantes intelectuais estavam debatendo: um deles era Fustel de Coulanges, que defendia o critério eletivo (o critério da conveniência política), e o outro era Theodor Mommsen, que defendia o critério étnico-lingüistico (o critério materialista, o do fato social em si, tomado como coisa sociológica).

2) Isso me lembra muito o debate sobre a questão do Sul - ainda que os gaúchos tenham relações com o Brasil pelo critério étnico-lingüístico, por critérios eletivos eles prefeririam ser parte das terras hispânicas ou formar um país próprio.

3) Se o critério eletivo (o da conveniência política) fosse usado, todos nós, em nossos estados, teríamos rompido.  Muito menos o étnico-lingüístico, que leva à criação das falsas nações indígenas, vai resolver o problema.  Enfim, tanto por um ou outro critério, a cisão parece ser uma tragédia certa, quase anunciada.

4) Quando tudo o mais nos leva ao fim da esperança, o elo da língua e da missão civilizadora que herdamos de Portugal e da fé falam mais forte e nos impele à unidade, a algo mais forte dos que nós mesmos, por conta de isso ser fundado no céu. Se a fé e a missão civilizadora nos impele à unidade, forças revolucionárias nos impelem forçadamente à cisão, com esse centralismo asfixiante, por conta dessa falsa federação que temos. E precisamos dar um basta nisso.

5) A histórica cultura de se tomar o país como religião, como se deu nesta república, não deu liberdade para que as regiões se desenvolvessem e tomassem o Brasil como um lar, sem deixar de observar suas particularidades locais - se o país fosse tomado como um lar, a pátria pequena dos estados ou das regiões inspiraria o ardente desejo ou vocação de servir a pátria grande, o Brasil, que por sua vez inspiraria o ardente desejo de servir a Cristo, à pátria do Céu. Sendo o Brasil tomado como religião, o centralismo tem sido de tal forma asfixiante que esse desejo de se desenvolver localmente tende a se confundir num bairrismo, a ponto de se tornar uma religião contrária à religião nacional republicana, a ponto de se tornar uma heresia política, já que o federalismo é um dos elementos da religião de Estado republicana.

6) Enfim, a crise do pacto federativo lembra uma guerra de religiões gnósticas, algo próprio da mentalidade revolucionária: em nenhuma delas - seja a nova religião local, seja a velha religião nacional - você encontrará referência da pátria do céu, que é a base sob a qual se assenta o país como um lar. As religiões gnósticas, tanto a falsa religião local quanto a falsa religião histórica, o federalismo, vão resolver a crise. Pelo contrário, matarão a nacionidade da pátria.

7) Este problema espiritual pré-existe ao critério eletivo ou ao critério étnico-lingüístico ou até mesmo de boa ou má técnica de redação constitucional, dado que são critérios materialistas e que não satisfazem à realidade. Esses critérios não resolverão os problemas que afetam o nosso país, por conta de uma cultura prolongada e nociva de se tomar o país como religião de Estado, a ponto de esmagar toda a potência criadora e renovadora das províncias locais, a ponto de estas servirem de modelo para se servir a pátria grande, que deve ser tomada como um lar.

8) Enfim, nenhum critério moderno resolverá um problema de alma, cuja solução deverá ser encontrada no campo da eternidade e na restauração da tradição que a república um dia ousou destruir. 

9) Pesando-se os prós e os contras, a unidade, que dá base para que o país seja tomado como um lar, tem mais peso - e a unidade deve ser buscada na pátria do céu, e nunca como uma religião de Estado, tal como vemos nesta república. Por isso, cortemos as inutilidades.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Como sei que alguém não é conservador?

1) Como sei que você não é conservador(a) e não ama o país? Você vai votar, atendendo a um comando obrigatório de uma lei de um Estado que está de costas para a ordem de Deus.

2) Quem vota escolhe aquilo que já foi previamente decidido. Quem vota acaba virando órgão consultivo.

3) Quem toma o país como um lar e toma a cristo como norte não vota - na verdade, aclama, pois o fundamento vem do coração e da razão e não da quantidade. E quem deve ser aclamado? Aquele que desde a origem sempre tomou esta terra como um lar e que aprende isso desde cedo, através de lições de família. Em outras palavras, a Família Imperial.

