Pesquisar este blog

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Ainda se ouvem os ecos da Marselhesa - em memória das vítimas de 14 de julho de 1789

Faço minhas as palavras de meu colega Tiago Cabral Barreira - e as publico aqui, na íntegra.

"Faz exatos 222 anos, no dia 14 de Julho de 1789,  em que se deu início a desordem revolucionária, a anarquia institucional, o desrespeito sistemático e premeditado dos valores éticos e morais mais caros ao ser humano. Chegou-se o dia em que um grupo de iluminados, na crença de se julgarem superiores ao resto da humanidade e moralmente capazes de guiá-los, de modo a mudar a sua natureza humana, a partir de teorias obscuras e abstratas, incitou a população a se rebelar contra a tradição, contra os costumes, contra a religião, contra o indivíduo e contra as suas responsabilidades morais, enquanto membros do povo - a Queda da Bastilha pode ser lembrada como um início de um longo e contínuo ciclo de descapitalização moral que assola até hoje o Ocidente, cujos desdobramentos, ao longo dos séculos que se seguiram, gerou discípulos que se rivalizam até hoje entre si pelo processo de tomada do poder, mas que carregam a essência da mentalidade de 1789 . Essas facções se odeiam entre si, mas fazem parte de um todo maior, pois cada uma delas reivindica para si  a pecha da ortodoxia revolucionária, artificiosa e antinatural por si mesma. Em outras palavras, elas querem dominar o mundo.

Essas ideologias, esses discípulos da Revolução Francesa -  nacionalismo, socialismo, positivismo, fascismo e nazismo - por mais que sejam ideologias distintas, cada uma com seus métodos próprios de tomada do poder por meio da ação revolucionária, todas elas apresentam algo em comum: simpatizam com o que aconteceu em 14 de Julho. Por causa dessa simpatia, Eesa Revolução se alastrarou pelos 5 continentes - e em 2 séculos, ela produziu uma carnificina nunca antes vista na história da humanidade. Ensinou países a relativizarem princípios morais inquestionáveis, decorrentes da verdade revelada; a zombarem do passado do qual antes se orgulhavam - e a idolatrar um futuro ilusório, que nunca chegará porque se adia por si mesmo, por ser uma promessa vazia e vã, tal qual a promessa de um político, quando pede voto ao seu eleitor.

Por mais irônico que isso pareça, o iluminismo, que pregava o avanço da civilização, acabou sendo combatido nos países mais avançados e civilizados do mundo, e acabou sendo relegado a regiões periféricas e incultas do planeta, dando causa à descolonização dos continentes americano, africano e asiático, ao longo dos séculos XIX e XX. O efeito nefasto dessa Revolução, dessa falsa crença importada, levou essas regiões a uma explosão de instabilidade política e econômica, marcando a perpetuação de um ciclo vicioso de subdesenvolvimento e de degradação - tão nefasfo foi esse efeito que até mesmo certos países, antes tidos como economicamente avançados, como a Argentina, ou politicamente estáveis, como o Brasil, cairiam na destruição, e hoje vivem dias cada vez mais distantes da vida civilizada.

Por isso, o dia de hoje é um dia de luto, em prol das vítimas da Revolução de 14 de Julho."

Para quem ainda idolatra esse falso ilusório, eis aqui uma brilhante aula de Orlando Fedeli sobre esse crime contra a humanidade, essa revolução contra Deus chamada Revolução Francesa - Napoleão é a síntese perfeita desse crime nefasto que ela foi: um tremendo de um anticristo, tal como foi Hiter, Marx e outros tantos cujas idéias derivam diretamente dessas nulidades.

video

video

video

video

video

video

video

video

video

video

sábado, 9 de julho de 2011

Comentários ao vídeo do Conde sobre "o direito natural de termos preconceito"


Preliminarmente, antes que os arautos da moralidade revolucionária me condenem como tirano, como antidemocrata, eu deixo bem claro, a todos aqueles que ignoram de boa-fé a estas verdades que se seguem: eu não acredito em sociedade livre, pluralista e sem preconceitos, enquanto houver ateísmo militante, promovedor de perseguições contra religiosos e contra os valores morais da nossa sociedade, que decorrem da nossa fé em Cristo, seja ela dentro ou fora da Santa Madre Igreja. 