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Obedecer às ordens legais de um regime ilegítimo é conservantismo:


Sobre a abstenção de votar: http://adf.ly/pq64L





Sobre a abstenção de votar


1) Se você foi para a sua seção eleitoral, você obedecerá ao comando de uma lei de um regime fundado numa sabedoria humana dissociada da divina, portanto ilegítimo. Isso é conservantismo e tem caráter revolucionário

2) Pelas regras da Carta de 1988, se 51 % dos votos forem brancos e nulos,o presidente se elege com os 49% dos votos válidos. Isso é uma prova de que a república é oligárquica.



3) Se o voto é obrigatório, o eleitor é visto como um órgão do Estado, para se conservar o status quo, aquilo é de conveniência dos donos do poder. E o conservantismo é medida revolucionária.



4) A abstenção de votar tem mais poder do que um voto branco ou nulo. O país tem mais liberdade para se contestar o regime, seja para modificá-lo ou aboli-lo, quando se tem a liberdade de se abster de votar. Pois abster de votar é uma expressão que deve ser livre, pois se funda no direito de resistência a algo que é ilegítimo. E esta república não admite ser contestada - por isso, a desobediência civil deve ser praticada, em termos culturais.

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Obedecer às ordens legais de um regime ilegítimo é conservantismo: http://adf.ly/pq5yH

Obedecer a uma lei de um regime ilegítimo é conservantismo


1) Se você foi para a sua seção eleitoral, você obedecerá ao comando de uma lei de um regime fundado numa sabedoria humana dissociada da divina, portanto ilegítimo. Isso é conservantismo e tem caráter revolucionário

2) Os votos brancos e nulos não são renúncia ao direito de votar - eles são elementos de concentração de voto. Como os votos brancos e nulos não são computados, o presidente pode ser eleito ainda que haja 51% de votos brancos e nulos.



3) Se o mais votado tem 50% por cento dos 49% dos votos gerais válidos, isso é concentração do poder de voto em poucas mãos, fundada numa falsa maioria, outro elemento que caracteríza esta república como ordem oligárquica

4) A abstenção de votar é a única maneira de se contestar o regime. Como o voto obrigatório se dá por força de sabedoria humana dissociada da divina, ele não poder ser observado, pois esta lei é contra as leis de Deus (por isso, inconstitucional, no sentido verdadeiro e natural do termo).

5) Se for pra votar, que se vote em alguém que você conheça e que seja um bom servo de Deus, que ame e rejeite as coisas tendo por Cristo fundamento. Se for assim, não vote.

6) Tem mais fundamento quem aclama um imperador do que quem vota num presidente da república. Quem aclama o faz de coração e sabe o que faz; quem vota precisa dos outros para que sua escolha faça efeito, pois o que pesa é quantidade e não o motivo determinante do voto, já que não temos como nele fundamentar.

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Nem todo problema está no Estado, mas, sim na sabedoria humana dissociada da divina que afeta as coisas relativas ao Estado


1) Quando a pessoa fica libertária, ela fica tentando desesperadamente buscar uma panacéia, pois acha que o Estado é o problema para tudo

2) Dizer o direito é função de Estado, que se funda na soberania

3) Se soberania é servir ordem, o fundamento está em Deus, que deu a um determinado povo uma determinada missão civilizacional - e este é o sentido de se tomar o país como um lar.

4) E para se tomar o país como um lar, isso implica servir ordem - é preciso fazer leis e aplicar as leis aos casos concretos, além de gerir o bem comum. Mas essas leis, para serem justas, elas precisam estar em conformidade com o todo estabelecido por Deus. Por isso que a aliança entre o altar e o trono é essencial.

5) Quando não se tem Deus por referência, a sabedoria humana dissociada da divina tende a concentrar poderes em poucas mãos. E um indício desse totalitarismo está no monopólio, seja ele dado pela lei, ou conseguido através de acordos, como os trustes e os cartéis.

6) A oligarquia é sempre dá causa ao totalitarismo. e o totalistarismo é nação tomada como religião de Estado. Tudo que está fora do Estado não existe, dado que não existe verdade, uma vez que Deus morreu.

7) Não é à toa que os libertários caem nos mesmos cacoetes mentais dos esquerdistas. E é por isso que os deleto, pois eles têm problemas para enxergar a verdade.

A eterna vigilância está nos menores detalhes

1) Numa ordem livre onde as pessoas tomam o seu país como um lar, elas se conhecem muito bem umas às outras e tendem a se cuidar mutuamente.

2) Onde elas se cuidam mutuamente, elas tendem a cooperar e a negociar mais livremente - onde há liberdade, as informações tendem a ser transparentes, incluindo os mecanismos que dão causa à precificação de algum bem ou serviço dentro do comércio.


3) Se os elementos formadores do preço não forem repassados à população, o que se tem é uma lesão sistemática. Em outras palavras, a lesão é distribuída a toda a população, o que afeta à ordem pública



4) Quem oculta as informações necessárias à formação de um preço certamente ama mais o dinheiro, a ponto de buscar o poder absoluto a partir da concentração do poder de usar, gozar e dispor das coisas que estão sob sua propriedade.


5) Exemplo de um caso: o vendedor A vende algo a dez reais e o vendendor B vende o mesmo algo a 8 reais. Muitos tendem a levar de B por ser mais barato. Mas será que isso é realmente justo, conforme o todo?

A) Quais são as informações necessárias que dão causa a que A venda algo a dez e não a 8? Quais são tributos que incidem sobre a coisa? Quanto custou para que a coisa a ser vendida fosse feita? O preço do transporte, do seguro, do frete? Essas coisas são relevantes, de modo a saber se o preço de 10 é mais justo que o de 8. Nem sempre o mais barato é a melhor opção - às vezes, o barato sai caro.

B) Para se poder pechinchar, e negociar de forma mais justa, é preciso ter acesso a essas informações. Informações mais transparentes beneficiam os consumidores e os empresários devem atuar como servidores deles. Pois quem serve visando o auto-interesse, neste caso, tende a sonegar informação e a distribuir lesão.

6) Não se ter o hábito de pechinchar é não ter o hábito da eterna vigilância. E quando não se tem o hábito da eterna vigilância, a sonegação sistemática dá causa à lesão sistemática, o que fomenta uma ordem oligárquica, que dá causa a uma ordem tirânica e totalitária.

A TV Paga e a miséria mental do Brasil

A tv paga reflete o estado de miséria mental no Brasil. Vou resumir a programação:

1 - Eu adorava assistir The History Channel, mas agora a única coisa que eles passam lá é a porra daquela loja de velharias;

2 - Eu já vi de tudo quanto é jeito que os leões, suricatos e orangotangos caçam, comem, trepam e morrem;


3 - Não adianta que eu não vou assistir filmes de zumbis. A tv paga pode aceitar isto?


4 - Idem, filmes brasileiros. Filme brazuca me dá alergia! A esquerda caviar arranjou um jeito de tomar dinheiro da lei rouanet e conseguir renda me fazendo pagar à força pelo que eu não quero ver, mas eu não vou! Desistam!

5- O que restou de filmes bons já foram exibidos trocentas vezes! Dedo na goela!

Parece que o melhor botão do controle remoto acabou sendo o ON-OFF.



De Klauber Cristofen Pires

Por que o cinema tupiniquim é tão ruim? http://adf.ly/ppYa1

Por que o cinema tupiniquim é tão ruim?


Uma pergunta que me mandaram: por que o cinema brasileiro é tão ruim?

Respondendo de forma objetiva, o cinema brasileiro é herdeiro da tradição francesa. Nunca foi herdeiro da tradição cinêmica americana, seja por nacionalismo ou por antiamericanismo esquerdista. Estas duas tomam a nação como religião e o cinema será usado como mero instrumento de propaganda totalitária.

O cinema francês é fruto da atual mentalidade francesa, que tentou fundar a liberdade e a nação a partir do nada. É um reflexo de uma política revolucionária desde sua concepção - ele quer passar a tudo e todos, de forma desesperada, que é francês, assim como o cinema brasileiro quer gritar que é brasileiro, e isso está muito acima da própria arte. A política apareceu antes da arte e com isso a arte se perdeu no cinema, tanto na França quanto no Brasil

O cinema americano era americano do modo mais nacionista possível - era um retrato autêntico de sua história e realidade. E um retrato autêntico da realidade é capaz de fomentar a imaginação e inspirar um senso de humanidade melhor, de conformidade com o todo de Deus. Hoje, com o marxismo cultural e com a infiltração soviética, os filmes americanos foram perdendo qualidade, aos poucos.

Relacionados:

A TV Paga e A Miséria Intelectual Brasileira: http://adf.ly/ppaEk

Uma Aula de Direito


 Após mostrar um artigo pra um amigo meu (http://adf.ly/ppQRf), eu digo o seguinte:

Dettmann:

1) A lei civil, fundada na sabedoria humana dissociada da divina, é quem define quem são ou quem não são os capazes. O grande problema disso é que os critérios usados, pretensamente científicos, precisam ser constantemente reformados - só por isso mesmo são critérios falhos.