Por acreditar:
  1. que a vida é um dom de Deus; 
  2. que Deus nos incumbiu, desde a verdade revelada, de que devemos manter e aperfeiçoar tudo aquilo que não pode ser mantido por si mesmo;
  3. que Deus, para essa tarefa, nos deu capacidades inatas, próprias do fato de que nós, como seres humanos, somos a primazia da criação;
  4. que a sociedade possui leis porque elas são a organização coletiva do nosso direito de legítima defesa - e que isso decorre justamente do fato de que temos direitos naturais inalienáveis e que preexistem a toda e qualquer legislação existente;
  5. que esses direitos, que decorrem da criação, são a base a nossa verdadeira constituição, natural e imutável por si mesma;
  6. e que a lei que organiza o estado de direito deriva desses direitos naturais e não pode trair a esses princípios, a esses postulados da vida humana. 
Tudo isso faz de mim um conservador e me orgulho de ser isso. Embora eu não concorde em tomar como verdadeira e honesta ter fé em Cristo fora da Igreja (já que sou Católico Apostólico Romano), não tenho o direito de sair processando ou perseguindo por aí evangélico por sua crença, ainda que essa crença tenha sido declarado falsa, condenada pelo Vaticano como sendo heresia  - e como Católico que sou, creio firmemente que a Igreja, como o Corpo de Cristo que é, não erra, mas os seus filhos, pois alguns deles não sabem o que fazem; e tal como disse Jesus a seu Pai, Deus, eles precisam ser perdoados pelos seus erros - e o erro deve ser mostrado a eles, de tal modo a que se arrependam por isso. A relação pai e filho se funda nessa mesma lógica - e isso justifica o magistério oficial da Igreja, no ensino da verdade revelada.

O mínimo que faço é exercer o meu direito de não querer saber, de não querer ser informado sobre o que eles, os evangélicos, estão a fazer por aí, pois, pra mim, isso não é certo, contanto que não fiquem a quebrar imagens de santos, a falar mentiras contra a Igreja ou a matar católicos por aí, tal como faziam na Irlanda e ainda fazem no resto do mundo - além disso, em função dos meus deveres de católico, se eu puder trazer alguns dos nossos irmãos evangélicos de volta a nossa verdadeira casa, a Santa Madre Igreja, eu fico satisfeito, pois vejo que essa pessoa é sensata e não se deixou contaminar pelas mentiras que certos pastores andam a promover por aí, em seus cultos.

Eu aprendi com minha amiga Sara Rozante que religião se discute, dentro desses fundamentos que citei acima. Nesse ponto, eu exerço preconceito, por saber que essas pessoas, que atacam a Igreja, em nada contribuirão para o meu aperfeiçoamento pessoal. Essa escolha, eu deixo privada, pra mim - ninguém precisa saber. Direito a ter preconceito, a ter uma opinião formada, firme e inabalável, é um direito constitucional, decorrente da liberdade de credo e de opinião, pois funda-se em valores absolutos. 

Jurista que fala que não há direitos absolutos na Constituição Brasileira de 1988 está mentindo, agindo de má-fé, no meu modesto entender - se a Constituição invoca a proteção de Deus, tal como há no Preâmbulo, então ela tem que cumprir estritamente os ônus decorrentes daquele que pede a proteção de Deus contra aqueles que lhe fazem mal - e isso é totalmente incompatível com a natureza revolucionária desta república, se tomarmos por base a história do Regime, desde que ele foi implementado, em 15 de novembro de 1889.  Enquanto a base desta república se inspirar nos ideaís de liberdade, igualdade e fraternidade, invocar a proteção de Deus será letra morta, o que favorece os movimentos ateístas. Infelizmente, o Brasil nunca será como os EUA, pois as circunstâncias históricas da sociedade desta terra são diferentes das de lá - importar o sonho americano e tentar aplicá-lo no Brasil nunca vai dar certo por aqui.

Pra mim, não é digno de chamar-se homem quem não retém essas verdades para dentro de si, que nos foram reveladas, próprias da nossa tradição civilizatória. Quem deseja controlar as opiniões alheias, fiscalizar a opinião pública, construir vil e deliberadamente uma nova sociedade, formada de traidores e amorais, está a defender, necessariamente, todo esse Estado de coisas que está sendo praticado aqui no Brasil de hoje e que foi praticado na França desde 1789, a origem mais remota de toda esta ordem de coisas, de nulidades que se praticam contra a nossa civilização - e, nesse ponto, esse tipo de pessoa não está sendo conservadora, mas conservantista. Esse tipo de pessoa deve ser descartada da sociedade como se lixo fosse, pois essa crença ateísta é ruim por si mesma, por ser atentatória contra os valores desta sociedade como um todo - uma pessoa desse naipe é apátrida por sua própria escolha, pois ela só enxerga o seu próprio umbigo. Nada fará de bom, apenas barbárie.  