2) O critério para se definir quem é capaz ou incapaz precisa ser permanente, em conformidade com o todo. Quem é capaz mesmo é capaz de ser um bom pai ou uma boa mãe de família: forma uma família e a mantém unida pelos laços de casamento e forma indivíduos voltados para a vida cristã. Este é o melhor critério para a vida civilizada e é uniforme.

Marschalk Filho: Interessante isso. Sem sombra de dúvida que a lei civil precisa ser a mais jusnaturalista possível.

Marschalk Filho: Confesso que não gosto muito do Direito Romano. Eles são detalhistas demais.

Dettmann:

1) O direito romano paganizado era materialista demais. Preocupava-se muito com o direito que recai sobre as coisas. É essencialmente individualista. Eles se preocupavam muito em definir sobre quem a coisa realmente recai. Era preceito de ordem pública a coisa ter realmente um dono bem definido. Daí que ela se preocupasse tanto com registros, dando causa a uma ordem muito totalitária. Se uma coisa não tem dono, qualquer um pode ocupá-la. E basta haver dois disputando uma coisa abandonada que se começa um conflito e isso afeta a vizinhança, a ponto de haver risco de morte e guerra fratricida, inclusive - e isso não é bom. O que acontece hoje era uma das grandes preocupações daquela sociedade, pois isso podia levar ao caos.

2) Para se temperar o direito romano, é preciso que se recorra a uma lei de boa razão. Nenhuma lei romana valerá se ela não estiver em conformidade com o todo de Cristo. Para vigorar, precisa estar em boa razão com Cristo. Eu aconselho que busque estudar Direito Romano.

3) Eu sou a favor da lei de boa razão. O que é incompatível com a lei de Cristo, não segue.

Marschalk Filho: Verdade. Esse totalitarismo ficou evidente no modo como tratavam os conquistados. Principalmente porque a terra era a principal forma de se obter riquezas.

Dettmann:

1) O direito romano é perfeito para sociedades onde a economia se funda na terra. O direito consuetudinário é perfeito para sociedades onde o comércio é a base das relações sociais.

2) O renascimento do direito romano é proporcional ao totalitarismo que se é praticado. Não é à toa que renasceu nas universidades, pois elas possuem uma atividade administrativa tão grande, a ponto de se resgatar a cultura extrema dos registros, essencialmente romana;

Marschalk Filho: como é o direito consuetudinário?

Dettmann:

1) O direito consuetudinário é o direito pautado nos costumes, coisa que se funda na cortesia e na reciprocidade. Se funda na confiança que se dá entre pessoas que se conhecem e confiam umas nas outras. A amizade torna-se a base para o bom direito - e não é à toa que a amizade é a base para a sociedade política, como diz Aristóteles.

2) O direito consuetudinário é o direito que decorre do fato de se tomar um lugar como o seu lar. É base para o verdadeiro nacionismo. As leis que regem a vida doméstica são consuetudinárias. Do mesmo modo as de vizinhança, as que regem as relações comerciais e as que regem relações entre as pessoas no trabalho.

3) A lei só vai reger o necessário, de modo a que se evitem conflitos de interesse entre as pessoas.

4) Exemplo de um caso: Qual o destino de uma criança abandonada, quando duas famílias querem a mesma criança? Só um juiz pode decidir. Isso não tem como.

5) Outro exemplo: A repressão ao crime.

6) Outro exemplo: as leis regem a organização do Estado, de modo a se estabelecer os seus limites e os meios que para que a tirania não se instaure entre nós.

Marschalk Filho: Esse é o direito adotado pela Inglaterra, não é?

Dettmann:

1) Sim. O direito inglês é essencialmente consuetudinário.

2) Os povos que estão pesadamente influenciados pelo direito romano tendem a tomar a nação como se fosse uma religião. Estão viciados pela chaga do modernismo, fruto das revoluções liberais.

Marschalk Filho: Por isso que a Inglaterra é estável: por causa do common law.

Dettmann: O direito de lá é flexível e dá causa ao nacionismo.

Marschalk Filho: a Inglaterra também é um país bem humano. Falam que o capitalismo britânico fez com que boicotassem o escravismo

Dettmann:

1) O escravismo é tratar o homem como coisa de tal modo que você que você tenha poder de vida e de morte sobre ele.

2) Quando você é dono de uma coisa você tem 3 poderes: usar, gozar e dispor.

2-A) usar não preciso definir (pois isso é óbvio)

2-B) Gozar é ceder temporariamente a coisa em troca de um aluguel.