Faço minhas as palavras do meu colega blogueiro Leonardo Bruno (Conde Loppeux de Villanueva). Por dever moral, posto o vídeo, aos meus leitores e a quem interessar possa.

video

Aproveito a oportunidade de anunciar que pretendo criar uma série de posts sobre o que penso a respeito do Direito Constitucional. Assim que tiver condições de fazê-lo, eu vos brindarei com tudo aquilo que conheço, com base naquilo que venho pesquisando ao longo desses últimos dois anos.

Antes que eu me despeça, eu quero fazer um rápido comentário sobre o vídeo: quem entende liberdade como concessão do Estado, como liberdade pública (no sentido da tradição constitucional francesa), essa pessoa está a contribuir favoravelmente para o processo revolucionário. Essa pessoa acreditará em soberania estatal e que o eleitor é um órgão do Estado, com o intuito de justificar os interesses cesaristas dos governantes de momento. É mais fácil vermos isso na Venezuela, onde o referendo é exaustivamente praticado, dando poderes quase absolutos para aquele tal Chapolim de Miraflores, como o professor Ubiratan Iorio se refere ao Hugo Chávez.

Tudo de bom - e obrigado por lerem!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Algumas observações que considero oportunas para a análise da estrutura da mente revolucionária, tal como nos foi proposta pelo professor e filósofo Olavo de Carvalho

Esta semana, eu estive a assistir o True Outspeak do Mestre Olavo de Carvalho. Enquanto ele estava a tirar uma dúvida a respeito da estrutura da mente revolucionária, eu encontrei uma citação fantástica no Facebook, a qual coloquei no meu banco de aforismos e citações. Gostei tanto que não resisti e me senti obrigado a comentar

Eis o destaque:

“A superioridade do homem sobre os animais provém da capacidade de herdar sociologicamente saberes de outros homens, ao passo que o animal não herda saberes senão os instintivos que biologicamente pode receber. Um tigre de bengala caça com idênticos modos como caçava há vinte mil anos atrás; um homem é diferente de outros homens de tempos pretéritos porque recebeu sociologicamente saberes de outros homens, num processo de transmissão de conhecimento chamado Tradição”. (Francisco Elias Tejada)[1]


[1]
Isso já é o suficiente para nos apontar que tradições nascem, por serem boas por si mesmas, pois atendem a essência do que é a natureza humana. Aquele que afirmar que tradições se inventam e se fabricam está, na verdade, colaborando com um projeto nefasto de nova ordem mundial, com o intuito de construir um novo tipo de homem, racionalmente planejado e desvinculado de sua ordem natural.  É através da mentira e da justificação da mentira, por meio da propaganda (repetida à exaustão, como se fosse verdade), que essa nulidade revolucionária se subsiste.

Olavo de Carvalho fala em tradição revolucionária, se admitirmos a tradição como processo de transmissão de conhecimento que se faz naturalmente através da passagem das gerações ao longo do tempo, um dos escopos do processo de capitalização moral, que tanto menciono em meus estudos sobre a nacionidade. Uma crítica que poderia fazer a ele, no sentido construtivo do termo e que considero razoável, é que existe um segundo elemento, necessário à análise da estrutura da mente revolucionária, que deveria ser considerado – esse outro elemento, que faz a tradição se subsistir como fundamento da liberdade, é que ele se respalda na verdade revelada e no ensino dessa verdade. 

A tradição revolucionária, por rejeitar essa verdade e por propor velhas ou novas mentiras no lugar da verdade, nunca será uma tradição, mas um processo, um meio, que precisa ser continuamente justificado, ao longo das gerações, com o intuito de poder ainda continuar aparentando a ser verdadeiro. A tradição, por sua vez, não precisa ser justificada, por ser boa por si mesma - a não ser quando há ataques ideológicos e sistemáticos contra ela.

A pessoa que não conhece essa verdade não é, necessariamente, livre, mas escrava dos caprichos dos desejos mundanos deste mundo – ou seja, o modo de ver materialista, decorrente do fato de não se ensinar isso desde o berço, torna os indivíduos presas fáceis dos caprichos revolucionários, pois elas não serão capazes de comparar o modo de vida proposto pela Igreja com o modo de vida proposto pela via revolucionária, pois lhe faltarão informações suficientes para perceber que os ganhos óbvios decorridos da observação desse caminho proposto pela Igreja são bons por si mesmo, através do exame das vantagens comparativas - isso se esse conhecimento não for buscado por essa pessoa.

Por essa razão, a pessoa que estiver influenciada sob a falsa idéia de que toda a verdade, nessa vida, é relativa, ela ignorará a noção de eternidade – e que o agora, o hoje e o amanhã são frações dessa noção . Ou seja, essa pessoa não dará valor ao amanhã, e não trabalhará, nem para o seu próprio progresso e nem para os que lhe estão ao seu redor, pois entenderá que trabalho é sofrimento – e o que sofrimento deve ser evitado a todo custo. Essa pessoa estará em eterno hedonismo, que é uma das conseqüências de uma ordem fundada no materialismo e no divórcio daquilo que a Igreja nos propõe para a vida.