2-C) E dispor implica tanto vender quanto doar ou até destruir ou matar.

3) O direito de propriedade, no sentido romano, é absoluto. Como hoje temos o conhecimento da lei natural, que se funda em Deus, hoje sabemos que a propriedade é relativa: ela não pode ferir o direito de vizinhança e não pode ser usada para se promover desordem. Pois do abuso do direito de propriedade vem o direito de desapropriação.

4) O abuso ocorre quando os três poderes não são usados em conformidade com o todo edificado por Deus.

5) No Brasil, com a constituição esquerdista que temos, isso é chamado "função social da propriedade". Ou seja, só o Estado republicano decide o que é ou não é conforme o todo, com base em suas conveniências. Se sabedoria humana dissociada da divina decide isso, então temos socialismo, pois a proteção jurídica à propriedade se acha vulnerável.

Marschalk Filho: Por isso que nossa constituição é passo dado pra ditadura

Dettmann: Sim.

Marschalk Filho: suas explicações são as mais didáticas possíveis. Você me explicando me faz entender tudo. Além disso, você também busca o estudo histórico, pelo que noto.

Dettmann: Eu cursei direito durante muitos anos. Eu vi muita coisa. Por isso, posso falar com propriedade as coisas. Por isso que muito do que falo sobre nacionismo eu recorro a explicações fundadas no direito. Além disso, é sempre bom estudar história: quanto mais se estuda história, você tenderá a conhecer o direito melhor. Tive que aprender resistindo, pois rejeito o positivismo nefasto de nossas faculdades de Direito, pois isso é um câncer, tão ruim quanto o PT.

Dettmann:

1) A diferença da escravidão para a servidão começa com o cristianismo.

2) O servo, como filho de Deus, tem direito à vida e a construir bens fundados no trabalho. Ele busca servir a um senhor que o protegerá dos inimigos, já que esse servo é indefeso. O escravo é coisa e sofre abusos. Por isso que o cristianismo foi acabando com a escravidão.

3) Nós somos escravos de Deus, pois Ele pode nos usar para fazer o que Ele quer e dispor de nossas vidas, podendo pôr fim a nossa.

4) Não tem o poder de gozar tão amplo, uma vez que não há outros deuses. Mas Ele tem o usufruto: o bom servo faz ofertas e paga dízimo para a Igreja do Senhor. E isso é direito de gozo, pois o dinheiro será usado para a missão evangelizadora.

5) A lei de Deus se faz na carne - por isso que o dízimo é voluntário.

6) Quem é conforme o todo entende a importância da lei de Deus e a observa.

7) Deus odeia o pecado, mas Ele te perdoa, se você se confessa e se arrepende. Pois a lei visa ao aperfeiçoamento moral e a promoção da bondade e da caridade, elementos usados de modo a que se construa uma cidade inspirada na conformidade com o todo.

8) Se o pecado afeta a lei dos homens, você deve responder pelos danos praticados, pois o pecador causa danos à coisa alheia. E a heresia, que é pecado sistemático, é causa de desordem, dano sistemático. Por isso que a gente responde pelos efeitos temporais dos pecados, pois devemos reparar os danos.

9) Se o dano é permanente, a pena é permanente. É como vemos num homicídio. Quado você mata um, você mata todos os outros que decorreriam dele.

10) Por isso a pena de morte tem que ser na mesma proporção. Ninguém se sentiria bem descendendo de um assassino - isso marca e é uma herança maldita. Por isso que prisão perpétua não é justa, pois você condena os que decorrerão do assassino à infâmia, coisa que eles não merecem, pois não deram causa a isso. Para se combater a infâmia, que se mate o assassino, para que uma geração de desgraçados e deserdados não surja.

11) Nosso humanismo secular é materialista. Ninguém pensa nos herdeiros. É preciso se levar em conta os herdeiros.

12) Quem leva em conta as futuras gerações pensa sempre em Deus.

13) Não devemos nos prender demais ao que se funda no sensível. Deus é criador das coisas visíveis e invisíveis e devemos ver também o que não se vê.

Marschalk Filho: Esta é uma ótima defesa da pena de morte. Me fez lembrar de um artigo da Montfort (http://adf.ly/ppTcg)

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De que forma os agentes revolucionários promovem a incapacidade civil sistemática da população?

Se os países são vistos como classes, a política internacional será luta de classes

1) Se países são vistos como classes, a política internacional, o mundo inteiro, será fundado em luta de classes, tal como vemos na OMC, onde vemos partidários do livre comércio e os partidários do protecionismo, disputando a hegemonia global. O que vai acontecer? A organização de um super-estado, de modo a que o mundo seja a religião dos que querem dominar o mundo. O direito constitucional internacional é a causa da construção da Cosmópolis, da Nova Ordem Mundial.

2) A ONU será o fiel dessa balança, pois é em torno dela que se ocorrerá a centralização do poder global.

3) Se o mundo for tomado como religião, os países deixam de ser tomados como um lar.

A incapacidade civil sistemática e provocada mata o senso de se tomar o pais como um lar


Eis uma série de dúvidas que tirei recentemente:

O que você chama de capacidade? Seria a capacidade civil?

1) Capacidade que falo é a capacidade civil mesmo. 

2) Quem é capaz de poder formar uma família é responsável. Quem vive a vida irresponsavelmente com o tempo perde a compreensão e capacidade exercer atos da vida civil e tende a não mais compreender a ilicitude de seus atos. O marxismo cultural, ao promover os vícios sistematicamente, promove a incapacidade sistemática da população.

Como apurar se alguém vai ser bom pai se não temos como julgar o caráter de ninguém a priori?

1) A incapacidade é sempre uma exceção. E a lei deve sempre prever as exceções que dão causa à incapacidade civil. 

2) O juiz julga bem se conhece o direito e conhece bem as partes e as serve com confiança. As partes só confiam no juiz se o conhecem bem. E para se julgar é preciso que se conheça as circunstâncias do caso e que se aplique a lei ao caso concreto, em suas circunstâncias. Só assim que faz justiça. E uma ordem impessoal é sempre injusta. Pois a indiferença leva à injustiça.

3) Outro grande aspecto que devemos combater é o problema da impessoalidade. A impessoalidade leva à indiferença, que dá causa a que as nações sejam tomadas como se fossem religião, dando base ao totalitarismo.

Como conciliar costumes locais e valores cristãos?

1) O local prepara para o universal. E eles devem ser fundados em Cristo. A pátria pequena prepara para a pátria grande, que se encontra no Céu.

2) Só podemos tomar por universal quem segue o caminho, a verdade e vida. Ninguém vem ao pai senão por Jesus. Países descristianizados ou ainda não convertidos ao cristianismo estão em apatria ou barbárie.

3) O totalitarismo se baseia no fato de que cada um tem a sua verdade. E isso leva ao nada. 

Suponhamos que o homem não deseje casar ou a mulher não deseje casar, mas que deseje morar sozinho. Como encarar essa situação legalmente?

1) Se o homem não deseja casar e a mulher não deseja casar, é porque optaram em servir a Deus. O amor por Deus é tão forte que eles não sentem amor por homem ou mulher nenhum. É um dos estados de pessoa, pois se funda na vocação. E a pátria do Céu é quem rege isso. 

2) A vida nacional, fundada na idéia de se tomar o país como um lar, rege o estado civil das pessoas que são capazes de formar uma família, base de toda a nação neste aspecto. É daí que temos os casados, os solteiros e os viúvos. Pois sacerdócio é estado civil da pátria do céu e não cabe ao direito temporal, fundado na relação entre pessoas e coisas na Terra, regular.

3) Para a vida civil, em sociedade, é fato normal o casamento, mas o casamento se funda nas leis de Deus. E a família é a base da nação - e isso é outro tipo de vocação.

4) Quando lidamos com o aspecto da vida da nação, levamos como parâmetro à família. A vida consagrada a Deus tem outro tratamento - e se funda na pátria do céu. Por isso que a aliança entre o altar o trono se faz necessário para a nacionidade, pois quem toma o país como um lar tem por referencia a pátria no céu.

5) Se o homem e a mulher não desejam se casar e não têm Deus no coração, eles estão de certo modo à margem da sociedade. Escolheram o caminho da apatria. Enfim, estão perdidos, por conta dos valores liberais e revolucionários que estão instalados em suas cabeças - e isso é a causa da incapacidade deles. O estado civil de pessoa solteira é um estado transitório. Ninguém fica solto pra sempre. Cedo ou tarde ele será chamado a servir: seja a Deus no sacerdócio e na vida consagrada, ou seja a Deus, por meio da vida familiar.

6) Quem se põe à margem da sociedade por escolha torna-se incapaz de tomá-la como se fosse um lar, pois não disse sim a Deus, mas a si mesmo. Logo, está perdido.

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O sufrágio universal leva à indiferença sistemática: http://adf.ly/ppQRf