A nossa memória, igualmente, também deriva do conhecimento dessa noção – que é própria do fato de sermos seres humanos, criados a imagem e semelhança de Deus. A ignorância deliberada desse fato rebaixa o homem ao nível dos outros animais – ou abaixo desse nível, pois, fora da ética, somos o pior deles todos, tal como dizia Aristóteles. E isso acaba por destruir o valor da instituição familiar e de todas as regras de sucessão que decorrem dessa noção.
Bom, essas são algumas observações que eu queria acrescentar ao pensamento do Olavo.

Na mesma linha, para corroborar o meu pensamento, temos esta citação, que também vos destaco:

“Que seria de um indivíduo a quem seus semelhantes não ensinaram a ele a falar, a ler, a exercer um ofício, a praticar a moral, a conhecer e amar a Deus? Nada – este indivíduo nem sequer será um animal, como os outros”. (Gustave Thibon)
Bom, pessoal, é isso. Obrigado por lerem!

Textos relacionados à minha autoria - Robert Nozick - Por que os Intelectuais são contra o capitalismo?

Acabo de publicar no Scribd, o texto do Nozick "Por que os intelectuais são contra o capitalismo?" - a crítica dele foi o que me inspirou a escrever meus artigos sobre o empreendedorismo e porque o trabalho do intelectual precisa ser resgatado dessa forma.

Nós estamos carentes de empreendedores,meus amigos - estamos carentes de cérebros, de gente capaz de praticar verdadeiros feitos de empresa, de gente capaz de enfrentar a calmaria dos oceanos da nulidade, de continentalizar as almas humanas, que estão dispersas por aí nesse mundo online, e fazê-las ficarem unidades em torno de uma justa causa: a de conservar as nossas liberdades, em da ideologia reovlucionária e trambiqueira. Estamos carentes de gente que nos inspire a nos capitalizarmos moralmente, de modo a que o amanhã seja um hoje melhorado, não só no aspecto material, mas em todos os outros aspectos da vida.

Eu vos convido a esta humilde reflexão, de modo a que juntos, como conservadores, tomemos medidas de modo a que possamos reverter o processo de corrupção moral que está sendo promovido por causa dessa falha terrível que está havendo na formação dos intelectuais, que são fundamentais para detectarmos essas ideologias criminosas. Precisamos formar bons soldados para atuarem na rede de contra-inteligentsia - assim, teremos muita gente que continuará o legado do Olavo e de outros que engrandecem o pensamento brasileiro, por suas sinceridades de fato. Sem gente como ele, o português, que hoje é a 5ª língua mais falada do mundo, não terá o mesmo que o alemão, em filosofia - onde eles têm a tradição de filósofos, como Kant, Hegel, Marx. Se seguirmos a tradição do Olavo, o português pode superar o alemão como referência em língua filosófica, mas isso é um wishful thinking meu.



terça-feira, 5 de julho de 2011

Textos de Minha Própria Autoria - O Intelectual e o Empreendedorismo - como tornar estes seres, propensos ao anticapitalismo, servidores de uma causa boa por si mesma e para a sociedade como um todo

O presente artigo deriva de um brilhante artigo do Nozick que mostra o porquê que os intelectuais são tão avessos à economia de mercado. Penso que uma das maiores vitórias que podemos obter na nossa guerra cultural será trazê-los desde cedo para causas que sejam boas por si mesmas e que façam da atividade intelectual uma atividade empreendedora e criadora, que beneficie a sociedade como um todo - assim, eles não precisarão criticar o sistema.

O presente artigo que exponho é um mero esboço de uma estratégia, com base nos subsídios que o Nozick nos deu.

Convido os senhores à reflexão - e estou disposto a ouvir suas opiniões e comentários a respeito. E mais uma coisa: os comentários deste post serão moderados - e isso vale pra tudo que eu postar por aqui.

Deixo aqui meu recado pros aventureiros de plantão: "Se veio aqui pra falar merda esquerdista, ateísta, positivista e gayzista, entao vai tomar no cu e não me encha o saco, porra!" (Olavo de Carvalho). O mestre falou tudo - e eu não preciso dizer mais nada.

O artigo está lá no scribd, onde sempre posto meus artigos, como sempre (ver link abaixo). Não alterei uma vírgula nele, ainda - mas pretendo atualizá-lo, de modo a ficar melhor. Tenho certeza que de vocês vão vê-lo mais completo, tão logo eu tenha condições de fazê-lo.